Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

CRÉDITOS DO PODCAST # 388

20 novembro 2017

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS e AUTORES
GRAVAÇÕES
LOCAL / DATA
LESTER YOUNG
Lester Young (st), Johnny Guarnieri (pi), Slam Stewart (bx) e Sidney Catlett (bat)
SOMETIMES I’M HAPPY

(Vincent Youmans / Irving Caesar)
New York, 28/dezembo/1943
NANCY WILSON
Nancy Wilson acc pela orquestra de Billy May (arranjo, condução)
Los Angeles, 7/dezembro/1959
WALTER BISHOP, JR.
Walter Bishop, Jr. (pi), Jimmy Garrison (bx) e Wilbert Granville T. Hogan (bat)
New York, 14/março/1961
DR. LONNIE SMITH
Dr. Lonnie Smith (orgão hammond), Jonathan Kreisberg (gt) e Jamire Williams (bat)
I DIDN'T KNOW WHAT TIME IT WAS
(Lorenz Hart / Richard Rodgers)
New York 13/janeiro/2010
THAD JONES / MEL LEWIS 
Danny Moore, Jimmy Nottingham, Al Porcino, Richard Gene Williams, Snooky Young, Thad Jones (tp / flh), Dick Berg, James Buffington, Earl Chapin, Julius Watkins (trompa), Eddie Bert, Garnett Brown, Cliff Heather, Bennie Powell, Tom McIntosh (tb), Bob Brookmeyer (v-tb), Eddie Daniels (cl, st), Billy Harper (st, fl), Richie Kamuca (st), Joe Farrell, Jerome Richardson (sa), Pepper Adams (sbar), Barry Galbraith, Sam Herman (gt), Roland Hanna (pi), Richard Davis (bx), Howard Johnson (tu), Mel Lewis (bat)
THE GROOVE MERCHANT

(Thad Jones / Jerome Richardson)
New York, 17/setembro/1996
SARAH VAUGHAN e CLIFFORD BROWN
Sarah Vaughan (vcl), Clifford Brown (tp), Herbie Mann (fl), Paul Quinichette (st), Jimmy Jones (pi), Joe Benjamin (bx), Roy Haynes (bat) e Ernie Wilkins (arranjo, direção)
IT’S CRAZY
(Dorothy Fields / Richard Rodgers) 
New York, 16/dezembro/1954
SPIRIT OF CHICAGO
Bastien Stil (pi / direção),  Hervé Michelet, Jerome Etcheberry (tp), Stéphane Cros, Nicolas Fargeix, Bertrand Tessier (saxes / cl), Bruno Durand (tb), Chloé Parisot (gt), Dominique Mandin (bj), Raphaël Gouthière (tuba), Jean-Bernard Leroy (bat)
BEAU KOO JACK
(Louis Armstrong / Alex Hill / Walter Melrose) 
Concerto dado no Studio de l'Ermitage, Paris, 09/novembro/2013
BILL PERKINS
Bud Shank (sa), Bill Perkins (st), Alan Broadbent (pi), John Heard (bx) e Sherman Ferguson (bat)
REMEMBER (Irving Berlin) 
Berkeley, CA, 4/dezembro/1986
RAUL DE SOUZA
Raul de Souza (tb), Mario Conde (gt), Leo Montana (pi), Glauco Solter (b-gt), Maurio Martins (bat)
BRAZILIAN SAMBA JAZZ
 (Raul de Souza)
Chambéry, França, dezembro/2015
DAVID KIKOSKI 
Alex Sipiagin (tp), Seamus Blake (st), David Kikoski (pi, ldr), Boris Kozlov (bx) e Jeff "Tain" Watts (bat)
K’s BLUES (Dave Kikoski)
Tokyo, 27/agosto/2001
KEN FOWSER
Ken Fowser (st), Behn Gillece (vib), David Hazeltine (pi), Adam Cote (bx) e Paul Francis (bat)
ACT OF DISGUISE
(Behn Gillece)
Los Angeles, 2009
WYNTON KELLY
Wynton Kelly (pi), Kenny Burrell (gt), Paul Chambers (bx) e Philly Joe Jones (bat)
WHISPER NOT
(Benny Golson)
New York, 31/janeiro/1958

