Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) *in memoriam*, Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) *in memoriam*, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo), Carlos Augusto Tibau (Tibau), Flavio Raffaelli (Flavim), Luiz Fernando Senna (Senna) *in memoriam*, Cris Senna (Cris), Jorge Noronha (JN), Sérgio Tavares de Castro (Blue Serge) e Geraldo Guimarães (Gerry).

CRÉDITOS DO PODCAST # 572

29 maio 2021

 

LIDER

EXECUTANTES

TEMAS e AUTORES

GRAVAÇÃO

 LOCAL e DATA

QUINCY JONES

Benny Bailey, Clark Terry, Lennie Johnson, Floyd Standifer (tp), Melba Liston, Jimmy Cleveland, Quentin Jackson, Ake Persson (tb), Julius Watkins (fhr), Phil Woods, Porter Kilbert (sa), Budd Johnson, Harold McNair (st,fl), Jerome Richardson (st, picolo), Sahib Shihab (sbar), Patti Bown (pi), Les Spann (gt, fl), Buddy Catlett (bx), Joe Harris (bat) Quincy Jones (arranjo e direção)

LESTER LEAPS IN

 (Lester Young)

Paris, 9/março/1960

SONNY STITT

Sonny Stitt (st), Hank Jones (pi), Al Lucas (bx) e Osie Johnson (bat)

New York, 10/junho/1963

SLIDE HAMPTON

Slide Hampton, Clifford Adams, Jr., Clarence Banks, Curtis Fuller, Earl McIntyre, Douglas Purviance, Janice Robinson, Steve Turre, Angel "Papo" Vazquez (tb), Albert Dailey (pI), Ray Drummond (bX) E Leroy Williams (bat)

New York, 9/janeiro/1979

MARCUS ROBERTS

Marcus Roberts (pi), Roland Guerin (bx) e Jason Marsalis (bat)

ANYTIME, ANYPLACE, ANYWHERE

(Marcus Roberts)

Live at Monticello Opera House, Monticello, FL, 31/maio/1997

NIELS TAUSK

Niels Tausk (tp, flh), Ferdinand Povel (st), Peter Beets (pi), Jos Machtel (bx) alemão e Joost van Schaik (bat)

BESSIES BLUES

 (John Coltrane)

Smederij Studio, Zeist, Holanda – janeiro/2008

CARMEN MCRAE

Carmen McRae (vcl, pi), Joe Pass (gt), Chuck Domanico (bx) e Chuck Flores (bat)

IF THE MOON TURNS GREEN

 (Paul Coates / Bernie Hanighen)

Live at "Donte's Club", Los Angeles, 6/novembro/1971

NICHOLAS PAYTON

Nicholas Payton (tp), Ole "Fessor" Lindgreen (tb), Jorgen Svare (cl) Phamous Lambert (pi), Don Vappie (bj), Lloyd Lambert (bx) e Doc Houlind (bat)

BYE BYE BLACKBIRD

(Mort Dixon / Ray Henderson)

New Orleans, 21/setembro/1995

CHARLIE WATTS

Henry Lowther, Gerard Presencer (tp,flh), Mark Nightingale (tb), Peter King (sa), Evan Parker (st), Julian Arguelles (sbar), Anthony Kerr (vib), Brian Lemon (pi), Dave Green (bx),  Charlie Watts (bat) e Luis Jardim (perc)

MAIN STEM

 (Duke Ellington)

Live at "Ronnie Scott's", Londres, 14/junho/2001

CHARLES MCPHERSON

Charles Mcpherson (sa), Alan Broadbent (pi), Jeff Littleton (bx) e Charles McPherson, Jr. (bat)

WHERE ARE YOU ?

(Harold Adamson / Jimmy McHugh)

Hollywood, CA, 27/julho/1989

CLARK TERRY

Clark Terry (tp,flh), Ben Webster (st), Roger Kellaway (pi), Gene Bertoncini (gt), Bill Crow (bx) e Dave Bailey (bat)

SID'S MARK (Clark Terry)

New York, 17/junho/1963

MIMI FOX

Mimi Fox (gt)

PERPETUALLY HIP

(Mimi Fox)

Union City, N.J., 25/agosto/2005

P O D C A S T # 5 7 2

28 maio 2021

 

CHARLES MCPHERSON 
CHARLIE WATTS 
NIELS TAUSK 

PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO:

26 maio 2021

 

Série: Histórias do Jazz

  DO OUTRO LADO DO  JAZZ # 3

 LINGUAGEM  E  GRAMÁTICA

 A esta simples palavra Jazz deve-se incorporar seu real significado musical e afinal, do que se trata? O que é Jazz?

