Aqui você vai encontrar as novidades sobre o panorama nacional e internacional do Jazz e da Bossa Nova, além de recomendações e críticas sobre o que anda acontecendo, escritas por um time de aficionados por esses estilos musicais. E você também ouve um notável programa de música de jazz e blues através dos PODCASTS.
Apreciando ou discordando, deixem-nos seus comentários.
NOSSO PATRONO: DICK FARNEY (Farnésio Dutra da Silva)
..: ESTE BLOG FOI CRIADO EM 10 DE MAIO DE 2002 :..
Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho)*in memoriam*; David Benechis (Mestre Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) *in memoriam*, Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) *in memoriam*, Ivan Monteiro (Mestre I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels)*in memoriam*,, Pedro Cardoso (o Apóstolo)*in memoriam*, Carlos Augusto Tibau (Tibau), Flavio Raffaelli (Flavim), Luiz Fernando Senna (Senna) *in memoriam*, Cris Senna (Cris), Jorge Noronha (JN), Sérgio Tavares de Castro (Blue Serge), Geraldo Guimarães (Gerry).e Clerio SantAnna
PROFESSOR SAZZ DE IDADE NOVA
19 abril 2006
Da turma do Colégio São Fernando, às do Jockey Clube e do Trinta, passando pelos amigos que fez na Petrobrás (Rio e Buenos Aires), sem contar 82% dos artistas ligados à música no Brasil, isso sem falar da penca de gente que dele se aproximou na época da sua loja de discos, All The Best, o Sazz está distribuindo senha para receber tal quantidade de felicitações.
Nós, do CJUB, não precisamos entrar na fila. Basta postar aqui nosso grito:
PARABÉNS E MUITA SAÚDE, JOSÉ SÁ, PELA DATA DE HOJE!!!
JAZZ NOTURNO NA LAGOA - 15.04.2006
14 abril 2006
Local: Quiosque Drink Café (perto do parque dos patins)
Dia: 15.04.2006
Quinteto: amanhã na lagoa rodrigo de freitas, quiosque drink café:
Paulinho trumpete quinteto
Widor Santiago - sax
Kiko Continentino - teclado
Paulo Russo - contrabaixo acústico
Xande Figueiredo - bateria
Simplesmente imperdível !!!!
Beto Kessel
MILTON, SEM RÓTULOS, IGUALA-SE AOS FIGURÕES DO JAZZ
13 abril 2006
Um fã desavisado poderia se surpreender ao ver Milton Nascimento cantar um clássico do jazz, dedilhando um baixo acústico. Foi exatamente assim que o compositor abriu seu show de anteontem pela série Credicard Vozes, no Bourbon Street, em São Paulo. Como outros artistas que já participaram desse projeto, Milton aceitou o desafio de interpretar um repertório diferente do habitual. Ou de reler seus sucessos num formato musical diverso do que o consagrou. Acompanhado por seu sexteto, ele foi direto ao assunto: já entrou em cena vocalizando a melodia de "Work Song" (de Nat Adderley), clássico do soul-jazz dos anos 60. E, sem largar o contrabaixo, emendou uma versão descontraída de outra pérola do gênero: "Far More Blue" (de Dave Brubeck). Quando tudo indicava que a seleção de clássicos do jazz continuaria, Milton virou o jogo. Trocou o baixo pelo violão e, com aquela voz sublime que emociona platéias há quatro décadas, relembrou a bela "Outubro" (parceria com Fernando Brant), lançada por ele em seu disco de estréia, em 1967. Para quem acompanha de perto a trajetória do carioca mais mineiro da MPB, esse foi o verdadeiro início do show. A relação de Milton com o jazz o segue desde cedo e transparece em boa parte de sua obra, especialmente na maneira de tratar melodias e harmonias. Mesmo sem ser um jazzista literal, Milton é um adepto do improviso como método de criação. Não foi à toa que ele incluiu no roteiro outras canções da fase inicial de sua carreira. Como a pungente "Tarde" (parceria com Márcio Borges), recriada com pulso de samba, em arranjo bem jazzístico. Ou a solar "Canção do Sal", que ressurge em versão mais vibrante do que a original. Também não é à toa que Milton escolhe para sua banda músicos com formação jazzística, como o tecladista Kiko Continentino, o guitarrista Wilson Lopes ou o baterista Lincoln Cheib, que já o acompanham há anos. Esse know-how ficou bem evidente na longa versão de "Vera Cruz" (parceria com Marcio Borges), repleta de improvisos, como numa "jam session". Outro momento conectado com o jazz veio com "Lilia", tema instrumental lançado originalmente no lendário álbum "Clube da Esquina" (1972), que Milton compôs em homenagem à sua mãe. A nova versão ganhou um sotaque oriental, insinuado pelo expressivo solo de Widor Santiago ao sax soprano.
