Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

CHALOFF

27 setembro 2002

Ao que parece, o CD abaixo contém várias das faixas a que JDR alude sobre o Lp que não conhecemos do Chaloff: Está à venda na BN.

Reproduzo, abaixo, o convite que, por mail, me foi feito pelo grande baixista Dôdo Ferreira, para sua próxima temporada, convite que estendo aos demais colegas de Blog, com irrestritas recomendações, já que se trata de um show de jazz, sem concessões. Quanto à alusão, no texto, de "little cry", trata-se de uma brincadeira com "chorinho", gênero do qual, na tal pizzada de que também participou o Raffaelli, tive a audácia de dizer não gosto, não me atrai. Daí ele me garantir - e nem precisava - que no show não vai tocar nenhum "little cry", chorinho, aliás, thanks God ...

"David
Nossa pizza'n'jazz foi divertida, né? Raffaelli e Mike já querem saber quando será a próxima (deveria ser uma "Mesa Redonda" na TV Record, todos os domingos). Bom, como você sabe, neste sábado a turnê mundial do Clube de Jazz continua: vamos fazer (de quarteto: Tommaso, Daniel e João Cortez) ali no tal Cantinho D' Alice (R. Alice 146); não apenas você está convocado, mas toda a galera do "charutojazz". Faremos, além deste sábado 28/09, todos os sábados de outubro, começando a emanar bemóis por volta de dez da noite (o horário oficial me parece que é 21:30). O Raffaelli me mandou um e-mail perguntando se você iria lá; ficaríamos felizes com vossa presença. Fique tranqüilo: não vou tocar nenhum little cry...
Abraços do Dôdo.
"

Acumulando experiência: Bené X e o tempo que foge...

Soube há pouco que hoje é uma data estrelada para nosso editor Bené-X, primogênito de Malcolm com nossa Governadora, na gestão pré-Pitanga. O blog, em festa, deseja dedicar-lhe, via acordes imaginários por seu(s) jazzista(s) preferido(s), um completo "Parabéns pra Você". Como a escolha é livre, que tal Parker, Dizzy, Mingus, Roach e Powell?

De qualquer maneira, desejamos ao David muita saúde para continuar cobrindo seus amigos com suas amabilidades e gentilezas, além de poder mantê-los bem entretidos com suas sempre descoladas descobertas fonográficas. Cheers!!!

Um @@@@@ "con gusto": SERGE CHALOFF - Blue Serge

26 setembro 2002

A vida às vezes nos reserva surpresas agradáveis, além dos sobressaltos diuturnos ao se transitar pelo Rio de hoje. Um tarde dessas, desejoso de novidades jazzísticas que me alimentassem a alma no final de semana, fui à ótima loja Arquivo Musical, que fica em cima da tradicional Sapataria Moreira, na Travessa do Ouvidor. Especializados em jazz e clássicos, os dois boas praças (e conhecedores) Ricardo e Vinícius foram logo defrontados com a pergunta: o que há de especial aí, mas especial mesmo? Esse tipo de relação de confiança, que se adquire depois de algum tempo de conhecimento mútuo, frutificou na oferta de um disco de um certo Serge Chaloff. Quem é esse francês, e o que ele toca? perguntei, dando conta de minha desinformação a respeito. Sax barítono, e é americano, a resposta. Para mim já era meio caminho andado, por ser apreciador de Mulligan desde garoto. E fui perguntando mais, até que decidiram abrir a capa e botar para tocar Blue Serge.

Já na primeira faixa um baque, pois Chaloff na quarta frase já emite algumas notas nos registros mais graves do sax, como a mostrar seu perfeito domínio do que é considerado o menos comum dos saxofones. Mandei embrulhar e corri para o escritório, onde tinha como ouvir com calma. E meu assombro só foi aumentando, à medida em que realizava o tamanho da minha ignorância a respeito desse músico magnifíco, comparada à sua maestria. Daí em diante tenho ouvido Serge a cada dia. E ainda está melhorando.

