Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

31 agosto 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (58)
Setembro 01 a 03
01            Adele Astaire, dança / canto / atriz, Nebraska, 1896
          Gene Harris, piano, Michigan, 1933
          Paul Mertz, piano, Pensilvania, 1904
         Velma Middleton, canto / dança, Oklahoma, 1917
         Art Pepper, saxofone.alto, California, 1925
         Mike Simpson, saxofones / flauta, Texas, 1916
02           Laurindo Almeida, composição / guitarra, Brasil, 1917
Walter Davis Jr., composição / piano, Virginia, 1932
Clifford Jordan, saxofone.tenor, Illinois, 1931
Phil Napoleon, trumpete / lider, Massachusetts, 1901
Grachan Moncourm contrabaixo, Flórida, 1915
Horace Silver, composição / piano, Connecticut, 1928
John Zorn, saxofone.alto, New York, 1953
03            Trigger Albert, contrabaixo, Indiana, 1916
Ernie Henry, saxofone.alto, New York, 1926
Mickey Rocker, bateria, Florida, 1932
David Sanchez, saxofone.tenor, Porto Rico, 1968
Memphis Slim, piano / composição, Tennessee, 1915


                              Retornaremos

A BARONESA DO JAZZ

29 agosto 2017

Todo amante do jazz deveria conhecer melhor essa grande mulher que deixou um capítulo destacado na história do jazz moderno, sem ser músico.
Após alguns anos de publicação, um livro estreitamente ligado à história do jazz, o Nica's Dream, de David Kastin, tornou-se um sucesso de vendas em ambos os lados do Atlântico.
O jazz esteve longe de ter laços estreitos com as aristocracias mundiais, exceto no caso notável da multimilionária Baronesa Kathleen Annie Pannonica Rothschild, a "Nica", nascida em uma das famílias mais ricas e aristocráticas da Inglaterra, pilotava seu próprio avião através dos céus da Grã-Bretanha, lutou ao lado da resistência francesa na Segunda Guerra Mundial e teve cinco filhos. Ela morou mais de duas décadas em Nova York, onde foi uma grande protetora e amiga dos músicos de jazz da era do be-bop, cool e hard bop. Uma patronesse do século XX, ingredientes ideais para uma biografia fascinante.
"Nica", que aparece na literatura de Julio Cortázar, foi apelidada por seus amigos e protegidos como Thelonious Monk, Charlie Parker, Sonny Rollins e outros dos pioneiros do jazz moderno.
A biografia, intitulada "Nica's Dream", foi escrita por David Kastin e custa menos de US$ 20 (pode ser comprado como um livro ou para kindle via Amazon). Ele narra sua vida intensa desde os seus jovens anos no Reino Unido, sua luta ao lado da resistência durante a Segunda Guerra Mundial e seu relacionamento com o movimento bebop, quando ele se mudou para Manhattan.
Por que há muitas composições de jazzistas dedicadas à baronesa? Por exemplo: "Nica's Dream" de Horace Silver; "Nica's Tempo" de Gigi Gryce; "Nica" de Sonny Clark; "Para Nica" de Kenny Dorham; "Blues For Nica" de Kenny Drew; "Pannonica" de Thelonious Monk; "Nica Steps Out" de Freddie Redd; "Thelonica" de Tommy Flannagan; "Inca" de Barry Harris.
A razão é que, durante duas décadas, Nica se socializou com músicos de jazz, poetas e escritores "beat" (beatniks) e tornou-se famosa por dirigir seu Silver Rolls-Royce até os clubes de jazz, para ouvir seus músicos amigos e protegidos aos quais ajudou financeiramente e moralmente em muitas ocasiões. Não houve noite em que Nica não visitasse os locais de jazz para ouvir e compartilhar com seus amigos músicos. Nunca aconteceu nada com seu carro elegante que deixava estacionada à frente dos clubes até o amanhecer, porque todos naqueles bairros a respeitavam e a apreciavam. Ela deu apoio financeiro e recebeu constantemente em seu luxuoso hotel (e depois em casa) os Jazz Messengers, Sonny Rollins, Charlie Parker, Horace Silver, Thelonious Monk e dezenas de músicos de quem era também sua amiga e mentora.
Os tablóides a fizeram famosa em suas primeiras páginas quando seu grande amigo Charlie Parker morreu em seu apartamento e se tornou uma personalidade, juntamente com o crescimento da fama de Thelonious Monk, o principal de seus amigos do jazz, a quem e sua família foi ajudada por Nica por muitos anos.
"Nica" apareceu em filmes, documentários de televisão e outros livros, mas esta é a primeira biografia para cobrir toda a vida com muitos detalhes e informações bem pesquisadas.
Em outubro de 2006 (Nica morreu em 1988), uma editora francesa publicou o livro Les Musiciens De Jazz Et Leurs Trois Vœux (músicos de jazz e seus três desejos), compilado pela baronesa entre 1961 e 1966, período em que entrevistou 300 músicos do gênero, perguntando a cada um quais eram seus três desejos. O texto do livro vem acompanhado das famosas fotografias que Nica costumava tirar nos ambientes de jazz com sua câmera Polaroid. Há uma versão em inglês da peça: Three Wishes: an Intimate Look at Jazz Greats.
Suas fotografias foram exibidas em inúmeros festivais de arte e música.
Sua neta Hannah Rothschild - uma jornalista da BBC - também publicou um livro menor sobre ela, que resume um excelente documentário de TV que ela fez para a BBC e para HBO, que podem ser encontrados hoje em formato DVD. Hannah nunca conheceu sua avó e queria investigar sua vida e esses anos de jazz prolíficos em Nova York. O documentário em DVD é chamado "The Jazz Baroness" e o livro "The Baroness: The Search for Nica, The Rebellious Rothschild".
COM MILES DAVIS

