Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

CRÉDITOS DO PODCAST # 457

17 março 2019

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
JOHNNY GRIFFIN
Johnny Griffin (st), Wynton Kelly (pi), Curly Russell (bx) e Max Roach (bat)
THE BOY NEXT DOOR
(Ralph Blane / Hugh Martin)
Hackensack, N.J., 17/abril/1956
Johnny Griffin (st), Sonny Clark (pi), Paul Chambers (bx) e Kenny Dennis (bat)
THE CONGREGATION
(Johnny Griffin)
Hackensack, N.J., 23/outubro/1957
Johnny Griffin (st), Kenny Drew (pi), Jens Melgaard (bx) e Ole Streenberg (bat)
HUSH-A-BYE
(Doc Pomus / Mort Shuman)
Live at "Jazzhus Slukefter", Tivoli, Copenhagen, Dinamarca, 15/julho/1989
JUST FRIENDS
(John Klenner / Sam M. Lewis)
Eddie "Lockjaw" Davis, Johnny Griffin (st), Junior Mance (pi), Larry Gales (bx) e Ben Riley (bat)
SECOND BALCONY JUMP
(Billy Eckstine / Gerald Valentine) 
New York, 9/novembro/1960
Blue Mitchell (tp), Julian Priester (tb), Johnny Griffin (st), Wynton Kelly (pi), Sam Jones (bx) e Albert "Tootie" Heath (bat)
PLAYMATES (Saxie Dowell)
New York, 5/agosto/ 1959
Dave Burns (tp), Johnny Griffin (st), Norman Simmons (pi), Victor Sproles (bx) e Ben Riley (bat)
LOW GRAVY  
(Babs Gonzales) 
New York, 27/setembro/1960
Johnny Griffin (st), Barry Harris (pi), Ron Carter (bx)e Ben Riley (bat)
BLACK IS THE COLOR OF MY TRUE LOVE'S HAIR
(Traditional) 
New York, 21/dezembro/1961
Rolf Ericson (tp,flh), Johnny Griffin (st), Fritz Pauer (pi), Lucas Lindholm (bx)e Ronnie Stephenson (bat)
DOUBLE DIGIT (Rolf Ericson)
Berlin, /maio/1978
Lee Morgan (tp), Johnny Griffin, John Coltrane, Hank Mobley (st), Wynton Kelly (pi), Paul Chambers (bx) eArt Blakey (bat)
SMOKE STACK
 (Johnny Griffin) 
Hackensack, N.J., 6,/abril/1957

