Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

Baden Powell interprets One Note Samba

29 outubro 2010

Baden Powell,um dos maiores musicos brasileiros de todos os tempos.


WALTER PAYTON JR.


Mestre Raffa me informa e eu divulgo para o CJUB. Quem faleceu em 28 de outubro foi o contrabaixista Walter Payton Jr., integrante da Presenvation Hall Jazz Band e pai do premiado trompetista Nicholas Payton. Estav internado no Kendrick Hospital de New Orleans e faleceu após uma longa enfermidade. Contava 68 anos.

RIP

PODCAST # 22



PARA BAIXAR: http://www.divshare.com/download/13011449-c53

CARTA ABERTA PARA A POPULAÇÃO

27 outubro 2010

divulgação

Carta de repúdio ao uso político e oportunista da Sala Municipal Baden Powell

Ao se completar um ano das residências artísticas implantadas pela Secretaria Municipal de Cultura, uma excelente idéia, é triste constatar que a mesma Secretaria que diz querer fomentar cultura de qualidade é a primeira a desqualificar e descredibilizar seus próprios parceiros.
Após mais de 220 shows realizados na Sala Baden Powell através desse novo sistema, a própria SMC faz um escárnio dos residentes voltando a programar por si só shows de baixíssima qualidade musical às segundas feiras, bem como shows semipornográficos de travestis, estes mesmos vetados pelos programadores ao assumirem em novembro de 2009.
Sendo a Sala Municipal Baden Powell a mais importante sala de música do município, o que explica tamanho descaso cultural por parte da SMC? O próprio regulamento da Sala proíbe shows sem músicos no palco – caso dos shows de travestis, apresentados com playback e nudez parcial.
É essa a política cultural que nós, músicos e público do município do Rio de Janeiro, queremos e merecemos? Ou esse é um uso eleitoreiro e oportunista, que visa à geração de votos, de um equipamento cultural que deveria ser preservado a qualquer custo? Não vamos nos calar, pois só lutando contra tais absurdos poderemos voltar a ser o grande centro criador de cultura de qualidade que um dia fomos. Sala de música é para espetáculos de música e com músicos, simples assim.
Se você concorda, por favor assine e repasse aos seus amigos com cópia para nossa Secretária de Cultura - analuisalima@ymail.com ou analuisa@rio.rj.gov.br - para que ela fique ciente do nosso repúdio.


Obrigado.

FALECEU MARION BROWN

26 outubro 2010


Mestre Raffa mais uma vez me avisa e eu divulgo para o CJUB. Faleceu o saxofonista Marion Brown, um dos expoentes do "Avant garde" dos anos sessenta, ao lado de Archie Shepp, John Tchicai, John Coltrane e Ornette Coleman . Em 1965 participou do álbum "Ascencion", gravado pela Impulse. Brown estava afastado dos palcos ha alguns anos. Faleceu em dezoito de outubro aos 79 anos.

HÁ QUARENTA ANOS

19 outubro 2010


Essa foto nos foi enviada pelo amigo Carlos Tibau e retrata o ambiente alegre e descontraído da "Jam Session" do Renascença Clube, que homenageou os "Homens do Jazz" do Rio de Janeiro. Da esquerda para direita: Cláudio Roditi, Ronnie Mesquita, Johnny Alf, Wagner Naegle e nós batendo palmas.

Morreu Jonas Silva


Foi no jornal “O Globo” que li sobre o passamento de Jonas Silva, o Jonas das Lojas Murray ,que aturava todas as tardes as impertinências dos jazzófilos que buscavam ansiosos as novidades que ele importava e vendia “of the line” . Na Murray se reuniam todas as tardes críticos, músicos, e jazzófilos, procurando novidades e trocando informações. Jonas com acurada paciência atendia a todos, principalmente quando vez por outra aprecia um jogador do Vasco da Gama, seu clube, casos de Barbosa, Vavá e outros. Alí foi que ouvi pela primeira vez, trazido por Chicão, dos “Quitandinha Serenaders” o 78 rotações que iria consagrar João Gilberto, o “Chega de saudades”. Com o fim da Murray o Jonas partiu para o empresariado, fundando o selo Imagem e trazendo para o Brasil gravações importantes, até porque as grandes gravadoras tupiniquins abominavam o Jazz. Fomos juntos em 1973 a Curitiba, falar sobre os problemas do Jazz no Brasil, em palestra dada no Teatro Paiol, sob os auspícios do Consulado Americano e da Secretarias de Cultura do Estado do Paraná, como mostra a foto acima. Jonas , de uma forma ou de outra, foi personagem importante na história do disco em nossa terra. A ele a nossa saudade e que descanse em paz.

