Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho)*in memoriam*; David Benechis (Mestre Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) *in memoriam*, Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) *in memoriam*, Ivan Monteiro (Mestre I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels)*in memoriam*,, Pedro Cardoso (o Apóstolo)*in memoriam*, Carlos Augusto Tibau (Tibau), Flavio Raffaelli (Flavim), Luiz Fernando Senna (Senna) *in memoriam*, Cris Senna (Cris), Jorge Noronha (JN), Sérgio Tavares de Castro (Blue Serge), Geraldo Guimarães (Gerry).e Clerio SantAnna

DATA ESPECIAL

26 setembro 2004

Queridos amigos,

Estive ausente por um bom tempo devido a um somatório de fatores, destacando-se a falta de tempo. Apesar disso tenho acompanhado diáriamente o blog. Mas hoje eu fiz questão de reservar um tempinho para postar. É que nesse 27 de setembro, dia de São Cosme e São Damião, um dos baluartes desse blog faz aniversário. Estou falando do David, mais precisamente do
BENE-X. Não quero falar do conhecimento jazzístico dele pois seria como chover no molhado; basta ler qualquer resenha, quer seja de disco ou de show, que ele escreveu aqui. E se ele escrever sobre a sua outra paixão, a música clássica, o resultado será igualmente brilhante. Eu quero falar sobre uma outra virtude do nosso BENE-X, a sua generosidade. Falo com tranquilidade pois conheço o David há 12 anos(o tempo passa, né David?) e posso dizer: o David é uma das pessoas mais generosas e Amigas que eu conheço.
Eu considero o Amigo com A uma dádiva de Deus e diáriamente eu agradeço a Ele, entre várias dádivas, por ter Amigos e voce, David, é um Amigo. Que voce continue sendo uma pessoa de sucesso, generosa e Amiga por muito e muito tempo.

Marcelon

24 setembro 2004


Mais uma bela foto, desta vez de Bird e Monk, num clube de jazz. A bateria, à esquerda, era pilotada então por Roy Haynes (fora da foto, assim como o contrabaixista, de cujo nome não se tem o registro).
©CJUB

BUD POWELL, NA COLUNA DO MESTRE LUIZ ORLANDO

23 setembro 2004

Por uma questão didática, e pelo fato de que, infelizmente hoje nem todo mundo lê o JB, transcrevo aqui o sempre excelente artigo do Mestre Luiz Orlando Carneiro desta data, para proveito dos habituées.

"Com seu piano bop, Bud Powell é o norte do jazz"

O compositor e musicólogo André Hodeir escreveu, em Hommes et problèmes du jazz (Paris, Le Portulan, 1954), que Charlie Parker deu ao jazz ''uma nova razão de viver''. O mesmo pode ser dito de Bud Powell com relação ao piano jazzístico, quando se considerava impossível aparecer alguém capaz de renovar, num nível excepcional, a mainstream sacramentada por Earl Hines e Art Tatum.
Bud Powell estaria completando 80 anos na próxima segunda-feira. A esquizofrenia, agravada pelo alcoolismo, apressou sua morte, aos 41 anos, em 1966. O baterista Roy Haynes - participante da histórica sessão da Blue Note, de 1949, em que o pianista-compositor gravou Bouncing with Bud e Dance of the infidels - comemorou 79 anos em março, well and alive, elevado pela crítica internacional ao Hall of Fame da revista Down Beat.

As gravações realmente geniais do pai do piano bop foram feitas num período inferior a 10 anos. Mas a inventividade, a fluência técnica e a consistência melódico-harmônica desses registros passaram a indicar o norte para todos os pianistas de jazz até hoje - exceção feita a uns poucos ''excêntricos'', como Thelonious Monk, que admirava demais o seu amigo e lhe dedicou o célebre tema In walked Bud.

''Powell - observou o crítico Martin Williams - tocava às vezes como um homem fugindo de uma ameaça, e talvez uma parte dele soubesse, desde o início, que o tempo lhe escapava. Havia uma urgência no seu modo de tocar, extramusical ou não, e uma precisão enfática no seu dedilhado, mesmo nos tempos mais velozes.''

Não terá sido por acaso que o título de uma das mais típicas composições de Powell é Tempus fugit. E deve-se lembrar, a propósito, que a fama do mais envolvente e influente pianista de jazz de todos os tempos acabou por encobrir o fato de que Powell foi, também, um dos três mais inspirados e prolíficos inventores de temas bop, ao lado de Monk e Tadd Dameron.

