Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

JAZZ PANORAMA - AGRADECIMENTOS

30 novembro 2003

Gostaria muito de agradecer a algumas pessoas que foram muito importantes para que o Concerto Jazz Panorama fosse realizado com grande sucesso. Nestes quarenta e cinco dias de pré-produção contei com a ajuda de amigos e profissionais. Sem eles o caminho seria bem mais longo.
Devo agradecer primeiramente ao Zé Henrique, que foi o primeiro a me apoiar, acreditar e incentivar na concepção e escolha dos músicos. Ao mestre Raffaelli, que me ajudou no release dos músicos, nas informações técnicas do concerto, conseguiu ótimas notas na imprensa e principalmente por atender ao meu pedido para resenhar a apresentação. Ao David pela idéia de fazermos uma homenagem ao Jorge Guinle em virtude da concepção do concerto e ao Coutinho pelo esforço em viabilizar esta homenagem. Ao Mauro, sempre solícito e atento aos mínimos detalhes. Ao Fraga e ao Sá que estiveram no ensaio e conseguiram me acalmar um pouco. A Marly Cardoso e a Maria Amélia, da Jose Olympio. Ao Rodrigo e a Carolina Campos da Pernod Ricard e ao pessoal do Mistura Fina: o Pedro Paulo que acreditou no projeto, o Mauro e o Max que como sempre fizeram um bom trabalho, a Liliane, a Adriana, o Mario e principalmente a bela e incansável Bia que atendeu a todos os meus pedidos e resolveu da melhor maneira possível todos os problemas surgidos.
Ao Hamleto que compreendeu toda a idéia do projeto e com isso pôde realiza-lo tão bem. Nossas conversas, quase que diárias ajudaram muito neste processo. Ao meu filho Marcelo (o verdadeiro Marcelinho) que me ajudou na filmagem, e é claro aos presentes que lá estiveram. A todos o meu muito obrigado.

Marcelink

Sobre o Grande Marcelink

A chuva torrencial que desabou sobre o Rio de Janeiro, na tarde do Jazz Panorama, talvez devesse servir como prenúncio de que o Mistura Fina corria o risco de vir abaixo, visto que aquela era a mais significativa de todas as produções do CJUB até então.
Mas, voltemos um pouco no tempo.

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Meu relógio marcava precisamente 15:03 quando o celular tocou; Marcelink, na linha, ansioso por minha chegada, me aguardava na entrada do metrô da Carioca – estávamos indo ao ensaio do Adriano Giffoni Quinteto, na véspera de minha produção do VI CJL.

Ao chegarmos ao estúdio, naquele dia, tivemos a mais gentil recepção que podíamos imaginar, muito, tenho certeza, pela incontestável simpatia e elegância de Marcelink.

Obviamente, a produção foi um sucesso, e, apesar de tê-la dedicado ao Mestre JDR, não há como não dividi-la espiritualmente com o querido amigo.

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Desembarcando do metrô do tempo e de volta ao Jazz Panorama, tenho hoje a certeza que o sucesso havido nada mais representa que uma homenagem prestada pela vida, de forma justa, a esse gigantesco amigo que atende pela alcunha de Marcelink.

Tive o privilégio de assistir a parte do ensaio do Hamleto Stamato Sexteto, e ali tive a convicção de que o grupo, como um todo, apenas retrataria no palco a árdua produção idealizada e realizada. A dedicatória individual de cada música me comoveu a tal ponto, que fiquei imaginando se não seria uma homenagem de outra encarnação.

Querido Marcelink, escrevo essas linhas relembrando o carinhoso abraço que recebi de você ao chegar ao ensaio de sua produção, um abraço iniciado desde nosso encontro no metrô da Carioca, e que quero manter bem apertado até as próximas vidas.

Saravá!

AMOSTRA GRÁTIS. GRAÇAS AO NETTO!

29 novembro 2003

O Netto é um craque. Chega, vê e vence. Daí a ser eleito o nosso fotógrafo de plantão só está faltando ele aceitar. A gente já pediu e acho que a resposta não tarda, pois ele é, na vida real, dentista de mãos e agenda cheias. Mas tem comparecido às nossas noites com assiduidade. E o que ele faz lá em matéria de fotos é de se tirar o chapéu.
Não satisfeito, o Netto arrumou uma camera dessas digitais que também faz uns filmetes. E ele cedeu-os para nós e o primeiro está sendo disponibilizado aqui, agora. Então, para sentir um pouquinho do clima que reinou na noite, clique na foto e veja uma pequena amostra.

Primeiras Notícias da CJL7

27 novembro 2003

Aconteceu mesmo. As fotos falam sozinhas. Nosso homenageado foi, autografou, subiu no palco e soprou um sax para fotos - essas virão depois - e aparentemente divertiu-se tanto quanto nós na maravilhosa noitada de ontem. Mais posts virão, a resenha idem, e muitas outras fotos. Mas a vontade de mostrar alguma coisa já hoje para todos era muito grande. Taí. A fachada; Jorge Guinle a postos; Estevão Hermann, Jorginho e Maria Amelia Mello, diante da banda

TRIBUTO A JORGE GUINLE, HOMENAGEM AO CJUB

26 novembro 2003

O concerto JAZZ PANORAMA não é apenas um tributo a Jorge Guinle, é também uma homenagem a todos nós que gostamos de jazz, principalmente aos meus confrades do Blog. Quando montei o repertório do concerto imaginei cada música como uma homenagem individual a cada um dos meus fraternos amigos cejubianos. Deixo aqui publicada esta sincera homenagem.

When The Saints Go Marchin In – Para José D. Raffaelli
A música de abertura tinha de ser a do mestre, ainda mais esta tão conhecida. A música é de domínio público assim como nosso Raffa, que com sua generosidade ímpar disponibiliza a todos que o cercam sua imensa cultura e vivência jazzística. O privilégio de tê-lo como amigo me enche de orgulho.

Body And Soul – Para Marzia
Conheci a Marzia num de nossos tradicionais almoços. Seus olhos expressivos e seu sorriso contagiante encantavam a todos os presentes. Durante este ano pude conviver com a Marzita e pude encontrar na sua pessoa muito mais que sua peculiar beleza. Sua amizade, inteligência, bom humor, simpatia, elegância e eficiência a transformam numa mulher de corpo e alma.

Caravan – Para José Flavio
Conheci há pouco e o vi apenas duas vezes. Certas pessoas, porém, são tão carismáticas que transformam uma simples empatia numa fraterna amizade. O José Flavio é assim. Nosso amigo embaixador conquistou a todos com sua educação, gentileza e conhecimento. E porque não falar também nos seus famosos “disquinhos”! JoFlavio, te considero um grande amigo, mesmo estando longe e sendo um fervoroso botafoguense...

Cherokee – Para Rodrigo
O Rodrigo tem o mérito inconteste de ter acreditado no CJUB e de ter com isso viabilizado o Projeto Chivas Jazz Lounge. O crescimento do CJUB também é fruto deste guerreiro.

Night In Tunísia – Para Arlindo Coutinho
Só uma música do Gillespie poderia homenagear o Coutinho. Ele é como o bebop: rápido, diferente, surpreendente, original, criativo e porque não... esporrento!!!

Scrapple From The Apple - Para Fraga
Qualquer hora é hora para encontrar o Fraga. Seu bom humor, ora sutil ora mordaz, transforma qualquer assunto numa agradável conversa. Seu alto astral é contagiante e seus amigos, aos milhares, só confirmam o fato de ser muito bom ser amigo dele. O Fraga conhece muito de muitas coisas, mas nunca se utiliza disso para se vangloriar. Colecionador de histórias impagáveis, Fraguinha é amigo nota 10, e com louvor, pois ainda é flamenguista e irmão do Super Gil.

