Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

PODCAST # 31

30 dezembro 2010






PARA BAIXAR: http://www.divshare.com/download/13630318-49f

UM ROY HARGROVE INSTROSPECTIVO




A noite é de 29 de novembro último, uma segunda feira fria em Nova York no Zinc Bar, no Village, para a gig do guitarrista Ron Affif. Eu e nosso amigo Sá num Zinc Bar vazio e Ron Affif endiabrado numa jam das melhores que vi na vida.
Por volta de 1h da madrugada surge um burburinho no bar que fica atras do salão onde estão as mesas e passa por nós o trompetista Roy Hargrove, que se senta ao lado do palco, tira seu trompete da case e já começa atacando junto com o trio, que não parou nenhum minuto em mais de 1h e meia de apresentação. Fantástico ! Simplesmente fantástico !

Um pouco mais tarde surgiram mais dois músicos italianos - o contrabaixista Gianluca Renza e o trompetista Fabio Morchera - que se junta ao grupo para literalmente "quebrar tudo". Detalhe que o trompetista Fabio Morchera não tem uma das mãos.

Ao final da jam, os músicos já se retiraram do palco e Hargrove senta-se ao piano para a pequena plateia de músicos, poucos, batendo papo descontraidamente e somente eu e o Sá que não faziamos parte "da galera" sentados na mesa atras do piano para esta apresentação despretensiosa de Hargrove improvisando totalmente a vontade neste vídeo que gravei na minha máquina.
A imagem está um pouco escura porque o local é escuro, mas valeu o registro.

Realmente NY é a esquina do mundo !





Últimos Dias

28 dezembro 2010

Aí vai o que aconteceu nesse mês de dezembro, nos dois últimos sábados. Depois de quase dez anos que frequento a Modern Sound, a notícia foi contundente. Mas esperamos que logo logo ela reabra com todo o gás. Sem órfãos ou desgostosos.

O FIM DA MODERN SOUND






























Mais uma loja de discos que encerra suas atividades na cidade do RJ.
A grande verdade é que a Modern Sound como loja de discos já estava "falida" há muito tempo, sua salvação foi o Alegro Bistrô que, mesmo sem a cobrança de couvert artístico, conseguia manter uma razoável platéia em todos os dias da semana, platéia que era mais calorosa quando ocorriam os lançamentos de discos às segundas e terças-feiras, independente de estilo musical.
O local se tornou um ponto de encontro de amigos da música, local que eu já não frequentava mais.
A nossa grande perda é realmente o espaço que ainda tinhamos para ouvir boa música, mesmo sendo a mesmice de sempre, sem muitas novidades, mas era a oportunidade de poder assistir ao contrabaixista Paulo Russo e o pianista Kiko Continentino, músicos fantásticos, gigantes para aquele espaço; e salvo as raras canjas que apareciam por lá.
É lamentável também a perda do espaço profissional de todos os músicos que lá tocavam, da perspectiva de mercado é menos um espaço para trabalhar.

Inegável que a loja fez história na cidade, lembro que na época do vinil era a única loja que vendia os plásticos para encapá-los, mas sempre foi uma loja cara, teve a concorrência da Billboard ao lado e das pequenas lojas especializadas que apareciam na cidade, e nos últimos anos certamente o público que passava no caixa era quase a totalidade de turistas que desembolsavam valores bem altos pelos produtos que lá vendiam.
O atendimento da loja sempre gerou polêmica, passando pelo péssimo e patético atendimento na sessão de equipamentos a cordialidade e atenção das moças do Alegro Bistrô, e alguns vendedores da seção de discos que ainda conheciam alguma coisa.

Enfim, a loja não se antenou com a modernidade de uma era de iPods, iPhones e Tablets norteados pela musica comprimida dos mp3. É a tecnologia mais uma vez atropelando essa geração.

A todos os que frequentavam, a certeza que nos encontraremos onde houver boa música.

JAZZ NA SALA BADEN POWEL - JANEIRO 2011

27 dezembro 2010

2001 comeca com muita musica instrumental na Sala Baden Powell.

Passeando pelos sites de Jazz, achei no clubedejazz.com.br a programacao, a qual disponibilizo abaixo:

Quarta - 05/01: André Tandeta & Daniel Garcia (composições próprias e clássicos do jazz)
André Tandeta - bateria
Daniel Garcia - saxofone
Augusto Mattoso - contrabaixo
Rafael Vernet - piano

Quinta - 06/01: Scott Feiner & Pandeiro Jazz (lançamento do cd "Accents")
Scott Feiner - pandeiro
Rafael Vernet - piano
Josué Lopez - saxofone
Guto Wirtti - contrabaixo

Sexta - 07/01: Taryn Szpilman (Tributo à Billie Holiday)
Taryn Szpilman - Voz
Claudio Infante - Bateria e direção musical
Jeferson Lescowich - Contrabaixo
Guilherme Schwab - Guitarra

Sábado - 08/01: Idriss Boudrioua Quarteto (clássicos do jazz e músicas de seu cd Paris-Rio)
Idriss Boudrioua - sax alto
Alberto Chimelli - piano
Sergio Barrozo - contrabaixo
Rafael Barata - bateria

Domingo - 09/01: Vander Nascimento & Jazz Brasil 193 (classicos do jazz)
Vander Nascimento - trompete

Quarta - 12/01: Marcel Powell Trio
Marcell Powell - violão
Sandro Araujo - bateria
Josias Pedrosa - contrabaixo

Quinta - 13: Orquestra de Bolso + Gravíssimo Bass Ensemble (os grupos de cordas tocarão temas de jazz e mpb)
Nickolay Sapondjiev - violino
Ivan Zandonade - viola
Emilia Valova - cello
Lipe Portinho, Augusto Mattoso e André Santos - contrabaixos
André Tandeta - bateria
Ana Azevedo - piano

Sexta - 14/01 - Jean Pierre Zanella (saxofonista, compositor e arranjador bastante conhecido no cenário da musica de Quebec, no Canadá)
Jean-Pierre Zanella - saxofones
Marcos Nimrichter - piano
Remi Jean Leblanc - contrabaixo
Rafael Barata - bateria

Sábado - 15/01 - Eduardo Neves
Eduardo Neves - Sax e Flauta
Vitor Gonçalves - Piano
Luis Louchard - Baixo
Ricardo Costa - Bateria
Participação Especial de Moisés Alves – Trompete

