Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho)*in memoriam*; David Benechis (Mestre Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) *in memoriam*, Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) *in memoriam*, Ivan Monteiro (Mestre I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels)*in memoriam*,, Pedro Cardoso (o Apóstolo)*in memoriam*, Carlos Augusto Tibau (Tibau), Flavio Raffaelli (Flavim), Luiz Fernando Senna (Senna) *in memoriam*, Cris Senna (Cris), Jorge Noronha (JN), Sérgio Tavares de Castro (Blue Serge), Geraldo Guimarães (Gerry).e Clerio SantAnna

18 dezembro 2007

RETRATOS
08. DEXTER GORDON (A)
Candidato Ao “Oscar” ! ! !

PRELIMINARMENTE UMA HOMENAGEM

Este “Retrato” de Dexter Gordon é uma homenagem ao “Mestre” maior do JAZZ, Luiz Carlos Lassance Antunes, LULA, que durante praticamente três décadas manteve “sempre o melhor em Jazz” no rádio, divulgando a “Arte Popular Maior” e recebendo permanentemente músicos e aficcionados, ao vivo e como numa “jam” radiofônica.
Dexter Gordon gravou em 04 ocasiões o tema “Sticky Wicket”: 02/abril/1969, 26/julho/1970, 23/agosto/1975 e, finalmente, 16/maio/1982 em quarteto. Esta última gravação realizada em New York foi precedida de outra sessão tomada no dia 08/março/1982, na Filadélfia (também em quarteto mas com outra formação) e as duas sessões integram o álbum original da Elektra / Musician “Dexter Gordon – American Classic”. Exatamente esse derradeiro “Sticky Wicket” de 16/maio/1982 e desse album é que por mais tempo e até o encerramento do programa serviu de prefixo para “O Assunto É Jazz” de LULA, que ora homenageamos.
A formação do quarteto de Dexter Gordon para essa tomada foi com ele ao tenor, Kirk Lightsey / piano, David Eubanks / baixo e Eddie Gladden / bateria.
É importante lembrar que alguns LP’s de Dexter Gordon lançados no Brasil pela Columbia tiveram notas de contra.capa traduzidos e adaptados por LULA: “Homecoming – Live At The Village Vanguard”, com certeza um dos melhores álbuns da carreira de Dexter, texto original de Robert Palmer (Woody Shaw/trumpete, Ronnie Mathews/piano, Stafford James/baixo e Louis Hayes/bateria, gravação de 1976 após o retorno de Dexter Gordon aos U.S.A. e de já ter se apresentado no “Storyville”), “Dexter Gordon Quartet - Manhattan Symphonie”, texto original de Pete Hamill (com George Cables/piano, Rufus Reid/baixo e Ed Gladden/bateria, gravação de 1978), e outros.
Por essas ligações de LULA a Dexter Gordon deixamos registrada nossa homenagem àquele.

BIOGRAFIA

Nascimento - Estudos - Ouvindo as Primeiras Influências

Dexter Keith Gordon, Dexter Gordon, nasceu em Los Angeles, Califórnia, em 27/fevereiro/1923 e veio a falecer na Filadélfia em 25/abril/1990.
Filho de família de classe média alta da burguesia negra, vivendo em confortável situação econômica e residente em antiga mansão da “Central Avenue”, teve como pai conceituado médico, Dr. Frank Alexander Gordon, cuja clientela incluía músicos de projeção: Lionel Hampton e Duke Ellington, entre outros. Daí e de imediato podem ser entendidas 02 premissas: não lhe faltaram meios econômicos e de condição social para, desde a mais tenra idade, estudar música e as portas do Jazz foram uma opção natural, ainda que o pai desejasse que Dexter também fosse médico.
Na “Jefferson High Scholl”, então a mais conceituada instituição californiana, a partir dos 13 anos e por orientação do pai, Dexter aprofundou-se no estudo de teoria musical (enorme vantagem sobre a maior parte dos músicos da época, dedicados à improvisação) e na prática do clarinete e, paralelamente, estudou harmonia com o professor Lloyd Reese; a partir dos 15 anos optou por estudar e dominar o sax.alto, passando em seguida para o sax.tenor a partir dos 17 anos (e seguidamente ao sax.soprano cuja técnica e prática veio a dominar), instrumento que incorporou totalmente de forma a expandir seus limites de criação e com o qual construiu sua carreira no Jazz.
Desde cedo foi “ouvinte” assíduo dos tenoristas Lester Young (leia-se “Count Basie Orchestra”) e Dick Wilson (relembrem a “Andy Kirk Orchestra” de Andy Kirk, a famosa “Clous Of Joy” onde atuaram Ben Webster e a extraordinária Mary Lou Williams) que substituiu a banda de Terence Holder, iniciada em 1929 em Oklahoma City.

Grupos Locais - Lionel Hampton e a 1ª Gravação - Retorno a Los Angeles

Inciou carreira profissional em 1940 com grupo local, os “Harlem Collegians”, tocou com os grupos “Jefferson High School” e “Jordan High School” (ao lado de músicos do nível de Ernie Royal, Chico Hamilton, Buddy Collette e outros).
Em dezembro desse ano por indicação de Marshall Royal e já ao sax.tenor foi contratado para a banda de Lionel Hampton, com a qual registrou sua primeira gravação (New York, 24/dezembro/1941, ao lado do também tenor Illinois Jacquet) e onde permaneceu até 1943. Mesmo recordando essa permanência com especial carinho em sua carreira musical e aproveitando os ensinamentos de fazer parte de uma “equipe”, de manter a disciplina exigida por uma Big Band, enriquecendo sua formação técnica com os aspectos práticos e úteis, é claro que Dexter não possuía posição destacada, seja pelas poucas oportunidades de solar, já seja por estar ao lado de outro tenorista, Illinois Jacquet, então já mais “cotado”. A história de seu duelo / dueto com Illinois no tema “Po’k Chops” ficou gravada como estória, já que não foi registrada em disco.

A 1ª Gravação Como Titular: Uma “Senhora formação”

Retornou a Los Angeles atuando com o baterista irmão de Lester Young, Lee Young e Jessie Price. Entre o final de 1943 e meados de julho/1944 Dexter Gordon com apenas 20 para 21 anos gravou pela primeira vez como titular (Dexter Gordon - I've Found A New Baby with Rosetta e Dexter Gordon - I've Found A New Baby with Sweet Lorraine, selo Mercury) e, aprecie-se bem, em que companhia: Harry “Sweets” Edison/trumpete, Nat "King" Cole/piano, Johnny Miller/baixo e Juicy Owens/ bateria.
Entre abril e maio/1944 Dexter gravou em duas ocasiões com a orquestra de Fletcher Henderson, em conseqüência de passagem extremamente rápida pela banda desse extraordinário pianista, líder, compositor e arranjador.

Com Louis Armstrong e Billy Eckstine (“Mr. B”)

Logo a seguir e durante cerca de 06 meses integrou a orquestra de Louis Armstrong, com quem excursionou, participou de temporadas e gravou em 09 ocasiões (19-20/05, 26/05, 07/06, 09/08, 18/08, 12/09 por 02 vezes, em estúdio e ao vivo, em 21/09 e, finalmente, em 05/10/1944); Dexter trabalhava como músico, sua profissão, mas sentindo-se “amarrado” a arranjos para ele “obsoletos”.
Mesmo ainda gravando com a orquestra de Louis Armstrong, foi contratado durante 1,5 ano para a banda de “Mr. B”, Billy Eckstine, na qual deixou apenas 02 registros em 05/09/1944 e em 02/05/1945. Essa primeira gravação contava, entre outros, com Dizzy Gillespie, Shorty McConnell, Bill Frazier, John Jackson, Gene Ammons, Tommy Potter, Art Blakey, Sarah Vaughan e, como arranjadores, a dupla Tadd Dameron e Jerry Valentine: mais “escola” impossível !!! Também nesse registro temos o 1º solo de Dexter Gordon no tema “Blowing The Blues Away” (belo “duelo” com Gene Ammons), um marco em suas carreira e discografia.
Na banda de “Mr. B” Dexter alinhou na sessão de palhetas ao lado de Sonny Stitt, John Jackson e Leo Parker, quarteto que foi alcunhado de “The Unholy Four”.
Interessante lembrar aqui uma frase de Billy Eckstine (um excepcional cantor pelo belíssimo timbre, pela divisão, pela sonoridade e pela extensão) que se tornou histórica e referindo-se a Frank Sinatra: “dêm-me o dinheiro de Sinatra e darei a ele a minha voz” (leia-se o clássico de Dempsey J. Travis “An Autobiography Of Black Jazz”, 543 páginas, Urban Research Institute, U.S.A., 1983, parte 2, “The Voices Of Jazz Artists From The Past And Present”, páginas 311/319).
Entre essas gravações com “Mr. B” Dexter gravou em sexteto sob a titularidade de Dizzy Gillespie (09/fevereiro/1945).

Na “Rua 52” - Benny Carter - Idas e Voltas (New York, Los Angeles)

A essa altura Dexter já era freqüentador assíduo da “Rua 52”, participando de “jams” ao lado dos expoentes de então (Parker, Kenny Clarke = “Mr. Clock” e Miles entre outros) e colhido pelas drogas, que o arrastariam a futuros problemas em mais de uma ocasião.
1945 foi ano de sucessivas apresentações e gravações de Dexter em diversas formações, entre as quais destacamos: com Ben Webster em noneto (agosto), com os “All Stars” de Sir Charles Thompson (setembro e ao lado de Buck Clayton/trumpete, Charlie Parker/sax.alto, Sir Charles Thompson/piano, Danny Barker/guitarra, Jimmy Butts, baixo e J.C. Heard/bateria) e como titular de quarteto (outubro).
Iniciou 1946 participando de gravação com a banda de Benny Carter, alinhando em um “timaço” de estrelas, entre as quais pontificavam Maxine Sullivan como vocalista, Emmett Berry, Joe Newman, Neal Hefti (também arranjador) e Shorty Rogers aos trumpetes, Al Grey, Alton Moore, Sandy Williams e Trummy Young nos trombones, Tony Scott, Russell Procope, Benny Carter, Willard Brown e Don Byas nas palhetas, além de uma “cozinha” com Sonny White, Freddie Green, John Simmons e J.C. Heard. Com Don Byas (e mais adiante com Lucky Thompson, outro tenorista de Benny Carter) Dexter Gordon aprendeu uma série de recursos e de segredos técnicos das boquilhas e da embocadura, que tanto o auxiliaram em relação à sonoridade própria.
Ainda em 1946 Dexter apresentou-se em diversas ocasiões em New York, gravou em quinteto sob sua liderança para a “Savoy” (LP “Long Tall Dexter”), mas retornou à Califórnia e passou a alternar suas atividades entre sua terra natal e New York, tanto para temporadas quanto para gravações.