COM THELONIOUS MONK
Silver Rolls-Royce 




(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

28 agosto 2017

Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
38ª Parte (inicial)
(38)  ART TATUM   Desafio/Fonte Para Todos  (Resenha longa) 

Art Tatum Jr, ART TATUM,  nasceu na cidade de Toledo, estado de Ohio (cuja capital é Columbus) em 13 de outubro de 1910, vindo a falecer pouco após completar 46 anos, no dia 05 de novembro de 1956 em Los Angeles, California.
Poucos pianistas contemporâneos ou posteriores a TATUM não o tomaram como modelo e, com certeza, como um desafio a ser superado.  Não por poucos motivos a coleção  “Gigantes do Jazz” em seu volume nº 11 (Editora Abril, 1980, 08 páginas e 01 LP com 12 faixas), intitula-o “O Deus do Piano”, de certa forma reportando-se ao título a ele dado por “Fats” Waller.
Com tudo isso e em 1955 o crítico francês André Hodeir criou forte polêmica com muitos pianistas, principalmente Billy Taylor, o grande pianista e professor, afirmando que “a grande técnica de TATUM estava a serviço de um pensamento muito débil”.  Crítica  e opinião que o tempo varreu !
“En la escalada armamentistica del virtuosismo que impulso el JAZZ en los años treinta, ningún interprete fué más deslumbrante que ART TATUM.    El piano tenia una historia de virtuosos, pero ninguno se aproximó a los niveles de pura aptitude atlética que TATUM soltaba con tanta naturalidade.     Se hizo algo tan natural que el mismo parecia aburrirse de su propia maestria, passando a toda velocidade por una procesión de marcados contrastes en tiempo y estilo que cambiaban cada pocos compases, bajo una cascada de arpegios que caian como confeti” (JAZZ – La Historia Completa, 2007, 528 páginas, Ediciones Robinbook, editoria de Julia Rolf).
ART TATUM não foi um “revolucionário” no sentido de evolução do JAZZ (como Louis Armstrong ou Charlie Parker), mas situou-se como independente dos estilos anteriores ao sintetizá-los pela expansão do instrumento,  o piano, em todas as suas possibiidades.  Se, em nenhum momento o raciocínio de TATUM desvia-se da estrutura do tema em execução, ele passeia pela melodia, sendo que em alguns momentos o ritmo é, se tanto, sugerido  -  as cascatas de notas são presença permanente, impossíveis de transcrição para a pauta.
Assim é lógico enquadrar TATUM entre os “clássicos”, mas é com todo o mérito que se reconhece em suas “audácias harmônicas” a origem de algumas das inovações do JAZZ moderno.
Ele tinha como seus “favoritos” nada menos que Willie “The Lion” Smith, Earl Hines e “Fats” Waller;    este ultimo tão admirado por TATUM que lhe chamava de “Mr. Piano”.
ART TATUM foi atacado por um cegueira quase total (cataratas) ainda na infância e,  após sucessivas cirurgias, conseguiu recuperar visão parcial em um dos olhos;   em uma estúpida briga de rua sofreu pancadas no “olho bom”, novamente retornando à condição anterior, o que lhe permitia distinguir apenas “grandes formas” ao longe e, muito de perto, pequenos objetos.    Seus amigos mais próximos afirmavam que ele conseguia ver com apenas um dos olhos
A família de ART TATUM era constituída de músicos amadores, que levaram o adolescente a estudar em instituto da capital, Columbus.  De início ele estudou violino, migrando após para o piano e,  mesmo não possuindo dedos dotados para o instrumento (eram curtos e grossos), suas mãos alcançavam com facilidade intervalos de 12 teclas brancas.
TATUM tocou de ouvido por largo período, mas depois aprendeu a decifrar música pelo sistema BRAILE o que, associado a uma memória prodigiosa (uma única leitura era o  bastante para memorizar qualquer melodia definitivamente), permitiam-lhe navegar com total autoridade pelo tema em execução.   Ele estudou música clássica durante 04 anos e conta-se que a partir daí seu professor não prosseguiu com as  aulas, dizendo-lhe que  “até aqui pude te ensinar mas, daqui em diante, tu me ensinas”.
Fato ou anedota TATUM com apenas 16 anos era músico atuante nos clubes locais e, com 18 anos, foi contratado pela emissora WSPD de Toledo para um programa diário de 15 minutos  -  corria o ano de 1928 e, logo após, esse programa passou a ser transmitido pela rede NBC para todos os U.S.A.;     assim, e sem sair de sua terra natal, TATUM ganhou reputação nacional.