P O D C A S T # 4 5 7

15 março 2019


MÚSICO EM FOCO



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CRÉDITOS DO PODCAST # 456

10 março 2019

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
GEORGE BENSON
Mickey Tucker (pi), George Benson (gt), George Duvivier (bx) e Al Harewood (bat)
WITCHCRAFT
(Cy Coleman / Carolyn Leigh )
Live at  "Casa Caribe Club", Plainfield, New Jersey, abril/ 1973
CHRIS CONNOR
Chris Connor (vcl), Jimmy Nottingham, Bernie Privin, Bernie Glow, Ernie Royal (tp), Frank Rehak, Mort Bullman, Chauncey Welsch, Bob Alexander (tb), George Berg, Phil Bodner, Jerry Sanfino, Al Klink, Romeo Penque (saxes), Hank Jones (pi), Mundell Lowe (gt), Milt Hinton (bx), Don Lamond (bat), Phil Kraus (perc) Bobby Rosengarden (bgo) e Richard Wess (arranjo, condução)
New York, 14/setembro/1959
SHORTY ROGERS
Shorty Rogers (flh, ldr), Joe Burnett, Ollie Mitchell (tp), Ken Shroyer (b-tb), Bud Shank (fl,sa), Paul Horn (st), Bill Hood (sax baixo), Emil Richards (vib), Lou Levy (pi), Joe Mondragon (bx) e Mel Lewis (bat)
Los Angeles, dezembro/1962
LARRY WILLIS
Steve Davis (tb), Joe Ford (sa), Larry Willis (pi), Eddie Gomez (bx) e Billy Drummond (bat)
PRAYER FOR NEW ORLEANS
 (Steve Davis)
Englewood Cliffs, N.J., 2/outubro/2006
ADEMIR JUNIOR 
Ademir Junior  (sa), Widor Santiago (st),  Moises Alves (tp) , Juninho Di Sousa (gt), William Cândido (pi), Marcelo Maia (bx), Guilherme Santana (bat)  e Edilson Morais (perc)
DE ALMA LAVADA
(Ademir Junior)
Lançado em janeiro de 2009
DINAH WASHINGTON
Dinah Washington (vcl),Clark Terry (tp), Jimmy Cleveland (tb), Paul Quinichette (st), Cecil Payne (sbar), Wynton Kelly (pi), Barry Galbraith (gt), Keter Betts (bx), Jimmy Cobb (bat) e Quincy Jones (arranjo, direção)
I COULD WRITE A BOOK
 (Lorenz Hart / Richard Rodgers)  
New York, 15/março/ 1955
HANK CRAWFORD
John Hunt, Fielder Floyd (tp), Hank Crawford (sa), Wendell Harrison (st), Lonnie Shaw (sbar), Charles Green (bx) e Wilbert Granville Hogan (bat) 
ROUTE 66 (Bobby Troup) 
New York, 17/novembro/1965
THE SAINTS JAZZ BAND
Mike McNama (tp), Fred Fydler (tb,vcl), Alan Radcliffe (cl), John Fish (pi), Nevil Skrimshire (gt), Reg Kenworthy (bx) e John Mills (bat)
MAHOGANY HALL BLUES STOMP
(Spencer Williams) 
Londres, 16/setembro/1956
MAX ROACH 
Kenny Dorham (tp), Sonny Rollins (st), Billy Wallace (pi),  George Morrow (bx ) e Max Roach (bat)
LOVE LETTERS
(Edward Heyman / Victor Young)
New York, 18/março/1957
DUKE JORDAN 
Duke Jordan (pi), Peter Ind (bx) e Mark Taylor (bat)
JORDU (Duke Jordan)
Live at The Bass Clef, Londres, 13/setembro/1990
JOHNNY COLES
Johnny Coles (tp) Randy Weston (pi), George Tucker (bx) e Charlie Persip (bat)
HI FLY (Randy Weston)
New York, 10/abril/1961

COMEMORANDO 20 ANOS DO CLUBE

Oi turma.
Certamente o mês de Março de 2019 será um mês festivo. Basta dizer que no dia 12 o Clube dos Amigos do Jazz de Nova Friburgo comemora 20 anos de existência. Em Março de 1999 eu morava em Nova Friburgo e lembro perfeitamente quando meu querido amigo Sylvio Lago me ligou e me convidou para uma reunião onde a finalidade seria a criação de um Clube de Jazz. Aceitei na hora e nos reunimos num restaurante chamado de Kiori no bairro do Conego. Fui apresentado aos outros jazzistas, sentamos, pedimos umas cervejas e o papo começou animado com muitas propostas. Pronto. Estava fundado o Clube. As reuniões com palestras iniciaram neste mesmo mês e até hoje, 20 anos depois, mantém o mesmo nível. Muitas amizades ali foram começadas e se concretizaram até os dias de hoje. E como disse nosso saudoso amigo e primeiro presidente do Clube, Augusto Muros:
"Mais do que um Clube de Jazz, este é um Clube de Amigos".
Convido a todos vocês para participarem da noite de comemoração do Clube e que será realizada no dia 12 de Março, terça-feira, no restaurante Chakai, no Conego, as 19hs, Nova Friburgo.
Forte abraço e parabéns pelos 20 anos do meu querido Clube dos Amigos do Jazz de NF.





P O D C A S T # 4 5 6

08 março 2019








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https://www.4shared.com/mp3/ipzI-WOLee/PODCAST_456.html

CRÉDITOS DO PODCAST # 455

03 março 2019

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
FRANK MORGAN
Frank Morgan (sa), George Cables (pi), Curtis Lundy (bx) e Billy Hart (bat)
GEORGIA ON MY MIND
(Hoagy Carmichael / Stuart Gorrell)
Live at "Jazz Standard", New York, 26/novembro/ 2003
CHEROKEE (Ray Noble)
SUMMERTIME (George e Ira Gershwin)
ALL BLUES (Miles Davis / Oscar Brown, Jr.)
MEAN YOU
(Coleman Hawkins / Thelonious Monk)
EQUINOX (John Coltrane)
IMPRESSIONS (John Coltrane)


LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
Montreux '77 :
Milt Jackson-Ray Brown Jam
Clark Terry (tp,flh), Eddie "Lockjaw" Davis (st), Milt Jackson (vib), Monty Alexander (pi), Ray Brown (bx) e Jimmie Smith (bat)
SLIPPERY (Ray Brown)
Live at Montreux, Suiça, 13/julho/1977
A BEAUTIFUL FRIENDSHIP
(Donald Kahn / Stanley Styne)
MEAN TO ME (Fred E. Ahlert / Roy Turk)
YOU ARE MY SUNSHINE
(Jimmie Davis / Charles Mitchell)
C.M.J. (Milt Jackson)
THAT'S THE WAY IT IS
(Alex Kramer / Joan Whitney)

KIND OF BLUE CELEBRA 60 ANOS







O álbum de jazz mais vendido na história do jazz, KIND OF BLUE, de Miles Davis, faz aniversário,  foi gravado em uma sessão histórica em  2 de fevereiro de 1959, um marco da antologia no desenvolvimento deste gênero. Vendeu 5 milhões de cópias e obteve o disco Platinum.
Sessenta anos depois é celebrado como uma obra de arte da música moderna que deixou estampada a modalidade "modal" no jazz e que tem influênciado músicos em todos os cantos do mundo. 
Há três anos, ele ficou em primeiro lugar na lista da BBC dos melhores álbuns de toda a história, e a revista Rolling Stones o colocou no número 12 dos melhores álbuns da mesma categoria.
Vários livros foram escritos sobre Kind of Blue e sobre a  maratona de sua gravação .
O álbum foi gravado em estúdios que a Columbia tinha em uma antiga igreja grega na East 30th Street em Nova York, que foi posteriormente destruída para construir apartamentos "Yuppies" (*).
Além do próprio Davis, que interpreta muito bem para este álbum, o grupo era formado por John Coltrane no saxofone tenor, Julian "Cannonball" Adderley no sax alto, Bill Evans e Wynton Kelly no piano, baixista Paul Chambers e o baterista Jimmy Cobb. Todos gênios de seus instrumentos e todos estavam super inspirados, já que a maioria das músicas gravadas foi tocada apenas uma vez e o álbum inteiro foi concluído no mesmo dia.
Este registro de coleção deve estar na discoteca de todo amante do jazz.
(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

Lado A 
1.            "So What"  (Miles Davis ) - 9:04
2.            "Freddie Freeloader" (Miles Davis) - 9:34
3.            "Blue in Green"  (Miles Davis, Bill Evans) - 5:27
Lado B 
1.            "All Blues"  (Miles Davis ) - 11:33
2.            "Flamenco Sketches"  (Miles Davis, Bill Evans) - 9:26

Faixa bônus — reedição de 1997              

"Flamenco Sketches (alternative take)" 

(*) Yuppies é uma expressão inglesa que significa “Young Urban Professional", ou seja, Jovem Profissional Urbano. É um termo usado para se referir a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.


RECORDANDO ANDRE PREVIN

02 março 2019



Andreas Ludwig Priwin, mais connhecido como ANDRE PREVIN, nascido na Alemanha em Berlim, 6 de abril de 1929 – faleceu em Nova Iorque, em sua casa em Manhattan em 28 de fevereiro de 2019. Compositor, pianista e maestro, recebeu treze nomeações para o Prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e venceu quatro Oscars pela categoria Trilha Sonora Original (1958, 1959, 1963 e 1964). Previn ganhou os prêmios Oscars por seu trabalho nas músicas de Porgy And Bess, Gigi, Irma La Douce e My Fair Lady. Também recebeu 11 Grammys, entre nomeações e prêmios.
Com sua família, emigrou para os Estados Unidos em 1939 para escapar do regime da Alemanha Nazi, judeus que eram. Previn tornou-se naturalizado cidadão dos Estados Unidos em 1943 e cresceu em Los Angeles. No verão de 1946 graduou-se na Escola de Beverly Hills e começou a tocar em dueto musical com Richard M. Sherma “songwritter” especialista em musicais de cinema. Previn tocava piano, acompanhando Sherman, que tocava flauta. Por coincidência, 21 anos depois, ambos os compositores ganharam o Oscar por diferentes filmes.
Depois, que se mudou de Hollywood para se dedicar com muito sucesso à música clássica, passou longos períodos como diretor das Sinfônicas de Londres e Los Angeles, recebendo aclamações do público e da crítica.
No entanto, os amantes do jazz se lembrarão dele pelo seu estilo pessoal ao piano, dentro desse gênero sua primeira influência foi Art Tatum, depois Teddy Wilson e Bud Powel.
Previn fez dezenas de gravações de jazz como líder e sideman, principalmente durante dois períodos da sua carreira: de 1945 a 1967, e depois novamente a partir de 1989 a 2001, com apenas algumas gravações.
Previn fez também várias gravações com os cantores clássicos como Eileen Farrell, Leontyne Price ou Kiri Te Kanawa, bem como vários registros com piano e orquestra em 1960.
Previn trabalhou muito como pianista de trio  de jazz (geralmente baixo e bateria). Depois de sua performance com Shelly Manne na gravação ─ Modern Jazz Performances of Songs from My Fair Lady, em 1956, Previn lançou vários álbuns de interpretações de jazz de canções de Musicais da Broadway, bem como várias gravações de piano solo centradas nos “songbooks” de compositores populares. André Previn tocou músicas de Vernon Duke, 1958; e músicas de Harold Arlen, 1960, muitas baladas solo de Jazz Standards.
Tambén gravou com J.J. Johnson, Buddy Bregman, Shorty Rogers, Russ Freeman, Oscar Peterson, Ray Brown, Benny Carter, Red Mitchell, Frank Capp, Doris Day e Ella Fitzgerald (baladas e standards de jazz), Herb Ellis, , Joe Pass, Grady Tate, Pete Rugolo e muitos mais.
Foi agraciado com  Honorary Knight Commander of the Order of the British Empire (KBE)
A Ordem mais Excelente do Império Britânico, no grau de Cavalheiro, tal Ordem recompensa contribuições para as artes e ciências, trabalho com organizações beneficentes e de bem-estar e serviço público. A ordem foi estabelecida em 4 de junho de 1917 pelo rei George V e compreende cinco classes em ambas as divisões civil e militar, sendo que as duas mais altas fazem do recebedor um Cavaleiro.

