Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

TRIBUTO A VICTOR ASSIS BRASIL

30 novembro 2008

Ja que o tempo nao ajudou nas duas datas que o FESTIVAL IN JAZZ seria mais uma vez realizado neste ano de 2008, cabe agora torcer para que a tarde do proximo domingo (07.12.2008) nos reserve um momento ensolarado para que possamos mais uma vez assistir a justa homenagem a Victor Assis Brasil, por muitos reconhecido como o principal musico de Jazz que ja surgiu no Brasil...

Seguem abaixo os dados sobre o encontro de musicos e ouvintes que apreciam a musica dos musicos.

IV FESTIVAL IN JAZZ. Adiado duas vezes por causa das chuvas, o tributo ao saxofonista Victor Assis Brasil foi remarcado para domingo (7). Idealizada pelo produtor Paulo Assis Brasil, irmão do homenageado, a programação inclui o saxofonista Nivaldo Ornelas, a banda Sambop, o grupo Idriss Boudrioua Base & Brass e o guitarrista uruguaio Leonardo Amuedo. Livre. Espaço Victor Assis Brasil (antigo Parque dos Patins), Lagoa. Informações, 2259-8983. Domingo (7), 17h30. Grátis.

Beto Kessel

COLUNA DO LOC

No Olimpo, enfim
Luiz Orlando Carneiro, JB, Carderno B
30 de novembro

O ‘Hall of fame’ foi instituído pela revista Downbeat em 1952, a fim de que seus leitores – além da escolha dos melhores músicos e discos do ano – tivessem a oportunidade de consagrar os deuses e canonizar os santos do jazz mesmo (e preferencialmente) antes que morressem. O primeiro deles foi, como não podia deixar de ser, Louis Armstrong, que ainda seria festejado, ao vivo, até 1971, como uma das maiores figuras do século 20. A partir de 1961, a então incontestável bíblia do jazz concedeu também aos críticos (premiação anual divulgada sempre em agosto) a prerrogativa de introduzir seus ungidos nesse "Olimpo". Naquele ano, os leitores fizeram justiça a Billie Holiday (1915-59) e os críticos ao já há muito legendário saxofonista Coleman Hawkins (1901-69), que envelheceu com espírito jovem, tocando ao lado de boppers como Thelonious Monk, Sonny Rollins e Herbie Hancock (levados ao Hall of fame pelos leitores da DB, respectivamente, em 1963, 1973 e 2005).

Neste ano-base (encerrado em setembro), Keith Jarrett, 63 anos, conquistou a láurea no referendo dos leitores da revista, com 282 votos. De acordo com os resultados publicados na edição de dezembro, ele superou outros dois pianistas – o também magnífico Ahmad Jamal, 78 anos (208 votos) e o nonagenário Hank Jones (193). No período 2006-07, Jarrett secundara o saxofonista Michael Brecker, que morrera prematuramente (57 anos), de leucemia, e merecia canonização imediata.
Jarrett entrou, finalmente, no Hall of fame, no mesmo ano em que seu trio Standards (Jack DeJohnette, bateria; Gary Peacock, baixo) comemorou o 25º aniversário da gravação para a ECM, ainda em LP, do primeiro volume de uma série de álbuns que constitui – com a devida vênia do admirável Brad Mehldau – a suprema arte do trio no jazz. Sem que se esqueça o primeiro grande trio interativo da história do jazz – o de Bill Evans, com Scott LaFaro (baixo) e Paul Motian (bateria), que seria assim qualificado mesmo se seus registros únicos fossem, "apenas", os da sessão de junho de 1961, que gerou os discos Sunday at the Village Vanguard e Waltz for Debby (Riverside). Infelizmente, La Faro morreu naquele mesmo ano, aos 25 anos, num desastre de automóvel. Evans foi-se aos 51 anos, em 1980, e entrou no Hall da DB no ano seguinte.

Voltando ao último poll dos leitores da revista, Jarrett não venceu, contudo, nenhuma das categorias dos melhores do ano (instrumentistas, grupos, álbuns). Foi o terceiro mais votado entre os pianistas (283), depois de Hancock (330) e Mehldau (308); seu célebre trio obteve o segundo lugar entre os pequeno conjuntos, no vácuo do trio de Pat Metheny (211 a 200).

No pleito dos críticos (agosto), o novo integrante do Hall of fame ficou no topo das listas dessas categorias. Mas o "leitorado", que é mais aberto ao lado pop do jazz, favoreceu Hancock e seu CD River: The Joni letters (Verve) – homenagem a Joni Mitchell, com vocais da própria, de Norah Jones e Tina Turner – que só perdeu para Pilgrimage (Heads Up), disco póstumo de Michael Brecker. O CD duplo My foolish Heart (ECM), gravado pelo trio de Jarrett em Montreux, em 2001, e que ele quis lançar só no fim do ano passado, para celebrar as bodas de prata do grupo, conseguiu ainda um honroso quinto lugar na categoria dos melhores discos do ano. Para o pianista, "se o jazz trata de swing, energia e êxtase pessoal para o intérprete e o ouvinte, não me lembro de nenhum outro concerto do trio que expresse essas qualidades de modo tão perceptível e completo".

DUO DE PIANO (GISBRANCO) - MAIS UM ALBUM DA DELIRA MUSICA

29 novembro 2008

Ha algum tempo atras, surgiu uma ideia do nosso Pres. no sentido de termos um duo de piano numa producao do CJUB...Quem sabe ainda poderemos ver este sonho se tornar realidade algum dia

Lembrei disto ao assistir recentemente na Sala Cecilia Meirelles a um Concerto da Serie Piano Solo com Marcos Valle (otimo por sinal), que foi aberto por duas talentosas pianistas, Bianca Gismonti e Claudia Castelo Branco, que apreciam Jazz...

Trata-se do Duo GISBRANCO.

Surfando por sites de Jazz, achei na agenda do site Clubedejazz.com.br uma nota sobre o show das pianistas, o qual tomo a liberdade de transcrever abaixo, sem antes nao deixar de parabenizar nossa companheira do CJUB (Luciana Pegorer), que tem feito um trabalho muito interessante com sua DELIRA MUSICA, sempre trazendo musica de qualidade.

Delira 5 Anos apresenta GisBranco

Comemorando 5 anos do selo Delira Música, o duo GisBranco, formado pelas pianistas Bianca Gismonti e Cláudia Castelo Branco, convida Carlos Malta (sax e flauta), Torcuato Mariano (guitarra), Armando Lôbo (voz) e Marco Lobo (percussão) para uma grande festa musical. No repertório obras de Egberto Gismonti, Toninho Horta, Edu Lobo, Moacir Santos, Villa-Lobos, Hermeto Pascoal e Capiba, entre outros.
Data 05/12/2008 Local Sala Baden Powell: Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 Horário Sexta-feira, às 20h00. Informações Tel.: (21) 2548-0421

MUSEU DE CERA # 48 – BUD FREEMAN

Lawrence “Bud” Freeman era um dos membros do jovem grupo de músicos brancos de Chicago conhecidos como Austin High School Gang. Deste grupo participavam ainda Jimmy McPartland (tp) e seu irmão Dick McPartland (bj, gt), Frank Teschemacher (cl), Eddie Condon (bj, gt), Dave Tough (bat), Jim Lanigan (bx, tuba), Joe Sullivan (pi), dentre outros.
Freeman nasceu em Chicago a 13/abril/1906 e as primeiras lições foram tomadas do pai de Jimmy McPartland e em 1923 já tocava o sax tenor em dó conhecido como C_melody, estudando também o clarinete. Em 1926 faz uma turnê com o clarinetista Art Kassel e em 1927 ao retornar grava com os McKenzie-Condon Chicagoans indo em seguida para New York com Ben Pollack e depois gravando com Bix Beiderbecke and his Orchestra, Hoagy Carmichael and his Orchestra e Joe Venuti's Blue Four. Passou a atuar com vários músicos tais como: Red Nichols, Roger Wolfe Kahn Orchestra, Buck Clayton, Ruby Braff, Vic Dickenson, Jo Jones e Zez Confrey. De 1936 a 38 tocou com Tommy Dorsey e logo depois juntou-se por um ano a Benny Goodman Orchestra. Formou sua própria banda a - Summa Cum Laude Orchestra (1939-1940). Durante a 2ª Guerra Mundial liderou uma banda militar aquartelada nas ilhas Aleutas no Pacífico. Em 1974 foi para Inglaterra onde fez inúmeras gravações e apresentações por toda a Europa, retornou em 1980. Tocou regularmente com Eddie Condon, depois mantendo banda própria pelo resto de sua vida, extinta a 15/março/1991. Um dos “pais” do saxofone tenor no jazz com estilo suave, mas com ataque franco, vibrante e ótima sonoridade, excelente swing, mantendo-se fiel ao estilo Chicago. Uma alternância à tonalidade mais áspera (apesar de excelente) de Coleman Hawkins, tendo sido uma das inspirações de Lester Young.
Um de seus mais destacados trabalhos The Eel podemos ouvir agora no Museu.