19 novembro 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (81)
Novembro 19 a 21
19      Tommy Dorsey, trombone / líder, Pensilvania, 1905
Andre Persiani, piano, França, 1927
Billy Strayhorn, composição / piano, Ohio, 1915
20      June Christy, canto, Illinois, 1925
Ray Price, banjo / guitarra, Australia, 1921
21      Jimmy De Preist, bateria, Pensilvania, 1936
Claire Austin, canto, Washington, 1918
Coleman Hawkins, saxofone.tenor, Missouri, 1904
Eleanor Powell, canto / dança / atriz, Massachusetts, 1912

Retornaremos

MENINOS, EU OUVI (5)

18 novembro 2017

Ouvindo o Buddy Rich e banda no podcast do querido amigo Mario Jorge me lembrei que lá pelos idos dos anos 60, numa reunião na casa do saudoso amigo Lula, alguém mencionou que havia sido lançado um Lp do Buddy cantando. Pelo que me lembro, ninguém deu muita bola para o fato. Resolvi agora pesquisar e encontrei este álbum. Bem fraquinho, mas coloco aqui como um registro para quem não conhece ou para quem quiser recordar.

Forte abraço.

Ficha técnica:
Label: Verve Records ‎– MGV-2075
Released: 1957

1. Cathy
2. Between the Devil and the Deep Blue Sea
3. It's All Right With Me
4. Over the Rainbow
5. You Took Advantage of Me
6. Can't We be Friends?
7. It's Only a Paper Moon
8. My Melancholy Baby
9. Cheek to Cheek
10. It Don't Mean a Thing
11. I Hadn't Anyone 'Til You
12. That Old Feeling

Bass – Joe Mondragon 
Drums – Alvin Stoller
Guitar – Howard Roberts
Piano – Paul Smith
Tenor Saxophone – Ben Webster
Trumpet – Harry Edison
Vocals – Buddy Rich

STANDARDS?

Os guitarristas Rodrigo Chenta e Ivan Barasnevicius apresentam o EP Standards? interpretando dois temas clássicos em leituras bastante interessantes.
O primeiro tema é "Cantaloupe Island", original de Herbie Hancock cuja linha base aqui se mescla com o rock "Enter sandman" do Metallica em uma fusão bem curiosa, comprovando que as fronteiras de criação são ilimitadas e a importância das citações como um propulsor de novas ideias.
O segundo tema é "Saga of Harrison Crabfeathers", original do pianista Steve Kuhn cujo tema foi gravado inicialmente pela cantora sueca Monica Zetterlund; um espetacular resgate do Real Book desenhado com improvisos calorosos em uma interpretação bem intensa.

Rodrigo Chenta está no canal esquerdo e Ivan Barasnevicius está no canal direito, ambos usando guitarra acústica.

Um bate-papo rápido em que cada um nos conta sobre os temas -

Qual foi o insight para promover o encontro de Hancock com Metallica no tema Cantaloupe Sandman?
Rodrigo Chenta: Isso aconteceu quando estávamos de férias com as famílias na Serra do Cafezal em São Paulo. Certa tarde o Ivan e eu tocamos alguns standards de jazz até que resolvi inserir a música “Wasting love” do Iron Maiden em “Autumm leaves” do Joseph Kosma. Daí para colocar “Enter sandman” do Metallica  em “Cantaloupe island” de Herbie Hancock foi um pulo. Achamos muito engraçado e divertido até que a brincadeira ficou séria e a inserimos em nosso repertório dos concertos. Na gravação do EP “Standards?” tocamos essa música de uma maneira nada standard e gostamos do resultado. Em relação ao Metallica, existem na minha guitarra citações de músicas como “Orion”, “Enter sandman”, “Welcome home (Sanitarium)” e “Fade to Black”, que eu me lembre. No solo improvisado do Ivan eu fiquei na cola dele e os motivos musicais que sugeria eram automaticamente abordados no acompanhamento onde a interação deixou a sonoridade mais orgânica. Ela tem grande importância no duo. Vale lembrar que o realizado nesta música especificamente é algo comum na história do Jazz. Isso aconteceu, por exemplo, em “Donna Lee”, música de Miles Davis que é creditada a Charlie Parker. Aqui ele basicamente se inspirou no acompanhamento da música “Back home again in Indiana” de James F. Hanley e improvisou uma nova melodia.