Acontece que há uma verdadeira lenda toda vez que historiadores, críticos e até mesmo músicos se põem a escrever algo que comece por tentar definir ou explicar o que seja Jazz, com uma série de divagações, até filosóficas...

Existe uma célebre citação provável e atribuída ao pianista Fats Waller;  ao ser  interpelado, talvez por uma senhora já idosa sobre o que seria realmente Jazz, Fats teria dito: ― “Ora, se a senhora até hoje não sabe será muito difícil que vá compreender agora!”.

Se tal episódio possuir o mais leve fundo de verdade, entende-se que Fats quis dizer ser o Jazz uma arte que sensibiliza, que emociona independente de qualquer significado ou explicação didática ou filosófica.

É possível que essa seja a melhor definição, nada acadêmica mas sentimental.

Mesmo sem uma definição formal pode-se avaliar e sentir que o Jazz prima por uma linguagem particular, uma gramática própria que apesar de estar sempre em evolução ou apenas em mutação, não permite aceitar como Jazz qualquer interpretação, mesmo que apresente alguma forma de improvisação ou levada apenas em um ritmo “suingado”.

Assim, encontra-se de tudo quanto se possa imaginar titulado como sendo Jazz e talvez os maiores culpados sejam os próprios produtores, principalmente dos festivais, que impõem uma série de apresentações, que nada têm de Jazz, apenas com a justificativa de que há improvisação visando exclusivamente o apelo comercial.

Ah... improvisou? bem, então é Jazz e mesmo assim, são bastante questionáveis as ditas improvisações, porque baseado neste conceito, já nos foram impostas em vários supostos eventos jazzísticos inclusive no Free Jazz Festival, coisas do tipo: violoncelo imitando cuíca, depois com ajuda de bateria de escola de samba, grupo de lambada e axé, sanfoneiro, conjunto de chorinho (que, aliás, insistem em dizer que é o “Jazz brasileiro”), enfim manifestações boas ou ruins, mas que devem ser postas cada uma em seu devido lugar, contudo não se pode abobinar totalmente tal festival porque muitos magníficos jazzístas foram apresentados.

De qualquer forma, não fugindo ao academicismo, o certo é que Jazz designa um gênero de música criado pelos afro-americanos dos EUA, a partir do início do século XX, tendo como raízes as tradições musicais do africano ocidental, seguindo-se um processo de aculturação afro-euro-americana que durou todo o período da escravatura (cerca de 200 anos) e no qual importantes transformações ocorreram na música negra religiosa e profana.   Tais modificações incluem fusões com a cultura musical de origem européia surgindo, então, três segmentos cujas principais características antecederam o Jazz, a saber:   o spiritual,  o blues  e  o  ragtime.

Estes elementos amalgamados convergiram para uma forma ou maneira de expressão e criação musical a que se denominou de Jazz.

Sua linguagem artística, assim, se traduz por um intenso espírito negróide, personificado pela gramática que inclui, beat, drive, suingue, feeling, sonoridade, ataque, enfim elementos que vêm caracterizar o vigor, a garra e a força impulsiva na maneira de tocar, notadamente sua intensidade rítmica, porém referindo-se sempre ao emprego do emocional em uma interpretação.

Aliada a isto tudo vem a improvisação, característica fundamental da música de Jazz sendo comumente mal interpretada pelo público leigo e, até mesmo por aficionados, no sentido de que todo solo seja uma execução improvisada.

Improvisar na música não é uma invenção momentânea, repentista, seu sentido é muito mais amplo e vem significar a liberdade de criação do músico solista quando usa seu talento para se expressar livremente, melódica e harmonicamente, sobre uma base pré-definida em uma composição dele próprio ou não.

Improvisa choruses (⁕) dentro de sua concepção expontânea e que podem até ser criados no momento, mas de uma forma geral são organizados, trabalhados "a priori".

Por vezes apenas algumas ornamentações e clichés são introduzidos.

Naturalmente, este talento para desenvolver um solo improvisado com maior criatividade musical é que denota um grande músico de Jazz.

Modernamente é costume se titular de Jazz qualquer coisa, principalmente para se auferir de um certo "status" que o gênero musical confere, enfim é um "must" intelectual gostar de Jazz, tocar Jazz, frequentar locais em que se executa Jazz (mesmo sem ouví-lo) ou ainda formas de pseudo Jazz.

Também há de se notar que outros gêneros musicais que possuem algum tipo de liberdade ou mesmo de improvisação não são obrigatoriamente Jazz, ou mesmo nada têm a haver como é o caso do nosso chorinho.

E a Bossa Nova?   Bem... foi sem dúvida a maior contribuição estrangeira (no caso, brasileira) à linguagem do Jazz.

Praticamente todos os grandes músicos do Jazz tocaram em algum momento Bossa Nova com diferentes níveis de interpretação.