`Round Midnight – Para Sá
Se o Sá fosse apenas irmão de quem ele é, já bastaria para tê-lo como grande amigo. Mas o Sá é mais, muito mais. Sincero e transparente ele sempre diz o que pensa. Ele é aquele amigo que chega pra você e te aconselha, que fala o que acha e quer te ajudar. Um dia fui homenageado por ele e esse dia eu não me esqueço. Essa balada meu amigo, é pra te mostrar o quanto fiquei emocionado naquele dia.

The Blues Walk – Para Zé Henrique
O Zé é amigo dos músicos e eles o adoram. Pronto, isso basta para resumir o Zé. Gostaria porém de dizer que por trás daquele corpanzil todo e de sua forte personalidade, está um cara super gentil, justo e amigo. Suas festas são antológicas e inesquecíveis e traduzem bem o que é o Zenrik.

St. Thomas – Para Mauro
Nosso presidente não é apenas um grande amigo e sua liderança não deriva do fato de ser o criador do CJUB. Conviver com o Mauro é uma lição de educação, planejamento, criatividade, eficiência, lealdade, ética e sobretudo de companheirismo. É firme sem ser deselegante, é objetivo sem ser grosseiro. Desfrutar de sua amizade é poder aprender um pouco com suas qualidades.

Moanin` - Para Mario
Do pouco que conheço do Mario sei apenas que ele gosta de jazz, tem muito orgulho da filha e é um grande amigo do Mau Nah. Isso já me basta para também tê-lo como amigo.

So What – Para David
Essa foi a mais óbvia das homenagens, pois So What é a cara do Bene-X. Costumo dizer ao David que se ele fosse famoso (e um dia será) todos os humoristas o imitariam, pois ele é único. Digo também que poucos realmente o conhecem e tenho orgulho de dizer que eu sou um desses. Não sou apenas um amigo do David, sou um verdadeiro amigo dele. Agradeço pela ajuda no CJL e por ter apresentado este mundo tão fascinante.

Take Five – Para Marcelão
Quando conheci o Marcelão tinha 16 anos, cabelos compridos, só ouvia rock e pesava uns 20 quilos a menos. Hoje, quase 20 anos depois, percebo que ele esteve presente nos momentos mais importantes de minha vida, inclusive nesta noite. Pra você amigão Take Five (tinha de ser esta, né!)

Giant Steps – Para Conchita
Muitos acreditam que a Conchita é virtual, um folclore cejubiano. Também pudera, a dona de olhos mágicos que nos envia as fotos mais lindas do blog nunca foi vista. Só nosso presidente Mau Nah teve esse privilégio. Conchita, essa é pra você, mas vê se manda mais fotos...

Cantaloupe Island – Para os Amigos do CJUB
Essa vai para aqueles amigos que estão sempre presentes, real ou virtualmente. O gente boa Sampaio, o sumido DePires, o impagável SuperGil, o Pedro Franciscón, as meninas do DF, o Walmor, o mestre Luiz Orlando Carneiro e todos aqueles que visitam nosso site.

Samba de Uma Nota Só – Para Suzana
Não poderia me homenagear, por isso Água de Beber não entrou no set list. Escolhi Samba de Uma Nota Só porque cantei muito essa música para minha mulher, principalmente o verso que diz: “Eu sou a conseqüência inevitável de você...” Essa é para você.

Abraços,

Marcelink

O Emblemático Sétimo Concerto do CJUB - Uma Homenagem Merecida

25 novembro 2003

O CJUB sente-se verdadeiramente honrado em poder prestar a Jorge Guinle a homenagem que se pretende amanhã, no Mistura Fina, através do concerto JAZZ PANORAMA, produzido por Marcelo Siqueira, nosso querido e operoso Marcelink.

Um Grande Conhecedor Não apenas por ter sido Guinle um dos brasileiros que mais de perto acompanhou o desenvolvimento do jazz, presenciando novidades no momento mesmo em que estavam sendo atiradas ao público - e até aos músicos - sem que houvesse ainda um nome ou classificação para aquelas torrentes inovadoras. Mas principalmente, por ter disponibilizado essas experiências e sensações através do seu livro Jazz Panorama, onde faz um retrospecto minucioso da trajetória dessa arte verdadeiramente americana.

Há no livro, ainda, entremeada às informações precisas de Jorginho, uma ótima entrevista do autor a Luiz Orlando Carneiro, outro craque quando o asunto é jazz, onde discorrem seus conhecimentos jazzísticos num bate-bola simplesmente delicioso.

Trata-se, então, de uma rara oportunidade.

Quem gosta de jazz e não leu o livro de Jorge Guinle não tem idéia de quantidade de informações precisas e preciosas que deixa de alcançar. Mas tem agora, como proporcionada amanhã pelo CJUB, a oportunidade de se redimir, e com prazer redobrado.

A noite desta quarta feira será uma excelente oportunidade para, primeiro, adquirir o livro e recebê-lo autografado pelo autor; depois, indulgir-se naquela atmosfera enfumaçada - isso fica por nossa conta - típica dos locais onde se ouve o melhor jazz, coisa que o Mistura Fina recria como poucos outros locais no Brasil, e escutar uma cuidadosa retrospectiva de temas que irão percorrer a própria história de JG ao longo das diversas eras de que foi testemunha, numa grande festa em torno dessa nossa paixão comum, o jazz.

JAZZ PANORAMA - SET LIST

23 novembro 2003

Montei o repertório com músicas emblemáticas e representativas das fases evolutivas do jazz. É claro que meu gosto pessoal influenciou nesta difícil missão de escolher poucas músicas neste imenso universo de maravilhosas obras-primas. Poderíamos fazer dezenas, até mesmo centenas de repertórios acerca da história do jazz desde suas origens em Nova Orleans até seu encontro com a Bossa Nova na década de 1960. Certamente sentiremos falta de algumas músicas e de alguns autores. Esta é apenas uma visão pessoal da magnífica história do jazz.

PRIMEIRO SET

1 - When The Saints Go Marching In - (Domínio Público)
2 - Body And Soul - ( J. Green - E. Heyman - R. Sour - F. Eyton)
3 - Caravan - (Duke Ellington - J. Tizol - I. Mills)
4 - Cherokee
5 - Night in Tunisia - (Dizzy Gillespie - F. Paparelli)
6 - Scrapple From The Apple - (Charlie Parker)
7 - 'Round Midnight - (Thelonious Monk - B. Hanighen - C. Williams)


SEGUNDO SET

1 - The Blues Walk - (Chris Woods)
2 - Moanin' - (Bobby Timmons)
3 - St. Thomas - (Sonny Rollins)
4 - Take Five - (Pauls Desmond)
5 - So What - (Miles Davis)
6 - Giant Steps - (John Coltrane)
7 - Cantaloupe Island - (Herbie Hancock)
8 - Samba de Uma Nota Só - (Antonio Carlos Jobim - Newton Mendonça)

Abraços,

Marcelink

CHIVAS JAZZ LOUNGE 7 - JAZZ PANORAMA: UM TRIBUTO A JORGE GUINLE

17 novembro 2003

A sétima edição do Projeto Chivas Jazz Lounge, idealizado, desenvolvido e produzido por este CJUB, e patrocinado pela Pernod Ricard Brasil (uísque Chivas Regal), será um tributo a Jorge Guinle, personalidade que como poucos vivenciou a evolução do jazz, seus personagens e suas histórias.