The Eel (Bud Freeman) com Eddie Condon And His Orchestra:
Max Kaminsky (cornet), Floyd O'Brien (tb), Pee Wee Russell (cl), Bud Freeman (st), Alex Hill (pi, arranjo), Eddie Condon (bj), Artie Bernstein (bx) e Sidney Catlett (bat).
Gravação original: Col 35680 - New York, 21/outubro/ 1933
Fonte: CD – Dixieland Jazz – The Collection – MCPS GRF078 – Londres




Subscribe Free
Add to my Page

IDRISS E BANDAÇA ONTEM NO KATMANDU

28 novembro 2008

Os males que vem para bem. Um baita engarrafamento ontem no Rio bastou para jogar para escanteio a um compromisso que tinha, totalmente comprometido em termos de horário. Docemente constrangido, rumei com a chefa para o Katmandu Clube, onde estava anunciada a presença de Idriss Boudrioua e uma escolta de peso.

O primeiro set começou com meros 50 minutos de atraso, próximo às 22 horas. Mas a frontline prometia muito. E entregou um jazz de primeiro mundo, os arranjos do Idriss soando plenos de inventividade e interação, com contrapontos bastante dramáticos e denotando terem sido feitos por alguém que, além de tocar muito, curte a sonoridade jazzística em sua plenitude.

Para não alongar demais algo que não pode ser aqui reproduzido, basta dizer que a batidíssima Body and Soul, no arranjo desse ás do sax-alto brasileiro, prestigiou, adivinhem ..., o barítono de um Henrique Band em excelente forma, com divisão inusitada e criativa - perguntado e elogiado, Band não quis ficar com o mérito e gentilmente declarou que aquilo "estava escrito", o que eu duvido. Band soprou seu sax com maestria, confirmando algo que eu imaginava mas ainda não tinha tido a oportunidade de ver.

Idriss tocou com imenso prazer temas de sua própria autoria, escritos "há uns sessenta anos atrás", como Bop For Me, em arranjo tão intrincado quanto alegre. Altair Martins foi bem eficiente no trompete e no flugel e Thiago Ferté, a quem eu ainda não conhecia, complementou com elegância o time do brass com sua boa pegada no tenor.

Na base, um outro deconhecido para mim, o jovem tecladista Vitor Gonçalves, elogiadíssimo por Idriss, diga-se, demonstrou muita segurança e inventividade nos solos. Pena que numa pianolinha elétrica que parecia de brinquedo, já que a casa não tem um acustico disponível. Esse fato, porém, não empanou a sua atuação, e segurou as harmonias com solidez e expôs idéias interessantes quando em solo. No baixo, seguro e cada dia mais desenvolto no idioma jazzistico, Sérgio Barrozo conduziu com facilidade e manteve a vibração adequada para esse belo time, complementado por um Rafael Barata muito competente e adequado à bateria - chegado, segundo Idriss, do Japão e da Europa onde tinha feito várias apresentações, inclusive com Barrozo - que domina com maestria, alternando climas e moods mais ou menos enérgicos segundo o tema, fazendo ritmo (e não barulho) como um grande veterano.

A lamentar, apenas, a inadequação da casa para eventos do tipo "intimista" - e poderia, com pequeno investimento, ser o novo lar dos jazzistas e jazzófilos cariocas, já fica a sugestão - desde a falta de preparo dos garçons, bartenders e outros empregados quanto ao nível de ruído produzido no ambiente (coisa simples de ajeitar), ao som grave da boate embaixo que ressoa nas mesas e nos nossos pés e pela simples colocação de duas pesadas cortinas separando a sala onde rola jazz daquela onde o "serviço" acontece.

No computo geral, uma boa noite de jazz. Não pude ver o segundo set, mas trouxe dois pequenos trechos da última do primeiro para dar-lhes um gostinho. A baixa qualidade dos vídeos é por conta de terem sido filmados no celular. Mas recomendo (e repetirei) a ida lá para rever a essa formação, que me transmitiu, em termos jazzísticos - e balsâmicos, portanto -, tudo aquilo que eu precisava para consertar uma noite que começou errada.

Abraços.

P.S.: Alguém por favor identifica o tema dos vídeos? Valeu.



JAZZ PELO NORDESTE, PORTO DE GALINHAS

26 novembro 2008


O Jazz e a boa música também andam pelo nosso Nordeste, esta semana em Porto de Galinhas, Recife, entre os dias 27 e 29 de novembro.

http://www.jazzporto.com.br/



JAZZ DE FINA ESTIRPE NESTA QUINTA, 27

25 novembro 2008

Recebemos este aviso da Carol Rosman sobre mais um concerto no Katmandu Club. É um timaço de músicos para ninguém botar defeito...


"Olá amigos! QUINTA-FEIRA! 27 de novembro às 21 horas no Katmandu Jazz Club

IDRISS BOUDRIOUA - BASE & BRASS

Com Idriss Boudrioua – sax alto
Altair Martins – trompete e flugelhorn
Henrique Band – sax barítono
Thiago Ferté – sax tenor
Vitor Gonçalves – teclado
Sergio Barrozo – contrabaixo
Rafael Barata – bateria

No repertório, composições de Idriss Boudrioua, como “Trois Ami’s Blues”e “Bop For Me”, clássicos do Jazz internacional e brasileiro, como “Body and Soul”(Johnny Green) e “Waltz For Phil”(Victor Assis Brasil), e muito mais.

Couvert artístico: R$ 25,00
Lista amiga: R$ 20,00
Katmandu Club
Av. Epitácio Pessoa, 1484 - Lagoa
Tel: 2522-0086


(foto:Sharon W. Rosman)

sATurDAy nIGht jAzZ

22 novembro 2008

Programa de besteirol Jazz Club, com Louis Balfour.
Sorry, just in english. Good laughs!

MORREU O BATERISTA TONY REEDUS

21 novembro 2008

Mais uma vez foi Mestre Raffa quem me informou. Faleceu em 16 de novembro o baterista Tony Reedus, vitimado por uma embolia pulmonar. Em seu obituário consta que o fato aconteceu em pleno aeroporto em New York após Reedus regressar de uma excursao à Europa onde se apresentou com o pianista Mike LeDone . Todos os esforços para reanimá-lo foram em vão e sua morte ocorreu emplena ambuloancia que o transportava para um hospital.

RIP

PROSPER JAM - LEMBRANCAS DE UMA NOITE NO MISTURA

20 novembro 2008

Numa noite de quarta feira, vespera de feriado, e que mais parecia uma sexta feira, decidi aproveitar que estava perto do roteiro Leblon Ipanema Lagoa, para passar no Katmandu, ja que a programacao do Prosper Jam anunciava um convidado especial para acompanhar o Otimo Quarteto composto por Marco Tommazo (Piano Eletrico), Tony Botelho (Baixo Acustico), Renato "Massa" Calmon (Bateria) e Idriss Boudrioua (sax Alto).

Tinha lido pela manha no jornal que Jesse Sadock (Trompete) estaria particpando da tradicional Jam das quartas.

Ao ouvir "Invitation", foi impossivel nao lembrar de momentos da CJUB Dream Night, onde os dois feras dos sopros faziam tabelinhas espetaculares.