Alguns incorporaram definitivamente o estilo ao seu repertório, outros flertaram por algum tempo e a levada brasileira, sincopada e sutil deixou marcas indeléveis na história do Jazz num interessante efeito "boomerang" já que, na verdade, fechava-se um circuito em que o samba original, alimentado por harmonias e instrumentação jazzísticas, gera ou influi grandemente na Bossa Nova, que por sua vez passa a influenciar fortemente o Jazz dos anos 60 até hoje.

(⁕) – choruses – (pronúncia kóresses) - plural de chorus - termo latino mas oriundo do grego khoros que significa o coro ou refrão, ou seja o verso musical de uma composição ou ainda o estribilho. Tocar um CHORUS é tocar o verso de um tema. Improvisar um CHORUS é criar um verso musical diferente do original mantendo, contudo, a mesma base harmônica e o mesmo número de compassos daquele verso original. É muito usado em Jazz dizer-se que tal músico improvisou um certo número de choruses de um tema quase como uma medida da capacidade de improviso, de criatividade desse músico. Uma das mais famosas apresentações refere-se aos 27 choruses (6min:22seg!) improvisados pelo saxofonista tenor Paul Gonçalves na orquestra de Duke Ellington ao atuar no Newport Festival de 1956 no tema - Diminuendo and Crescendo In Blue, praticamente salvando a apresentação da banda que estava, até aquele momento, meio morna sem muito entusiasmo por parte do público. Entretanto, de repente uma moça loura levanta e se põe a dançar freneticamente, Paul Gonçalves percebeu e vai então incrementando seus choruses iniciando uma grande empatia entre o saxofonista e a "dançarina" e que pouco a pouco vai contaminando todo o público contando ainda com a ajuda de magnífico swing sustentado pela seção rítmica notadamente pelo baterista Sam Woodyard, levando a uma excessiva emotividade coletiva, a ponto de Ellington começar a se preocupar e a gritar para Paul terminar aquilo porque já estava indo longe demais, ou seja a coisa estava muito “hot” e poderia incendiar. Ao terminar o solo de Paul a banda ataca e o público já beirando a histeria aplaude delirantemente.

 

O CONTRABAIXISTA ANDREY GONÇALVES RENOVA O JAZZ CONTEMPORÂNEO EM SEU PRIMEIRO CD

25 maio 2021

O contrabaixista capixaba Andrey Gonçalves lança Nocturnal Geometries, seu primeiro CD solo. 

Radicado nos Estados Unidos há oito anos, onde cursa Doutorado em Jazz e Educação Musical pela Universidade de Illinois, instituição onde também ensinou práticas de contrabaixo e big band por três anos, Andrey acumulou experiências impressionantes tocando com Frank Gambale, Chuchito Valdés e Allan Broadbent, atuou em orquestras, foi músico de estúdio, produtor e compositor de trilhas sonoras e atualmente é professor de contrabaixo acústico e elétrico na Olivet Nazarene University ao sul de Chicago, na cidade de Bourbonnais.

Nocturnal Geometries é composto por músicas que o baixista criou ao longo de 1 ano sob a orientação de seu professor de composição Jim Pugh, que foi trombonista de nomes como Chick Corea e atualmente toca com Steely Dan. Utilizando técnicas modernas sugeridas por Pugh, a forma de
composição conferiu aos temas uma roupagem mais contemporânea. 

Nos anos de 2016, eu iniciei meu doutorado em Jazz e Educação Musical na Universidade de Illinois. Eu decidi fazer aulas de composições com extraordinário trombonista e professor Jim Pugh. Foi um processo de aprendizado muito bonito e pude desenvolver novas formas de comunicar minhas ideias e expandir os caminhos harmônicos e melódicos de minhas músicas”, revela Andrey. 

Durante 1 ano, compôs todas as semanas, geralmente à noite, no silêncio do seu quarto. Era ele, o piano, o lápis e a partitura. Reparou que as técnicas que estava estudando tinham nomes ou conceitos geométricos: quadrad, pentatonic, ocatonic. Além disso, o silêncio noturno foi um elemento essencial para instigar sua criatividade enquanto lidava com o caos e o estresse do primeiro ano de doutorado. Dois anos depois, cinco músicos fenomenais abraçaram o projeto do seu primeiro disco e assim iniciou sua produção. As sessões no estúdio foram bem rápidas pois tudo foi gravado ao vivo e fazendo leitura à primeira vista pois o conceito era captar a música com o máximo de espontaneidade possível. 