Rodrigo Chenta e Ivan Barasnevicius
Um resgate de um clássico tema do pianista Steve Kuhn - "Saga of Harrison Crabfeathers".
Ivan Barasnevicius: Já tocava essa música em jam sessions há tempos. Como ela tem uma estrutura que privilegia bastante a improvisação nos moldes que costumamos realizar no duo, pensei em sugerir para o Rodrigo e desde muito cedo gostamos bastante do resultado. Vale lembrar que a nossa abordagem com relação a ela foi mudando ao longo do tempo, e novas ideias de improvisação e acompanhamento foram surgindo. Algumas foram abandonadas e outras foram desenvolvidas. Mas, comentando sobre a composição em si e do meu interesse nela, posso ressaltar que, em minha opinião, ela traz alguns aspectos que são bastante relevantes: uma melodia bastante simples, porém marcante e muito bem estruturada, com uma série de transposições do motivo principal. Ela tanto traz a possibilidade para que novos acordes possam ser inseridos entre os principais já indicados nas transcrições mais utilizadas (como a presente no “livrão”) como também torna viável a redução da harmonia de um bloco inteiro em somente um acorde. Nos dois casos, é possível fazer tudo isso sem desrespeitar o modo do momento. Mas é importante lembrar que em certos momentos não respeitamos. Nesta gravação, experimentamos de forma bem solta diversos outros aspectos: diferentes dinâmicas, alterações propositais de andamento e na textura dos acompanhamentos. Vale dizer que procuramos também, durante a gravação, fazer diferentes citações: enquanto o Rodrigo citava o Metallica, eu fiz citações do Herbie Hancock. Em todos os nossos trabalhos existem diversas citações harmônicas e melódicas escondidas.

Obrigado Rodrigo e Ivan, e sucesso.


www.rodrigochentaeivanbarasneviciusduo.com

Anat Cohen & Marcello Gonçalves Duo @@@@1/5; Didier Lockwood Trio @@@@@ - Blue Note - RJ, 16.11.2017

17 novembro 2017

Anat Cohen e Didier Lockwood são animais selvagens, feras que a gente não pode jamais trancafiar nas jaulas de nossas normalmente tacanhas “generificações”. São espíritos livres, para o bem da música, da arte. Ontem foi uma uma noite de Deus e o Diabo na Terra do Sol, essa é a verdade. Anat é branquela, vem do jazz, mas toca música brasileira com autoridade quase nativa. Boa parte da beleza está nesse “quase”: o que lhe falta de “DNA” em “brasileirice” é justo o que enriquece sua arte: ela jamais emite uma única nota , seja tocando Moacir Santos, Chico Buarque ou choro, que não remeta às fundações do clarinete no ... Jazz: Benny Goodman, Pee Wee Russell, Buddy de Franco, etc. A junção do timbre esplêndido, do fraseado inspirado e sempre bem pensado, o domínio invulgar do dificílimo instrumento (possivelmente, o mais difícil entre as madeiras) e do joie vivre que sua expressividade exala a cada instante, dela fazem um anjo, um anjo do jazz, caído no samba, em deleite daqueles para quem a arte não suporta gavetas, escaninhos, gaiolas. Marcello Gonçalves, um músico, tudo indica, de formação clássica, mas com longevo trânsito no choro e na MPB, ousou deveras, é de reconhecer, ao empunhar, nesse formato camerístico, o violão de sete cordas, em contexto absolutamente heterodoxo para o instrumento. Um acerto e tanto, embora extremamente arriscado. As releituras dos temas de Moacir são, sem duvida, a atratividade mor do set, menos pelo inusitado da minimalista formação, mais pelo luminosidade dos arranjos, milimetricamente estudados e executado com a “imperfeição” que quaisquer Jazz que se preze, exige. Jazz, sim, porque nada haverá que Anat Cohen faça na vida, irrelevante o rótulo, que não seja Jazz. @@@@1/5
————————
Aqueles milagres do Céu, no entanto, mexeram com os brios do capeta, que, então, tratou de mandar seu emissário, aproveitando um Blue Note, àquela altura, bem mais cheio. O sempre rooted Diego Imbert (contrabaixo forjado na melhor relojoaria suíça) e o prodígio Adrien “Fast Fingers” Moignard, na guitarra, serviram de esteio e interplay venenoso para um Paganini reencarnado, autêntico Fausto, que assombrou a audiência, feita catatônica diante de um virtuosismo indescritível, uma afinação beirando o inacreditável - e de fazer inveja mesmo aos mais destacados solistas da música de concerto -, um controle dinâmico paranormal, e, acima de tudo, escolhas improvisionais SEMPRE acertadas. Para Didier Lockwood, o violino é apenas mais uma parte do seu corpo, um órgão (nele, certamente vital): quem viu o que viu, ontem, sabe que tal não é, nem de longe, clichê. O anúncio de um tributo a Grapelli, no final das contas, fez pensar se o próprio Grapelli, mesmo que ressurgindo 20 vezes, não sairia corado do clube, se ali estivesse, vendo um discípulo que tanto lhe suplantou, e maiusculamente. Houve de tudo: mainstream, cigano, Nuages, uptempo supersônico, blues, Spain (!), Over the Rainbow, violino flat, violino com efeitos, coda com efeitos em loop em instrumento primo, eletrônico. Lockwood, seu inglês sofrível, seu humor-ironia tão tipicamente francês e, claro, o que importa, seu ataque legionário, foram o contraponto infernal que, equilibrado à doçura/malícia  (não menos intoxicating) de Anat, nos levaram ao Nirvana, em plena noite de quinta-feira, 16 de novembro de 2017. Jamais será esquecida. @@@@@