A noite foi perfeita, e o mais legal foi ver os musicos, liderados pelo Mestre de Cerimonias Renato Massa, convidando ao palco jovens musicos, que deram conta do recado. O guitarrista Ari Piassarolo tambem estava la e deu uma canja na guitarra.

Confesso que ainda ha vida inteligente na noite do Rio e ela passa pelas noites de quarta na Lagoa...

Vida Longa a Jam Session onde os musicos se divertem e nos emocionam.

Beto Kessel

RETRATOS
10. ART BLAKEY (H)
DISCOGRAFIA RESUMIDA - TÉRMINO


Art Blakey And The Jazz Messengers
Freddie Hubbard (trumpete), Curtis Fuller (trombone), Wayne Shorter (sax.tenor), Cedar Walton (piano), Jymie Merritt (baixo) e Art Blakey (bateria).
Em New York no "Village Gate", 17/08/1961.
1. Arabia
2. The Promised Land
3. Down Under
4. Children Of The Night
5. Mosaic
Album da Blue Note: Art Blakey - Live Messengers.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Mesma formação anterior no studio de Rudy Van Gelder, Englewood Cliffs, New Jersey, 02/10/1961.
1. Children Of The Night
2. Mosaic
3. Down Under
4. Crisis
5. Arabia
Album da Blue Note: Art Blakey – Mosaic.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Mesmas formação e local anteriores em 28/11/1961.
1. Moon River
2. Moon River (alternate take)
3. Contemplation
4. Backstage Sally
5. Reincarnation Blues
6. Shaky Jake
7. Bu's Delight
8. Shaky Jake
9. Reincarnation Blues (alternate take)
10. Bu's Delight (alternate take)
Faixas constantes de 02 albuns da Blue Note: Art Blakey - Buhaina's Delight e Art Blakey - Contemplation With Backstage Sally.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Mesmas formação e local anteriores em 18/12/1961.
1. Reincarnation Blues
2. Backstage Sally
3. Bu's Delight
4. Shaky Jake
Mesmos albuns anteriores do selo Blue Note.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Freddie Hubbard (trumpete), Curtis Fuller (trombone), Wayne Shorter (sax.tenor), Cedar Walton (piano), Reggie Workman (baixo) e Art Blakey (bateria).
Estúdio de Rudy Van Gelder, Englewood Cliffs, New Jersey, 10/02/1964.
Nas faixas “My Funny Valentine” e “Soul Girl” temos o vocal de Wellington Blakey, primo de Art Blakey. Wellington nasceu em Gary / Indiana e gravou para a Riverside Records e para a Universal Music.
1. The Core
2. Hammer Head
3. My Funny Valentine
4. Eva
5. Pensativa
6. Free For All
7. Soul Girl
Album do selo Blue Note: Art Blakey - Free For All.

Lee Morgan Sextet
Lee Morgan (trumpete), Curtis Fuller (trombone), Jackie McLean (sax.alto), McCoy Tyner (piano), Bob Cranshaw (baixo) e Art Blakey (bateria).
Mesmo local anterior em 11/08/1964.
1. Exotique
2. Tom Cat
3. Twice Around
4. Rigormortis = Riggormortes
5. Twilight Mist
Album excepcional da Blue Note, com destaque, alem do líder, para o sax.alto de Jackie McLean: Lee Morgan - Tom Cat.

A seguir as gravações do grupo que realizou temporada na Europa no final de 1971, idealizado e montado pelo ex-pianista, empresário e promotor de eventos George Wein.

OS “GIANTS OF JAZZ”

Giants Of Jazz
Dizzy Gillespie (trumpete), Kai Winding (trombone), Sonny Stitt (saxes alto e tenor), Thelonious Monk (piano), Al McKibbon (baixo) e Art Blakey (bateria).
No "T.N.P.", Paris, França, 22/10/1971.
1. I Mean You
2. 'Round About Midnight
3. Tour De Force
4. Tin Tin Deo
Album do selo Lotus: Giants Of Jazz - Bop Fathers, volume 1.

Giants Of Jazz
Mesma formação anterior no "Philharmonie", Berlim, Alemanha, 05/11/1971.
1. Blue 'N' Boogie
2. 'Round About Midnight
3. Tour De Force
4. Lover Man
5. Tin Tin Deo
6. Everything Happens To Me
7. A Night In Tunisia
Album da EmArcy: Giants Of Jazz In Berlin 1971.

Giants Of Jazz
Mesma formação anterior em 12/11/1971 em Zurique, Suiça.
1. Straight, No Chaser
2. Thelonious
3. Epistrophy
4. Don't Blame Me
5. I'll Wait For You
6. Sweet And Lovely
Album da Concord Jazz: Giants Of Jazz.

Giants Of Jazz
Mesma formação anterior no "Victoria Theatre", Londres, Inglaterra, apresentação em 02 sets, ambos no dia 14/11/1971. Foi lançado o album “The Giants Of Jazz” pelo selo Atlantic (faixas de 1 até 9 no 1º set e de 10 até 19 no 2º set) .
1. 'Round About Midnight = sabemos por pesquisa que essa abertura foi gravada, mas não editada
2. Tour De Force
3. Lover Man
4. Tin Tin Deo
5. The Bebop Tune
6. Woody'n You
7. I Can't Get Started
8. Blue Monk
9. A Night In Tunisia
10. Blue 'N' Boogie
11. 'Round About Midnight
12. Tour De Force
13. Lover Man (Dizzy's Rap)
14. Tin Tin Deo
15. Allen's Alley (aka The Bebop Tune)
16. Woody'n You
17. Everything Happens To Me
18. Blue Monk
19. A Night In Tunisia

Newport In New York '72
Clark Terry e Howard McGhee (trumpetes), Dexter Gordon e Sonny Stitt (saxes.tenor), Gary Burton (vibrafone), George Duke (piano), Jimmy Smith (órgão = e quem mais seria possível???), Al McKibbon (baixo) e Art Blakey (bateria).
No “Radio City Music Hall”, New York, 06/07/1972.
1. Blue 'N' Boogie
Album do selo Cobblestone: Various Artists - Newport In New York '72.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Wynton Marsalis (trumpete), Bobby Watson (sax.alto), Billy Pierce (sax.tenor), James Williams (piano), Charles Fambrough (baixo) e Art Blakey (bateria).
Estocolmo, Suécia, 09/03/1981.
1. Webb City
2. How Deep Is The Ocean ?
3. Skylark
4. Gipsy Folk Tales
Album do selo Break Time: The Very Best, Art Blakey And J.M. Featuring Wynton Marsalis '80/'81. Album da Amigo: Art Blakey/Wynton Marsalis - Art Blakey In Sweden.
Este album apresenta a notável gravação do clássico “Skylark” (Hoagy Carmichael), com uma sucessão de excelentes solos dos 03 sopros. O pianista James Williams (infelizmente já falecido) tem participação de destaque em todas as faixas; lembra-se que esse pianista, ao lado de Charnett Moffett/baixo e Jeff “Train” Watts/bateria, formou a “cozinha” que acompanhou Sadao Watanabe (sax.alto) em 13/07/1985 no Laforet Museum Akasaka (Tóquio/Japão), em apresentação resultou na edição do álbum da WEA “Parker’s Mood”, uma verdadeira jóia e, com certeza, o melhor que o prolífico Sadao, em noite de suprema inspiração, conseguiu realizar em sua carreira de uma centena de albuns. O solo de James Williams no clássico de Tom Adair e Matt Dennis “Everything Happens To Me” é definitivo em beleza, exploração harmônica e improvisação lógica, extensa, sensível e tecnicamente perfeita. Com muita segurança pode-se afirmar que foi, à época, o “álbum do ano”.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Mesma formação anterior em Paris, França, 12/04/1981, gravada e distribuida no album “Art Blakey / Wynton Marsalis” da Timeless
1. Cheryl
2. Ms. B.C.
3. In Case You Missed It
4. Little Man
5. Witch Hunt
6. Soulful Mister Timmons

Art Blakey And The Jazz Messengers
Wynton Marsalis (trumpete), Branford Marsalis (sax.alto), Billy Pierce (sax.tenor), Donald Brown (piano), Charles Fambrough (baixo) e Art Blakey (bateria).
"Keystone Korner", San Francisco, Califórnia, 01/1982.
1. In Walked Bud
2. In A Sentimental Mood
3. Fuller Love
4. Waterfalls
5. A La Mode
Pelo selo Concord Jazz, “Art Blakey - Keystone 3”.

