Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

P O D C A S T # 4 2 9

31 agosto 2018

CHRIS ANDERSON 


FRANCK AVITABILE 
KIKO CONTINENTINO


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A BARONESA DO JAZZ - Que todo amante de jazz deveria conhecer.

29 agosto 2018



Após alguns anos de sua publicação, o livro estreitamente relacionado à história do jazz, Nica's Dream, de David Kastin, tornou-se um best seller em ambos os lados do Atlântico, considerando que os fãs do jazz devem aprender mais sobre esta grande mulher que deixou um destacado capítulo na história do jazz moderno.
Jazz tem estado longe de ter ligações estreitas com as aristocracias globais, exceto no caso notável da multimilionária BARONESA KATHLEEN ANNIE PANNONICA ROTHSCHILD, "Nica", nascida em uma das famílias mais ricas e aristocráticas da Inglaterra, que também ousou pilotar seu próprio avião pelos céus da Grã-Bretanha, para lutar ao lado da resistência francesa na Segunda Guerra Mundial.
Ela viveu mais de duas décadas em Nova York, onde foi uma grande amiga e protetora  dos músicos de jazz da era do bebop, cool e hardbop. 
Uma patronesse  do século XX. Ingredientes ideais para uma biografia fascinante.
"Nica" ainda aparece na literatura por Julio Cortazar, com seus amigos e protegidos Thelonious Monk, Charlie Parker, Sonny Rollins, e muitos outros pioneiros do jazz moderno.
A biografia, intitulada "Sonho de Nica" ou "de Nica's Dream" (nome de uma composição de Horace Silver, dedicada a ela) foi escrita por David Kastin e custa menos de US$ 20 (pode ser comprado como um livro ou para Kindle através da Amazon). Ele relata sua vida intensa de seus anos jovens no Reino Unido, sua luta contra a resistência durante a Segunda Guerra Mundial e sua relação com o movimento bebop, quando ele se mudou para Manhattan.
Por que há tantas composições de jazz dedicadas à baronesa? Por exemplo: "Nica's Dream", de Horace Silver; "Nica's Tempo", de Gigi Gryce; "Nica", de Sonny Clark; "To Nica", de Kenny Dorham; "Blues For Nica", de Kenny Drew; "Pannonica", de Thelonious Monk; "Nica Steps Out", de Freddie Redd; "Thelonica", de Tommy Flannagan; "Inca" por Barry Harris.
A razão é que por duas décadas Nica socializou-se com músicos de jazz, poetas e escritores "beat" (beatniks) e tornou-se famosa por dirigir seu luxuoso Rolls-Royce prata indo para os clubes de jazz, para ouvir seus amigos músicos e protegidos. Nica ajudou financeira e moralmente muitas vezes músicos com sérios problemas. Não houve noite em que Nica não visitou os locais de jazz para ouvir e compartilhar com seus amigos musicais. Nada acontecia com seu carro luxuoso que ela deixava estacionado perto dos clubes até o amanhecer, porque todos naqueles bairros a respeitavam e a apreciavam.
Além de apoio financeiro recebia constantemente em seu hotel de luxo dezenas de músicos para os quais era sua mentora intelectual responsável pelo desenvolvimento e/ou idealização de algo em suas carreiras e comportamentos.
Tablóides a fizeram famosa em suas primeiras páginas quando em seu apartamento morreu seu amigo Charlie Parker e tornou-se uma personalidade junto com o crescimento da fama de Thelonious Monk, o chefe de seus amigos jazzmen, cuja família ajudou e apoio por anos.
"Nica" apareceu em filmes, documentários de televisão e outros livros, mas esta é a primeira biografia que cobre toda a sua vida com muitos detalhes e informações bem pesquisadas.
Em outubro de 2006 (Nica morreu em 1988) uma editora francesa publicou seu livro - Les Musiciens De Jazz Et Leurs Trois Voeux (músicos de jazz e seus três desejos), compilados pela Baronesa entre 1961 e 1966, quando entrevistou 300 músicos do gênero, perguntando a cada um quais eram seus três desejos. O texto do livro é acompanhado pelas famosas fotografias que Nica costumava tirar no ambiente de jazz com sua câmera Polaroid. Há uma versão em inglês da obra: Three Wishes: an Intimate Look at Jazz Greats (Três desejos: um olhar íntimo sobre os grandes do jazz)
Suas fotografias foram exibidas em inúmeros festivais de arte e música.
Sua neta Hannah Rothschild --periodista da BBC-- também publicou um livro sobre ela, menor, resumindo um excelente documentário de TV que ela fez para a BBC e HBO, que hoje podem ser encontrados em formato DVD. Hannah nunca conheceu sua avó e queria investigar sobre sua vida e aqueles prolíficos anos de jazz em Nova York. O documentário em DVD é chamado de "The Jazz Baroness" e o livro "The Baroness: The Search For Nica, The Rebellious Rothschild".




