Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

HOMENAGEM A FREDDIE GREEN – FARIA HOJE 103 ANOS

31 março 2014

Após a morte de seus pais Freddie Green com 9 anos deixou sua cidade natal, em Charleston, Carolina do Sul no final de 1920 e mudou para Nova York para ficar com sua tia e continuar a escola. Ainda adolescente época em que tocava guitarra em vários clubes da cidade para ganhar dinheiro onde ele iria ser descoberto pelo caçador de talentos - John H. Hammond. Percebendo o seu enorme potencial Hammond apresentou o jovem artista a Count Basie.  Basie levou Green sob séria consideração e o convidou a participar de seus shows em 1937, e logo lhe ofereceu emprego fixo em sua orquestra. Para os próximos 50 anos Freddie Green tornou-se uma parte essencial da orquestra como guitarrista de ritmo, sólido e que raramente executou solos. Lembrado por ser o mestre em manter constantemente um nível de controle cuidadoso, tocando em cada batida em sincronia com a bateria , para não interferir ou dominar seus companheiros de banda. Green certa vez disse: — " Você nunca deve ouvir a guitarra por si só, deve ser parte da percussão e por isso deve soar como o baterista está tocando e então faço os acordes”.
video
 
Após o falecimento de Basie, Freddie Green continuou na orquestra, vindo a falecer em 1/março/1987 a exatos 25 dias antes de poder comemorar 50 anos na orquestra de Count Basie !

BATERIAS & BATERISTAS – Parte VIII

30 março 2014



TRABALHO DE PESQUISA DE NOSSO EDITOR NELSON REIS

1 – O ESTUDO ( I ) – AFINIDADE

Todos sabemos que nada se faz em nossa vida, sem o aprendizado de estudo, o conhecimento e a prática. Em qualquer atividade a qual o ser humano se dedica, esses fatos se comprovam, mormente na atividade musical.
Todos também sabemos, que há sempre um momento de aprendizado, que evolui ao companheirismo do mestre, e a fraternização do mestrado. É muito comum, ao ouvirmos um principiante qualquer e, reconhecermos através de suas execuções iniciais “a influência do Mestre” ou “ídolo” que ministrou ensinamentos em seu instrumento. Seja através da entonação, fraseado, técnica ou solos.
Existem alguns casos em que a identidade é tal que o mestre ou o “ídolo”, podem ser confundidos quando somente ouvidos. Quem viveu os anos 50 e 60, passados no Rio de Janeiro, há de se lembrar de um excelente músico jazzista — Jorginho (Jorge Ferreira da Silva) – de saudosa memória - executante de sax-alto (e também flauta). Era um profissional exímio, que gravou junto a outros não menos famosos saxofonistas, como Aurino (sax-barítono), Cipó (sax-tenor e maestro) e a Juarez Araújo (sax-tenor) e que tinha como seu “verdadeiro ídolo”, no instrumento, o saxofonista de jazz Lee Konitz.
Quando Lee Konitz esteve no Brasil, chegou a externar em conversa que “às vezes, não sabia se era ele ou Jorginho que estava tocando”. Tornaram-se grandes amigos, se correspondiam e, se admiravam mutuamente, enquanto Jorginho  ainda estava no meio musical.

Não há fotos de JORGINHO, pelo menos conhecida na mídia. Ao lado talvez o álbum de maior sucesso, um LP datado de 1963 com os seguintes músicos:


Alto Saxophone – Jorginho e lider
Baritone Saxophone – Aurino
Bass – Paulo
Drums – Plinio
Guitar – Jose Menezes
Percussion – Plinio
Piano – Fats Elpidio


 2 - O ESTUDO (II) – AMBIÊNCIA

Como qualquer outro profissional instrumentista, o baterista “casa-se com o instrumento”
É comum encontrá-lo, especialmente na fase de aprendizado, em companhia de um par de baquetas, exercitando-se em qualquer lugar que se lhe permita. Liga-se à ambiência do instrumento através de outros bateristas, clubes ou escolas de percussão, catálogos e revistas especializadas e, em apresentações de colegas ou de profissionais do seu instrumento, os quais admira.
Assim, o aprendiz e/ou profissional passa a dedicar-se ao instrumento e a tudo quanto a ele se relaciona.