"Para gravar tudo ao vivo, foi um desafio colocar seis músicos na sala de gravaçãom estavam tão próximos que podiam escutar as batidas do coração e a respiração de cada um”, comenta Andrey para ressaltar a experiência fantástica e um grande momento de comunhão musical que se formou no estúdio - "Cada um representava um mundo musical diferente, mas estávamos unidos pela mesma pulsação, estabelecendo nossas opiniões musicais, improvisando e criando um diálogo único com nossos sons”.

Os arranjos, elaborados em parceria com o trombonista Ethan Evans, deixam o sexteto livre para promover uma fusão de música brasileira, jazz e ritmos caribenhos. Gravado em janeiro de 2019 com músicos ativos nas cenas jazz de Chicago, Utah, Detroit, West Virginia e Denver, o CD teve seu lançamento suspenso no ano passado por conta da eclosão da pandemia do coronavirus.

Nocturnal Geometries foi produzido por Andrey Gonçalves, todas as composições autorais são com arranjos de Ethan Evans. 

Gravado em nos dias 18 e 19 de janeiro de 2019, no Unit One Studios em Urbana, IL com engenharia de áudio de Derick Cordoba, mixado por Joe Corley, Pint Size Studios (Crystal Lake, IL) e masterizado por John Tubbs, Jetman Music Services (Champaign, IL).

Acompanham Andrey Gonçalves, Kurt Reeder no piano, Andy Wheelock na bateria, Robert Brooks no sax tenor, Robert Sears no trompete e Ethan Evans no trombone.

Aperta o play enquanto Andrey Gonçalves comenta faixa por faixa -

Quadrad: “o nome vem de uma técnica que eu utilizei pra compor, você coloca 4 dedos posicionados aleatoriamente no piano e a partir dessas notas constrói-se uma escala sintética com modos e acordes. Quadrad começou como uma salsa, mas migrou para o que foi gravado”;

This is Not a Blues: “meu professor me pediu pra compor uma música usando a pentatônica blues, mas a música não poderia ser um blues. Num fim de semana, fui visitar a tia da minha esposa em Crestwood, Kentucky, o local é paradisíaco, todo rodeado por mato e vida selvagem, sentei-me na varanda da casa e comecei a esboçar umas ideias. Com 20 min a música estava pronta. Em 2018, quando estava fazendo uma temporada com um pianista em Ouro Preto, mostrei a composição e o cara leu e comentou “Nossa, isso soa muito como Art Blakey.” Acabei arranjando na estética do Art Blakey. Essa é a música mais “jazz tradicional” do disco”;

Anna and the Moon: “Essa faixa a única que tem uma história longa a respeito dela. Também utilizou a técnica “quadrad”, mas simplifiquei bastante na concepção de melodia e harmonia porque queria uma balada mais melancólica. Usei essa faixa para homenagear uma enfermeira chamada Luanna. Em dezembro de 2018, fui visitar minha família no Brasil com minha esposa. Estava atravessando uma rua de Vitória com minha esposa e uma moto me atropelou. Fui parar na UTI com traumatismo craniano... foi foda. A minha sorte é que uma enfermeira estava passando na hora do acidente e me socorreu, chamou a ambulância. O nome dela é Luanna, nunca a vi, não sei como é o rosto dela... só sei que ela existe porque minha esposa me conta dela. Estou vivo por causa dela. O nome da música é uma “brincadeira” com o nome dela: Lua e Anna. Aí fiz de uma forma que fizesse sentido em inglês. O título também é um palíndromo, com palavras com 4 e 3 letras - Anna (4), and (3), the (3), Moon (4). Anna e Moon também repetem a letra do meio (nn - oo). Anna também é um palíndromo”;

Waterfall for a Cubist Passion: “fiz essa música inspirada por uma pintura do Picasso que vi no Guggenheim de Nova Iorque em 2012. A pintura não representava uma fase clássica do Picasso, mas me marcou muito. Compus tudo como se fosse uma história de uma paixão, usando a técnica de through-composed (onde as seções da música raramente se repetem e seguem para uma nova parte). Essa música já estava arranjada para octeto há anos, mas adaptei para o disco. É a faixa que obtém mais comentários positivos do público”;

The Tree of All Inventions: “Fiz essa música baseada numa ilustração que explica a riqueza da cultura brasileira. A ilustração é um totem com elementos que são muito peculiares à nossa cultura. A música em não tem nada de brasileira porque eu não queria soar tão óbvio. Preferi a inspiração para compor e, na hora da gravação, sugeri ao baterista que incluísse elementos da ciranda brasileira”;

Ocatonic Lullaby: “eu tive que compor uma música usando a escala octatônica, uma escala simétrica de oito notas, às vezes organizada em meio tom e tom... ou tom e meio tom, o que confere um bem angular, duro. Peguei uma das formas de organização e fui analisando até quebrar o padrão e compor uma canção de ninar. Acho que compus essa música em 1 hora. Quando acabei de compor, tive uma sensação muito forte, liguei pra minha esposa e comentei “acabei de compor a canção de ninar pro nosso primeiro filho.” Sophia só nasceu em 2021, mas ela acompanhou o processo de mix e máster do disco dentro da barriga da barriga da mãe”;