(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 428

27 agosto 2018

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
KAI WINDING
Kai Winding (tb), Ross Tompkins (pi), Russell George (bx) e Gus Johnson (bat)
HEY THERE
(Jerry Ross / Richard Adler) 
New York, 23/janeiro/1963
EDDIE JEFFERSON
Eddie Jefferson (vcl) acc por Dave Burns (tp), James Moody (st), Barry Harris (pi), Steve Davis (bx) e Bill English (bat)
SO WHAT (Miles Davis)
New York, 27setembro/1968
CESAR CAMARGO MARIANO
César Camargo Mariano (pi) e Helio Delmiro (gt)
SAMAMBAIA
(César Camargo Mariano)
Selo Emi Odeon, Rio de Janeiro em 1981
EMILY ASHER 
Emily Asher (tb), Bria Skonberg (tp), Levinson (st,cl), Gordon Webster (pi), Nick Russo (gt), Kelly Friesen (bx) e Kevin Dorn (bat))
SWEET PEA 
(Wayne Shorter)
Paramus, NJ, 8/dezembro/ 2011
ORIGINAL TUXEDO JAZZ ORCHESTRA
Oscar "Papa" Celestin, Kid Shots Madison (cnt), William "Baba" Ridgley (tb), Willard Thoumy, Paul Barnes (sa), Sidney Carriere (st), Manuel Manetta (pi). John Marrero (bj), Simon Marrero (bx) e Abbey "Chinee" Foster (bat)
BLACK RAG
(William Ridgley)
New Orleans, 23/janeiro/1925
CECILIA WENNERSTROM
Cecilia Wennerstrom (sbar), Ann Blom (pi), Filip Augustson (bx) e Henrik Wartel (bat)
BEHAVE YOURSELF
(Alex Kramer / Joan Whitney)
Estocolmo, Suécia 6/junho/1997
NAT KING COLE
Nat King Cole (pi), Oscar Moore (gt) e Wesley Prince (bx)
HONEYSUCKLE ROSE
(Fats Waller / Andy Razaf)
Los Angeles, 6/dezembro/1940
BARTEK PIESZKA
Bartek Pieszka  (vib), Nikola Kołodziejczyk  (pi), Maciej Szczyciński (bx) e Sebastian Kuchczyński – (bat)
SCRAPPLE FROM THE APPLE
 (Charlie Parker)
Katowice, Polônia, 2014
LITTLE AL THOMAS
A Crazy House Band - Dave Clark (st), Paul Mundy (sa), Van Kelly (sbar), Bob Jacobs (teclados), Sidney James Wingfield (pi), John Edelmann (gt), Ed Galchick (bx) e Tom "Mot" Dutko (bat) e Al Thomas (vcl)
MEMPHIS GIRL
 (John Edelmann)
Chicago, 1999
FRITZ PAUER
Fritz Pauer (pi), Jimmy Woode (bx) e Tony Inzalaco (bat)
THE BEACON (Fritz Pauer) 
Villingen, Black Forest, Alemanha, 6/março/1978
GEORGE WEIN
George Wein And The Newport Jazz Festival All Stars: Ruby Braff (cnt), Vic Dickenson (tb), Pee Wee Russell (cl), George Wein (pi), Jimmy Woode (bx) e Buzzy Drootin (bat)
BLUES POUR COMMENCER
(George Wein) 
Concert "L'Olympia", Paris, 22/abril/1961
FRANK ROSOLINO
Frank Rosolino (tb), Louis Van Dyke (pi), Jaques Scholls (bx) e John Engels (bat)
ALL THE THINGS YOU ARE
(Oscar Hammerstein II / Jerome Kern)
Radio NOS Studios, Hilversum, Holanda,  junho/1973