Formatura - Maturidade Musical - Identidade Própria

Esse retorno já o devolveu como um sax.tenorista maduro e com sonoridade, fraseado e explorações harmônicas perfeitamente desenvolvidas a partir de Coleman Hawkins (robustez), Ben Webster (sopro à exaustão da coluna de ar), Lester Young (cool) e Charlie Parker (estruturas harmônicas), além de um mestre na intercalação de citações, do fraseado em crescendo e de “correr atrás do tempo”, característica que o identifica de imediato. Assim, com apenas 23 anos Dexter Gordon já havia efetuado a transição entre o “clássico” de Coleman Hawkins e Lester Young e o “moderno” de Sonny Rollins e John Coltrane, para mais no futuro absorver parte do que seus discípulos alcançaram e retransmitir toda uma herança de tenoristas para muitos jovens, ai incluído o excelente Joshua Redman (Roberto Muggiati em “New Jazz – De Volta Para O Futuro”, 300 páginas, 1ª edição, 1999, Brasil).

Com Ornette Coleman ? ? ? . . . As “Caçadas”

Considerando a musicalidade e o swing de Dexter Gordon, não é de estranhar que em certa noite tivesse expulsado Ornette Coleman sumariamente do palco, porque ele não conhecia acordes e desafinasse, fazendo com que este lembrasse que “...eu sabia que não era bem isso, mas sabia também que devia haver algo de errado em minha música....” (Roberto Muggiati na obra citada).
Em Los Angeles ficaram marcadas suas apresentações, “duelos” de sax.tenor e gravações com o excelente Wardell Gray (inclusive a gravação “The Chase” para a Dial, um primor de gravação), criadas a partir de atuações “after hours” no “Jack’s Basket”.
Como “duelos” entendam-se as trocas de “choruses” entre esses 02 tenoristas, que bem ao estilo das “chases” de Kansas City (veja-se o belíssimo documentário de Robert Altman “Jazz 34” com a participação de Joshua Redman, Jesse Davis, David Newman, James Carter, Don Byron, Nicholas Payton, Geri Allen, Cyrus Chestnut, Russell Malone, Ron Carter, Christian McBride, Victor Lewis, Kevin Mahogany e outros, revivendo o ambiente de Kansas). Lançavam seus solos, inicialmente longos e com 32 compassos cada, encurtando-os para 16 compassos, depois para 08, para 04, para 02 e para 01 compasso, criando tensão com essa alternância e que levavam o público ao delírio. Leia-se no livro “Glossário do Jazz” (Editora papel Virtual, 1ª edição em 2005, 350 páginas) do colega Cjubiano Mário Jorge o verbete dedicado a “chase”, que ilustra muito bem essa “perseguição”.
As diversas atuações e gravações de Dexter Gordon com Wardell Gray e Teddy Edwards em Los Angeles são os melhores e mais empolgantes exemplos dessas “batalhas”.
Atuou e gravou com os “Yellow Jackets” de Russell Jacquet, em quinteto como líder, com a orquestra de Ralph Burns (Mary Ann McCall era a vocalista, Willie Smith o sax.alto, Jimmy Rowles o pianista e Barney Kessel o guitarrista) e novamente com a banda de Benny Carter (então compondo a dupla de saxes.tenor com Lucky Thompson).
Em julho/1947 Dexter participou da gravação dos 05 temas dos “The Bopland Boys” (The Hunt, Disorder At The Border, Bopland = Byas-A-Drink, Jeronimo = Cherokee e Bop After Hours), conforme os detalhes já incluidos no “Retrato” de Hampton Hawes anteriormente postado. Em novembro desse mesmo ano alinhou ao lado do “combo” do vibrafonista Red Norvo, ainda em novembro gravou com a banda de Jessie Price, em dezembro e sucessivamente formou quinteto e gravou com Teddy Edwards, Wynonie Harris, Leo Parker (J.J.Johnson ao trombone, Joe Newman ao trumpete), Fats Navarro, Tad Dameron e Kenny Clark (“Mr. Clock”), entre outros.

Poucas Gravações - Drogas, Prisão

A partir de 1948 Dexter segue realizando temporadas em diversos clubes, mas sua produção discográfica cai vertiginosamente até mudar-se para a Dinamarca em 1962 e, nesse período, 1948/1962, contabilizamos pouquíssimos registros seus: em quarteto em dezembro/ 1948, com a banda de Tadd Dameron em janeiro/1949, com Wardell Gray em agosto/1950, ainda em 1950 com Helen Humes, no conjunto de Les Thompson em fevereiro/1952, novamente com Wardell Gray em junho/1952, em quarteto em setembro/1955, nesse mesmo mês com o sexteto de Stan Levey, em novembro desse ano em quinteto, em outubro/1960 em sexteto e em 1961 formando quinteto e quarteto para gravar no estúdio do perfeccionista Rudy Van Gelder para o selo Blue Note.
Dexter casou-se pela primeira vez em 1952 e durante esse intervalo com tão poucas gravações esteve detido mais de 01 ano na “Chino Prison” (posse de drogas, entre 1953 e 1955), foi libertado e com enorme esforço desintoxicou-se e retornou ao trabalho para participar da montagem da adaptação da peça teatral de Jack Gelber “The Connection” (“The Hollywood Connection”), que versou sobre o mundo dos dependentes. Esse trabalho motivou determinado “Consultor de Jazz” da etiqueta JAZZLAND a mover todos os contatos para que Dexter Gordon retornasse à “cera” após afastamento de 05 anos, o que gerou o apenas regular album “The Ressurgence Of Dexter Gordon”: Los Angeles, 13/outubro/1960, Martin Banks/trumpete, Richard Boone/trombone, Dexter Gordon/sax.tenor, Dolo Coker/piano, Charles Green/baixo e Lawrence Marable/bateria.
Esse “Consultor de Jazz” conhecia muito bem o que estava fazendo e seu nome é, até hoje, um símbolo de qualidade musical dentro da linguagem parkeriana: Julian “Cannonball” Adderley ! ! !
A partir daí veio o interesse da Blue Note (Alfred Lyon e Francis Wolff), iniciado com as 02 sessões indicadas anteriormente, ambas de maio/1961.
Ainda para o selo Blue Note e antes de mudar-se para a Dinamarca, Dexter Gordon gravou em maio/1962 com quinteto sob seu nome, ainda e também em quinteto tendo à frente Sonny Stitt e em seguida e sendo titular Herbie Hancock, em junho e agosto desse ano liderando quarteto e quinteto e, para o selo Columbia em maio no noneto do saxofonista Pony Poindexter.

Exílio - Reduto Europeu

Em função de mais 02 detenções por posse de drogas Dexter Gordon ficou sem sua licença e, portanto, impedido de tocar em New York; de imediato saiu para temporada de 15 dias em Londres e daí para o exílio na Dinamarca, estabelecendo-se em Copenhague e tendo como base o “Cafe Mountmartre”. Ali passou a apresentar-se sob o nome de Bent Gordonsen e produziu uma série de gravações muito importantes musicalmente, tanto e principalmente na Dinamarca quanto no restante da Europa (França, Alemanha, Suécia, Holanda, Noruega, Suíça). Foram freqüentes as viagens de Dexter entre Europa e U.S.A., já que ele sempre visitava a família.
Nesse período e entre atuações no “reduto” de Copenhague, temporadas e festivais, Dexter deixou um legado de registros ao lado de músicos dos mais importantes na história do Jazz: a primeira gravação ocorreu em 28/novembro/1962 em Copenhague e para o selo SteepleChase, em Paris tocou e gravou com Bud Powell, Kenny Clarke e Donald Byrd, novamente em Copenhague alinhou em temporada no “Café Mountmartre” ao lado do maravilhoso pianismo do catalão Tete Montoliu em 1964 (após a qual e em 1965 gravou para a Blue Note no estúdio de Rudy Van Gelder, ao lado de Freddie Hubbard, Barry Harris e outros), na Alemanha gravou ao lado de Booker Ervin em outubro/1965, em Paris gravou com Sonny Grey no trumpete em dezembro desse ano, em 1967 e na Dinamarca gravou em 03 oportunidades, Johnny Griffin e Hampton Hawes com ele gravaram na Alemanha em 1968, seguindo-se registro com Ben Webster comandando orquestra em Copenhague, com Benny Bailey na Itália, com músicos locais na Suécia e na Holanda, com Slide Hampton e Niels-Henning na Dinamarca, enfim, uma estada européia gloriosa e que nos deixou alguns “tesouros”.

“Europeu” Mas Gravando Nos U.S.A.

Em 1969 vamos encontrar Dexter “excursionando” aos U.S.A., onde gravou alguns registros importantes em função dos temas, dos músicos acompanhantes e do que significou para a manutenção do nível do Jazz de então. Assim e com James Moody e Barry Harris (Pianista e Professor de muita classe, categoria e pianismo excepcional) em New York para a Prestige e na primeira gravação do tema “Sticky Wicket” (remember “O Assundo É Jazz” do LULA) e com Bobby Timmons em Baltimore (“The Left Bank Jazz Society” no “The Famous Ballroom”) também para a Prestige, Dexter marcou presença no cenário do Jazz americano.
Retorno à Europa, Oslo e Suiça (“Montreux Jazz Festival” de 1970), com nova “visita” aos U.S.A. para participar do “The Charlie Parker Memorial Concert” de agosto/1970 em Chicago (Illinois, “Roosevelt College”) e com Red Rodney, Rufus Reid e Roy Haines. Nova gravação para a Prestige ainda em agosto/1970 ao lado de Wynton Kelly e novo retorno em 1971 à Suécia, Dinamarca, Suiça (“International Festival” de Zurique).
Em 1972 Dexter esteve nos U.S.A., gravou com Hank Jones e com Cedar Walton, participou do “Newport In New York” (realizado no “Radio City Music Hall”, onde havia sido Diretor Musical Vincent Minelli, marido de Judy Garland e pai de Liza Minelli), literalmente “infestado de cobras”: Harry “Sweets” Edson, Kai Winding, James Moody, Flip Phillips, Zoot Sims, Herbie Hancock, Sonny Stitt, Clark Terry, Howard McGhee, Art Blakey, enfim, “O FESTIVAL”.