DAQUÍ PARA DIANTE POUCAS APRESENTAÇÕES E GRAVAÇÕES

The Magnificent Six
Freddie Hubbard (trumpete e flugelhorn), Curtis Fuller (trombone), Benny Golson (sax.tenor), Walter Davis Jr. (piano), Buster Williams (baixo) e Art Blakey (bateria).
"Nakano Sun Plaza Hall", Tóquio, Japão, 02/02/1984
1. Moanin'
2. A La Mode
3. I Remember Clifford
4. Caravan
5. Whisper Not
6. Christina
7. A Night In Tunisia
8. Blues March
Album da Baystate: Art Blakey - A Groovy Night With The Magnificent Six.
Essa gravação foi filmada (vide item “05” da “Filmografia”).

Art Blakey And The Jazz Messengers
Terence Blanchard (trumpete), Donald Harrison (sax.alto), Jean Toussaint (sax.tenor), Mulgrew Miller (piano), Lonnie Plaxico (baixo) e Art Blakey (bateria).
"Mikell's", New York, 05/1984
1. Oh, By The Way
2. My One And Only Love
3. It's Easy To Remember
4. Who Cares?
5. Controversy
6. Tenderly
7. Falafel
Pelo selo Concord Jazz: Art Blakey - New York Scene.

The All Star Jazz Messengers At One Night With Blue Note
Freddie Hubbard (trumpete em “Moanin’” e “It’s Only A Paper Moon”, 02 solos espetaculares), Curtis Fuller (trombone também nas faixas em que atua Freddie Hubbard), Johnny Griffin (sax.tenor nas mesmas faixas de Hubbard e Fuller), Walter Davis Jr. (piano), Reggie Workman (baixo) e Art Blakey (bateria).
"Town Hall", New York, 22/02/1985
1. Criss Cross = rejeitada na edição
2. Bud's Bubble
3. I Got Rhythm
4. Moanin'
5. It's Only A Paper Moon
Albuns da Blue Note: Various Artists - One Night With Blue Note, volume 3 e Various Artists - One Night With Blue Note, Preserved.
Praticamente a caminho de seu “canto de cisne”, Art Blakey demonstrava vigor incomum para comandar esse grupo. Sessão gravada e que pode ser vista no DVD indicado no item “08” da “Filmografia”.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Wallace Roney (trumpete), Tim Williams (trombone), Kenny Garrett (sax.alto), Jean Toussaint (sax.tenor), Donald Brown (piano), Peter Washington (baixo) e Art Blakey (bateria).
Berkeley, Califórnia, 08 e 09/09/1986
1. On The Ginza
2. Feeling Good
3. Minor's Holiday
4. Second Thoughts
5. Caravan
6. Crooked Smile
7. One By One
8. Obsession
Album da etiqueta Delos: Art Blakey - Feeling Good.
Poucos anos antes de deixar-nos, ainda assim Art Blakey seguia abrindo a vitrine dos “Jazz Messengers” para talentos que se projetariam posteriormente.

Art Blakey And The Jazz Messengers And Special Guests
Freddie Hubbard, Terence Blanchard e Brian Lynch (trumpetes), Curtis Fuller e Frank Lacy (trombones), Jackie McLean e Donald Harrison (saxes.alto), Benny Golson, Javon Jackson e Wayne Shorter (saxes.tenor), Walter Davis Jr. e Geoff Keezer (pianos), Essiet Okon Essiet e Buster Williams (baixo), Art Blakey e Roy Haynes (baterias).
Vocais pela filha de John, Michele Hendricks, no 'Leverkusen Jazz Festival', Alemanha, 09/10/1989.
1. Two Of A Kind
2. Moanin'
3. Along Care Betty
4. Lester Left Town
5. Mr. Blakey
6. Drum Duo
7. Blues March
8. Buhaina's Valediction
9. interview
Album pelo selo “In + Out” (IOR).

A ÚLTIMA GRAVAÇÃO

Art Blakey And The Jazz Messengers
Brian Lynch (trumpete), Steve Davis (trombone), Dale Barlow e Javon Jackson (saxes.tenor), Geoff Keezer (piano), Essiet Okon Essiet (baixo) e Art Blakey (bateria).
Estúdios da BMG, New York, 10 e 11/04/1990
1. Here We Go
2. One For All (And All For One)
3. Theme For Penny
4. You've Changed
5. Accidentally Yours
6. Medley: My Little Brown Book / Blame It On My Youth / It Could Happened To You
7. Green Is Mean
8. I'll Wait And Pray
9. Logarhythms
10. Bunyip
11. Polka Dots And Moonbeams
12. Nica's Tempo
Album do selo A&M: Art Blakey - One For All.

A seguir: RETRATOS 11 = JOHNNY GRIFFIN
“Little Giant” or “Jazz Giant” ? ? ?

HÁ CINQUENTA ANOS

19 novembro 2008

O jornal "O Globo" de 19 de novembro relata com minúcias a apresentação de Dick Farney no famoso concêrto realizado em seu auditório. Estivemos lá e pudemos presenciar uma das performances mais bonitas de Dick, contracenando com diversos companheiros e mostrando a um público entusiasmado toda a sua arte. Felizmente o evento foi gravado e aqueles que não foram poderão pelo menos ouvir o que fez Dick naquela noite sensacional. Sobre o saudoso Bill Horne ,até hoje não encontramos ninguém que informasse quando e como ele faleceu. Injusto esquecimento.

UM REFORÇO LITERÁRIO

18 novembro 2008

É como podemos definir o livro “Improvisando soluções” de Roberto Muggiati. Mais uma obra muito bem cuidada e com uma série de pitorescas histórias de importantes personagens do Jazz. Trata-se de mais uma contribuição de Muggiati a nossa tão pobre literatura jazzística.
Já havíamos comentado anteriormente o “New Jazz de volta para o futuro” do mesmo autor, colocando os leitores a par dos personagens mais jovens da chamada arte maior. São indicações que fazemos a quem ainda não tomou conhecimento desses lançamentos.
llulla

UM DIA SEM MÚSICA ? NÃO VAI SER POSSÍVEL ...

O nome do "artista" é Bill Drummond. E tem como orgulho ter deixado a BBC escocesa sem música durante um dia.
Como dizem, só é louco quem queima dinheiro e a figura em questão queimou 1 milhão de libras.
Agora, o personagem em questão quer propor a realização do quarto ano do Dia Sem Música no Brasil.
Diz ele :
"A cada ano, eu foquei o Dia Sem Música em um lugar diferente. Em 2007, foi a vez da Escócia. Isso só aconteceu porque um produtor da BBC Radio Escócia (a estação de rádio nacional) me contatou e queria fazer com que a rádio ficasse todas as 24 horas do Dia Sem Música sem tocar uma única nota musical. Foi um grande sucesso, e criou uma série de debates na mídia escocesa. Um tempo depois, ainda em 2007, um brasileiro de São Paulo entrou em contato comigo. Ele queria saber se poderia fazer algo relacionado ao Dia Sem Música no Brasil. Logo que eu li o seu e-mail, pense: "Não seria ótimo fazer o Dia Sem Música de 2008 focando o Brasil?". Não sei se é a verdade, mas o resto do mundo tem a impressão de que no Brasil há música 24 horas por dia, durante os 365 dias do ano, de que os brasileiros fazem tudo usando música com pano de fundo. Pareceu-me o lugar perfeito. Agora eu sei que, na verdade, não vai haver uma nota musical a menos tocada no dia 21 de novembro no Brasil, mas o que é mais importante para mim é que haja um debate, que as pessoas conversem sobre a nossa relação com a música, sobre como ela muda e evolui, e para onde ela deveria estar indo. É claro que isso também é uma bela desculpa para eu viajar para o Brasil"

E mais, perguntado como explicaria a idéia do Dia Sem Música para uma pessoa comum e como alguém que ama música pode ficar um dia inteiro sem ouvi-la, ele simplesmente diz :
"Tente. São apenas 24 horas, e depois nós podemos conversar sobre isso. As pessoas também podem visitar nosso site oficial e ver como as outras pessoas se relacionam com a idéia. Parece que existem tantas pessoas considerando a idéia de um Dia Sem Música quanto existem pessoas que acham que tudo isso é uma perda estúpida de tempo."