A seguir uma recordação de Andre Previn com uma notável interpretação, dentre tantas.
Canção SATURDAY (Andre Previn): Andre Previn (pi), Red Mitchell (bx) e Frank Capp (bat) - Los Angeles, 20 /fevereiro/1960

P O D C A S T # 4 5 5

01 março 2019





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DE UMA NOITE MÁGICA

26 fevereiro 2019



Sábado último, à noite, em um notável ambiente lotado do Blue Note Rio assistimos a um emocionante concerto ─ LEGRAND PAR IDRISS ─ em memória de Michel Legrand, recentemente falecido a 26 de janeiro de 2019. Foi um pianista, arranjador e compositor francês. Construiu sua carreira compondo para o cinema. São dele as trilhas sonoras de Lola, Les Misérables, Prêt-à-Porter, Les Demoiselles de Rochefort, Les Parapluies de Cherbourg, Summer of '42, The Thomas Crown Affair, Une Femme Est Une Femme, La Piscine, entre outras.
O jazz também é marcante em sua carreira, desde 1958 liderou bandas que contavam com alguns dos maiores nomes do segmento, como Miles Davis, John Coltrane, Bill Evans e Herbie Mann. Compôs para álbuns de Stan Getz (1971), Sarah Vaughan (1972) e Phil Woods em várias ocasiões. Vários músicos de jazz regravaram canções de Legrand.
O musical da noite esteve por conta de outro francês de nascimento e já brasileiro de coração, o saxofonista Idriss Boudrioua com seu quinteto.
Foi, portanto, um tratamento especial revisitar o material de Legrand, especialmente revigorante, revivido pelo Idriss, cujo trabalho é bastante conhecido do público, principalmente dos jazzófilos que o acompanham há muito desde sua chegada ao Brasil em 1982, atuando sob a batuta do Maestro Cipó, integrando a banda da casa noturna Da Vinci Bar, juntamente com o trompetista Claudio Roditi, outro ícone do jazz, brasileiro radicado nos EUA.
Para um desempenho de apenas uma noite, a quantidade de trabalho dedicada ao projeto foi surpreendente. Muitos elogios aos membros fundadores do CJUB (um blog e hoje uma confraria) – Mauro Nahoum e sobretudo David Benechis, que, de volta à produção de espetáculos musicais de jazz e, que com tal propósito espetacular abriu o show, além de agradecer a presença de todos, ao grupo de membros do CJUB, aos dirigentes do Blue Note e, particularmente, ao Idriss por concretizar a ideia.
Em seguida, fez, então, a apresentação dos músicos: Sérgio Barrozo, contrabaixo, Émile Saubole, bateria; Altair Martins, flugelhorn, Eduardo Farias, piano e Idriss Boudrioua, saxofone alto.
A noite foi inspirada pela integração total dos músicos ligados numa comunhão perfeita, belíssimos momentos de musicalidade.
Idriss pela descontração, chegando à irreverência humorística, contando passagens de sua vida principalmente com o homenageado Michel Legrand, brincando com os companheiros passou um clima de simpatia inerente a sua personalidade e de como estava muito feliz ali.
Em 2004, integrou o quarteto de Legrand, com quem atuou em apresentações no Mistura Fina (RJ).
Iniciado o show, logo se percebeu que Idriss encheria o salão com seu sax lírico mas também poderoso e tocante - para o deleite do público jazzófilo, por vezes nos fazendo recordar o grande Phil Woods. O elenco de músicos também dava o tom do que iriamos ouvir dali por diante. A música tem tudo a ver com amor e paixão, assim se contemplam melodia, harmonia, sonoridade e ritmo, irresistíveis!
O flugelhorn do Altair suave como característica própria do instrumento mas com o vigor necessário em brilhante passagens. O piano de Eduardo Farias, acho que surpreendeu a muitos que não o conheciam (inclusive a mim), fez solos de grande habilidade técnica e magnífico sentimento jazzístico, ponto alto sem dúvida.
Não há um bom jazz sem uma boa percussão, a cargo do consagrado contrabaixista Sérgio Barrozo, preciso com toque delicado e ótima sonoridade, o que evidenciou em um belíssimo solo. À bateria, o também francês Émile Saubole perfeito nos sutis acompanhamentos exigidos pela maioria dos temas, porém categórico no solo executado com acuradas e interessantes figuras rítmicas.
Uma surpresa ─ Idriss chamou seu filho Jamal, como vocalista que se juntou ao grupo. Uma boa voz tenor-barítonado, deu seu recado marcando mais uma presença em pról de Legrand.
Ao final, Idriss elogiou o público pela total atenção, respeitoso silêncio (não muito comum em casas noturnas) e então disse que se sentiu tão confortável, inspirado e que por isso estava naquela noite tocando tão bem! (virou de costas fingindo se encabular do que disse) - risos e aplausos da plateia, para uma grande verdade, êle e seu grupo se superaram; depois, fiel ao seu senso de humor, se considerou ─ “O rei da cocada”.
Beleza, encantamento e sedução que arrebataram a todos. Uma noite prazerosa e intensa.
Uma noite mágica para LEGRAND PAR IDRISS.