Com Astros na Europa - O Retorno

Na Dinamarca com Charles Mingus, na Suiça com Ben Webster, na França com Sonny Grey, na Alemanha com Roy Eldridge / Slide Hampton, na Suiça com Hampton Hawes, novamente na Dinamarca com Jackie McLean / Kenny Drew, na Alemanha com Idrees Sulieman, no retorno ao seu “reduto” em Copenhague com Niels-Henning, com Allan Botschinsky, com Tete Montoliu e com Horace Parlan, com Kenny Drew na Suiça, Dexter Gordon atravessou os anos até 1975 na tranqüilidade de seu “retiro europeu” e como se estivesse preparando seu retorno à terra natal, o que ocorreu em 1976 e também em função do falecimento de seu amigo Ben Webster, outro apaixonado por Copenhague.
Sua primeira gravação nesse retorno foi registrada pelo selo Xanadu, em 22/outubro/1976 e ao lado de Blue Mitchell e Sam Noto aos trumpetes, de Al Cohn também ao sax.tenor e uma “cozinha” de primeira grandeza: Barry Harris, Sam Jones e Louis Hayes. Para a etiqueta SteepleChase e ao lado de Barry Harris Dexter gravou em novembro/1976, para finalmente em dezembro registrar o antológico “Homecoming - Live At The Village Vanguard” para a CBS (como já indicado no início da “Biografia”, notas da contra.capa do LP nacional com tradução e adaptação de Mestre LULA).
O sucesso musical de Dexter Gordon nesse retorno não coincidiu com sua vida matrimonial já que viu terminar seu segundo casamento (com Maxine Gordon), mas propiciou aproveitamento pelas gravadoras para suprir o mercado então com certo vácuo de talentos, ao mesmo tempo que granjeou para Dexter um renovado reconhecimento do público e da crítica para um músico que somente cresceu com os anos, mesmo com os excessos acumulados de drogas e álcool.
Em 1978 Dexter deixou registrado para a CBS o álbum “Dexter Gordon - Manhattan Symphonie”, também uma defesa de tese para a linguagem dexteriana.
Ainda em 1978 Dexter Gordon ao lado de George Cables, Rufus Reid e Eddie Gladden cumpriu temporada no "Keystone Korner" de São Francisco, apresentou-se no Carnegie Hall com Johnny Griffin e com a mesma sessão rítmica anterior esteve na Itália.
Em 1979 participou em Cuba e no “Karl-Marx Theatre” de apresentação ao lado de Woody Shaw, Stan Getz, Cedar Walton e outros. Voltou a cumprir temporada no “Keystone Korner” da Califórnia (São Francisco) e amanheceu 1980 gravando mais uma vez no estúdio de Rudy Van Gelder para a CBS, ai incluído o soberbo álbum “Gotham City”, ao lado de George Benson (tocando Jazz), Cedar Walton, Percy Heath e um Art Blakey melhor que nunca, se isso é possível. Nesse álbum e no tema de Randy Weston e Percy Heath “Hi-Fly” com quase 10 minutos, pode-se apreciar Dexter solando com uma autoridade ímpar e aproveitando toda a riqueza harmônica da composição para suas habituais e sucessivas citações (“Stranger In Paradise”, “Mona Lisa” e outros temas).

Reconhecimento – Prêmios - Grande Ator Candidato ao Oscar

Na sucessão desse sucesso de público e de crítica o referendo público da “Down Beat” de 1980 o elegeu como o “Jazz Musician Of The Year” e para o “Hall Of Fame”.
De 1981 até 1986 Dexter Gordon seguiu sua carreira musical em temporadas e em gravações (New York, São Francisco, Filadélfia, Hollywood, em Tóquio e Osaka, no “Aurex Festival” e em Paris), até consagrar-se por sua participação como ator no filme de Bertrand Tavernier “Round Midnight” ("Por Volta da Meia Noite") e que lhe valeu a indicação para o “Oscar” de melhor ator de 1986; o prêmio maior não veio, mas sim para a trilha sonora de Herbie Hancock. Dexter trabalhou assiduamente ao lado do diretor, no sentido de assegurar a “realidade musical” ao longa metragem que foi e é, efetivamente e ao lado de “Bird” de Clint Eastwood, um verdadeiro “FILME DE JAZZ”.
Em 1987 Dexter apresentou-se em diversas ocasiões com os demais músicos participantes do filme de Bertrand Tavernier.

Caminhando Para o Final - O Ocaso

A derradeira gravação de Dexter Gordon foi realizada em 1987, New Jersey e para a CBS: com Tony Bennett, Dexter no sax.tenor e a “cozinha” que acompanhava Bennett - Ralph Sharon (piano), Paul Langosch (baixo) e Joe LaBarbera (bateria), desfilam clássicos do centenário Irving Berlin.
Nos últimos anos de vida e com exceção do filme “Round Midnight”, das poucas apresentações e da gravação de 1987 indicada anteriormente, Dexter Gordon esteve praticamente inativo.
Em 25/abril/1990 na Filadélfia faleceu Dexter Gordon: músico de Jazz, unicamente de Jazz, sem concessões e que nos deixou um legado precioso, certamente com sómente um ou outro registro abaixo do excelente e como exceção no painel de qualidade que teceu em praticamente 50 anos de atividade. Convenhamos que em 50 anos profissionais poucos seres humanos terão acertado mais e errado tão pouco. As drogas e o álcool certamente restaram-lhe alguns anos de saúde física para construir mais música, mas o que deixou é amplamente compensador para todos os apreciadores do MUITO BOM ! ! ! . . .

Segue em (B) FILMOGRAFIA E BIBLIOGRAFIA

COLUNA DO LOC

16 dezembro 2007

Coluna do LOC, agora aos domingos.

Caderno B, JB.

[ clique para ampliar ]

BOLLANI, UM CRAQUE

14 dezembro 2007


A evolução do jazz italiano, com o surgimento de bons músicos – vide Stefano Di Battista e Fabrizio Bosso no Tim Festival -, já deixou de ser apenas uma tendência ou modismo. Inúmeros CDs são lançados mensalmente. Um dos mais recentes, por enquanto em edição japonesa, traz de volta o pianista Stefano Bollani, que já em 2003 foi responsável pelo belíssimo “Falando De Amor”, com temas de Jobim. “I’m In The Mood For Love” (Tokuma/2007) dessa vez explora clássicos da música norte-americana. E Bollani confirma sua posição como um dos mais criativos e versáteis pianistas italianos, ao lado de Enrico Pieranunzi e Stefano Battaglia, entre outros. Bollani, nascido em Milão,1972, esteve agora em dezembro no Rio de Janeiro, apresentando-se gratuitamente na comunidade Pereira da Silva, em Laranjeiras, ao lado de Zé Nogueira (sax), Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria), Marco Pereira (violão) e Armando Marçal (percussão), exatamente a formação do seu também recentíssimo CD “Bollani Carioca”.
Mas em “Im’ The Mood For Love” a linguagem é a mais jazzística possível. Além de alguns standards surrados, como o tema-título acima, Bollani aborda outros hits não muito usuais entre os jazzistas mais modernos, como “Margie”(Davis/Robinson), sucesso na voz de Ray Charles, e “Puttin’ On The Ritz”(Berlin), responsável pela primeira aventura de Clark Gable como vocalista e dançarino no cinema. Seguem-se outros clássicos como “Makin’ Whoppee”, “Cheek To Cheek”, “It’s Only A Paper Moon” e até mesmo “Moonlight Serenade”. Como era de se esperar, Bollani promove verdadeiras metamorfoses musicais ao tratar cada versão com extrema originalidade e, principalmente, bom-gosto, amparado por uma invejável concepção harmônica. Com seus parceiros habituais – Ares Tavolazzi, baixo, e Walter Paoli, bateria - , Bollani mostra nesse CD a razão de ter sido eleito o melhor músico europeu de 2007 (Prêmio Hans Koeller).
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PS. "O jazzista italiano Stefano Bollani irá tocar neste sábado (1º) em uma favela carioca acompanhado de cinco músicos brasileiros.Bollani, Marco Pereira (violão), Jorge Helder (contra-baixo), Jurim Moreira (bateria), Armando Marçal (percussionista) e Zé Nogueira (sax soprano) se apresentarão na Quadra da favela Pereira da Silva, a Pereirão da zona Sul do Rio de Janeiro."Será um evento especial não só para mim, que toca pela primeira vez em um cenário insólito, mas também para os moradores da favela e os cariocas em geral", acredita Bollani, em entrevista à agência ANSA."
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PS II. O evento, rebatizado de Úmbria Jazz Brasil, faz parte de um acordo de cooperação internacional assinado em 2004 entre Brasil e as regiões italianas de Umbria, Marche, Toscana, Emilia-Romagna e Ligúria.


stefano bollani ma...

FILHO DE PEIXE, ALÇANDO VÔO

13 dezembro 2007

Julio Merlino é o principal solista da UFRJazz Ensemble. Toca um sax alto de primeira e leva muito a sério seus estudos de Música e Composição, em que agora se torna Mestre. Filho do igualmente talentoso pianista Fernando Merlino, Julinho preparou uma grande festa para comemorar o seu degree. E enviou-nos o convite anexo [cliquem para ampliar], onde lista a série de feras que o prestigiará e acompanhará junto à Orquestra de que participa, sob a regência do ótimo Maestro José Rua.

Dentre eles, nada menos do que sete já fizeram parte, como líderes ou liderados, das saudosas produções jazzísticas deste blog e seus membros.

Vai ser na próxima segunda, às 20 hrs. no Centro Cultural Carioca, no Centro.

Não dá pra perder.