Serge Chaloff teve vida curta, nasceu em 1923 e morreu em 1957, com 34 anos apenas. Considerado um dos maiores solistas do barítono, sucedeu a Harry Carney e precedeu a Mulligan. Viciado em drogas pesadas, teria arruinado diversas oportunidades na vida e na carreira por causa desse hábito. Suas principais aparições foram com Jimmy Dorsey, de 46 a 47 e com Woody Herman, como um dos "Four Brothers", entre 47 e 49. Depois de rápida aparição com Count Basie e seu octeto em 50, voltou à Boston natal para se livrar do vício. Como o crítico Scott Yanow reporta, "ironicamente, quando se livrou das drogas, Chaloff contraiu uma paralisia na espinha que o levou a gravar sua última sessão numa cadeira de rodas".

De volta a Blue Serge: Chaloff é aqui acompanhado por Sonny Clark(p), Leroy Vinnegar(b) e por Philly Joe Jones(dr) e desfia 8 petardos com uma inventividade serena e elegante, que cada vez mais me atrai. As faixas são: Handful of Stars, Goof and I, Thanks for the Memory (soberbo), All the Things You Are, I've Got the World on a String, Susie's Blues, Stairway to the Stars (magnífica) e How About You.
É um disco para ser ouvido e não descrito, pois temo não alcançar um relato à altura. Está à disposição dos amigos. É um must: must listen, must have. Um perfeito @@@@@.

24 setembro 2002

Bene X e outros, contrariando alguns ( afinal como N.Rodrigues a unanimidade é sempre burra ) confesso não me emocionar em nada com os ditos cd's, mas afinal vida e som que seguem, agora quanto a caixa do Bill acredito ser realmente imperdível e quando puder ter acesso estou na fila e prometo imediata devolução, que aliás ainda não aconteceu com alguns cd's que emprestei e que já nem sei com quem estão, desde nosso último encontro. Rogo posicionamento apenas para boa ordem e nada mais.
Ao Mau Nah principalmente, informo que o último da Patricia Barber " Verse " ( Blue Note ) até então seu trabalho mais autoral, sem standards, mas nem por isso muito bom @@@@ e com a brilhante participação do Dave Douglas, na minha opinião um dos mais criativos musicos da atualidade, indicando novos caminhos para o bom e velho JAZZ, sem perder sua essencia.

PARA DELEITE

23 setembro 2002

1) Para deleite dos jazzmates FRAGA e JDR, acho que é sobre isto que nos últimos dias se debruçaram:



Já foram todos parar na minha wish list da BN.

2) À disposição de todos, THE SECRET SESSIONS, e s p e t a c u l a r box com 8 CD´s de gravações do Bill Evans, feitas por um fã, durante 11 anos no Village Vanguard, remasterizadas após, por Orrin Keepnews. A qualidade de som, excepcional; o booklet, ótimo. Alguns bateristas e um baixista que não tocavam regularmente com Bill. Vários temas que Bill não gravou em seus discos de carreira. A música, @@@@@ é pouco !

Bene-X

Ella

Apenas para comprovar que nem toda segunda-feira é um dia perdido, e tendo ouvido Ellis Larkins durante todo o final de semana, saí, hoje, em campo em busca da referência sugerida por mestre JDR, quando, para minha surpresa, deparei-me com a gravação da Decca, de Ella com Ellis Larkins, em volume estendido, capturando não apenas as gravações de 1950, mas, também, as de 1954, igual e unicamente com repertório de Gershwin.
Como qualquer espécie de comentário a respeito será sempre supérflua, e passadas várias audições desde então, registro apenas que o disco capta, com a melhor precisão, tudo o que pode haver de melhor em termos de elegância e textura musical.
Many thks, mestre JDR.