Mancada: “sambinha duro pra fechar o disco porque eu sou brasileiro e queria pelo menos ter uma faixa que fosse mais um “lugar comum” pra mim. Mancada foi composta usando fragmentos de frases e com a ideia de deixar bastante espaço pra bateria solar. Além da intro, que é bem chata de tocar, o “refrão” de Mancada tem uma modulação métrica entre 2/4 e 6/8 que entorta a cabeça de quem tenta tocar. Essa foi a única música que tivemos que repassar na gravação porque geral mandou mal na primeira passada... portanto, rolou a maior mancada no estúdio.";

(Kopishawa Music – Todos os direitos reservados).


CRÉDITOS DO PODCAST # 571

22 maio 2021

 

LIDER

EXECUTANTES

TEMAS e AUTORES

GRAVAÇÃO

 LOCAL e DATA

CLAYTON-HAMILTON JAZZ ORCHESTRA

Bobby Bryant, Snooky Young (t), Oscar Brashear, Clay Jenkins (tp,flh), George Bohanon, Ira Nepus, Thurman Green (tb), Maurice Spears (b-tb), Jeff Clayton (sa), Bill Green (sa,cl), Rickey Woodard, Bob Hardaway (st,cl), Lee Callet (sbar, b-cl), Mike Lang (pi) Doug MacDonald (gt), Herb Mickman (bx) Jeff Hamilton (bat) e John Clayton (arranjo e condução)

RAINCHECK

 (Billy Strayhorn) 

Los Angeles, 19/abril/1989

DJANGO REINHARDT

Stephane Grappelli (vln),  Gianni Safred (pi), Django Reinhardt (gt), Carlo Pecori (bx) e Aurelio De Carolis (bat)

I SAW STARS

 (Al Goodhart / Al Hoffman / Maurice Sigler)

Roma, fevereiro/1949

OSCAR PETTIFORD

Ernie Royal, Art Farmer (tp) Jimmy Cleveland (tb) Julius Watkins, David Amram (fhr), Gigi Gryce (sa, arranjo), Lucky Thompson, Jerome Richardson (st), Danny Bank (sbar), Tommy Flanagan (pi), Oscar Pettiford (bx) e Osie Johnson (bat)

NICA’S TEMPO

 (Gigi Gryce) 

New York, 11/junho/1956

SONNY CLAY

Sonny Clay's Plantation Orchestra: Ernest Coycault (tp), William Woodman, Sr. (tb), Leonard Davidson (cl), Sonny Clay (pi), Fitzgerald (bj), Willie McDaniels (bat, kazoo)

BOOGALOOSA BLUES

 (Sonny Clay) 

Los Angeles, 28/julho/1925

JOE WILLIAMS

Joe Williams (vcl), Harry "Sweets" Edison (tp), Jimmy Forrest (st), Sir Charles Thompson (pi), unknown (gt), Tommy Potter (bx), Clarence Johnston (bat), Ernie Wilkins (arranjo)

ALWAYS (Irving Berlin)

Los Angeles, 2/fevereiro/1961

KRISTIAN MARCUSSEN

Kristian Marcussen (pi), Morten Lundsby (bx) e Martin Roy Wade (bat)

ER DER EN DROM?

 (Kristian Marcussen)

Cope Records, Dinamarca, junho/2004

ADEMIR CÂNDIDO

Ademir Cândido (violão), Fernando Moraes (pi), Sidão Santos (bx), Jota Moraes (vibrafone) e Renato Endrigo (bateria)

PRÓ LUIZÃO

(Ademir Cândido)

Rio de Janeiro, 2018

ANTHONY WILSON

Gilbert Castellanos (tp), Alan Ferber (tb), Matt Zebley (sa), Matt Otto (st), Adam Schroeder (sbar), Donald Vega (pi), Anthony Wilson (gt), Darek "Oles" Oleszkiewicz (bx) e Mark Ferber (bat)

MAKE IT GOOD

(Duke Pearson)

New York, 18/janeiro/2006

KEB' MO'

Keb' Mo' (gt, vcl), Larry David (hca), Tommy Eyre (gt), James "Hutch" Hutchinson (bx) e Laval Belle (bat) 

PERPETUAL BLUES MACHINE

(G. Graper, Kevin Moore)