3 – O ESTUDO (III) – FONTES

O aprendiz que se interessa por bateria procura um profissional reconhecido no instrumento para tomar aulas particulares, em Conservatório ou em ambas circunstâncias.
Os mestres e profissionais categorizados, tem seus “Métodos de Estudo”, de suas próprias autorias ou indicam ao aluno, qual ou quais ele poderá seguir na orientação técnica dos exercícios aplicados.
Atualmente, as “vídeo aulas” alicerçam o aprendizado e, quase todos os conceituados instrumentistas tem a sua vídeo-instrução para encaminhamento complementar de seus alunos.
Em uma de nossas andanças na cidade de Nova York, entramos em uma loja especializada em instrumentos musicais e vimos um desses vídeos, que – na época – era ainda em VCR. Julgamos ser um excelente acessório para quem se interessasse pelo assunto. Entramos e perguntamos o preço e a resposta do atendente foi imediata:
- Cem dólares. É o preço de metade do custo de uma hora de aula pessoal com “esse sujeito” e, o tempo de duração é, exatamente, não mais que isso.

Nome do sujeito: Dave Weckel




P O D C A S T # 2 0 0

28 março 2014

ARTIE SHAW
CLIFFORD BROWN


RED NORVO



PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO: http://www.divshare.com/download/25257467-861

CRÉDITOS DO PODCAST # 199

26 março 2014

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS AUTORES
LOCAL / DATA
DUKES OF DIXIELAND
Frank Assunto (tp), Fred Assunto (tb), Jac Assunto (tb,bj), Jerry Fuller (cl), Gene Schroeder (pi), Jim Hall (gt), Jim Atlas (bx) e Charlie Lodice (bat)
OH! LADY BE GOOD 
(George Gershwin / Ira Gershwin)
New York, 1/setembro/1961
ERROLL GARNER
Erroll Garner (pi), Wyatt Ruther (bx) e Eugene "Fats" Heard (bat)
27/julho/1954
ANN HAMPTON CALLAWAY
Ann Hampton Callaway (vcl), Roger Ingram, Dan Miller, Kenny Rampton, James Rotondi, Dan Collette (tp), Andrew Williams, Britt Woodman, Wayne Goodman, Dale Turk (tb), William Easley, Sherman Irby, Alex Stewart, Jerome Richardson, Joe Temperley, Andy Farber (saxes,cl), Cyrus Chestnut (pi), Bob Grillo (gt), Christian McBride (bx), Lewis Nash (bat) e Andy Farber (arr)
Tallin, Estonia, 1997
GONZALO RUBALCABA
Gonzalo Rubalcaba (pi), Carlos Henriquez (bx), Ignacio Berroa (bat), Robert Quintero (conga), Luis Quintero (timbales, perc)
THE CONSTITUTIONAL CADET / MY SOUL / THE VOICE IN BETWEEN
(Gonzalo Rubalcaba)
e THE PEANUT VENDOR (Marion Sunshine / Moisés Simóns)