Domingo - 16/01: Ana Azevedo (primeiro cd solo, 'A Tempo')
Ana Azevedo - piano
Alex Moraes - guitarra
Lipe Portinho - contrabaixo
André Tandeta - bateria

Quarta - 19/01: Augusto Mattoso (lançamento do primeiro cd)
Augusto Mattoso - contrabaixo
Itamar Assieri - piano
Rafael Barata - bateria

Quinta - -20/01: Paulo Braga (clássicos do jazz)
Paulo Braga - bateria
Rafael Vernet - piano
Sergio Barrozo - contrabaixo

Sexta - 21/01: Baixada Jazz Big Band
Trompete: Altair Martins (lead), Valtencir (Bubu), Josias Franco, Cláudio Leandro(Gordinho) e Diogo Gomes;
Saxofone-alto: Idriss Boudrioua e Zé Maria;
Saxofone-tenor: João Batista e Edesio Gomes;
Saxofone-baritono: Walace Garcia;
Trombone: Luis Pimenta, Elizeu Cândido, Reinaldo Seabra e Libni;
Baixo: Cesão Dias;
Piano: Adauri Junior e
Bateria: Kleberson Caetano

Sábado - 22/01: Estações Porteñas (Noite Piazzolla)
Ana Azevedo - piano
Lipe Portinho - contrabaixos
André Tandeta - bateria
Nickolay Sapondjiev - violino
Emilia Valova - cello

Domingo - 23/01: Zé Luis Maia
Zé Luiz Maia - Contrabaixo
Fernando Merlino - Piano
Tino jr - Sax
Ricardo Costa - Bateria
Leo Amoedo - Guitarra

Quarta - 26/01: André Vasconcellos (lançamento do cd “2”)
André Vasconcellos - Contrabaixo
Josue Lopez - Saxofone
Marco Vasconcellos - Guitarra
David Feldman - Piano
Alexandre Figueiredo - Bateria

Quinta - 27/01: Thiago Ferté (lançamento do cd 'Underground Scene')
Thiago Ferté - saxofone
Bernardo Bosísio - Guitarra
Alex Rocha - Baixo Acústico
Rafael Barata - Bateria

Sexta - 28/01: Quinteto Triboz
Mike Ryan - trompete/flugel, percussão e voz
Marcelo Padre saxofones, flauta e percussão
Rodrigo Ferreira - contrabaixo
Kleberson Caetano - bateria
Tomás Improta - piano/teclados

Sábado - 29/01: Jefferson Gonçalves
Jefferson Gonçalves - Harmônica.
Kleber Dias - violão 12 cordas, guitarra, bandolim e vocal.
Fabio Mesquita - Baixo
Marco Bz - Bateria
Marco Arruda Percussão

Domingo - 30/01: Tutti (temas da música erudita com arranjos jazzísticos)
Ana Azevedo - piano
Daniel Garcia - saxofone
Lipe Portinho - contrabaixo
André Tandeta - bateria


Serviço

Sala Municipal Baden Powell (500 lugares) - Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360
Tel: (21) 2255-1067
Ingresso: R$ 30,00 / R$ 15,00 (estudantes e idosos)
Classificação Livre


Beto Kessel

JAZZ NATALINO

22 dezembro 2010

GUILHERME DIAS GOMES QUARTETO


O trompetista carioca, estudou em Boston na Berklee College of Music e foi aluno de Jeff Stout (Buddy Rich, Mel Torme, etc.) No Brasil é formado pela Unirio e estudou também com o maestro Alceu Bocchino e com os trompetistas Marcio Montarroyos, Claude Aubouchon e Claudio Roditti. Trabalhou como músico freelancer e entre suas participações, destacou-se em discos de Rita Lee, Gal Costa, Paulinho da Viola, Roberto Carlos, Chico Buarque e Nara Leão, entre outros. Muito solicitado por artistas de diferentes estilos como Erasmo Carlos, Kid Abelha, Fafá de Belém, Angela RoRô, Fagner, Leila Pinheiro, Ivan Lins, etc. participou de turnês que percorreram a América Latina, Europa e Estados Unidos.

Produtor musical de televisão desde 1991 tem na bagagem várias trilhas sonoras de novelas, seriados e mini-séries. Em sua carreira solo Guilherme lançou os seguintes discos: Milhas e Milhas (Som Livre, 1988). Jazz Brasileiro (Albatroz, 1995). Camaleão Urbano (Mix House, 1999) L'Amour (Velas, 2004) e Autoral (Delira Música, 2009). Guilherme vem acompanhado do pianista Victor Gonçalves, do contrabaixista Jefferson Lescowich e de André Tandeta na bateria. No repertório, temas de Miles Davis, Dizzy Gillespie, Chet Baker além de músicas autorais.

Santo Scenarium – Rua do Lavradio 36 – Centro Antigo – 3147-9007 Sáb. 21h30 – Couvert artístico: R$ 10 - Cap. 160 pessoas, 18 anos - santoscenarium.blogspot.com

Os shows de Márvio Ciribelli

14 dezembro 2010


* Terça, dia 14/DEZ, na última apresentação do Show "Influência da Bossa" em 2010, com a cantora Thaís Motta, no Vinícius Bar (Ipanema):

* Quinta, 16/DEZ, na também última edição do Armazém da Música de 2010, com o saxofonista americano Tom Bergeron

* Sexta, 17/DEZ, para os amigos do Rio no Santo Scenarium (Lapa), também com o saxofonista americano Tom Bergeron

JAMES MOODY (1925 – 9-XII-2010)


Embora todos já saibam, é bom registrar aqui o falecimento do grande músico que foi James Moody, um dos melhores improvisadores de toda a história do Jazz. Na flauta ou nos saxofones era um mestre, gravando coisas fantásticas, como o seu “Moody’s Mood”, registrado com um grupo sueco e que se tornou um hit para os improvisadores e vocalistas. Ganhou letra de Eddie Jefferson e logo foi gravado por King Pleasure, inaugurando uma série de interpretações vocais. Moody, junto com o saxofonista Sam Rivers  “salvou “ o show de Dizzy Gillespie no Canecão realizado em 12 de maio de 1987, onde até um “bicão” brasileiro da linha Fábio Jr., se apresentou. Moody morreu aos 85 anos vitimado por um câncer no pâncreas. RIP

HOMENAGEM A CLARK TERRY


CLARK TERRY FAZ HOJE 90 ANOS!