Retornaremos nos próximos dias

CRÉDITOS DO PODCAST # 376

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
DUKE ELLINGTON
Taft Jordan, Wallace Jones, Harold "Shorty" Baker (tp), Ray Nance (tp,vln,vcl), Joe Nanton, Lawrence Brown, Bernard Archer (tb), Jimmy Hamilton (cl,st), Skippy Williams (st), Johnny Hodges, Nat Jones (sa), Harry Carney (sbar), Duke Ellington (pi), Fred Guy (gt), Junior Raglin (bx) e Sonny Greer (bat)
IT DON'T MEAN A THING (IF IT AIN'T GOT THAT SWING)
(Duke Ellington)
MBS Broadcast Pastel Period, direto do "Hurricane Restaurant", New York, 5/setembro/1943
NINA SIMONE
Nina Simone (vcl,pi) acc por uma big band de estúdio  incluindo o coro vocal  The Malcolm Dodds Singers
THE GAL FROM JOE'S
(Duke Ellington)
New York, 1962
LIONEL HAMPTON
Cootie Williams (tp), Johnny Hodges (sa), Edgar Sampson (sbar,arranjo), Lionel Hampton (vib,vcl), Jess Stacy (pi), Allan Reuss (gt), Billy Taylor, Sr. (bx) e Sonny Greer (bat)
RING DEM BELLS
(Duke Ellington)
New York, 18/janeiro/ 1938
CLIFFORD BROWN / MAX ROACH
Clifford Brown (tp), Harold Land (st), Richie Powell (pi), George Morrow (bx) e Max Roach (bat)
WHAT AM I HERE FOR?
(Duke Ellington / Frankie Laine)
Live at "The Bee Hive Club", Chicago, 30/junho/1955
CARMEN MCRAE
Carmen Mcrae (vcl), acc por Billy Strayhorn (pi), Mundell Lowe (gt), Wendell Marshall (bx) e Kenny Clarke (bat)
SOMETHING TO LIVE FOR
(Duke Ellington / Billy Strayhorn)      
New York, 14/junho/1955
AHMAD JAMAL
Ahmad Jamal (pi), Ray Crawford (gt) e Israel Crosby (bx)
BLACK BEAUTY 
(Duke Ellington)
New York, 5/outubro, 1955
DAVE BRUBECK
Paul Desmond (sa), Dave Brubeck (pi), Joe Benjamin (bx) e Joe Morello (bat)
JUMP FOR JOY
(Duke Ellington / Sid Kuller / Paul Francis Webster)
Live, at Newport Jazz Festival, Newport, Rhode Island, 3/julho/1958
LINCOLN CENTER JAZZ ORCHESTRA
Wynton Marsalis (tp, ldr, solo), Lew Soloff (tp), Wycliffe Gordon, Britt Woodman (tb), Jerry Dodgion, Norris Turney (sa), Todd Williams (st), Sir Roland Hanna (pi), Reginald Veal (bx), Herlin Riley (bat) e David Berger (condução)
BOY MEETS HORN
 (Duke Ellington / Rex Stewart)
