Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

CRÉDITOS DO PODCAST # 444

16 dezembro 2018

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO  LOCAL / DATA
BIEL BALLESTER
Biel Ballester (gt), Leo Hipaucha (rhythm gt) e Oriol González (bx)
WHEN I WAS BOY
(Adam James / Kyle Victor)
Live at Le QuecumBar
Londres, 2006
BLUES CHAIR
(Django Reinhardt)
GARY BARTZ
Gary Bartz (sa), Bob Butta (pi), Geoff Harper (bx), Billy Hart (bat) e Eddie Henderson (tp)
PLAYED TWICE
(Thelonious Monk)
New York, 22/novembro/1988
BRILLIANT CORNERS
(Thelonious Monk)
LEROY VINNEGAR 
Freddie Hill (tp), Teddy Edwards (st), Victor Feldman (pi,vib), Leroy Vinnegar (bx) e Ron Jefferson (bat)
HARD TO FIND
(Chris Difford / Glenn Tilbrook)
Los Angeles, 1/agosto/1962
RESTIN' IN JAIL (Les McCann)
BRUCE BARTH
Scott Wendholt (tp) Steve Wilson (sa), Bruce Barth (pi), Robert Hurst (bx) e Lewis Nash (bat)
ESCAPADE BY NIGHT
(Bruce Barth) 
New York, 2/fevereiro/1992
I HEAR MUSIC  (Burton Lane)
CAMILLE THURMAN
Camille Thurman (vcl), Jeremy Pelt (tp), Jack Wilkins (gt), Cecil McBee (bx) e Steve Williams (bat)
EASY TO LOVE (Cole Porter)  
Brooklyn, NY, 9/setembro/2017
I'M ON YOUR SIDE
(Jim Lauderdale)
CORY WEEDS
Cory Weeds (sa), Mike LeDonne (org), Peter Bernstein (gt) e Joe Farnsworth (bat)
CAPUCHIN SWING
(Jackie McLean)
Paramus, NJ, 12/novembro/2014
MARILYN'S DILEMMA 
(Billy Higgins)
JÜRGEN HAGENLOCHER
Jürgen Hagenlocher (st), Alex Sasha" Sipiagin (tp, flh), Dave Kikoski (pi), Boris Kozlov (bx) e
THE MYTH OF THE DREAMCATCHER
 (Jürgen Hagenlocher)
Brooklyn, New York, 2/maio/2011

P O D C A S T # 4 4 4

14 dezembro 2018

BRUCE BARTH 
BIEL BALLESTER 


JÜRGEN HAGENLOCHER 

CAMILLE THURMAN 




PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO E CLICAR EM BAIXAR

RECORDANDO JIM HALL

13 dezembro 2018




Faz cinco anos, nove dias após seu aniversário de 83 anos (4/dezembro/2013) de um dos mais influentes, criativos e admirados da guitarra jazz, Jim Hall, após uma longa e extraordinária vida musical incansável, na qual ele permaneceu ativo até os seus últimos dias.
Desde o início de sua carreira, nos anos 50, Jim Hall não mostrou apenas virtuosismo e criatividade, mas seria transformado em um dos guitarristas de jazz menos previsíveis e exploratórios. Muitos atributos que foram "modernizados" no seu instrumento no jazz se expandiu nas profundezas quase orquestral. No entanto, um de seus méritos artísticos é que ele nunca ostentou grande técnica em seus solos improvisados, mas sempre procurou criar belas frases melódicas e inovadoras.
Hall também foi elogiado como compositor e arranjador.
Sua família era musical. Sua mãe tocava piano, seu avô violino e  um tio violão instrumento que o jovem Jim gostava e que começou a tocar aos 10 anos de idade.
Como um adolescente tocou profissionalmente em Cleveland, uma cidade onde também estudou piano, contrabaixo e teoria musical, bem como guitarra. Logo ele se mudou para Los Angeles, onde foi destacado no estilo "cool", no entanto se concentrou na guitarra clássica entre 1955 e 56. Ele só começou a ser conhecido em jazz ao se juntar ao grupo de Chico Hamilton.
Foi com o famoso grupo "cool" de  Jimmy Giuffre onde começou a desenvolver sua própria personalidade musical e quando sua carreira finalmente decolou. Naqueles dias, apesar de já estar ensinando, ele excursionou com "Jazz At The Philharmonic", organizado por Norman Granz, e tocou com estrelas como Ben Webster, Bill Evans, Paul Desmond, Ella Fitzgerald, Lee Konitz, Sonny Rollins e Art Farmer, entre outros, com quem deixou gravações de inumeráveis álbuns.
Na década de 60, e em Nova York, Jim Hall organizou um trio com Tommy Flanagan e Ron Carter, substituido por Red Mitchell alguns anos mais tarde. Ele também tocou e arranjou músicas para programas de televisão naqueles dias.