Ellis Larkins

21 setembro 2002

Tarde chuvosa de sábado, entre um gole e outro do supremo Lagavulin e baforadas de um robusto de boa cepa, reli o comentário de mestre JDR acerca de minha modesta manifestação sobre a elegância de Ellis Larkins, que mencionei, en passant, quando falávamos sobre as "divas".
O clima londrino me inspirou a ouvir o estupendo "The Grand Reunion", para muitos o álbum precursor dos chamados jazz duets, onde o grande Larkins toca com Ruby Braff, tocando algumas das mais preciosas pérolas musicais de que tenho conhecimento - em especial as antológicas versões de "Liza", "The very thought of you" e "Love walked in".
Concordo com o grande mestre quanto às características underrated e underground de Larkins, talvez o pianista de maior sensibilidade ao acompanhar uma vocalista, e, respondendo à indagação colocada, sim, conheço o disco em duo com Ella Fitzgerald interpretando canções de Gershwin, "Sings Gershwin" (Decca, 1950), mas não o possuo, infelizmente.

20 setembro 2002

Acabo de ler o comentário do JDR a respeito das divas do jazz,e lembro que na minha modesta relação só constam aquelas que já não mais estão entre nós, contrariamente ao nosso editor que fez uma verdadeira salada de canárias, faltando poucas, talvez Doris Day, Judy Garland e sua filha Liza, portanto jamais deixaria de constar a Sheila Jordan, cujo trabalho com o Steve Khun Trio é simplesmente soberbo.
Com a certeza de que a chegada do JDR só vai multiplicar os positivos do nosso blog, desejo bom fim de semana a todos.

AGRADECIMENTOS E LEMBRANÇAS

Em primeiro lugar, agradeço a presença de todos que abrilhantaram o encontro do último domingo, at the "Bene-Jazz House", pedindo desculpas pelo espaço modesto, porém, no esforço do anfitrião, acolhedor o quanto possível.

Num segundo tempo, saúdo os debuts, em nosso Blog - cada vez melhor - do Comendador Fraga e do Mr. Encyclopedia J.D. Raffaelli, que muito irão enriquecer os debates.

A todos, outrossim, lamento que o nome de Elis Regina não esteja em qualquer das listas postadas, considerando que, numa história que me foi contada pelo próprio Miele, no primeiro show de Elis em Montreux, Art Blakey a ele disse que estava diante de uma das 20 maiores cantoras brancas do mundo, para, no set seguinte (que foi inferior, já que, hoje, os dois concertos foram lançados em CD), aclamá-la como uma das dez maiores do mundo, BRANCAS E NEGRAS. Portanto, Elis é uma cantora que ultrapassou a fronteira simplesmente da MPB, tal como, aliás, TODAS as grandes divas da canção popular o fizeram, com os repertórios de seus países.

Lembro, finalmente, em especial ao Raffaelli, o reencontro de Ella com Larkins no Festival de Newport de 73, onde, entre outras pérolas, a diva eternizou, em sublime e definitiva versão - a melhor de todos os tempos, a meu ver - "people".

Aliás, este registro, de 73, em Newport, é, a meu juízo, o melhor, ao vivo, de Fitzgerald, ao lado de Stockholm 66 (c/ Duke) e Santa Monica 72 (c/ Count e JATP), em toda a sua carreira.

Raridade

Agradeço a simpática mensagem de boas-vindas lavrada por nosso editor-chefe, Mau Nah, e aproveito para trazer uma informação aos amigos dedicados ao vício da fumaça, elemento constante no corpo de nosso Blog, mas ausente até o momento no corpo das matérias.
Acabam de chegar, diretamente de Ciudad de La Habana, 4 exemplares do raríssimo (!!!) Torpedo comemorativo dos 155 anos da fábrica Partagas, em capa clara. A curiosidade, além da excelência do produto, é que o formato é o do Torpedo original, fechado nas duas pontas - muitos tratam o Pirâmide, fechado em apenas uma delas, como sendo Torpedo - a diferença fundamental se observa na queima mais gradual e por igual, quando dada neste último. É coisa para profissional, e já os estou cuidando, em meu melhor humidor, para o próximo evento nos domínios de Mau Nah, que permite o fumacê, sugerindo, desde logo, que a sessão seja exclusivamente dedicada a Bil Evans, quiçá assistindo, na íntegra, ao couvert com que Mr. Bene-X nos apresentou, e que o infalível Sazinho já cuidou de arrumar as cópias, que nos chegam hoje.