McCarter Theater, Princeton University, N.J., 13/outubro/1992
DIZZY GILLESPIE / STAN GETZ
Dizzy Gillespie (tp), Stan Getz (st), Oscar Peterson (pi), Herb Ellis (gt), Ray Brown (bx) e Max Roach (bat)
I LET A SONG GO OUT OF MY HEART
(Duke Ellington / Henry Nemo / John Redmond)
Los Angeles, 9/dezembro/1953
ROSEMARY CLOONEY
Rosemary Clooney (vcl), Warren Vache (cnt), Scott Hamilton (st), John Oddo (pi), Bucky Pizzarelli (gt), David Finck (bx) e Joe Cocuzzo (bat)
I AIN'T GOT NOTHIN BUT THE BLUES
(Duke Ellington / Don George)
New York, 17/setembro/1992
LOUIS ARMSTRONG
Louis Armstrong (tp,vcl), Trummy Young (tb), Barney Bigard (cl), Duke Ellington (pi), Mort Herbert (bx) e Danny Barcelona (bat)
DROP ME OFF IN HARLEM
 (Duke Ellington / Nick Kenny )                
New York, 4/abril/1961
JOHNNY HODGES
Harry "Sweets" Edison (tp), Johnny Hodges (sa), Duke Ellington (pi), Les Spann (gt, fl), Al Hall (bx) e Jo Jones (bat)
GOING UP
(Duke Ellington)
New York, 26/fevereiro/1959
MCCOY TYNER
Mccoy Tyner (pi, ldr), Jimmy Garrison (bx) e Elvin Jones (bat)
A GYPSY WITHOUT A SONG
 (Duke Ellington / Irving Gordon / Lou Singer / Juan Tizol)
Englewood Cliffs, N.J., 8/dezembro/1964
DIZZY GILLESPIE
Dizzy Gillespie (tp), Bennie Green (tb), Richard Berg, Ray Alonge, Joe Singer (trompas), John McAllister (tu), Robert De Dominica (fl), Stan Webb, Ernest Bright, Paul Richie (cl), Leo Wright (sa), Hank Jones (pi), George Duvivier (bx), Charlie Persip (bat) e Clare Fischer (arranjo)
DO NOTHIN' TILL YOU HEAR FROM ME
(Duke Ellington / Bob Russell)
New York, 28/abril/1960
DAVID "FATHEAD" NEWMAN
Marcus Belgrave (flh), David "Fathead" Newman (sa, ldr), Cedar Walton (el-pi), Ted Dunbar (gt), Buster Williams (bx) e Louis Hayes (bat)
CARNEGIE BLUES 
(Duke Ellington)
Brooklyn, New York, 23/setembro/1980
PETER APPLEYARD
Peter Appleyard And The Jazz Giants: Bobby Hackett (cnt), Urbie Green (tb), Zoot Sims (st), Peter Appleyard (vib, ldr), Hank Jones (pi), Slam Stewart (bx) e Mel Lewis (bat)
ELLINGTON MEDLEY: SOPHISTICATED LADY / I'VE GOT IT BAD AND THAT AIN'T GOOD / PRELUDE TO A KISS e MOOD INDIGO
Toronto, Canada, 14/setembro/1974

