Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

THE JUBILEE SHOWS # 11

30 abril 2010




JUBILEE SHOWS foi uma série de programas produzidos pela Armed Forces Radio Service (AFRS) durante a II Guerra Mundial para as estações de rádio e serviços de alto-falantes militares.
Apresentamos parte da edição gravada a 1° de maio de 1944 no estúdio-auditório da NBC em Hollywood, Los Angeles.
Nesta audição: FLETCHER HENDERSON BAND, LENA HORNE e THE CHARIOTEERS.


1. ABERTURA – com o tema One O'Clock Jump (Basie) – locutor Vermon Smith e a Mestre de Cerimônia Lena Horne.
Formação da Fletcher Henderson Band: Tony Di Nardi, Leroy White, Clint Waters, Jake Porter (tp), Allen Durham, George Washington (tb), Eddie Gregory, Emerson Harper (sa), Woodrow Key, Dexter Gordon (st), Herman Johnson (sb), Horace Henderson (pi), "Chief" (bx) e Tubby Shelton (bat).
Fletcher Henderson líder e arranjos de seu irmão Horace. (Os créditos da faixa designa o baixista apenas com o pseudônimo ― "CHIEF", várias são as hipóteses, porém a mais provável seria Israel Crosby).
2. JEEP RHYTHM (F. Henderson) – com a Fletcher Henderson Band.
Fletcher além de pianista e bandleader foi um dos maiores arranjadores da Era Swing, arranjos que fizeram a fama da banda de Benny Goodman. Sua maior característica eram as "conversas" entre as seções entremeadas pela linha melódica e tal método foi extensamente copiado por outros arranjadores nos anos 30 e 40. Apesar de grandes méritos como músico não foi hábil em manter o nível das maiores big bands, enquanto Goodman era aclamado ― "King of Swing" Fletcher era obrigado a desfazer seu grupo e juntar-se a Goodman como pianista e arranjador.
3. HONEYSUCKLE ROSE (Fats Waller) – na voz de Lena Horne chamada de a "tigresa" pela sua silhueta felina. Lena não foi propriamente uma cantora de jazz, mas com muita bossa, suingue e ótima tonalidade.
4. MILKMAN, KEEP THOSE BOTTLES QUIET (Raye/DePaul) – The Charioteers foi criado em 1930 como um grupo negro do canto gospel pelo tenor Billy Williams. Uma década mais tarde foi reformado com objetivo de se popularizar e se igualar aos Ink Spots que despontavam com grande sucesso. The Charioteers passaram a ser atração regular do programa show de rádio de Bing Crosby transmitido do Kraft Music Hall. Aqui o conjunto formou com Billy Williams (1° tenor), Eddie Jackson (tenor), Ira Williams (barítono), Howarde Daniel (baixo) e o pianista e arranjador James Sherman.
5. ROSE ROOM (Art Hickman/Harry Williams) – mais uma suingante interpretação da banda de um jazz standard composto como ragtime em 1917 e sucesso de Duke Ellington em 1932 e do guitarrista Charlie Christian no sexteto de Beny Goodman em 1939. Rose Room teve 449 gravações por músicos de jazz até o presente.
6.CLAP HANDS! HERE COMES CHARLIE (Billy Rose, Ballard MacDonald, Joseph Meyer) – canção gravada em 1925 por Fletcher Henderson com seus Dixie Stompers, aqui em nova versão. Ella Fitzgerald a popularizou em gravação do álbum em 1961
7.ENCERRAMENTO – com o tema One O'Clock Jump pela Fletcher Henderson Orchestra.
Fonte: CD - THE JUBILLE SHOWS Vol.4 – produção de Carl. A. Hällström – Storyville Records (501 1004) – Dinamarca – 2002.

VII TENSAMBA

28 abril 2010


OK, verdade que as 'Leyendas de la Bossa Nova' aqui são mesmo Menescal e Donato... Nós outros somos meros seguidores. Mas este festival nas Ilhas Canárias agora no começo de maio promete no mínimo diversão, pra nós e pro público hispano-canário.
Já participei do Festival Tensamba com minha banda em 2005 (com Tutty, Rodolfo e Proveta) e foi uma ótima experiência. A 200 km da África, mas pertencendo à Espanha, as Ilhas parecem o Rio de Janeiro dos anos 60. Uma caminhada com direito a sorvete no calçadão em Tenerife é um ótimo programa, que esperamos repetir nesta viagem.
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Por Joyce Moreno

INICIATIVA NO CENTRO

27 abril 2010

Nosso amigo Luiz Antonio Rodrigues nos manda esta notícia alvissareira, a de que passarão a patrocinar, às quintas, uma noite de jazz em sua Brasserie Rosário, no horário das 18:30 hrs, o que é uma boa.

Escolheram, e acredito que acertadamente, um conjunto que vai levar ao público que circula por ali um estilo de jazz de mais fácil percepção e ritmo instigante para a maioria das pessoas -o dixieland -, o que deverá atrair uma audiência bastante eclética.

Que essa experiência seja repetida outras vezes, e também por outros estabelecimentos do mesmo circuito cultural. O Rio, o Centro da cidade e todos nós só temos a ganhar.

Parabéns e muito boa sorte na empreitada. Cliquem para ampliar.