HISTÓRIAS DO JAZZ N° 49

12 dezembro 2007

O INCRÍVEL MACIEL

Essa história remonta ao ano de 1961, mês de março, quando junto com Paulo Santos integrei o Juri do “1° Festival de Jazz” promovido pela Folha de São Paulo.

Foi um evento paulista que movimentou o Rio de Janeiro, numa época em que a música instrumental estava em alta. A tal ponto que nossos principais músicos,que atuavam na noite, principalmente no “Bottle’s” e “Little Club”,no Beco das Garrafas, e mais o “Sacha’s” e o “Flag’s” e outros menos votados, foram convidados e essas casas tiveram problemas com sua programação. Giovani e Alberico, proprietários das casas do beco resolveram o problema fechando as mesmas naquele fim de semana e embarcando para São Paulo junto com a numerosa delegação carioca.

Lá nós éramos tantos que tivemos que dividir o pessoal. Metade no Hotel Commodoro e metade no Hotel Lord. Aí, houve um troca-troca diário de hotel para hotel com os músicos se deslocando para os ensaios realizados no Bar do Commodoro ou no Lord.
E foi num desses ensaios que assisti uma de Maciel. Era um quinteto com Paulo Moura e seção rítmica que não me lembro (talvez Luiz Carlos Vinhas, Tião Marinho e Edson Machado). O ensaio ia bem até que no último número, quando Moura interrompeu a música quase no fim e pediu que Maciel tocasse mais “stacatto” na frase final. Houve a primeira tentativa sem sucesso. Moura então repetiu as instruções.
Maciel calmamente respondeu: “Ah, é assim? Vou botar no saco e me mandar”, e unindo o gesto à palavra guardou o trombone no estojo e saiu calmamente. Foi para o bar e pediu um whisky. Ao ser atendido, o garçom perguntou qual era o apartamento e Maciel calmamente respondeu: 215. (Ele estava no oitavo andar).
Pensei que de noite, na hora da apresentação do quinteto, aquele número fosse cortado do repertório. Entretanto, tal não aconteceu. Antes de iniciar o tema, Maciel calmamente colocou a partitura em cima do bumbo da bateria e tocou de costas para a platéia.

A outra foi no jantar realizado com toda a delegação no Hotel Lord. Ambiente formal com o “maitre” anotando os pedidos. Como era boca livre, a preferência caía sobre os pratos mais caros. “Filé a Oswaldo Aranha”, “à Francesa”, “de Haddock”, “Costeletas de porco”, etc.
Chegou a vez de Maciel e estabeleceu-se o seguinte diálogo:
Maitre – O senhor deseja o que ?
Maciel – Quero uma “Rã com bertalha”
Maitre – Infelizmente, senhor, aqui não servimos rã.
Maciel – Então me traz um whisky.
Maitre – Pois não, qual é o seu apartamento ?
Maciel – Apartamento 215.

Fiquei imaginando a surpresa dos hóspedes dos apartamentos 215 de ambos os hotéis quando fossem pagar suas contas e encontrassem alguns whiskys em suas faturas. Isso sem falar nos chocolates que ficavam em cima do “frigobar”, que Maciel esvaziava quando visitava apartamentos de outros músicos.

E teve mais. Na época em que o governo confiscou nossas poupanças, recebi em meu programa três integrantes do sexteto “Bossa Rio”: Edson Machado, Tião Neto e Maciel. Durante uma das entrevistas, sem que nem pra que, Maciel gritou alto e bom som: “Zélia, eu quero meu dinheiro!”.

O jeito foi aplaudir.

Edson Maciel – deixou saudades.


Juarez, Aurino e Maciel

NOTA MUITO TRISTE

O mundo jazzístico perdeu, nesta manhã, o grande trompetista Marcio Montarroyos, segundo a notícia que acabamos de receber. Seu enterro será às 17 horas de hoje, no Cemitério de São João Batista, aqui no Rio.

Márcio, um dos mais belos timbres no seu instrumento, estava acometido de doença grave há algum tempo.

O CJUB, consternado, junta-se às demais preces em benefício de sua alma.

NOTÍCIA URGENTE

11 dezembro 2007

Não sei se é novidade mas vejam quem está vindo:
Dave Holland
January 22nd 2008 - Rio de Janeiro, Brazil
Mistura Fina Club
Dave Holland Quintet

Dave Holland
January 23rd 2008 - Rio de Janeiro, Brazil
Mistura Fina Club
Dave Holland Quintet


Como todos os membros do quinteto (C. Potter, R. Eubanks, S. Nelson e N. Smith) estão sem datas para o mês de Janeiro, acredito que o combo venha completo, sem subs.
Agora é só aguardar.
I-Vans

09 dezembro 2007

... e em tempos de turbulência

O texto abaixo me foi enviado por um grande amigo e voyeur do CJUB, Angelo Lopes. O apresentei em uma oportunidade ao nosso Mestre Coutinho e foram horas de bom papo, música e muita cerveja. E nessas conversa sobre livros, mercados e jazz, eis que surge o poderoso Alan Greenspan e seus momentos de aprendiz ao lado de Stan Getz.

Fatos que são relatados em seu livro "A Era da Turbulência".

Segue.

Alan Greenspan, o lendário Presidente do Fed (Federal Reserve Board), o Banco Central Americano, teve uma influência única sobre os mercados financeiros mundiais. Sob seu Timão a economia global sobreviveu sem maiores sobressaltos em momentos dramáticos como a queda da Bolsa de Nova York de 1987, crises asiáticas, russa, latina americanas e o atentado de setembro de 2001. O Mundo no período em que Greenspan esteve a frente do FED teve um crescimento econômico contínuo e sem sobressaltos por anos seguidos.
Grande apaixonado pela música, começou a estudar clarineta aos 12 anos, após ouvir seu primo tocar o instrumento. Praticou com grande dedicação, horas ao dia. Iniciou na música clássica, logo passando ao jazz, após ouvir num fonógrafo de um amigo que o convidou para escutar a música de Benny Goodman e orquestra, tocando Sing, Sing, Sing, de imediato ficou enfeitiçado por aquele som.
Nascido em 1926, vivenciou o jazz da Nova York vibrante para a música. Goodman, Artie Shaw e Fletcher Henderson inauguravam uma nova era. Em 1938, Goodman e sua orquestra foram convidados para apresentar o primeiro show não clássico no Carnegie Hall. Além da clarineta, Greenspan também se dedicou ao sax tenor – aos seus ouvidos, o saxofone era o som mais agradável e jazzístico das big bands.
Teve o privilégio de ser aluno tenorista Bill Sheiner. O método dele consistia em organizar pequenos conjuntos de quatro ou cinco saxofones e clarinetas e fazer com que os alunos compusessem eles mesmos algumas músicas. No pequeno conjunto de Greenspan, Sheiner incluiu ao seu lado de um rapaz de 15 anos chamado Stanley Getz.
Com a sábia visão que tinha desde o início, Greenspan percebeu que a metodologia de Sheiner ao colocá-lo para acompanhar Getz era como querer que um pianista de bar trocasse arpejos com Mozart. Ele se dava bem com Getz mas quando ele tocava somente ficava ouvindo, extasiado. Entendia que ao defrontar-se com alguém extremamente talentoso, uma pessoa limitada como ele via o caminho que leva ao nível de excelência, nutrindo a esperança de também ser capaz de chegar lá.
Concluiu que para pessoas como Getz, o talento brota de fonte mais genética e, por mais que praticasse, nunca atingiria o nível do gênio. Para Greenspan, Stan Getz estava nesta categoria. Ele sabia, por intuição, que nunca aprenderia a virtuosidade de um Mestre.
O mundo perdeu um saxofonista talentoso, porém ganhou um timoneiro do mercado financeiro com uma bússola de precisão inigualável.

Valeu !
RETRATOS
07. HAMPTON HAWES (E)
Mini-discografia = Término
COM HAROLD LAND, JIMMY WITHERSPOON, SONNY ROLLINS

Hampton Hawes Quartet
Harold Land (sax.tenor), Hampton Hawes (piano), Scott LaFaro (baixo), Frank Butler (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 17/03/1958
1. Hip
2. Wrap Your Troubles In Dreams
3. Crazeology
4. Numbers Game
5. For Real
6. I Love You
Album da Contemporary (também Fantasy): Hampton Hawes - For Real!. Álbum da Prestige: Hampton Hawes - Blues The Most.

Jimmy Witherspoon With Teddy Edwards Septet
Gerald Wilson (trumpete), Teddy Edwards e Jimmy Allen (saxes.tenor), Hampton Hawes (piano), Herman Mitchell (guitarra), Jimmy Hamilton (baixo), Jimmy Miller (bateria) e Jimmy Witherspoon (vocal exceto na faixa “Midnight Blues”)
Los Angeles, Califórnia, 08/05/1958
1. There's Good Rockin' Tonight
2. Times Are Changing
3. Wee Baby Blues
4. When I've Been Drinkin'
5. It Ain't What You're Thinkin'
6. All That's Good
7. Midnight Blues
Diversos albuns da World Pacific: Jimmy Witherspoon - Singin' The Blues, Jimmy Witherspoon - There's Good Rockin' Tonight, Various Artists - Swingin' Like Sixty, volume 1: The Singers / The Swingers e Various Artists - The Blues, volume 3: Blowin' The Blues.

Sonny Rollins And Contemporary Leaders
Sonny Rollins (sax.tenor), Victor Feldman (vibrafone exceto nas faixas 1 e 2), Hampton Hawes (piano), Barney Kessel (guitarra), Leroy Vinnegar (baixo), Shelly Manne (bateria exceto na faixa 6)
Los Angeles, Califórnia, de 20 até 22/10/1958
1. I've Told Ev'ry Little Star
2. Rock-A-Bye Your Baby With A Dixie Melody
3. You
4. I've Found A New Baby
5. Alone Together
6. In The Chapel In The Moonlight
7. The Song Is You
8. I've Found A New Baby (alt. take)
9. The Song Is You (alt. take)
10. You (alt. take)
Albuns da Contemporary: Sonny Rollins And The Contemporary Leaders e Sonny Rollins - Contemporary Alternate Takes.