Neste concerto teremos um panorama da história do jazz, desde as primeiras décadas do século passado com o tradicional jazz de Nova Orleans até o seu encontro com a Bossa Nova na década de 60, passando por suas fases marcantes (swing, bebop, cool, hard bop, modal) e suas músicas mais emblemáticas.

O Concerto JAZZ PANORAMA, que coube a mim produzir, será realizado por um sexteto liderado pelo pianista Hamleto Stamato, contando também com o contrabaixista Augusto Mattoso, o baterista Kleberson Caetano, o trompetista Paulinho Trompete, o sax tenor Widor Santiago e o trombonista Roberto Marques.

Nosso homenageado, o ilustre Jorge Guinle, já confirmou sua presença e estará autografando seu livro "Jazz Panorama" no local do concerto, a partir das 20h 30min.

Maiores informações durante toda semana aqui no blog.

Marcelink

CJL 7 - JAZZ PANORAMA : RELEASE DOS MÚSICOS

HAMLETO STAMATO - A música já estava no sangue do pianista Hamleto Stamato antes mesmo de nascer. Seu pai, também chamado Hamleto Stamato, foi flautista do conjunto de Hermeto Pascoal nos anos 70.
Formado pela Universidade Estácio de Sá, é profissional desde 1988, atuando com sucesso no circuito da música instrumental. Gravou com Nelson Faria, Adriano Giffoni, Rosa Passos, Lula Galvão, Leo Ortiz, João Castilho e Marcus Lima, entre outros.
Integrou as bandas de Ed Motta, Nando Reis, Tim Maia, Verônica Sabino, Danilo Caymmi e Léo Jaime.
Realizou uma turnê a Moscou com o conjunto Fogueira Três, em 1995, e participou de festivais na Espanha, Dinamarca e Suécia. No ano seguinte tocou com Paulinho Trompete no Free Jazz Festival. Em 2002 apresentou-se em Nova York com Nei Conceição e Robertinho Silva.
Desenvolveu seu trabalho de compositor escrevendo trilhas para filmes e novelas. É co-autor da trilha da minissérie "Labirinto", da Rede Globo, e autor do "Tema da Academia" da novela "Andando nas Nuvens".
Foi o responsável pelos arranjos do especial “Brasil 500 Anos”, realizado pela Rede Globo em Paris durante a Copa do Mundo de 1998, e mais tarde em Brasília, com transmissão para 25 países. Nestes shows acompanhou Ivan Lins, Daniela Mercury, Sandy e Júnior, Simone, Daniel, Chitãozinho & Xororó e Fat Family. Também foi o autor dos arranjos para o especial de fim de ano da Rede Globo em 2001.
É integrante do sexteto BR Plus e sócio do estúdio multimídia do mesmo nome.
Estudioso e dedicado, no ano passado Hamleto lançou “Speed Samba Jazz”, primeiro CD em seu nome


PAULINHO TROMPETE - Paulo Roberto de Oliveira, o Paulinho Trompete, adotou esse nome artístico porque assim é chamado pelos músicos, tal sua identificação com o instrumento que toca. No final dos anos 70 foi para New York, onde permaneceu algum tempo, tendo oportunidade de tocar nas orquestras de Thad Jones-Mel Lewis e de James Brown. Voltando ao Brasil, fez parte do revolucionário conjunto O Nosso Sexteto, liderado pelo baixista Zerró Santos, que foi uma sensação na música instrumental brasileira, ao lado de Roberto Marques (trombone), Cacau (sax-tenor), Idriss Boudrioua (sax-alto) e Theomar Ferreira (bateria). Improvisador de mão cheia e conhecido por seu estilo vibrante, Paulinho passou a executar o trombone de válvulas há alguns anos, tocando e gravando com a grande maioria dos conjuntos instrumentais brasileiros.

AUGUSTO MATTOSO - O baixista Augusto Mattoso é um discípulo de um dos maiores mestres do contrabaixo brasileiro, Paulo Russo. Já tocou na Rio Jazz Orchestra, na Orquestra e Coro Brasil Barroco e no grupo Tríade, além de ter-se apresentado com outros músicos importantes no cenário brasileiro. Reputa sua maior influência no contrabaixo como sendo a recebida de Eddie Gomez.

KLEBERSON CAETANO - Autodidata que pesquisou o estilo e a técnica dos grandes bateristas do jazz contemporâneo como Steve Gadd e David Weckl. Essa formação jazzística o levou a tocar com Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira e com Markos Rezende. Fez parte da Rio Jazz Orquestra, apresentando-se nos maiores palcos do Rio, São Paulo, Curitiba, e Fortaleza, além de ter-se apresentado em Toronto, no Canadá. No Brasil, Kleberson tocou com expoentes do samba como Bezerra da Silva e Wilson Simonal.

WIDOR SANTIAGO – Com seu saxofone tenor, Widor acompanhou artistas de renome internacional como Djavan, Flora Purim e Airto Moreira. Atualmente acompanha Milton Nascimento. Foi solista da banda de jazz Fourth Worlds de 1977 a 2000, percorrendo todo o circuito mundial de festivais.

ROBERTO MARQUES – Natural de Campos, o trombonista Roberto Marques tocou com a Rio Jazz Orchestra, com O Nosso Sexteto (um extraordinário conjunto que com quatro sopros, baixo e bateria e sem piano, conquistou os admiradores do jazz no início dos anos 80, estando muito à frente de sua época em termos de concepção de grupo, composições e arranjos ousados, tendo sua passagem pela nossa música instrumental sido um marco na história dos conjuntos cariocas), o Quinteto Brasileiro de Metais (com o qual gravou um LP), Rio Dixieland Jazz Band e faz parte do Pagode Jazz Sardinha's Club (com o qual gravou um CD), participou da banda que gravou um LP com o cantor Freddy Cole. Tocou na orquestra do maestro Eduardo Lajes que acompanha Roberto Carlos, com a cantora de jazz peruana Laura Valle, além de shows com inúmeros artistas da MPB. Gravou o disco “Trombone do Brasil”.

Marcelink

ADIÇÕES À COLUNA FIXA: DOMÍNIO FEMININO E CIGAR CIRCLE

Movimentando o pedaço, fiz duas adições aos links categorizados da coluna da esquerda. Um, para atender ao crescente número de moças que nos visita, o do portal Domínio Feminino, feito por mulheres para atender a mulheres, principalmente, mas onde os homens são muito bem recebidos. O inverso do que acontece aqui no CJUB. Agora, depois que as moças cansarem a beleza aqui com os nossos textos áridos, dão um pulo ao DF para relaxar e aproveitam para ficar inteiradas dos assuntos que lhes dizem respeito.

Para contrabalançar, que ninguém é de ferro, vale a visita ao Cigar Circle para ver um site moderno e funcional que disponibiliza algumas fotos de modelos - há até alguns filmetes - de muito bom gosto, mesmo que utilizando as moças em poses mais para sensuais.

Assim fica todo mundo feliz.

ZÉ LUIZ & FÁTIMA GUEDES

Neste final de semana (dias 21 e 22, às 22:30), no Bar do Tom - Leblon - estarão se apresentando Zé Luiz Mazziotti e Fátima Guedes. Se estivesse no Rio, não perderia essa por nada.

TIM FESTIVAL, CLUB, 31/10/2003, MAM

TERENCE BLANCHARD - @@@@1/2

Tão atraente quanto resenhar concertos de unânime aprovação - como os do dia anterior - é debruçar-se sobre aqueles que geraram opiniões divergentes, as vezes radicalmente opostas, caso da apresentação do trompestista Terence Blanchard, à frente de seu sexteto "Bounce".