FALECEU GENE LEES

Além do obituário de "O GLOBO”, recebí de mestre Raffa a notícia da internet, com uma série de preciosas informações. Gene Lees era um polivalente: jornalista, compositor, escritor, produtor e por vezes cantor, ajudou em muito a divulgar a nossa música nos Estados Unidos, vertendo para o inglês composições de autores famosos.

Conhecemos Gene Lees em 1962, quando aqui esteve acompanhando o sexteto de Paul Winter. Além de lançamento do LP, a então CBS realizou um coquetel no Restaurante da Mesbla e, logo após, uma apresentação do sexteto na Escola Nacional de Música. E teve mais, no dia seguinte houve uma mesa redonda na antiga TV Continental, abordando “os problemas do Jazz no Brasil” , dela participando nós, SylvioTullio Cardoso, Leonardo Lenine de Aquino, Eduardo Silveira e “seu” Silva, representando a CBS.

Ficou marcada a presença de Lees quando, ao ouvir a resposta de Silva à pergunta: "porque não se lança discos de Jazz no Brasil"? Ao ouvir alto e bom som que era porque não vendiam, Lees com um sorriso, concluiu: “se não lançam como é que sabem que não vendem!”.

Outra faceta do personagem pude presenciar na casa de Luiz Orlando Carneiro, em um coquetel oferecido ao sexteto. Ví e ouvi Gene Lees cantar, acompanhado ao piano por Warren Bernhart.

Lees, que era canadense, natural de Toronto e exerceu durante o ano de 1960 a gerência principal da revista Down Beat, faleceu em 22 de abril aos 82 anos de idade.

RIP

No coquetel da Mesbla, da esquerda para a direita, Gene Lees, Luiz Carlos Antunes, Maestro Moacir Santos, Paulo Santos e Paulo Brandão.

FALECEU JOHN BUNCH

Quem também faleceu foi um de nossos pianistas favoritos, o "cabelo de fogo" John Bunch. Entre os destaques de sua carReira estão: a presença nos pequenos conjuntos de Benny Goodman, e sua ativa participação no quinteto de Scott Hamilton, isso sem falar no CD "New York Swing", que gravou ao lado de Bucky Pizarelli, Jay Leonhart e Dennis Mackrel, num significativo tributo ao compositor Jerome Kern.

John faleceu em 6 de abril e contava 89 anos de idade.

ANIVERSÁRIO DO MESTRE MAJOR

24 abril 2010

Atenção, confrades cejubianos! Um passarinho me contou que ontem foi aniversário do nosso Major.

Ao completo conhecedor das raizes da arte o meu caloroso amplexo e votos de muita saúde. E que continue nos brindando com seus valiosos posts.

llulla

THE JUBILEE SHOWS # 10

23 abril 2010


JUBILEE SHOWS foi uma série de programas produzidos pela Armed Forces Radio Service (AFRS) durante a II Guerra Mundial para as estações de rádio e serviços de alto-falantes militares.
Apresentamos parte da edição gravada em março de 1945 no estúdio-auditório da NBC em Hollywood.
Nesta audição BENNY CARTER, BETTY ROCHE E NAT KING COLE.
1. ABERTURA – com o tema One O'Clock Jump (Basie) – locutor Vermon Smith e o Mestre de Cerimônia Ernest "Bubbles" Whitman.
2. JUBILEE JUMP (Benny Carter) – Benny Carter ao retornar de extensa excursão à Europa em 1938 formou excelente orquestra que passou grande parte de 1939 e 40 no Harlem no famoso Savoy Ballroom. Carter manteve a formação de orquestra até 1953. Neste Jubilee a formação da banda: Benny Carter (sa, tp e lider), Fred Trainer, Gerald Wilson, Paul Cohen e Emmett Berry (tp), J. J. Johnson, George Washington, Louis Taylor (tb), Porter Kilbert, Jewell Grant (sa), Bump Myers, Harold Clarke (st), John Taylor (sb), Rufus Weber (pi), Herman Mitchell (gt), Charles Drayton (bx), Max Roach (bat). Arranjos de Benny Carter.
3. TROUBLE, TROUBLE (Tradicional) – um blues na voz de Betty Roche acompanhada de Carter ao trompete, Barney Bigard clarinete e demais músicos possivelmente da orquestra de Carter. Betty à esta época vivia em Los Angeles e andava meio obscura no meio musical desde sua substituição na banda de Ellington por Ivy Anderson em 1943. Betty volta à banda de Ellington em 1952 para várias gravações.
4. IT'S ONLY A PAPER MOON (Harold Arlen/E. Y. Harburg/Billy Rose) – Whitman chama o trio do pianista e cantor Nat King Cole composto pelo baixista Johnny Miller e pelo guitarrista Oscar Moore. Executam um clássico do cancioneiro norte-americano escrito em 1933 para a Broadway em um musical sem muito sucesso, mas ao integrar a trilha do filme Take a Chance alcançou o reconhecimento de uma grande canção. Como sempre as atuações de Nat Cole são magníficas, notadamente ao piano.
5. TEA FOR TWO (Vincent Youmans – Irving Caesar) – outro clássico do repertório popular, cheio de suingue e consagrado em 1925 no musical No, No, Nanette. Mais uma excelente interpretação pela banda com especial destaque para o excelente clarinetista Barney Bigard .
6. ENCERRAMENTO – com o tema CHICAGO (Fred Fisher) pela Benny Carter Orchestra.
Fonte: CD - THE JUBILLE SHOWS Vol.3 – produção de Carl. A. Hällström – Storyville Records (501 1003) – Alemanha – 2003.


