Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho)*in memoriam*; David Benechis (Mestre Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) *in memoriam*, Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) *in memoriam*, Ivan Monteiro (Mestre I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels)*in memoriam*,, Pedro Cardoso (o Apóstolo)*in memoriam*, Carlos Augusto Tibau (Tibau), Flavio Raffaelli (Flavim), Luiz Fernando Senna (Senna) *in memoriam*, Cris Senna (Cris), Jorge Noronha (JN), Sérgio Tavares de Castro (Blue Serge), Geraldo Guimarães (Gerry).e Clerio SantAnna

EVANS À BRASILEIRA

06 fevereiro 2008

Tributos a pianistas como Duke Ellington, Count Basie, Bud Powell, Thelonious Monk, entre outros, sempre fizeram parte da discografia dos jazzistas de gerações posteriores. Mas nada comparável a Bill Evans. Só o pianista italiano, ótimo por sinal, Stefano Battaglia, dedicou dois CDs a Evans, seu maior ídolo. Agora a homenagem é brasileira, por conta da pianista e cantora (?) paulistana Eliane Elias (47). O fato de ser atualmente casada com o contrabaixista Marc Johnson, um dos últimos parceiros de Evans, teve influência direta no projeto, de novo sob os auspícios da Blue Note – há dois temas inéditos de Evans gravados em K7 e agora revelados por Johnson. Outra curiosidade é que Marc Johnson aparece em uma das faixas (My Foolish Heart) tocando no contrabaixo que pertenceu a Scott LaFaro, talvez o grande inovador de sua geração nesse instrumento, e que tornou-se famoso ao lado de Evans. Something For You (...sings & plays Bill Evans), o título do CD (2008), traz ainda o baterista Joey Baron.
Eliane Elias conseguiu alguma popularidade depois de seu CD Dreamer, lançado pela Bluebird em 2004. Isso porque ela optou pela fórmula muito bem explorada por Diana Krall. Ou seja, algo menos complicado em se tratando de jazz, com um vocal miúdo e tímido. Há até um arranjo para Fotografia (Jobim) nitidamente em cima do que Claus Ogerman fez em Dancing In The Dark para a Krall. Eliane volta a cantar nessa homenagem a Evans, mas a prioridade aqui é para o trio. O CD tem bons momentos sim. Johnson, o produtor, faz também uma montagem com Evans e Elias na inédita Here’s Something For You, a partir da fita K7 guardada pelo contrabaixista e só agora revelada.
Na ânsia de regravar os standards imortalizados por Evans, além das composições do pianista, Elias economizou tempo, ponto questionável do CD. São 17 faixas, sendo que apenas uma chega a 5 minutos. Mas o trio se comporta bem, com Johnson em grande forma. Claro, a paulistana não perdeu a oportunidade de fazer a sua versão para Minha (Francis Hime), como contribuição brasileira ao repertório de Bill Evans, além de um tema próprio chamado After All, dedicado ao já legendário pianista de New Jersey.

01. you and the night and the music 3:17
02. here is something for you 2:58
03. a sleepin’ bee 2:51
04. but not for me 3:51
05. waltz for debby 4:05
06. five 4:59
07. blue in green 4:50
08. detour ahead 4:32
09. minha (all mine) 3:13
10. my foolish heart 5:01
11. but beautiful/here’s that rainy day 4:25
12. I love my wife 2:54
13. for nenette 2:53
14. evanesque 3:23
15. solar 3:11
16. after all 4:29
17. introduction to here is something for you (*) 2:13

Blue Note (2008)
Eliane Elias – piano, vocals, composer
Marc Johnson – bass, producer
Joey Baron – drums
Bill Evans – piano (*), composer
……………………………………………
AMG @@@@1/2
.......................................................
PS. 18. re: person I knew 3:33 (bonus track edição japonesa)

"ILHA DESERTA" - "PURISTAS" x "CONTEMPORÂNEOS" ? COM A PALAVRA O MESTRE GARY GIDDINS

04 fevereiro 2008


A propósito da controvérsia, em bom tempo levantada pelo confrade BraGil, penso vir a calhar este artigo do Mestre Gary Giddins, pinçado de sua coluna regular na JazzTimes, esta de dezembro de 2005. Vejam, como alertara em comentários anteriores, a alusão a gravações de Buddy Bolden (que praticamente todos os historiadores julgavam inexistentes), quase que unanimemente considerado o "inventor do jazz". Boa leitura (cliquem na imagem para ampliar).

ELES - SEGUNDA PARTE

01 fevereiro 2008

3) MAX ROACH

Max Roach era um baterista com cabeça de compositor. Compunha peças musicais improvisando.
Roach, para mim, tem uma importancia como solista dentro do jazz que é comparavel a de Louis Armstrong, Charlie Parker, John Coltrane ou Sonny Rollins, por exemplo, como inovador e criador de um vocabulario praticamente obrigatorio para qualquer baterista que queira solar jazzisticamente. Uma tentativa de descrever e analisar a arte de Max Roach sem usar termos tecnicos do jargão musical é um desafio pois sua musica é bastante complexa as vezes quase erudita, mas sempre com muito swing. Vou tentar não complicar.


A primeira vez que ouvi Roach eu tinha uns quinze anos, já gostava muito de jazz, e ouvi um disco de Bud Powell, gravado ao vivo na França com Charlie Mingus e Roach. Na ultima musica, ("Lullabye Of Birdland") ele toca um solo de vassourinhas. Eu nunca tinha ouvido ninguem "contar uma historia" na bateria. É um clichê de linguagem mas é a unica definição que me ocorre.
Para o mundo e especialmente para os Estados Unidos da America a decada de 1940 trazia muitas mudanças. Pujança economica, intensa urbanização, uma nova classe media, vitoriosos na guerra, os EU passavam por rapidas e complexas mudanças e que iriam se aprofundar nos anos que viriam, nada mais seria como antes. Nesse cenario a musica, o jazz, cinema, teatro e literatura, passavam por mudanças semelhantes.