Nosso mais novo co-editor

18 setembro 2002

Tardou, mas apareceu. Queria saudar a entrada, hoje, no time de editores do CJUB, do Fraguinha, que sob o pseudônimo de L.C. Fraga, vai abrilhantar com seus comentários e observaçöes a este espaço dedicado às amizades fortalecidas grandemente por elementos tão básicos da natureza como os charutos, o jazz e o uísque. Benvindo, pois, "bróder".
Dando seqüência à espetacular seleção de divas apresentada por Mau Nah e Sazinho, acrescento, apenas, que entre meus discos inesquecíveis estão Lee Wiley com Ellis Larkins e Dinah Shore com André Previn, ambos disponíveis para a audição de todos, além, evidentemente, de TUDO que Billie gravou, inclusive um raro álbum em que ela interpeta "As time goes by".

Por oportuno, registro, ainda, corroborando com o Sazinho, que a hospitalidade de Mr. Bene-X no domingo foi irrepreensível.

Saravá!

Duas Delícias

Duas aquisições recentes se tornaram como que bálsamos musicais para mim, em vista de seus climas elegantes e apaziguadores, para audição em qualquer horário, sem contra-indicações. Ambas trazem os líderes nos sopros e coadjuvantes de um excepcional quilate. Ambas são recheadas de temas mais tranqüilos, sem muitas pirotecnias por conta acredito, do clima geral à época das gravações, 1958 e 60. Falo, respectivamente do "In Orbit", de Clark Terry (Riverside) e do encontro de J.J.Johnson com Kai Winding, em relançamento de 1997 (Impulse).

O disco de Terry apresenta-o debutando no flugelhorn, trazendo como sideman de luxo nada menos que Thelonious Monk, em sua única presença como acompanhante sob esse selo. Foi essa também a única vez em que Monk gravou junto com o grande baterista Philly Joe Jones. E no baixo, o ótimo Sam Jones completa o time. É um disco que se apropria de nossos ouvidos e almas a ponto de, quando menos se espera, sairmos assobiando um dos temas com entusiasmo, mesmo que das 10 faixas, nenhuma seja amplamente conhecida senão pelos terryófilos de primeira hora, sendo 6 temas de Terry, 1 de Monk e os outros 3 de autores diversos, o que torna ainda mais notável a capacidade de Terry em transformá-los nesses hits mentais. Sob minha ótica, um belo @@@@.

O outro CD, onde se dá o encontro de dois ases do trombone, Johnson e Winding com o auxílio luxuoso de Bill Evans e as alternadas participações do extraordinário Paul Chambers e de Tommy Williams no contrabaixo e de Roy Haynes e Arthur Taylor na bateria, permanece na memória de qualquer aficcionado por bom jazz como uma experiência alegre e sensual, fruto da execução melíflua dos dois líderes que ora se complementam, ora se contrapõem numa sinergia que impregna o resto do grupo. A faixa de abertura This Could Be the Start of Something New é exemplar para o entendimento do que se pretendeu ali. A atuação de Bill costura, como aliás por todo o restante do disco, os curtos mas envolventes solos dos líderes (a faixa mais longa, Trixie, tem 5:06, apenas). Georgia on My Mind, faixa seguinte, reafirma o clima de sensualidade, a meu ver característica marcante da sonoridade do trombone slide.
Como o disco de Terry, é algo para se ouvir a qualquer hora, o ano todo. A record for all seasons. Pela raridade, pela sonoridade e pela reunião de estrelas, um ótimo @@@@.