As principais composições do pianista, cujas improvisações pareciam escritas, em face da lucidez de suas argumentações musicais (a mão esquerda sempre respondendo às perguntas da direita), podem ser ouvidas nas sessões de estúdio gravadas pela Blue Note em agosto de 1949 (Bouncing, Dance of the infidels), maio de 1951 (Un poco loco, Parisian thoroughfare) e agosto de 1953 (Glass enclosure, Collard greens). Esses registros (o primeiro em quinteto com Fats Navarro e Sonny Rollins, os dois outros em trio, com os bateristas Max Roach ou Roy Haynes) foram reunidos em The amazing Bud Powell, dois volumes remasterizados em CD, em 2001, na série RGV (Rudy Van Gelder) da Blue Note (32136/37).

O terceiro álbum Blue Note particularmente relevante de Bud Powell (em trio com Art Taylor e Paul Chambers) é The scene changes (80907), gravado em dezembro de 1958, pouco antes da partida do founding father do bebop para Paris, em busca da paz que nunca encontrou, apesar da dedicação do artista gráfico Francis Paudras, que o acolheu em casa como se fosse um parente próximo. O filme Round midnight, de Bertrand Tavernier - embora a personagem central seja corporificada pelo saxofonista Dexter Gordon - baseia-se na história verdadeira da amizade e da admiração de Paudras por Bud Powell, nos últimos anos de vida do pianista.

O álbum The scene changes, relançado no ano passado, inclui - além da faixa-título - gemas do brilho de Cleopatra's dream, Comin' up e Gettin' there.

Numa discoteca mais completa do pianista não devem faltar as faixas do acervo da Verve (1949-51), selecionadas no CD duplo The genius of Bud Powell (Tempus fugit, Celia, Hallucitanions e as versões de standards memoráveis, como Get happy e Cherokee).

Em 1996, o grande pianista Chick Corea gravou o CD Remembering Bud Powell (Stretch 9012), em que improvisa sobre nove composições de seu guru, em companhia bem variada - o veterano Roy Haynes, o saxofonista Joshua Redman, o trompetista Wallace Roney e outros expoentes da ''geração dos 80''."

NOSSAS FOTOS HISTÓRICAS - ACERVO DO MESTRE RAF (cont.)

16 setembro 2004

Esta foto, tirada em 1978, no Teatro João Caetano, é especial por dois motivos: primeiro, segue a tradição das boas fotos de [músicos de] jazz, de ser em P&B; depois porque foi tirada por um fotógrafo ao que eu saiba não-profissional, o que não o impediu de ter feito esse belo registro. O fotógrafo? O boa-praça Antonio Carlos Miguel, que escreve a coluna Sonar, às terças-feiras no O Globo. Aí, ACM do bem, parabéns da turma do CJUB!

©CJUB

ROSA PASSOS & RON CARTER

É de fato uma grata surpresa esse cd que em princípio relutei, embora recomendado fosse, entre outros pelo Toninho caixa/cantor da Modern Sound, como um dos melhores lançados em 2003 nos E.U.A., pela Chesky e chamado Entre Amigos". Trata se de um trabalho intimista onde a cantora Rosa Passos, segundo o crítico Chip Stern (Jazz Times, Stereophile e Amazon) afirma no encarte, soa como uma nova Helen Merrill ou Jimmy Scott, primeiro pelo timbre e depois pela forma de interpretar.
Acompanhada luxuosamente por Ron Carter (baixo), Lula Galvão (violão) e Paulinho Braga (bateria), o CD muito bem produzido por Cliff Korman e David Chesky tem como primeiro tema "Bahia com H", em que Lula Galvão mostra de cara sua técnica e criatividade, como há muito não se produzia.

"Insensatez" e "Desafinado", clássicos do Tom Jobim, tem tratamento bossa-jazz, em que a interprete deixa sua marca de afinação e delicadeza. "Sorriu para mim", de Garoto, o quarto tema, é o único que não mantém a mesma linha melódica, estando mais para samba-canção e com destaque principalmente, para o Paulinho Braga e sua batida bem definida.

A seguir, em "A Primeira Vez", de Bode&Marçal, acompanhada apenas pelo violão do Lula Galvão, entende-se mais claramente o porque das linhas do crítico americano, que não sei se fala ou compreeende o nosso idioma, mas certamente tem muito sentimento musical.