Blanchard, a quem coube, nos anos 80, a árdua tarefa de substituir Winton Marsalis nos Jazz Messengers de Art Blakey, vem colhendo os frutos de carreira bem sucedida, alternando projetos autorais, em que se incluem até trilhas sonoras (Mo' Better Blues, Malcolm X), a discos mais comerciais, infelizmente beirando, em alguns casos, o easy listening, como o enfastiante Billie Holliday Songbook, com cordas.

Quando se trata, porém, de oferecer jazz de verdade, o trompetista não tem qualquer dificuldade em mostrar que entrou, definitivamente, em sua maturidade artística, seja como arranjador ou solista.

Nas baladas Noturno (Ivan Lins) e I Thought About You (Mercer/VanHeusen), esta última valendo-se das harmonias de Blue in Green (M. Davis/B. Evans), ele desfilou enorme elegância em solos de impacto melódico magnífico, pontuados por pausas que se prestavam a muito mais que simples paradas para respirar. Eram reflexões em pequenas frases, que, interrompidas, seguiam-se em novos ataques, criando tensões e distensões sem nunca digredir e, ao contrário, envolver o tempo todo o ouvinte.

Seus músicos extraordinários demonstram grande aplicação, trafegando os arranjos entre o cool, post-bop e as influências bossa e funk.

Em Azania, tema do líder inspirado no universo coltraneano, com viva exploração do modalismo, a introdução gutural do guitarrista africano Lionel Loueke,
evocou a raiz africana do jazz e sua importância permanente na evolução do gênero, em cuja história certamente já está escrito, com destacado relevo, o nome de Terence Blanchard.

Foi um concerto inspirado, preciso e contagiante, ofertado por um artista na plenitude de seu mister.


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ILLINOIS JACQUET - @

A solitária orelhinha (@) é mérito exclusivo do formidável trompetista Sean Jones (que já trabalhou, entre outros, com o baixista Charles Fambrough), solista devastador na clássica A Night in Tunisia (Gillespie) e salvador do mais absoluto fiasco a desastrosa apresentação da big band de Illinois Jacquet.

A pergunta era: o que um jovem brilhante como Jones estava fazendo ali ?

O vexame do bloco inicial dedicado a Jobim (Corcovado, Chega de Saudade e Garota de Ipanema), com direito a ritmo sonolento e vocais trôpegos do octogenário band leader, anunciou tudo e deu início à debandada de vários aficcionados.

Arranjos surrados, executados sem qualquer motivação, pareciam par perfeito para o cansadíssimo Jacquet, que não convenceu nem ao ressucitar o timbre encorpado, cheio de vibrato, que é a marca registrada da escola de Coleman Hawkins, Ben Webster e Ike Quebec.

Acontece que, nem no auge de sua forma, Illinois Jacquet jamais ensaiou rivalizar com aqueles monstros do sax tenor.

Conquanto louváveis ambos os esforços, primeiro da produção, em trazer uma big band dita "tradicional", e, segundo, do próprio líder, de ainda permanecer atuando, o resultado revelou-se constrangedor a um extremo tal, que culminou com o embaraçoso desconhecimento, por parte de Jacquet, de praticamente todos os nomes de seus músicos. Sequer apresentá-los ele conseguiu.

No fim, malversado o swing e clima de Estudantina instalado, o deslumbramento da incauta platéia, achando-se diante uma "lenda viva", só ajudou a sublinhar a decadência daquele que, sem dúvida, foi um ótimo músico de jazz, mas, perdoem o cliché, definitivamente não soube a hora de parar.

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Deixo de comentar a apresentação de Luiz Avellar, porque não pude assistí-la, na maior parte. Mas não resisto a reproduzir as palavras que ouvi do Mestre Luiz Orlando Carneiro, logo após o show, aludindo à conversa que tivemos no almoço daquele dia:

"V. tinha razão, para acompanhar o Danilo Perez, num duo piano/baixo, só mesmo o Paulo Russo. O que ele está tocando é um absurdo !"

REPETINDO AQUI A NOTA DA HILDEGARD ANGEL NO JB DE HOJE:

"Mania de jazz

A gente reclama, mas vocês viram que mudanças? O Garden Hall reabriu, sem ganhar um nome horrendo de empresa de telefonia! O Jazzmania reabriu! Que booooooom!!!! Será que isso é um sinal de que o carioca voltou a sair de casa pra ouvir música?... "

São essas pequenas notas, em colunas de prestígio como a de Hilde que fazem com que as pessoas que de fato gostam de jazz sejam alertadas e busquem obter mais informações sobre o que acontece de bom - e jazz é muito bom - na cidade.
Nós aqui agradecemos, indiretamente, em nome do setor cultural que se dedica a disseminar essa forma de arte, reputada como a única legitimamente americana.

Os esforços para se produzir espetáculos de qualidade em nossa cidade vem se adensando, felizmente, através do trabalho e da dedicação dos verdadeiros amantes do jazz. A se notar, os da Modern Sound, o do Leblon Lounge Jazz Club (com o Ruy Martinelli à frente), o Jazzmania, citado na nota (em ótima retomada do Paulo Renato Rocha), além do permanente trabalho de qualidade do Mistura Fina, onde o Pedro Paulo continua, incansável, na manutenção da chama jazzística no território carioca. E agora, com a ajuda do CJUB, nas nossas noites mensais.

Tudo isso contribui para ajudar na retomada que se pretende, do Rio como capital cultural, com muita coisa boa para se fazer, em termos musicais, todos os dias. Amém.

Paris Hilton (video)

16 novembro 2003

Não aqui não é um lugar onde você vá encontrar o que está procurando. Este site é sério e trata apenas do que está escrito no título. Portanto, vá procurar o video de Paris Hilton lá no Google. Se bem que, de certa forma, dada a sua idade e atuação, é inegável dizer que PH é jazz!

O DOMÍNIO FEMININO NOS PRESTIGIA...

15 novembro 2003

Podem tirar seus burricos da chuva, não é nada do que estão pensando. Há tempos atrás, procurando algumas imagens que ilustrassem nosso CJUB, achei na net uma lasciva e rubra boca feminina que envolvia sensualmente um "robusto". Esta imagem está na coluna fixa da esquerda até hoje e lá se vai mais de ano e meio. Pertence ao site Domínio Feminino, capitaneado pela Berta Ataíde, que nesta semana nos enviou um simpaticíssimo email com uma revisão adaptada especialmente para o CJUB. Ficou bastante interessante e Berta ainda teve o cuidado de adaptá-la para a largura exata da coluna. Não satisfeita, como um desses espíritos irrequietos que fazem coisas acontecerem, nossa amável Berta ainda produziu uma outra arte, desta vez sobre foto minha de Nestor Marconi, tirada meio que ao léu - a despeito de qualidades nela apreciadas pela Berta, e que eu não vejo senão como coincidência - no Tim Festival.
Então, além do link para que todos possam conhecer o Domínio Feminino, no título deste post, aqui vão os trabalhos de Berta para apreciação de todos. E embelezamento do CJUB.
À Berta, mais uma vez, nosso agradecimento.

TIM FESTIVAL, CLUB, 30/10/2003, MAM

11 novembro 2003

NESTOR MARCONI - @@ 1/2

Sem qualquer ingrediente jazzístico - ao contrário do que disse Ed Motta aos jornais - e totalmente dedicado ao tango moderno, o quinteto de Nestor Marconi inaugurou o palco Club do Tim Festival com um trabalho camerístico de notado rigor formal, porém sem perder o apelo ao lirismo caracterísitico daquela música, regida, como nenhuma outra, pelo binômio romance/tragédia.