New York, 5/dezembro/2000
ELIANE ELIAS
Michael Brecker (st), Eliane Elias (pi,vcl), Oscar Castro-Neves (gt), Marc Johnson (bx), Paulo Braga (bat),  Wilson Café (perc)
THE GIRL FROM IPANEMA (Antonio Carlos Jobim / Norman Gimbel / Vinícius de Moraes)
New York, novembro /1997
MERRITT BRUNIES
FRIAR’S INN ORCHESTRA: Merritt Brunies (cnt), Henry Brunies (tb), Volly de Faut, William Creager (cl,sa), Sumner Logan (st) Dudley Mecum (pi) Clarence Piper (bj), Norman van Hook (tu) e Bill Paley (bat)
UP JUMPED THE DEVIL
(Blixa Bargeld/Kid Congo Powers/Mick Harvey/Nick Cave/Roland Wolf/Thomas Wydler)
Chicago, 14/novembro/1925
SONNY ROLLINS
Sonny Rollins (st), Hampton Hawes (pi), Barney Kessel (gt), Leroy Vinnegar (bx) e Shelly Manne (bat)
I'VE TOLD EVERY LITTLE STAR
(Jerome Kern, Oscar Hammerstein II)
Los Angeles, 22/outubro/1958
LUCKY THOMPSON
Lucky Thompson (st), Paul Neves (pi), George Tucker (bx) e Oliver Jackson (bat) e Alan Grant (mc)
STRIKE UP THE BAND (George Gershwin)
Live "The Half-Note", New York,  19/fevereiro/1965
JJ CALE
JJ Cale (el-gt, vcl), Johnny Christopher (gt), Bill Payne (pi), Emory Gordy (b-gt), Jim Karstein (bat)
RUNAROUND (JJ Cale)
1980
CHUCHO VALDÉS
Reynaldo Melián Álvarez (tp), Carlos Miyares Hernández (st), Lazaro Rivero Alarcón (bx) e Juan Carlos De Castro "Rojo" Blanco (bat), Yaroldy Abreu (perc) e Chucho Valdés (pi,arranjo)
NEW ORLEANS - A TRIBUTE TO THE MARSALIS FAMILY
(Chucho Valdés)
23/novembro/2009
HARRY JAMES
Harry James And His Orchestra : Harry James (tp, ldr) Nick Buono, Gino Bozzacco, Bill Hicks, Robert Berrenson (tp), Tom Padveen, Chuck Anderson (tb), Houghton Peterson (b-tb) Quin Davis (cl,as,fl) Pat Longo (cl,sa) Mel Kunkle, Bob Lawson (cl,st), Norm Smith (sbar),  Tommy Todd (pi), Dave Stone (bx), Les DeMerle (bat) e Ernie Wilkins (arr)
CORNET POCKET
(Count Basie)
Wylie Chapel, First Presbyterian Church, Hollywood, CA, 30/julho/1976
HECTOR COSTITA
Hector Costita (st),Magno D'Alcantara (Maguinho) (tp), Benedito Pereira dos Santos (Ditinho) (tb), Luiz Mello (pi), Sebastião Netto (bx) e Edison Machado (bat)
TEM DÓ
(Vinícius de Moraes) 
Rio de Janeiro, 1964
B G
VON FREEMAN (st), Richard Wyands (pi), John Webber (bx) e Jimmy Cobb (bat)
BE MY LOVE
(Nicholas Brodzsky/ Sammy Cahn)
New York, maio/2003  

UM ANO SEM BEBO VALDÉS

25 março 2014

O pianista cubano BEBO VALDÉS, pai do famoso pianista de jazz Chucho Valdés, morreu com a idade de 94 em Estocolmo em 22 de março do ano passado.
Mas Bebo Valdés tinha vivido cerca de 40 anos atrás, em Estocolmo, onde ele tocou em bares, clubes e hotéis . No início, foi um dos grandes expoentes da música cubana a partir das décadas de 30, 40 e 50 anos e suas jam sessions com Stan Getz , Sarah Vaughan, Nat King Cole e outros astros do jazz no famoso Tropicana em Havana eram famosos. Em 1960, ele deixou seu país para o exílio.
O documentário musical " Calle 54 ", de Fernando Trueba, contribuiu muito para resgatar sua figura quase esquecida em 2000. Pouco depois  ele gravou  Lagrimas Negras e  Diego el Cigala ganhando três discos de platina na Espanha e recebeu um de seus cinco prêmios Grammy .
O reencontro com seu filho Chucho alguns anos atrás foi emocionante. Eles não perderam tempo e começaram a tocar e gravar juntos imediatamente. No entanto, especialmente no mundo do jazz, seu filho Chucho foi considerado um dos maiores virtuoses do piano de jazz afro-cubano hoje.