St. Louis, Missouri, 14 /dezembro/1920






MILT JACKSON

11 dezembro 2010

OUR DELIGHT
Milt Jackson, Cedar Walton,Ray Brown & Mickey Rocker

James Moody Ainda Vive

27 novembro 2010

Atento aos anúncios funebres, soube que o de James Moody está previsto para breve. Fiquem atentos!
Segundo o The San Diego Union Tribune, Moody, que mora em San Diego há 21 anos, informou em fevereiro deste ano, que sofre de câncer no pâncreas, e decidiu não receber tratamento quimioterápico.
Segue um video da WBGO, por ocasião do 83º aniversário de Moody.

 

MIMI PERRIN (1926- + 16-XI-10)


Mimi Perrin, um dos sopranos do famoso grupo vocal “(Les Double Six de Paris”), veio a falecer em 16 de novembro, aos 84 anos de idade. Era a principal solista do grupo, fazendo os improvisos que os músicos de Jazz criaram para as gravações originais. O “Double Six” gravava temas de Jazz vocalizando gravações famosas . O grupo original era formado por Jean Claude Briodin, Edy Louiss, Ward Swingle (que mais tarde criou os “Swingle Singers”), Claude Germain, Mimi Perrin e Claudine Meunier.RIP Maisuma informação de mestre Raffa.

COPAFEST - OU, O RIO REAGE

25 novembro 2010

A falta de tempo ocasionada por compromissos profissionais impediram que eu postasse aqui antes, as informacoes sobre a realizacao, amanha, sexta e sabado, no Golden Room do Copacabana Palace Hotel, na Praia de Copacabana, de mais uma edicao - a terceira - do CopaFest, iniciativa vencedora da incansavel Carolina Rosman, curadora do evento juntamente com Bernardo Vilhena.

Para esta edicao foram programados dois sets para cada dia. A abertura, as 21:00 hrs. de amanha sera pela Banda Mantiqueira, conjunto paulista afiadissimo, comandado por Naylor "Proveta", e que de tao consagrado no panorama instrumental brasileiro, dispensa maiores apresentacoes.

Para o segundo set, as 23:00 hrs., foi escalada uma atracao internacional, o quinteto do bandoneonista argentino Hector del Curto, dono de uma expressiva e elogiada carreira, seja junto a Pablo Ziegler (pianista de Piazolla) ou com Paquito D'Rivera, e que gravou tanto com o consagrado Piazolla como com o pianista Osvaldo Pugliese, estrelas de primeira grandeza do tango, ambos falecidos.


No sabado, quem abre a noite eh o conhecido saxofonista Leo Gandelman, que se apresenta em trio, que segundo a divulgacao promete reeditar o mesmo clima intimista conseguido em suas apresentacoes com casa cheia no Blue Note de Nova Iorque.

E para fechar o Festival em grande estilo, volta ao Brasil o excelente pianista Dom Salvador, brasileiro radicado ha mais de 30 anos em Nova Iorque - grande parte deles passados no mitico River Cafe, no Brooklyn, uma das mais espetaculares vistas noturnas de Manhattan e que conta com um clima sofisticadamente romantico devido, em grande parte, a sua arte. Do grupo inicial formado com Sergio Barrozo e Edison Machado, o Rio 65 Trio, ate hoje, Salvador tocou com Sylvia Telles, Elis Regina e inumeros outros expoentes da musica brasileira. Ele vai subir ao palco do Golden Room liderando um sexteto.

Chave de ouro para o valoroso CopaFest, que procura manter acesa a chama do jazz no Rio de Janeiro e que deve ter lotacao plena, a despeito do momento dificil por que passa a cidade no momento.

No entanto, contra o mal que se apresenta, nada como o bem proporcionado por musica da mais alta qualidade, como a programada para os proximos dois dias.

Datas: 26 e 27 de novembro, às 21h e 23h.
Local: Copacabana Palace Hotel, Av. Atlântica, 1702, Copacabana. Tel: 2548-7070
Precos: os shows custam R$ 80, com meia entrada para quem for elegivel.
Na Compra de Ingressos Para DOIS OU MAIS SHOWS: 15% de desconto. Válido apenas para
as inteiras. Vendas: http://www.ticketronic.com.br ; ou pelo Call center: 3344.5500.

PAUL MOER (1916 - 09/06/10)

23 novembro 2010

Mais uma informação de mestre Raffa que passo adiante. Faleceu em 9 de junho o pianista Paul Moer. Fez algumas gravações com músicos da West Coast (Jack Montrose e Bob Gordon) e liderou um trio com Jimmy Bond(b) e Billy Higgins(dm). Era um excelente pianista que infelizmente não chegou ao estrelato. Faleceu aos 94 anos.
RIP

MARIA SCHNEIDER EM SÃO PAULO

22 novembro 2010


Mais uma vez São Paulo supera o Rio.

Neste último sábado no Auditório Ibirapuera, a EMESP, Escola de Música do Estado de S.Paulo, apresentou a Maestra Maria Schneider dirigindo uma orquestra de músicos brasileiros tocando 8 de suas composições em quase 2 horas de espetáculo.

Um grupo de 20 músicos, em que apenas 3 tocaram em Ouro Preto em 2007, mostrou com sobras a qualidade da música instrumental brasileira. Foram eles :
Trumpetes : Junior Galante, Rubens Antunes, Sidmar Vieira, Daniel Alcantara.
Trombones : Vittor Santos,Paulo Malheiros,Sidnei Burgani, Jaziel Gomes.
Saxes : Eduardo Neves, Vinicius Dorin, Mané Silveira, Josué dos Santos, Cassio Ferreira, Luís Afonso Montanha.
Clarinete : Luca Raele
Guitarra : Marcus Teixeira
Acordeão : Toninho Ferragutti.
Piano : Paulo Braga
Baixo : Alberto Lucas
Bateria : Edu Ribeiro
Percussão : Luiz Guello.

Destaque total para a seção rítmica que adicionou um molho brasileiro nas belíssimas composições de La Schneider.
Destaque também para os solistas Daniel Alcantara, Vittor Santos, Vinicius Dorin e em especial para Luca Raele que liderou a dificil Aires de Lando no clarinete.

Não posso deixar de ressaltar o magnífico Auditorio Ibirapuera, projeto de Oscar Niemeyer, com uma acústica invejável e preço popular ( R$15,00 para estudantes e idosos).

Uma noite memorável para todos !

Bragil

ALAN DAWSON

22 de novembro: DIA DO MUSICO.