Dave Holland Big Band Vienne 2003

OS 89 ANOS DE DIZZY

17 outubro 2010

John Birks Gillespie (1921 - 1993) faria hoje 89 anos. Para celebrar vai um video gravado no London Festival Hall em 1985. A música é "Con Alma", a orquestra é regida por Robert Farnon. O delay entre a música e o vídeo atrapalha um pouco, mas vale a pena, a música é excelente.

COLUNA DO LOC

JB, Caderno B, 17 de outubro

[ clique para ampliar ]

SHOW EM PIRACICABA

16 outubro 2010


A Traditional Jazz Band Brasil, o Hot Club de Piracicaba e o Hot Club do Brasil se reúnem, no dia 05 de novembro de 2010, às 20hs30, no Teatro Municipal de Piracicaba “Dr. Losso Neto”, para o Show “100 anos de Django Reinhardt”.

JEAN-BAPTISTE REINHARDT, DJANGO REINHARDT, nasceu em Liverchies / Bélgica, com sua certidão de nascimento datada do dia seguinte, 24 de janeiro de 1910.
A partir de 23 de janeiro de 2010 foram iniciadas as comemorações dos 100 anos do seu nascimento, sem dúvida um dos maiores expoentes da guitarra no JAZZ.
Essas comemorações estão se prolongando por todo o ano de 2010. Particularmente na França, mas também em diversas cidades da Bélgica, por toda a Europa e nos Estados Unidos, as comemorações pelo centenário natalício de DJANGO tem se multiplicado, em reconhecimento à extraordinária contribuição desse músico de exceção para o JAZZ.
A Traditional Jazz Band desfilará clássicos do jazz tradicional gravados por DJANGO, o Hot Club do Brasil apresentará o puro “JAZZ manouche” e temas compostos pelo guitarrista cigano, enquanto que o Hot Club de Piracicaba desfilará temas com seu estilo em que combina de “JAZZ tradicional”, “JAZZ manouche” e música popular brasileira.
No final do espetáculo, os grupos se reunirão em uma grande “jam session”.