17 setembro 2002

Antes de responder ao nosso editor, gostaria de enaltecer e parabenizar o Bene X, pela forma prazeirosa e simpática que nos recebeu nesse último Domingo, sem falar no altíssimo nível sonoro e visual do encontro, o que me faz sugerir registrar os desempenhos do Cyrus Chestnut (cd duplo já copiado e entregue ao Fraga ), Kenny Wheeler e J.J. Johnson entre outros, isto sem falar na abertura dos trabalhos com os LD's de shows do ídolo maior Bill Evans, o que deixou sérias preocupações para a continuidade do evento, superada pela gentileza do "hostess".
Agora então respondendo ao Mau Nah, segue abaixo a relação das minhas divas do jazz que não estão + nesse planeta, a saber:
1) Billie; 2) Billie; 3) Billie; 4) Billie; 5) Ella; 6) Sarah; 7) Dinah Washington; 8) Carmen Mac Rae; 9) Betty Carter e 10) Helen Merrill.
Quanto ao "EG" devo salientar que foi lançado ano passado pela ECM o encontro ao vivo e inédito do EG com o Charie Haden, da série Montreal Tapes, que coloco a disposição daqueles que ainda não tiverem, e para quem curte é um belo banquete.

AS LISTAS: MELHORES CANTORAS (por critérios pessoais, exclusivamente)

16 setembro 2002

Tava demorando, mas depois da reunião de ontem, acho que vai ficar difícil a gente não postar aqui nossas listas pessoais de melhores, nas várias categorias. Como rolou um quesito Melhores Cantoras de Jazz, aqui vai a lista das minhas prediletas, mortas ou vivas, segundo nenhum outro critério que não o gosto pessoal, ou como as vozes/interpretações me dão mais prazer. Claro está que há várias outras que poderiam/deveriam estar entre as 10 mais, mas estas são as minhas:
1. Billie Holliday
2. Ella Fitzgerald
3. Carmen MacRae
4. Sarah Vaughn
5. Nina Simone
6. Esther Phillips
7. Dinah Washington
8. Betty Carter
9. Morgana King
10. Stacey Kent

Estendendo, apenas por curiosidade, essa lista até o vigésimo posto, entrariam ainda:

11. Shirley Horn
12. Abbey Lincoln
13. Pearl Bailey
14. Jane Monheit
15. Etta James
16. Bessie Smith
17. Diana Krall
18. Patricia Barber
19. Cassandra Wilson
20. Lorez Alexandria


Loucas para entrar nesse meu timaço, correm, procurando chamar atenção, embaralhadas e trocando cotoveladas e beliscões, as seguintes ótimas cantoras, sem nenhuma ordem em particular: Norah Jones; Dee Dee Bridgewater; Lena Horne; Ann Hampton Callaway; Georgina Weinstein, Peggy Lee, Shirley Bassey, Anita O´Day; Diane Schuur; Katie Webster; Julie London; Greta Matassa; Nancy Wilson; Rachelle Ferrel e Stephanie Biddle.

Mandem as suas.

BENNIE WALLACE, "The old songs"

13 setembro 2002

Em boa hora fui convidado a resenhar "The Old Songs", trabalho de 1993 do saxofonista Bennie Wallace, focado em standards e para o qual fez-se ladear de Bill Huntington (baixo) e do veterano Alvin Queen (bateria), além de, tão só em duas das nove faixas do CD, do decano pianista Lou Levy. Digo "em boa hora", porque este tipo de trio - pouco comum - de sax, baixo e bateria, em que, na seção rítmica, se dispensa o piano, há muito vinha provocando considerações que passo a dividir com os colegas do Blog.

Em primeiro lugar, sempre chamou a atenção a relação de "amor e ódio", ao mesmo tempo, que alguns horn players - entre eles, gigantes - mantiveram e mantêem com o piano.

Se, de um lado, o piano é guia melódico e harmônico, nos acordes, para o solista, ajudando-o, nos improvisos, a não "se perder" do eixo central do tema e suas passagens, de outro, às vezes é tomado, por alguns, como limitador de sua liberdade de criar e estender esta criatividade "para além" do que seria "afim" à composição, mas, nem por isso, deixando de ser arte.