Volta-se ao nosso maestro soberano nas batidas "Garota de Ipanema", "Caminhos Cruzados" e "Por Causa de Você", esta com letra de Dolores Duran; ao meu gosto, o ponto alto do CD é Rosa em duo com Ron Carter, esse mago do instrumento de quem não é preciso dizer muito, e que simplesmente transbordam em emoção.

As 3 últimas faixas são "Feitio de Oração", pois em um trabalho como tal não poderia faltar o bom e velho Noel em um dos seus momentos mais líricos, e para terminar mais Tom e Vinicius de "Eu Sei Que Vou te Amar", parecendo até meio obvio, mas que surpreende pelo tratamento jazzístico tanto de Ron Carter como do Lula Galvão, fechando com "Grande Amor" um CD que acho deveria ter tido uma maior divulgação e consequentemente repercussão. Nem sei se já foi lançado no Brasil, o que é uma pena (como tantos outros) mostrando mais uma vez como são "grandes" nossos empresários fonográficos.

É isso.

P.S.: Para quem curte violões recomendo ouvir o cd "Three Guitars" com Larry Coryel, Badi Assad e John Abercrombie (Chesky/2003), que voltando no tempo me fez trazer à mente o trio D'Alma, pioneiro por aqui nessa concepção.

NOSSAS FOTOS HISTÓRICAS - ACERVO DO MESTRE RAF (cont.)

12 setembro 2004

Estas são da apresentação de Dizzy Gillespie na TV Tupi de São Paulo, em 12 de julho de 1961. Pode-se notar que esse ano deve ter sido um dos melhores, em todos os tempos, talvez rivalizado pelo de 1978, qundo realizou-se naquela cidade o I Festival de São Paulo - Montreux, cujo "line-up" também foi próximo da perfeição. Mas, voltando a '61, como as fotos mostram, a presença dessa constelação jazzística deve ter feito um bem enorme a muita gente que acompanhava o jazz. Retratados aqui: Dizzy, na foto maior; Lalo Schifrin (ao piano), encoberto por Leo Wright no sax tenor, Bob Cunningham no baixo e Chuck Lumpkin na bateria; e na última, Wright, na flauta, Cunningham e Dizzy. Clique para ampliar.

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Tim Festival traz Kraftwerk, Brian Wilson e Pet Shop Boys a SP em novembro

11 setembro 2004

Vejam como esse festival, originalmente de jazz e de grande importância, se transformou numa festa adolescente, a despeito de trazer ainda duas ou três atrações como cala-a-boca para os cada vez mais escorraçados amantes do improviso:

Da Folha Online:

Os curadores do Tim Festival anunciaram em entrevista coletiva na manhã de terça as 31 atrações confirmadas para se apresentarem na segunda edição do evento, que acontece em São Paulo, no Jockey Club, entre os dias 5 e 7 de novembro.

Os grandes destaques da programação deste ano ficarão por conta de uma mega-apresentação de duas horas e meia (com direito a intervalo) do ex-líder dos Beach Boys Brian Wilson e da escalação da lenda do jazz Art Van Damme e seu quinteto.

Wilson, autor de hits como "California Girls" e um dos maiores nomes do rock dos anos 60, ao lado de Lennon e McCartney, virá ao país acompanhado de uma banda de 14 músicos para apresentar músicas do antológico disco "Smiles", de 67, dos Beach Boys, nunca lançado comercialmente, além de sucessos da banda.

Aos 84 anos, uma lenda viva do jazz, Van Damme foi o introdutor do
acordeão no jazz, durante os anos 50 e 60, e influenciou uma geração de músicos. O músico americano estava escalado para participar do Free Jazz de 2001, mas sofreu um enfarto às vésperas de embarcar para o Brasil e teve de cancelar sua apresentação.

Na parte pop e eletrônica do festival, os destaques ficaram por conta da vinda pela primeira vez ao Brasil dos escoceses do Primal Scream, da banda inglesa Libertines e da cantora também inglesa PJ Harvey.

Além dessas "novidades", o Tim promove o retorno ao país dos alemães do Kraftwerk, que estiveram aqui em 98, e da dupla de discotecagem 2manydjs, grande destaque da primeira edição do Tim Festival, que aconteceu apenas no Rio, em 2003.

Este ano, o evento traz ainda em sua escalação, pela primeira vez, grupos brasileiros independentes de rock.