Uma das mudanças que o bebop trouxe foi na condução do ritmo pelos bateristas: o foco deixava de ser o bumbo, como na epoca do swing, e passava para o ride cymbal. Bumbos menores e pratos maiores, o" kit" dos bateristas mudava tambem em função do jazz nessa epoca (aproximadamente metade da decada de 40) ser principalmente tocado em night-clubs, lugares relativamente pequenos, como as casas da rua 52, o berço do bebop.
Max Roach despontou justamente nessa epoca e lugar. O homem certo no lugar certo. Juntamente com Kenny Clarke e Art Blakey foi um dos pais da bateria no bebop. Enquanto esses dois, mais velhos, ja eram musicos ha algum tempo, Roach estava praticamente começando profissionalmente. Os tres tem intensa participação nas gravações que registram o nascimento e apogeu do bebop mas Roach definiu uma nova era para os bateristas assim como Parker, Gillespie, Bud Powell fizeram o mesmo como instrumentistas e compositores. Tendo uma interpretação da condução no prato e uma atitude em relação ao tempo similares às de Art Blakey(on top of the beat) porem com menos drive mas com um refinamento de som que é uma de suas caracteristicas marcantes. Não quero dizer com isso que Roach ficasse a dever em drive mas que não era tão enfatico e assertivo na condução (time keeping) quanto Blakey. Nesse aspecto, drive na condução ritmica, acho que só Tony Willians pode se equiparar a Blakey.
Roach tinha uma condução mais "leve", a mão esquerda já está mais a vontade, mais livre, não repetitiva, tocando uma especie de "comping", como os pianistas, enquanto a mão direita seguia na condução. O bumbo tambem participava dessa conversa com menos atividade que a caixa, mas infelizmente em discos mais antigos é praticamnete impossivel ouvir o bumbo, a não ser em solos de bateria. O que Roach tocava era praticamente polifonico, contrapontistico e era perfeito para acompanhar as inovações melodicas do bebop que exigiam uma nova maneira de acompanhar os solistas. Agora a velocidade de raciocinio tinha que ser muito maior, já que bumbo e caixa participavam colorindo a condução. Era algo analogo ao que acontecia com os outros instrumentos no bebop: as possibilidades aumentavam muito. E Max Roach era um dos principais expoentes dessa nova maneira de tocar.

SOLOS - Aí é onde Roach brilha intensamente. Sua concepção musical começa pelo som. Usava uma afinação mais alta ("aguda") que possibilitava uma articulação mais clara e facilitava a execução de frases mais complexas, com mais notas. A sonoridade de Roach se tornou o padrão daquilo que se convencionou chamar "jazz kit " até os dias de hoje. Uma cuidadosa escolha do som ("nota") de cada tambor e uma técnica muito bem desenvolvida faziam de sua bateria um novo instrumento.
Roach foi dos que fez a bateria se afastar da linguagem "militar" que predominava na epoca do swing. Sua escola de tecnica era mais classica, não era baseada nos chamados Rudimentos, que são um conjunto de tecnicas originalmente usadas pelos percussionistas de bandas marciais, que era de onde vieram muitos bateristas. Isso tambem tornava a sonoridade de Roach mais leve e seu fraseado mais solto, fluente e veloz. Bebop, em uma palavra. A velocidade e as frases com muitas notas não são usadas para impressionar mas na construção de ideias musicais altamente sofisticadas em termos de criação musical. A partir de ideias ritmicas tipicas do bebop e com uma grande variedade de articulações, dinamicas e sonoridades, Roach construiu um vocabulario totalmente novo.
Toda essa tecnica e vocabulario usados por um compositor. Seus solos muitas vezes usam tecnicas de composição classicas tais como tema e variações e desenvolvimentos motivicos e tem sempre um sentido de organização. A "história" será "contada" com começo, meio e fim. Outra criação marcante de Roach foram os solos usando somente o hi-hat (ou "chimbal" ou "contratempo", no Brasil), aqueles dois pratos que são acionados pelo pé esquerdo. Tirava-os do instrumento, levava para a frente do palco e usando tambem a estante de metal fazia solos tão criativos e musicais quanto os que fazia com o instrumento todo. Roach foi o primeiro a gravar composições para bateria solo. Varios de seus discos, o mais conhecido é"Drums Unlimited ", tem composições para bateria solo, exemplos claros e acabados da arte de compor.

Todo baterista interessado em tocar jazz tem que estudar as gravações de Max Roach. Seus solos são a definição perfeita do que é tocar bateria melodicamente e um estudo obrigatorio para aqueles que quiserem se aprofundar na arte do solo.

Há muitos discos que Roach gravou ao longo de sua carreira que são marcantes: suas gravações com Charlie Parker, o quinteto com Clifford Brown (essas gravações, eu considero um dos maiores tesouros do jazz) e seus inúmeros discos como lider (destaque para "Drums Unlimited") e o encontro histórico de "Rich versus Roach", com Buddy Rich. São o legado de um genio.

Tive oportunidade de ve-lo tocar ao vivo uma vez no Free Jazz de 2000, no MAM, ao lado de meu amigo e mestre Pascoal Meireles. Foi uma apresentação memorável onde ele mostrou toda sua genialidade e criatividade no instrumento com muita energia e com 60 anos de carreira. Na época, por coincidencia, eu estava aprofundando meus estudos musicais (harmonia, analise musical e outras matérias) e pra mim foi uma verdadeira aula de musica, num nivel altissimo. O professor era Max Roach.


4) AL FOSTER

Um baterista de jazz completo. Essa seria, para mim, a melhor definição de Al Foster. Versatilidade, criatividade, um vasto vocabulario rítmico e melódico com praticamente tudo que se criou em bateria no jazz e, acima de tudo, uma condução muito especial, com muito swing.
As influências que podemos ouvir são muitas mas acho que Max Roach, Art Blakey, Roy Haynes e Elvin Jones são as mais aparentes.
Sendo escecialmente um sideman( e que sideman !), participou de um enorme numero de gravações e turnes de grandes nomes do jazz: Horace Silver, Mccoy Tyner, Miles Davis, Sonny Rollins, Joe Lovano, Herbie Hancock, entre tantos outros. Com Joe Henderson, durante a década de 90, gravou varios discos e participou de inumeras turnes pelo mundo todo. Sua condução é variada e adaptada a cada situação. Tanto pode ser leve e fluida, como Roy Haynes (escola bebop,"on top of the beat") , quanto densa e mais ativa, como Elvin Jones ("bluesy", "relaxado") alem de tocar vassourinhas magistralmente. Com total dominio de todos os estilos de jazz não é de espantar que tenha sido tão requisitado.
Dois discos de Horace Silver,"Silver'n Brass" e "Silver'n Woods", gravados na metade da decada de 70, contém performances de Foster que eu considero imprescindiveis para quem estuda o desenvolvimento da bateria no jazz e, claro, para todos os bateristas interessados em tocar jazz.
São discos com uma formação maior, com uma seção de sopros acrescida ao quinteto de Silver. Conheço bem esses discos e pra mim eles contem ensinamentos muito importantes na arte de conduzir (time keeping) uma vez que as composições de Silver nesses discos são variadíssimas ritmicamente: jazz em 4/4 tanto com interpretações mais bebop quanto mais modernas, em 3/4, shuffle, bossa nova, latin-jazz , tudo isso tocado com sonoridade, swing e musicalidade do mais alto nivel.
Numa situação musicalmente oposta, digamos, no disco de Joe Henderson "The Art of the Tenor", onde a formação é sax tenor, baixo e bateria, ele tambem se destaca por todas as qualidades ja descritas e mais ainda por um espirito ousado musicalmente, como a situação requisitava, dialogando intensamente com Henderson. Tambem com Henderson, uma performance maravilhosa no disco "So Near, So Far".