Pois é Bill Dummond, e você ainda se acha um "artista" ?! Definitivamente, você é um completo idiota !

Já que falam do Brasil, por que não pensam em tirar algumas das nossas rádios do ar por 1000 anos ? Uma vergonha o que fazem com nossas rádios, vendidas ao jabá explícito, música de péssima qualidade, programação sem qualquer critério, rituais evangélicos e até exorcismo.

Na época da Fluminense FM, categorizada como "Maldita", teve até processo dos mais crentes para que o apelido fosse banido pois era considerado "uma ofensa".
Realmente, era "Maldita" para quem não gosta de música. O que veio depois ... uma vergonha !!

Bill Drummond, veste uma saia, volta pra Escócia e toma um porre de um bom uisque !

RODGERS SONGBOOK

17 novembro 2008


Um sujeito dos mais simpáticos, John Pizzarelli (48), quando este ano em Londrina, teve a “paciência” de conversar comigo várias vezes sobre assuntos relacionados à música e mais especificamente ao jazz. Trocamos idéias sobre compositores de todas as origens, passando por Legrand, Jobim e, claro, os grandes craques americanos. Coincidência ou não, temos as mesmas opiniões sobre Porter, Berlin, Gershwin, Rodgers e Kern, entre outros. Dos cinco citados, Porter e Berlin eram os menos cotados, se comparados a Kern, Rodgers e Gershwin. Tanto Porter como Berlin eram songwriters, ou seja, faziam letra e música. E esse tipo de compositor geralmente prioriza as letras. Daí a nossa preferência, em se tratando de jazz, em favor dos que tinham parceiros letristas e se concentravam unicamente nas melodias e harmonias. Quando revelei meu compositor predileto (Richard Rodgers, a quem dediquei uma produção do CJUB), Pizzarelli caiu na risada. Eu não sabia que ele estava terminando seu último CD exatamente com o songbook de Rodgers. E aí ele me contou detalhes do disco. O pai, Bucky, tinha participado apenas de uma faixa, It’s Easy To Remember. Nosso César Camargo Mariano também tinha sido convidado para outra faixa, Happy Talk, que recebeu uma levada de bossa-nova. Pizzarelli havia entregado 6 temas para o arranjador Don Sebesky. A cozinha era a mesma que veio à Londrina, com o ótimo Larry Fuller ao piano e Tony Tedesco à bateria, além do irmão Martin ao contrabaixo. Pois bem. O CD foi lançado pela Telarc em agosto. Pizzarelli ficou entusiasmado ao descobrir que Rodgers tem muito prestígio no Brasil e que suas músicas são bem conhecidas por aqui. Antes de ir para o Rio, onde se apresentaria no Mistura, Pizzarelli deixou escapar que o próximo projeto poderia ser em cima do songbook de Jerome Kern. Eu dei toda a força. Considero Kern, ao lado de Gershwin e do próprio Rodgers, o trio-de-ferro entre os “composers” americanos de todos os tempos.
........................................................
Telarc (2008)
John Pizzarelli – guitar, vocals, arranger
Don Sebesky – arranger
Bucky Pizzarelli – guitar (guest soloist)
César Camargo Mariano – piano (guest soloist)
Larry Fuller – piano
Tony Tedesco – drums
Martin Pizzarelli – bass
………………………………………………..
01. With a song in my heart (Rodgers/Hart)
02. This can’t be love (Rodgers/Hart)
03. I like to recognize the tune (Rodgers/Hart)
04. It’s easy to remember (Rodgers/Hart)
05. Johnny one note (Rodgers/Hart)
06. Nobody’s heart (Rodgers/Hart)
07. Happy talk (Rodgers/Hammerstein)
08. Mountain greenery (Rodgers/Hart)
09. I have dreamed (Rodgers/Hammerstein)
10. The lady is a tramp (Rodgers/Hart)
11. She was too good to me (Rodgers/Hart)
12. You’ve got to be carefully taught (Rodgers/Hammerstein)
…………………………………………………………
Som na caixa: The Lady Is A Tramp (Sebesky, arranger)



Subscribe Free
Add to my Page

COLUNA DO LOC

16 novembro 2008

Steve Turre e o ‘álbum’
Luiz Orlando Carneiro - JB, Caderno B, 16 de novembro

"Fizemos a gravação inteira num só dia, das 12h às 18h30. Quatro das faixas (nove no total) foram primeiros takes; uma foi o terceiro; as outras (precisaram de) apenas dois takes. Quando se está tocando com músicos desse nível, a gente vai lá e toca. Tenho uma comunicação maravilhosa com todo mundo nesse álbum. Todos são mestres, líderes por seus próprios méritos. Sinto que, quando você faz um disco, é para a história, para representar o trabalho de sua vida quando você tiver morrido. Não faço uma gravação apenas pelo dinheiro e para meus amigos. Gravo um disco para produzir a melhor música possível".

A citação é de uma entrevista do trombonista-compositor Steve Turre, 60 anos, à revista Jazz Times, a propósito do CD Rainbow people (Highnote 7181), lançado há poucos meses, sob aplausos esperados e devidos da crítica especializada. Afinal de contas, além de ser considerado o trombonista nº 1 da cena jazzística, um sucessor à altura do grande J.J. Johnson (1924-2001), capaz também de atraentes solos de búzios (conch shells), Turre sabe navegar como poucos nas águas da mainstream em direções melódico-harmônicas surpreendentes e por sobre ondas vindas tanto do Delta do Mississipi quanto do Caribe.

Sob o generoso comando de Turre, o grupo básico de Rainbow people é formado por Mulgrew Miller (piano), Peter Washington (baixo) e Ignacio Berroa (bateria). A eles se juntam o celebrado saxofonista alto Kenny Garrett (na faixa-título, em Groove blues e Midnight in Madrid) e o mais do que emergente trompetista Sean Jones nesta última peça e em Forward vision. Todos juntos, mais o percussionista Pedro Martinez, celebram o fim da sessão em Para el comandante (8m49) – que, a propósito, não é uma homenagem a Fidel Castro, mas a Mario Rivera (1939-2002), figura de proa do Latin jazz nova-iorquino. O trombonista nunca se esquece de Ray Charles – com quem gravou quatro faixas do CD In the spur of the moment (Telarc), de 1999 – e completa sua série de composições com a emotiva Brother Ray (9m04).

O novo álbum contém apenas três temas não escritos por Turre: Segment (Charlie Parker), com realce para Garrett; as baladas A search for peace (McCoy Tyner) e Cleopatra's needle (Steve Kirby) – estas interpretadas pelo líder em confabulações somente com o trio. E voltamos ao primeiro parágrafo destas notas. O CD de Steve Turre é a "fonografia" de um momento único, que deve ser apreciado na moldura apropriada do que nós, jazzófilos, ainda chamamos de álbum. Assim como os outros registros que projetaram o grande músico: o já citado In the spur... – dividido em três partes, com os pianistas Ray Charles (os blues), Stephen Scott (o moderno e modal) e Chucho Valdés (sons afro-cubanos); The spirits up above (HighNote 7130), monumento à obra de Roland Kirk, de 2004; o bem tramado Lotus flower (Verve), de dezembro de 1997, com a inestimável colaboração de sua mulher, Akua Dixon (cello), de Regina Carter (violino), Mulgrew Miller, Buster Williams (baixo), Lewis Nash (bateria).