CONEXÃO CHICAGO-MANHATTAN

20 abril 2010

Pois é meus amigos, quando retornei da última visita (e primeira) que fiz a NY ano passado esticaram minha orelha porque nao comentei nada aqui sobre os shows que assisti na terra do Tio Sam. Voltei lá e desta vez deixo um relato desta viagem que acabo de fazer neste início de abril.
Viajei dia 6 de noite com a cidade em pleno caos após a chuva daquela madrugada e com a expectativa de nem embarcar devido ao fechamento dos aeroportos, mas fui sem atraso. Uma tristeza o estado em que o RJ se encontra. Mais uma vez é o cidadão carioca que sofre enquanto nosso prefeitinho só quer saber de arrecadar com multas de transito. Uma vergonha ! Enfim, o assunto não é política, é musica.

Desta vez coloquei um tempero na viagem, fui para Chicago para celebrar meu último ano que foi muito mais de blues que de jazz, embora nesta linda cidade tenha jazz rolando pra valer.
Que bela cidade é Chicago !

Vôo direto para NY e nem saí do JFK trocando de terminal no próprio trenzinho do aeroporto e pegando outro vôo para Chicago. 4 horas de intervalo entre os vôos por garantia e mais 3 horas de atraso para decolar para Chicago me deixou um pouco irritado me perguntando o que eu estava fazendo ali.
Pois bem, chegando na cidade deixo meu mochilão no hotel e rumo para o Buddy Guy´s Legend, um ícone da cidade, do tipo quem vai em Chicago tem que ir lá, é o mesmo que ir a Bahia e não comer acarajé mesmo que nao goste. Um bar bem ao estilo, mesas de sinuca, mutas guitarras autografadas na parede e a noite era do guitarrista local Michael Copeland. Bom, se eu tinha alguma dúvida sobre o que eu estava fazendo ali eu descobri no primeiro acorde - blues nativo, nervoso, elétrico. Bom guitarrista, e lógico que um bom e moderno blues tem que ser arrastado por uma Gibson 335 e um Hammond e lá estavam ambos, a 335 plugada num Fender Twin. Sonzeira, celebração a Buddy, Clapton, Lee Hooker e como se diz por lá ... Sweet Home Chicago !

Planejando a viagem, nosso amigo Sá me encomenda o disco do Rufus Reid Trio com Duduka da Fonseca na bateria. E por feliz coincidência no dia seguinte estava o trio tocando na cidade no Jazz Showcase, tradicional reduto do jazz em Chicago e para lá eu fui para o primeiro set da noite. Cheguei cedo e o trio ainda passava o som. Encontrei Duduka e batemos um papo animado que depois se juntou o pianista Steve Allee e o muito simpatico Rufus. Lógico que aproveitei e tirei uma foto com o trio. Duduka mandou abraços para Bene-X, Sazinho e Mauro e disse estaria de volta para NY na semana seguinte me convidando para um concerto que sua esposa Maucha estaria realizando junto com a clarinetista Anat Cohen numa igreja na rua 71.

Bom, o show da noite ... nem preciso dizer, quebrou tudo ! O repertorio foi do CD que esta em segundo lugar na parada de jazz americana, atras apenas do disco do Ahmad Jamal Trio. No show um destaque mais que especial no repertorio para Dona Maria em um uptempo endiabrado, a balada If You Could See me Now com Rufus improvisando em todo o tema sustentado pela harmonia do piano de Steve e pelas vassouras do Duduka e um fechamento apoteótico com o blues Crying Blues com Rufus inspiradissimo num solo de walking bass e sobrando improviso pra todo mundo, Steve e Duduka.
Nao teve jeito, assisti os dois sets @@@@@ ! O disco, veio na mala autografado pelo trio.

Terceiro e ultimo dia em Chicago, depois de muita andança passei de tardinha no Andy´s Bar, outro reduto de jazz na cidade. As sessões iniciam às 5 da tarde e se estendem até de noite. Assisti o set das 5 e no palco o quarteto do contrabaixista Brandon Meeks em set de 1 hora recheado de standards de Hubbard a Coltrane e uma belíssima interpretação de Invitation.

Parti dali para uma noite de blues. A verdade é que o blues acontece em Chicago mesmo na Halstead Av. De um lado da rua Chicago Blues Bar e voce atravessa e tem o Kingston Mines, dois redutos obrigatórios para ouvir blues na cidade. Ambos lugares bem concorridos e com muita boa frequencia.

No Chicago Blues Bar, denominado B.L.U.E.S, o lendario guitarrista Lurrie Bell, filho do gaitista Carey Bell. Foi blues na veia, puro, de negão mesmo ... a casa caiu !! Um lugar pequeno mas com uma atmosfera muito blues, tudo muito simples e a garçonete Catherine muito simpática que te trata pelo nome e uma conhecedora de verdade de blues, tudo muito original e antes do show rolando na vitrola Chico Banks, Otis Rush e o melhor do blues de Chicago. Palco pequeno e nao tem essa de passagem de som, os músicos chegam e plugam os equipamentos. Lurrie Bell fazendo festa com todo mundo e um quarteto da pesada com direito a canja da cantora Mary Lane. Assisti ao primeiro set e saí enlouquecido para o Kingston Mines onde rolavam dois shows na mesma noite - o gaitista Billy Branch e o guitarrista Eric Davis.