SOLOS - Como solista é que a influencia de Max Roach se torna mais evidente. Solos construidos como composições, explorando as sonoridades do instrumento de forma ousada e criativa. Foster, em geral, em seus solos é mais economico ("menos notas") mas em termos de fraseado e estruturação é muito clara a herança de Roach. Outra caracteristica em comum é a sonoridade, Foster tambem usa uma afinação mais alta com destaque para a variedade de articulações.
O seu fraseado vai alem do bebop, mas este está presente sempre, com influencias de Tony Williams, Elvin Jones e Roy Haynes. Foster refina esse vocabulario, simplificando-o. A complexidade da simplicidade. Eu vi Al Foster tocar ao vivo duas vezes. A primeira em 1974 com Miles Davis, no Municipal. Eu gostei muito do som mas não tenho maiores lembranças de Foster. Em 1993, com Joe Henderson no Freejazz, no Hotel Nacional aconteceu o oposto, foi uma das apresentações que vi em toda minha vida que mais me marcaram. Alem da musica como um todo ter sido magica, Foster deu uma apresentação de gala. Sempre fazendo musica de altissimo nivel no instrumento, fosse acompanhando ou solando, com uma sonoridade linda, ideias requintadissimas, um swing danado e o que mais me chamou atenção: cada musica tocada tinha sua propria identidade, não repetiu nada, ate temas mais manjados como "Take The A Train" soaram diferentes com a concepção ritmica de Al Foster. Seus solos foram maravilhosos, verdadeiras composições feitas ali, na frente de todo mundo. Um super-musico de jazz na sua hora de trabalho.

Lembro aos amigos que estas são observações pessoais, é só ver a quantidade de adjetivos empregados, não um tratado sobre o assunto. Não tenho a pretensão de esgotar esse assunto, muito pelo contrario. Escrevi para chamar a atenção de voces sobre os bateristas que fizeram e fazem minha cabeça, um convite a uma audição mais atenta desses mestres e com isso cada um pode tirar suas proprias conclusões. Fiquem a vontade para acrescentar a visão de voces nos comentarios. Duvidas tecnicas mais especificas eu peço , por favor, para me mandarem por email pois os esclarecimentos podem ocupar muito espaço nos comentarios. Mas fica a criterio de voces, eu podendo, sabendo, responderei com o maior prazer, seja nos comentarios seja nos emails.

A seguir : Philly Joe Jones e Louis Hayes.

INVITATION

Nascido em Varsóvia (1902/1983), aos 6 anos Bronislaw Kaper já estava pendurado no piano. Depois de um período no conservatório de sua cidade, foi obrigado a fazer direito por imposição do pai, apesar de talentoso pianista. Acabou em Berlim, na época uma cidade cheia de casas noturnas, onde muitos músicos europeus tentavam uma sorte maior. Com a guerra, mudou-se para Paris, já focado em trabalhar para o cinema. Só em 1935 recebeu convite da MGM, Hollywood. Fez várias trilhas, até mesmo para os irmãos Marx. A partir daí virou membro de uma comunidade de exilados alemães. Kaper participou de mais de 150 filmes e levou o Oscar pela trilha de “Lili”. Mal sabia que dois de seus temas mais famosos, Green Dolphin Street e Invitation, iriam virar clássicos do jazz. Até mesmo Hi Lili Hi Lo receberia versão memorável de Bill Evans e Eddie Gomez. Mais um exemplo de que o jazz sempre esteve na cola do cinema.

PS. No som na caixa, o standard do jazz Invitation (Kaper & Webster) – mais de 400 gravações -. numa versão pra lá de inspirada da ótima cantora e pianista Patrícia Barber (Chicago, 1956).

SUSCETIBILIDADES E GROSSERIA

31 janeiro 2008

Vejam como o "Crooner", Carlos Montes, se referiu a mim e ao mestre Couto em "resenha", por mail, sobre 2 sets a que assistiu, no Mistura, de Gambarini e Hargrove.

"Finalmente, o peso morto. Se este espetáculo ofereceu um grande artista e um contrapeso, não deixou de também oferecer um peso morto, na primeira noite, com a desagradável participação do duo Arlindo Coutinho e David Bene-X tagarelando o tempo todo, sob os olhares aborrecidos de quem estava em volta, no cercadinho de quem pagou R$ 100 para ver e ouvir melhor. Essa o Estevão Hermann fica nos devendo por ter deixado entrar DI GRÁTIS um duo que foi lá para aparecer e atrapalhar o entretenimento de quem pagou. Fez-me lembrar dos ruidosos almoços do CJUB na Associação Comercial e das mesas na Modern Sound, em que falar alto parece significar poder."

Acho que ele quer atrair o mesmo empresário de la Koorax. Assim, quem sabe não consegue até una votos no Reader´s Poll da Downbeat ?

E apenas para espanar as penas:

1) sempre que fizer um "duo" com Couto, estarei feliz e orgulhoso; e

2) Estêvão Herman nada teve a ver com nossas entradas, devidamente por nós pagas.

Portanto, recomendo ao "Crooner"consultar, primeiro, o "Jazz Educator", pra ver se descola gigs melhores (se acreditar em Papai Noel, Colhinho da Páscoa, Saci Pererê, Boitatá, etc.); e, segundo, um analista, para tratar dos complexos.

FINALMENTE, A LISTA DA ILHA DESERTA DO CJUB

30 janeiro 2008

Está concluída a parte relativa à escolha, pelos membros do CJUB, dos 10 Discos para a Ilha Deserta. Houve, como já havia adiantado aqui, apenas 4 CDs onde a concordância geral superou 2 votos. Foram eles, e os seus votantes:

- Kind of Blue- Miles Davis , com 8 votos, de: BKessel, Sazz, MauNah, Guzz, Bené-X, JoFla, BraGil e LaClaudia;

- Sunday at the Village Vanguard - Bill Evans, com 4 votos, de: JoFla, Mestre Goltinho, Mestre LOC, LaClaudia;

- Hot Fives and Hot Sevens, The - Louis Armstrong, com 3 votos, de: Mestre Major, Mestre Raf e LaClaudia;

- Concert by the Sea - Errol Garner, com 3 votos, de: Apóstolo, Mestre Goltinho, Manim;

Empatados inicialmente com 2 votos, o que deu margem a desempate apenas entre eles, restaram classificados, dentre 13 CDs :

- Bird & Diz - Charlie Parker & Dizzy Gillespie; (11 votos)
- Time Out - Bave Brubeck Quartet; (10 votos)
- ‘Round About Midnight - Miles Davis; (10 votos)
- Charlie Parker With Strings - Chalie Parker; (9 votos)
- Brilliant Corners - Thelonious Monk; (9 votos)
- Bill Evans with Symphony Orchestra; (8 votos)

Apenas como informação complementar, seguiram-se a estes, com sete votos (no desempate), Maiden Voyage (Hancock), Giant Steps (Coltrane), Coltrane/Hartmann, com 6 votos, Night Dreamer (Shorter) e Blue Train (Coltrane), ambos com 4, Olé Coltrane, com 3 votos e Concert in the Garden (Schneider), com apenas 2 votos.