Combinando composições originais e clássicos do gênero, entre os quais a indefectível Adios Nonino (Piazzolla), a apresentação sofreu com a ambience desfavorável ao clima intimista dos arranjos (a "tenda" Club mais parecia uma "gaiola de plástico"), além de um indesejável "contraponto" tecno vindo da área externa entregue a DJs nada intimistas.

Entre os instrumentistas, destacaram-se, além do líder, a virtuose do pianista e o som limpo, impecável, do violino, pouco usual em formações de música popular.

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CEDAR WALTON - @@@@@

O time espetacular trazido pelo legendário pianista Cedar Walton brindou a platéia com um concerto impactante e mesmo enciclopédico em matéria de jazz moderno, sendo todos, sem exceção, ícones em seus instrumentos e referências na chamada "música dos músicos".

Cedar Walton participou de sessões seminais da história do jazz, e pertence a uma linhagem de pianistas raros, a um só tempo elegantes e fluentes, como, por exemplo, Tommy Flanagan, não sendo coincidência tenham ambos sido escalados por John Coltrane para seu revolucionário Giant Steps.

Walton dedilha o piano quase que todo tempo fitando o teclado, com espantosa placidez, mesmo nos tempos rápidos. Ele toca como uma cigana lê a mão, descortinando, nota por nota, o futuro imediato de sua música, como se o destino do piano já estivesse traçado antes mesmo do início do set.

Suas múltiplas citações em Body and Soul, apresentada em trio apenas e como que vertida para bossa and soul, porque embalada por nosso ritmo nativo, formaram um rio de idéias, num solo devastador que arrebatou o público.

Curtis Fuller, o maior trombonista do Hard Bop de todos os tempos, demonstrou classe invejável e até surpreendente vigor para os problemas de saúde que enfrentou. Em melhor forma do que quando aqui esteve, há poucos anos, com Benny Golson num tributo a Art Blakey, Fuller protoganizou, com o líder e o saxofonista Donald Harrison, nova reunião de ex-messengers.

Harrison não encontra rival, no dias de hoje, para seu instrumento, tal a abrangência de estilos pelos quais trafega com desenvoltura inigualável. Dono de um timbre sublime - fato raro para o saxofone contralto - o músico está bem próximo de alcançar o panteão dos solistas "perfeitos", ou seja, aqueles que não desperdiçam um única nota em suas improvisações, todas mantendo exata coerência entre si e em relação à melodia base.

O baterista Lewis Nash também mostrou estar no ápice da forma, desfilando todos os recursos de uma baterista bopper, numa performance pirotécnica, e, antes de tudo, extremamente musical. Ele foi o swing constante e o drive milimétrico de toda a noite, já que, de um fôlego só - e que fôlego - "emendou" na apresentação seguinte, servindo à big band de Mccoy Tyner, outro concerto "arrasa-quarteirão". Ao fim, só faltou a Nash quebrar o recorde dos 100 metros rasos.

David Williams, com seu som metálico, foi o pulso preciso da formidável gig, sempre com comentários de brilho, alta criatividade tanto na marcação quanto nos sensacionais slaps (estalar das cordas), calando os precipitados (como este penitente repórter), que ensaiaram reclamar da ausência de Ray Drummond, originalmente escalado para a data.

O set list foi um capítulo à parte, verdadeira iguaria para qualquer jazzófilo. A começar pelo original Cedar Blues, passando pela genial Little Sunflower (Freddie Hubbard), Arabia (Curtis Fuller), In a Sentimental Mood (Ellington), a já mencionada Body and Soul (Eyton/Green/Heyman/Sour) e fechando com outra composição do líder, Firm Roots, em intenso uptempo.

A falta do bis, certamente não imputável ao conjunto, foi a única decepção, já que, com música dessa qualidade, o resto da noite seria ainda pouco para os que tiveram a sorte de atender ao melhor concerto do festival.

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McCOY TYNER - @@@@@

Mccoy Tyner também faz parte de grupo seleto de pianistas (Harold Mabern, John Hicks), de estilo sempre vigoroso, toque percussivo, élan irresistível e concepção arrojada.

Toda essa energia, transferida para o "peso" natural de uma big band, só poderia mesmo resultar numa química explosiva, que, logo ao poderoso uníssono inaugural, fez tremer os alicerces do lugar, despertando emoção logo na primeira música, a sensacional Passion Dance, faixa de abetura do clássico album de estréia do artista na Blue Note, "The Real Mccoy" (1967).

Quem conhece a genialidade de Tyner e teve o privilégio de testemunhar sua última e memorável passagem pelo Rio, ainda no tempos do Free Jazz no Hotel Nacional, (naquela que penso ter sido, no conjunto, a maior das noites em todas as edições do Festival), sabia o quão imperdível seria rever o pianista, ainda mais diante de tão bissexta formação.

Dizer que valeu a pena é pouco. Indescritível a sensação de ver um gênio, em forma exuberante e, acima de tudo, mostrando todos os maravilhosos clichês que ele inventou.

Em Update, tema seguinte (do disco Turning Point, gravado exatamente com orquestra, em 1991), estavam todos lá: os arpejos entrelaçados, as oitavas intervaladas, quartas e quintas descendentes, enfim, um verdadeiro banquete para a privilegiada audiência.

A banda, do início ao fim coesa, vibrante e afinada com os arranjos sempre diretos (mas nunca "simplórios"), trouxe destaque para vários de seus integrantes, como o trombonista Steve Turre (sua presença foi saudada, pois não era esperado para o Festival), o saxofonista Javon Jackson (que integrou a formação final dos Jazz Messengers), o enérgico percussionista Ritchie Flores, o trompetista Scott Wendhelt, que pareceu tocar frases impossíveis, tal seu virtuosismo, o tubista Antonio Underwood, e o trompista John Clark, valendo registrar, no entanto, que, além destes, todos os demais, sem exceção, eram, também, excepcionais instrumentistas, a sugerir, portanto, a magnitude do conjunto.

A seção rítmica, contudo, escreveu um capítulo à parte.

Lewis Nash (bateria) manteve, todo o tempo, o inacreditável drive que a todos tinha assombrado já na apresentação de Cedar Walton. Quanto ao irrepreensível Charnett Moffett, se já seria difícil, para qualquer baixista, "segurar" um pianista como Mccoy Tyner sozinho, imaginem uma big band sob seus auspícios e carregando tamanha massa sonora ?

E o "Nirvana" foi atingido precipuamente quando o trio, sob o olhar deslumbrado do restante da banda, atacou Serra do Mar, belíssima composição de Tyner presente em seu último disco (Land of Giants, 2003) e que ratifica a admiração do líder pela música brasileira. Viu-se, então, um clímax digno da santidade, a que poucas vezes chegam mesmo os mais inventivos artistas.

A felicidade daquela noite ficará eternizada na memória, com a imagem dos dois gigantes do piano, domando o velho Steinway à frente de seus sensacionais combos, tomando lugar especial em nossas almas.

PARA QUEM NÃO LEU NO BLOG DO ANTONIO CARLOS MIGUEL
- SOBRE SHIRLEY HORN NO TIM FESTIVAL

Tomo a liberdade de transcrever aqui alguns dos posts do blog do Antonio Carlos Miguel no Globo Online, que tratam do problema de som havido no palco Club do TIM Festival e as respostas, dadas por alguns dos responsáveis, ao artigo de ACM no Segundo Caderno do O Globo, no dia seguinte.

Pela ordem, aqui: (1) post do ACM, sobre o que ocorreu na última noite; (2) o email de Paulo Albuquerque; (3) o comentário de ACM a respeito deste; e, (4) a msg de Monique Gardenberg ao ACM.