A morte do CD em futuro próximo já foi decretada pela crescente maioria dos ipodistas, em geral ouvintes de "músicas" (faixas) colhidas ao léu, baixadas em MP3. Mas o "álbum" – num processo cada vez mais seletivo - será certamente preservado pelos aficionados do jazz, cujos registros por excelência serão sempre discos bem-editados, sobretudo de sessões de estúdio ou de apresentações ao vivo, nas quais o todo corresponde mesmo à soma das partes. Como é o caso de Rainbow people.

HAMLETO STAMATO LANÇA DVD SPEED SAMBA JAZZ

14 novembro 2008

17 de novembro, 19hs
Modern Sound, Copacabana, RJ


[ clique para ampliar ]

WILLIAM OU BOZ?

13 novembro 2008


William Royce Scaggs nasceu em 1944, Ohio. Teve as primeiras aulas de guitarra aos 12 anos. Em seguida foi vocalista da banda de Steve Miller, já como Boz Scaggs. Depois de uma pequena temporada em Londres, decidiu-se finalmente por San Francisco a convite do próprio Steve Miller, com quem gravou 2 discos. E dali construiu uma carreira solo que teve o seu auge na década de 70. O mais famoso álbum, Silk Degrees (1976), ficou por várias semanas em 2º lugar na Billboard, verdadeiro best-seller, via Lowdown, seu maior sucesso. O estilo Scaggs sempre foi de extrema versatilidade. Tipo pop fusion, com temperos do rock, funk, soul e até mesmo da country music. Nada disso porém justificaria uma resenha do seu último CD aqui no CJUB. A não ser por um detalhe. Em 2003 ele lançou um disco surpreendente. Apenas como vocalista, veio acompanhado por um excelente quarteto. O CD (But Beautiful) trazia apenas standards da música norte-americana, embalados por um clima jazzístico dos mais agradáveis. Boz teria dito na época que esse projeto teria continuidade. E jamais escondeu sua paixão pelos grandes vocalistas de jazz. De fato, em 30 de setembro, um segundo álbum com as mesmas características foi lançado no mercado americano. Speak Low (Decca/2008) convoca outros standards consagrados por jazzistas, com direito até a Dindi (Jobim/Gilbert), hoje com mais de 200 gravações. Mas a diferença nítida entre os dois discos é a intenção jazzística. Speak Low escala músicos de primeira linha e um ótimo arranjador. E também Scaggs está bem mais seguro e criativo, dono, aliás, de um timbre de voz muito peculiar. A banda começa por Gil Goldstein (58), tecladista e arranjador acima de qualquer suspeita, assim com Alex Acuña (bateria e percussão), Mike Mainieri (vibes), Bob Sheppard (flauta & sax), Scott Colley (contrabaixo) e Eric Crystal (sax tenor). Há sempre uma tentativa de desconstrução de alguns clássicos da música norte-americana, não só no aspecto harmônico, mas também no rítmico, com um Acuña inspirado. O repertório inclui temas como Invitation (Kaper/Webster), Do Nothin’ Till You Hear From Me (Ellington/Russell), Skylark (Carmichael/Mercer), Speak Low (Nash/Weill), I Wish I Knew (Gordon/Warren), entre outros. O disco agrada muito do início ao fim. Boz Scaggs continua faturando alto em shows do tipo “greatest hits”. Dificilmente faria uma apresentação em cima do que foi feito em Speak Low. Esse é o problema. William ou Boz?
...............................................................................................................
Som na caixa: She Was Too Good To Me (Rodgers/Hart)



Subscribe Free
Add to my Page

COLUNA DO LOC

09 novembro 2008

O sax do Queens, Luiz Orlando Carneiro
JB, Caderno B, 9 de novembro de 2008

O nome dele é Jon Irabagon. De ascendência filipina, o jovem saxofonista baseado em Queens, Nova York, venceu a 21ª Thelonious Monk Jazz Competition, que teve lugar no Kodak Theater, Los Angeles, no último domingo de outubro. Derrotou mais 11 semifinalistas considerados de altíssimo nível técnico, e o veredito foi proclamado por um corpo de jurados formado por cinco excelências do instrumento mais emblemático do jazz: Wayne Shorter, Jimmy Heath, Greg Osby, Jane Ira Bloom e David Sanchez.

Irabagon ganhou um prêmio de US$ 20 mil e um contrato com o grupo Concord Music. Até agora, ele gravara, como líder, apenas um CD – Outright! – para o selo indie Innova. E vale lembrar que o título do álbum significa, entre outras qualificações, direto, sem rodeios, franco, claro, inequívoco, sincero. Para o acatado crítico Don Heckman, que acompanhou as etapas semifinal e final do mais importante concurso internacional de jazz aberto a jovens talentos, o vencedor deste ano "soube usar consistentemente sua destreza fora de série a serviço de explorações improvisadas ricas e imaginativas".

As competições anuais promovidas pelo Thelonious Monk Institute of Jazz têm lançado carreiras fulgurantes, como as dos saxofonistas Joshua Redman (filho do falecido Dewey Redman, vanguardista da geração de Ornette Coleman), vitorioso em 1991, e, mais recentemente, em 2002, Seamus Blake, escolhido por um júri integrado pelo então já renomado Joshua, e pelos consagrados veteranos Wayne Shorter, George Coleman e James Spaulding.

Nos primeiros anos, a TMJC era destinada apenas a pianistas. O primeiro ganhador (1987) foi o magnífico Marcus Roberts (nascido em 1963), que começou sua carreira no conjunto do rei dos young lions da década de 80, o trompetista-compositor Wynton Marsalis. Outro pianista que virou estrela de primeira grandeza depois de conquistar o cobiçado laurel, em 1993, foi Jacky Terrasson. Na banca examinadora" estavam Dave Brubeck, Herbie Hancock, Marian McPartland e ... Marcus Roberts.

No ano passado, venceu a competição o trompetista californiano Ambrose Akinmusire, que vem de lançar seu primeiro CD como líder (Prelude, Fresh Sound/New Talent), depois de aparecer como sideman no álbum Esperanza (Heads-Up), da baixista-vocalista Esperanza Spalding – atração do recente Tim Festival, realizado no Rio e em São Paulo. Em 2006, no concurso só para pianistas, o eleito foi Tigran Hamasyan, garoto-prodígio nascido na Armênia e formado na University of Southern California. Na época, Hamasyan tinha menos de 20 anos, e impressionou vivamente o júri, do qual faziam parte Hancock, Andrew Hill, Randy Weston, Danilo Perez e Renée Rosnes. Seu disco World passion (Nocturne), de 2004, com François Moutin (baixo), Ari Hoenig (bateria) e Ben Wendel (saxes), foi recomendado neste espaço, há dois anos, aos apreciadores de pianistas assimétricos e percussivos, mas capazes de criar inesperados contrastes entre fúria e contemplação, tal como Jason Moran ou Jean-Michel Pilc.

Hamasyan, Akinmusire e Irabagon mostram que o processo de renovação da mainstream do jazz é inusitado e bem diversificado, como seus próprios nomes e culturas. Quem quiser ter uma idéia do sax alto abrasador de Jon Irabagon – que mescla a sound grammar de Ornette Coleman com a alma bop & bluesy de Jackie McLean – deve baixar a versão de Groovin’high (6m36) do CD Outright!.

TAL WILKENFELD

A menina Tal Wilkenfeld nasceu em Sidney, Australia, começou a tocar guitarra aos 14 anos e decidiu trocou para o baixo aos 17. Muito musical, seu talento chamou logo a atenção de Roger Sadowsky, fabricante de instrumentos musicais, que a ofereceu para ser endorser da marca.
Muito rapidamente começou a se apresentar como sidewoman e lider de grupo e já pensava no que seria seu primeiro álbum solo, Transformation, que ela começou a gravar aos 20 anos, álbum este onde ela compôs, fez os arranjos e produziu e tem as participações do guitarrista Wayne Krantz e o pianista Geoffrey Keezer.
Aos 21 anos já acompanhava a banda de Chick Corea e tornou-se a baixista do guitarrista Jeff Beck, onde foi a sensação do Crossroad Festival em 2007. Desde então a menina vem acompanhando nomes de importância na música como Eric Clapton, Herbie Hancock, Joss Stone, Wayne Shorter, Wayne Krantz Trio e a cantora Corinne Bailey Rae.