"Sentia que tínhamos uma 'dívida' com esses grupos nacionais, já que sempre trouxemos artistas de rock alternativo internacionais apontados como influência por essas bandas", explicou Hermano Vianna, um dos curadores da programação.

Os independentes escolhidos foram os paulistanos do Cansei de Ser Sexy, que dividirão a noite com os 2manydjs e Soulwax, e os londrinenses do Grenade, que tocarão na mesma noite dos Libertines.

Outro destaque da programação nacional será a estréia da banda F.UR.T.O, novo grupo do ex-integrante do Rappa, Marcelo Yukka.

O festival tem ainda uma atração a confirmar, que deve dividir a noite com a cantora Bebel Gilberto. Segundo Monique Gardenberg, produtora do evento, é possível que a vaga seja preechida pelos noruegueses do Kings of Convenience.

Para última noite do evento, está escalada a dupla de dance music inglesa Pet Shop Boys.

Ingressos para os shows começarão a ser vendidos no site oficial do Tim Festival a partir do dia 1º de outubro.

Programação completa do evento:

5 de novembro (sexta)
. Tim Club - 21h R$ 120: Chico Pinheiro; Brad Mehldau Trio; Nancy Wilson & Trio.
. Tim Stage - 21h30, R$ 80: kid606; Kraftwerk.

. Tim Lab - 23h, R$ 60: F.UR.T.O; Kinky; Panjabi MC.

. Motomix - 2h (madrugada do dia 6); R$ 40: Soulwax; Cansei de Ser Sexy; 2manydjs.

6 de novembro (sábado)

. Tim Club - 21h R$ 120: Maogani; David Sãnchez Quintet; Branford Marsalis.

. Tim Stage - 21h30, R$ 80: Picassos Falsos; PJ Harvey; Primal Scream.

. Tim Lab - 23h, R$ 60: Bebel Gilberto (atração a confirmar)

. Motomix - 2h (madrugada do dia 7); R$ 40: De Leve; Stone Love; Digitaldubs
Bumba Beat.

7 de novembro (domingo)

. Tim Club - 21h R$ 120: Dave Holland Big Band; Biréli Lagrène Gipsy Project; Art Van Damme Quintet.

. Tim Stage - 21h30, R$ 80: Brian Wilson.

. Tim Lab - 23h, R$ 60: Grenade; The Libertines.

. Motomix - 2h (madrugada do dia 8); R$ 40: Pet Shop Boys; DJ Mau Mau;

NOSSAS FOTOS HISTÓRICAS - ACERVO DO MESTRE RAF (cont.)

Na sequência das fotos históricas da apresentação em 1961, no Teatro Municipal, aqui estão nada menos do que Curtis Fuller (tb), Kenny Dorham (tp) e Herbie Mann (fl). A seguir, publicaremos a "frontline" completa para que se possa imaginar o que rolou em termos de jazz...

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NOSSAS FOTOS HISTÓRICAS - ACERVO DO MESTRE RAF (cont.)

Estão com os cintos de segurança afivelados? Lá vai a formação dessa noite histórica no Teatro Municipal do Rio:
Ronnie Ball (p); Roy Eldridge (tp); Ben Tucker(b); Herbie Mann (fl); encoberto, David Bailey (dr); Zoot Sims (ts); Kenny Dorham (tp); encoberto, Ray Mantilla (perc); Curtis Fuller (tb) e, last but not least, Coleman Hawkins (ts). Al Cohn (ts) estava no palco e apareceria na foto mais à direita, mas não coube. Virá na próxima.


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NOSSAS FOTOS HISTÓRICAS - ACERVO DO MESTRE RAF (cont.)

Repetindo a "frontline" do Municipal, agora com a presença, na extrema direita, do saxofonista Al Cohn, cortada na foto anterior. Se isso não é o verdadeiro "dream-team", não sei o que é!

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NOSSAS FOTOS HISTÓRICAS - ACERVO DO MESTRE RAF (cont.)

10 setembro 2004

Como complemento, recuperamos o texto do encarte - é o mesmo para ambos - dos dois discos contendo o repertório apresentado na famosa noite de 16 de julho de 1961, editados pela Imagem respectivamente em 1990 e 1991 (CD-1010 e CD-1027), com o nome de "Jazz No Municipal".
Como não poderia deixar de ser, escrito pelo Mestre Raf, em 1972, provavelmente de memória. Cliquem na imagem para ampliar.