(1) "... Ainda pretendo fazer um minibalanço do FesTIMval que acabou nessa manhã de domingo. O palco Afterhours começou cerca de 4h da manhã, e quem viu (ou 90% dos que conheço que viram) Peaches disse que é um fenômeno, o grande show dos últimos milênios...
Antes disso, o Club quase foi arrasado pelo temporal que desabou momentos depois de Meirelles e os Copa5 abrirem a programação de sábado, com show que chegou a ser interrompido por um raio que caiu muito perto e causou uma explosão no sistema de som.
Na seqüência, Walter Weiskopf Nonet, num jazz com bons arranjos, temas originais interessantes, clima entre Gil Evans e Miles Davis em "Kind of blue"...

Até o desastroso caso Shirley Horn. Não pela veterana dama do jazz, que entrou, de cadeira de rodas, totalmente vendida nessa história. Sou um entusiasta do festival no Museu de Arte Moderna, mas desde a transferência do finado Free Jazz para lá que o som do palco jazzístico, inicialmente localizado no prédio do museu, depois transferido para uma tenda, é prejudicado pelo vazamento de ruídos externos.

Shirley e seu trio, com uma música, como bem lembrou a cantora Joyce, que explora as pausas, o silêncio, foram massacrados pela potência sonora do Public Enemy, que entrou em cena no palco Stage perto do meio da apresentação da jazz singer. Ela bem que tentou seguir em frente, mas a situação ficou cada vez mais difícil. Atônita, ela perguntava: "What's goin' on?".

Monique Gardenberg, idealizadora e produtora desse evento há 16 anos, e seu diretor técnico, Maurice Hughes, deram convincentes explicações (o atraso no Club devido à chuva, a necessidade de o show no Stage começar, já que aquela tenda abrigaria em seguida a sessão Afterhours, com Peaches e DJ Marlboro), mas o que fica é o estrago. Jazzófilos saíram revoltados.

Os produtores já pensam em duas soluções para a próxima edição do TIM Festival (que como fora anunciado, vai para São Paulo, num rodízio anual): -shows de jazz em outro lugar, provavelmente em algum teatro da cidade; -uma tenda superprotegida acústicamente.

Desastre no Club à parte, o festival foi ótimo: bons shows nos quatro diferentes palcos e um Village (o espaço nos pilotis e nos jardins do MAM com bares, restaurantes, tendas com cinema, DJs, performance), agora com ingresso para o acesso, que concentrou a fauna noturna carioca."

(2) E-MAIL DE PAULO ALBUQUERQUE (curador do palco Club no TIM Festival)

"Meu caro Antonio Carlos,

A propósito de sua nota sobre os problemas de som com a Shirley Horn gostaria de informar-lhe: O episódio relatado por você de que ela "soltou os cachorros" em cima de mim nunca aconteceu, talvez até porque ela não tenha me encontrado. Não sei quem lhe deu essa informação. Isso, entretanto, não invalida a sua crítica ao insuportável vazamento sonoro no palco Club.
Outra coisa que é bom esclarecer: não sou, ao contrário do que você informa, UM DOS RESPONSÁVEIS PELA DESASTROSA PRODUÇÃO DO CLUB. Sou, sim, junto com meus amigos Zuza Homem de Mello e Zé Nogueira o responsável pela curadoria desse palco, isto é, pela escolha do elenco que passou (e sofreu) pelo palco Club.
E tenho bastante orgulho de termos selecionado um elenco de primeira que foi, infelizmente, prejudicado pelos problemas que você relatou.
Pode ficar certo que estou (eu, Zé Nogueira e Zuza) tão indignado quanto você, o público e os artistas com o ocorrido. E quero agradecer-lhe pelas críticas que, espero, ajudem a resolver esse problema para o futuro. Um abraço,
Paulo Albuquerque"

(3) "Caro Paulo,
três diferentes pessoas relataram-me o ocorrido nos bastidores, após a apresentação de Shirley Horn (quando foi literalmente varrida do palco pelo som que vazava do Stage com o Public Enemy), mas se dizes que não foi com você que a cantora soltou os cachorros, aceito. Vale a tua versão. Já o fato de não seres "um dos responsáveis pela desastrosa produção do Club", em parte, já que como um dos curadores, essa preocupação com a qualidade do som, da acústica também deveria ser uma das prioridades. E esse é um problema que se arrasta desde que o antigo Free Jazz mudou para o Museu de Arte Moderna.
De qualquer forma, o meu intuito com aquela crítica era construtivo, torço pelo festival, gosto do formato de diferentes tendas (mesmo que não consiga assistir a todos os shows que gostaria) e, principalmente, o palco Club é o que mais me identifico.
abraços e saiba que a publicação de teu e-mail no blog não elimina a publicação no Segundo Caderno. Continuo aguardando vaga na seção de cartas, que não sai todo o dia.

antonio"

(4) "Idealizadora e produtora do Free Jazz Festival, que este ano renasceu como TIM Festival, Monique Gardenberg envia e-mail sobre os problemas de som ocorridos no palco Club, a tenda que abrigou os artistas de jazz no Museu de Arte Moderna."

"oi antonio,
depois de alguns dias me refazendo da maratona (...), queria te dizer que os curadores do jazz tiveram sim preocupação com o vazamento do som. ficaram no meu pé e encheram a minha paciência e caixa postal durante meses.

a dueto fica bem limitada, pois somente um profissional no mercado tem a capacidade de montar toda aquela estrutura, que envolve não só as tendas, mas os esgotos, banheiros, rede elétrica, pisos, banheiros, bares, etc. a dueto vacilou ao confiar na sorte, ao confiar que todos os shows transcorreriam no horário. veio o diluvio e tudo saiu do controle...

quando algo tão sério acontece, como aconteceu com a shirley horn, é que nos damos conta do tamanho do nosso erro e passamos a considerar novas
possibilidades para a solução deste problema, que, como você bem disse ao paulo, já se arrasta há alguns anos. enfim, era prá te dizer que a produção foi alertada quanto ao perigo e confiou na sorte, achou que tinha tudo bem planejado para dar certo mas não contou com o imponderável.

vamos nos preparar de outra forma. o club terá sua construção, e apenas o tim club, a cargo de empresa especializada estrangeira em acustica e isolamento sonoro, já que a tim preferiu não afastar o club do espaço do festival, do MAM.

enfim, era só para ficar claro de quem foi o vacilo...
não tenho dúvida que você e o globo foram super bacanas e torceram totalmente a favor do evento. o episódio desastroso foi alvo de crítica de todos, imprensa e patrocinador. a mim cabe reconhecer e partir para achar a solução.
um beijão,
monique"

Nós do CJUB, presentes a todas as noites do palco Club, sofremos barbaramente com os problemas aqui relatados. Pessoalmente, avisei ao Zuza Homem de Mello da tragédia que se anunciava, tão logo terminou a apresentação de Nestor Marconi, ou seja, ao final da primeira atração do primeiro dia. Havia ali, sim, uma solução e era muito simples. Bastava tirar um DJ da tomada!
Pois o que mais me irritou foi que o som que estava vazando, ao contrário do que ocorreu na noite de sábado, com as conseqüências acima descritas, não era o de outra atração de outro palco - o que também não se justifica, mas que nossa querida Monique assumiu a responsabilidade de resolver no futuro - mas sim o som de baixa frequência, um inclassificável drum 'n' bass, oriundo de tenda no átrio do MAM cujo único propósito seria o de botar para dançar a alguns trogloditas de mentes vazias, o que não se justifica sob nenhuma ótica, por mais comercialmente benevolente que se queira ser.
E essa mesma tenda estava literalmente a pleno vapor no momento da nossa saída do Club no sábado, depois da desistência a meu ver tardia, de Shirley Horn lutar contra o barulho atordoante. Fotografei os beneficiários locais desse massacre sonoro: meia dúzia de malucos envoltos em fumaça institucional, público de nenhuma, repito, nenhuma importância, se comparado aos seiscentos e tantos amantes de jazz afrontados pela falta de visão - e de audição - da turma que produziu o evento, quem quer que tenha sido. Uma pena.