Austrália, 1996

SANT ANDREU JAZZ BAND

Elsa Armengou, Alba Armengou, Andrea Motis, Pablo Fernandez, Marti Ibanez (tp), Max Tato,  Paula Berzal, Dani Tellez (tb), Raul Castro (tb,tu),  Alba Esteban (ssop,sa),  Eva Fernandez (sbar), Joan Marti, Eduard Ferrer, Panart, Iscle Datzira, Carles Vazquez, Jaume Ferrer, Eugeny Mas (st), Marc Martin, Carla Motis (gt), Jan Domenech (pi)  Magali Datzira (bx), Arnau Julia(bat), Joan Chamorro (arranjo) e Montse Jorba (direção)

Participação especial: Jesse Davis (sa)

EASY MONEY

 (Benny Carter)

Live at, "Palau de la Musica Barcelona", 43e Festival Internacional de Jazz du Barcelona, 30/novembro/2011

JIMMY CLEVELAND

Jimmy Cleveland (tb), Ernie Royal (tp), Jerome Richardson (st), Cecil Payne (sbar), Wade Legge (pi), Barry Galbraith (gt), Paul Chambers (bx), Joe Harris (bat) e Quincy Jones (arranjo)

LOVE IS HERE TO STAY

 (George Gershwin / Ira Gershwin)

New York, 4/agosto/1955

DEXTER GORDON

Dexter Gordon (st), Kenny Drew (pi), Leroy Vinnegar (bx) e Larance Marable (bat)

YOU CAN DEPEND ON ME (Earl Hines / Charles Carpenter / Louis Dunlap)   

Hollywood, CA, 18/setembro/1955

BARBARA DENNERLEIN

Barbara Dennerlein (órgão, sintetizador) e Daniel Messina (bat)

JIMMY'S WALK

 (Barbara Dennerlein)

Augsburg, Alemanha, 14/março/2001

P O D C A S T # 5 7 1

21 maio 2021

 

OSCAR PETTIFORD
KRISTIAN MARCUSSEN 
KEB' MO' 

PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO:

https://www.4shared.com/mp3/zQLUSgDaiq/PODCAST_571.html


19 maio 2021

 

Série: Histórias do Jazz

 DO OUTRO LADO DO JAZZ # 2

JOTA,  A,  ÉSSE,  ÉSSE

A origem da palavra jazz, inicialmente escrita com "s" - na forma JASS, possui várias versões, umas até bem fantasiosas. Contudo, a mais plausível, de acordo com muitos pesquisadores, é de que tenha se originado do verbo em francês-creole JASER que possuía 2 significados: um como apressar, acelerar e outro com conotação sexual e, talvez como gíria, sendo usado pelas prostitutas de New Orleans da maneira - allez-vous jaser?(algo como - vamos transar?).

Parece que a expressão foi aplicada à música "hot" que passou a ser tocada nos bordéis e cabarés do mal afamado distrito de Storyville, sendo referida em certa época como “musique pour jaser”.

Por sucessivas transformações chegou ao inglês como “jass music” que soaria melhor para os norte-americanos se fosse escrita com a letra "z", já que o som era “djazi”.

Bem ... o certo é que esta suposta versão da origem do termo jazz é até certo ponto corroborada pela declaração do pianista Eubie Black (1863-1963) de que jamais pronunciara a palavra jazz na frente de senhoras;   dizia: - “a música que toco é o ragtime, stomp e blues”.

Outra teoria plausível para a etimologia da palavra jazz é de que tenha se originado do termo JASBO.   No início dos minstrel shows por volta de 1840 havia um Mr. Jasbo, exímio dançarino especialista no cakewalk e seu nome teria designado também a música sincopada que empregava em suas apresentações.

Como aconteceu com muitas palavras a sílaba final teria sido eliminada (apócope) passando a ser conhecida por jas depois jass e finalmente jazz.

Há também uma corrente etimológica que tenta atribuir a origem de jass ao vocábulo irlandês teas,  o qual seria pronunciado em inglês-americano como - chas ou jass, significando calor, excitação, alto espírito, entusiasmo e por associação teria passado à música “hot” sincopada. Em New Orleans havia grande colônia irlandesa.

Tom Brown, trombonista e líder de uma orquestra branca de New Orleans, afirma ter sido quem usou pela primeira vez a palavra jass, com referência ao tipo de música que apresentou em 1916 no Lamb's Cafe de Chicago.   Entretanto no jornal de São Francisco The Bulletin de 6/março/1913 a palavra jazz (assim mesmo com "z") aparece várias vezes como referência, à música “hot” sincopada de New Orleans;   seria uma jass music ou "música de bordel"?  Tudo indica ter sido esta a primeira vez que a palavra foi usada com conotação à música.

A primeira notícia que se tem da palavra ter aparecido escrita em algo com maior significado musical foi em 1916, quando um grupo de rapazes brancos de New Orleans formaram um quinteto e o nome escolhido foi Original Dixieland Jass Band.