A coluna fixa da esquerda em breve ostentará os 10 títulos - tal como um cardápio de recomendações para os neófitos, parte do esforço de “educação” jazzística no qual o CJUB se engaja - até quando da próxima votação.

É certo que estas escolhas receberão comentários em e para todas as direções possíveis, por parte de nossos analistas internos e pelo timaço de leitores que nos honra com suas opiniões. Lembro a todos que esta é, antes de mais nada, uma forma agradável de aferirmos a média das cabeças dos CJUBianos, caso estivessem na mais completa loja de CDs de um transatlântico prestes a espatifar-se num banco de corais.

Não é a lista, portanto, em nada definitiva, apenas um pro-memória para jovens navegantes em suas primeiras viagens.

Na expectativa agora de que nosso grande Guzz - podem começar a cobrar-lhe pois aceitou a incumbência - produza a lista dos discos dos leitores a bordo desta nau, deixo a todos um grande abraço.

APURAÇÃO DOS 10 DA ILHA DESERTA -
RATIFICAÇÃO PELOS CJUBIANOS

Fatos curiosos vem permeando a apuração dos 10 da Ilha Deserta para a lista final dos votos dos membros do CJUB. Dentro do universo de dezoito votantes, apenas 4 CDs tiveram mais do que 3 votos coincidentes. Houve, adicionalmente, nada menos do que 13 CDs com apenas 2 votos cada.

Como há obras de muito relêvo entre estes, optei por - ao invés de aproveitar os votos dos visitantes, como pensava fazer antes - apresentá-los agora, para uma re-ratificação entre os CJUBianos.

Assim peço a estes (facultada, claro, a campanha externa, a caitituagem, a puxação de sardinha e outros artifícios lícitos - jabá-não! -, sempre através dos comentários) que se dignem a votar sobre quais, DESTA LISTA APENAS, levariam para suas ilhas.

Notem que os votos, nesta fase, deverão indicar apenas 6 deles, ou será um sem-fim de escolhas. Valem até votos tipo “os menos piores” da lista, para os que passaram longe dessas escolhas. Caso assim não procedamos, será dificultada a apuração, e o resultado, adiado por tempo indeterminado.

Os seguintes discos receberam 2 votos, cada:

Bill Evans - With Symphony Orchestra
Charlie Parker - With Strings
Charlie Parker & Dizzy Gillespie - Bird & Diz
John Coltrane & Johnny Hartmann - idem
Dave Brubeck Quartet - Time Out
Herbie Hancock - Maiden Voyage
John Coltrane - Blue Train
John Coltrane - Giant Steps
John Coltrane - Olé Coltrane
Maria Schneider - Concert in the Garden
Miles Davis - Round About Midnight
Thelonious Monk - Brilliant Corners
Wayne Shorter - Night Dreamer



Obs: Informo desde já que, a despeito de uma ótima votação individual, Charlie Parker não logrou outros votos coincidentes. Foram eliminados os votos em coleções, compilações e em CDs duplos. As menções, superpostas, de “Savoy” e “Dial”, somente, não foram suficientes ou conclusivas para a contagem de mais de um voto para um determinado disco, bem como a ausência, dentre essas, do volume indicado.

Peço aos membros que façam suas escolhas até o final de janeiro. Esgotado este prazo, será efetuada a apuração final, independente do número de CJUBianos votantes nesta fase.

Grande abraço.

CURIOSIDADES II - A LISTA DOS MÚSICOS

29 janeiro 2008

O grande campeão dos estúdios é o baixista MILT HINTON com 1180 sessões de gravação.

Abaixo a lista completa dos que obtiveram 500 ou mais sessões como líder + participante e com os instrumentos com os quais atuaram:
1 MILT HINTON 1180 bx, vcl
2 DUKE ELLINGTON 1160 pi, celesta, vcl
3 TOMMY DORSEY 1158 tb, tp, vcl
4 RON CARTER 1075 bx, cello, gtbx, piccolo bx
5 HARRY CARNEY 1055 sb, ss, cl, clbx, sbx, vcl
6 BENNY GOODMAN 1008 cl, sa, ss, st, sb, vcl tp, cnt
7 JOHNNY HODGES 995 sa, ss, cl
8 HANK JONES 965 pi, celesta, org
9 JIMMY DORSEY 956 cl, sa, sb, tp,
10 RAY BROWN 897 bx , cello, bx el, tp, flh
11 CLARK TERRY 876 tp, flh, vcl, tpa, pocket tp
12 SHELLY MANNE 813 bat, perc, vcl
13 LAWRENCE BROWN 755 tb, cello
14 FREDDIE GREEN 700 gt, vcl
15 JIMMY HAMILTON 691 cl, sa, st, sb, sbaixo, pi
16 RUSSEL PROCOPE 673 sa, ss, st, cl, fl, vcl
17 OSIE JOHNSON 667 bat, perc, vcl
18 JOE NEWMAN 649 tp, flh, vcl
19 JOHN BEST 645 tp
20 ERNIE ROYAL 638 tp, pocket tp, flh, tb, vcl
21 GRADY TATE 638 bat, perc, vcl
22 STAN KING 626 bat, kazoo, vib, chimes, xil, vcl
23 MANNIE KLEIN 625 tp, cnt, flh, tb, vcl
24 JEROME RICHARDSON 621 ss,sa, st, sb, fl, cl, fl piccolo
25 LOUIS ARMSTRONG 616 cnt, tp, vcl
26 RAY NANCE 616 tp, cnt, vcl, vi
27 PHIL WOODS 611 sa, ss, st, cl, cl baixo, fl, vcl
28 AL KLINK 608 st, sa, sb, fl, cl baixo,
29 CHARLIE SHAVERS 606 tp, tb, pi, vcl
30 MEL LEWIS 605 bat, perc, gt, vib
31 GLENN MILLER 603 tb, vcl
32 BUDDY RICH 596 bat, perc, vcl
33 JIMMY PRIDDY 595 tb
34 COUNT BASIE 592 pi, org
35 AL COHN 591 st, sb, cl
36 PAUL GONÇALVES 591 st, sa, cl, gt
37 BARRY GALBRAITH 589 gt, gt bx, bandolim,
38 KENNY BURREL 587 gt, bj, vcl, pi
39 URBIE GREEN 585 tb, tb bx, tp, vib
40 GENE KRUPA 584 bat, vcl
41 RANDY BRECKER 583 tp, flh, st, vcl, tpa
42 CAT ANDERSON 572 tp, cnt, flh, vcl
43 BOB HAGART 568 bx, gt bx
44 SONNY GREER 565 bat, chimes, perc, vcl
45 TEDDY WILSON 564 pi
46 FRANK WESS 563 ss, sa, st, sb, fl,
47 HARRY EDISON 560 tp, flh, vcl
48 RICHARD DAVIS 558 bx , gtbx , cello, perc, vcl
49 COLEMAN HAWKINS 556 st, sa, sb, sbx, c-mel, pi, vcl
50 WILBUR SCHWARTZ 552 sa, cl, tb, fl, piccolo
51 JERRY GRAY 550 vi, vcl
52 CHUCK GENTRY 546 sa, st, sb, sbx, cl bx,
53 COOTIE WILLIAMS 546 tp, tb, vcl
54 BUD SHANK 541 sa, st, sb, fl, cl, piccolo
55 JUAN TIZOL 541 tb, tbv, tp
56 LIONEL HAMPTON 536 vib, bat, vcl, pi, xil, marimba
57 RED MITCHEL 532 bx, cello, pi, vcl
58 BILLY BUTTERFIELD 526 tp, fl, tb, tu
59 CONTE CANDOLI 523 tp, flh, vcl
60 ZOOT SIMS 523 st, ss, sa, cl, vcl
61 HERBIE HANCOCK 522 pi, pi-el, kb, org, escaleta
62 DON LAMOND 522 bat, perc, vib
63 BENNY CARTER 521 sa, st, tp , cl, tb , vcl
64 BILLY MAY 521 tp, vcl
65 SNOOKY YOUNG 513 tp, flh, cnt, vcl
66 JACK TEAGARDEN 508 tb, tp, vib, vcl
67 JO JONES 505 bat, conga
68 ERNIE CACERES 501 sb, sa, st, sbx, cl, vcl
69 BILLY HART 501 bat, perc
70 KENNY BARRON 500 pi, kb
Abreviaturas: bat=bateria; bx=contrabaixo; cl=clarinete; clbx=clarinete baixo; c-mel=saxofone C melody; cnt=cornetim; fl=flauta; flh=flugelhorn; gt=guitarra; gtbx=guitarra baixo ou baixo elétrico; kb=keyboards; org=órgão; perc=percussão; pi=piano; pi-el=piano elétrico; sa=sax alto; sb=sax barítono; sbaixo=sax baixo; ss=sax soprano; st=sax tenor; tb=trombone; tbv=trombone de válvula; tp=trompete; tpa=trompa; tu=tuba; vib=vibrafone; vcl=vocal; xil=xilofone;
Fonte: THE JAZZ DISCOGRAPHY – TOM LORD –Versão 8.0 (2007) na qual são listados 1.012.922 músicos de jazz em 178.265 sessões até outubro de 2006.