Eu entrei e atacava a banda de Billy Branch, sem ele no palco. A banda numa pressão absurda, blues elétrico e R&B pra valer com uma formação de teclado, baixo, bateria e um excelente guitarrista. Sobe ao palco Billy Branch e coloca mais pressão alternando em uptempo blues e aqueles blues arrastados e ao final ainda convida um outro gaitista local. Showzão, showzão ... e fecharam com Lee Hooker Boom Boom Booom que foi de matar o velho ! E a galera na pista.
A casa tem dois palcos, acaba um show e começa outro no palco ao lado separado pelo bar. Em cena o guitarista Eric Davis com um pegada absurda na guitarra blues, formação em quarteto e foi delirio total. Imperdiveis esses lugares, faltou conhecer o Blue Chicago na North Clark, fica pra uma próxima.

Back to NY !

Segue.
Vôo tranquilo de Chicago até NY e já é sábado de tarde. É sabido que hotel em NY é sempre uma grande surpresa se voce não ficar naqueles super luxuosos. Desta vez quis um pouquinho mais de conforto e fiquei na 28St. do lado East. Pois é, só agora descobri que é a quinta avenida que separa o lado East do West. Um pouco perdido, logo me achei novamente na cidade.

Tá certo que NY não é novidade pra muita gente aqui e eu só fui conhecer mesmo no ano passado. A diversidade da população na cidade é impressionante e fiz muito papo musical com as pessoas que encontrava na platéia, gente da Australia, Holanda, Noruega e Japão que assim como eu ali estavam para ouvir boa música. Para quem gosta, não tenho dúvida, NY é uma disneylandia.

Foi noite no Birdland, belíssima casa e no palco Pharoah Sanders e quarteto com William Henderson piano, Nat Reeves contrabaixo e Joseph Farnsworth bateria. Aproveitei para um bom jantar e o show começou pontualmente com uma balada em duo com o piano bem ao estilo Pharoah emendando direto com Giant Steps. Parecia que o show ia ser pressão mas em seguida veio uma Body&Soul que inicialmente me desanimou mas foi sensacionalmente redesenhada saindo daquela mesmice que todos tocam. Depois o couro comeu, Pharoah deu seu rito de liberdade com The Power of God e levantou a plateia, a banda cresceu e ele atavaca com seu riff basico do tema e se retirava do palco para improviso geral da banda com destaque para o pianista William Henderson. Pharoah dançou, se manifestou com suas interjeições vocais e lavou a alma dos tritonos dos blues de Chicago.

Domingo fui pro Iridium ver o Lonnie Smith Trio com o guitarrista Jonathan Kreisberg e o jovem baterista Joe Dyson Jr. Destaque para esse excelente guitarrista que eu já tinha apresentado aqui no CJUB e que deu um show a parte com uma digitação precisa, usando e abusando dos arpejos e o show inteiro foi pressao total. Esse formato hammond, guitarra e bateria tem tudo pra colocar muito groove e assim foi.

Segunda feira o destino foi o Smalls, aquela portinha e escadaria abaixo ao estilo Village Vanguard é sempre certeza de que vai assistir algo bom. Aproveitando que estava na area do Village fui comer uma massa no Bar Pitti, altamente recomendado. Bem alimentado cheguei cedo na casa para o show do baterista Ari Hoenig. No palco a surpresa, ainda tocava o pianista e vocalista Andy Scott que se apresentava como primeira atração na happy hour novaiorquina. Excelente, voz que lembrava muito a do trombonista Nils Landren e um quinteto fantastico com um repertório focado em baladas. Levei um disquinho do cara !

Ari Hoenig subiu ao palco depois com uma formação sempre desafiadora - bateria, contrabaixo e sax tenor. Pois é, essa formação exige muito dos músicos, principalmente do contrabaixo onde ai nao tem o conforto da harmonia de um piano ou de uma guitarra. Mas o couro comeu e o sax tenor Eli Degibri deu um show, anotem esse nome ! Matt Pennan tocando um absurdo, excelente contrabaixista. Valeu a noite !

Terca-feira é a noite do groove no Smoke e pra lá eu fui. Parece longe mas não tem nada de longe, na 106St. também denominada Duke Ellington Boulevard. Mais hammond com Mike LeDonne, o guitarrista Peter Bernstein, o tenor Eric Alexander e o baterista McClenty Hunter que colocaram fogueira no caldeirão. Confesso que esperava o time com o guitarrista Paul Bollenback, como assisitiu nosso amigo Sá, mas Bernestein deu o recado e sobrou improviso pra todo lado.

Assisti o primeiro set e dali atravessei a ilha da 106 St. para o Blue Note ver o quinteto do pianista Kenny Werner, acompanhado por Randy Brecker, David Sanchez, John Pattittucci e Antonio Sanchez. Nao tem brincadeira, depois da pressão do Smoke o quinteto veio com um jazz mais clássico e um show impecavel. Kenny Werner ainda deu um bis solo com Black Bird dos Beatles.