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NOSSAS FOTOS HISTÓRICAS - ACERVO DO MESTRE RAF



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Continuando com a série de fotos históricas e exclusivas do CJUB, ou melhor, da coleção particular do Mestre Raf por nós delicadamente encampada, aqui estão Zoot Sims e Al Cohn, quando se apresentaram no Teatro Municipal, no Rio, no ano de 1961, e mais precisamente no dia 16 de julho, como integrantes de um "dream-team" que se apresentou no que foi chamado de American Jazz Festival. Na outra foto, Roy Eldridge, um dos trompetistas do grupo. A formação completa é de cair o queixo e virá ao longo dos próximos dias. "Enjoy!".

BOMBA BOA! : UM MILHÃO DE DÓLARES PARA O JAZZ

09 setembro 2004

Aproveitando o assunto da coluna do Mestre Luiz Orlando Carneiro no JB de hoje, que versa sobre locais para se ouvir jazz em NYC, dentre os quais e principalmente o novo edifício que abriga a "Jazz at the Lincoln Center", trago esta bela notícia de hoje, cujo título, traduzido livremente, é: O Bank of America Saúda a Música Americana, o Jazz, Com 1 Milhão de Dólares, no Programa 'Presenting Sponsorship' do "Jazz at Lincoln Center"(JALC).
Segundo a notícia, essa (para nós) fabulosa doação suportará a primeira temporada da instituição JALC em sua nova casa, o Frederick P. Rose Hall, no Columbus Circle. O suporte ao jazz coincide com a chegada, no outono, dos centros de atendimento e caixas automáticos do Bank of America a Nova Iorque.

O início desta primeira temporada no mencionado Hall, o novo ninho da JALC e o primeiro local do mundo desenvolvido especialmente para apresentações de jazz (vide, nos Arquivos do CJUB, matéria a esse respeito, com o título "Preparem seus passaportes, o Clube está pronto", na semana entre 16 e 2 de maio), dar-se-á no dia 18 de outubro, no chamado Time Warner Center, que fica no mencionado Columbus Circle, em Manhattan. A bilheteria da JALC, localizada no térreo do edifício, abrirá em 13 de setembro.

"O Bank of America está lançando seus serviços a clientes em NY ao mesmo tempo em que a JALC está iniciando sua primeira temporada nesse novo local. Nós estamos extremamente orgulhosos de ser o patrocinador inicial neste momento histórico para ambas as instituições", disse Carter McClelland, chefe da área de marketing do Banco em Nova Iorque e presidente da Banc of America Securities. "Wynton Marsalis, através de seu trabalho na JALC, vem fazendo um tremendo avaço na percepção e apreciação do jazz como uma forma de arte quintessencialmente Americana. O patrocínio do Bank of America à JALC traduz nosso compromisso em dar suporte a elementos culturais e sociais que definem a America."

Seguem-se, na notícia, as declarações de Wynton Marsalis, diretor artístico da JALC e de Derek Gordon, seu diretor executivo, falando de como é bom ter um patrocinador desse quilate, etc. etc., e ainda informam que, além disso, o banco vai liderar o patrocinio de quatro séries de Concertos da JALC:

- "Let Freedom Swing", de 28 a 30 de outubro de 2004: A "Lincoln Center Jazz Orchestra" (LCJO), com Wynton Marsalis, homenageará líderes que deram voz às lutas por direitos iguais, juntando música e leituras de textos, celebrando Vaclav Havel, Lyndon Johnson, Robert Kennedy, Martin Luther King, Jr., Nelson Mandela e Eleanor Roosevelt. Os compositores convidados a apresentar peças incluem Billy Childs, Darin Atwater, Toshiko Akiyoshi, Darius Brubeck, Zim Ngqawana, Jimmy Heath e Emil Viklicky, no que prometem ser raras noites de idéias e ideais.

- "Suite for Human Nature", de 16 a 19 de dezembro de 2004: O programa de férias da JALC é uma fábula estimulante para toda a família, acerca das aventuras e desventuras da Mãe Natureza, do Pai Tempo e de seus descendentes. Essa estréia em Nova Iorque contará com músicas novas de Wynton Marsalis e um "libretto" feito pela letrista Diane Charlotte Lampert. O coro The Boys Choir of Harlem e cantores convidados vão juntar-se à LCJO, acrescida de Wynton, para anunciar a estação com essa emocionante fábula de redenção.