HISTÓRIAS DO JAZZ N° 55

“Cafajestada no Key Bar”

Essa é curta e grossa e aconteceu por volta de 1966, quando alguns amigos conseguiram o horário da tarde dos sábados no Key Bar, também conhecido como a boite do Fafá (Lemos), para fazerem as suas “Jam Sessions”.

A animação era grande não só dos amadores como também com alguns profissionais que nos visitavam esporadicamente como Norato (tb), Meirelles e Juarez (st), Wagner Naegle (tp)- Anestaldo (dm) – Luiz Eça, Luiz Carlos Vinhas e Tenório Jr.(p) e muito raramente, Sérgio Mendes. O pessoal amador consistia em Léo, Oswaldo Rosa e Bill Horn (tps)- Osvaldo Oliveira Castro, Maurício Maconha e Eloir(dm)- Gilberto (b) e algumas vezes esse escriba na bateria.

Aconteceram alguns casos que merecem ser lembrados. Uma visita de Wilson Simonal que nos brindou com um “Blue Skies” de alto nível, tendo se destacado também os trumpetistas “da casa”, Bill Horne, Léo e Oswaldo Rosa.

Um “causo” pitoresco ocorreu durante a visita de Meirelles e Wagner. Estavam para iniciar o tema quando Maurício Maconha desandou a “rufar os tambores”. Wagner, a calma em pessoa, disparou: “Eloir, senta na bateria porque esse rapaz é muito nervoso”. E Mauricio nunca mais voltou ao local.

Mas, coisas desagradáveis também aconteceram, como a que relato agora. Freqüentava o Key Bar uma cantora chamada Lydia, que conhecemos pessoalmente e que pelas conversas que tivemos concluí que conhecia Jazz. Falava muito em Billie Holiday e Peggy Lee. Nunca soube se ela cantava bem porque nunca se apresentou em nossas “jams”. Infelizmente, através dela, surgiu a primeira e última confusão no Key Bar que acabou com as nossas reuniões
.
Certa tarde, com a casa ainda vazia, ela chegou, sentou-se em mesa do fundo e logo depois chegou o seu acompanhante. A música começava a esquentar quando o rapaz deu um grito: “Pára a musica!" Todos pensaram que fosse uma brincadeira mas o grito se repetiu mais alto. Música parada, o rapaz aos berros dizia que Lydia tinha sido roubada, que sumira dinheiro da sua bolsa e que todos deviam indenizá-la. Apesar da própria Lydia pedir que ele parasse, o tumulto continuou até que Gilberto resolveu enfrentar a fera. Falou-se até em pistola 7.65! A turma do deixa disso entrou em cena mas o “aloprado” ainda ameaçando os presentes, tomou dez cruzeiros de cada um e foi-se embora, sorrindo com o êxito da cafajestada.

A bem da verdade devo dizer que não houve tal roubo. Quando a figura chegou, só Lydia ocupava uma mesa dos fundos e dois casais ocupavam outra bem na entrada. Ninguém se aproximou dela, já que todos prestavam atenção à música. Então, graças a um cafajeste, vigarista e trambiqueiro, que mais tarde disseram ser da “puliça”, o Jazz perdeu um ótimo local frustrando os músicos que ali se apresentavam. Foi só.

Não se assustem ! Sou eu “tocando” no Key Bar” em uma das “Jam Sessions”. Tempo bom !


GAMBARINI NO NOVO MISTURA


Foi o bom Antonio quem nos enviou essas fotos inéditas, colhidas no Mistura Fina por ocasião da estréia da cantora Roberta Gambarini e do trompetista Roy Hargrove. À esquerda o fã clube da Gambarini, capitaneado por Estevão Herman e Mariozinho de Oliveira. À direita, a dupla Antonio e Mariozinho de Oliveira valorizando o evento.

O CJUB agradece ao Antonio o envio das fotos.

SEM COMENTÁRIOS

Obs.: Como nós, também Nei Lopes detectou erro crasso na coluna de O GLOBO.

Vida que segue.

JAZZ TV

Mais um episódio da Jazz TV com o programa homônimo ao do LLulla "The Subject is Jazz", apresentado por Bill Taylor em 1958. No palco, Bill Evans, Tony Scott, Art Farmer, Jimmy Cleveland, Doc Severinsen, Ed Thigpen, Mundell Lowe, Eddie Safranski e George Russell.


28 janeiro 2008

RETRATOS
08. DEXTER GORDON (E)
DISCOGRAFIA RESUMIDA - TÉRMINO

COM HAMPTON HAWES, JACKIE McLEAN - A PRESENÇA CONSTANTE DO GRANDE NIELS-HENNING ORSTED PEDERSEN

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Hampton Hawes (piano), Bob Cranshaw (baixo), Kenny Clarke (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 06/1973
1. Modal Mood
2. Ernie's Tune
3. Smile
4. Soul Sister
5. Clear The Dex
Album do selo Up Front: Dexter Gordon Quartet.