RADIO EUROPA LISBOA
12 abril 2006
Fomos contactados hoje pela Antonieta Lopes da Costa, da Radio Europa Lisboa (antiga Radio Paris Lisboa), dando conta de seu recente relançamento. A REL transmite jazz e notícias e nos convidou a visitar o site (cliquem na ilustração).Dei uma ouvida no repertório enquanto trabalhava - abre fácil e toca sem falhas nas conexões de banda larga - mas não há referências sobre as músicas, autores, etc, pelo menos no player do Windows Media.
Se alguém obtiver sucesso neste quesito, por favor avise, caso contrário já fica sendo uma boa sugestão a ser implementada pelo pessoal da Antonieta, dada a natureza habitualmente minuciosa dos ouvintes de jazz.
MAIS PIANISTAS
Portanto volto seguindo a trilha do piano para escrever algumas linhas sobre 3 lançamentos, sendo um pianista da velha geração do jazz (Old Tiger) Andrew Hill, outro de mediana geração, Cyrus Chestnut, e o último, da novíssima (Young Lion) Taylor Eigsti.
Curiosamente assisti aos três em suas últimas apresentações por aqui.
Começando pelo recente trabalho de ANDREW HILL, Time Lines (Blue Note), que segundo o Luiz Orlando Carneiro diz em sua coluna do JB, ficará em estado de choque se esse não for considerado pelos críticos o disco mais importante do ano.De fato considero este dos melhores da carreira de Hill, com sua musica densa e cerebral de grande criatividade e improvisação, fazendo fluir os sentimentos criados pelos seus temas, no total de 8 sendo 2 com interpretações alternativas, "Ry Round" e "Malachi", este abrindo e fechando o CD com a segunda versão em balada solo, uma das mais belas dos últimos tempos, feita em memória ao baixista Malachi Favors do Art Ensemble of Chicago, falecido em 2004.
Ressalto também os solos e improvisos de Charles Tolliver (trompete) e Greg Tandy (tenor, clarineta e clarone) de grande criatividade e interação harmonica.
Cotação: @@@@
Na sequencia, o CD de CYRUS CHESTNUT, Genuine Cyrus (Telarc), a meu ver bem irregular, com altos e baixos mais para descendente, indo desde David Gates, do grupo roqueiro insosso Bread, que fez sucesso com baladas tipo "If", surpreendentemente selecionada e interpretada por Cyrus e seu grupo, em uma frustrada tentativa de leitura jazzística sem solução.Outro tema pop mela cueca é "The First Time I Saw Your Face", que também passa longe do dito jazz.
Pelo menos em 3 faixas de sua autoria, "Mason Dixon Line", "Eyes On The Prize"e "Through The Valley", podemos apreciar as verdadeiras teclas de Cyrus e sua verve jazzística, mas muito pouco para o todo.
Fecha o CD um tema solo "Lord I Gave Myself To You" (Traditional), pelo nome nem preciso dizer tratar-se de spiritual/gospel, genero musical em que Cyrus vem militando há algum tempo.
Considero este um trabalho menor, afastando Chestnut da nata desse nobre instrumento.
Cotação: @@
Finalmente, o lançamento de uma das promessas da nova geração TAYLOR EIGSTI, Lucky To Be Me (Concord) em CD com 11 musicas, 4 do próprio e alguns standards como "Giant Steps", onde faz uma releitura do classico de Coltrane muito criativo e diversificado do original, ou "Love For Sale" (Porter) com um andamento mais rapido que os arranjos tradicionais, mostrando ser um pianista à procura de sua identidade o que acredito esteja perto de, tocando com criatividade e incrível agilidade, é de fato velocista, embora nas baladas também se comporte muito bem. Taylor vem acompanhado de grandes nomes como James Genus e Christian McBride (baixo), Lewis Nash e Billy Kilson (bateria), além de Garrett Smith (trombone), Adam Schroeder e Eric Marienthal (sax), sem falar em Julian Lage, para mim o novo prodígio e fenômeno na guitarra, mas que infelizmente teve sua participação limitada a 3 temas.