SOBRE DJANGO REINHARDT
A figura de DJANGO REINHARDT sempre foi objeto de admiração, pois sem formação escolar e musical mínimas, além de acidente sofrido aos 18 anos (ele perdeu a mobilidade dos dedos anelar e mínimo da mão esquerda), em que todos os prognósticos o davam como "liquidado" para a guitarra, ultrapassou obstáculos em direção ao JAZZ, a "música dos músicos".
Com infância nômade em carroça cigana ("roulotte"), sem ir à escola, somente a duras penas e já adulto, conseguiu assinar o nome em "letra de imprensa". Tocava de ouvido e aos 12 anos era considerado um verdadeiro prodígio.
Suas composições musicais foram transcritas para a pauta por músicos com quem tocou (Grappelli, Rostaing, Levêque e Hodeir).
Em 1928 sua mulher Bella fazia flores artificiais de papel e celulose para viver, enchendo a carroça de materiais inflamáveis; chegando de uma apresentação, DJANGO derrubou uma vela quando ia para a cama; a carroça foi incendiada e ele sofreu ferimentos na perna direita e na mão esquerda, tendo 02 dedos praticamente inutilizados. Contra a previsão dos médicos de que ele não voltaria a tocar guitarra e de que deveria amputar uma perna, DJANGO saiu do hospital pouco depois.
Seu irmão, Joseph Reinhardt, presenteou-lhe nova guitarra. Meses e meses de recuperação e de suprema força de vontade, levaram DJANGO a andar com auxílio de bengalas e a desenvolver uma técnica especial para retornar à atividade musical. Conheceu em Pigalle o grande músico francês Stéphane Mougin, que ensinou-lhe os rudimentos jazzísticos. Aproximou-se, pelo pintor Emile Savitry, da música dos grandes "jazzmens": Louis Armstrong, Lionel Hampton, Duke Ellington, Joe Venuti, Eddie Lang e outros.
DJANGO integrou a orquestra de LOUIS VOLA.
Em 1934 foi formado o “QHCF” = "QUINTETTE DU HOT CLUB DE FRANCE" pelo contrabaixista Louis Vola, que concedeu audição especial para Charles Delaunay (representante do selo Odeon) e, em apresentações na "Ecole Normal de Musique" e no "Hotel Claridge”, o quinteto foi aclamado com entusiasmo. Do quinteto fazia parte o violinista Stéphane Grappelli e logo o "QHCF" gravou os primeiros discos pelo selo Ultraphone, incluindo os clássicos do JAZZ "Tiger Rag" e "Dinah".
A música de DJANGO é o resultado da herança cigana com o JAZZ dos anos 30 e 40 e, portanto, com raízes em guetos culturais distantes das "culturas oficiais".
A incapacidade de sua mão esquerda fez com que criasse uma poderosa técnica autodidata, dominando as cordas de forma absolutamente original, com virtuosismo superior, inesgotável senso de improvisação e de "swing", tanto nas melodias quanto na percussão dos acordes.
Como compositor DJANGO deixou obras maiúsculas: "Daphné", "Nuages", "Swing 42", "Swing Guitars", "Djangology", "Minor Swing", "Swing 39" e "Manois De Mês Reves", para citar apenas as mais conhecidas.
GRUPOS PARTICIPANTES
Criada em 1964, a “TRADITIONAL JAZZ BAND BRASIL” (“TJB”) conta com Alcides “Cidão” Lima (bateria e washboard), Edo Callia (piano), Carlos Chaim (contrabaixo), Austin Roberts (trompete), William Anderson (trombone), Eduardo “Dudu” Bugni (guitarra e banjo) e Marcos Monaco (sax e clarinete).
Desde a sua criação, a “TJB” já vendeu mais de 100.000 CD'S e contabiliza em seu currículo participações em mais de quatrocentos festivais no Brasil e exterior. É considerada a única banda de jazz brasileira catalogada em museus e festivais de JAZZ internacionais.
Apesar de representar gênero musical sem tradição no cenário artístico brasileiro, a “TJB” é um marco histórico no Brasil e no mundo, já que poucas bandas de JAZZ conseguiram permanecer na ativa por um período tão longo, mantendo-se em evidência no cenário nacional, ao mesmo tempo em que ganhou projeção no exterior.
Segundo Callia, a base dessa longevidade é a boa convivência, diálogo e muito trabalho.
Paralelamente aos shows, a “TJB” desenvolve outros projetos. Desde 1990, a banda iniciou a série "Vamos ao Jazz", já assistida por milhares de espectadores. As apresentações semanais ao vivo contam com 30 programas selecionados e mais de 350 temas diferentes. Nos mais recentes 09 anos, a série “Vamos ao Jazz” está em cartaz no teatro da Livraria Cultura no Shopping Villa Lobos.
A “TJB” não depende de gravadoras e de distribuidoras de suas gravações, já que por meio da “TJB Empreendimentos Artísticos” a banda grava seus discos, assim como produz shows de outros artistas emergentes.
Os álbuns da banda estão disponíveis para compra na Livraria Cultura, pelo site do grupo www.jazzband.com.br e, também, são vendidos também após os shows da “TRADITIONAL JAZZ BAND BRASIL”.
Estão em preparo grande turnê da “TJB” pelas principais capitais brasileiras, livro comemorativo e a gravação de um DVD, comemorando os “primeiros” 45 anos de estrada da banda.
O “HOT CLUB DE PIRACICABA”, “HCP”, constituiu o seu quinteto em 2009 (QHCP).
Fernando Seifarth conheceu o virtuoso violonista piracicabano Otiniel Aleixo (o “Legal”) e ambos idealizaram o grupo com o propósito de tocar e divulgar o “JAZZ manouche” no Brasil, orientando o repertório para a música brasileira (choro, bossa nova e rítmos nordestinos).
Agregaram os músicos piracicabanos Ely Roberto (trompete), Eloy Porto (trombone) e Frank Edson (tuba), todos com grande bagagem de JAZZ e de MPB: estava então formado o quinteto ! ! !
O grupo se apresentou, pela primeira vez, no Teatro Municipal de Piracicaba em 2009, juntamente com a “TRADITIONAL JAZZ BAND BRASIL” (“TJB”), em noite dedicada ao “Jazz Tradicional” e ao “Jazz Manouche”. O show converteu-se em grande sucesso de público e de crítica.
Recentemente e em comemoração aos 100 anos do nascimento de DJANGO REINHARDT o “QHCP” realizou uma “Jam Session” com a “TJB” no auditório da Livraria Cultura, no Shopping Villa Lobos da capital paulista.
Informações nos endereços: http://www.myspace.com/hotclubdepiracicaba e http://www.myspace.com/qhcp
Com sonoridade vibrante e execução primorosa, o quarteto “HOT CLUB DO BRASIL” resgata a tradição do “Hot Club de France”, apoiado no “Gypsy Jazz” (“JAZZ manouche”).
Reunindo composições de Django & Grappelli, músicas brasileiras, francesas e “standards” do jazz americano, o “HOT CLUB DO BRASIL” tem o violonista belga Benoit Decharneux e o violinista paulista Sergio Janicki como a dupla responsável pelas linhas melódicas.
A base rítmica fica a cargo do violonista Albano Cunha Junior e do baixista Luis Umberto Bertrami.
Mais informações no endereço http://www.myspace.com/hotclubdobrasil