27 agosto 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (57)
Agosto 28 a 31
28      Papa Mutt Carey, trumpete, Louisiana, 1892 (? ou 03/09/1891 ?)
         George Clarke, saxofone.tenor, Tennessee, 1911
         Kenny Drew, piano, New York, 1928
29      Rolf  Ericson, trumpete, Suécia, 1927
         CHARLIE PARKER, saxofone.alto / composição, Kansas, 1920
         Gilbert Rovere, contrabaixo, França, 1939
         Jack Teagarden, trombone, Texas, 1905
         Dinah Washington, canto, Alabama, 1924
30      Kenny Durham, trumpete, Texas, 1924
         Kid Rena, trumpete, Louisiana, 1898
         John Surman, saxofone.barítono, Inglaterra, 1944
31     May Alix, canto, Illinois, 1904
         Alan Jay Lerner, composição, New York, 1918
         Edgar Sampson, composição / arranjo / lider, New  York, 1907
         Paul Winter, saxofone.soprano, Pensilvania, 1930

                              Retornaremos

25 agosto 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (56)
Agosto 25 a 27
25      Leonard Bernstein, líder, Hungria, 1940
Bob Crosby, lider, Washington, 1913
Ella Fitzgerald, canto, Virginia, 1918
Leonard Gaskin, contrabaixo, New York, 1920
Pat Martino, guitarra, Pensilvania, 1944
Wayne Shorter, saxofone.tenor, 1933
Carrie Smith, canto, Georgia, 1941
26.    Norman Bates, contrabaixo, Idaho, 1927
Clifford Jarvis, bateria, Massachusetts, 1941
Branford Marsalis, saxofone.tenor, 1960
Jimmy Rushing, vocal, Oklahoma, 1903
Frances Wayne, vocal, Massachusetts, 1924 
27.     Alice Coltrane, piano, Michigan, 1937
          Rudolf Dasek, guitarra, Checoslovaquia, 1933
          Jack Delaney, trombone, Louisiana, 1930
          Bill English, bateria, New York, 1925
          Malachi Favors, contrabaixo, Illinois, 1937
          Med Flory, saxofone.alto / lider, Indiana, 1926
         Idrees Sulieman, trumpete, Florida, 1923
         Lester  Young, saxofone.tenor, Massachusetts, 1909

                              Retornaremos

P O D C A S T # 3 7 6

DUKE ELLINGTON







PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO:
http://www34.zippyshare.com/v/WCcFwFj0/file.html

MORRE JOHN ABERCROMBIE

24 agosto 2017



John Abercrombie, guitarrista de jazz aclamado, faleceu aos 72 anos em Nova York, depois de uma longa doença, de acordo com o aclamado rótulo EMI.
Além de atuar com Miles Davis,  também colaborou na criação de novas estruturas de jazz com McCoy Tyner, Jack Barbieri, Billy Cobham, Gil Evans, Charles Lloyd, Brecker, Keith Jarrett, Dave Holland, Jack DeJohnette, Gary Burton e Seus colegas, John Scofield, Pat Metheny e John McLaughlin, entre outros.
Quando era jovem, começou a tocar guitarra em casa com os registros de Chuck Berry, mas logo descobriu Barney Kessell, que foi sua primeira influência. Ele freqüentou o Berklee College of Music nos anos 60, onde estudou com o famoso Jack Petersen (*). Lá ele teve seus primeiros contatos com Randy e Michel Brecker. Após a formatura, ele estudou brevemente na Universidade do Norte do Texas.
Naqueles dias, ele estava em grande demanda para tocar em estúdios de gravação e fez isso, entre outros, com Gil Evans e Gato Barbieri (início dos anos 70). Ele logo se juntou a ECM Records e desde então sua carreira foi vertiginosa e muito bem-sucedida.
Em 2003, Abercrombie sofreu a perda devastadora de sua casa em Putnam Valley, que foi totalmente destruída por um incêndio em que ele perdeu a maioria de seus pertences e várias guitarras. Mas o que parecia doer mais do que qualquer coisa foi a perda de seu gato nesse fogo, o que parece ter escurecido mais do que as perdas materiais.
John Abercrombie deixou mais de 100 álbuns gravados, 40 deles como líder ou co-líder.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

(*) Jack Leroy Petersen, nascido em 25 de outubro de 1933 em Elk City, Oklahoma é um guitarrista, pianista, compositor, arranjador e editor de música. Músico  renomado pioneiro em educação do jazz que revolucionou a educação de guitarra. Ele foi um arquiteto pedagógico para guitarra de jazz e improvisação de jazz em três instituições de ensino superior:

Primeiro professor de guitarra de jazz em tempo integral no Berklee College of Music (1962-1965 - Inaugural Chair, Guitar Department).