Disco que sem duvida vale a pena conferir e ouvir mais vezes, como no meu caso.
Cotação: @@@1/2
Fui....
Sá
SOBREVOANDO A JOATINGA
10 abril 2006


Alguns talvez fiquem chateados, outros com inveja, outros ainda poderão sentir-se traídos mas desde já afirmo que não havia nenhuma outra saída possível já que, como no futebol, o mando de campo não era nosso. Vou confessar agora a todos que no dia 23 último rolou uma produção extra do CJUB, num lugar lindo, lotado de gente bonita e interessante, com música de muito bom nível - desnecessário dizer de que tipo - e um ambiente de festa que nunca conseguiremos reproduzir senão ali mesmo, numa oportunidade futura.
Foi na casa do Heiner, sobre quem já falei aqui em post anterior, onde, desde que lá estive pela primeira vez, fiquei imaginando algo com a marca do CJUB, naquele cenário onírico. Bon-vivant e excepcional anfitrião, promotor de festas em que o jazz é a tônica e que chama de "Jazz na Joatinga", o Heiner e eu ajustamos uma co-produção: ele levaria um banda à sua casa -convidou a conduzida pelo jovem e talentoso saxofonista-alto e flautista Julio Merlino, JAZZAFINADO (detalhes adiante) - e o CJUB entraria com duas estrêlas de primeira grandeza para complementá-la.
Pois bem, a iniciativa conjunta foi um sucesso, que por questões de espaço, não pudemos partilhar com o fiel público dos nossos concertos no Mistura Fina. O Heiner, muito acertadamente, ao levar em consideração antes de tudo o conforto de seus convidados, limitou as presenças a 150 pessoas, divididas em 100 convidados dele e 50 do CJUB. Nossa quota foi preenchida pelos membros da confraria e por seus familiares e convidados e esgotou-se rapidamente. Não fossem algumas desistências de última hora, a maioria justificada, teríamos de pedir autorização especial para algum estouro na cota, o que felizmente não foi necessário.
Nesse cenário privilegiado - a casa tem uma acústica surpreendentemente boa, a despeito de ser toda envidraçada - Julio Merlino e seu grupo, composto por Bernardo Bezerra no teclado, Rodrigo Borges na guitarra, Rafael Garafa no baixo elétrico e Rodrigo Scofield na bateria, iniciaram um "primeiro set" todo dedicado às baladas conhecidas dos presentes.
Merlino exibiu uma técnica bem madura para um saxofonista tão jovem, com inventivos "chorus" e improvisos fluentes, fruto, acredito, de seu trabalho como principal solista da UFRJazz Ensemble, ótima big-band carioca onde atua sob a batuta do Maestro José Rua. Seus acólitos cumpriram fielmente suas tarefas, um pouco tímidos de início, talvez por estarem sob a observação de outros músicos, profissionais e mais calejados. Destaque um pouco maior para o teclado de Bernardo e a guitarra de Borges.
Após um intervalo de dez minutos, onde os presentes puderam conversar, reunidos em torno da piscina, desfrutando da paisagem e da temperatura muito agradável, entraram em campo os instigantes Bosisio e Biglione, que decidiram iniciar o seu set dialogando longamente entre si, acompanhados apenas pelo baixo e pela bateria.
E o que fizeram então com suas guitarras revolucionou a noite em termos musicais, até ali pacata. Bosisio demonstrou uma técnica tão soberba quanto plácida, com solos em andamentos mais lentos, enquanto Biglione era nitroglicerina pura. A simples intercalação desses dois estilos geniais fez com que os demais músicos percebessem que havia ali espaço para todas as interpretações e técnicas e então a noite passou a ser de puro divertimento.