Quarta-feira, dose dupla de novo. Um jantar no Jazz Standard e o show do grupo do baterista Jeff Ballard com um time da pesada trazendo Mark Tuner tenor, Miguel Zenon alto, Ben Monder guitarra e Hans Glawischinig contrabaixo. O show começou bem ao estilo free em uma improvisação coletiva sobre o tema Autumn Leaves, que passou longe. Seguiu com uma participação de um pianista que saiu da cochia, tocou um tema e sumiu, nem foi apresentado. Rolou Monk, Ellington num estilo bem moderno. E como toca um absurdo esse Miguel Zenon, roubou o show. A atmosfera do show sempre teve esse lado da improvisação mais free e muito pelo guitarrista Ben Monder que carrega demais sua guitarra com efeitos, bem ao estilo fusion. Bom show !

Dali pulei para o Village Vanguard para o segundo set do trio do pianista Sam Yahel e lá estava novamente Matt Pennan no contrabaixo e o excelente jovem baterista Jochen Rueckert. Sam Yahell sempre se fez presente a frente do Hammond, foi uma supresa pra mim ele ao piano e está lançando (acho) que seu primeiro CD em trio acústico e assim foi o show, com direito a Bill Evans e uma versão belíssima e adocicada jazzisticamente de Jealous Guy (Lennon). Seu estilo segue a mesma linha dos pianistas modernos, Mehldau e Svensson, e aquela característica do som europeu. Foi um belo show cujo primeiro set está disponivel para audição na página da NPR
Sem fotos dentro do Village Vanguard.

Quinta-feira de despedida e foi noite de hard blues no Town Hall com o maior nome da guitarra atualmente no estilo, Joe Bonamassa.

Valeu NY ! Quem sabe ano que vem tem mais.

CESAR CAMARGO MARIANO

18 abril 2010

Ainda emocionado com a apresentacao de Cesar Camargo Mariano na noite de ontem no Copa Fest (acompanhado do baixista Marcelo Mariano ao baixo e Jurim Moreira na bateria), fui ao you tube procurar por momentos especiais de Cesar Camargo Mariano, e parei neste Duo com Romero Lubambo na guitarra, interpretando o belissimo tema JOY SPRING, um dos meus 10 mais.

Na apresentacao, ele lembrou de sua estreia no Rio de Janeiro no mesmo Copa do show de ontem, e visivelmente emocionado lembrou de musicos como Saba (baixista que o acompanhou nos diversos trios) e Johnny Alf, e por diversas vezes homenageou os musicos brasileiros, os melhores do mundo.

Encontrei por la o Sazzinho e um outro amigo, e pelos elogios, os demais shows (Violonista Chico Pinheiro e depois Marcos Valle com Jetsamba).

O Copa esta de parabens por dedicar este espaco a musica instrumental.

Beto Kessel

THE JUBILEE SHOWS # 9

16 abril 2010


JUBILEE SHOWS foi uma série de programas produzidos pela Armed Forces Radio Service (AFRS) durante a II Guerra Mundial para as estações de rádio e serviços de alto-falantes militares.
Apresentamos parte da edição gravada em maio de 1944 no estúdio-auditório da NBC em Hollywood.
Nesta audição Cootie Williams Orchestra e a cantora Ella Fitzgerald.
1. ABERTURA – com o tema One O'Clock Jump (Basie) – locutor Vermon Smith e o Mestre de Cerimônia Ernest "Bubbles" Whitman.
2. ROLL' EM (Mary Lu Williams) – tema sucesso da banda de Benny Goodman gravado inicialmente em 1937, aqui com a big band dirigida pelo trompetista Charles Melvin Williams (1910 - 1985) o popular COOTIE Williams. A alcunha foi dada por sua família quando ainda muito criança ao voltar de uma apresentação de uma banda veio cantarolando "cootie-cootie, cootie-cootie...", naturalmente imitando o instrumento que mais gostara, com certeza o trompete. O próprio Cootie Williams conta no depoimento dado no vídeo documentário Memories of Duke (Music Video Distributors-2002).
Formação da banda: Cootie Williams (tp e lider), Ermit V. Perry, George Treadwell, Harold Johnson (tp), Ed Burke, George Edwards Stevenson, Robert H. Horton (tb), Eddie Vinson, Charles Holes (sa), Sam Taylor, Lee Pope (st), Eddie DeVertemil (sb), Bud Powell (pi), Leroy Kirkland (gt), Carl Pruitt (bx), Sylvester Payne (bat). Arranjos de Van Alexander.
3. DO NOTHING TILL YOU HEAR FROM ME (D.Ellington) – uma linda balada na voz de Ella Fitzgerald acompanhada da orquestra de Cootie.
4. LET'S TOOT (Cootie Williams) – Cootie forma um sexteto com ele próprio, Eddie Vinson (sa), Sam Taylor (st), Bud Powell (pi), Carl Pruitt (bx) e Sylvester Payne (bat). Destaque para o piano de Bud Powell e o solo assurdinado de Cootie.
5. AIR MAIL SPECIAL (C. Christian – B. Goodman) – um clássico do repertório suingue consagrado pelas bandas de Lionel Hampton, Count Basie e principalmente de Benny Goodman e pela cantora Ella Fitzgerald. Até Django Reinhardt gravou Air Mail, aqui em ótima versão de Cootie Williams e sua banda.
6. ENCERRAMENTO – com o tema One O'Clock Jump pela Cootie Williams Orchestra.
Fonte: CD - THE JUBILLE SHOWS Vol.4 – produção de Carl. A. Hällström – Storyville Records (501 1004) – Dinamarca – 2002.