COMPOSIÇÕES EXECUTADAS:
Marins, Amis, Amants Ou Maris - (do filme Les Demoiselles de Rochefort)
Watch What Happens - (do filme Les Parapluies de Cherbourg)
La Chanson Des Jumelles - (do filme Les Demoiselles de Rochefort)
His Eyes, Her Eyes - (do filme The Thomas Crown Affair);
You Must Believe In Spring - (do filme The Young Girls of Rochefort)
The Summer Knows - (do filme Summer of ‘42)
What Are You Doing The Rest Of Your Life - [com vocal de Jamal Boudrioua] - (do filme The Happy Ending)
Once Upon A Summertime - (La Valse Des Lilas) – [com vocal de Jamal Boudrioua] -  (composta para o álbum de Blossom Dearie 1966)
How Do You Keep The Music Playing? - (do filme “Best Friends)
Les Moulins De Mon Coeur - [com vocal de Idriss] – (do filme The Thomas Crown Affair).

Mario Jorge Jacques

O JAZZ CLUB VILLAGE VANGUARD, DA POESIA AO JAZZ

25 fevereiro 2019




O lendário clube VILLAGE VANGUARD foi eleito na pesquisa anual de leitores da revista Jazz Times como o melhor clube de jazz no mundo em um momento que completa esta semana 84 anos com celebrações lideradas por um desfile de músicos jazz contemporâneos.
O clube, localizado na Seventh Avenue South, Manhattan, Nova York, foi fundado em 22 de fevereiro, 1935 por Max Gordon, mas no começo apresentava  poesia e algumas formas de música, especialmente folclóricas, em um período em que a Gordon foi negada uma licença especial de cabaré.
Foi um ponto de encontro e fórum para artistas, boêmios, intelectuais, poetas e músicos.
Com o passar do tempo, conseguiu obter uma licença e começou a apresentar vários tipos de música, incluindo o jazz, com artistas da estatura de Ben Webster, Sidney Bechet e Mary Lou Williams. Mas foi só em 1957 que ele decidiu transformá-lo em um clube exclusivamente de jazz.
Dessa forma, ele começou a contratar músicos como Miles Davis, Thelonious Monk, Horace Silver, Gerry Mulligan, The Modern Jazz Quartet, Anita O'Day, Charlie Mingus, Dexter Gordon, Bill Evans, Stan Getz, Freddie Hubbard, Carmen McRae, etc., tornando-se um dos principais centros de jazz de Nova York e do mundo.
A famosa orquestra de Thad Jones-Mel Lewis, que eventualmente se tornou a Vanguard Jazz Orchestra, tocou de 1966 a 1990 todas as segundas-feiras do ano.