TRIOS AGAIN - GRANDES INTERVALOS NAS GRAVAÇÕES

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Leroy Vinnegar (baixo), Stan Levy (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 24 e 25/11/1958
1. Down By The Riverside
2. Just A Closer Walk With Thee
3. Swing Low, Sweet Chariot
4. Nobody Knows The Trouble I've Seen
5. When The Roll Is Called Up Yonder
6. Go Down Moses
7. Joshua Fit The Battle Of Jericho
8. Blues - incompleto
Album da Contemporary (também Fantasy): Hampton Hawes - The Sermon.

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Chuck Israels (baixo), Donald Bailey (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 12/05/1965
1. Fly Me To The Moon
2. What Kind Of Fool Am I?
3. The Girl From Ipanema
4. Rhonda
5. Dear Heart
6. People
7. Chim Chim Cheree
8. The Days Of Wine And Roses
Album da Contemporary (também Fantasy): Hampton Hawes - Here And Now.

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Red Mitchell (baixo), Donald Bailey (bateria)
Mitchell's Studio Club, Los Angeles, Califórnia, 30/04 e 01/05/1966
1. The Seance
2. Oleo
3. Easy Street
4. Suddenly I Thought Of You
5. For Heaven's Sake
6. My Romance
7. I'm All Smiles
8. Manha De Carnaval
9. Spring Is Here
10. The Shadow Of Your Smile
11. Searchin'
Albuns da Contemporary: Hampton Hawes - The Séance e Hampton Hawes - I'm All Smiles.

EUROPA - JAPÃO

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Eberhard Weber (baixo), Klaus Weiss (bateria nas faixas 2, 4, 6 e 7)
Estúdio de Hans Georg Brunner-Schwer Studio, Villingen, Alemanha, 08/11/1967
1. Hamp's Blues = Villingen Blues
2. Rhythm
3. Black Forest Blues
4. Autumn Leaves
5. What Is This Thing Called Love?
6. Sonora
7. I'm All Smiles = Waltz For Debbie
8. My Foolish Heart
Album da MPS / SABA: Hampton Hawes - Hamp's Piano. Album da Prestige: Hampton Hawes In Europe.

Hampton Hawes Quartet
Hampton Hawes e Martial Solal (pianos), Gilbert Rovere (baixo exceto na faixa 1), Daniel Humair (bateria exceto na faixa 1)
Paris, France, 12/1967
1. Godchild
2. Softly, As In A Morning Sunrise
3. Autumn Leaves
Album da Joker: Hampton Hawes - Piano Improvisation.

Nathan Davis Quartet
Nathan Davis (flauta, sax.soprano e sax.tenor), Hampton Hawes (piano), Jimmy Garrison (baixo), Art Taylor (bateria)
Paris, França, 12/1967
1. Blues For Trane
2. A5
3. Ahali The Painter
4. Mandingo Pad
5. Love Is Freedom
6. Rules Of Freedom
Album da Polydor: Nathan Davis Quartet.

Hampton Hawes - Martial Solal Quartet
Hampton Hawes e Martial Solal (pianos), Pierre Michelot (baixo exceto na faixa 8), Kenny Clarke (bateria exceto na faixa 8)
Paris, França, 01/1968
1. Key For Two
2. Stella By Starlight
3. Spring Can Really Hang You Up The Most
4. Bags' Groove (sem Martial Solal)
5. Lover Come Back To Me
6. Fly Me To The Moon
7. The Theme
8. Godchild
9. Three For Two
Album da Affinity e da BYG: Hampton Hawes / Martial Solal - Key For Two.

Johnny Griffin - Dexter Gordon Quintet
Johnny Griffin (sax.tenor nas faixas 3, 4 e 6), Dexter Gordon (sax.tenor na faixa 6), Hampton Hawes (piano), Jimmy Woode (baixo), Kenny Clarke (bateria)
Alemanha, 25/01/1968
1. Autumn Leaves
2. Fly Me To The Moon
3. Body And Soul
4. All The Things You Are
5. Rhythm-A-Ning
6. Blues Up And Down
7. It's A You Or No One
Album da Lotus: Johnny Griffin / Dexter Gordon - Jazz Undulation. Albuns da Joker: Hampton Hawes - Piano Improvisation e Johnny Griffin / Dexter Gordon - Jazz Undulation.

Pedro Iturralde Quartet Featuring Hampton Hawes
Pedro Iturralde (saxes tenor, barítono e soprano, flauta), Hampton Hawes (piano), Eric Peter (baixo), Peer Wyboris (bateria)
Madrid, Espanha, 02/1968
1. On Green Dolphin Street
2. Black Forest Blues
3. Autumn Leaves
4. Oleo
5. Moonlight In Vermont
6. My Funny Valentine
Album da Fresh Sound: Pedro Iturralde Quartet Featuring Hampton Hawes.

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Jimmy Woode (baixo exceto na faixa 11), Art Taylor (bateria exceto na faixa 11)
Paris, França, 10/03/1968
1. Children's Blues
2. Blues For Bud
3. Black Forest
4. Black Forest (alternate take)
5. Dangerous
6. My Romance
7. Sonora
8. Blues Enough
9. Spanish Steps
10. Spanish Steps (alternate take)
11. They Say That Falling In Love Is Wonderful - piano solo
Albuns da Black Lion: Hampton Hawes - Spanish Steps e Hampton Hawes - Blues For Bud.

Hampton Hawes Solo
Hampton Hawes (piano)
Tóquio, Japão, 07/05/1968
1. Hamp's Blues
2. My Romance
3. Who Can I Turn To?
4. Bags' Groove
5. Young People's Tune
Album da Vitor (japonesa): Hampton Hawes - The Challenge.

Hampton Hawes Solo
Hampton Hawes (piano)
Tóquio, Japão, 09/05/1968
1. What's New?
2. Summertime
3. It Could Happen To You
4. Just One Of Those Things
5. Clementine
6. Autumn Leaves
Mesmo album anterior.

Hampton Hawes Solo
Hampton Hawes (piano)
Tóquio, Japão, 12/05/1968
1. Shinjuku
Mesmo album anterior. Trata-se de obra imperdível e obrigatória para os amantes do "paino-jazz".

Hampton Hawes Sextet
Hidehiko Matsumoto e Akira Miyazawa (saxes.tenor), Hampton Hawes (piano), Shungo Sawada (guitarra), Isato Suzuki (baixo), George Otsuka (bateria)
Tóquio, Japão, 15/05/1968
1.Apresentação
2. Lush
3. All The Things You Are
4. Buzzy
5. Uma-San's Blues
6. There Will Never Be Another You
Album da Columbia (japonesa): Hampton Hawes - Jam Session.

FORMAÇÃO “TOP” - FESTIVAL - GERRY MULLIGAN

Hampton Hawes Sextet
Harry "Sweets" Edison (trumpete), Sonny Criss (sax.alto), Teddy Edwards (sax.tenor na faixa 5), Hampton Hawes (piano), Leroy Vinnegar (baixo), Bobby Thomson (bateria) e Joe Turner (vocal nas faixas 3 e 4)
Memory Lane Club, Los Angeles, Califórnia, ???/01/1970
1. Memoriy Lane Blues
2. Blues For J.L.
3. Feeling Happy
4. Shake, Rattle And Roll
5. Teddy's Blues
Album do selo Jass: Hampton Hawes - Memory Lane Live.

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Henry Franklin (baixo), Michael Carvin (bateria)
Montreux Jazz Festival, Casino de Montreux, Suiça, 06/1971
1. This Guy's In Love With You
2. High In The Sky
Album do selo Jass: Hampton Hawes Trio At Montreux.

Gerry Mulligan Quartet
Gerry Mulligan (sax.barítono), Hampton Hawes (piano), Henry Franklin (baixo), Michael Carvin (bateria)
Pescara, Itália, 17/07/1971
1. Get Out Of Town
Album da Oxford: Gerry Mulligan With Dave Brubeck Quartet Live In New Orleans 1968.

DEXTER GORDON - SONNY STITT

Hampton Hawes Trio With Dexter Gordon
Dexter Gordon (sax.tenor nas 02 últimas faixas), Hampton Hawes (piano), Henry Franklin (baixo), Michael Carvin (bateria)
Cafe Mountmartre (o "reduto" de Dexter Gordon em Copenhague), Jazzhus, Copenhague, Dinamarca, 02/09/1971
1. This Guy's In Love With You
2. Footprints
3. The Camel
4. Little Miss Laurie
5. Hamp's Broad Blues Acres
6. Now's The Time
7. 'Round About Midnight
8. Cheryl
9. Spanish Way
10. Long Tall Dexter
11. Yesterdays
Albuns do selo Arista Freedom: Hampton Hawes Live At The Montmartre e Hampton Hawes - A Little Copenhagen Night Music.

Sonny Stitt Quartet
Sonny Stitt (saxes alto e tenor), Hampton Hawes (piano), Reggie Johnson (baixo), Lenny McBrowne (bateria)
Berkeley, Califórnia, 13 e 14/09/1972
1. Back Door
2. Your Love Is So Doggone Good
3. Orange Ash Tray
4. I Don't Know Yet
5. The More I See You
6. Speculation
Album da Prestige: Sonny Stitt - So Doggone Good.

Hampton Hawes - Mario Suraci Duo
Hampton Hawes (piano), Mario Suraci (baixos acústico e elétrico)
Great American Music Hall, San Francisco, Califórnia, 10/06/1975
1. Fly Me To The Moon
2. Sunny
3. The Status Of Maceo: 1st Movement
4. The Status Of Maceo: 2nd Movement
5. The Status Of Maceo: 3rd Movement
Selo Concord Jazz: Hampton Hawes Live At The Great American Music Hall.

Art Pepper Quartet
Art Pepper (sax.alto), Hampton Hawes (pianos acústico e elétrico), Charlie Haden (baixo), Shelly Manne (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 09/08/1975
1. Ophelia
2. Here's That Rainy Day
3. What Laurie Likes
4. Mr. Yohe
5. Lost Life
6. Samba Mom Mom
7. Samba Mom Mom (alternate take)
Album da Contemporary (também Fantasy): Art Pepper - Living Legend.

Joan Baez
Tom Scott (flauta), Hampton Hawes (piano), Joe Sample (piano elétrico), Larry Carlton e Dean Parks (guitarras), Wilton Felder (baixo), Jim Gordon (percussão) e Joan Baez (vocal).
Los Angeles, Califórnia, 23/01/1976
1. Children And All That Jazz
Album do selo A&M: Joan Baez - Diamonds And Rust.