P O D C A S T # 3 8 8

NANCY WILSON
DAVID KIKOSKI  

KEN FOWSER 
WALTER BISHOP JR





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https://www.4shared.com/mp3/tNxJUe6Sca/podcst_388_A.html

16 novembro 2017

Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
44ª Parte
MEL POWELL          Virtuosismo e Ecletismo Pianístico

MELVIN D. EPSTEIN, artisticamente MEL POWELL, pianista e compositor norte-americano, nasceu em 12 de fevereiro de 1923 no Bronx, New York, filho de pais judeus russos, Milton Epstein e Mildred Mark Epstein, vindo a falecer com 75 anos em 24 de abril de 1998, de câncer, em sua residência em Sherman Oaks, California, estando sepultado no mesmo jazigo que sua esposa Martha Scott no “Masonic Cemetery”, em Jamesport no Missouri.
POWELL não foi um pianista de JAZZ em toda a sua trajetória, mas sem dúvida e graças ao seu virtuosismo pianístico, delicado, um prolongamento do “stride” de Earl Hines até a classe de Teddy Wilson, com swing requintado, enfim, um “camerístico”, tem que ser inscrito entre os melhores.  
Com 4 anos iniciou o estudo musical, sendo que a partir dos 7 anos teve diversos professores, entre outros a professora Nadia Reisenberg.    
POWELL era apaixonado pelo beisebol, assíduo no “Yankee Stadium”, além de amador praticante o que lhe valeu uma contusão na mão -  ficou convencido que aquela não seria sua carreira, voltando-se então totalmente para a música.
Adolescente, com 12 anos, fez parte de uma banda “dixieland”.
Ainda adolescente e já profissionalmente atuou no club “Nick’s”, tocando ao lado de Bobby Hackett, Jimmy McPartland, George Brunies, Zutty Singleton e, posterior-mente, no grupo de Muggsy Spanier.   Chegou a escrever arranjos para Earl Hines.
Aos 18 anos e em 1941 POWELL foi orientado pelo escritor e crítico George T. Simon (autor de “THE  BIG  BANDS”, 1967, U.S.A.) a fazer um teste com Benny Goodman, que o contratou de imediato.  
Nessa época mudou seu nome de “Epstein” para “Powell”.  Tornou-se, também, um dos arranjadores preferidos do “Rei do Swing”, para o qual escreveu pérolas como “Mission To Moscow”, “The Earl” (tema dedicado a Earl Hines, seu ídolo), “Clarinade”, “Darktown Strutter’s Ball” e outros.
Após 02 anos com Goodman e em 1942 POWELL substituiu o segundo pianista Sanford Gold na banda de Raymond Scott, contratada do selo “CBS”.
Ainda em 1942 foi convocado para o serviço militar (U.S.Army) dentro do esforço para a “IIª Guerra Mundial”, passando a integrar a famosa “Army Air Forces Orchestra” (“AAF”) de Glenn Miller, o qual havia ingressado nas forças armadas em 07 de outubro de 1942 e, após treinamento, assumido o posto de capitão em 04 de dezembro.
Podemos ouvir POWELL em algumas gravações dessa banda (para a qual e então fez alguns arranjos), conforme os albuns “Major Glenn Miller & The Army Air Force Band, 1943-1944” e seguintes, selo “Bluebird”, em que também atuam os pianistas Lou Stein e Jack Russin.