Bebo Valdés é lembrado por um ano de sua morte, como uma das grandes figuras de marcas da música afro-cubana. Com seu filho gravou Together Forever outro álbum que ganhou um prêmio Grammy. (adaptado do Noticiero de Jazz)

Do álbum: EL ARTE DEL SABOR: Bebo Valdés (pi), Paquito D'Rivera (sa,cl),  Israel "Cachao" Lopez (bx) e Carlos "Patato" Valdes (cga, perc)
New York, 16/março/ 2000



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BATERIAS & BATERISTAS - Parte VII

23 março 2014


TRABALHO DE PESQUISA DE NOSSO EDITOR NELSON REIS

1 - O BATERISTA, AQUELE LÁ “NA RETAGUARDA”

Se olharmos a história da humanidade, o sentimento que possa ter presidido na criação do “tambor”, iremos notar que ele funcionou como “ânimo” nas lutas de guerra e nas festividades.
O impulso nervoso do ser humano, em momentos de grande tensão, é sempre de forma preliminar o de “bater” em alguma coisa. É a “pulsação” do coração que bate no seu peito e que com o sangue circulante, levado a efeito por ele, “traz vida” a todo o seu corpo.
O “beat”(bater ou percutir) criado pelo baterista, através do seu instrumento, funciona de certa maneira, no mesmo sentido cardíaco humano, dando ânimo e vida ao grupo de jazz.
Reparem, todavia, que numa “banda” num desfile qualquer, no antigo “campo de batalha” ou num “conjunto ou orquestra de jazz”, os tambores estão colocados na retaguarda do grupo. Isto porque, é o tambor “quem empurra”, e “dá ânimo” a quem vai ou está à frente.

Voltando à história, na antiguidade, durante a batalha, os arqueiros buscavam eliminar no exercito oponente os que estavam por detrás das fileiras, atirando primeiramente nos tambores e nos porta-insígnia (bandeiras e/ou alegorias militares) que vinham dando “ânimo” aos soldados combatentes à frente, com o fito de os esmorecer-lhes na luta. É muito comum a expressão de que “o baterista empurra a orquestra”.
Colocado, quase sempre ao fundo, “na cozinha” que compõe a sessão rítmica, onde nos grupos de jazz se completa com o contrabaixo e o piano, o baterista produz o dínamo que gera a corrente que alimenta e dá vida ao grupo.
De certa feita, o baterista Art Blakey disse à sua formação de “Messengers”:
“Não se preocupem comigo aqui atrás, basta vocês gemerem aí na frente”

2 – A BATERIA, O BATERISTA

Diz a tradição que o homem surgiu primeiramente à mulher e, na instrumentação musical ocidental o homem sempre esteve a cargo dessa tarefa. No oriente, desde o início, tem-se conhecimento de instrumentistas mulheres, sendo a música cantada e/ou tocada por cordas, era por elas executada, como parte de proporcionar ao entretenimento masculino.
A parte de instrumentação, de percussão, a ser utilizada inicialmente por mulheres foram os guizos e o “tambourine”, que conhecemos em português como “pandeiro”, utilizados à princípio também como instrumentos de entretenimento pelas dançarinas nas cortes e salões.
Como no idioma inglês o sentido da grafia do artigo definido não muda (“The”), em português, sempre “soava estranho” – “a bateria”e, “o baterista”.
Graças à evolução que veio ocorrendo, a “moçoila casadoira” que “na hora de arte da família”, só declamava ou cantava acompanhada foi, paulatinamente, passando para o piano, violino, viola, violão, flauta, até que chegou à bateria.
Lilian Carmona 
Terry Lyne Carrington







Hoje, podemos ver e ouvir nos palcos figuras exponenciais do instrumento como: Vera Figueiredo, Lilian Carmona e Terry Lyne Carrington, para exemplo do que dizemos.
Por determinação e força, coragem e destemor, nessa caminhada, NÃO SÓ O HOMEM, MAS “A BATERISTA” TAMBÉM  JÁ SE SENTA À BATERIA.
Vera Figueiredo