ESCREVER NO BLOG

15 abril 2010

Uma rápida dica para quem escreve no blog. Facilite tudo baixando o Windows Live Writer, voce vai ver como tudo fica mais fácil. Desde o posicionamento do texto, como das imagens e vídeos. É um software feito para isso, de uso muito simples e produtivo.

ELLA & OSCAR PETERSON

13 abril 2010

Tomo a liberdade reproduzir o texto constante do site ClubedeJazz (www.clubedejazz.com.br), que traz as impressoes de Luiz Orlando Carneiro sobre o album que esta sendo lancado no Brasil pelo selo Jazz da Biscoito Fino.

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Oscar Peterson Trio & Ella Fitzgerald - JATP Lausanne 1953

A arte de Ella Fitzgerald (1918-1996), cantora que reinventou o Great American songbook é flagrada, ao vivo, num concerto da histórica serie Jazz at the Philarmonic, de Norman Granz, acolitada por músicos da estatura do fenomenal pianista Oscar Peterson (1925-2007), do eminente baixista Ray Brown (1926-2002) e do primoroso guitarrista guitarrista Barney Kessel (1923-2004). Esse concerto está no cd Oscar Peterson/Ella Fitzgerald: JATP Lausanne 1953, que a Biscoito Fino lnternacional acaba de lançar, da série editada pela gravadora TCB.

Na primeira parte do álbum - que passa a ser obrigatório em qualquer discoteca de jazz que se preze - a estrela é Ella Fitzgerald, então com 36 anos, mas já dona de excepcionais dotes de contralto a serviço do swing e de um repertório consolidado. Ela interpreta sete temas, com destaque para as versões incandescentes de “Lady be good” (3m09), de “A-tisket-a-tasket” (2m15) - a peça com a qual conquistou o público, em 1938, quando era crooner da banda de Chick Webb (1902-39) - e de “St. Louis blues” (4m12) - com um incrível scat, em tempo dobrado, fora do cânone habitual da opus magna de W.C Handy. O dream team formado por Peterson, Kessel, Brown e Heard modula as intervenções da vocalista de modo impecável, seja no monitoramento de seus vôos vertiginosos, nas trocas de compassos e de climas rítmicos, seja na discreta ornamentação das baladas (“Someone to watch over me”, “You belong to me”).

O trio Peterson-Kessel-Brown toma conta do espetáculo nas demais cinco faixas: as fervilhantes “The surrey with the fringe on top” (4m18) e “My Heart stood still” (5m50); a delicada “The Continental” (4m30); “Oscar's tune” (5m24), original harmonicamente denso do líder, desenvolvido em empolgantes choruses por ele e por Kessel; “The man I love” (6m 14), em andamento apressado, com o beat bem marcado por BK e RB. (Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil, 04/04/2010)

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A proposito, nesta data na pagina 2 do caderno de variedades do Jornal O Globo, saiu uma materia que ocupa grande espaco da pagina, de autoria do jornalista Antonio Carlos Miguel, com especial destaque sobre este album.

Beto Kessel

MUSEU DE CERA # 71 - SÉRIE VINIL (9)


Série dedicada a LPs reeditados digitalmente em computador.



ÁLBUM – FOR DANCERS ONLY – JIMMIE LUNCEFORD – 1936-1937
JAZZ HERITAGE SERIES VOL.8 – MCA RECORDS – MCA-1307 – 1980 - USA


Selecionamos um LP com a orquestra de Jimmie Lunceford uma das grandes da Era Swing. Tida como "the sweetest orchestra" (a mais doce), realmente contava com arranjos menos "hot" que os de Count Basie ou Ellington, mas não desvalorizava seu mérito por manter excelentes músicos e muito bons arranjos.
Suas orquestrações primavam por um sutil contracanto entre as diversas seções, bons solos e por vezes vocalizações incluindo o trio Oliver, Smith, Norris como ouviremos em um dos temas.
A seção ritmica provia o suingue, sempre em tempo medio-lento, marca registrada da banda. Lunceford (1902 – 1947) era saxofonista mas pouco atuava se limitando a bandleader e alguns arranjos.
Formação da banda: Jimmie Lunceford líder, Eddie Tompkins, Paul Webster e Sy Oliver (tp), Elmer Crumbley, Russell Bowles, Eddie Durham (tb), Willie Smith (sa, cl), Laforet Dent, Dan Grissom (sa), Joe Thomas (st), Earls Carruthers (sb), Ed Wilcox (pi), Al Norris (gt), Moses Allen (bx) e Jimmy Crawford (bat).
Podemos ouvir 4 ótimas interpretações da orquestra:
1. RAGGING THE SCALE (Edward B. Claypoole) – arranjo de Sy Oliver e solos de Tompkins, Smith ao clarinete e Thomas – Gravação 15/junho/1936 – New York (Decca GRD645 - mx62261B).
2. PIGEON WALK (James V. Monaco / Sam Lewis) – Trummy Young substitui Durham ao trombone. Arranjo de Eddie Durham e solos de Norris, Tompkins, Wilcox e Thomas. Gravação 5/nov/1937, Los Angeles (Decca 1659 - mx DLA1010A).
3. ANNIE LAURIE (Tradicional com arranjo de Sy Oliver) – um dos grandes sucessos da banda com solos de Thomas, Young, Webster, Crawford e Young) – Gravação 5/nov/1937, Los Angeles (Decca 1569 - mx DLA1013).
4. SLUMMING ON PARK AVENUE (Irvin Berlin) – arranjo de Sy oliver e solos de Tompkins, Smith, Wilcox, Thomas e o trio vocal Oliver, Smith, Norris. Gravação 26/jan/1937, New York (Decca 1128 - mx 61553A).