P O D C A S T # 4 2 8

24 agosto 2018


CESAR CAMARGO MARIANO
CECILIA WENNERSTROM 
EDDIE JEFFERSON
BARTEK PIESZKA 



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RECORDANDO TOOTS THIELEMANS

23 agosto 2018


Em 22 de agosto de 2016, o mais famoso intérprete da harmônica no jazz morreu, o belga Toots Thielemans, aos 94 anos de idade. Seu primeiro instrumento foi o acordeão, quando ele tinha 3 anos de idade. Com o tempo ele também aprendeu violão e harmônica. Hoje queremos lembrá-lo mais uma vez.
No jazz, ele se destacou como o mais famoso intérprete da harmônica, mas também como guitarrista. Além disso, ele tinha uma imensa facilidade para fazer solos improvisados ou interpretar melodias assobiando.
Thielemans descobriu o jazz durante a ocupação alemã de seu país. Muitos de seus amigos e familiares tinham discos de jazz e se reuniam escondidos para ouví-los e que lhe causaram um profundo fascínio. Ele ouviu Django Reinhardt e Stephane Grappelli e começou a tocar jazz em sua harmônica com um desenvolvimento técnico e emocional incomum.
Depois da guerra, ele tocou com músicos de seu país, mas no final dos anos 40 Benny Goodman pediu-lhe para se juntar a sua orquestra, depois de ter tocado juntos na Europa, mas dificuldades com o visto não lhe permitiu entrar os EUA até 1951. Contudo tornou-se cidadão americano em 1958
Uma de suas primeiras apresentações naquele país foi com Charlie Parker e Miles Davis, mas durante essa década ele esteve por muito tempo tocando guitarra com o quinteto de George Shearing.
Em 1961 ele gravou sua famosa composição "Bluesette", que se tornou um padrão de jazz. Ele então trabalhou com Chet Baker, Bill Evans e outros grandes nomes do jazz sob a direção do empresário e promotor Norman Granz.

Ele também foi músico solista de vários filmes famosos, como Midnight Cowboy, The Getaway, Sugarland Express, Turks Fruit e Jean de Florette.
Thielemans gravando e em concertos tocou com muitos músicos tais como: Ella Fitzgerald, Quincy Jones, Natalie Cole, Diana Krall, Johnny Mathis, Pat Metheny, Paul Simon, Billy Joel, Elis Regina, Herbie Hancock, Jaco Pastorius, Joe Lovano, e Oscar Peterson, entre outros.
Nos últimos anos de sua carreira, ele tocou regularmente com o pianista Kenny Werner. Em 2014 ele começou a cancelar concertos devido a problemas de saúde.
Como um líder, Thielemans gravou 26 álbuns aos quais adicionou outras centenas nas quais participou como membro de vários outros conjuntos.
Em 2011, o rei Albert II da Bélgica concedeu-lhe o título de barão. Nesse mesmo ano foi nomeado Professor Honoris Causa em duas universidades belgas. Em 2008, recebeu o prêmio NEA JAZZ MASTER 2009. No ano seguinte, ganhou o Amsterdam Concertgebouw Jazz Award, na Holanda.
Conheceu o nosso Maurício Einhorn e tornaram-se amigos. Na década de 1960, no ano de 1968, participou do Festival Internacional da Canção (da Rede Globo de Televisão) junto com o Toots Thielemans, como também no festival da Rede Record de Televisão. Em 1972, a convite do músico brasileiro Sérgio Mendes, residente nos Estados Unidos, Einhorn foi para esse país e chegou a tocar com famosos expoentes do jazz e principalmente com Toots Thielemans.


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

FILME SOBRE LEE MORGAN NA NETFLIX

22 agosto 2018


Morgan foi um dos grandes trompetistas do estilo hardbop e sua influência permanece até hoje. Mas sua vida foi cortada em pedaços pelo ciúme de sua esposa, em 1972.