Em 1962 ele gravou com Bill Evans, um dueto, o famoso álbum Undercurrant, que foi transformado em uma coleção de discos.
A partir desse momento Hall atuou mais e mais com contemporâneos músicos que surgiram na cena do jazz, incluindo Wayne Shorter, Chris Potter, Michel Petrucciani e Bill Frisell.
Ele se apresentou nos festivais de jazz de New York, que incluía outros guitarristas como Pat Metheny e John Scofield, com quem ele também tocou.
Ao final dos anos 90 estava tocando em um quinteto com Joe Lovano. Ele continuou a participar de festivais de jazz até pouco antes de sua morte e sua última gravação foi feita em 2008.
Desde jovem, ele disse ter sido influenciado por tenoristas como Lester Young e Coleman Hawkins e na guitarra por Charlie Christian e Barney Kessel, antes de desenvolver o seu próprio estilo musical. Para muitos a sua maior influência exercida sobre guitarristas foi sobre John Scofield, Bill Frisell, Pat Metheny, John Abercrombie e Mick Goodrick.
Jim Hall deixou gravado cerca de 100 álbuns, 48 deles como líder. Hall faleceu a 10/dezembro/2013.
JIM HALL COM A JAZZ AT LINCOLN CENTER JAZZ ORCHESTRA

(Traduzido e adaptado do blog  Noticias de Jazz)