Em resumo, o piano representaria uma espécie de "prisão" para o improvisador mais audaz.

Lembro-me, já de sopetão, de Miles, nas memoráveis sessões dos Lps "Miles Davis and the Modern Jazz Giants" e "Bags Groove", nas quais o lider mandava nada mais nada menos que Monk parar - literalmente - de tocar, enquanto o trumpetista estivesse solando, porque os acordes "tortos" do pianista - embora a tantos parecessem geniais - "incomodavam" Miles e "atrapalhavam-no" nos improvisos, como ele mesmo descreveu em sua autobiografia.

(Continua)

Baba, baby, baba!, no original. May I see your tickets?

Notícia emprestada do site da ejazznews, e que vai no original mesmo.

Trumpet Summit Concert and Headstone Dedication To Mark Day Long Tribute to Legendary Trumpeter Theodore "Fats" Navarro

A Tribute to Fats Navarro, a trumpet player extravaganza benefit concert, will be held at The Jazz Standard in New York City on Tuesday, September 24 at 8:00 PM. A virtual who¹s who of jazz trumpeters set to perform include Jon Faddis (Artistic Director for the event), Randy Brecker, Cecil Bridgewater, Tom Harrell, Sean Jones, Brian Lynch, Jimmy Owens, Jeremy Pelt, Claudio Roditi, Jim Rotondi, Don Sickler, Lew Soloff, and Clark Terry with an all-star rhythm section assembled by JAI Board Member, Geri Allen.

Sagrada Mistura - Rio Design Center Barra

Sorte de principiante, poderia dizer. Tendo combinado conhecer o novo bar de jazz & restaurante Sagrada Mistura, dos pilares da boa música carioca Pedro Paulo Machado e Paulo Pinho, encontramos um trio executando bossa nova e jazz de primeira grandeza, cuja formação na realidade foi pura obra do acaso, vez que eram "step-in"s. Gostaria então de chamar a atenção para este pianista chamado Zelito, nome de guerra, pois não deu nem sobrenome. Mas que lembra muito o Bill Gates, toca alternadamente no Mistura Fina da Lagoa e no Sagrada Mistura. Há que se aprender seus horários. Costuma anteceder ao Osmar Milito.

Sua interpretação, ao final do primeiro set, de "Samba do Avião" foi excepcional. A cozinha muito bem ajustada enriqueceu o tema sem estrelismos, abrindo o espaço aéreo para a decolagem e pouso do estimulante e alegre jumbo sonoro de Zelito, que deu um jato de ar fresco sobre o batido mas não menos empolgante tema, a ponto de nos sentirmos na cabine durante um sobrevôo da Cidade Maravilhosa. Nossa alma cantou.

No segundo set, o grupo, liderado pelo muito seguro e criativo pianista, desfiou um repertório ousado na escolha dos temas, tendo preferido escolher aqueles que você leva bem mais tempo do que o normal para descobrir quais são. Pinçados com apuro, passando longe dos surrados standards do dia a dia. Coragem, criatividade e excelentes improvisos foram a tônica do set todo dedicado ao jazz que terminou, britanicamente, às 0:00 hs. "Estate", "Pitecanthropus Erectus" e "Like Someone in Love" foram algumas das escolhas de Zelito que pude memorizar. Um belo show de música, apesar de o trio não estar, pelo que entendi, escalado dessa maneira, sendo o baixista e o baterista habituais coadjuvantes do Milito. Uma noite de muita sorte, pois.

P.S.: A casa está linda, com decoração elegante e confortável e serviço muito atencioso e eficiente. Parabéns e muito sucesso aos amigos proprietários. Que o Sagrada Mistura possa abrigar por muito tempo a boa música e as pessoas nela interessadas.