O livro The Lady Who Shot Lee Morgan (A senhora que atirou em Lee Morgan), escrito por Larry Reni Thomas, foi recentemente publicado sobre a mulher que, num momento insano, atirou no lendário trompetista, matando-o.
Em seguida, o documentário " I Called Him Morgan" foi ao redor do mundo, depois de estreado no Festival de Cinema de Veneza, dois anos atrás. Agora está entre os documentários de jazz na Netflix, para o acesso de muitos mais fãs de jazz.
O filme foi escrito e dirigido pelo cineasta sueco Kasper Collin, baseado em uma longa entrevista com Helen Morgan, a mulher que se casou com Morgan, que o ajudou a resgatar sua vida artística e finalmente o matou! atirando do lado de fora de um clube de jazz, em fevereiro de 1972, porque suspeitava que Morgan estivesse namorando uma mulher mais jovem.
Este é o segundo filme sobre músicos de jazz de Kasper Collin, o primeiro foi chamado "My Name is Albert Ayler" (lendário saxofonista de jazz).
Lee Morgan tinha apenas 33 anos de idade. Helen, que aparentemente sofria de problemas mentais, foi mandada para a prisão por alguns anos. Quando libertada sob fiança, ela passou um tempo em sua casa na Carolina do Norte, onde foi entrevistada por escritores, jornalistas e documentalistas, antes de morrer em março de 1996.
Kasper Collin passou sete anos trabalhando em seu documentário sobre o célebre trompetista. Como dissemos, ele já havia sido conhecido por seu documentário sobre o saxofonista Alber Ayler, que também levou sete anos para ser preparado.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

JOHN ABERCROMBIE, UM ANO DE AUSÊNCIA

21 agosto 2018



O aclamado guitarrista de jazz JOHN ABERCROMBIE morreu no ano passado, aos 72 anos de idade, em Nova York, depois de uma longa doença. Hoje lembramos de alguns aspectos de sua excelente carreira musical.
O jornalista Pablo Aguirre (titular do blog Noticias de Jazz) o viu em Londres e ficou impressionado pela primeira vez na época em que Abercrombie tocou com Miles Davis.
Guitarrista influente (bandolim elétrico também tocou), ele também colaborou para forjar novos caminhos para o jazz com McCoy Tyner, Gato Barbieri, Billy Cobham, Gil Evans, Charles Lloyd, os irmãos Brecker, Keith Jarrett, Dave Holland, Jack DeJohnette, Gary Burton, e seus colegas John Scofield, Pat Metheny e John McLaughlin, entre outros.
Quando ele era muito jovem, começou a tocar guitarra em casa com os discos de Chuck Berry, mas logo descobriu Barney Kessell, que foi sua primeira influência no campo do jazz. Ele freqüentou a Berklee College of Music nos anos 60, onde estudou como o famoso Jack Petersen. Lá ele teve seus primeiros contatos com Randy e Michael Brecker. Depois de se formar, estudou brevemente na Universidade do Norte do Texas.
Naquela época, ele gostava muito de tocar em estúdios de gravação e fez com vários, entre outros, Gil Evans e Gato Barbieri (início dos anos 70). Logo ele se juntou ao selo ECM e desde então sua carreira foi vertiginosa e muito bem sucedida. A lista de grandes nomes do jazz com quem ele colaborou é muito longa.
O álbum, "Solar", uma gravação de coleção produzida nos anos 80 com seu amigo John Scofield. É um dos seus álbuns mais originais: ele toca bandolim elétrico, não há composições originais, os "standards" do bebop não são interligados por instrumentos de sopro e não há piano. O baixista e baterista são Peter Donald e George Mraz. Hoje é um álbum de antologia e uma jóia para guitarristas.
Em 2003, Abercrombie sofreu a perda devastadora de sua casa em Putnam Valley, que foi totalmente destruída por um incêndio no qual ele perdeu a maioria de seus pertences e várias guitarras. Contudo o que parecia mais doer era a perda de seu gato no incêndio, o que parece tê-lo entristecido mais do que as perdas materiais.
John Abercrombie gravando desde 1973 fez mais de 100 álbuns, 40 deles como líder.
(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 427