COLUNA DO LOC


JB, Caderno B, 21 de novembro

[ clique para amplar ]

COLUNA DO LOC

17 novembro 2010

JB, Caderno B, 14 de novembro

[clique para ampliar]

Stan Getz Performs "Woody 'n You"

16 novembro 2010

AHMAD JAMAL NO BRIDGESTONE

Foi disponibilizada no site do Bridgestone Festival a gravação em vídeo da apresentação do grande pianista, que protagonizou memorável noite em maio passado, quando imprimiu indelevelmente na memória dos presentes, e mais ainda na daqueles que nunca o tinham ouvido ao vivo - o meu caso - um som de altíssima qualidade jazzística, que demonstrou que o Jamal não perdeu nada do seu intenso brilho com o passar dos anos.

A "recuperação" ou melhor, o reavivamento dessa uma hora repleta de momentos mágicos foi muito prazerosa, como sabemos que também será para aqueles que não puderam estar lá e agora poderão ver o elegante Jamal conduzindo seu grupo.

É imperdível.

O link é este aqui:

YANKEE JAZZ WEEK 2 E 3

10 novembro 2010

Pulei deliberadamente o dia de ontem e deixei para fazer uma resenha comparativa entre dois bons guitarristas do cenario jazzistico americano, numa tentativa de contrapor o novo ao antigo e dai tirar alguma coisa que pudesse ser relevante. Nao consegui, confesso.

Acabo de chegar do Birdland, um dos templos sagrados do jazz, onde fui assistir a Jim Hall, esse icone inconteste da guitarra jazzistica. E o que tenho a relatar eh desanimador... Hall chegou ao palco apoiado numa bengala, a postura curvada de um anciao, em cena desanimadora para a plateia quase que inteiramente composta por japoneses. E se, particularmente, ja nao gostava muito dele, agora posso informar: Jim Hall esta quase morto e nao sabe.

Mesmo acolitado por jazzistas de qualidade como Greg Osby (as), Steve LaSpina (b) e Joey Barron (dr), o alquebrado Hall nao conseguiu sequer espantar o sono dos presentes. Para uma plateia de amantes, afinal o set das 23:00 nao eh para os fracos, o guitarrista, que nunca foi uma das minhas particulares escolhas, ofereceu aqueles mesmos surrados standards de sempre - Bag's Groove, In a Sentimental Mood, All the Things You Are, etc etc -, de forma muito burocratica. E o pior, numa guitarra cuja sonoridade remetia a um violao Gianinni rachado, a despeito de um pedal de efeitos que acionava com a mao! Nas melhores passagens, as mais "juvenis" de sua performance, nos riffs mais ousados ou em velocidade "alta", ainda continuava a demonstrar o mesmo cansaco que demonstrou ao subir no palco, e nem as intervencoes mais animadas de Barron e Osby, com total liberdade de tempo, conseguiram despertar a plateia, que ja antevia a volta as modorrentas linhas de Hall. Ou seja, uma noite de esquecer, sobre uma - confirmada em pleno - implicancia historica com o estilo de Jim Hall. Eu recomendaria que se deixasse, finalmente, que o velhinho se aposentasse. Cotacao: @

Ja o jovem fenomeno da guitarra, que surgiu no show-biz aos 13 anos, depois de uma associacao em tudo positiva com o tambem excelente pianista Taylor Eigsti - pudemos assisti-los ainda do Mistura Fina - embora pareca ter derivado, e Deus queira que apenas momentaneamente, para longe do jazz, serviu aos presentes ao Jazz Standard um set diamentralmente oposto ao de Jim Hall, fazendo com o seu quinteto uma apresentacao vibrante do primeiro ao ultimo acorde. Com a sua banda Sounding Point, composta do saxophonista alto Ben Roseth, do cellista Aristides Rivas, do baixista Jorge Roeder e do baterista/percussionista Tupac Mantilla, Julian Lage foi energia criativa escancarada por todos os locais do braco de sua tambem surrada guitarra mas com todas as sonoridades desejadas de forma cristalina, ao contrario das trasteadas cansadas de Hall.

Voltado para uma sonoridade menos americana em suas composicoes, que abrem espaco para a execucao livre e sem amarras sem no entanto transitar pela via do jazz tradicional e sim por sendas de acento mais internacional, Lage ofereceu um belo espetaculo de tecnica e inventividade, secundado pelos demais jovens do grupo. Especialmente quando fez um duo com o baixista, quando puderam acompanhar-se em filigranas superpostas com timing preciso de velhos parceiros, divergindo em variacoes para reencontrarem-se adiante, em belo tema de lage cujo nome nao pude registrar, mas que consta do ultimo registro do bom time de musicos, com destaque para o bom sax de Roseth e ainda a energia de Mantilla na percussao nao barulhenta do cajon e de timbales de pequeno tamanho.

Nao foi todo aquele jazz que esperava de Lage como o havia conhecido mas foi musica instrumental de primeira grandeza, garra e arte misturadas num resultado final muito recompensador. Cotacao: @@@


STANECK NO VELHO ARMAZEM

09 novembro 2010

JACKI BROKENSHA

Mais uma informação de Mestre Raffa.

Jack Brokensha foi um dos integrantes do “Australian Jazz Quintet” que alcançou algum sucesso nos anos 50. Tocava vibrafone, bateria e instrumentos de percussão. Quando foi para os Estados Unidos, radicou-se em Detroit , onde, segundo as notas de imprensa, foi um dos principais músicos de Jazz da cidade.

Brokensha nasceu em Adelaide (Austrália), em 5/01/1926 e faleceu em 29 de outubro, vitimado por ataque cardíaco.

(editado por MauNah)

BUDDY MORROW


Mestre Raffa é quem informa e eu posto no CJUB.Só agora saiu na Internet notícia sobre o falecimento de Buddy Morrow, ocorrida em 27 de setembro. Morrow foi quem assumiu a direção da “Tommy Dorsey Orchestra” após a morte do maestro. Lembramos que esteve com a banda aqui no Rio, dando um show no “Velho Galeão”, o qual não chegamos a assistir. Buddy Morrow faleceu aos 91 anos de idade.