O que podemos supor é que usaram jass em vez de jazz talvez de uma maneira jocosa, já que desde 1913 jazz era escrito com "z".

A expressão FOX-TROT também foi largamente empregada, principalmente na “Era do Jazz” (década de 20), inicialmente designando os passos de uma dança;   a quase totalidade dos discos de música de Jazz tinham estampados no selo a classificação fox-trot e, em se tratando de baladas, lia-se slow-fox.

Uma expressão também criada na década de 20 procurava traduzir os novos costumes e as ideias em moda a partir da 1ª Guerra Mundial, época de grande transição social em função dos efeitos da guerra e, assim, o posicionamento da sociedade era tido como NOVELTY, tanto nas artes como no comportamento social do povo norte-americano e europeu.

A “Era do Jazz” não fugiu às NOVELTIES e várias etiquetas de discos (por exemplo,  das bandas de Fletcher Henderson, King Oliver, Clarence Williams, Paul Whiteman) classificavam a música como sendo novelty.    Muitas bandas incluíram o vocábulo em seu título como a Jimmy Durante's Jazz and Novelty, Billy Arnold's American Novelty Jazz, Supreme Novelty Orchestra do banjoista Jim Coker, The International Novelty Orchestra do cantor Billy Murray e várias outras...

Disto tudo, a realidade é que jamais saberemos a inteira verdade sobre a palavra JAZZ aplicada à música “hot” com origem afro-americana tendo como berço a cidade de New Orleans!

O BATERISTA ALFREDO DIAS GOMES MERGULHA NO JAZZ EM NOVO TRABALHO AUTORAL

17 maio 2021

Um ano após seu elogiado disco Jazz Standards, o baterista Alfredo Dias Gomes reaquece a cena instrumental brasileira com seu 13º disco solo intitulado Metrópole. 

No final do ano passado comecei a compor para o novo disco e mantive o estilo jazzístico do último trabalho, sendo que em Metrópole também toco os teclados, além da bateria”, comenta o baterista, que começou a gravar as bases do disco em fevereiro com o baixista Jefferson Lescowitch.

Com temas curtos, Metrópole traz em sua concepção o enfoque no improviso, que se desenvolve especialmente dentro da forma da composição, característica dos discos de jazz. Abrindo o disco, a faixa título é classicamente jazzística, marcada por um walking bass com acordes peculiares e com o colorido dos solos de trompete e sax, finalizando com bateria, baixo e trompete em conversação mútua. Em compasso 5/4, o tema ""Resedá" é uma homenagem à rua onde nasceu e tem melodia abrasileirada e em uníssono, com a bateria livre costurando a melodia. A balada jazzística “Saudade” é dedicada à memória do irmão Marcos (1965-1968), ressalta uma melodia emotiva com destaque para os solos de baixo e flugelhorn, ambos de extrema sensibilidade. Em compasso 6/4, “Andaluz” traz melodia espanholada em uníssono de baixo e teclado, com destaque para o solo de Jessé Sadoc que, da surdina ao som aberto, entrega o tema para o improviso para Widor Santiago em um melodioso solo de sax, em clima crescente até o clímax reunindo todos os instrumentos na melodia final que termina com intervenções vigorosas da bateria. “Expresso do Oriente” é outro tema em andamento rápido, melodia arábica e acordes característicos que instigam os solos de trompete e sax, com uma bateria condutiva e em diálogo com os solistas. O tema fusion “Cidade da Meia-Noite” faz prevalecer o suingue, com melodia incisiva de metais e solos de baixo, trompete e sax - este lembrando o lendário saxofonista Michael Brecker. Ainda nessa linha,“Grand Prix” traz na melodia algo de Milestones (Miles) e traz andamento rápido e solos vibrantes de trompete e sax, com a bateria livre explorando os pratos.

Ao lado de Alfredo Dias Gomes na bateria e teclados estão Jessé Sadoc no trompete e flugelhorn, Widor Santiago no saxofone e Jefferson Lescowich contrabaixo.
Todas as composições são de Alfredo Dias Gomes. Metropole foi gravado e mixado no ADG Studio por Thiago Kropf e Alfredo Dias Gomes e masterizado no Abbey Road Studios por Andy Walters.

O design da capa é da Leila Sarmento.
Assessoria de imprensa da Cezanne Comunicação.

LEMBRANDO UM DOS MAIORES DO SAX BARÍTONO - JOE TEMPERLEY

 

Um dos mais destacados e admirados saxofonistas barítonos do jazz deixou-nos há cinco anos, aos 86 anos.

O escocês Joe Temperly passou grande parte de sua vida nos Estados Unidos, onde tocou em incontáveis conjuntos e big bands. Ele começou sua carreira na Inglaterra tocando com a banda do famoso trompetista Humphrey Littelton. Em 1965 mudou-se para Nova York, onde teve uma boa recepção imediata.