Foi então desfiada uma penca de standards, a que todos reconheciam imediatamente e assim lhes facilitava comparar os estilos diferentes de Bosisio e Biglione, os timbres diferentes de suas guitarras - a do primeiro mais acentuada nos tons médios, a de Vítor mais para os agudos - suas técnicas exuberantes e tudo isso fez com que a banda se soltasse e ousasse, cada solista dando o melhor de si para não comprometer o todo. Mais uma vez, Merlino mostrou que está "graduado" e que já é capaz de figurar hoje em um concerto do CJUB empunhando seu sax alto e suas idéias elegantes. Bezerra voou alto no teclado, e me pareceu que surpreendeu-se descobrindo tocar bem mais rápido do achava que podia, sem perder de vista algumas boas idéias nos improvisos que exibiu. Destaque-se também o jovem Scofield e sua estranha bateria, mantendo firme o pulso e apresentando criatividade nos seus solos, ladeado pelo firme Garafa no baixo, apresentando boa velocidade e afinação num bom desempenho, sem temer as passagens mais rápidas, nas quais saiu-se muito bem.
A apresentação foi muito aplaudida pela platéia deslumbrada com o que a rodeava: a paisagem, a boa conversa no jardim, a hospitalidade do Heiner e sobretudo pela maravilhosa atmosfera jazzística ali conseguida.
A ponto da pergunta final ser uma só: quando vai ser a próxima?
GLOBO ON LINE DÁ DESTAQUE À PRODUÇÃO DE HOJE
07 abril 2006
Matéria do Globo On-Line de hoje:
Jane Duboc e Victor Biglione Quarteto
Os músicos visitam a obra da diva do jazz Ella Fitzgerald
Jane Duboc e Victor Biglione tocaram juntos uma única vez, no início da carreira de ambos. Agora, cantora e guitarrista se reencontram para um show em forma de tributo à diva do jazz Ella Fitzgerald. O show, após a temporada no Mistura Fina, vai se transformar num CD e a dupla excursionará pelo Brasil e pelo exterior.
Serão revisitados, nesta temporada, os songbooks de Gerswhin, Rodgers, Porter, Ellington, Arlen, Mercer e Jobim, e as memoráveis associações com os bandleaders e arranjadores Chick Webb, Duke Ellington, Count Basie e Nelson Riddle. Além disso, estarão presentes no show, registros com os mais importantes jazzmen que por 60 anos de carreira acompanharam Ella, desde Louis Armstrong, passando por Ellis Larkins, Hank Jones, Oscar Peterson, Roy Eldridge, Ray Brown, Herb Ellis, Joe Pass, Andre Previn, Niels Pedersen, Tommy Flanagan, Clark Terry, Stan Getz, Zoot Sims, Benny Carter e Oscar Castro Neves, entre tantos outros, inclusive nas históricas participações da diva nas jams e turnês organizadas pelo lendário produtor Norman Granz, batizadas de Jazz at the Philarmonic.
CJUB - RUMO AOS QUATRO ANOS
06 abril 2006
Neste momento, nunca é demais recordar que o CJUB está próximo de completar (em 10.05.2006) o seu quarto aniversário.
Os 4 anos de muitos Concertos de Jazz, muitos almoços agradáveis, muita troca de informação, muito aprendizado, muito apoio aos músicos, muita camaradagem, muita amizade e muito JAZZ...
Vida Longa ao CJUB !!!!
Beto Kessel
“DEAR ELLA” - JANE DUBOC & VICTOR BIGLIONE QUARTETO visitam ELLA FITZGERALD
03 abril 2006


Um anjo por um anjo. O mais belo timbre do país incorpora o legado da mais importante cantora de todos os tempos.
JANE DUBOC e o QUARTETO DE VICTOR BIGLIONE formam, em produção de gala do CJUB, o all star cast, que trará para o Mistura Fina, nos dias 7 e 8 de abril, o jazz insuperável de Ella Fitzgerald.
Serão revisitados, nesta curta e imperdível temporada, os inesquecíveis songbooks (Gerswhin, Rodgers, Porter, Ellington, Arlen, Mercer, Jobim) e as memoráveis associações com os bandleaders e arranjadores Chick Webb, Duke Ellington, Count Basie e Nelson Riddle, além dos registros com os mais importantes jazzmen que por 60 anos de carreira ladearam “the First Lady of Song”, desde Louis Armstrong, passando por Ellis Larkins, Hank Jones, Oscar Peterson, Roy Eldridge, Ray Brown, Herb Ellis, Joe Pass, Andre Previn, Niels Pedersen, Tommy Flanagan, Clark Terry, Stan Getz, Zoot Sims, Benny Carter e Oscar Castro Neves, entre tantos outros, inclusive nas históricas participações da diva nas jams e tournés organizadas pelo legendário produtor Norman Granz, batizadas “JAZZ AT THE PHILARMONIC”.