O RETORNO DE MARK MURPHY

15 outubro 2010

Mark Murphy vinha tendo problemas sérios de saúde há uns anos, agregado a uma forma de alzheimer. Muitos comentavam que ele nunca mais iria se apresentar.
Mas não é que ele apareceu no Kitano, em Nova York e teve uma performance a la Mark Murphy. Aos 78 anos, ele ainda consegue muito. Vida longa!

PODCAST # 20




PARA BAIXAR: http://www.divshare.com/download/12835737-cee

Buddy Collette Quartet Club Date

O PIANO POLACO DE MARCIN WASILEWSKI

12 outubro 2010

O pianista Marcin Wasilewski nasceu na Polonia em 1975, começou tocando piano aos 7 e aos 13 já estava nos palcos imerso no jazz formando o Simply Acoustic Trio ao lado dos amigos contrabaixista Slawomir Kurkicwicz e o baterista Michal Miskiewicz. Esse trio é o que podemos chamar de “o trio”, um dos mais expressivos do jazz contemporâneo.
Seus dois primeiros e excelentes álbuns - Habanera (2000) e Lullaby for Rosemary (2001) foram muito bem recebidos pelos entusiastas e pelos amantes da boa música e a expressividade do piano de Marcin foi tanta que chamou a atenção do trompetista Tomasz Stanko, também polonês, que o trouxe para compor o seu quarteto gravando, para mim, seus melhores trabalhos - Soul of Things (2001), Suspended Night (2003) e Lontano (2005), todos pela ECM.
E não parou por aí, outro que também o trouxe para compor seu grupo foi o brilhante baterista Manu Katché, que será alvo de um post aqui em breve, participando dos álbuns Neighbourhood (2006) e Playground (2007), ambos excelentes.
Marcin parte para seu grupo solo que ele intitulou como Marcin Wasilewski Trio gravando Trio (2004), que foi premiado como Quarterly Prize of the German Record Critics, e January (2008), ambos também pela ECM e registros obrigatórios em qualquer discoteca. Nestes registros há composições próprias e temas de autoria de Carla Bley, Gary Peacock, Stanko, uma belíssima interpretação de Cinema Paradiso de Enio Morricone e rearranjos do funk-rock moderno de Prince e da atmosfera gótica de Bjork.
Um pianista de mão cheia, que valoriza a melodia não a deixando sobrepor pelo seu virtuosismo, que ele tem de sobra. Um trio espetacular !

Vou deixar 3 temas na radiola – Cherry, Cinema Paradiso e Tamara.


Som na caixa !


I FESTIVAL DE CONTRABAIXOS DO RJ NA SALA BADEN POWELL

10 outubro 2010


15/10, sexta-feira
19:30hs : Erudito contrabaixo Valeria Guimarães, piano Marly Moniz
20:15hs : Jazz Paulo Russo Trio

16/10, sábado
19:30hs : Erudito contrabaixo Caio Mesquita, piano Silas Barbosa
20:15hs : Jazz Sergio Barroso Trio

17/10, domingo
Bass Ensemble com os contrabaixistas Lipe Portinho, Augusto Matoso e Caio Mesquita