LEGRAND PAR IDRISS - CJUB RETOMA PRODUÇÃO

24 fevereiro 2019

Ontem à noite, os amantes da boa música que estiveram no BLUE NOTE RIO (casa lotada) compartilharam uma noite histórica na qual se reverenciou a obra do genial e saudoso compositor, arranjador e pianista Michel Legrand, recentemente falecido.

Tivemos o retorno (após quase 13 anos) de uma producão do CJUB (www.cjub.com.br) com o super Quinteto liderado pelo excepcional Idriss Boudrioua (sax alto), com o jovem Eduardo Farias ao piano, o lendário Sergio Barrozo ao baixo, Emile Saboule na bateria e Altair Martins no fluegelhorn, um verdadeiro Dream Team que contou com canja de Jamal Boudrioua no vocal em "What are you doing for the rest of your life".

Maravilha! Ótimo reencontrar os amigos e ouvir música de qualidade, numa casa que nos acolhe tão bem.

Vida longa ao CJUB e Vida longa ao Blue Note Rio.

CRÉDITOS DO PODCAST # 454

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO  LOCAL / DATA
ROLAND HANNA 
Sir Roland Hanna (pi), Major Holley (bx) e Alan Dawson (bat)
WHAT A DIFF'RENCE A DAY MADE
 (Stanley Adams / María Mendez Grever)
Live at “Arenes de Cimiez”, Nice, França, 14/julho/1979
I LOVE YOU (Cole Porter)
ART PEPPER
Al Porcino, Jack Sheldon (tp), Dick Nash (tb), Bob Enevoldsen (v-tb), Vince DeRosa (trompa), Art Pepper,  Bud Shank (sa), Bill Perkins, Richie Kamuca (st), Med Flory (sbar), Russ Freeman (pi), Joe Mondragon (bx) e Mel Lewis (bat) - Marty Paich (arranjo, condução)
MOVE (Denzil Best)
Los Angeles, 14/março/1959
DONNA LEE (Charlie Parker) 
BILLY STRAYHORN
Harold "Shorty" Baker (tp), Quentin Jackson (tb), Russell Procope (cl), Johnny Hodges (sa), [no disco com pseudônimo de  Cue Porter], Billy Strayhorn (pi), Al Hall (bx) e Oliver Jackson (bat)
CHERRY (Don Redman)
New York, 14/abril/1959
ROSE ROOM
(Art Hickman / Harry Williams)  
JAMES SPAULDING  
James Spaulding (sa,fl-1), Mulgrew Miller (pi), Ron Carter (bx) e Kenny Washington (bat) e como convidado Wallace Roney (tp)
ASK ME NOW
 (Thelonious Monk) 
Englewood Cliffs, N.J., 25/novembro/1988
LITTLE WILLIE LEAPS
 (Miles Davis)
DICK TWARDZIK
Chet Baker (tp), Dick Twardzik (pi), Jimmy Bond (bx) e Peter Littman (bat)
JUST DUO (Bob Zieff)
Paris, 11/outubro/ 1955 
MID-FORTE  (Bob Zieff)
JIM HALL
Carl Perkins (pi), Jim Hall (gt), Red Mitchell (bx) e Larry Bunker (bat)
TANGERINE
(Johnny Mercer / Victor Schertzinger)
Los Angeles, 24/janeiro/1957
LOOK FOR THE SILVER LINING
 (Buddy DeSylva / Jerome Kern)
LALO SCHIFRIN
: James Morrison (tp,tb), James Moody (st), Lalo Schifrin (pi, ldr), Dennis Budimir (gt), Brian Bromberg (bx) e Alex Acuna (bat)
A TRIBUTE TO BUD
(Lalo Schifrin)
Los Angeles, 30/março/ 2007
FREE PARKING
    (Lalo Schifrin) 
SCOTT HAMILTON
Scott Hamilton (st, ldr), Tim Ray (pi), Dave Zinno (bx) e Jim Gwin (bat)
THE PARTY'S OVER
 (Betty Comden / Adolph Green / Jule Styne)
West Greenwich, Rhode Island, 12/fevereiro/2014