JANE DUBOC & VICTOR BIGLIONE QUARTETO
VICTOR BIGLIONE, direção musical, arranjos e guitarra;
ALBERTO CHIMELLI, piano;
SÉRGIO BARROZO, contrabaixo;
ANDRÉ TANDETA, bateria
MISTURA FINA (Av. Borges de Medeiros, 3.207, Lagoa)
Dias 07/4, 21:30; 08/5, 20:00 e 23:00
(ingressos no local ou no site www.ticketronics.com.br)
Quem não for lá ou é ruim da cabeça, ou doente do pé, ou vai estar viajando (em todos os sentidos).
Nada mais a dizer, exceto: cliquem nas ilustrações (e olhem o capricho do banner do nosso Manim, à esquerda) para ver mais detalhes.
MORRE JACKIE MCLEAN
02 abril 2006
Aos 74 anos, Jackie McLean faleceu no último dia 31 em sua casa em Hartford, cuja causa não foi divulgada pela família.Nascido no Harlem, vizinho de grandes do jazz como Duke Ellington, Nat King Cole, Monk, Bud Powell e Sonny Rollins, começou a tocar aos 15 anos e tornou-se um dos grandes saxofonistas alto da era do jazz.
Descendente de Charlie Parker, McLean desenvolveu seu estilo nos 50', gravou mais de 60 albuns e deixou um grande legado para as gerações de saxofonistas que o sucederam.
Após a morte de Parker em 55', McLean foi o sax alto de Charles Mingus, onde encontrou seu próprio estilo, livre da influência de Parker. Entre 56' e 58' foi membro dos Jazz Messengers de Art Blakey e entre 59' e 67' gravou inúmeras sessões pela Blue Note.
Nos últimos 35 anos viveu em Hartford, onde criou um programa de estudos de jazz na Hartt School of Music, na Universidade de Hartford, hoje chamada de Jackie McLean Institute od Jazz.
YAMANDU COSTA
01 abril 2006
Na carona do lançamento da Delira Musica, mais música instrumental brasileira em DVD, agora com sotaque gaúcho.Assisti Yamandu Costa pela primeira vez em 2001 no festival VISA de música instrumental, cuja apresentação do tema Brejeiro foi espantosa, inovadora, já mostrando que que aquele garoto gaúcho chegava, definitivamente, como uma revelação no instrumento. Com seu violão de 7 cordas, um pouco incomum na seara dos violonistas tradicionais, uma pegada forte e de estilo tão particular, chamou atenção para o Free Jazz Festival deste mesmo ano, em apresentação solo, a qual também assisti. Ainda garoto, não tinha uma presença tão marcante de palco, mas tocava demais e com muita estrada pela frente.
Confesso que violão solo chega a ser um tanto "cansativo" para os menos entusiasmados, mas Yamandu Costa percebeu isso ao longo do tempo e encontrou parceiros que complementaram sua música de forma magistral, acrescentando novas dinâmicas, releituras de temas conhecidos e fez música de altíssima qualidade.
Pois bem, isso pode ser visto em seu primeiro DVD, lançado pelo selo Biscoito Fino e gravado ao vivo no Sesc Pompéia, SP, no ano passado. Não hesitei em adquirir este material e, para os amantes das cordas, é obrigatório.
Em apresentações solo, duo, trio e quarteto, Yamandu desenvolve sua técnica e seu entusiasmo de forma contagiante através de temas próprios e composições de Baden Powel, Geraldo Vandré e Django Reinhardt.
Muito bem gravado, também em áudio multicanal, o show abre com 2 temas solo de sua autoria. Após, sobe ao palco o baixista Tiago Espirito Santo, filho do grande instrumentista Arismar Espirito Santo, e o baterista Eduardo Ribeiro. O trio ataca com um tema de Baden Powell - Valsa n.1 - e outro tema do próprio Yamandu, sobrando muito improviso para Tiago com seus harmonicos a la Pastorius. O inusitado vem no próximo tema, em duo, um tango - Tango Amigo - onde é chamado ao palco o contrabaixista Guto Virti. Usando o contrabaixo acústico com arco, Guto se destaca na faixa. Chega a vez de Toninho Ferraguti e seu acordeom subir ao palco para mais 3 temas, em trio com Guto, em duo com Yamandu e em quarteto com o baixo elétrico de Tiago e a bateria de Eduardo Ribeiro em um tributo a Pixinguinha. Toninho Ferraguti se despede e, de volta a formação de trio, o homenageado agora é Django Reinhardt com o tema Nuages. Belissimo ! Daí em diante, fica dificil não se contagiar com a vibração dos músicos. Com seu violão cheio de vozes e improvisos, destacam-se Vou Deitar e Rolar (Baden Powell) e Disparada (Geraldo Vandré), sobrando, mais uma vez, muito improviso para o elétrico baixo de Tiago Espírito Santo e a bateria de Eduardo Ribeiro.