A banda excursionou à Grã Bretanha, lá gravando e apresentando-se em programas da BBC. O restante dessa história leva-nos ao lamentável, trágico e insoluvel  desapare-cimento do já Major Glenn Miller em 15 de dezembro de 1944 na travessia aérea do Canal da Mancha.
Com o término da “IIª Guerra Mundial” POWELL ficou em Paris, quando teve a oportunidade de tocar e gravar com Django Reinhardt (1945).
Desmobilizado do exército ele retornou aos U.S.A. e à banda de Goodman por breve período.
Ficou obscurecido por algum tempo, retornando como compositor e arranjador para os estúdios de cinema, recebeu o prêmio da revista “Down Beat” de 1947 como melhor pianista de JAZZ, em Hollywood ganhou destaque com o filme do diretor Howard Hawks “A Song Is Born” de 1948, assim como para os desenhos de “Tom & Jerry”.    Nesse período em Hollywood POWELL casou-se com a atriz Martha Scott, sua companheira até a morte.
Estudou composição de 1948 até 1952 na “Yale University” (onde lecionou mais tarde), sob a direção de Paul Hindemith;   diplomado passou a ensinar teoria musical e composição no “Queens College” e na “Yale University”.     Importante assinalar que POWELL permaneceu nessas cátedras por mais de 40 anos, ademais de, simultaneamente, ser o deão-fundador do departamento musical do “California Institute Of The Arts” (“CalArts”).
De 1953 a 1955 ele gravou para a “Vanguard” de John Hamond, sempre em “combos” de trios até octetos, em que alinharam entre outros Bobby Donaldson, Paul Quinichette, Oscar Pettiford, Ruby Braff, Peanuts Hucko e Jimmy Buffington.
Foi agraciado nesse ano de 1959 com  o "Guggenheim Fellowship For Creative Arts, US & Canada", o que lhe valeu bolsa da Fundação Guggenheim, dedicando-se à composição.
Na decada de 1960/70 POWELL apresentou-se em Connecticut ao lado de Bobby Hackett.
Nas décadas de 1960, 1970 e 1980 ele foi compositor para orquestras, coros, vocais e música de câmera, sendo que anos mais tarde (1987) e tendo como parceiro Warren Vaché ele participou de cruzeiro marítimo (“SS Norway”, também com as presenças de Benny Carter, Milt Hinton, Louie Bellson e Howard Alden), mas sua atividade principal seguiu sendo o ensino na California (Valencia), sua base desde 1969, como educador na “CalArts”.
Sua atuação ficou bem documentada no CD “The  Return Of Mel Powell” do selo “Chiaroscuro Records”, em que durante pouco menos de ½ hora POWELL fala sobre sua carreira e porque deixou o JAZZ.
No ano de 1990 POWELL recebeu sua maior honraria com o “Pulitzer Prize In Music” graças ao trabalho “Duplicates: A Concert For Two Pianos And Orchestra”, mostrando-se sempre surpreso com esse galardão.
-                     Hommage à Fats Waller, Hommage à Debussy, 1945
-                     Jazzmen In Uniform, 1945
-                     Thingamagig, 1954
-                     When Your Love Has Gone, 1955
Essas são algumas das gravações em que podemos apreciar a arte de POWELL, mas destacamos também as faixas  “When A Woman Loves A Man”, “For Miss Black” e “Hommage à Fats”, incluidas no CD nº 6 do estojo “The History Piano Jazz” (2003, Le Chant Du Monde, Alemanha).

