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COLUNA DO LOC

10 outubro 2010

Caderno B, JB, 10 de outubro
por Luiz Orlando Carneiro


Registro das famosas noitadas no Smalls


Quem vai a Nova York, e gosta de apreciar jazz honesto feito na hora, sem maiores pretensões conceituais, não deixa de ir ao Smalls – aquele clube do Village, não muito longe do Vanguard, ressuscitado e renovado em 2007.
Quem não teve ainda tal oportunidade deve consultar o catálogo do selo Smalls Live, “dedicado à ideia de que o jazz é melhor ouvido ao vivo, com um mínimo de editing, capturado no momento de sua criação espontânea”.
O primeiro dos 11 CDs da série lançada pelo clube da Rua 10, West, flagrou o trompetista Ryan Kisor à frente de um quinteto, e o mais recente, Planet Jazz, um grupo com o mesmo formato, reunido pelo pianista Spike Wilner, 44 anos, frequentador do velho Smalls desde 1994, e hoje um dos donos da nova casa.
Na edição deste mês, a Downbeat dá destaque a Wilner como intérprete, e ao Smalls como o clube que firmou a reputação de apresentar jazz mainstream, madrugada afora, servindo também de observatório para produtores em busca de novos talentos e de “músicos para músicos” que andam com pouca visibilidade (under the radar).
Na primeira fornada da Smalls Live há dois registros que merecem menção especial, por terem como líderes músicos notáveis revelados nos últimos 15 anos e, como sidemen, veteraníssimos expoentes do be bop: o trio do pianista Ethan Iverson, num set de novembro do ano passado, com Ben Street (baixo) e o baterista Albert Tootie Heath, 75 anos; o quarteto do guitarrista Peter Bernstein, à frente de John Webber (baixo) e dos octogenários Jimmy Cobb (bateria) e Richard Wyands (piano), numa noite de dezembro de 2008.
Iverson é mais conhecido como parte do Bad Plus, o frenético trio formado, há quase 10 anos, com David King (bateria) e Reid Anderson (baixo), que jazzifica temas de grupos de rock (Nirvana, Rush, Tears for Fears), mas também de Stravinski ou Burt Bacharach, na linha de um “populismo de vanguarda”. Pois vale a pena ouvi-lo descontraído, no Smalls, dando aulas de destilação harmônica de standards (Laura, All the things you are,Out of nowhere); descobrindo delicadas dissonâncias em A flower is a lovesome thing e Chelsea bridge (Strayhorn); burilando gemas de Lester Young (Pound cake), Charlie Parker (Confirmation) e Tadd Dameron (Good bait).
O disco de Bernstein, por sua vez, é um close up in swing. O discípulo de mestre Jim Hall exibe sua arte requintada – timeless e ageless – trocando compassos e solos com Cobb e Wyands, em interpretações de Four (Miles Davis), Delilah e Love walked in, todas com duração superior a 10 minutos.

2 comentários:

Salsa disse...

Tenho uma coletânea interesante. Pretendo visitar na próxima ida a NY.

Guzz disse...

é isso aí véio Salsa
Smalls é passagem obrigatória pra quem vai em NY

abs,