THE JUBILEE SHOWS # 8

09 abril 2010


SEXTA-FEIRA DIA DE JUBILEE


SCATMAN



JUBILEE SHOWS foi uma série de programas produzidos pela Armed Forces Radio Service (AFRS) durante a II Guerra Mundial para as estações de rádio e serviços de alto-falantes militares.
Apresentamos parte da edição gravada em MARÇO de 1944 no estúdio-auditório da NBC em Hollywood.
1. ABERTURA – com o tema One O'Clock Jump (Basie) – locutor Tim Liemert e o Mestre de Cerimônia Ernest "Bubbles" Whitman.
2. FINE (B.F. Crothers) – com Benjamin Sherman "Scatman" Crothers (1910-†1986) foi ator cômico, cantor, dançarino e músico, atuando principalmente nos teatros vaudeville, aqui à bateria e vocal acompanhado de trompete, sax-alto, piano e contrabaixo desconhecidos, provavelmente (?) do grupo de Bob Crosby que tocaria mais tarde no programa.
3.SWEET SUE, JUST YOU – aqui uma curiosidade, o saxofonista Randy Hall se apresenta com o inusitado instrumento – whistle – um apito dotado de um tubo deslizante à semelhança do trombone de vara. Pode ser considerado como um dos instrumentos primitivos dos afro-americanos escravos e por conseguinte do Jazz. O instrumento pode ser ouvido em gravação com destaque já em 1926, na execução de Louis Armstrong na gravação de Who’s It (Okeh 8357) com seus Hot Five. Soa semelhante ao piccolo.
4. JAZZ ME BLUES (Delaney) – uma das melhores bandas dixieland ― trata-se do excelente octeto formado por volta de 1936 por Bob Crosby (1913 †1993) cantor e bandleader, irmão do cantor Bing Crosby. O grupo se manteve até o final de 1942 e foi novamente reunido especialmente para apresentação neste Jubilee. Sua formação: Bob Goodrich (tp), Elmer Smithers (tb), Matty Matlock (cl), Eddie Miller (st), Stan Wrightsman (pi), Nappy Lamare (gt), Art Shapiro (bx) e Nick Fatool (bat).
5. WHO'S SORRY NOW? (Snyder/ Ruby/ Kalmar) – ainda com os Bob Cats.
6. ENCERRAMENTO – com o tema One O'Clock Jump pelos Bob Cats.
Fonte: CD - THE JUBILLE SHOWS Vol.5 – produção de Carl. A. Hällström – Storyville Records (501 1005) – Alemanha - 2003


OUTRAS DEE'S

07 abril 2010

Na verdade já estava para escrever sobre essas 2 cantoras, ocupando um pouco o espaço do nosso maior expert no assunto, que é o J.Flavio ( sorry xará !!! ) , cujos nomes tem o mesmo prefixo e são sem qualquer ordem de preferência a DEE ALEXANDER, jovem cantora de Chicago com apenas 3 cd's lançados e que estará se apresentando por aqui ( S.Paulo ) no "Bridgestone Music Festival" dia 20/05, e tendo seu último trabalho "Wild Is The Wind" ( BluJazz ) entre os melhores do ano de 2009 segundo a Jazz Times. De fato um ótimo cd onde se mostra uma cantora completa, influenciada por Nina Simone com uma ótima extensão vocal, bastante refinada e nesse cd acompanhada por um trio da pesada composto por Michael Logan ( pianista e arranjador ), Harrison Bankhead ( baixo ) e Leon Joyce ( bateria ) , apesar de não ter qualquer standard, vale a pena conferir e principalmente para aqueles que não estarão no Bridgestone, que não é o meu caso.
A outra é a DEE DANIELS, já mais experiente com uma discografia de 7 cd's, seguidora direta de Sarah Vaughan, muito embora tenha se iniciado como cantora de "R&B e Gospel", sua guinada para o Jazz ocorreu nos anos 80, pelas mãos do padrinho Toots Thielemans quando de sua vivência na Europa. Seu último cd "Live At Singer Hall" ( Origin ) também acompanhada por trio com Tony Foster ( piano ), Russ Botlen ( baixo e arranjos ) e Greg Williamson ( bateria ), que apesar de não constar em qualquer lista de 2009 é na minha opinião outra cantora que merece um espaço maior, e que recomendo sem qualquer receio aos melhores e mais sensíveis audiófilos.

E fui ( alías vou ao imperdível ZIMBO TRIO hoje e amanhã no Tom Jobim ).

SAZZ

JOHN COLTRANE – AULA DE JAZZ

06 abril 2010

Daniel Garcia

O JAZZ DO PASCOAL

Pascoal

A nata do jazz no Rio de Janeiro se reuniu para o lançamente do novo CD do baterista Pascoal Meirelles.

No Palco nada menos que: Marcos Nimrichter, Sergio Barrozo, Jessé Sadoc, Idriss Boudrioua, Altair Martins, Guilherme Dias Gomes, Daniel Garcia, Mingo Araujo, Mauro Senise, Paulo Russo, Nivaldo Ornelas, Vitor Gonçalves, André Neiva, Jota Moraes, Hugo Marotta, fora umas duas dúzias de músicos que foram prestigiar o merecido “Ostinato” de Pascoal.