   Retornaremos nos próximos dias 
com o pianista  Richard Wyands

15 novembro 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (80)
Novembro 16 a 18
16       Eddie Condon, guitarra, Indiana, 1905
Sonny Durham, trumpete, Massachusetts, 1914
W.C.Handy, composição, Alabama, 1873
Wallace Jones, trumpete, Maryland, 1906
Al Lucas, contrabaixo, Canadá, 1916
Nick Travis, trumpete, Pensilvania, 1925
17     Joe Bushkin, piano, New York, 1916
Sunny Henry, trombone, Louisiana, 1885
Max Miller, piano / vibrafone, Ohio, 1911
Shorty Sherock, trumpete, Minnesota, 1915
18     Don Cherry, trumpete, Oklahoma, 1936
Johnny Mercer, composição, Georgia, 1908
Boots Mussulli, saxofone.alto, Massachusetts, 1917

         Retornaremos

FESTIVAL DE JAZZ DE LONDRES, O MAIOR EM 25 ANOS

13 novembro 2017


  
Desde sexta-feira, o famoso Festival Internacional de Jazz de Londres tem acontecido, e desta vez celebra 25 anos.
Durante as últimas duas décadas, este festival tem aumentado seu prestígio e qualidade de forma notável, tornando-se um dos mais importantes do planeta e, este ano, para comemorar o aniversário de "quarto de século", seus organizadores programaram o maior de todos até agora.
Mais de mil músicos de diferentes partes do mundo convergem para capital britânica, para participar de 10 dias de apresentações que se realizam em 70 locais diferentes, desde grandes salas de concertos (como o Royal Festival Hall, o Barbican Center, o Cadogan Hall, etc. .), até em  pubs e clubes de jazz, passando por salas de aula universitárias e salas menores.
Entre os músicos mais famosos que participam, podemos mencionar:
Herbie Hancock, Pat Metheny, Tomaz Stanko, Camila Meza, Chucho Valdés, Gonzalo Rubalcaba, Dave Holland, Chris Potter, Zakir Hussain, Andy Sheppard, Saxophone Summit, Scott Hamilton, John Surman, Soweto Kinch, Trombone Shorty, Martin Shaw, Marcus Miller, Eliane Elias, Christian Scott, Norma Winstone, Dee Dee Bridgewater, Robert Glasper, Mike Stern, Guy Barker (e a Sinfônica Miles Davis), Pharoah Sanders, Stefano Bollani, Fred Hersch, NYJO, London Jazz Orchestra, Omar Sosa e outras centenas.
O festival terminará em 19 de novembro e, durante esses 10 dias, há diferentes tipos de atividades, como "Jazz for children" diariamente ao meio dia, conversas, workshops, exposições e as tradicionais "jam sessions" em muitos bares e clubes de jazz após as apresentações oficiais.
Há também vários homenagens para grandes do jazz, como Thelonious Monk, Fred Hersch (em vida), Miles Davis e Charles Mingus.
Os concertos mais importantes do festival serão transmitidos na Rádio 3 da BBC.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