- "Mid-Winter Festival", de 17 a 19 de fevereiro de 2005: Bill Charlap, a quem Tony Bennett considera "um dos maiores músicos americanos do presente", junta seu gênio criativo a obras-primas de seis gigantes da música popular americana: Gershwin, Kern, Porter, Berlin, Rodgers e Arlen. Charlap, juntamente com Peter Washington e Kenny Washington, receberá ainda Frank Wess e Peter Bernstein, além dos vocalistas Sandy Stewart e Freddy Cole.

- "Chivalrous Misdemeanors", 5 a 7de maio de 2005: Em 1957, o legendário Duke Ellington mexeu com o Bardo ao compor sua Suite Shakespeareana. Em 2005, o trombonista da LCJO, Ron Westray vai estrear novas composições que balançarão o Homem de La Mancha, com uma visão diferente e contemporânea, embebida no jazz, da história de Don Quixote. Arranjador e compositor de mão cheia, Westray, junto com Wynton e vocalistas convidados, promete embarcar numa jornada mágica entremeada de narrativas- surpresa e polirritmia espanhola.

O patrocinador, enfim, desfia uma série de vantagens de associar seu nome à cultura e mais ainda ao jazz, como a única forma de arte verdadeiramente americana. O que é nada menos do que excepcional para todos aqueles ligados ao jazz.

FESTIVAL TUDO É JAZZ

08 setembro 2004

Dando continuidade ao seu festival em carona com o de Ouro Preto, o Mistura Fina após as apresentações da Jane Monheit (27 e 28/08 ) , trouxe para o seu palco um dos reis do vocalise já com 83 anos o Jon Hendricks, que infelizmente ou felizmente para os poucos que o assistiram, pois cantou para menos de 100 pessoas e em um set único no dia 01 pp.; e segundo me confessou o P.Paulo o Globo se recusou a dar cobertura a tal evento pois o Xexeo odeia jazz ( ainda bem... ).

Quanto ao concerto posso garantir que o Hendricks além de uma simpatia ímpar, fez o seu melhor para agradar aquele pequeno grupo, que alí entusiasmado curtia como se estivesse em transe tal a sintonia platéia / palco.
Acompanhado por um trio de N.York altamente entrosado e muito criativo, começando pelo excelente pianista Peter Michelich ( este deverá ser atração futura no MF ), Andy Watson na mini bateria, demonstrando mais uma vez que tamanho não é tudo, como os nossos Marcio Bahia, Robertinho Silva para citar esses que ditam o rítmo sem muito instrumental e finalmente Neal Miner no baixo, o menos iluminado no meu entender.

O programa foi iniciado com uma versão de "Moanin" muito pessoal do Hendricks e um dos seus hits, a seguir uma homenagem ao Duke "Mood Indigo" e logo com uma participação da platéia 2 temas "De Lee, De Long" com cada lado da casa fazendo um estribilho e "Blues March" do Benny Golson com marcha, chapéu e tudo mais de direito.
Na continuação um medley Jobiniano fechando com um emocionado "Wave" emendado também de igual forma em "Estate".
Após esse belo momento de total descontração uma musica de sua própria autoria em homenagem e protesto ao Bush, chamada curiosamente "Tell Me The Truth".

Dando sequencia após dizer que sua grande influencia musical foi Oscar Petiford, segundo Hendricks o baixista dos baixistas, cantou imitando o instrumento um tema do proprio Petiford "Swinging To The Girls Come Home".

Para fechar antes do "bis" tão solicitado "September Of My Years" a la Sinatra, e para voltar de forma consagradora com "Bye Bye Blackbird" homenageando definitivamente Miles Davis.

Enfim, quem viu viu, pois quem não viu certamente não vai mais ver, e principalmente em um ambiente tão intimista...

Lembro ainda que o tal festival segue amanhã com a apresentação do Cesar Camargo e Romero Lubambo, que para mim foi simplesmente o melhor concerto nacional de 2003.

FESTIVAL INTERNACIONAL JAZZ PLAZA - CUBA

02 setembro 2004

O FESTIVAL INTERNACIONAL JAZZ PLAZA que acontece a cada 2 anos em Havana, Cuba, será do dia 13 ao 19 de dezembro de 2004, no Teatro Amadeo Roldán. Presença, já confirmada, de Chucho Valdés.
Assim que eu tiver a confirmação de outros músicos, colocarei aqui no blog.

É isso aí ,
Ahí Namá

Zé Henrique