20 agosto 2018

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO  LOCAL / DATA
PHILIP HARPER
Massimo Faraó (pi), Michel Rosciglione (bx), Bobo Facchinetti (bat) e o Philip Harper (tp)
CAPUCHIN SWING
(Jackie McLean)
New York, 9/junho/2017
PFRANCING NO BLUES
(Miles Davis)
OSCAR PETERSON
Oscar Peterson (pi), Ray Brown (bx)
SQUATTY ROO
(Johnny Hodges)
New York, agosto/1950
SALUTE TO GARNER
(Oscar Peterson)
AL COHN
Joe Newman (tp), Frank Rehak (tb), Al Cohn (st, arranjo), Nat Pierce (pi), Freddie Green (gt), Milt Hinton (bx) e Osie Johnson (bat)
SWINGING BACK
 (Freddie Green)
New York, 3/fevereiro/1955
FREDDIE’S TUNE
(Freddie Green)
HARRY ALLEN
Harry Allen (st, ldr), Joe Cohn (gt), Joel Forbes (bx) e  Chuck Riggs (bat)
GOT A DATE WITH AN ANGEL
(Clifford Grey / Sonny Miller / Thomas Tunbridge / Fats Waller)
River Edge, N.J., novembro/2006
LIMEHOUSE BLUES
(Philip Braham / Douglas Furber)
MARIAN PETRESCU
Marian Petrescu (pi), Andreas Oberg (gt), Mihai Petrescu (bx) e  Hakon Mjaset Johansen (bat)
BEAUTIFUL LOVE
 (Haven Gillespie / Victor Young)
Oslo, Noruega, 29/janeiro/2006
IF EVER I SHOULD LOSE YOU
(Alan Jay Lerner / Frederic Loewe / Ralph Rainger / Leo Robin)
JACK MCDUFF
Jack McDuff (órgão), Jerry Kail, Danny Stiles (tp), Billy Byers, Burt Collins, Tom McIntosh (tb), Don Ashworth, Bob Northern (trompa), Red Holloway (st), Marvin Holliday, George Marge (sbar), George Benson (gt), Richard Davis (bx), Mel Lewis (bat) e Benny Golson (arranjo / condução)
ONCE IN A LIFETIME
 (Leslie Bricusse / Anthony Newley)
New York, 1963
ROCK-A-BYE  (George Benson)
PHIL URSO
Carl Saunders (tp), Phil Urso (st), Keith Waters (pi), Colin Gieg (bx) e Paul Romaine (bat)
JUMPIN' OFF A CLEF (Al Haig)
Denver, CO, 25/outubro/2002
FUNK IN DEEP FREEZE 
(Hank Mobley)
DICK HYMAN
Dick Hyman (pi, ldr), Randy Sandke (tp), Ken Peplowski (cl), Frank Wess (st), Peter Appleyard (vib), Bucky Pizzarelli (gt), Jay Leonhart (bx), Butch Miles (bat)
DICKIE’S DREAM
(Count Basie / Lester Young) 
Purchase, NY, 28/fevereiro/1996

ADEUS A ARETHA FRANKLIN

17 agosto 2018


A rainha do SOUL, ARETHA FRANKLIN, morreu quinta-feira (16/08) em Detroit aos 76 anos. Filha de um reverendo famoso, começou a cantar no coro da igreja de seu pai e sacudiu a cena musical dos anos 60 com a introdução de recursos do GOSPEL na música secular, com hits, hoje lendário, como You Make Me Feel - A Natural Woman do álbum Lady Soul - Data de lançamento: 1968.
Ela teve uma vida precoce e turbulenta, quando era apenas uma menina, um casamento violento e uma considerável história de desentendimentos e infortúnios. Em 2010,  sofria de câncer de pâncreas e sua saúde havia piorado há alguns meses. Com isso, desaparece o último grande sobrevivente da idade de ouro da música negra norte-americana.
Ela nasceu em 1942 em Memphis (Tennessee), mas cresceu no mesmo lugar que se despediu em Detroit (Michigan), a outrora próspera capital da música e do automóvel. Era uma das muitas famílias afro-americanas que nos 40 migraram do sul para o norte no calor do "boom" industrial. O esplendor do jazz e outros ritmos em cidades como Chicago ou na já mencionada Detroit são entendidos a partir desse fenômeno econômico e demográfico.
Uma classe média afro-americana incipiente que se formou no cinturão industrial entrou em declínio. No entanto, Aretha já se tornara uma artista reconhecida. Seu pai foi LeVaughn Clarence Franklin, um pastor bem conhecido e influente, um amigo de Martin Luther King, cuja voz era tão musical que seus sermões terminaram publicados em registros fonográficos.
Foi no coro da igreja de seu pai que a artista começou a cantar, com suas irmãs, e estava em sua própria casa quando entrou em contato com o movimento dos direitos civis. Mas o privilégio de sua casa - dentro da comunidade afro-americana - não a livrou de uma infância difícil e, acima de tudo, muito breve. O Rev. C. L. Franklin, um bebedor e acusado de abuso sexual em sua biografia, teve outros filhos fora do casamento e sua esposa Barbara, mãe de Aretha, os abandonou. Aos 12 anos, ela engravidou de um menino de  escola e aos 15 anos ela já tinha seu segundo filho com outro homem. Ambos carregam o sobrenome Franklin. Ela se casou aos 19 anos com Ted White, que foi violento com ela e se divorciou oito anos depois. Eles tiveram um menino. Anos depois, ela se casaria (e se divorciaria) de novo e teria um quarto filho. O reverendo Franklin morreu em 1984 depois de passar cinco anos em coma como resultado de um tiroteio quando enfrentou ladrões.
Embora ela tenha começado a gravar na Columbia Records, os grandes sucessos vieram na Atlantic Records. No final dos anos 60, ela já havia se tornado um dos ícones da comunidade afro-americana, com canções que transpiravam reivindicações femininas e raciais. Ela cantou no funeral de Martin Luther King, a quem tinha conhecido como criança em sua casa, em 68, e também cantou em janeiro de 2009 na Casa Branca, quando Barack Obama assumiu o cargo e se tornou o primeiro presidente negro da história americana.