HOMENAGEM A DAVE BRUBECK



The Dave Brubeck Quartet, fundado em 1951 por Dave Brubeck e originalmente com Paul Desmond no saxofone e Brubeck no piano. Iniciaram no clube noturno de São Francisco The Blackhawk depois ganhando grande popularidade a turnê pelos campus universitários. A primeira gravação de Dave Brubeck de que se tem notícia está no álbum Jazz At The College Of The Pacific, Vol. 2 com um piano-solo em I've found a new baby (OJC CD-1076-2) gravado na California em 1942.
Em 1958, depois de várias trocas de bateristas e baixistas, o "Quarteto Clássico" - assim chamado porque permaneceu praticamente constante, como tal, até que o grupo se dissolveu, consistia de Brubeck, Desmond, Joe Morello na bateria, e Eugene Wright no baixo. Em 1959, o Dave Brubeck Quartet lançou Time Out, um álbum em que a gravadora estava hesitando em editar. O álbum composto por músicas originais, e a novidade é que quase nenhuma delas usavam as métricas originais. No entanto, com a força desses compassos incomuns (do álbum incluía "Take Five", "Blue Rondo à la Turk", e "Pick Up Sticks"), rapidamente ganhou o disco de platina.
O quarteto seguiu o seu sucesso com vários álbuns e na mesma linha, Time Further Out (1961), Countdown: Time in Outer Space, Time Changes, e Time In. Estes álbuns foram também conhecidos por usar pintura contemporânea como arte da capa, caracterizando o trabalho de S. Neil Fujita em Time Out, Joan Miró em Time Further Out, Franz Kline no Time in Outer Space, e Sam Francis sobre Time Changes.
O "clássico" - Dave Brubeck Quartet se separou em 1967, com exceção de uma reunião do 25 º aniversário em 1976. Brubeck formou um novo quarteto em 1968.
Atualmente Brubeck faz 90 anos em 6 de dezembro próximo e o baixista Wright está com 87 anos.
Abaixo um link da apresentação no Kennedy Center Honors de 2009 com a presença do presidente Obama e sua esposa - atua o quinteto formado por seus filhos. A homenagem se estende ao cantor Bruce Springsteen, Robert De Niro, Mel Brooks e a cantora de ópera Grace Bumbry.

YANKEE JAZZ WEEK - NOVEMBRO EM NEW YORK

08 novembro 2010

Nova Iorque estava em festa, ontem, por conta da realizacao de mais uma edicao da sua afamada Maratona, misto de grandioso evento esportivo e genial jogada de marketing turistico. Mas, mais em festa ainda ficou minha alma em nada esportiva, que foi revigorada e muito bem massageada pela energia musical de dois eventos a que pude assistir.

O primeiro foi ida a um templo religioso, para ouvir o ja "Grammynado" Brooklyn Tabernacle Choir. E ser totalmente envolvido pela bela festa promovida pelos fervorosos fieis daquela congregacao. Quando dei por mim, estava entoando os canticos junto da enorme e vibrante plateia, com gente de todas as origens, em coro com o Coro, poderoso instrumento de cerca de 280 componentes e a fonte maior de atracao para aquela igreja da Smith Street, 17. Embora nao seja religioso, aquela corrente do bem, composta de avos, filhos e netos, comoveu-nos muito, a Silvia e a mim, e em minutos estavamos cantando e batendo palmas, como se la fossemos toda semana. E ao mesmo tempo, vimo-nos vertendo lagrimas pela emocao e a alegria de estar fazendo, mesmo que transitoriamente, parte daquela confraria que ali louvava ao Senhor. Uma recomendacao: se estiverem num domingo em NYC, a ida ao Brooklyn para o servico das 12 horas e ouvir ao BTC eh algo obrigatorio, sairao todos mais leves e felizes.

Do Choir matinal para o Jazz Standard: neste primeiro dia, tive a sorte de tambem assistir ao fenomenal baixista Christian McBride em quinteto, fechando sua temporada iniciada na terca anterior - as segundas-feiras da casa estao reservadas para as chamadas Mingus Mondays, quando se alternam as Mingus Big Band, a Orchestra e a Dinasty.

Como eu antevia, um McBride arrasador apresentou-se com o Inside Straight, seu combo composto pelo jovem e maravilhoso pianista Christian Sands [anotem este nome, o moleque eh genial], pelo sax-alto de Steve Wilson (muito correto porem sem gerar maior empolgacao na plateia), Warren Wolf no vibrafone, da boa escola do outro Steve - o Nelson, e um vigoroso e criativo solista, que nao deu vida mansa aos mallets; e ainda, o velho e bom amigo de McBride, o olimpico Carl Allen, na bateria.

Depois de tocar uma antologica versao, solada inteiramente no contrabaixo e com a participacao em pianissimo do trio, da bela East of the Sun, West of the Moon, Christian soltou os cachorros para que todos pudessem ser estrelas em seu proprio universo. Tocou temas de seu ultimo CD, King of Brown, como as suas Brother Mister e Stick and Move, e o Theme for Kareem, de Freddie Hubbard em homenagem a Kareem Abdul Jabaar. Alias, "stick and move" e' uma expressao usada no basquete, aparentemente uma das preferencias de McBride.

E depois de judiar intensa e diabolicamente de Allen, criando linhas absurdamente intrincadas para que este em seguida as vertesse para a lingua bateristica, sempre com um sorriso no rosto, divertindo-se bastante todo o tempo, serviu aos presentes um vigoroso espetaculo de swing. no limite permitido pelas autoridades locais. Destaque absoluto para o jovem pianista (o mais aplaudido no set, depois do lider) que "arrebentou" misturando andamentos, tecnicas e estilos variados, resultando numa linguagem muito inspirada porem de caracteristica unica, de encher os olhos, os ouvidos e definitivamente, a alma.

Um dia para ficar, para sempre, na minha historia.

P.S.: fotos, gravacoes ou filmagens impedidas (e patrulhadas) resultaram em 0 ilustracoes neste post, sorry!

Em tempo, aqui no YouTube ha uma curiosa "colaboracao" colegial de C. Sands com ninguem menos do que Oscar Peterson. E agora vi que o rapaz tem seu site com algumas interpretacoes em video. Em NY me falta tempo para explorar como gostaria. Abs.

Baden Powell interprets One Note Samba

29 outubro 2010

Baden Powell,um dos maiores musicos brasileiros de todos os tempos.


WALTER PAYTON JR.


Mestre Raffa me informa e eu divulgo para o CJUB. Quem faleceu em 28 de outubro foi o contrabaixista Walter Payton Jr., integrante da Presenvation Hall Jazz Band e pai do premiado trompetista Nicholas Payton. Estav internado no Kendrick Hospital de New Orleans e faleceu após uma longa enfermidade. Contava 68 anos.