Charlie Haden - Hampton Hawes Duo
Hampton Hawes (piano), Charlie Haden (baixo)
Burbank, Califórnia, 25/01/1976
1. Irene
2. Hello/Goodbye
Album da Artists House: Charlie Haden/Hampton Hawes - As Long As There's Music.

Hampton Hawes Quartet
Hampton Hawes (piano), Denny Diaz (guitarra), Leroy Vinnegar (baixo), Al Williams (bateria)
Douglas Beach House, Half Moon Bay, Califórnia, 10/06/1976
1. BD & DS Blues
2. Pablito
3. Sunny
4. Nice Meanderings
5. St. Thomas
6. Fly Me To The Moon
Album da Contemporary: Hampton Hawes - Something Special.

Art Farmer Quintet
Art Farmer (flugehorn), Art Pepper (sax.alto na faixa 1), Hampton Hawes (piano), Ray Brown (baixo), Steve Ellington (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 26/07/1976
1. Namely You
2. I Can't Get Started
Album da Contemporary (também Fantasy): Art Farmer - On The Road.

Art Farmer Quintet
Art Farmer (flugelhorn), Art Pepper (sax.alto na faixa 1), Hampton Hawes (piano), Ray Brown (baixo), Steve Ellington (bateria na faixa 1)
Los Angeles, Califórnia, 28/07/1976
1. Downwind
2. My Funny Valentine
Mesmo album anterior

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Ray Brown (baixo), Shelly Manne (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 14/08/1976
1. Killing Me Softly With His Song
2. Soul Sign Eight
3. Sunny
4. Morning
5. Blue In Green
6. When I Grow Too Old To Dream
Album da Prestige: Hampton Hawes - Blues The Most. Album da Contemporary (também Fantasy): Hampton Hawes At The Piano.

Art Farmer Quintet
Art Farmer (flugelhorn), Art Pepper (sax.alto), Hampton Hawes (piano), Ray Brown (baixo), Shelly Manne (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 16/08/1976
1. What Am I Here For?
2. Will You Still Be Mine?
Album da Contemporary (também Fantasy): Art Farmer - On The Road.

Charlie Haden - Hampton Hawes Duo
Hampton Hawes (piano), Charlie Haden (baixo)
Los Angeles, Califórnia, 21/08/1976
1. This Is Called Love
2. As Long As There's Music
3. Rain Forest
4. Turnaround
Album da Artists House: Charlie Haden / Hampton Hawes - As Long As There's Music. Album da Horizon: Charlie Haden - The Golden Number.

Irving Ashby Quintet
Hampton Hawes (piano), Irving Ashby e John Collins (guitarras), John Heard (baixo) e Billy Higgins (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 23/11/1976
1. Shivers
2. Funkville U.S.A.
Album da RCA: Irving Ashby - Guitar Player


A seguir: RETRATOS 08. DEXTER GORDON COM HOMENAGEM
A UM MESTRE DO CJUB

GRAMMY 2007

08 dezembro 2007

Abaixo as indicações do Grammy para as principais categorias de Jazz.

Best Jazz Vocal Album

Avant Gershwin - Patti Austin[Rendezvous Entertainment]
Red Earth - A Malian Journey - Dee Dee Bridgewater[DDB/Emarcy]
Music Maestro Please - Freddy Cole[HighNote Records]
Nightmoves - Kurt Elling[Concord Jazz]
On The Other Side - Tierney Sutton (Band)[Telarc Jazz]

Best Jazz Instrumental Album, Individual or Group

Pilgrimage - Michael Brecker[Heads Up International]
Live At The Village Vanguard - The Bill Charlap Trio[Blue Note]
Kids: Live At Dizzy's Club Coca-Cola - Joe Lovano And Hank Jones[Blue Note]
Line By Line - John Patitucci[Concord Jazz]
Back East - Joshua Redman[Nonesuch Records]

Best Large Jazz Ensemble Album

A Tale Of God's Will (A Requiem For Katrina) - Terence Blanchard[Blue Note]
Eternal Licks & Grooves - The Bob Florence Limited Edition[MAMA Records]
Hommage - The Bill Holman Band[Jazzed Media]
Sky Blue - Maria Schneider Orchestra[ArtistShare]
With Love - Charles Tolliver Big Band[Blue Note]

Best Instrumental Composition

Ash Wednesday - Harry Connick, Jr., composer (Harry Connick, Jr.)Track from: Chanson Du Vieux Carré[Marsalis Music/Rounder]
Cerulean Skies - Maria Schneider, composer (Maria Schneider Orchestra)Track from: Sky Blue[ArtistShare]
Deep Six - Mark Walker, composer (Oregon)Track from: 1000 Kilometers[CamJazz]
I Knew Her (From Notes On A Scandal) - Philip Glass, composer (Philip Glass)Track from: Notes On A Scandal - Soundtrack[Rounder/Fox Music]
Spectacle - Béla Fleck, composer (Chick Corea & Béla Fleck)Track from: The Enchantment[Concord Records]

Bragil

COLUNA DO LOC

07 dezembro 2007


Caderno B, JB, 7 de dezembro de 2007.



MORRE, AOS 39 ANOS, O VIOLONISTA WILLIANS PEREIRA

05 dezembro 2007

Perda irreparável em nosso meio musical !
Willians Pereira, violonista, morreu domingo último dia 2 de dezembro, aos 39 anos, em um acidente de ultra-leve em Porto de Galinhas, Recife.
Willians estava na capital pernambucana trabalhando na produção de um CD de frevos da cantora Maria Olívia.

Willians Pereira, além de grande violonista, era um super arranjador, sabia tudo de harmonia, era compositor e professor - foi meu professor.
Formou o trio Taluá ao lado do flautista PC Castilho e o percussionista Fabio Luna, e desenvolveu um trabalho solo chamado Dom Quixote, ambos relançados pela Delira Musica.

Ao lado de Mariana Leporace lançou A canção, a voz e o violão e participou de seu disco em tributo a Baden Powell. Este ano, ao lado de Maurício Einhorn, gravou O encanto e a delicadeza. E fez trilha sonora, do curta Cego e seu amigo Gedeão à beira da estrada, de Ronald Palatnik.

Um cara criativo, com uma sensibilidade ímpar no violão acústico.
Sempre preocupado com a harmonia, com as "vozes" do violão, de pouco improviso mas que sabia manifestar a arte desse instrumento, literalmente, em poucas palavras.
Foi votado aqui mesmo no CJUB, na votação dos melhores do ano (2004) como revelação, por mim e acho que pelo nosso Mestre Rafaelli.
Para quem gosta gosta de violão, era "o cara". Lembro do dia que ouvi pela primeira vez seu tributo em violão solo do tema First Circle do Pat Metheny, que não vi ninguém nesse planeta fazer algo superável.
Pra mim, um dos grandes violonistas que surgiu no cenário musical nos últimos tempos.
Vai deixar saudade!

Descanse em paz, Sócio (assim ele chamava os que o cercava) .

Deixo 2 temas de seu CD solo Dom Quixote. O tema título na versão de Cesar Camargo Mariano e o tema First Circle do Pat Metheny.

SÃO COLTRANE

04 dezembro 2007

por Samuel G. Freedman, The New York Times


Igreja "John Coltrane" funciona há 25 anos em São Francisco.
Saxofonista é o santo padroeiro da St. John Will-I-Am Coltrane African. Culto de domingo à tarde se divide em jam session e encontro espiritual.

Ao lado do altar da igreja na rua Fillmore, em São Francisco, há um órgão, dois contrabaixos, uma bateria e três microfones. O hinário, ou livro de músicas, encontra-se aberto em uma peça de título "Blues for Bechet".
Pendurado na parede lateral, um ícone do santo padroeiro da congregação, com um halo dourado em volta da cabeça e segurando um sax tenor com um brilho emanando da campana.
Sendo esta a casa do jazz e de Deus, o culto do domingo de manhã começa, na verdade, no domingo à tarde, o equivalente a madrugar para qualquer músico que fez três shows no sábado à noite. Clérigos, diáconos e coroinhas aparecem, liderados por um homem alto e magro com um sax tenor bamboleando pendurado por uma tira presa em volta da gola padre. Ele é o arcebispo Franzo Wayne King, fundador e pastor desta comunidade de fiéis, a igreja ortodoxa St. John Will-I-Am Coltrane African.
Durante as três horas seguintes, o culto se divide em jam session e encontro espiritual. A liturgia cristã tradicional, incluindo o Pai Nosso e as leituras de um evangelho e uma epístola, discorre em meio a uma série de performances intensas, quase mágicas, de composições de Coltrane. "Você é aquilo que você escuta", diz King em seu sermão.
"Quando você escuta John Coltrane, você se torna um discípulo do sagrado."
A igreja de Coltrane não é um engodo publicitário nem uma mistura forçada de música de nightclub e fé etérea. Sua mensagem de libertação por meio do som divino é, na verdade, bastante coerente com a experiência e a mensagem do próprio Coltrane.

Durante uma vida criativa ao extremo e finda precocemente aos 41 anos, Coltrane produziu um conjunto de performances e composições que se mantiveram como profunda influência entre músicos e ouvintes de jazz, assim como dos entusiastas do rock experimental. Hoje, 40 anos após sua morte, ele permanece como presença consolidada no cânone da música norte-americana. Coltrane também incorporou uma figura religiosa. Viciado em heroína na década de 50, cortou o vício de uma vez e completamente, e mais tarde explicou que havia escutado a voz de Deus durante sua angustiante fase inicial de abstenção.
Em 1964, gravou o álbum "A love supreme", com canções originais de louvor em estilo free-jazz. Estudando as religiões orientais, além do cristianismo, passou a lançar músicas religiosas mais de vanguarda em "Ascension", "Om" e "Meditations". Em 1966, um repórter no Japão perguntou a Coltrane o que ele esperava ser dali a cinco anos, ao que o músico respondeu: "Um santo."