11 dezembro 2018



OS  MELHORES  SOLOS  NO  JAZZ

Como bem destacou nosso mais que estimado MÁRIO JORGE nos comentários do “pod” 442, é impossível editar uma lista dos “melhores” solos de JAZZ, já que as preferências individuais, o maior ou não tão extenso preparo musical de cada um dos apreciadores, a ótica de apreciação (beleza, técnica, experiência, exploração da melodia e/ou da harmonia, enfim, as  qualidades expostas pelo solista no momento do solo), o nível de maior ou melhor audição do ouvinte, são fatores, dentre muitos outros mais, que influenciam as predileções de cada um de nós, apreciadores do assunto.
Ainda assim e ousando penetrar nesse complexo pavilhão de escolhas, listo a seguir algumas de minhas preferências (as primeiras 46), desde logo deixando claro que todos os temas incluídos no anteriormente citado “pod” 442 fazem parte do meu gosto e, com certeza constariam de minha lista.
01.    1927  -  Wild Man Blues, Jelly Roll Morton, JAZZtory
02.    1928  -  West End Blues, Louis Armstrong, EMI/Jazzology
03.    1939  -  Body And Soul, Coleman Hawkins, RCA
04.    1940  -  Star Dust, Artie Shaw, RCA
05.    1944  -  Sweet Lorraine, Cootie Williams, MJCD
06.    1945  -  Body And Soul, Art Tatum, Abril Cultural
07.    1946  -   I Cover The Waterfront, Lester Young, CLEF
08.    1947  -  Bird Of Paradise (All The Things You Are), Charlie Parker, WEA
09.    1947  -  September Song, Django Reinhardt, Abril Cultural
10.    1950  -  Summerset, Zoot Sims, LaserLight
11.    1951  -  Coop’s Solo, Bob Cooper, CAPITOL
12.    1953  -  Lover Man, J.J.Johnson, Blue Note
13.    1954  -  After You’ve Gone, Jack Teagarden, JAZZ & Blues
14.    1954  -  Joy Spring, Clifford Brown, EmARCY
15.    1954  -  9’20” Special, Zoot Sims, AVIDJAZZ
16.    1955  -  Suite Sixteen, Victor Feldman, CONTEMPORARY
17.    1955  -  Runnin’ Wild, Benny Goodman, LIMELIGHT
18.    1955  -  A La French, Lionel Hampton, MCPS
19.    1955  -  I’ll Remember April, Erroll Garner, COLUMBIA
20.    1956  -  There Will Never Be Another You, Bud Powell, RCA
21.    1956  -  My Deluxe, Frank Rosolino, Bethlehem
22.    1957  -  Time On My Hands, Ben Webster, VERVE
23.    1958  -  Fan It, Janet, Maynard Ferguson, Roulette
24.    1960  -  Saturday, André Previn, CONTEMPORARY
25.    1961  -  Israel, Bill Evans, RIVERSIDE
26.    1961  -  Pennies From Heaven, Frank Rosolino, Reprise
27.    1961  -  Candy, Lou Donaldson, Blue Note
28.    1962  -  I’m Gonna Sit Right Down And Write Myself A Letter, Frank Foster (em gravação de Frank Sinatra), WEA
29.    1963  -  Ceora, Lee Morgan, Blue Note
30.    1963  -  Then I’ll Be Tired Of You, John Coltrane, PRESTIGE
31.    1964  -  Solitude, McCoy Tyner, Impulse
32.    1970  -  Second Balcony Jump, Earl Hines, MPS
33.    1973  -  You Must Believe In Spring, Phil Woods, NOVUS
34.    1976  -  Corner Pocket, Harry James, Sheffield Lab
35.    1976  -  Battle Hymn Of The Republic, Monty Alexander, MPS
36.    1977  -  Besame Mucho, Dick Farney, LONDON
37.    1981  -  Everything Happens To Me, Art Pepper, GALAXY
38.    1982  -  Easy Living, Stan Getz, Concord Jazz
39.    1982  -  Days Of Wine And Roses, Tete Montoliu,1982, RTVE Musica
40.    1986  -  Everything Happens To Me, Sadao Watanabe, WEA
41.    1987  -  Day For Night, Claudio Roditi, JHO MUSIC
42.    1988  -  Lover Man, Supersax, CBS
43.    1990  -  Radio City, Scott Hamilton, Concord Jazz
44.    1992  -  Green Dolphin Street, Oscar Peterson, BASF
45.    1998  -  Alone Together, Idriss Boudrioua, independente
46.    2017  -  You Don’t Know What Love Is, Chucho Valdés, BLUE NOTE

Com esses primeiros 46 já estaria bem servido em uma ilha..............Dezembro/2018

OS CINCO ÁLBUNS "TOP" DE DAVE BRUBECK

10 dezembro 2018



Dia 6 deste, DAVE BRUBECK estaria comemorando seu aniversário de 97. E dia 5 a data de sua morte, que ocorreu seis anos atrás.
Em sua carreira musical, Brubeck gravou quase 120 álbuns.
Revendo a imensa quantidade de literatura sobre ele, bem como homenagens e comentários, no "Jazz News" selecionamos os cinco álbuns mais destacados do pianista e compositor. São os seguintes:

JAZZ GOES TO COLLEGE (1954), uma documentação musical das turnês que Brubeck e seu quarteto que fizeram nas universidades norte-americanas. A importância deste álbum é que este músico foi um dos primeiros a trazer jazz para essas instituições e interessar jovens estudantes do gênero. Foi um fator determinante a ser escolhido para aparecer na capa da revista Time, antes de Duke Ellington. Isso, além da qualidade musical registrada neste álbum.



TIME OUT (1959), um marco influente na história do jazz moderno em que os ritmos se referem. Inclui três composições clássicas de Brubeck em ritmos que não 4/4: entre outros, Pick Up Sticks (6/4), e Blue Rondo A La Turk (9/4), além do famoso Take Five. (5/4), composto por Paul Desmond. Este álbum foi o primeiro LP de jazz que vendeu mais de um milhão de cópias.