A festa não acaba aí, nos extras tem uma versão bem improvisada de Sampa (Caetano Veloso) e uma jam em mais um tributo a Django, além de entrevistas e temas livres improvisados durante as turnês.
Vale conferir !
Nosso Trio em DVD
31 março 2006

Esta é para quem está carente de bons vídeos de jazz brasileiro. Acaba de sair o DVD do Nosso Trio. Formado por Nelson Faria (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria), virtuoses em seus instrumentos, dialogam de forma fluente e improvisam sobre temas próprios e clássicos como ‘O Barquinho’, 'Vera Cruz' e ‘Vento Bravo’. O DVD foi gravado sem público no teatro Maria Clara Machado, um teatro de arena no Planetário da Gávea. Muito bem filmado e editado, iluminação magnífica. O áudio está excepcional! Principalmente na versão 5.1. A produção é simples, mas muito bem executada, privilegiando a performance dos músicos. Além do show de 83 minutos, o DVD traz depoimentos de João Bosco, Leila Pinheiro e Leny Andrade, fotos e biografias dos músicos. A boa notícia é que o DVD é uma embalagem dupla que traz junto o CD "Vento Bravo". São dois produtos em um só. O CD "Vento Bravo", do trio, também pode ser encontrado separadamente. Quem não foi ao lançamento na última quarta-feira, já pode encontrar o vídeo + CD na loja Arlequim do Paço Imperial. Em breve, estará nas outras boas lojas do ramo. Veja abaixo o repertório:
Repertório DVD:
- Paca, Tatu, Cotia Não (Nico Assumpção)
- O Barquinho (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)
- Brooklyn High (Partindo pro Alto) (Nelson Faria)
- Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá / Antônio Maria)
- Vento Bravo (Edu Lobo / Paulo César Pinheiro)
- Balada p’a Nadia (Victor Assis Brasil)
- Eu Sei Que Vou Te Amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
- Mônica (Ney Conceição)
- Resposta (Ney Conceição)
- Vera Cruz (Milton Nascimento / Márcio Borges)
Repertório CD:
- O Barquinho (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)
- Partindo pro Alto (Nelson Faria)
- Baião por Acaso (Nelson Faria / Hamleto Stamato / Rodolfo Cardoso)
- Balada p’a Nadia (Victor Assis Brasil)
- Vento Bravo (Edu Lobo / Paulo César Pinheiro)
- Resposta (Ney Conceição)
- Fala Negão (Ney Conceição)
- Lagoa Santa (Nelson Faria / Ney Conceição / Kiko Freitas)
FALANDO DE MÚSICA
28 março 2006
Quando olhamos para o passado costumamos ser exigentes demais em nosso julgamento pessoal. Pensamos sempre que, na maioria das vezes, poderíamos ter feito o nosso trabalho de uma forma mais adequada ou talvez mais simplificada, se tivéssemos começado de uma maneira diferente. Poderíamos até mesmo ter conseguido soluções mais brilhantes.O mesmo tipo de pensamento me ocorre em relação aos quinhentos e poucos anos do Brasil.
Será que hoje poderíamos estar numa posição mais confortável se tivéssemos começado de uma forma diferente? Estaríamos hoje em condições de competir com outros países numa situação mais favorável? Poderíamos enumerar muitas formas de solucionar os nossos problemas, mas nunca teremos como garantir a vitória!
No panorama musical brasileiro, de uma certa forma, a situação curiosamente se inverte porque tivemos um começo provido de um alicerce cultural fabuloso, que remonta às as influencias indígenas e africanas, até chegar a Heitor Villa–Lobos, extraordinário compositor e instrumentista nascido no Rio de Janeiro em 1887. Villa, como era chamado, observou a música praticada nas ruas e praças da cidade que passou a exercer um atrativo especial. Era o “choro”, composto e executado pelos “chorões”, músicos que se reuniam regularmente para tocar por prazer e, ainda, em festas e durante o carnaval.