"Jesus Cristo negro"

Assim sendo, Franzo Wayne King foi a pessoa que levou Coltrane ao pé da letra.
Isso aconteceu a partir do momento em que conheceu a gravação de "My favorite things" e começou a se aprofundar e apreciar o trabalho mais antigo de Coltrane na banda de Miles Davis. Pouco depois da morte de Coltrane, King criou uma pequena congregação chamada Yardbird Temple, em alusão ao apelido de outra fera do jazz, Charlie Parker, o Bird. Naquela altura, os fiéis cultuavam Coltrane como a encarnação terrena de Deus, ao mesmo tempo considerando Parker como um equivalente a João Batista. Essa teologia, é claro, posicionou King e seu rebanho fora dos limites do cristianismo. Ele retornou a essa esfera no início dos anos 80, quando conheceu o arcebispo da Igreja Ortodoxa Africana, cujos adeptos cultuam um Jesus Cristo negro. King fez a concessão necessária para se tornar um membro.
"Rebaixamos Coltrane do posto de Deus", diz.
"Mas o acordo foi que ele poderia ficar na qualidade de santo e ser o padroeiro de nossa igreja."
É assim que a igreja St. John Will-I-Am Coltrane funciona há vinte e cinco anos.
A esposa e os filhos de King participam dos cultos como "ministros musicais" e já tocaram em diversos festivais europeus de jazz. E os freqüentadores da igreja, ao longo dos anos, passaram a incluir no repertório a viúva de Coltrane, Alice Coltrane, e o guitarrista de rock que também bebeu nas fontes do jazz Carlos Santana.
RETRATOS
07. HAMPTON HAWES (D)
Mini-discografia = Seqüência

EM TRIO - COM ART PEPPER

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Joe Mondragon (baixo), Larry Bunker (bateria)
Surf Club, Hollywood, Califórnia, 12/02/1952
1. I'll Remember April
2. Where Or When
3. All God's Chillun Got Rhythm
Album da Xanadu: The Hampton Hawes Memorial Album

Art Pepper Quartet
Art Pepper (sax.alto e clarinete), Hampton Hawes (piano), Joe Mondragon (baixo), Larry Bunker (bateria)
Surf Club, Hollywood, Califórnia, 1ª entrada, 12/02/1952
1. How High The Moon
2. Suzy The Poodle
3. Easy Steppin'
4. Tickle Toe
5. Patty Cake
6. Move
7. All The Things You Are
8. Don't Blame Me
9. Surf Ride
10. Rose Room
11. Suzy The Poodle (alternate take)
Essa apresentação no “Surf Clube” teve 02 entradas, dai o título desse álbum da Xanadu e do seguinte.
Album da Xanadu: Art Pepper - The Early Show.

Art Pepper Quartet
Mesma formação, local e data anteriores, 2ª entrada
1. A Night In Tunisia
2. Spiked Punch
3. The Way You Look Tonight
4. Minor Yours
5. Suzy The Poodle (alternate take)
6. Easy Steppin' (alternate take)
7. Chili Pepper
8. LAMJHP
9. Everything Happens To Me
10. Move (alternate take)
Album da Xanadu: Art Pepper - The Late Show.

Art Pepper Quartet
Mesma formação anterior.
Los Angeles, Califórnia, 04/03/1952
1. Brown Gold
2. These Foolish Things
3. Surf Ride
4. Holiday Flight
Albuns da Savoy: Art Pepper - Surf Ride, Various Artists - Black California, Art Pepper / Sonny Red - Two Altos, Various Artists - The Many Faces Of Blues e Art Pepper - These Foolish Things with Straight Life. Albuns da Discovery: Art Pepper, Art Pepper Quartet, Art Pepper - Brown Gold with These Foolish Things e Art Pepper - Surf Ride with Holiday Flight.

NO “LIGHTHOUSE” E NO “THE HAIG”

Howard Rumsey's Lighthouse All-Stars
Shorty Rogers (trumpete), Milt Bernhart (trombone), Jimmy Giuffre e Bob Cooper (saxes.tenor), Hampton Hawes (piano), Howard Rumsey (baixo), Shelly Manne (bateria)
Lighthouse Club, Hermosa Beach, Califórnia, 31/08/1952
1. Cherokee
2. Dickie's Dream
3. Solitude
4. Body And Soul
Album da Vantage: The Pianoman - Hampton Hawes / Sonny Clark.

Wardell Gray Sextet
Art Farmer (trumpete), Wardell Gray (sax.tenor), Hampton Hawes (piano), Howard Roberts (guitarra), Joe Mondragon (baixo), Shelly Manne (bateria)
The Haig, Hollywood, Califórnia, 09/09/1952
1. Fine And Dandy
2. Donna Lee
3. The Squirrel
4. Taking A Chance On Love
5. Jackie
6. Get Happy
7. Bernie's Tune
8. Pennies From Heaven
Album da Straight Ahead Jazz: Wardell Gray - Out Of Nowhere. Album da Jam Session: Wardell Gray - Jazz Superstars. Album da Xanadu: Wardell Gray Live In Hollywood.

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Joe Mondragon (baixo) e Shelly Manne (bateria)
The Haig, Hollywood, Califórnia, 09/09/1952
1. Jumpin' Jacque
2. Don't Get Around Much Anymore
3. Hawes Paws
4. It's You Or No One
5. Buzzy
Album da Xanadu: The Hampton Hawes Memorial Album

Hampton Hawes Trio
Mesma formação anterior e no dia seguinte, Los Angeles, Califórnia
1. Jumpin' Jacque
2. Don't Get Around Much Anymore
3. It's You Or No One For Me
4. Thou Swell
Albuns da Discovery: Hampton Hawes Trio, Hampton Hawes - Jumpin' Jacque with Thou Swell e Hampton Hawes - Don't Get Around Much Anymore with It's You Or No One For Me. Album da Savoy: Various Artists - I Just Love Jazz Piano - Down And Out e Various Artists - Black California.

Warne Marsh With Hampton Hawes Trio
Warne Marsh (sax.tenor), Hampton Hawes (piano), Joe Mondragon (baixo), Shelly Manne (bateria)
The Haig, Hollywood, Califórnia, 23/12/1952
1. Fine And Dandy
2. You Go To My Head
3. I Can't Believe That You're In Love With Me
4. Buzzy
5. All The Things You Are
6. I'll Remember April
7. I Got Rhythm
Album da Xanadu: Warne Marsh Live In Hollywood.

Hampton Hawes Trio
Mesmo local, formação (sem Warne Marsh) e data anteriores
1. Just One Of Those Things
2. Again
3. What A Difference A Day Made
4. Blue Bird
Album da Xanadu: The Hampton Hawes Memorial Album.

COM SHORTY ROGERS: SOLOS “WEST COAST” OU “À PARKER” ???

Shorty Rogers And His Giants
Shorty Rogers (trumpete), Milt Bernhart (trombone), John Graas (french.horn), Gene Englund (tuba), Art Pepper (sax.alto), Jimmy Giuffre (sax.tenor), Hampton Hawes (piano), Joe Mondragon (baixo), Shelly Manne (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 12/01/1953
1. Powder Puff
2. The Pesky Serpent
3. Bunny
4. Pirouette
Album da RCA: Shorty Rogers And His Giants.

Shorty Rogers And His Giants
Mesma formação e local anteriores, 03 dias após
1. Morpo
2. Diablo's Dance
3. Mambo Del Crow
4. Indian Club
Album da RCA: Shorty Rogers And His Giants.

NOVAMENTE EM HERMOSA BEACH, O REDUTO DE HOWARD RUMSEY

Howard Rumsey's Lighthouse All-Stars
Shorty Rogers (trumpete), Milt Bernhart (trombone exceto na faixa 1), Bob Cooper e Jimmy Giuffre (saxes.tenor exceto na faixa 1), Hampton Hawes (piano) Howard Rumsey (baixo), Shelly Manne (bateria)
Lighthouse Club, Hermosa Beach, Califórnia, 21/02/1953
1. All The Things You Are
2. Morgan Davis
3. La Soncailli
Diversos albuns da Contemporary: Howard Rumsey's Lighthouse All-Stars, Vol. 1 - Sunday Jazz A La Lighthouse, Howard Rumsey's Lighthouse All-Stars - Mexican Passport, Howard Rumsey's Lighthouse All-Stars, Volumes 2 e 3.

Howard Rumsey's Lighthouse All-Stars
Mesma formação e local anteriores, 15/03/1953
1. 30 Pier Ave.
2. Coop De Ville
3. Big Boy
Album da Lighthouse: Howard Rumsey's Lighthouse All-Stars - Modern Jazz A La Lighthouse.

Howard Rumsey's Lighthouse All-Stars
Maynard Ferguson (trumpete), Hampton Hawes (piano), Howard Rumsey (baixo), Shelly Manne (bateria)
Mesmo local anterior, 21/06/1953
1. What's New?
Mesmo album anterior

NO JAPÃO

Mocambo Session
Yamaya (sax.alto), Hampton Hawes (piano), Tatsuro Takimoto (baixo), Jun Shimizu (bateria)
Mocambo Club, Yokohama, Japão, 27 e 28/07/1954
1. Tenderly
Album da Rockwell: Shotaro Moriyasu - The Historic Mocambo Session '54.

COM LENNIE NIEHAUS E BUD SHANK

Lennie Niehaus Quintet
Stu Williamson (trumpete e trombone de válvulas), Lennie Niehaus (sax.alto), Hampton Hawes (piano), Monty Budwig (baixo), Shelly Manne (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 25/04/1955
1. My Heart Stood Still
2. More Than The Blues
3. Lens
4. Just One Of Those Things
Album da Contemporary (também Fantasy): Lennie Niehaus, Vol. 4 - The Quintets And Strings.
Album imperdível ! ! !

Bud Shank - Bill Perkins Quintet
Bill Perkins (sax.alto, sax.tenor e flauta, exceto na faixa 4), Bud Shank (saxes alto, tenor e barítono, exceto na faixa 4), Hampton Hawes (piano,) Red Mitchell (baixo), Mel Lewis (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 02/05/1955
1. Fluted Columns
2. Fluted Columns (alternate take)
3. I Hear Music
4. I Hear Music - mesmo tema anterior, versão somente com o trio
5. Royal Garden Blues
6. A Sinner Kissed An Angel
7. It Had To Be You
8. Paradise
Diversos albuns da Pacific Jazz: Bud Shank - Shorty Rogers, Various Artists - Assorted Flavors Of Pacific Jazz: A Hi-Fi Sampler, Various Artists - Jazz: The 50's, Vol. I, Various Artists - Jazz Pianists Galore!, Various Artists - The Blues, Various Artists - Jazz West Coast, Bud Shank And Bill Perkins e Various Artists - Jazz West Coast.
Um exemplar do mais legítimo e belo "Jazz West Coast".