JACKIE McLEAN - DEXTER GORDON QUINTET
Jackie McLean (sax.alto), Dexter Gordon (sax.tenor), Kenny Drew (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Alex Riel (bateria)
"Cafe Mountmartre", Jazzhus, Copenhague, 20/07/1973
1. All Clean
2. Half Nelson
3. I Can't Get Started
4. On The Trail
5. Closing
02 albuns da SteepleChase: Jackie McLean Featuring Dexter Gordon, Volume 1 - The Meeting e Jackie McLean Featuring Dexter Gordon, Volume 2 - The Source.

DEXTER GORDON - NIELS-HENNING ORSTED PEDERSEN DUO
Dexter Gordon (sax.tenor), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo)
Copenhague, 24/05/1974
1. Old Folks
Album da SteepleChase: Dexter Gordon - The Apartment.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Kenny Drew (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Alex Riel (bateria)
Zurique, 23/08/1975
1. Tenor Madness
2. Wave
3. You've Changed
4. The Days Of Wine And Roses
5. The Panther
6. Montmartre
7. Sticky Wicket
8. Rhythm-A-Ning
02 albuns do selo SteepChase: Dexter Gordon - Swiss Nights, Volumes 1 e 2.

DEXTER GORDON QUINTET
Joe Newman (trumpete exceto na faixa 9, “The Days Of Wine And Roses”), Dexter Gordon (sax.tenor), Kenny Drew (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Alex Riel (bateria)
Zurique, 24/08/1975
1. Montmartre
2. There Is No Greater Love
3. Darn That Dream
4. Wave
5. Jelly, Jelly
6. Sophisticated Lady
7. Rhythm-A-Ning
8. Tenor Madness
9. The Days Of Wine And Roses
03 albuns do selo SteepChase: os mesmos 02 indicados anteriormente mais Dexter Gordon - Swiss Nights, Volume 3.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Tete Montoliu (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Billy Higgins (bateria)
Copenhague, 14/09/1975
1. Billie's Bounce
2. Easy Living
3. Benji's Bounce
4. Catalonian Nights
5. Four
Album da SteepleChase: Dexter Gordon - Bouncin' With Dex.
Uma pérola discográfica, com Dexter impulsionando o grupo e um Tete Montoliu exuberante.

DEXTER GORDON TRIO
Dexter Gordon (sax.tenor), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Alex Riel (bateria)
Copenhague, 15/06/1976
1. Nursery Blues
2. Lullaby For A Monster
3. On Green Dolphin Street
4. Born To Be Blue
5. Tayna
Album da SteepleChase: Dexter Gordon - Lullaby For A Monster.

DUETO COM AL COHN - RETORNO AOS U.S.A.

AL COHN - DEXTER GORDON SEPTET
Blue Mitchell e Sam Noto (trumpetes exceto na faixa 6), Dexter Gordon e Al Cohn (saxes.tenor), Barry Harris (piano exceto na faixa 6), Sam Jones (baixo exceto na faixa 6), Louis Hayes (bateria exceto na faixa 6)
New York, 22/10/1976
1. Lady Bird
2. How Deep Is The Ocean ?
3. True Blue
4. Allen's Alley
5. Silver's Blue
6. On The Trail - dueto com Dexter Gordon e Al Cohn, uma pérola
Album da etiqueta Xanadu: Al Cohn / Dexter Gordon - Silver Blue.

DEXTER GORDON QUINTET
Woody Shaw (trumpete e flugelhorn), Dexter Gordon (sax.tenor), Ronnie Mathews (piano), Stafford James (baixo), Louis Hayes (bateria)
New York, 11 e 12/12/1976
1. Gingerbread Boy
2. Little Red's Fantasy
3. Fenja = dedicado à esposa
4. In Case You Haven't Heard
5. It's You Or No One
6. Let's Get Down
7. 'Round About Midnight
8. Backstairs
9. Fried Bananas
10. Body And Soul
Album da Columbia (LP duplo): Dexter Gordon – Homecoming - Live At The Village Vanguard. Ronnie Mathews, um “senhor pianista”, é um modelo de integração e apoio. Impressiona o entusiasmo do público ao final de cada solo de Dexter Gordon. Como já indicado anteriormente as notas na capa interna do LP são de Robert Palmer, com tradução e adaptação de LULA que incluiu nota sobre a vinda de Dexter no “Jazz São Paulo / Montreaux”.

DEXTER GORDON - SLIDE HAMPTON ORCHESTRA
Benny Bailey e Woody Shaw (trumpetes e flugelhorns), Slide Hampton e Wayne Andre (trombones), Frank Wess (sax.alto, flauta e pícolo), Dexter Gordon (saxes.tenor e soprano), Howard Johnson (sax.barítono e tuba), Bobby Hutcherson (vibrafone), George Cables (piano), Rufus Reid (baixo), Victor Lewis (bateria)
New York, 21 e 22/06/1977
1. Laura
2. The Moontrane
3. Red Top
4. Fried Bananas
5. You're Blase
6. How Insensitive
Album da Columbia: Dexter Gordon - Sophisticated Giant.
Admirável o solo de Dexter no clássico “Laura” (Johnny Mercer / David Raksin).

TEMPORADAS NO “KEYSTONE KORNER” - CARNEGIE HALL - EM CUBA - “HI-FLY”, UM TESOURO

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (saxes.tenor e soprano), George Cables (piano), Rufus Reid (baixo), Eddie Gladden (bateria)
Temporada no "Keystone Korner", San Francisco, 13, 16 e 17/05/1978
1. Antabus
2. It's You Or No One
3. Tangerine
4. Come Rain Or Come Shine
5. Body And Soul
6. Gingerbread Boy
7. I Told You So
Albuns da Blue Note: Dexter Gordon - Nights At Keystone e Dexter Gordon - Nights At The Keystone Volumes 1, 2 e 3.

DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon e Johnny Griffin (saxes.tenor), George Cables (piano), Rufus Reid (baixo) e Eddie Gladden (bateria)
"Carnegie Hall", New York, 23/09/1978
1. Blues Up And Down
2. Cheese Cake
Album da Columbia: Dexter Gordon - Great Encounters.