RIP

PODCAST # 22



PARA BAIXAR: http://www.divshare.com/download/13011449-c53

CARTA ABERTA PARA A POPULAÇÃO

27 outubro 2010

divulgação

Carta de repúdio ao uso político e oportunista da Sala Municipal Baden Powell

Ao se completar um ano das residências artísticas implantadas pela Secretaria Municipal de Cultura, uma excelente idéia, é triste constatar que a mesma Secretaria que diz querer fomentar cultura de qualidade é a primeira a desqualificar e descredibilizar seus próprios parceiros.
Após mais de 220 shows realizados na Sala Baden Powell através desse novo sistema, a própria SMC faz um escárnio dos residentes voltando a programar por si só shows de baixíssima qualidade musical às segundas feiras, bem como shows semipornográficos de travestis, estes mesmos vetados pelos programadores ao assumirem em novembro de 2009.
Sendo a Sala Municipal Baden Powell a mais importante sala de música do município, o que explica tamanho descaso cultural por parte da SMC? O próprio regulamento da Sala proíbe shows sem músicos no palco – caso dos shows de travestis, apresentados com playback e nudez parcial.
É essa a política cultural que nós, músicos e público do município do Rio de Janeiro, queremos e merecemos? Ou esse é um uso eleitoreiro e oportunista, que visa à geração de votos, de um equipamento cultural que deveria ser preservado a qualquer custo? Não vamos nos calar, pois só lutando contra tais absurdos poderemos voltar a ser o grande centro criador de cultura de qualidade que um dia fomos. Sala de música é para espetáculos de música e com músicos, simples assim.
Se você concorda, por favor assine e repasse aos seus amigos com cópia para nossa Secretária de Cultura - analuisalima@ymail.com ou analuisa@rio.rj.gov.br - para que ela fique ciente do nosso repúdio.


Obrigado.

FALECEU MARION BROWN

26 outubro 2010


Mestre Raffa mais uma vez me avisa e eu divulgo para o CJUB. Faleceu o saxofonista Marion Brown, um dos expoentes do "Avant garde" dos anos sessenta, ao lado de Archie Shepp, John Tchicai, John Coltrane e Ornette Coleman . Em 1965 participou do álbum "Ascencion", gravado pela Impulse. Brown estava afastado dos palcos ha alguns anos. Faleceu em dezoito de outubro aos 79 anos.

HÁ QUARENTA ANOS

19 outubro 2010


Essa foto nos foi enviada pelo amigo Carlos Tibau e retrata o ambiente alegre e descontraído da "Jam Session" do Renascença Clube, que homenageou os "Homens do Jazz" do Rio de Janeiro. Da esquerda para direita: Cláudio Roditi, Ronnie Mesquita, Johnny Alf, Wagner Naegle e nós batendo palmas.

Morreu Jonas Silva


Foi no jornal “O Globo” que li sobre o passamento de Jonas Silva, o Jonas das Lojas Murray ,que aturava todas as tardes as impertinências dos jazzófilos que buscavam ansiosos as novidades que ele importava e vendia “of the line” . Na Murray se reuniam todas as tardes críticos, músicos, e jazzófilos, procurando novidades e trocando informações. Jonas com acurada paciência atendia a todos, principalmente quando vez por outra aprecia um jogador do Vasco da Gama, seu clube, casos de Barbosa, Vavá e outros. Alí foi que ouvi pela primeira vez, trazido por Chicão, dos “Quitandinha Serenaders” o 78 rotações que iria consagrar João Gilberto, o “Chega de saudades”. Com o fim da Murray o Jonas partiu para o empresariado, fundando o selo Imagem e trazendo para o Brasil gravações importantes, até porque as grandes gravadoras tupiniquins abominavam o Jazz. Fomos juntos em 1973 a Curitiba, falar sobre os problemas do Jazz no Brasil, em palestra dada no Teatro Paiol, sob os auspícios do Consulado Americano e da Secretarias de Cultura do Estado do Paraná, como mostra a foto acima. Jonas , de uma forma ou de outra, foi personagem importante na história do disco em nossa terra. A ele a nossa saudade e que descanse em paz.

Dave Holland Big Band Vienne 2003

OS 89 ANOS DE DIZZY

17 outubro 2010

John Birks Gillespie (1921 - 1993) faria hoje 89 anos. Para celebrar vai um video gravado no London Festival Hall em 1985. A música é "Con Alma", a orquestra é regida por Robert Farnon. O delay entre a música e o vídeo atrapalha um pouco, mas vale a pena, a música é excelente.

COLUNA DO LOC

JB, Caderno B, 17 de outubro

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SHOW EM PIRACICABA

16 outubro 2010


A Traditional Jazz Band Brasil, o Hot Club de Piracicaba e o Hot Club do Brasil se reúnem, no dia 05 de novembro de 2010, às 20hs30, no Teatro Municipal de Piracicaba “Dr. Losso Neto”, para o Show “100 anos de Django Reinhardt”.

JEAN-BAPTISTE REINHARDT, DJANGO REINHARDT, nasceu em Liverchies / Bélgica, com sua certidão de nascimento datada do dia seguinte, 24 de janeiro de 1910.
A partir de 23 de janeiro de 2010 foram iniciadas as comemorações dos 100 anos do seu nascimento, sem dúvida um dos maiores expoentes da guitarra no JAZZ.
Essas comemorações estão se prolongando por todo o ano de 2010. Particularmente na França, mas também em diversas cidades da Bélgica, por toda a Europa e nos Estados Unidos, as comemorações pelo centenário natalício de DJANGO tem se multiplicado, em reconhecimento à extraordinária contribuição desse músico de exceção para o JAZZ.
A Traditional Jazz Band desfilará clássicos do jazz tradicional gravados por DJANGO, o Hot Club do Brasil apresentará o puro “JAZZ manouche” e temas compostos pelo guitarrista cigano, enquanto que o Hot Club de Piracicaba desfilará temas com seu estilo em que combina de “JAZZ tradicional”, “JAZZ manouche” e música popular brasileira.
No final do espetáculo, os grupos se reunirão em uma grande “jam session”.