Choveu harmonia, cada músico deu o melhor de si. Pascoal rufou e solou lembrando nitidamente seu mentor Art Blakey.

Apesar da chuva forte a casa encheu e pudemos ouvir o que há de melhor nesses grandes jazzistas.

Sopro 6

Daniel Garcia, Nivaldo Ornelas, Mauro Senise, Idriss Boudrioua, Altair Martins e Guilherme Dias Gomes

Pascoal e Jesse Sadoc

Pascoal Meirelles no vibrafone e Jessé Sadoc

THE JUBILEE SHOWS - #7

02 abril 2010











JUBILEE SHOWS uma série de programas produzidos pela Armed Forces Radio Service (AFRS) durante a II Guerra Mundial para as estações de rádio e serviços de alto-falantes militares.
Apresentamos hoje a parte da edição gravada em MARÇO de 1944 no estúdio-auditório da NBC em Hollywood.
O programa apresentou a big band de Andy Kirk e a vocalista June Richmond.
1. ABERTURA com o tema One O'Clock Jump (C. Basie) o locutor Tim Liemert e o Mestre de Cerimônia ― Ernest "Bubbles" Whitman.
2. NEW ORLEANS JUMP (Andy Kirk) – com a big band: Andy Kirk & His Clouds of Joy - Harry Lawson, Art Capehart, Fats Navarro e Howard McGhee (tp), Joe Baird, Wayman Richardson, Bob Murray (tb), Reuben Phillips, Ben Smith (sa), John Harrington (cl, st), Jimmy Forrest, J.D. King (st), Eddie Loving (sb), Johnny Young (pi), Booker Collins (bx), Ben Thigpen (bat).
Andy Kirk iniciou carreira em 1920 como saxofonista baixo na Morrinson's Jazz Orchestra depois como barítono, contrabaixista e finalmente bandleader.
O grupo denominado ― Twelve Clouds of Joy foi formado em Kansas City por ANDY KIRK (Andrew Dewey Kirk /1898-1992) ao final de 1929, em plena crise da Grande Depressão, após 6 anos de duras "batalhas" conhece o sucesso nacional atuando no Apollo Theatre e iniciando em 1937 gravações para a Decca. A formação que atua no Jubilee é maior que os Twelves por ser uma apresentação especial que contou com os trompetistas Fats Navarro e Howard McGhee e o baterista Ben Thigpen (1908-1971), pai do famoso Edmond (Ed) Thigpen. Kirk como bandleader deixou 70 registros até março de 1956.
3. BASIN STREET BLUES (Spencer Williams) – a seguir é convidada a cantora June Richmond (1915-1962) que após iniciar carreira com o grupo vocal Les Hite atuou como crooner na Jimmy Dorsey Band em 1938, com Kirk de 1939 a 42 e com Louis Jordan em 1946/47.
Em 1944 fez enorme sucesso com Hey Lawdy Mama (Storyville SLP6003) tema do filme Harlem Roots - Jazz On Film : Jivin' Time. Depois morou na Europa onde gravou como lider em 1951 em Estocolmo e com Quincy Jones em 1957 em Paris.
4. BLUE SKIES (I. Berlin) – um trio com piano e baixo provavelmente da banda de Kirk e o guitarrista Les Paul.
5. LITTLE JOE FROM CHICAGO (M. L. Williams) – novamente a big band de Kirk em um blues "eight-to-the-bar" da pianista Mary Lou Williams.
6. ENCERRAMENTO com a Andy Kirk Band em One O'Clock Jump.
Fonte: CD - THE JUBILLE SHOWS Vol.5 – produção de Carl. A. Hällström – Storyville Records (501 1005) – Alemanha - 2003


Aniversários do próximo sábado, 03/abril

01 abril 2010

JAZZ - NASCIMENTOS EM 03 DE ABRIL

Você sabe quem nasceu no dia 03 de abril ? ? ?
Complete a relação a seguir.

1903 Bubber Miley Trumpete
1903 “Min” Leibrook Multi.instrumentista
1906 Billy Taylor, Sr. Tuba
1916 Ken Kersey Piano
1917 Bill Finegan Piano
1920 Stan Freeman Vocal
1920 Bob Mitchell Trumpete
1922 Doris Day Cantora / atriz
1928 Pierre Michelot Contrabaixo
1928 Bill Potts Piano
1929 Jane Powell Cantora / atriz
1932 ?????? ??????
1936 Scott La Faro Contrabaixo
1936 Jimmy McGriff Órgão
1936 Harold Vick Sax.tenor
1943 Richard Manuel Piano
1949 Eric Kloss Sax.tenor
1957 Martin Speake Sax.alto
1958 Scott Stroman Trombone

Se você, caro CJUBIANO, completou o ano de 1932 com o nome de LUIZ CARLOS LASSANCE ANTUNES, mestre LLULLA, acertou.

Agora, em 03/abril/2010, LLULLA estará completando seus primeiros 78 anos e recebendo nossos maiores e melhores votos de muita saúde, paz e muito JAZZ, com suas histórias tiradas da vida = e põe vida nisso, com amizade, convivência e o carinho de vínculos que sómente a ARTE POPULAR MAIOR é capaz de gerar.

Parabéns ! ! ! . . .