Guitarrista de jazz de longa data e influente em residência no University of North Texas College of Music (1976-1988 - Resident Artist, Jazz Guitar, Improv).

Juntando ao seu colega, Rich Matteson, recrutado do norte do Texas para construir um novo programa na Universidade do Norte da Flórida, com foco no jazz. Petersen construiu um programa de guitarra para o jazz (1988-1995. Aposentado em 1999 - ainda artista residente e professor associado) .

RECORDANDO TOOTS THIELEMANS

23 agosto 2017

 














Em 22 de agosto do ano passado morreu o mais famoso intérprete em harmônica do jazz, TOOTS THIELEMANS, belga, na idade de 94 anos. Seu primeiro instrumento foi o acordeão, quando tinha 3 anos de idade. Com o tempo, ele também aprendeu guitarra e harmônica (gaita).
No jazz, ele se destacou como o executante de harmônica, mas também como guitarrista. Além disso, tinha uma imensa facilidade para fazer solos sozinho improvisando.
Thielemans descobriu o jazz durante a ocupação alemã de seu país. Muitos de seus amigos e familiares tiveram discos de jazz que lhe causaram um profundo fascínio. Ele ouviu Django Reinhardt e Stephane Grappelli e começou a tocar jazz em sua harmônica com um desenvolvimento técnico e emocional incomum.
Depois da guerra, ele tocou com músicos de seu país, mas no final dos anos 40 Benny Goodman convidou-o para se juntar a sua orquestra, depois de terem tocado juntos na Europa, mas dificuldades com o visto não lhe permitiu entrar os EUA até 1951. Se tornou cidadão norte-americano em 1958.
Uma de suas primeiras performances nos EUA foi com Charlie Parker e Miles Davis, mas durante essa década foi durante muito tempo músico com guitarra no George Shearing Quintet.
Em 1961, gravou sua famosa composição "Bluesette", que se tornou um padrão de jazz. Ele então trabalhou com Chet Baker, Bill Evans e outros grandes do jazz sob o guarda-chuva do empreendedor e promotor Norman Granz. Ele também foi um músico solo para vários filmes famosos como Midnight Cowboy, The Getaway, Sugarland Express, Turks Fruit e Jean de Florette.
Thielemans atuou em concertos com muitos músicos tais como: Ella Fitzgerald, Quincy Jones, Natalie Cole, Diana Krall, Johnny Mathis, Pat Metheny, Paul Simon, Billy Joel, Elis Regina, Herbie Hancock, Jaco Pastorius, Joe Lovano, e Oscar Peterson entre outros.
Nos últimos anos de sua carreira tocou regularmente com o pianista Kenny Werner. Em 2014, começou a cancelar concertos devido a problemas de saúde. Como líder, Thielemans gravou 26 álbuns aos quais ele somou meia centena de outros em que participou como membro de vários conjuntos.
Em 2011, o rei Alberto II da Bélgica lhe concedeu o título de Barão. Nesse mesmo ano foi nomeado Professor Honoris Causa em duas universidades belgas. Em 2008, foi premiado com o NEA JAZZ MASTER. No ano seguinte, ele ganhou o Amsterdam Concertgebouw Jazz Award na Holanda.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

FILME SOBRE LEE MORGAN DISTRIBUÍDO GLOBALMENTE

22 agosto 2017



EDWARD LEE MORGAN foi um dos grandes trompetistas do estilo hardbop e sua influência dura até hoje. Mas sua vida foi truncada pelo ciúme de sua esposa, em 1972.
Recentemente, o livro "The Lady Who Shot Lee Morgan", escrito por Larry Reni Thomas, foi publicado sobre a mulher que, em um momento louco, atirou no lendário trompetista, matando-o.
Agora, o filme documental "I Called Him Morgan" vem ao redor do mundo, depois de estreado no Festival de Cinema de Veneza no final de agosto do ano passado.
O filme foi escrito e dirigido pelo cineasta sueco Kasper Collin, com passagem pelo teatro musical e com base em uma longa entrevista com Helen Morgan, a mulher que se casou com Morgan, que ajudou a salvar sua vida artística ajudando-o quanto ao vício de drogas e finalmente o matou, atirando nêle em um clube de jazz, porque suspeitava que Morgan estava namorando uma mulher mais nova.
Este é o segundo filme sobre músicos de jazz de Kasper Collin, o primeiro chamado "Meu nome é Albert Ayler" (lendário saxofonista de jazz).
Helen, que aparentemente sofria de problemas mentais, foi enviada à prisão por alguns anos. Ao ser libertada sob fiança, em liberdade condicional, passou algum tempo em sua casa na Carolina do Norte, onde foi entrevistada por escritores, jornalistas e documentalistas, antes de março de 1996 data de sua morte.
Kasper Collin passou sete anos trabalhando em seu documentário sobre o celebrado trompetista.
O filme sobre Morgan já foi mostrado em vários festivais de cinema e agora está sendo distribuído para projeções e comercialização por DVD.