Baseado no artigo recém-publicado em "El Pais" na Espanha

Abaixo um vídeo de Aretha Franklin - You Make Me Feel Like - A Natural Woman - Kennedy Center Honors 2015


P O D C A S T # 4 2 7

HARRY ALLEN 
MARIAN PETRESCU 


PHILIP HARPER 



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CD INÉDITO DE BILL EVANS

16 agosto 2018


Mais de três décadas após a morte de Bill Evans, em 1980, seus álbuns ainda são vendidos e continuam a ser reeditados.
William John "Bill" Evans (* Plainfield, 16 de agosto de 1929 — † Nova Iorque, 15 de setembro de 1980).
Recentemente foi publicado o CD "Bill Evans Live At Art D´Lugoff´s Top Of The Gate", que alcançou o topo da Billboard e foi recebido com elogios pela crítica e público.

O gênio musical do pianista Bill Evans era tão grande que muitos dos chamados "gigantes" do jazz, principalmente pianistas, admitiram abertamente terem sido fortemente influenciados por ele, incluindo: Chick Corea, Herbie Hancock, John Taylor, Steve Kuhn, Don Friedman, Marian McPartland, Bobo Stenson, Michel Petrucciani, Keith Jarrett, etc. No video abaixo, vemos Bill Evans em 1965, em um programa de jazz na BBC Londres, executando a composição ,Waltz For Debby (Bill Evans / Gene Lees) dedicada a sua filha, e que se tornou um padrão jazz:
BILL EVANS TRIO - Londres, 19/março/1965
Bill Evans - pi
Chuck Israels - bx
Larry Bunker – bat




CRÉDITOS DO PODCAST # 426

13 agosto 2018

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
HORACE SILVER
Ryan Kisor (tp), Jimmy Greene (st), Horace Silver (pi), John Webber (bx) e Willie Jones, III (bat)
SATISFACTION GUARANTEED
(Horace Silver)
New York, 18/dezembro/1998
Horace Silver (pi), Gene Taylor (bx) e Roy Brooks (bat)
QUE PASA (Horace Silver)
Englewood Cliffs, N.J., 31/outubro/1963
Blue Mitchell (tp), Junior Cook (sr), Horace Silver (pi), Gene Taylor (bx) e Roy Brooks (bat)
DOIN’ THE THING
(Horace Silver) 
Live "Village Gate", New York, 19/maio/1961
THE GRINGO (Horace Silver)
Woody Shaw (tp), Joe Henderson (st), Horace Silver (pi), Bob Cranshaw (bx) e Roger Humphries (bat)
THE AFRICAN QUEEN
(Horace Silver)
Englewood Cliffs, N.J., 1/outubro/1965
Louis Smith (tp), Junior Cook (st), Horace Silver (pi), Gene Taylor (bx) e Louis Hayes (bat)
THE OUTLAW (Horace Silver)
Newport Jazz Festival, Newport, Rhode Island, 6/julho/1958
Horace Silver (pI), Percy Heath (bX) e Art Blakey (bat)
DAY IN DAY OUT
(Rube Bloom / Johnny Mercer)
New York, 23/novembro/1953
Horace Silver (pi), Michael Brecker (st), Randy Brecker (tp), Will Lee (bx) e Alvin Queen (bat)
SONG FOR MY FATHER (Horace Silver)
Live at "Wollman Memorial Skating Rink, New York, 3/julho/ 1973