CRÉDITOS DO PODCAST # 387

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
JOE PASS
Les McCann (pi), Joe Pass (gt), Herbie Lewis (bx) e Paul Humphrey (bat)
DEEP PURPLE
(Peter DeRose / Mitchell Parish)
Los Angeles, 4/fevereiro/1963
JAY JAY JOHNSON
Art Farmer, Ernie Royal, Danny Stiles (tp,flh), J.J. Johnson, Benny Powell, Paul Faulise (tb), Jerome Richardson (sa,fl), Phil Bodner (st), Tommy Newsom (sbar), Hank Jones (pi), Ron Carter (bx), Grady Tate (bat)
BLUE (J.J. Johnson)
New York, 2/dezembro/1966
DAVID BERGER
Bob Millikan, Brian Pareschi, Irv Grossman, Brandon Lee, Scott Wenholt (tp), Wayne Goodman, Ryan Keberle, Jeff Bush (tb), Jay Brandford (sa), Dan Block, Mark Hynes (st), Carl Maraghi méredgi (sbar), Isaac Ben Ayala (pi), Yasushi Nakamara (bx), Jimmy Madison (bat) e David Berger (arranjo, condução)
HARD TO GET
(Harry Warren / Paul Mendenhall)
New York, Hollywood, CA, Toronto, Canada, c. 2010
JIMMIE NOONE
Jimmie Noone (cl), Joe Poston (sa), William Butler (vln), Clarence Owens (st), Earl Hines (pi), Bud Scott (gt), Bill Newton (tu) e Andrew Hilaire (bat)
KING JOE (Bud Scott)
Chicago, 24/julho/1928
MULGREW MILLER
Mulgrew Miller (pi), Richie Goods (bx) e Tony Reedus (bat)
SUMMER ME, WINTER ME
(Alan Bergman / Marilyn Bergman / Michel Legrand)
Brooklyn, N.Y., 22/dezembro/1993
DEXTER GORDON
Dexter Gordon (st), Bobby Hutcherson (vib), Barry Harris (pi), Bob Cranshaw (bx) e Billy Higgins (bat)
VERY SAXILY YOURS
(Dexter Gordon)
Englewood Cliffs, N.J., 28/maio/1965
PEPPER ADAMS
Pepper Adams (sbar), Donald Byrd (tp), Bobby Timmons (pi), Doug Watkins (bx) e Elvin Jones (bat)
TIS (Thad Jones)
Live at "Five Spot Cafe", New York, 15/abril/1958
LINDA HOPKINS
Linda Hopkins (vcl), Marty Jabara (pi), Robert Kyle (hca), Terry Evans (gt), Al Threats (bx) e Washington Rucker (bat)
DOWN HOME BLUES
(George Jackson)
Live at the Philharmonie, Köln, Alemanha, 1/janeiro/1999
GERRY MULLIGAN
Gerry Mulligan (sbar), Thelonious Monk (pi), Wilbur Ware (bx) e Shadow Wilson (bat)
I MEAN YOU
(Coleman Hawkins / Thelonious Monk)
New York, 12/Agosto/1957
GRP BIG BAND 
Arturo Sandoval, Randy Brecker, Chuck Findley, Byron Stripling (tp,flh), George Bohanon (tb), Phillip Bent (fl), Eddie Daniels (cl), Nelson Rangell, Eric Marienthal (sa), Ernie Watts (st, ssop), Bob Mintzer (st,), Tom Scott (sbar,ldr), Gary Burton (vib), Dave Grusin (pi,arranjo) , John Patitucci (bx) e Dave Weckl (bat)
MY MAN'S GONE NOW
(George Gershwin)
Live at "Gotanda Kan-i Hoken Hall", Tokyo,  31/janeiro/1993
HERBIE HANCOCK
Freddie Hubbard (cnt,flh), Herbie Hancock (pi), Ron Carter (bx) e Tony Williams (bat)
Valley (Herbie Hancock)
Englewood Cliffs, N.J., 17/junho/1964