Tal interesse levou Villa-Lobos a estudar violão. Como consequencia desse envolvimento com o choro, começaria a compor um ciclo de quatorze obras, para as mais diversas formações, intituladas “Choros”; nascia aí uma nova fórmula musical, onde aquela música urbana se mesclava a modernas técnicas de composição.
Villa-Lobos também deu uma enorme contribuição à cultura fundando em 1945, a Academia Brasileira de Música. O seu modelo foi a Academia da França. Tratava-se de uma instituição honorífica, que reuniria 40 personalidades dentre as mais notáveis do meio musical brasileiro. Desde então a Academia vem sofrendo algumas modificações procurando se adaptar aos novos tempos.
Não podemos deixar de falar tambem de Ernesto Nazaré, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Bororó com sua magnífica composição “Da Cor do Pecado”, que considero uma das melhores desses quinhentos anos; e mais uma infinidade de talentos que este espaço seria demasiadamente pequeno para traduzir-lhes a importância na sequencia cultural do nosso país.
A década de 50 foi marcada com o sucesso de cantores como Cauby Peixoto, Angela Maria (que se tornaria a Rainha do Rádio em 1954) e muitos outros em plena atividade dentro do rádio. Também é bom lembrar que no fim de 1954, após quinze anos de ausência, veio ao Brasil a nossa Carmem Miranda, que faleceu no ano seguinte. A morte de Carmem Miranda veio interromper um tempo e um modo de compor e interpretar a música brasileira; marca, também, o fim de um período ingênuo e delicadamente malicioso.
A década de 50 também foi um período de intensa renovação do samba tradicional para o samba-canção, com harmonias mais ousadas e de bom-gosto. Essa variação romantizada do samba apareceria como precursora do movimento evolutivo que redundaria na bossa-nova.
Uma das principais causas da arrancada da bossa-nova foi a grande repercussão da peça Orfeu da Conceição, depois transformada em um filme francês de grande êxito em todo o mundo pelo seu sentido muito mais musical que teatral. Ela foi muito importante porque marcou o início da parceria de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes. Com o surgimento do primeiro disco de João Gilberto, a bossa-nova marcou o seu terreno a tal ponto que em todas as reuniões de jovens da classe média, nunca faltavam a vitrola, um cantinho e o violão.
Para podermos entender melhor a bossa-nova, precisamos compreender de que forma o jazz influenciou o samba. O jazz, ao contrário do que se pensa, não é um estilo de música mas uma maneira de tocar; assim sendo, bossa-nova significa um modo diferente de tocar o samba. Isso tudo veio a contribuir para que a música instrumental, no Brasil, se propagasse bastante na época. Os trios, quartetos e conjuntos vocais tiveram oportunidade de mostrar o talento e a capacidade de improvisação do músico brasileiro. Grandes instrumentistas como Luís Eça (Tamba Trio), Tenório Jr., Maurício Einhorn, Edson Machado, João Donato, Luís Carlos Vinhas (Bossa-Tres), J.T. Meirelles, Maciel Trombone, Edson Lobo, Sérgio Barrozo, Cesar Camargo Mariano, Roberto Menescal, Wilson das Neves, Tião Neto, Murilo (bateria), Helcio Milito, Milton Banana, Hamilton Godóy (Zimbo Trio), Ronie Mesquita (bateria), Os Cariocas (conjunto vocal), entre muitos outros, se destacaram durante a bossa-nova, que acabou desaparecendo rápido (como movimento musical) porque, pouco depois do seu sucesso, seus elementos de beleza, equilíbrio e musicalidade foram atropelados por um pós-modernismo baseado em impulsos instintivos sem nenhum compromisso com qualquer forma de controle racional.
Em meados de 60 o rock e a música eletrônica explodiram, passando a predominar o valor sonoro em lugar do valor melódico, harmônico e musical. Passamos pela “Jovem Guarda”, com Roberto Carlos e Erasmo Carlos até chegarmos a Caetano e Gil, por volta de 68, com a “Tropicália” encarregada, por um lado, de antagonizar e sepultar e, por outro lado, levar adiante os avanços obtidos pela bossa-nova.