P O D C A S T # 1 9 9

21 março 2014

ANN HAMPTON CALLAWAY
J J CALE

GONZALO RUBALCABA

PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO:  http://www.divshare.com/download/25227908-680

DIA INTERNACIONAL DO JAZZ

20 março 2014


Há dois anos atrás, HERBIE HANCOCK e a UNESCO criaram o "Dia Internacional do Jazz".
Em julho de 2011, o pianista de jazz Herbie Hancock foi nomeado Embaixador Cultural da Boa Vontade pela UNESCO e, nesse momento, o músico anunciou que iria estabelecer um Dia Internacional do Jazz. Esse dia foi criado dois anos atrás, em 30 de abril, a ser comemorado anualmente.
A celebração mundial inaugural da data indicada  incluiu apresentações de jazz com concertos em Istambul, Paris, Nova Orleans e Nova York, bem como eventos em países que vão da Argélia ao Uruguai.
Este ano de 2014 será oficialmente realizada em Osaka, no Japão, e conforme anos anteriores haverá celebrações em muitas outras cidades e vilas em todo o mundo .
A organização da comemoração do Dia Internacional do Jazz foi encarregada pela UNESCO, ao prestigiado Thelonious Monk Institute of Jazz, do qual Hancock é presidente.
E no Brasil, será comemorado?
(adaptado do Noticiero de Jazz de PABLO AGUIRRE)


CRÉDITOS DO PODCAST # 198

19 março 2014

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
LOCAL e DATA
LEE MORGAN
Lee Morgan (tp), Sonny Clark (pi), Doug Watkins (bx) e Art Taylor (bat)
PERSONALITY
(James Van Heusen)
Hackensack, N.J., 18/novembro/1957
ALL AT ONCE YOU LOVE HER (Oscar Hammerstein II / Richard Rodgers)
Lee Morgan (tp), Jackie McLean (sa), Hank Mobley (st), Herbie Hancock (pi), Larry Ridley (bx) e Billy Higgins (bat)
MOST LIKE LEE (Lee Morgan)
Englewood Cliffs, N.J., 18/setembro/1965
CORNBREAD (Lee Morgan)
Lee Morgan (tp), Pepper Adams (sbar), Bobby Timmons (pi), Paul Chambers (bx) e Philly Joe Jones (bat)
NEW-MA (Lee Morgan)
Hackensack, N.J., 29/setembro/ 1957
HEAVY DIPPER (Lee Morgan)
Lee Morgan (tp), Jackie McLean (sa), Bobby Timmons (pi), Paul Chambers (bx) e Art Blakey (bat)
THESE ARE SOULFUL DAYS (Calvin Massey)
Englewood Cliffs, N.J., 28/abril/1960
NAKATINI SUITE
(Calvin Massey)
WYNTON KELLY
Wynton Kelly (pi), Al Viola (gt), Leroy Vinnegar (bx) e Frank Butler (bat)
MAKE THE MAN LOVE ME (Arthur Schwartz / Dorothy Fields)
Los Angeles, 29/ julho/1961
BOB CROSBY
Werner Lutz (tp), Harold Johnson (tb), Paul Hubbell (cl), Bobby Levine (st), Ed Metz, Sr. (pi), Bob Leary (gt), Lou Mauro (bx), Ed Metz, Jr. (bat) e Bob Crosby (arranjo e condução)
FIDGETY FEET
(Eddie Edwards / Henry W. Ragas / Larry Shields / Nick LaRocca / Tony Sbarbaro)
Orlando, FL, 18/janeiro/1997
GEORGE SHEARING
Billy May And His Orchestra: John Best, Frank Beach, Pete Candoli, Conrad Gozzo, Mannie Klein, Uan Rasey (tp), Ed Kusby, Tommy Pederson, Si Zentner (tb), George Roberts (b-tb), Vince DeRosa, Jack Cave, Jimmy Decker, Richard Perissi, Arthur Frantz (trompas), Red Callender, Clarence Karella (tu), George Shearing (pi), Al Hendrickson (gt), Ralph Pena (bx), Alvin Stoller (bat), Ralph Hansell (perc) e Billy May (arranjo e condução)
BURNISHED BRASS
(Billy Maxted / Red Nichols)
Los Angeles, março/1958
BOBBY HUTCHERSON
Bobby Hutcherson (vib), Renee Rosnes (pi), Dwayne Burno (bx) e Al Foster (bat)
DON’T BLAME ME
(Dorothy Fields / Jimmy McHugh)
New York, 21/novembro/2006
B G
HARRY ALLEN (st), Larry Goldings (pi), Watson (bat), Doug Weiss (bx)
SOUS LE CIEL DE PARIS
(Jean Dréjac / Hubert Giraud)
14/setembro/2010