SOBRE DJANGO REINHARDT
A figura de DJANGO REINHARDT sempre foi objeto de admiração, pois sem formação escolar e musical mínimas, além de acidente sofrido aos 18 anos (ele perdeu a mobilidade dos dedos anelar e mínimo da mão esquerda), em que todos os prognósticos o davam como "liquidado" para a guitarra, ultrapassou obstáculos em direção ao JAZZ, a "música dos músicos".
Com infância nômade em carroça cigana ("roulotte"), sem ir à escola, somente a duras penas e já adulto, conseguiu assinar o nome em "letra de imprensa". Tocava de ouvido e aos 12 anos era considerado um verdadeiro prodígio.
Suas composições musicais foram transcritas para a pauta por músicos com quem tocou (Grappelli, Rostaing, Levêque e Hodeir).
Em 1928 sua mulher Bella fazia flores artificiais de papel e celulose para viver, enchendo a carroça de materiais inflamáveis; chegando de uma apresentação, DJANGO derrubou uma vela quando ia para a cama; a carroça foi incendiada e ele sofreu ferimentos na perna direita e na mão esquerda, tendo 02 dedos praticamente inutilizados. Contra a previsão dos médicos de que ele não voltaria a tocar guitarra e de que deveria amputar uma perna, DJANGO saiu do hospital pouco depois.
Seu irmão, Joseph Reinhardt, presenteou-lhe nova guitarra. Meses e meses de recuperação e de suprema força de vontade, levaram DJANGO a andar com auxílio de bengalas e a desenvolver uma técnica especial para retornar à atividade musical. Conheceu em Pigalle o grande músico francês Stéphane Mougin, que ensinou-lhe os rudimentos jazzísticos. Aproximou-se, pelo pintor Emile Savitry, da música dos grandes "jazzmens": Louis Armstrong, Lionel Hampton, Duke Ellington, Joe Venuti, Eddie Lang e outros.
DJANGO integrou a orquestra de LOUIS VOLA.
Em 1934 foi formado o “QHCF” = "QUINTETTE DU HOT CLUB DE FRANCE" pelo contrabaixista Louis Vola, que concedeu audição especial para Charles Delaunay (representante do selo Odeon) e, em apresentações na "Ecole Normal de Musique" e no "Hotel Claridge”, o quinteto foi aclamado com entusiasmo. Do quinteto fazia parte o violinista Stéphane Grappelli e logo o "QHCF" gravou os primeiros discos pelo selo Ultraphone, incluindo os clássicos do JAZZ "Tiger Rag" e "Dinah".
A música de DJANGO é o resultado da herança cigana com o JAZZ dos anos 30 e 40 e, portanto, com raízes em guetos culturais distantes das "culturas oficiais".
A incapacidade de sua mão esquerda fez com que criasse uma poderosa técnica autodidata, dominando as cordas de forma absolutamente original, com virtuosismo superior, inesgotável senso de improvisação e de "swing", tanto nas melodias quanto na percussão dos acordes.
Como compositor DJANGO deixou obras maiúsculas: "Daphné", "Nuages", "Swing 42", "Swing Guitars", "Djangology", "Minor Swing", "Swing 39" e "Manois De Mês Reves", para citar apenas as mais conhecidas.
GRUPOS PARTICIPANTES
Criada em 1964, a “TRADITIONAL JAZZ BAND BRASIL” (“TJB”) conta com Alcides “Cidão” Lima (bateria e washboard), Edo Callia (piano), Carlos Chaim (contrabaixo), Austin Roberts (trompete), William Anderson (trombone), Eduardo “Dudu” Bugni (guitarra e banjo) e Marcos Monaco (sax e clarinete).
Desde a sua criação, a “TJB” já vendeu mais de 100.000 CD'S e contabiliza em seu currículo participações em mais de quatrocentos festivais no Brasil e exterior. É considerada a única banda de jazz brasileira catalogada em museus e festivais de JAZZ internacionais.
Apesar de representar gênero musical sem tradição no cenário artístico brasileiro, a “TJB” é um marco histórico no Brasil e no mundo, já que poucas bandas de JAZZ conseguiram permanecer na ativa por um período tão longo, mantendo-se em evidência no cenário nacional, ao mesmo tempo em que ganhou projeção no exterior.
Segundo Callia, a base dessa longevidade é a boa convivência, diálogo e muito trabalho.
Paralelamente aos shows, a “TJB” desenvolve outros projetos. Desde 1990, a banda iniciou a série "Vamos ao Jazz", já assistida por milhares de espectadores. As apresentações semanais ao vivo contam com 30 programas selecionados e mais de 350 temas diferentes. Nos mais recentes 09 anos, a série “Vamos ao Jazz” está em cartaz no teatro da Livraria Cultura no Shopping Villa Lobos.
A “TJB” não depende de gravadoras e de distribuidoras de suas gravações, já que por meio da “TJB Empreendimentos Artísticos” a banda grava seus discos, assim como produz shows de outros artistas emergentes.
Os álbuns da banda estão disponíveis para compra na Livraria Cultura, pelo site do grupo www.jazzband.com.br e, também, são vendidos também após os shows da “TRADITIONAL JAZZ BAND BRASIL”.
Estão em preparo grande turnê da “TJB” pelas principais capitais brasileiras, livro comemorativo e a gravação de um DVD, comemorando os “primeiros” 45 anos de estrada da banda.
O “HOT CLUB DE PIRACICABA”, “HCP”, constituiu o seu quinteto em 2009 (QHCP).
Fernando Seifarth conheceu o virtuoso violonista piracicabano Otiniel Aleixo (o “Legal”) e ambos idealizaram o grupo com o propósito de tocar e divulgar o “JAZZ manouche” no Brasil, orientando o repertório para a música brasileira (choro, bossa nova e rítmos nordestinos).
Agregaram os músicos piracicabanos Ely Roberto (trompete), Eloy Porto (trombone) e Frank Edson (tuba), todos com grande bagagem de JAZZ e de MPB: estava então formado o quinteto ! ! !
O grupo se apresentou, pela primeira vez, no Teatro Municipal de Piracicaba em 2009, juntamente com a “TRADITIONAL JAZZ BAND BRASIL” (“TJB”), em noite dedicada ao “Jazz Tradicional” e ao “Jazz Manouche”. O show converteu-se em grande sucesso de público e de crítica.
Recentemente e em comemoração aos 100 anos do nascimento de DJANGO REINHARDT o “QHCP” realizou uma “Jam Session” com a “TJB” no auditório da Livraria Cultura, no Shopping Villa Lobos da capital paulista.
Informações nos endereços: http://www.myspace.com/hotclubdepiracicaba e http://www.myspace.com/qhcp
Com sonoridade vibrante e execução primorosa, o quarteto “HOT CLUB DO BRASIL” resgata a tradição do “Hot Club de France”, apoiado no “Gypsy Jazz” (“JAZZ manouche”).
Reunindo composições de Django & Grappelli, músicas brasileiras, francesas e “standards” do jazz americano, o “HOT CLUB DO BRASIL” tem o violonista belga Benoit Decharneux e o violinista paulista Sergio Janicki como a dupla responsável pelas linhas melódicas.
A base rítmica fica a cargo do violonista Albano Cunha Junior e do baixista Luis Umberto Bertrami.
Mais informações no endereço http://www.myspace.com/hotclubdobrasil


O RETORNO DE MARK MURPHY

15 outubro 2010

Mark Murphy vinha tendo problemas sérios de saúde há uns anos, agregado a uma forma de alzheimer. Muitos comentavam que ele nunca mais iria se apresentar.
Mas não é que ele apareceu no Kitano, em Nova York e teve uma performance a la Mark Murphy. Aos 78 anos, ele ainda consegue muito. Vida longa!