TRIOS - BARNEY KESSELL

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Red Mitchell (baixo), Shelly Manne (bateria)
Irvine Bowl, Laguna Beach, Califórnia, 20/06/1955
1. Walkin'
2. The Champ
Album da Contemporary (também Fantasy): Howard Rumsey's Lighthouse All-Stars / Hampton Hawes Trio - Lighthouse At Laguna.

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Red Mitchell (baixo exceto na faixa 4), Chuck Thompson (bateria exceto na faixa 4)
Academia de Polícia, Los Angeles, Califórnia, 28/06/1955
1. I Got Rhythm
2. What Is This Thing Called Love?
3. Blues The Most
4. So In Love - piano.solo
5. Feelin' Fine
6. Hamp's Blues
7. Easy Living
8. All The Things You Are
9. These Foolish Things
10. The Carioca
11. Just Squeeze Me
12. I Should Care
13. Big Foot
14. Yesterdays
15. Just One Of Those Things
16. Sherrill
Album da Prestige: Hampton Hawes - Blues The Most. Albuns da Contemporary: Hampton Hawes Trio, Volumes 1 e 2 - The Trio, Hampton Hawes, Volumes 1A e 1B - Trio.

Barney Kessel Quintet
Bob Cooper (sax.tenor e oboé), Hampton Hawes (piano), Barney Kessel (guitarra), Red Mitchell (baixo), Chuck Thompson (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 12/09/1955
1. Jeepers Creepers
2. You Stepped Out Of A Dream
3. I Didn't Know What Time It Was
Album da Contemporary (também da Fantasy): Barney Kessel, Volume 2 - Kessel Plays Standards.

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Red Mitchell (baixo), Chuck Thompson (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 03/12/1955
1. Stella By Starlight
2. Yesterdays
3. Steeplechase
4. Autumn In New York
5. Section Blues
Album da Contemporary (também Fantasy): This Is Hampton Hawes, volume 2 - The Trio. Album da Milestone: Various Artists - Bird Lives!.

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Paul Chambers (baixo), Lawrence Marable (bateria)
Estúdio da Contemporary Records, Los Angeles, Califórnia, 18/01/1956
1. Big Foot
2. Ray's Idea
3. Stella By Starlight
4. Blues For Jacque
5. I Should Care
6. Bird Song
7. Yesterdays
8. Just One Of Those Things
9. Cheryl
Album da Fantasy: Hampton Hawes - Bird Song.

OUTRA VEZ LENNIE NIEHAUS - TRIOS

Lennie Niehaus Quintet
Stu Williamson (trumpete e trombone de válvula), Lennie Niehaus (sax.alto), Hampton Hawes (piano), Red Mitchell (baixo), Shelly Manne (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 20/01/1956
1. Poinciana
2. I Should Care
3. I Can't Believe That You're In Love With Me
4. Happy Times
Album da Contemporary (também Fantasy): Lennie Niehaus, volume 1 - The Quintets.

Hampton Hawes Trio
Hampton Hawes (piano), Red Mitchell (baixo), Chuck Thompson (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 25/01/1956
1. You And The Night And The Music
2. Blues For Jacque
3. 'Round About Midnight
4. Somebody Loves Me
5. The Sermon
6. Embraceable You
7. I Remember You
8. A Night In Tunisia
9. Lover Come Back To Me
10. Polka Dots And Moonbeams
11. Billy Boy
12. Body And Soul
13. Coolin' The Blues
Album da Prestige: Hampton Hawes - Blues The Most. Albuns da Contemporary (também Fantasy): This Is Hampton Hawes, Vol. 2 - The Trio e Everybody Likes Hampton Hawes, Vol. 3 - The Trio.

Bill Perkins Quintet
Richie Kamuca (sax.tenor), Bill Perkins (sax.tenor, flauta e clarinete), Hampton Hawes (piano), Red Mitchell (baixo), Mel Lewis (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 29/10/1956
1. All Of Me
2. Just Friends
3. Limehouse Blues
4. Solid De Sylva
5. Sweet And Lovely
Album da Pacific Jazz (também World Pacific): Bill Perkins / Art Pepper / Richie Kamuca - Just Friends.

Hampton Hawes Quartet
Hampton Hawes (piano), Jim Hall (guitarra), Red Mitchell (baixo), Eldridge Freeman (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 12 e 13/11/1956
1. Jordu
2. Groovin' High
3. Takin' Care
4. Broadway
5. Hampton's Pulpit
6. I'll Remember April
7. Woody'n You
8. Two Bass Hit
9. Will You Still Be Mine?
10. April In Paris
11. Blue 'N' Boogie
12. I Should Care
13. Do Nothin' Till You Hear From Me?
14. Blues, No. 3
15. Between The Devil And The Deep Blue Sea
16. Blues, No. 4
17. Blues Of A Sort
Album da Prestige: Hampton Hawes - Blues The Most. Albuns da Contemporary: Hampton Hawes - All Night Session!, Volumes 1. 2 e 3.

"CLÁSSICOS" COM MINGUS

Charles Mingus Trio
Hampton Hawes (piano), Charles Mingus (baixo), Dannie Richmond (bateria)
New York, 09/07/1957
1. Dizzy Moods
2. Hamp's New Blues
3. Yesterdays
4. Sem título
5. Back Home Blues
6. Summertime
7. Laura
Album da Jubilee: Charles Mingus - Mingus Three.

Barney Kessel Quintet
Victor Feldman (vibrafone), Hampton Hawes (piano), Barney Kessel (guitarra), Leroy Vinnegar (baixo), Shelly Manne (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 11/11/1957
1. Let's Cook!
2. Time Remembered
3. Just In Time
Albuns da Contemporary: Barney Kessel - Let's Cook!, Barney Kessel - Plays For Lovers e The Artistry Of Barney Kessel.

Sonny Criss Quartet
Sonny Criss (sax.alto), Hampton Hawes (piano), Buddy Woodson (baixo), Chuck Thompson (bateria)
Programa “Stars Of Jazz” da TV KABC, Los Angeles, Califórnia, 25/11/1957
1. Easy Living
2. Willow Weep For Me
3. Wailing For Joe
Album da Fresh Sound: Sonny Criss Quartet 1949-1957 Featuring Hampton Hawes. Album da Vantage: Art Pepper / Sonny Criss / Bud Shank - The Altoman.

Termina em (E), final da Discografia Resumida

MUSEU DE CERA # 33 – PAUL MARES

02 dezembro 2007


Paul Mares natural de New Orleans de 15/jun/1900 desde cedo se iniciou no domínio do cornet e quando adolescente foi colega do clarinetista Leon Roppolo e do trombonista Georgie Brunies. Inicía na banda de Tom Brown e depois na de seu amigo Roppolo. Em 1919 decidiu ir para o norte do país onde o jazz já fervilhava, e junto com Brunies ingressaram na banda do barco S.S. Capitol subindo o rio Mississipi. Ao aportarem na cidade de Davenport uma surpresa, o antigo amigo Roppolo também embarca e os três ao chegarem a Chicago procurando trabalho juntaram-se a Elmer Schobel (piano), Frank Snyder (bat), Alfred Loyacano (baixo) e Louis Black (banjo). Iniciaram fazendo uma gig (bico) no Friars Inn, um cabaré dirigido por gangsters, como aliás a grande maioria na época. Agradaram tanto que foram promovidos à banda da casa e se intitularam de — Friars Society Orchestra. Com exceção da Original Dixieland Jass Band, foi a mais influente banda branca dos anos 20. Quando deixaram o Friars tornaram-se conhecidos como os New Orleans Rhythm Kings - NORK.
As gravações feitas pelo grupo em 1922 e 23 para a Gennett, além de muito sucesso foram usadas por muitas bandas na procura do “idioma” jazzístico delineado por Paul Mares e seu grupo, mais tarde caracterizado como DIXIELAND. O grande Jelly Roll Morton gravou 5 canções com a banda em 1923 e talvez tenha sido, pelo menos oficialmente, a primeira sessão digamos “racialmente mista”, ou seja de músicos brancos com negros já que Morton apesar de muito claro era mulato (ou melhor Creole), porém para o famigerado racismo — um NEGRO. Os NORK dissolveram-se em 1924 e Mares e Roppolo foram para New York ingressando na banda de Al Siegals do clube Mills Caprice no Greenwich Village. Em 1925 Mares retorna a New Orleans e reforma os New Orleans Rhythm Kings com Roppolo e gravam 7 temas para as gravadoras Okeh e Victor. Entretanto, Mares deixa a música para se juntar aos negócios de sua família e pouco depois Roppolo tem severo colapso nervoso que o leva a ser confinado em uma instituição para doentes mentais pelo resto da vida. Mares em 1934 sente saudades do meio musical e recria os NORK, gravando para a Decca e atuando também em New York e Chicago. Novamente se afasta da música até 1945 e nos últimos 3 anos de vida volta a liderar pequeno conjunto se apresentando mais na área de Chicago, principalmente no Tin Pan Alley Club. Falece a 18/ago/1949. Paul Mares foi o primeiro estilista branco do trompete/cornet que caracterizou bem o dixieland, uma considerável influência aos músicos brancos da década de 20.
NEW ORLEANS RHYTHM KINGS – Paul Mares (cornet), Georgie Brunies (tb), Leon Roppolo (cl), Jack Pettis (Cmelody sax), Glenn Scoville (sa, st), Don Murray (st), Chink Martin (tuba), Ben Pollack (bat) e banjo desconhecido.
Gravação original: MILENBERG JOYS (Jelly Roll Morton) de 18/07/1923 - Gennett MM 149 (mx 11551c) – Richmond, Indiana.
Fonte: CD – Jelly Roll Morton Vol. 1 – (1923-1924) – selo Master of Jazz MJCD 19 – 1991- França