A menina foi votada como “The Years Most Exciting New Player” no Bass Players 2008 Readers Choice Awards.
Tá certo que essa menina bonitinha de cabelos cacheados anda por uma linha mais instrumental fusion mas acredito que ela não vai demorar muito a se debruçar sobre o rabecão e nos presentear com a música dos músicos.

E em tempo de meninas baixistas, como visto a Esperanza Spalding em nossa terrinha, Tal Wilkenfeld é o meu nome.

Abaixo, uma breve entrevista e o tema Serendipity.

Mais Tal Wilkenfeld -
Herbie Hancock River
Chick Corea Lenore

06 novembro 2008

RETRATOS
10. ART BLAKEY (G)
DISCOGRAFIA RESUMIDA - SEQÜÊNCIA
Art Blakey And The Jazz Messengers
Lee Morgan (trumpete), Wayne Shorter (sax.tenor), Walter Bishop Jr. (piano), Jymie Merritt (baixo) e Art Blakey (bateria).
"KB-Hallen", Copenhaguem, Dinamarca, 05/11/1959.
1. Blues March
2. The Midget
3. Nellie Blye
4. A Night In Tunisia
Album da Royal Jazz: Art Blakey And The Jazz Messengers Live In Copenhagen 1959.
Album imperdível pela formação, pelo repertório e pelo “estado de graça” dos músicos, em particular Lee Morgan e Wayne Shorter.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Mesma formação anterior mais a conga de Dizzy Reece nas faixas “Haina” e “Africane”, no estúdio de Rudy Van Gelder, Englewood Cliffs, New Jersey, 10/11/1959. Gravação realizada após a chegada do grupo de temporada na Europa, `a qual retornaram imediatamente após essa gravação, apresentando-se na França em 15/11 (Theatre Des Champs-Elysees, Paris), na Suécia em 23/11 (Konserthuset, Estocolmo), na Alemanha (Titania-Palast, Berlim) em 29/11 e novamente na França (Theatre Des Champs-Elysees, Paris), em 18/12/1959, em apresentação gravada e adiante comentada.
1. The Midget
2. Lester Left Town
3. Celine
4. Splendid
5. Haina
6. Africaine
7. It's Only A Paper Moon
Album da Blue Note: Art Blakey – Africaine.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Lee Morgan (trumpete), Wayne Shorter (sax.tenor), Walter Davis Jr. (piano), Jymie Merritt (baixo) e Art Blakey (bateria).
"Theatre Des Champs-Elysees", Paris, França, 15/11/1959.
1. Close Your Eyes
2. Goldie
3. Ray's Idea
4. Lester Left Down
5. Blues March
6. Are You Real?
7. A Night In Tunisia
8. No Problem
9. Along Came Betty
Pela RCA: Art Blakey - Au Theatre Des Champs-Elysees. Pelo selo Moon: Art Blakey - Are You Real ?. Pela Jazz Band: Art Blakey And The Jazz Messengers Live In The 50's.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Lee Morgan (trumpete), Barney Wilen (sax.alto nas faixas 3 e 4), Wayne Shorter (sax.tenor), Walter Davis Jr. (piano nas faixas 1 e 2, substituido por Bud Powell nas faixas 3 e 4), Jymie Merritt (baixo) e Art Blakey (bateria).
"Theatre Des Champs-Elysees", Paris, França, 18/12/1959
1. The Midget
2. A Night In Tunisia
3. Dance Of The Infidels
4. Bouncing With Bud
Album da Fontana: Art Blakey - Paris Jam Session.
Um primor de gravação esse lançamento da “Fontana”, CD de 42 minutos prensado na Alemanha, excelentes notas (não-assinadas) no verso do estojo e não no encarte.

SEGUE O “A.B.J.M.”, SEGUE ART BLAKEY COM OS “GRANDES”

Lee Morgan Quintet
Lee Morgan (trumpete), Clifford Jordan (sax.tenor), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Blakey (bateria).
Estúdio B da Bell Sound, New York, 03/02/1960
1. Bess
2. Bess (alternate take)
3. Off Spring
4. Off Spring (alternate take)
5. Mogie
6. Mogie (alternate take 1)
7. Mogie (alternate take 2)
8. I'm A Fool To Want You
9. I'm A Fool To Want You (alternate take 1)
10. I'm A Fool To Want You (alternate take 2)
11. Terrible "T"
12. Terrible "T" (alternate take 1)
13. Terrible "T" (alternate take 2)
14. Running Brook
15. Running Brook (alternate take)
Albuns da Vee.Jay: Here's Lee Morgan e Alternate Takes Of Here's Lee Morgan.

Hank Mobley Quartet
Hank Mobley (sax.tenor), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Blakey (bateria).
Estúdio de Rudy Van Gelder, Englewood Cliffs, New Jersey, 07/02/1960
1. Remember ?
2. Split Feelin's
3. Dig Dis
4. This I Dig Of You
5. Soul Station
6. If I Should Lose You
Albuns do selo Blue Note: Hank Mobley - Soul Station e Hank Mobley – Remember ?.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Lee Morgan (trumpete), Wayne Shorter (sax.tenor), Bobby Timmons (piano), Jymie Merritt (baixo) e Art Blakey (bateria).
Mesmo estudio anterior em 06/03/1960
1. It's Only A Paper Moon
2. It's Only A Paper Moon (alternate take)
3. Dat Dere
4. The Chess Players
5. Lester Left Town
6. Sakeena's Vision
7. Politely
Todas as faixas em albuns da Blue Note: Art Blakey - The Big Beat, Art Blakey - Greatest Hits, Various Artists - The Other Side Blue Note 4000 Series, Art Blakey - It's Only A Paper Moon With Lester Left Town, Art Blakey - Dat Dere, partes 1 e 2 e Art Blakey - The Chess Players, partes 1 e 2.

Lee Morgan Quintet
Lee Morgan (trumpete), Jackie McLean (sax.alto), Bobby Timmons (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Blakey (bateria).
Mesmo estudio anterior em 28/04/1960
1. Nakaniti Suite
2. These Are Soulful Days
3. The Lion And The Wolff
4. Midtown Blues
Pela Blue Note: Lee Morgan - Lee-Way.
Um album de exceção, com um Lee Morgan em forma exuberante e mais uma demonstração do trabalho de condução e suporte de Art Blakey. Apenas 04 faixas, todas de longa duração (entre 8 e 12 minutos cada), com máximo destaque para o tema de Jackie McLean “Midtown Blues”.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Lee Morgan (trumpete), Wayne Shorter (sax.tenor), Bobby Timmons (piano), Jymie Merritt (baixo) e Art Blakey (bateria).
Gravação de apresentação no "Birdland", New York, 28/05/1960.
1. The Chess Players
2. This Here = Dis Yeah
Album da Session Disc: Hooray For Art Blakey, volume 1. Album da Fresh Sound: Lee Morgan - Unforgettable Lee !.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Messma formação e mesmo local anteriores em 04/06/1960.
1. The Midget (The Midgets)
2. Lester Left Town
Albuns do selo Fresh Sound: Lee Morgan - Unforgettable Lee ! e Lee Morgan - More Birdland Sessions.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Mesma formação anterior no studio de Rudy Van Gelder, Englewood Cliffs, New Jersey, 07/08/1960
1. When Your Lover Has Gone
2. Noise In The Attic
3. Sleeping Dancer Sleep On
4. Sleeping Dancer Sleep On (alternate take)
5. Sincerely Diana
6. Sincerely Diana (alternate take)
7. Kozo's Waltz
8. Yama
Albuns da Blue Note: Art Blakey - Like Someone In Love, Art Blakey - A Night In Tunisia, Various Artists - The Other Side Blue Note 4000 Series e Art Blakey - So Tired With Yama. Album da Mosaic: The Complete Blue Note Recordings Of The Art Blakey's 1960 Jazz Messengers.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Lee Morgan (trumpete), Wayne Shorter (sax.tenor), Bobby Timmons (piano), Jymie Merritt (baixo) e Art Blakey (bateria).
Estúdio de Rudy Van Gelder, Englewood Cliffs, New Jersey, 14/08/1960.
1. Yama
2. Kozo's Waltz
3. Giants
4. Johnny's Blues
5. So Tired
6. Like Someone In Love
7. A Night In Tunisia
Faixas lançadas em albuns da Blue Note: Art Blakey - Like Someone In Love, Art Blakey - A Night In Tunisia, Art Blakey - Greatest Hits e Art Blakey - So Tired With Yama.