BATERIAS & BATERISTAS - Parte VI

17 março 2014

TRABALHO DE PESQUISA DE NOSSO EDITOR NELSON REIS
APRENDIZAGEM E O REVÉS DO BATERISTA

1 – APRENDIZAGEM

Este é um assunto de difícil abordagem, visto que as condições de início e aprendizado no instrumento envolve não só pendor, persistência, finanças e....treinamento constante, que são não só diferentes aspectos, mas que dizem da individualidade inerente a cada um.
O aprendiz e o profissional necessitam exercitar-se no instrumento, independentemente das aulas recebidas ou ministradas, quer sejam elas em caráter particular ou em Conservatórios Musicais.
O vizinho de moradia de qualquer instrumentista, costuma suportar com mais benevolência – normalmente – instrumentos de cordas, sopros ou piano. Mas, bateria, é sempre “tolerada” (quando muito) pela vizinhança. A maioria, acha que “faz barulho e incomoda”. Eles costumam ser um pouco mais aquiescentes com as “escalas infindas” de sopros e cordas, do que com “rulos” (ou, “rufos”) e os “paradidles” de bateria.
Há que se criarem condições – coisa nem sempre fácil – em uma garagem vazia de residência domiciliar, ou um cômodo afastado do corpo do imóvel e, providenciar um acolchoamento com isolamento acústico (pequeno “studio”) para criar um local onde possa montar o instrumento completo para exercícios. 









Hoje, há possibilidade de obtenção de um “instrumento-treino de borracha” para esses exercícios. Todavia, o instrumentista de bateria pode desenvolver ou implementar certas técnicas, mas a sonoridade que se pretenda obter para o educação do ouvido é obliterada. O instrumentista “no treino na borracha” não se atém à sensibilidade sonora do efeito percutido que tenta produzir, ou que irá produzir no instrumento, mas somente a técnica de desenvolvimento do que se pretenda obter. Um prato, ao ser percutido, tem uma sonoridade sua específica na campânula, outra no meio da área da circunferência e uma outra na borda. Dependendo ainda, de com que intensidade e com que auxiliar de percussão (baqueta, maceta ou vassoura) estará sendo utilizado. Isto, somente pode ser ouvindo diretamente, no instrumento, para se obter o efeito e a sonoridade esperada.