Egberto Gismonti

Veio à lembrança nesta semana, agora em "full" depois de rapidamente citado num comentário aqui, a riqueza da obra musical de Egberto Gismonti, muitíssimo pouco explorada no cenário musical atual. E qualquer tentativa de discussão sobre se o que ele compõe e executa é ou não jazz não caberá aqui, em vista de sua desimportância(da discussão). Poucos hão de negar a capacidade extraordinária de EG de produzir música de superior qualidade, qualquer que seja a tentativa de rotulação que a ela se tente adesivar. E ficou na nossa cabeça a necessidade de se fazer uma reunião, se não exclusiva, com uma carga expandida, para relembrar, apreciar, submergir mesmo nos temas riquíssimos que o bruxo já imortalizou.
E quem tiver informações mais recentes sobre o paradeiro, atividades ou apresentações de EG, que dê um passo à frente e blogue em alto e bom português. Ou deixe pistas aqui nos comentários. A galera do CJUB agradece.

Divertimento puro

11 setembro 2002

Vejam essa brincadeira, possível através do site http://www.dfilm.com , que permite a montagem de um mini-movie com som e animação. Para quem nunca pode dirigir nada além de seu próprio carro, um achado.
Cliquem aqui e observem um exemplo, sob medida para nós, incorrigíveis apreciadores do jazz. Com direito a happy-end!
Divirtam-se vendo e mais ainda fazendo os seus próprios.
P.S.: Infelizmente, não disponibilizaram nenhuma trilha sonora jazzística.

10 setembro 2002

É, pelo que entendi nosso editor está enaltecendo a chamada musica "easy listening", não que estejamos contrários a tal musica e sim à alta avaliação denotada a mesma. Quanto aos dvd's informo que já tenho o " Jazz on a Summer's Day ", que é um registro maravilhoso e recomendado para todo e qualquer "collector" e ou apreciador do genero.
A propósito coloquei a disposição do Fraga, para a devida clonagem + 2 titúlos do "Zoot Sims", sendo 1 com o Oscar Peterson e tocando Gershwin e lembro ainda que a Markabru ( Henrique ) recebeu neste fim de semana, boas novidades em jazz e clássico que vale a pena conferir.

ESTAMOS EVOLUINDO

09 setembro 2002

1) Constato, radiante, que o clássico "Jazz on a Summer's Day", para muitos o maior filme de jazz de todos os tempos, só rivalizando com "The Sound of Jazz", saiu em DVD nacional, sob o título "Newport Jazz Festival", a ridículos 33,90 (!!!!!!!!!!), na Americanas.com. Aconselho, incondicionalmente. @@@@@
DVD Newport Jazz Fest


2) Dizzy´s Dream Band já tem em DVD nacional, disponível em várias lojas e, on-line, na saraiva.com e na dvdworld.com.
Bene-X

Sem querer polemizar

05 setembro 2002

Caro editor, sem querer polemizar, mas como "um bom disco para se ouvir lendo um livro" pode receber @@@. Só se for @@@ em 10@ e não em 5@, no meu modo de ver. Um "easy listening", segundo sua descrição, mereceria mais rigor, s.m.j., na cotação.

Cotações: Eric Watson - Sketches of Solitude: @@@

Watson apresenta-se em solo neste disco. É um pianista técnico e lírico, que escolhe as notas com total eficiencia de modo a tornar sua interpretação enxuta mas nem por isso menos eficiente, na linha de que menos é mais, como declarado por ele mesmo. Os temas escolhidos são quase todos bastante sombrios, invernais, refletindo adequadamente a solidão do título da obra. O destaque é a faixa de abertura The Peacocks, que a despeito de ganhar tonalidades sutis próprias dessas escolhas de Watson no andamento, só tem mesmo isso a diferenciá-la das interpretações mais conhecidas e já transformadas em marcos do jazz, como as de seu paradigma Bill Evans e a de seu compositor e excepcional pianista Jimmy Rowles. É no geral um bom disco para se ouvir lendo um livro ou na companhia de outros ouvintes contemplativos.
À disposição para os interessados.

04 setembro 2002

BENE-X GOSTARIA DE SABER COMO FAÇO PARA DEVOLVER SEU "ANDRÉ PREVIN" JUNTO COM A CÓPIA DO SERGE CHALOFF, QUE FIZ PARA SER ENTREGUE AO ARLINDO COUTINHO.