BERNSTEIN PLAYS BRUBECK PLAYS BERNSTEIN (1961), um dos favoritos de Brubeck. A colaboração entre o Quarteto e da famosa New York Philharmonic Orchestra conduzida por Leonard Bernstein, incluindo uma canção composta por seu irmão Howard Brubeck (para grupo de jazz e orquestra), e partes da suíte West Side Story, de Bernstein.





TIME FURTHER OUT (1961), um complemento para Time Out, com mais exploração de ritmos não convencionais em jazz e composições de Brubeck como Unsquare Dança (7/4) que se tornou "clássico" na época.

JAZZ IMPRESSIONS OF JAPAN (1964), uma espécie de diário musical da turnê do quarteto de Dave Brubeck naquele país. Uma de suas composições mais destacadas é a Koto Song.

Considerando que Brubeck gravou cerca de 118 álbuns, é claro que esta não é uma seleção definitiva dos 5 mais destacados, mas sim o mais citados nas críticas, nos artigos e obituários escritos sobre este grande músico de jazz.


(Traduzido e adaptado do blog  Noticias de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 443

09 dezembro 2018

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
RANDY WESTON
&
CECIL PAYNE
Randy Weston (pi), Ahmed Abdul-Malik (bx), Al Dreares (bat) e como convidado Cecil Payne (sbar)
SOLEMN MEDITATION (Sam Gill)
E
JUST A RIFF (Big Sid Catlett)
Live at  "Cafe Bohemia", New York, 14/outubro/1956
YOU GO TO MY HEAD
(J. Fred Coots / Haven Gillespie)
ONCE IN A WHILE
(Michael Edwards / Bud Green)
HOLD 'EM JOE (Harry Thomas)
IT'S ALL RIGHT WITH ME (Cole Porter)
CHESSMAN'S DELIGHT (Randy Weston)
E
SOLEMN MEDITATION (Sam Gill)