Nessa década e nas seguintes, entre as orquestras com as quais fez digressões, concertos e gravações, estão as de Thad Jones-Mel Lewis, Buddy Rich, Woody Herman e Jazz Composer´s Orchestra.

Em 1974 substituiu o aclamado Harry Carney na Duke Ellington Orchestra. Mais tarde, Temperley ocupou a cadeira do sax barítono na Orquestra Jazz at Lincoln Center, dirigida por Wynton Marsalis (com a qual não faz muito tempo compartilhava solos com a convidada das novas gerações, Melissa Aldana). Temperley esteve com esse grupo por 30 anos.

Em outubro de 2015, a Orquestra de Jazz do Lincoln Center o homenageou em reconhecimento ao seu talento e ao longo tempo com aquele grupo.

A sua sonoridade ao sax barítono, assim como a sua forma de improvisar, eram muito pessoais, destacando-se pela beleza das suas frases e pelo seu calor. É fácil reconhecê-lo quando você o ouve e não o confunde com o punhado de outros saxofonistas barítonos que se destacaram no jazz, como Harry Carney, Serge Chaloff, Gerry Mulligan, Pepper Adams, Ronnie Cuber, Gary Smulyan ou John Surman .

Temperley, que foi várias vezes eleito o "melhor saxofonista barítono" por várias revistas especializadas, foi um grande promotor da educação musical na área do jazz e foi professor na famosa Juilliard's School of Jazz Studies.

(Traduzido e adaptado de Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

A seguir podemos ouvir JOE TEMPERLEY (sbar), Brian Lemon (pi) Dave Green (bx) e Martin Drew (bat)

IT'S YOU OR NO ONE (Sammy Cahn / Jule Styne ) Gravação: Sutton, Surrey, Londres, 14/abril/1991


CRÉDITOS DO PODCAST # 570

15 maio 2021

 

LIDER

EXECUTANTES

TEMAS e AUTORES

GRAVAÇÃO  LOCAL / DATA

MILT JACKSON

Lou Donaldson (sa), Milt Jackson (vib), John Lewis (pi), Percy Heath (bx) e Kenny Clarke (bat)

TAHITI  (Milt Jackson)

New York, 7/abril/1952

DON'T GET AROUND MUCH ANYMORE

(Duke Ellington / Bob Russell)

ABBEY LINCOLN

Abbey Lincoln (vcl), Stan Getz (st), Hank Jones (pi), Charlie Haden (bx) e Mark Johnson (bat)

I'M IN LOVE (Joan Griffin)

New York, 26/fevereiro/1991

AND HOW I HOPED FOR YOUR LOVE

(Abbey Lincoln / Richard Lynch)

TEDDY EDWARDS

Teddy Edwards (st), Joe Castro (pi), Leroy Vinnegar (bx) e Billy Higgins (bat)

HIGGINS' HIDEWAY

(Teddy Edwards)

Los Angeles, 17/agosto/1960

BLUES IN G (Teddy Edwards)

HERBIE HANCOCK

Freddie Hubbard (tp), Dexter Gordon (st), Herbie Hancock (pi), Butch Warren (bx) e Billy Higgins (bat)

EMPTY POCKETS

 (Herbie Hancock)

Englewood Cliffs, NJ, 28/maio/1962

THREE BAGS FULL

 (Herbie Hancock)

TETE MONTOLIU

Tete Montoliu (pi), Alberto Moraleda (bx) Miguel Angel Lizandra (bat) e Pedro Diaz (tumbadora)

FRENESI (Alberto Dominguez / Leonard Whitcup), CONTIGO EN LA DISTANCIA (César Portillo De La Luz) e MARIA ELENA (Lorenzo Barcelata / Bob Russell)

Barcelona, Espanha, 16/agosto/1973

PERFIDIA (Alberto Dominguez), NO ME PLATIQUES (Vicente Garrido) e BESAME MUCHO (Consuelo Velázquez)

THE JAZZ CRUSADERS

Wayne Henderson (tb), Wilton Felder (st), Joe Sample (pi), Buster Williams (bx) e Stix Hooper (bat)

NEVER HAD IT SO GOOD

 (Joe Sample)

Live at "The Lighthouse", Hermosa Beach, CA, 10/novembro/1967

NATIVE DANCER

(Buster Williams)

RON CARTER

Art Farmer (flh), J.J. Johnson (tb), Hubert Laws (fl), Kenny Barron (pi), Ron Carter (bx) e Billy Cobham (bat)

ALTERNATE ROUTE

(Ron Carter)

Englewood Cliffs, N.J., dezembro/1979