Em 22 de agosto do ano passado
morreu o mais famoso intérprete em harmônica do jazz, TOOTS THIELEMANS, belga, na idade de 94 anos. Seu primeiro
instrumento foi o acordeão, quando tinha 3 anos de idade. Com o tempo, ele
também aprendeu guitarra e harmônica (gaita).
No jazz, ele se destacou como o executante
de harmônica, mas também como guitarrista. Além disso, tinha uma imensa
facilidade para fazer solos sozinho improvisando.
Thielemans descobriu o jazz
durante a ocupação alemã de seu país. Muitos de seus amigos e familiares
tiveram discos de jazz que lhe causaram um profundo fascínio. Ele ouviu Django
Reinhardt e Stephane Grappelli e começou a tocar jazz em sua harmônica com um
desenvolvimento técnico e emocional incomum.
Depois da guerra, ele tocou com
músicos de seu país, mas no final dos anos 40 Benny Goodman convidou-o para se
juntar a sua orquestra, depois de terem tocado juntos na Europa, mas
dificuldades com o visto não lhe permitiu entrar os EUA até 1951. Se tornou cidadão
norte-americano em 1958.
Uma de suas primeiras
performances nos EUA foi com Charlie Parker e Miles Davis, mas durante essa
década foi durante muito tempo músico com guitarra no George Shearing Quintet.
Em 1961, gravou sua famosa
composição "Bluesette", que
se tornou um padrão de jazz. Ele então trabalhou com Chet Baker, Bill Evans e
outros grandes do jazz sob o guarda-chuva do empreendedor e promotor Norman
Granz. Ele também foi um músico solo para vários filmes famosos como Midnight Cowboy, The Getaway, Sugarland
Express, Turks Fruit e Jean de Florette.
Thielemans atuou em concertos com
muitos músicos tais como: Ella
Fitzgerald, Quincy Jones, Natalie Cole, Diana Krall, Johnny Mathis, Pat
Metheny, Paul Simon, Billy Joel, Elis Regina, Herbie Hancock, Jaco Pastorius,
Joe Lovano, e Oscar Peterson entre outros.
Nos últimos anos de sua carreira
tocou regularmente com o pianista Kenny Werner. Em 2014, começou a cancelar
concertos devido a problemas de saúde. Como líder, Thielemans gravou 26 álbuns
aos quais ele somou meia centena de outros em que participou como membro de
vários conjuntos.
Em 2011, o rei Alberto II da
Bélgica lhe concedeu o título de Barão. Nesse mesmo ano foi nomeado Professor
Honoris Causa em duas universidades belgas. Em 2008, foi premiado com o NEA
JAZZ MASTER. No ano seguinte, ele ganhou o Amsterdam Concertgebouw Jazz Award
na Holanda.
(traduzido e adaptado do blog
Noticias de Jazz)
Um comentário:
Bluesette, o tema da minha vida. Tive a satisfação de ver Toots ao vivo no Jazzmania e no Canecão! Uma lenda!
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