Resta-nos alertar, em socorro aos valores relevantes destinados às futuras produções, que os sons de baixa freqüência como os ali produzidos não são passíveis de vedação exceto pela distância. Qualquer tratamento resultará em gasto irrazoável, em soluções mirabolantes que, ao final, provar-se-ão ineficazes.
A única solução é que não se permita "raves" em festivais mistos, pelo menos até que as atrações jazzísticas já tenham terminado seu trabalho e que seu público já esteja a quilometros dali.

LEO GANDELMAN NO ESPAÇO ARPOADOR

10 novembro 2003

Na última quarta-feira, dia 5/11, fui convidado a assistir ao show do Leo Gandelman no Espaço Arpoador, antigo Jazzmania. Cheguei às 21h 20min, dez minutos antes do horário marcado para o início do show. Já sabia porém, que a triste tradição de se nunca começar um espetáculo na hora seria mais uma vez obedecida. Observei na entrada que o show seria basicamente para convidados tamanha era a lista de nomes. Quando entrei, vi o produtor Paulo Renato e ao falar com ele logo me perguntou pelos outros convidados do CJUB que ainda não tinham chegado, Goltinho e Rodrink. Procurei uma mesa bem ao fundo para poder constatar de um outro ângulo a visibilidade do palco e a qualidade do som, já que no mês anterior estive presente no show do Montarroyo numa mesa defronte ao palco. Os garçons sempre atentos não deixavam uma mesa sem serviço, sendo um contraponto positivo a qualidade ruim do que foi servido.

Uma hora depois do horário previsto foi anunciado o show. Os músicos no palco começaram a tocar e Leo Gandelman surge por entre as mesas tocando seu sax alto numa entrada repleta de aplausos. As primeiras músicas são composições suas (Solar e Castelo de Areia) que estão presentes no DVD recém lançado, aliás o primeiro DVD brasileiro de música instrumental. Confesso que prefiro mais o Leo como intérprete de que como compositor, considero inclusive um dos melhores saxofonistas brasileiros, um músico versátil e que sabe como poucos conduzir de forma inteligente sua carreira. Gostaria muito de ouvi-lo tocando jazz tradicional, o que parece seu filho está fazendo nos Estados Unidos. Depois do sax alto, Leo tocou num sax soprano que possui um formato muito parecido com um sax alto em miniatura e em seguida exclamou sua qualidade musical num sax tenor. O som estava perfeito assim como a iluminação, que foi conduzida de forma segura pelo Paulo Renato.

Um dos grandes momentos da noite foi ouvir “A RÔ de João Donato, tendo ao fundo as ondas do Arpoador como cenário. Aliás, quando Gandelman falou com a platéia pela primeira vez, destacou a beleza e a importância do Jazzmania na música instrumental brasileira e na sua carreira, onde lançou seu primeiro CD. Outro ponto alto foi a belíssima interpretação com seu sax soprano de as “As Rosas Não Falam” de Cartola. Gandelman homenageou também outros ícones da música brasileira como Pixinguinha (Lamento) e Ari Barroso (Na Baixa do Sapateiro).

A platéia, que correspondia a cerca de 60% da capacidade da casa, foi a loucura mesmo no último número. “Maracatu Atômico” foi tocada por um inspirado Leo Gandelman que no meio da platéia parava de mesa em mesa e nos brindava com um show quase particular. Um final apoteótico. O show foi bem parecido ao que eu assisti no Rival, quando do lançamento do DVD e é sem dúvida uma boa pedida para quem gosta de música instrumental.

Fico feliz por constatar o belo trabalho que estão desenvolvendo no Espaço Arpoador. O ponto é maravilhoso, a paisagem deslumbrante e o local emblemático. A visão que temos do palco é muito boa, mesmo estando lá atrás, mas ainda acho que o palco poderia ser um pouco mais alto. O som como já disse estava perfeito, mas o que eu mais gostei tecnicamente foi a iluminação precisa e segura, valorizando a emoção de cada música e não deixando nenhum músico na penumbra. Senti falta de um sistema de exaustão como a que tínhamos no Epitácio o que evitaria a presença incômoda da fumaça para quem não fuma. A casa precisa melhorar também a qualidade dos petiscos que são servidos, pois não condizem com a importância do lugar.

A noite foi muito interessante, com boa música e num local muito agradável. O Coutinho chegou quase no final e quando o Leo Gandelman, já depois do show, o viu foi logo falar com ele. Sabem qual foi o diálogo? Leo: “Quanto foi o jogo do Palmeiras?” Coutinho: “Um a zero pro Palmeiras”, Leo: “Ihhh... Tá ficando difícil pro Fogão...”
Impagável!

Marcelo Siqueira

6º CHIVAS JAZZ LOUNGE - MISTURA FINA, 29/10/2003 - @@@@

05 novembro 2003

A felicidade de José Domingos Raffaelli, com justiça reverenciado pela turma do CJUB como Mestre - e ele o é, de todos os jazzófilos brasileiros - justificou-se amplamente.

Afinal, o 6º CJL, a ele dedicado pelo produtor Luiz Carlos Fraga, disse a que veio, com o excepcional Tributo a Charlie Parker engendrado pelo produtor, que para o desafio escalou o operoso baixista Adriano Giffoni e seu quinteto, formado por Idriss Boudrioua (sax alto), Altair Martins (trompete e flugelhorn), Felipe Poli (guitarra) e Amaro Júnior (bateria).


O grupo, que dispensou o piano em busca de uma proposta harmônica mais ousada, com a guitarra liderando a seção rítmica, passou com louvor na prova maior que representa enfrentar o songbook parkeriano, verdadeira bíblia do jazz moderno.


Um set list com nada mais nada menos que 9 (nove) temas de Parker já valeria o ingresso e dispensaria comentários adicionais, tal a vitalidade das ações de Bird, clássicos para sempre, à altura dos "fundamentos" do passado, Bach, Mozart e Beethoven.


Mas o modus adotado pelo combo, esse sim mereceu atenção ainda mais especial.


A desenvoltura de Adriano Giffoni é por todos os seus colegas conhecida e reconhecida, como dão prova suas atuações ao lado das mais importantes figuras da música popular e instrumental brasileira. Sua inesgotável capacidade de ancorar os mais diferentes arranjos, sempre de modo sólido e competente, repetiu-se, com êxito total, em ambos os sets. O surpreedente, de certa forma, foi constatar que Giffoni é, também, um solista de jazz excepcional.


Se, de um lado, é verdade que a chamada "única arte original dos EUA" revelou dezenas de contrabaixistas geniais no dom de harmonizar e "pulsar" a música americana, não será absurdo dizer, de outra parte, que poucos deles se destacaram no dificílimo ministério dos "solos", até porque estes, em princípio, nasceram, a exceção do piano, para os instrumentos melódicos, e estes para aqueles.

Giffoni, porém, mostrou uma verve de idéias luminosas ao longo de seus chorus e uma "limpeza", quase que "pré-ordenada", na execução destes, que, de fato, causou sólida impressão, ainda mais se confrontadas estas virtudes com a difuldade técnica que impunha àquelas belíssimas frases.