(traduzido e adaptado de Noticias de Jazz)


NOTA: Morgan foi morto nas primeiras horas do dia 19 de fevereiro de 1972, no Slug's Saloon, um clube de jazz em East Village, cidade de Nova York, onde sua banda estava se apresentando. Após uma briga por ciúmes sua esposa atirou nele. As lesões não foram imediatamente fatais, mas a ambulância demorou muito a chegar ao local, já que a cidade sofria fortes nevascas naquela noite, o que resultou em condições de condução extremamente difíceis. Demorou tanto tempo para chegar o socorro que Morgan morreu no local. Ele tinha 33 anos! Gravando sob seu nome desde 1956 deixou 31 álbuns.

21 agosto 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (55)
Agosto 22 a 24
22     Tony Aless, piano, New Jersey, 1921
Rolf Gunnar, saxofone.alto, Suécia, 1930
Alan Wilkinson, saxofone / vocal, Inglaterra, 1954
23       Danny Barcelona, bateria, Honolulu, 1929
          Raul de Souza, trombone, Brasil, 1934
          Martial Solal, piano, Marrocos, 1927
          Bobby  Watson, saxofone.alto, Kansas, 1953
24       Claude Hopkins, líder / piano, Virginia, 1903
Fred Rose, composição, Tennessee, 1897
Buster Smith, saxofone.alto / clarinete, Texas, 1904
Alphonso Trent, piano / lider, Arizona, 1905
                                        Retornaremos


O LEGADO ATIVO DE COUNT BASIE













No aniversário de Count Basie, (21 de agosto) damos uma olhada no grupo atual que tem seu nome.
A lendária Orquestra Count Basie, atualmente dirigida pelo baterista Dennis Mackrel (que o próprio Basie contratou há 33 anos), tocou nos últimos meses em várias cidades dos EUA e continuará realizando concertos em seu país. Em julho deste ano, teve uma residência no famoso clube de jazz Birdland, de Nova York. Dois anos atrás, para celebrar o 80º aniversário do grupo, a orquestra excurcionou internacionalmente com uma estreita agenda de concertos em várias cidades do Japão, onde o jazz em geral goza de alta popularidade, bem como na Austrália e na Nova Zelândia. Este grupo já havia estado nesses países em outras ocasiões.
O grupo de 18 membros ganhador de prêmio Grammy, atuou no famoso clube de jazz de Londres - Ronnie Scott e em várias outras capitais européias.
Anteriormente, a orquestra de Count Basie fez um passeio bem sucedido na Austrália, onde seu principal concerto foi na prestigiada e espetacular Sydney Opera House. Este grupo visitou várias vezes a Austrália após a morte de Basie, dirigida por diferentes músicos, mas foi a primeira vez que a banda estava no comando do baterista mencionado.
A Orquestra Count Basie era uma das mais conhecidas da época dourada do swing e das grandes bandas, mas nos anos 50 e 60 estava evoluindo, adaptando-se especialmente ao bop e ao hard-bop, particularmente no que diz respeito aos solistas. Como outros grandes conjuntos, como Duke Ellington, esta orquestra continuou a tradição de Basie, com novos músicos.
Nota: as grandes bandas, principalmente nos EUA são constituídas como empresas e como tal podem ser vendidas e atuarem mantendo o nome original, tais como Glenn Miller, Tommy Dorsey, Duke Ellington, Woody Herman e outras.

(traduzido e adaptado de Noticias de Jazz)