2- REVESES COMUNS NA ARTE DA BATERIA

Oportunamente, lembramos o que de certa feita disse o grande baterista, Max Roach, numa entrevista:
— “O meu tambor-baixo (“bass drum”) sempre me causa algum transtorno. Em casa, mesmo usado no porão (“underground”), ou transportando-o de metrô (“subway”) ele me cria maus vizinhos”
A maioria dos “jazzófilos”, sabe que o grande trompetista, Roy Eldridge, foi baterista antes de famoso em seu sopro. Já tivemos inúmeras oportunidades de ver, em vídeos, sua atuação como baterista, na França e nos Estados Unidos.
Ele não resistiu “ ao condicionamento” que o instrumento lhe impunha como baterista, naquela ocasião. De certa feita, perguntaram-lhe porque havia trocado de instrumento, da bateria para o trompete. Disse ele:
— “Meu amigo, eu era sempre o primeiro a chegar e o último a sair. Quando o flautista, o trompetista e outros sopros já haviam saído do “nightclub” com suas namoradas, eu ainda estava desmontando o instrumento para ir embora. Quando estava pronto, todos já se tinham ido e eu só, sem namorada”.
 Outro aspecto importante é que bons instrumentos e bons professores, em qualquer modalidade de instrumento de orquestra, são – naturalmente – muito caros.
Imagine-se pagando por um bom “kit de pratos”, miseravelmente, entre 4 e 5 mil dólares americanos e, um Mestre que “não possa dispensar-lhe um horário agora na agenda, somente daqui a seis meses”. Às vezes, um clarinetista espera até quase dois ou três anos para poder ter aulas com determinado Mestre na Europa ou Estados Unidos.
Recorrem-se aos Conservatórios Musicais e a renomados professores do instrumento, no exterior, para aperfeiçoamento técnico.
Agora, como se diz no idioma inglês:


“NEVER SAY DIE MY FRIEND, AND KEEP YOUR CHIN UP”    

P O D C A S T # 1 9 8

14 março 2014

LEE MORGAN
WYNTON KELLY
BOB CROSBY



PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO:

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CRÉDITOS DO PODCAST # 197

12 março 2014

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
LOCAL /DATA
GERRY MULLIGAN
&
 CHET BAKER
Gerry Mulligan (sbar), Dave Samuels (vib,perc), Bob James (pi,el-p), John Scofield (gt), Ron Carter (bx) e Harvey Mason (bat)
LINE FOR LYONS (Gerry Mulligan)
Concert "Carnegie Hall", New York, 24/novembro/1974
FOR AN UNFINISHED WOMAN
(Gerry Mulligan)
IT'S SANDY AT THE BEACH
Gerry Mulligan)
MY FUNNY VALENTINE
(Lorenz Hart / Richard Rodgers)
BERNIE'S TUNE
(Bernard Miller / Jerry Leiber / Mike Stoller)
SONG FOR STRAYHORN
(Gerry Mulligan)
THERE WILL NEVER BE ANOTHER YOU (Harry Warren / Mack Gordon)
K-4 PACIFIC (Gerry Mulligan)

BOSSA NOVA NO BECO DAS GARRAFAS EM ABRIL

Fui contactado e acho que outros editores cujos emails estão corretos no frontispício do blog, também, pela Aline Vivas, da Lua Produções, dando conta da próxima apresentação, no antológico Bottle's Bar, no Beco das Garrafas, no próximo dia 3 de abril, da cantora Élid Bittencourt, a quem produz.

Pelo visto, é uma boa oportunidade para ouvir essa intérprete, que aparentemente se dedica principalmente a interpretações de temas "clássicos" da Bossa Nova.

Para os curiosos, além do que aqui vai, Influência do Jazz, há diversos outros na sua playlist no YouTube.


)

FOTOS HISTÓRICAS

10 março 2014

Complementado os artigos sobre  Baterias & Bateristas, NELSON REIS nos enviou estas fotos com certeza históricas. O grande baterista  SHELLY MANNE testando um címbalo da Zildjian e ao lado  Mr. Armand Zildjian conversando com Shelly que experimenta um novo modelo da fábrica. Outras fotos de Shelly atuando provavelmente no night club - Shelly Manne Hole que funcionou de 1960 a 1972 em Los Angeles, acolhendo os grandes nomes do Jazz a maioria atuando com o próprio baterista e proprietário Shelly Manne.


SHELLY MANNE (Nova York, 11 Junho de 1920 -- 26 de Setembro de 1984) foi um baterista de jazz, frequentemente associado ao West Coast Jazz que é uma forma de jazz criada em Los Angeles nos anos 50/60. Manne ficou conhecido pela sua agilidade e tocou não só West Coast mas também outros estilos musicais como swing, bebop, fusion, Dixieland, entre outros.

Mr. Armand Zildjian