40 SOLOS IMPROVISADOS MAIS DESTACADOS NA HISTÓRIA DO JAZZ

12 novembro 2017

De acordo com críticos e músicos.
A revista JAZZ TIMES publicou a lista dos 40 solos que mais impressionaram os críticos e músicos de jazz, depois de ter feito uma grande e profunda pesquisa entre eles, que durou vários meses.
O resultado é lucrativo e emocionante, pois engloba artistas de todos os períodos e estilos, incluindo improvisações vocais. Também é um bom guia para aqueles que desejam completar suas coleções de discos com o melhor que foi gravado ao longo dos anos.
Bem como para os iniciantes na ARTE MAIOR.
O músico escolhido com mais solos foi John Coltrane.
Os 40 melhores solos de todos os tempos, de acordo com esta pesquisa, são os seguintes:
1- Miles Davis. “So What”. Kind of Blue (Columbia, 1959)
2- Louis Armstrong. “Potato Head Blues”. Louis Armstrong & His Hot Seven. “Potato Head Blues” (OKeh, 1927)
3- Louis Armstrong. “West End Blues”. Louis Armstrong & His Hot Five. “West End Blues” (OKeh, 1928)
4- Paul Bley. “All the Things You Are”. Sonny Rollins/Coleman Hawkins . Sonny Meets Hawk! (RCA Victor, 1963) 
5- Charlie Christian. “Swing to Bop”. Charlie Christian. Various compilations (rec. 1941)
6- Ornette Coleman. “Chronology”. Ornette Coleman. The Shape of Jazz to Come (Atlantic, 1959)
7- John Coltrane. “Chasin’ the Trane”. John Coltrane. Coltrane “Live” at the Village Vanguard (Impulse!, 1962)
8- John Coltrane. “Crescent”. John Coltrane Quartet. Crescent (Impulse!, 1964)
9- John Coltrane. “Giant Steps”. John Coltrane. Giant Steps (Atlantic, 1960)
10- John Coltrane. “My Favorite Things”. John Coltrane. My Favorite Things (Atlantic, 1961)
11- John Coltrane. “Resolution” . John Coltrane. A Love Supreme (Impulse!, 1965)
12- John Coltrane. “Transition”. John Coltrane. Transition (Impulse!; rec. 1965, rel. 1970)
13- Chick Corea. “Matrix”. Chick Corea. Now He Sings, Now He Sobs (Solid State, 1968)
14- Israel Crosby, “But Not for Me”. Ahmad Jamal. At the Pershing: But Not for Me (Argo, 1958)
15- Bill Evans, “Come Rain or Come Shine”. Bill Evans Trio. Portrait in Jazz (Riverside, 1960)
16- Ella Fitzgerald, “How High the Moon”. Ella Fitzgerald. Mack the Knife: Ella in Berlin (Verve, 1960)
17- Paul Gonsalves. “Diminuendo and Crescendo in Blue”. Duke Ellington. Ellington at Newport (Columbia, 1957)
18- Dexter Gordon. “Cheese Cake” . Dexter Gordon. Go (Blue Note, 1962)
19- Charlie Haden. “Ramblin’”. Ornette Coleman. Change of the Century (Atlantic, 1960)
20- Herbie Hancock. “Actual Proof”. Herbie Hancock. Thrust (Columbia, 1974)
21- Coleman Hawkins. “Body and Soul”. Coleman Hawkins & His Orchestra. “Body and Soul” (Bluebird, 1939)
22- Freddie Hubbard. “Birdlike”. Freddie Hubbard. Ready for Freddie (Blue Note, 1962)
23- Freddie Hubbard. “One Finger Snap”. Herbie Hancock . Empyrean Isles (Blue Note, 1964)
24- Elvin Jones. “Monk’s Dream”. Larry Young. Unity (Blue Note, 1966)
25- Rahsaan Roland Kirk. “C Jam Blues”. Charles Mingus. Mingus at Carnegie Hall (Atlantic, 1974)
26- Pat Metheny. “Bright Size Life”. Pat Metheny. Bright Size Life (ECM, 1976)
27- Hank Mobley,“Remember”. Hank Mobley. Soul Station (Blue Note, 1960)
28- Oliver Nelson. “Stolen Moments”. Oliver Nelson. The Blues and the Abstract Truth (Impulse!, 1961) 
29- Charlie Parker. “Embraceable You”. Charlie Parker Quintet. “Embraceable You” (Dial, rec. 1947)
30- Charlie Parker. “Just Friends”. Charlie Parker. Charlie Parker With Strings (Verve, rec. 1949)
31- Charlie Parker. “Ko Ko”. Charlie Parker’s Ri Bop Boys. “Ko Ko” (Savoy, 1945)
32- Jaco Pastorius. “Donna Lee”.Jaco Pastorius. Jaco Pastorius (Epic, 1976)
33- Jaco Pastorius.“Havona”. Weather Report. Heavy Weather (Columbia, 1977)
34- Sonny Rollins. “Blue 7”. Sonny Rollins. Saxophone Colossus (Prestige, 1956)
35- Sonny Rollins, Sonny Stitt . “The Eternal Triangle”.Dizzy Gillespie/Sonny Rollins/Sonny Stitt. Sonny Side Up (Verve, 1959) 
36- Wayne Shorter. “On Green Dolphin Street”. Miles Davis. The Complete Live at the Plugged Nickel 1965
37- Lennie Tristano. “Line Up”. Lennie Tristano. Lennie Tristano (Atlantic, 1956)
38- McCoy Tyner. “Passion Dance”. McCoy Tyner. The Real McCoy (Blue Note, 1967)
39- Sarah Vaughan, Clifford Brown. “September Song”. Sarah Vaughan Sarah Vaughan With Clifford Brown (EmArcy, 1955)
40- Cannonball Adderley. “Milestones”. Miles Davis. Milestones (Columbia, 1958)