HAVANA JAM
Dexter Gordon e Stan Getz (saxes.tenor), Bobby Hutcherson (vibrafone), Cedar Walton (piano), Percy Heath (baixo), Tony Williams (bateria)
Nas faixas 3 e 4 participam Woody Shaw (trumpete), Hubert Laws (flauta), Arthur Blythe (sax.alto), Jimmy Heath (sax.tenor) e o percussionista local Willie Bobo
Teatro Karl-Marx, Havana, Cuba, 03 a 05/03/1979
1. Polka Dots And Moonbeams
2. Tin Tin Deo
3. Sounds For Sore Ears
4. Project S.
Album da Columbia: Various Artists - Havana Jam.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (saxes.tenor e soprano), George Cables (piano), Rufus Reid (baixo), Eddie Gladden (bateria)
Nova temporada no "Keystone Korner", San Francisco, 23, 24 e 27/03/1979
1. Sophisticated Lady
2. The Panther
3. Easy Living
4. Backstaris/Ltd
5. You've Changed
6. As Time Goes By
7. More Than You Know
Albuns da Blue Note: Dexter Gordon - Nights At Keystone e Dexter Gordon - Nights At The Keystone Volumes 1, 2 e 3.

DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Cedar Walton (piano), George Benson (guitarra), Percy Heath (baixo), Art Blakey (bateria)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey, 11/08/1980
1 Hi-Fly
2. Gotham City
Álbum da Columbia: Dexter Gordon - Gotham City.
Com esta sessão e a do dia seguinte foi montado o album “Gotham City”, um primor de solos e de coesão dos participantes. O solo de Dexter no clássico de Randy Weston “Hi-Fly” é antológico, com inúmeras citações de outros clássicos; no mesmo tema excelente solo de George Benson, tocando Jazz.

DEXTER GORDON QUINTET
Woody Shaw (trumpete em 1) Dexter Gordon (sax.tenor), Cedar Walton (piano), Percy Heath (baixo), Art Blakey (bateria)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey, 12/08/1980
1. The Blues Walk
2. A Nightingale Sang In Berkeley Square
Mesmo album anterior.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Kirk Lightsey (piano), Rufus Reid (baixo), Eddie Gladden (bateria)
New York, 05/05/1981
1…Tangerine
1. I Told You So
2. Skylark
3. Backstairs
4. It's You Or No One
5. Tanya
6. As Time Goes By
7. Jumpin' Blues
Album do selo japonês Tokyo M-Plus: Dexter Gordon – Backstairs.

AMERICAN CLASSIC - FESTIVAL AUREX

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Grover Washington Jr. (sax.soprano nas faixas 1 e 3), Shirley Scott (órgão), Eddie Gladden (bateria)
Filadélfia, 08/03/1982
1. The Jumpin' Blues
2. Besame Mucho
3. For Soul Sister
Album da Elektra / Musician: Dexter Gordon - American Classic.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Kirk Lightsey (piano), David Eubanks (baixo), Eddie Gladden (bateria)
New York, 16/05/1982
1. Sticky Wicket
2. Skylark
3. Interview With Gordon
Mesmo album anterior e citado na “homenagem” ao Mestre LULA no início deste “Retrato”.

DEXTER GORDON SEPTET
Woody Shaw (trumpete), Steve Turre (trombone), Dexter Gordon (sax.tenor), Kirk Lightsey (piano), David Eubanks (baixo), Eddie Gladden (bateria), Ray Mantilla (conga)
Playboy Jazz Festival no "Hollywood Bowl" de Los Angeles, 19 e 20/06/1982
1. Fried Bananas
2. You've Changed
Album da Elektra / Musician: Various Artists - In Performance At The Playboy Jazz Festival.

AUREX JAZZ ALL STARS
Clark Terry (trumpete e flugelhorn), J.J. Johnson e Kai Winding (trombone nas faixas 1 e 2), Dexter Gordon (sax.tenor), Tommy Flanagan (piano), Kenny Burrell (guitarra), Richard Davis (baixo), Roy Haynes (bateria)
Aurex Jazz Festival, Tóquio e Osaka, 01, 02 e 05/09/1982
1. The Snapper
2. Milestones
3. Minor Mishap
4. I Want A Little Girl
5. It's All Right With Me
6. Soba Up
7. God Bless' The Child
8. Walkin'
9. Listen To Dawn
10. Georgia On My Mind
Album da East World Jazz: Various Artists - Aurex Jazz Festival '82 All Star Jam.

INDICAÇÃO DE DEXTER GORDON PARA O “OSCAR” DE MELHOR ATOR - “OSCAR” DE TRILHA SONORA PARA HERBIE HANCOCK

HERBIE HANCOCK - DEXTER GORDON BAND
Dexter Gordon (sax.tenor), Wayne Shorter (também sax.tenor na faixa 1), Bobby Hutcherson (vibrafone na faixa 1), Herbie Hancock (piano), Pierre Michelot (baixo), Billy Higgins (bateria) e Lonette McKee (vocal no clássico de Gershwin “ How Long Has This Been Going On ?”)
Paris, 1 a 12/07/1985
1. Una Noche Con Francis
2. How Long Has This Been Going On?
3. Still Time
Album da Columbia: Herbie Hancock - Round Midnight.
Este álbum e o da Blue Note citado a seguir reunem o melhor da excelente trilha sonora do longa metragem “Por Volta da Meia Noite”. O vocal de Lonette McKee (presença marcante no longa metragem ao lado de Dexter) é absolutamente “Gershwin”.

HERBIE HANCOCK - DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Herbie Hancock (piano), John McLaughlin (guitarra), Pierre Michelot (baixo), Billy Higgins (bateria)
Studio Clair, Paris, 1 a 12/07/1985
1. Body And Soul
2. As Time Goes By
Mesmo album da Columbia anterior e album da Blue Note Dexter Gordon - The Other Side Of Round Midnight.

DEXTER GORDON QUINTET
Freddie Hubbard (trumpete), Dexter Gordon (sax.tenor), Cedar Walton (piano), Ron Carter (baixo), Tony Williams (bateria)
Studio Clair, Paris, 20 e 21/08/1985
1. Rhythm-A-Ning
2. Society Red
Mesmo album da Columbia anterior e album da Blue Note Dexter Gordon - The Other Side Of Round Midnight.

HERBIE HANCOCK - DEXTER GORDON SEPTET
Palle Mikkelborg (trumpete), Dexter Gordon (sax.tenor), Wayne Shorter (sax.soprano), Herbie Hancock (piano), Ron Carter e Mads Vinding (baixos), Billy Higgins (bateria)
Studio Davout, Paris, 22/08/1985
1. 'Round About Midnight
Album da Blue Note: Dexter Gordon - The Other Side Of Round Midnight.

DEXTER GORDON QUINTET
Palle Mikkelborg (trumpete), Dexter Gordon (sax.soprano), Cedar Walton (piano), Mads Vinding (baixo), Billy Higgins (bateria)
Studio Davout, Paris, 23/08/1985
1. Tivoli
Album da Blue Note: Dexter Gordon - The Other Side Of Round Midnight.

A ÚLTIMA GRAVAÇÃO

TONY BENNETT
Dexter Gordon (sax.tenor), Tony Bennett (vocal) mais a excepcional “cozinha” que tanto acompanhou Tony Bennett: Ralph Sharon (piano e arranjador), Paul Langosch (baixo), Joe LaBarbera (bateria)
New Jersey, 1987
1. All Of My Life
2. White Christmas
Album da Columbia: Tony Bennett – Berlin.

