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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

BATERIAS & BATERISTAS - Parte VI

17 março 2014

TRABALHO DE PESQUISA DE NOSSO EDITOR NELSON REIS
APRENDIZAGEM E O REVÉS DO BATERISTA

1 – APRENDIZAGEM

Este é um assunto de difícil abordagem, visto que as condições de início e aprendizado no instrumento envolve não só pendor, persistência, finanças e....treinamento constante, que são não só diferentes aspectos, mas que dizem da individualidade inerente a cada um.
O aprendiz e o profissional necessitam exercitar-se no instrumento, independentemente das aulas recebidas ou ministradas, quer sejam elas em caráter particular ou em Conservatórios Musicais.
O vizinho de moradia de qualquer instrumentista, costuma suportar com mais benevolência – normalmente – instrumentos de cordas, sopros ou piano. Mas, bateria, é sempre “tolerada” (quando muito) pela vizinhança. A maioria, acha que “faz barulho e incomoda”. Eles costumam ser um pouco mais aquiescentes com as “escalas infindas” de sopros e cordas, do que com “rulos” (ou, “rufos”) e os “paradidles” de bateria.
Há que se criarem condições – coisa nem sempre fácil – em uma garagem vazia de residência domiciliar, ou um cômodo afastado do corpo do imóvel e, providenciar um acolchoamento com isolamento acústico (pequeno “studio”) para criar um local onde possa montar o instrumento completo para exercícios. 









Hoje, há possibilidade de obtenção de um “instrumento-treino de borracha” para esses exercícios. Todavia, o instrumentista de bateria pode desenvolver ou implementar certas técnicas, mas a sonoridade que se pretenda obter para o educação do ouvido é obliterada. O instrumentista “no treino na borracha” não se atém à sensibilidade sonora do efeito percutido que tenta produzir, ou que irá produzir no instrumento, mas somente a técnica de desenvolvimento do que se pretenda obter. Um prato, ao ser percutido, tem uma sonoridade sua específica na campânula, outra no meio da área da circunferência e uma outra na borda. Dependendo ainda, de com que intensidade e com que auxiliar de percussão (baqueta, maceta ou vassoura) estará sendo utilizado. Isto, somente pode ser ouvindo diretamente, no instrumento, para se obter o efeito e a sonoridade esperada.

2- REVESES COMUNS NA ARTE DA BATERIA

Oportunamente, lembramos o que de certa feita disse o grande baterista, Max Roach, numa entrevista:
— “O meu tambor-baixo (“bass drum”) sempre me causa algum transtorno. Em casa, mesmo usado no porão (“underground”), ou transportando-o de metrô (“subway”) ele me cria maus vizinhos”
A maioria dos “jazzófilos”, sabe que o grande trompetista, Roy Eldridge, foi baterista antes de famoso em seu sopro. Já tivemos inúmeras oportunidades de ver, em vídeos, sua atuação como baterista, na França e nos Estados Unidos.
Ele não resistiu “ ao condicionamento” que o instrumento lhe impunha como baterista, naquela ocasião. De certa feita, perguntaram-lhe porque havia trocado de instrumento, da bateria para o trompete. Disse ele:
— “Meu amigo, eu era sempre o primeiro a chegar e o último a sair. Quando o flautista, o trompetista e outros sopros já haviam saído do “nightclub” com suas namoradas, eu ainda estava desmontando o instrumento para ir embora. Quando estava pronto, todos já se tinham ido e eu só, sem namorada”.
 Outro aspecto importante é que bons instrumentos e bons professores, em qualquer modalidade de instrumento de orquestra, são – naturalmente – muito caros.
Imagine-se pagando por um bom “kit de pratos”, miseravelmente, entre 4 e 5 mil dólares americanos e, um Mestre que “não possa dispensar-lhe um horário agora na agenda, somente daqui a seis meses”. Às vezes, um clarinetista espera até quase dois ou três anos para poder ter aulas com determinado Mestre na Europa ou Estados Unidos.
Recorrem-se aos Conservatórios Musicais e a renomados professores do instrumento, no exterior, para aperfeiçoamento técnico.
Agora, como se diz no idioma inglês:


“NEVER SAY DIE MY FRIEND, AND KEEP YOUR CHIN UP”    

Um comentário:

Anônimo disse...

Maravilha NELSON;
Segue esta preciosa série, cada vez mais invadindo o mundo das baterias.
Que venha mais...............

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