PODCAST # 20




PARA BAIXAR: http://www.divshare.com/download/12835737-cee

Buddy Collette Quartet Club Date

O PIANO POLACO DE MARCIN WASILEWSKI

12 outubro 2010

O pianista Marcin Wasilewski nasceu na Polonia em 1975, começou tocando piano aos 7 e aos 13 já estava nos palcos imerso no jazz formando o Simply Acoustic Trio ao lado dos amigos contrabaixista Slawomir Kurkicwicz e o baterista Michal Miskiewicz. Esse trio é o que podemos chamar de “o trio”, um dos mais expressivos do jazz contemporâneo.
Seus dois primeiros e excelentes álbuns - Habanera (2000) e Lullaby for Rosemary (2001) foram muito bem recebidos pelos entusiastas e pelos amantes da boa música e a expressividade do piano de Marcin foi tanta que chamou a atenção do trompetista Tomasz Stanko, também polonês, que o trouxe para compor o seu quarteto gravando, para mim, seus melhores trabalhos - Soul of Things (2001), Suspended Night (2003) e Lontano (2005), todos pela ECM.
E não parou por aí, outro que também o trouxe para compor seu grupo foi o brilhante baterista Manu Katché, que será alvo de um post aqui em breve, participando dos álbuns Neighbourhood (2006) e Playground (2007), ambos excelentes.
Marcin parte para seu grupo solo que ele intitulou como Marcin Wasilewski Trio gravando Trio (2004), que foi premiado como Quarterly Prize of the German Record Critics, e January (2008), ambos também pela ECM e registros obrigatórios em qualquer discoteca. Nestes registros há composições próprias e temas de autoria de Carla Bley, Gary Peacock, Stanko, uma belíssima interpretação de Cinema Paradiso de Enio Morricone e rearranjos do funk-rock moderno de Prince e da atmosfera gótica de Bjork.
Um pianista de mão cheia, que valoriza a melodia não a deixando sobrepor pelo seu virtuosismo, que ele tem de sobra. Um trio espetacular !

Vou deixar 3 temas na radiola – Cherry, Cinema Paradiso e Tamara.


Som na caixa !


I FESTIVAL DE CONTRABAIXOS DO RJ NA SALA BADEN POWELL

10 outubro 2010


15/10, sexta-feira
19:30hs : Erudito contrabaixo Valeria Guimarães, piano Marly Moniz
20:15hs : Jazz Paulo Russo Trio

16/10, sábado
19:30hs : Erudito contrabaixo Caio Mesquita, piano Silas Barbosa
20:15hs : Jazz Sergio Barroso Trio

17/10, domingo
Bass Ensemble com os contrabaixistas Lipe Portinho, Augusto Matoso e Caio Mesquita


Sala Municipal Baden Powell
Av. Nossa Senhora de Copacabana 360, Copacabana, RJ

COLUNA DO LOC

Caderno B, JB, 10 de outubro
por Luiz Orlando Carneiro


Registro das famosas noitadas no Smalls


Quem vai a Nova York, e gosta de apreciar jazz honesto feito na hora, sem maiores pretensões conceituais, não deixa de ir ao Smalls – aquele clube do Village, não muito longe do Vanguard, ressuscitado e renovado em 2007.
Quem não teve ainda tal oportunidade deve consultar o catálogo do selo Smalls Live, “dedicado à ideia de que o jazz é melhor ouvido ao vivo, com um mínimo de editing, capturado no momento de sua criação espontânea”.
O primeiro dos 11 CDs da série lançada pelo clube da Rua 10, West, flagrou o trompetista Ryan Kisor à frente de um quinteto, e o mais recente, Planet Jazz, um grupo com o mesmo formato, reunido pelo pianista Spike Wilner, 44 anos, frequentador do velho Smalls desde 1994, e hoje um dos donos da nova casa.
Na edição deste mês, a Downbeat dá destaque a Wilner como intérprete, e ao Smalls como o clube que firmou a reputação de apresentar jazz mainstream, madrugada afora, servindo também de observatório para produtores em busca de novos talentos e de “músicos para músicos” que andam com pouca visibilidade (under the radar).
Na primeira fornada da Smalls Live há dois registros que merecem menção especial, por terem como líderes músicos notáveis revelados nos últimos 15 anos e, como sidemen, veteraníssimos expoentes do be bop: o trio do pianista Ethan Iverson, num set de novembro do ano passado, com Ben Street (baixo) e o baterista Albert Tootie Heath, 75 anos; o quarteto do guitarrista Peter Bernstein, à frente de John Webber (baixo) e dos octogenários Jimmy Cobb (bateria) e Richard Wyands (piano), numa noite de dezembro de 2008.
Iverson é mais conhecido como parte do Bad Plus, o frenético trio formado, há quase 10 anos, com David King (bateria) e Reid Anderson (baixo), que jazzifica temas de grupos de rock (Nirvana, Rush, Tears for Fears), mas também de Stravinski ou Burt Bacharach, na linha de um “populismo de vanguarda”. Pois vale a pena ouvi-lo descontraído, no Smalls, dando aulas de destilação harmônica de standards (Laura, All the things you are,Out of nowhere); descobrindo delicadas dissonâncias em A flower is a lovesome thing e Chelsea bridge (Strayhorn); burilando gemas de Lester Young (Pound cake), Charlie Parker (Confirmation) e Tadd Dameron (Good bait).
O disco de Bernstein, por sua vez, é um close up in swing. O discípulo de mestre Jim Hall exibe sua arte requintada – timeless e ageless – trocando compassos e solos com Cobb e Wyands, em interpretações de Four (Miles Davis), Delilah e Love walked in, todas com duração superior a 10 minutos.

Count Basie - "Blues Alley"

09 outubro 2010

Um blues para começar o dia. Um bom fim de semana pra todos.