Hank Mobley Quintet
Freddie Hubbard (trumpete), Hank Mobley (sax.tenor), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Blakey (bateria).
Mesmo local anterior em 13/11/1960
1. Take Your Pick
2. The Breakdown
3. My Groove, Your Move
4. A Baptist Beat
5. A Baptist Beat (alternate take)
6. Roll Call
7. The More I See You
Pela Blue Note: Hank Mobley - Roll Call.
O então jovem Freddie Hubbard em forma e um Hank Mobley com muita classe recomendam esse album da Blue Note.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Lee Morgan (trumpete), Curtis Fuller (trombone), Wayne Shorter (sax.tenor), Bobby Timmons (piano), Jymie Merritt (baixo) e Art Blakey (bateria).
No ano seguinte (13 e 14/06/1961) e no mesmo local anterior.
1. Circus
2. I Hear A Rhapsody
3. Alamode
4. Invitation
5. You Don't Know What Love Is
6. Gee Baby, Ain't I Good To You
Pelo selo Impulse: Art Blakey And The Jazz Messengers.

Segue em (H) - DISCOGRAFIA RESUMIDA - TÉRMINO

HISTÓRIAS DO JAZZ N° 63

04 novembro 2008

“O Assunto é Jazz” – Mais um gol !

Em uma de nossas reuniões da A.N.D. comemorou-se o aniversário de Maurício Einhorn. Para nossa surpresa o aniversariante apareceu trazendo um grupo de amigos petropolitanos, todos eles rapidamente se integrando ao nosso ambiente, até porque gostavam de Jazz. Foi um vinte e nove de maio muito festivo que contou até com um mini show de gaitas à cargo de Gabriel Grossi, Maurício e um outro rapaz cujo nome nos escapa.
As folhas tantas,um dos amigos petropolitanos solicitou que eu e Maurício tirássemos um foto juntos para uma surpresa que ele nos queria fazer. Mas, acabou revelando o teor da surpresa
nada mais nada menos do que um CD que ele faria aproveitando uma audição do programa “O Assunto é Jazz”, no qual Maurício Einhorn e Alberto Chimelli ao violão ilustraram a parte de musica ao vivo, que ele gravara na íntegra. A foto seria a capa do CD. O tempo foi passando e até nos esquecemos da promessa do amigo petropolitano.
Eis quando em reunião de outubro chega Maurício e me passa um pacote contendo um CD . Era a prometida “surpresa”, um CD especial tendo na capa a foto tirada na reunião de maio e um encarte cuidadosamente preparado,especificando as músicas e os respectivos autores. Chegando em casa apressei-me em ouvir a peça e foi realmente emocionante .Recordei os programas que fizemos com os amigos músicos. Maurício, Chimelli, Cláudio Roditi, Alex Andrade e a Rio Dixieland Jazz Band numa”Jam Session” improvisada durante uma audição de aniversário de “O Assunto é Jazz”. Naquele tempo, como diziam os antigos, “a escola era risonha e franca” e o nosso Jazz frutificava em pleno ninho do barulhento “roquenrol” que era a “Maldita”, ou seja, a Fluminense FM.
Tempo em que amigos com cinco ou seis carros atravessavam a ponte todas as terças-feiras somente para assistir a nossa audição, sempre levada ao vivo. Dessas visitas foi surgindo o embrião da AND, hoje com vinte anos marcados em seu calendário. Criei uma frase ainda naquele tempo : “Jazz, a música que faz amigos ! “ a qual através dos anos comprova realmente uma verdade. O programa foi sempre uma alegria para quem fazia, para quem assistia e para quem ouvia. Para nossa satisfação ainda dá frutos, com encontros mensais com ex-ouvintes e amigos e as “surpresas” que nos pregam como essa do CD criado pelo amigo petropolitano. Que bom.

ANIVERSÁRIOS RECENTES E FUTUROS

Faz-se necessário registrar aqui as datas magnas de alguns dos nossos edito-colaborado-res, e enviar-lhes os confetes e serpentinas de praxe. Viraram o hodômetro os seguintes amigos: em 30 de outubro, o Mestre LOC, cumprimentado apenas nos comentários do post sobre a premiação que recebeu do STF; no dia primeiro de novembro passado, o nosso Embaixador e recordista de comments JoFla; e ontem, o sumido Raynaldo, triplê de desenhista, humorista e jazzista.
No próximo dia 9 será o aniversário da PegLu, que continua fazendo grande sucesso com sua Delira Música.
A todos, um enorme abraço e o desejo de muita saúde e realizações.

MUSEU DE CERA # 47 – BUSTER BAILEY

01 novembro 2008


William “Buster” Bailey, como a maioria dos músicos oriundos de Memphis, Tennessee, no início do Jazz, começou carreira tocando na W.C. Handy's Orchestra e assim o fez de 1917 a 1919. Nascido em 19/julho/1902 aos 13 anos iniciou o estudo do clarinete, mais tarde tocou também sax alto, soprano e até o tenor. Em 1920 em Chicago juntou-se a Erskine Tate's Vendome Orchestra permanecendo até 1923 quando então passou um ano com King Oliver. Quando Louis Armstrong deixou a King Oliver's Jazz Band em 1924 para ir se juntar a Fletcher Henderson's Orchestra em New York, Bailey o seguiu um mês mais tarde, após recomendação de Louis a Fletcher.
Sua primeira gravação foi em 21/02/1921 quando integrava os Jazz Hounds de Mamie Smith acompanhando-a em Jazzbo Ball e What Have I Done?
Gravou inúmeras vezes com cantoras de blues como Bessie Smith, Ma Rainey, Trixie Smith e Alberta Hunter, e algumas sessões com o pianista Clarence Williams. Desobrigou-se da Henderson Orchestra em 1927 e logo após excursionou à Europa com a Noble Sissle's Orchestra e ao retornar tocou eventualmente com Edgar Hayes pianista e bandleader e o trompetista Dave Nelson, mas permaneceu com Sissle até 1933
Em 1934 retornou ao grupo de Henderson, depois à Mills Blue Rhythm Band por um ano. Atuou brevemente com Luis Russel e Armstrong e ainda com o violinista Stuff Smith. Em 37 juntou-se a John Kirby onde permaneceu até 1946 e em 47 com os irmãos De Paris, Wilber trombonista e Sidney no trompete e tuba. Através os anos 50 tocou com Henry "Red" Allen e outros.
Na década de 60 trabalhou com Wild Bill Davison de 1961 a 63 e com Saints And Sinners de 1963 a 64 sexteto liderado pelo pianista Red Richards e o trombonista Vic Dickenson. Em 1965 passou a atuar nos All Stars de Armstrong até seu falecimento em 1967.
Bailey reunia o estilo suave e técnico de Jimmy Noone com a “rugosidade” de Johnny Dodds, mantendo uma magnífica sonoridade o que o levou à categoria dos grandes músicos dos anos 20 quando o Jazz se afirmava.
Vamos ouví-lo em um excelente solo com intenso suingue em meio a uma turma de respeito, no clássico:
Shanghai Shuffle (Gene Rodemich / Larry Conley)
Buster Bailey And His Seven Chocolate Dandies:
Buster Bailey (cl e líder) - Henry "Red" Allen (tp), J.C. Higginbotham (tb), , Benny Carter (sa), Charlie Beal (pi), Danny Barker (gt), Elmer James (b), Walter Johnson (d) e Fletcher Henderson (arr)
Gravação original: 28 /dezembro/1934, New York - Vocalion 2887
Fonte: CD - Buster Bailey Story, 1926-1945 - Jazz Archives 159022 - 1997 – France



Subscribe Free
Add to my Page