DÔDO FERREIRA : CRÍTICA

03 setembro 2002

Encerrando breve temporada de duas semanas, no Teatro Café Pequeno, no Leblon, o contra-baixista Dôdo Ferreira, com seu quinteto hard-bop de entrosamento justo, mostrou, na última 5ª-feira, que aqui se pode fazer - e se faz - jazz verdadeiro, sem concessões e, melhor ainda, sem perder o tempero brasileiro. Privilegiando repertório original, entre antigas e novas composições, Dôdo provou, uma vez mais, sua ótima condição exatamente de compositor, que sabe a importância - maior ainda na música instrumental - de brindar o público com temas (mesmo os mais arrojados) de apelo melódico direto, ou seja atraentes ao ouvido desde sua exposição coletiva, para, só então, "puxarem" os improvisos, intrínsecos ao gênero. Notável mesmo, entretanto, é a clara e maravilhosa impressão - só antes experimentada nos registros mais expressivos de Charles Mingus e, mais recentemente, do quinteto de Dave Holland - de que, na música de Dôdo, o contra-baixo é, mesmo, o verdadeiro "dono" da gig, ou seja, longe de coadjuvar a seção rítmica e o front line de sopros, ao contrário, em função dele, contra-baixo, e de como o líder o conduz, é que surgem as respostas do grupo. E, naquela noite, como responderam seus colegas de time à energia contagiante, afinação impecável, timbre encorpado e, impossível esquecer, excepcional senso de humor do virtuoso baixista ! Memorável o interplay, culminou, em alucinante uptempo, com a indefectível - nos shows de Dôdo - Better Git It in Your Soul, obra-prima de Mingus, gravada pelo brasileiro em seu primeiro CD, "Farofa Blues", que de há muito vem pedindo urgente continuação.

Bene-X

02 setembro 2002

Gostaria de parabenizar nosso editor, por mais uma brilhante noitada auditiva, proporcionando a todos belos momentos de ótima musica em audio e video, bebida de primeira, charutos etc; só a lamentar a pouca paciencia com o grande Ivan Lins, notadamente acompanhando talvez a maior promessa vocal das terras do Tio Sam, no show ao vivo de São Paulo.
Devo registrar aqui como as bolachas do evento o cd do Serge Chaloff ( já copiado ) "Blue Serge" @@@@@, deixando de 4 inclusive o crítico e maior conhecedor Arlindo Coutinho, bem como o André Previn's Trio "King Size", principalmente pela novidade e acompanhamento, além do Horace Parlan Quintet "Glad I Found You" e do cd do Paul Chambers ( cuja cópia me foi promedita pelo Mau Nah ).
Quero deixar registrado meu protesto por não poder apresentar todo material levado, uma vez que a aparelhagem a disposição não aceita tal tipo de "cd" ( o cdr ), que deve ser frisado não se tratar de pirataria e sim item de colecionador.
A propósito a reclamar também a ausencia de raridades do Coutinho, desde já intimado a faze lo na próxima reunião do " Clube do Jazz e amigos do Mau Nah ", para o qual proponho a presidencia do mesmo, e de levantarmos bandeira para que tenhamos de volta ao radio o programa "Jazz + Jazz".
Por ora é só, pois vamos ao trabalho.


+++++ Lionel Hampton +++++

O mundo do jazz ficou mais pobre desde a última sexta, com o falecimento, aos 94 anos, de um dos pilares da música negra americana. O vigoroso pianista, baterista e sensacional vibrafonista, mestre e incentivador de uma quantidade imensa de jovens jazzmen e o primeiro negro a ser convidado a tocar na Casa Branca, foi ocupar seu devido lugar na Grande Orquestra Celestial. Mas suas atuações cheias de ritmo e histamina, registradas num vasto material preservado em disco e em vídeo, ainda vão encantar muitas gerações à frente. Rest in peace, Hamp.