De Idriss Boudrioua pouco resta a falar, já que, desde muito antes do 1º CJL - ao qual também atendeu no quinteto de Dario Galante - o saxofonista vem ratificando musicalmente aquilo que costuma responder aos que dizem-se saudosos de seu sax-tenor: "o alto é meu 3º braço, já nasci com ele". De fato. Boudrioua é o Phil Woods brasileiro, o que não é pouco, diante do estatura do maior discípulo de Parker vivo. Raciocínio supersônico, bom gosto à toda prova, noção exata de como construir as improvisações e domínio total do universo bebop foram alguns de seus predicados em maior evidência naquela noite.


A seu lado, Altair Martins apresentou desenvolvura mais que suficiente para alinhá-lo com os grandes nomes do trompete brasileiro de hoje. Sua compreensão dos arranjos e o modo muitas vezes original como alternou-se ao saxofone em contraponto nas harmonizações, associado a inventivos improvisos, tanto no som aberto quanto usando as surdinas, deram-lhe destaque à parte no concerto.

Felipe Poli é dono de um timbre rico, muitas vezes casado com o som de Kenny Burrell, em especial em ambiente mainstream. Sua competência não deixou qualquer saudade do piano, instrumento ausente no formato escolhido pelo líder. Ao contrário, o guitarrista contribuiu decisivamente para o frescor dos arranjos, cujo grande achado foi o de manter a "pressão" natural dos temas, sem abrir mão da originalidade em sua leitura.

Já por em nada destoar de tão valoroso conjunto, tal, por si só, qualificaria a ótima performance do baterista Amaro Júnior, o que, se considerada sua juventude, multiplica exponencialmente seu potencial como instrumentista, a ser logo percebido, é certo, pelos gigantes de nossa música.

Além das obras do homenageado, que preencheram todo o 1º set e boa parte do 2º, Giffoni mostrou, na sessão seguinte, três composições próprias, a balada "Tema da Tarde", o "sambaião" "Nem Lá, Nem Cá" e a didática "Duo Número Um" (só baixo e bateria), todas com inspiração bastante para arrancar aplausos tão efusivos quanto aqueles dispensados aos temas mais familiares à inflamada platéia.

O Tributo não esqueceu de clássicos da música americana cujas versões de Bird ficaram célebres como All the Things You Are e Laura, esta última oferecida no bis ao produtor da noite, que presente melhor não poderia sonhar em receber. Foi o ápice de uma noite luminosa, que superou todas as expectativas e consolidou no cenário artítisco o papel do CJUB como uma das forças motrizes da boa música na cidade.

Que venha o Jazz Panorama de Marcelink !

JUIZO FINAL

Nascido em Nova Iorque em 1940 ( 26/10), Edward Jackson Henderson possui no trumpete o sopro que mais faz lembrar seu ídolo, Miles Davis. Criado em São Francisco, estudou no conservatório de música local. O curioso é que também se formou em medicina, optando no final pelo jazz.

Apareceu no inicio ao lado de John Handy e Joe Henderson. Sua grande escola, no entanto, foi a fase fusion de Miles. Capa de So What, de Eddie Henderson

Tanto que no início da década de 70 passou a integrar o sexteto de Herbie Hancock, envolvendo-se de corpo e alma ao estilo híbrido do grupo. A carreira solo posterior seguiu o mesmo tempero de Hancock. Por isso, acabou criticado pelo trabalho quase que direcionado ao lado comercial. Mas - pelo estilo de sopro único - Eddie ultimamente vem resgatando com muita competência o seu lado mais honestamente jazzístico, mesmo dividindo seu tempo com a psiquiatria. O recentíssimo CD, “So What”, talvez seja o melhor de sua carreira, quase uma homenagem a Miles – o repertório induz a essa constatação.

Tanto no trumpete como (e principalmente) no flugelhorn, Eddie Henderson cria novas atmosferas para standards como “On Green Dolphin Street” (Kaper), “Footprints” (Shorter), “Someday My Prince Will Come” (Churchill/Morey) e “’Round Midnight” (Monk), além dos clássicos “So What” e “All Blues”, do próprio Miles. O quinteto, dos mais afinados, completa-se com o criativo sax de Bob Berg, o piano do ótimo Dave Kikoski – contemporâneo de Brandford Marsalis na Berkley -, o contrabaixo de Ed Howard e as baterias de Billy Hart – do antigo sexteto de Hancock – e de Victor Lewis.

O que transborda em “So What” é a concepção arrojada dos arranjos de Eddie, além da performance emocionante do grupo. Se a intenção era uma penitência pelas fases suspeitas do passado, ele já pode se considerar absolvido.

Em tempo: "So What" (Columbia) foi lançado nos EUA em 15/04/2003

CJUB NO TIM FESTIVAL

04 novembro 2003

À TODOS OS MEMBROS DO CJUB PRESENTES AO TIM, SUGIRO CADA UM A DAR NOTAS DE @ À @@@@@ AOS PARTICIPANTES, PARA APÓS TERMOS UM RESULTADO FINAL DO CJUB, DESSE ENCONTRO MUSICAL NO MAM.

O CJUB e a CJL6 em outras páginas da internet - EJAZZ.COM.BR

03 novembro 2003

O site especializado ejazz publicou chamada para o evento do nosso 6o. Concerto, conforme se vê pela matéria copiada do site. O link direto para o assunto deixa de ser ativado aqui vez que já estava morto, e portanto os interessados podem clicar aqui para ver como foi que apareceu a matéria lá.

FELICITAÇÕES PARA NOSSO PONTA DE LANÇA EM LONDRINA
PARABÉNS PARA O JOFLA

02 novembro 2003

Com um imperdoável dia de atraso, e inclusive depois de um bem aplicado puxão de orelhas, via comentários, por parte da simpaticíssima Sra. Carmen Duningham, aqui estamos para saudar de público e efusivamente, o aniversário do nosso muito querido e generoso representante para as plagas sulinas, o craque do rádio e das "plantation farms" de Londrina, José Flavio Garcia - o JoFla.

Jazzista de conhecimento extenso, memória prodigiosa e ainda baterista em raras e aplaudidas aparições, juntou-se ao CJUB por obra e aproximação de nossa "diva honorária" Wanda Sá e assumiu a área de "produção independente" (da vontade dos outros), enviando-nos carradas de CDs com suas marcas inconfundíveis no esmero da produção. Um craque.

JoFla, só podemos desejar-lhe que receba em triplo tudo o que tão generosamente dá aos seus amigos chegados, seja em forma de atenção e carinho, seja nos mimos dos mais diversos quilates. O mais importante, no entanto é a maneira gentilíssima com a qual se apodera dos problemas e inquietações dos amigos e as transforma em suas, passando a buscar a saída junto com o gajo que apenas perguntou sua opinião sobre determinado problema. Essa generosidade de sentimentos, acima de qualquer outra, é que o transforma numa figuraça cativante e envolvente, sempre disposta a fazê-lo rir e ajudar.

Então daqui, JoFla, em nome de todos os cejubianos, um baita abração pelo dia de ontem, e nosso desejo de muita saúde para continuarmos, por muitos anos podendo aproveitar sua companhia. PARABÉNS!!!!!

01/11 - ANIVERSÁRIO DO EMBAIXADOR

Neste primeiro dia de novembro, nosso confrade, amigo e embaixador cejubiano no Paraná está fazendo aniversário. Infelizmente ele não pôde estar conosco no TIM Festival, mas isso não nos impediu de brindar ao seu aniversário ao som de Shirley Horn. Desejo-lhe, JoFlavio, todas as felicidades que um cara legal como você merece e em nome do CJUB lhe dou os parabéns! Você é um dos nossos!

Abraços,

Marcelink