Atualmente, estamos vivendo um enorme descalabro cultural. Temos uma grande quantidade de artistas tentando, com seus trabalhos musicais de alta qualidade, abrir uma brecha num mercado fechado e, ao mesmo tempo, uma grande massa de incompetentes em todos os sentidos fazendo dessa arte um verdadeiro lixo, poluindo todos os meios de comunicações e nos deixando com raríssimas opções de escolha.
É preciso desobstruir as barreiras que se formaram, e, com isso, fazer com que a verdadeira arte musical possa vir a cumprir o seu papel. É tambem necessário que cada um faça a sua parte, colocando suas idéias em ação e principalmente passando boas informações culturais aos que não tem acesso.
Nós, instrumentistas, poderíamos tocar nos colégios, faculdades, centros culturais, etc., devidamente patrocinados por prefeituras, governos estaduais ou até mesmo entidades particulares. Tenho um projeto que visa levar boa música aos colégios no intervalo de recreio dos alunos (ou final das aulas), que é muito fácil de se realizar, bastando apenas ter transporte e um pequeno equipamento de som.
Para isso, seria necessário apenas contatar possíveis patrocinadores. Fica aí a minha idéia.
Mr. Chimes
[Alberto Chimelli
Contatos: e-mail: chimellialberto@hotmail.com]
PIANISTA RAMSEY LEWIS COMANDA PROGRAMA DE TV
26 março 2006
A edição de abril da Revista Down Beat traz como destaque na sua capa a foto do pianista Ramsey Lewis, músico de jazz atuante há décadas e que alem de programas de rádio, passará a comandar em abril um programa na TV sobre Jazz.Tomo a liberdade de transcrever parte da matéria, que discute a importância do veículo TV na disseminação e difusão do Jazz.
Em tempo, tive o prazer de vê-lo tocar em Chicago em 2003, e gostei bastante.
"
Jazz has not been the focus of naturally syndicated weekly network television show since the Steve Allen-produced "Jazz Scene U.S.A." started its run on the air in 1962, with Oscar Brown Jr. as its host (although the show was not available in some major U.S. markets, including Chicago). Since then, there have been documentaries such as Ken Burns’ "Jazz," the jazz guests on "The Tonight Show With Johnny Carson" and the occasional performance aired on PBS. On cable BET Jazz broadcasts shows about the music every day, but it reaches a limited percentage of U.S. households. And it’s still a dream of seeing prominent jazz performances on the Grammy Awards telecast.
Television, of course, harnesses enormous power to influence taste, and with jazz relegated to the sidelines of network TV for more than 40 years, the music has suffered an enormous handicap. This has contributed to its diminished profile. So, when "Legends Of Jazz" starts to air nationally on PBS in April, it presents a significant opportunity for the art form. If the show succeeds in attracting an audience, the market for jazz in the United States could begin to expand, and will gain exposure as long as the show continues to be produced. But if it fails to attract a significant national interest over its 13-episode debut run, and season No. 1 becomes the series finale, the prospects of seeing a jazz series on network television again in the near or distant future are slim to none. "
Aproveito o gancho da matéria da Down Beat para imaginar como seria interessante ter nossa TV mostrando o Jazz em horário nobre, mas acho no fundo que isto é uma ilusão, pois a dinâmica local das emissoras privilegia o descartável, com exceção de uns momentos nas novelas de Manoel Carlos, que parece gostar muito de Bossa Nova e quem sabe do Jazz.
Fica o tema para discussão...
Beto Kessel
AS DUAS FACES DE ROY HARGROVE
25 março 2006
Dois novos discos serão lançados simultaneamente.O trompetista de hip hop jazz, Roy Hargrove, irá lançar no dia 2 de maio, dois novos discos pela Verve Records, de ambos os grupos que participa, o The RH Factor e o The Roy Hargrove Quintet.
Os discos "Distractions" e "Nothing Serious", respectivamente do The RH Factor e The Roy Hargrove Quintet, mostram os dois aspectos e diversidades da musicalidade do trompetista/compositor.
O The RH Factor é seu grupo de neo-soul/jazz, que debutou em 2003 com o sucesso "Hard Groove". O The Roy Hargrove Quintet é um grupo de jazz de puro hard-bop e straight ahead, que continuam suas apresentações enquanto Hargrove experimenta diferentes sons.
Hargrove continuará a se apresentar com ambos os grupos, mostrando seus dois novos lançamentos.
Para mais informações visite http://www.ververecords.com/.