A seguir: RETRATOS 09 = THEODORE “FATS” NAVARRO
Uma Linha Melódica Perfeita E Tão Fugaz

ELES - PRIMEIRA PARTE

27 janeiro 2008

1) ART BLAKEY

Art Blakey foi o primeiro baterista que estudei quando resolvi levar a serio a bateria .
O que mais me chamava a atenção era como ele conduzia o ritmo, aquilo que os americanos chamam de time feel ou time keeping .
O prato de condução ou ride cymbal é o principal responsavel por essa condução.
Blakey tinha um jeito de tocar nesse prato sempre como se estivesse "empurrando" o tempo para a frente, respeitando, claro, o andamento em que a musica estava sendo tocada. Com ele o ritmo tradicional de jazz (tim-tintirim...) passou a ser mais fluido, contínuo, deixando de ser pontual. Eu praticava muito usando só o prato de condução acompanhando,o u tentando pelo menos, gravações de Blakey.

Blakey tambem era um mestre no uso dos ritmos africanos e afro cubanos na bateria. Mambos e 6/8 se tornaram uma de suas marcas registradas. Em varias musicas ele tocava esses ritmos na parte A e swing de jazz no B. Depois dele, todo mundo passou a tocar essas musicas assim. Isso cria um contraste muito interessante para a musica e, para os solistas, acrescenta variedade ritmica que ajuda na construção de suas ideias.

Blakey tem muitas gravações como sideman entre 1945 e 1955 devido a essas qualidades: condução clara, com muito swing e com esse sabor on top of the beat (na frente do tempo, numa tradução livre)que é uma das marcas da bateria no bebop.

Art Blakey é tido por alguns como o verdadeiro introdutor do prato de condução na bateria. Esse parece ser um ponto discutível ja que outros atribuem isso a Kenny Clark. Isso não importa aqui. O que importa é que Blakey é considerado "A" referencia quando se fala em condução de jazz, o grande groove. Tambem um mestre no shuffle, um ritmo caracteristico do rhythm & blues. Existem inumeras gravações de Blakey tocando shuffle, "Moanin'" é um exemplo bem caracteristico.

SOLOS - Seus solos são faceis de acompanhar mas são muito sofisticados musicalmente.
Suas ideias são apresentadas com muita clareza e com uma certa agressividade.
São construidos indo para um climax onde muitas vezes ele executava outra grande marca registrada sua que eram os rulos de caixa. Os rulos ficaram conhecidos como Blakey Rolls e são usados por todos os bateristas que tocam jazz.
A tecnica não foi inventada por ele, na verdade é antiquissima, mas Blakey fez disso um uso musical inedito.

Ele toca os "rolls" sempre num crescendo muito expressivo incorporando um recurso de articulação da linguagem orquestral ao vocabulario da bateria de jazz.

Blakey foi um dos pioneiros no uso de poliritmos e em seus solos existem varios exemplos de superposições de 6/8 com 4/4. Tambem são muito conhecidos os trade fours (trocas de 4 compassos com os outros musicos do grupo) de Blakey.

Buddy Rich dizia que ninguem superava Blakey em "trade 4's". Ele conseguia ocupar um espaço de apenas 4 compassos com muita criatividade e sempre botando mais fogo no grupo. Considero um verdadeiro tesouro, como fonte de estudo, a esses trechos de 4 compassos.

Não creio ser necessario indicar discos pois Blakey nunca fez um disco ruim, nem mesmo mediano, todos são de excelentes pra magistrais, chegando alguns a obras-primas. Os que mais escuto e escutei são "Meet You At The Jazz Corner Of The World", "A La Mode", "Witch Doctor" e "Anthenagin".

Qualquer disco com Blakey na bateria merece ser ouvido com atenção.

Tive oportunidade de ver Art Blakey ao vivo 2 vezes:

- em 1977, no Teatro João Caetano (Valery Ponomarev, trompete; David Schnitter, sax tenor; Bobby Watson, sax alto; Walter Davis Jr., piano; Dennis Irwing, baixo). Lembro que fiquei como que enfeitiçado pelo som que eles fizeram, foi um sonzaço, quem viu com certeza lembra.
- 1987, no Free Jazz, no antigo Teatro do Hotel Nacional (só lembro de Terence Blanchard no trompete).

Quem se interessar por mais detalhes tecnicos pode me procurar por email. Há um livro,"Art Blakey's Jazz Messages", de John Ramsay, professor da Berklee, que disseca varios aspectos da arte e do estilo desse Mestre, com inumeras transcrições e analises de varias gravações. Mesmo sendo um livro especifico para bateristas, com certeza traz muitas informações interessantes para pesquisadores e estudiosos em geral.

2) GRADY TATE

Eu escutava Grady Tate, e adorava, e não sabia. Ele toca no disco "Further Adventures of Jimmy and Wes", um disco que ouço desde os 11 anos de idade.
Assim como Blakey, foi sua condução no prato o que me chamou a atenção primeiro. Alem disso ele tem um balanço irresistivel e grooves sensacionais: jazz time, shuffle, boogalloo, afro-cubanos, enfim, uma versatilidade incrivel. Grady Tate tem uma sonoridade clara, a caixa e os pratos bem agudos mas nada agressivos. Ao contrario, sem ter um estilo de tocar impositivo (como Blakey) por ser sobretudo um "team player".

Mas com muita autoridade ele deixou sua marca nas inumeras gravações de que participou e não só de jazz. Há uma clara influencia de Art Blakey e Roy Haynes mas com menos notas, mais economico. A impressão que tenho é que Grady Tate pode tocar simplesmente tudo, qualquer genero ou estilo, com swing, bom gosto e musicalidade.
Em qualquer contexto ele arrasa, mas tocando com big bands eu o considero um dos mestres. Precisão e balanço impecaveis.

Gravações com Oliver Nelson, Quincy Jones, Oscar Peterson, Jimmy Smith, Wes Montgomery e tantos outros (incluindo João Gilberto e Paul Simon) que o espaço aqui não daria e que mostram o incrivel talento musical e a versatilidade desse Grande Mestre.

Há muitos anos que ele tambem se apresenta como cantor, e muito bom, com uma big band. Esteve no Brasil com Sarah Vaughn em 1980, tocaram no Canecão, mas infelizmente essa eu perdi.

O que mais eu aprendi, e aprendo ate hoje, com Grady Tate, é a simplicidade a serviço da musica. Complexo sem jamais ser complicado.

Agradecimentos especiais ao grande Gustavo (Guzz).
A seguir: Max Roach e Al Foster

CURIOSIDADE II

26 janeiro 2008



Agora, a hora e a vez dos músicos.

Qual seria o jazzman cujo nome mais vezes constou de sessões de gravações? Quer como líder ou sideman.
Dentro de 3 dias sai a lista dos que tiveram mais de 500 nomeações.
O primeiro da lista? Dêem palpites, há surpresa, garanto.