Sala Municipal Baden Powell
Av. Nossa Senhora de Copacabana 360, Copacabana, RJ

COLUNA DO LOC

Caderno B, JB, 10 de outubro
por Luiz Orlando Carneiro


Registro das famosas noitadas no Smalls


Quem vai a Nova York, e gosta de apreciar jazz honesto feito na hora, sem maiores pretensões conceituais, não deixa de ir ao Smalls – aquele clube do Village, não muito longe do Vanguard, ressuscitado e renovado em 2007.
Quem não teve ainda tal oportunidade deve consultar o catálogo do selo Smalls Live, “dedicado à ideia de que o jazz é melhor ouvido ao vivo, com um mínimo de editing, capturado no momento de sua criação espontânea”.
O primeiro dos 11 CDs da série lançada pelo clube da Rua 10, West, flagrou o trompetista Ryan Kisor à frente de um quinteto, e o mais recente, Planet Jazz, um grupo com o mesmo formato, reunido pelo pianista Spike Wilner, 44 anos, frequentador do velho Smalls desde 1994, e hoje um dos donos da nova casa.
Na edição deste mês, a Downbeat dá destaque a Wilner como intérprete, e ao Smalls como o clube que firmou a reputação de apresentar jazz mainstream, madrugada afora, servindo também de observatório para produtores em busca de novos talentos e de “músicos para músicos” que andam com pouca visibilidade (under the radar).
Na primeira fornada da Smalls Live há dois registros que merecem menção especial, por terem como líderes músicos notáveis revelados nos últimos 15 anos e, como sidemen, veteraníssimos expoentes do be bop: o trio do pianista Ethan Iverson, num set de novembro do ano passado, com Ben Street (baixo) e o baterista Albert Tootie Heath, 75 anos; o quarteto do guitarrista Peter Bernstein, à frente de John Webber (baixo) e dos octogenários Jimmy Cobb (bateria) e Richard Wyands (piano), numa noite de dezembro de 2008.
Iverson é mais conhecido como parte do Bad Plus, o frenético trio formado, há quase 10 anos, com David King (bateria) e Reid Anderson (baixo), que jazzifica temas de grupos de rock (Nirvana, Rush, Tears for Fears), mas também de Stravinski ou Burt Bacharach, na linha de um “populismo de vanguarda”. Pois vale a pena ouvi-lo descontraído, no Smalls, dando aulas de destilação harmônica de standards (Laura, All the things you are,Out of nowhere); descobrindo delicadas dissonâncias em A flower is a lovesome thing e Chelsea bridge (Strayhorn); burilando gemas de Lester Young (Pound cake), Charlie Parker (Confirmation) e Tadd Dameron (Good bait).
O disco de Bernstein, por sua vez, é um close up in swing. O discípulo de mestre Jim Hall exibe sua arte requintada – timeless e ageless – trocando compassos e solos com Cobb e Wyands, em interpretações de Four (Miles Davis), Delilah e Love walked in, todas com duração superior a 10 minutos.

Count Basie - "Blues Alley"

09 outubro 2010

Um blues para começar o dia. Um bom fim de semana pra todos.


Mais dois óbitos.

05 outubro 2010

Quem informou foi mestre Raffa e eu repasso pelo CJUB. Quem faleceu em 19 do corrente foi o flautista e saxofonista Buddy Collette, um dos expoentes do Jazz West Coast. Começou a aparecer como integrante do quinteto de Chico Hamilton para depois participar de um sem número de gravações como side men ou como líder. Seu trabalho como flautista foi em nossa opinião insuperável e pode ser ouvido no belo álbum da Emarcy ilntitulasdo “The Swinging Shepherds”. Collette foi também um dos integrantes do quarteto de saxofones organizado por Lyle Spud Murphy para gravação do álbum “Four saxophones in twelve tones”. Músico completo, ainda tinha tempo para compor, arranjar e dar aulas aos músicos mais jovens. Faleceu aos 89 anos vitimado por insuficiência respiratória.

RIP

Quem também faleceu em 28 de setembro foi o baterista Jerry McKenzie, um dos famosos músicos da antiga banda de Stan Kenton.

OS VÍDEOS DO BRIDGESTONE, NO AR

Os registros em vídeo dos momentos mais marcantes do último Bridgestone Music Festival, ocorrido em maio passado, em São Paulo - e com nossa permanente torcida para que possa se estender futuramente ao Rio de Janeiro primeiro, claro, e depois a outras cidades no Brasil -, estão sendo postados no site do festival, e livres para serem assistidos.

Neste mês de outubro está no ar a apresentação da cantora Dee Alexander acompanhada do seu Evolution Ensemble.

Para os próximos meses estão previstos: Ahmad Jamal (Novembro), o Overtone Quartet (Dezembro), o emocionante Piazzolla& Piazzolla (Janeiro), a cantora Melissa Walker acompanhada por Christian McBride (Fevereiro) e Don Byron e New Gospel Quintet (Março), num verdadeiro warm-up para a próxima edição.

Sobre a qual daremos mais informações tão logo as recebamos do seu produtor, o sempre atencioso Toy Lima.