P O D C A S T # 4 4 3

07 dezembro 2018

RANDY WESTON
CECIL PAYNE





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05 dezembro 2018


Série   PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
59ª Parte
 (51)  DICK TWARDZIK                                Bopper, apenas 24 anos de vida
Richard Henryck Twardzk, artisticamente DICK TWARDZIK, pianista e compositor norte-americano, nasceu em 30 de abril de 1931 na cidade de Danvers, estado de Massachusetts (vizinho de New York e cuja capital é Boston), vindo a falecer com apenas 24 anos em Paris, França, em 21 de outubro de 1955 (mesmo ano do falecimento de Charlie Parker)
Com apenas 07 anos iniciou seus estudos de música clássica e de piano, destacando-se entre seus diversos mestres Margaret Chaloff, mãe do saxofonista.barítono Serge Chaloff.
TWARDZIK estudou na “Longy School of Music” de Cambridge, em seu estado natal, assim como no “New England Conservatory of Music” de Boston, capital do estado (tradicional instituição privada fundada em 1867), sendo que alí aprendeu a tocar a harpa.
Aos 14 anos iniciou suas atividades profissionais com Herb Poomeroy, Serge Chaloff e Charlie Mariano.
TWARDZIK tocou com as orquestras de Tommy Reynolds e de Charlie Barnet, além de realizar temporada nos U.S.A. com a banda de Lionel Hampton.
Infelizmente muito cedo tornou-se dependente de droga.
Com 21 anos e nos dias 11 e 14 de dezembro de 1952, TWARDZIK tocou com Charlie Parker no “Hi-Hat Club” de Boston, em atuações que ficaram gravadas:
-   no dia 11 o sexteto de Charlie Parker com ele ao saxofone.alto, Joe Gordon no trumpete, Bill Wellington no saxofone.tenor, TWARDZIK no piano, Charles Mingus no contrabaixo e Roy Haynes à bateria, apresentaram-se com transmissão pelo rádio e  tendo sido registrada longa execução do clássico “I Remember April” (10’24”) disponível no volume 11 do estojo “BIRD”;
-   no dia 14 e como “Charlie Parker & All Stars”, sendo apresentador Symphony Sid, reuniu-se a mesma formação anterior mas sem o tenor de Wellington, apresentação transmitida pela rádio “WCOP”, ficando registrados os temas “Ornithology” (4’11”),  “Cool Blues” (5’22”), “Groovin’ High” (5’20”), “Don’t Blame Me” (8’51”),   “Scrapple From The Apple” (5’51”), “Cheryl”(5’21”) e “Jumpin’ With Symphony Sid” (2’17”), todos no CD Uptown 27.42.  
Nessa época muitos e muitos músicos de Boston, ademais de Charlie Parker depois de atuar com ele, consideravam TWARDZIK um “gênio”.  
Em 1954 ao lado e com produção de seu admirador Russ Freeman, ele gravou o álbum “Richard Twardzik Trio” pelo selo “Pacific Jazz” (que pode ser apreciado pelo Google), aclamado pela crítica e pelos músicos como “obra prima”, sendo que que o pianista e compositor Marc Puricelli declarou que “se ele tivesse sobrevivido, teria provavelmente mudado todo o curso do piano do JAZZ”.    
É considerado um precursor de Bill Evans e de Keith Jarrett.
O livro de James Gavin “No Fundo de um Sonho – A Longa Noite de Chet Baker” (Editora Schwarcz Ltda., 493 páginas, excelente tradução de Roberto Muggiat, 2002), é pródigo em citações sobre TWARDZIK, destacando-se o trecho em  que afirma a importância “do aporte do rico conhecimento de harmonia clássica e plenitude orquestral trazidos para o teclado;  TWARDZIK debruçava-se sobre cada frase cruzando referências do blues, do boogie-woogie e as harmonias de vanguarda de Thelonius Monk, com toques de Bach, Brahms e Chopin”.
Em 1955 e por influência de seu baterista Peter Litman, “colega de agulha” de TWARDZIK, Chet Baker contratou o pianista para temporada na Europa que se iniciaria em Paris em setembro, para seguir pela Holanda, Inglaterra, Dinamarca, Alemanha, Itália e Islândia.
Na sexta-feira 21 de outubro de 1955, o grupo do trumpetista Chet Baker aguardava TWARDZIK para gravação nos “Pathé Sudios” (rua Magellan, próxima do “Champs-Elysées”), mas ante a demora do pianista em comparecer, um telefonema para o Hotel Madeleine na Rua Saint Benoit levou o gerente deste a encontrar TWARDZIK morto por overdose, sendo que a porta do apartamento onde estava hospedado teve que ser arrombada, já que ele a havia trancado por dentro.
As seguintes gravações nos permitem apreciar a arte de TWARDZIK:
-   “Richard Twardzik em Trio”, 1954, “Pacific Jazz”, depois “Mosaic Records”;
-   “Chet Baker In Europe”, pela “Pacific Jazz”, 1955;
-   “The Last Set”, “Pacific Jazz”, 1962;
-   “1954 Impovisations”, “New Artists”, 1954;
-   “Chet Baker With Dick Twardzik”, “Lone Hill Jazz”, 2004;
-  “Chet Baker Quartet Featuring Dick Twardzik – The Lost Holland Concert – September 18, 1955”, selo “RLR”, 2006. 
Pode-se apreciar a técnica, o feeling e a perfeição de TWARDZIK em 02 momentos via Internet:   comentários com base no já citado “Richard Twardzik Trio” pelo selo “Pacific Jazz” com o título “The Last Set, Pacific Jazz Records, Partes 1 (8’06”) e 2 (9’39”)”, além de, em companhia do grande Russ Freeman, deliciar-nos com o clássico “I Remember April”.
Como pianistas favoritos TWARDZIK cultuava Art Tatum, Bud Powell, Walter Gieseking, Claudio Arrau e Vladimir Horowitz;   essa miríade de influências pode ser apreciada nas suas magníficas gravações (ainda que poucas).
Tratou-se de um pianista super-dotado que atuava e compunha com soluções harmônicas próprias, muito pessoais, singulares na história do JAZZ e que, com certeza e infelizmente pela droga, nos negou toda uma história de beleza e criação.

Retornaremos com o pianista JOE  SULLIVAN