Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho)*in memoriam*; David Benechis (Mestre Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) *in memoriam*, Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) *in memoriam*, Ivan Monteiro (Mestre I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels)*in memoriam*,, Pedro Cardoso (o Apóstolo)*in memoriam*, Carlos Augusto Tibau (Tibau), Flavio Raffaelli (Flavim), Luiz Fernando Senna (Senna) *in memoriam*, Cris Senna (Cris), Jorge Noronha (JN), Sérgio Tavares de Castro (Blue Serge), Geraldo Guimarães (Gerry).e Clerio SantAnna

11 agosto 2014


ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A
GUITARRA E OS GUITARRISTAS  -  28

William De Arango, artisticamente “BILL” DE ARANGO, guitarrista norte.americano, nasceu na cidade de Cleveland, estado de Ohio, no dia 20 de setembro de 1921, cresceu em “Cleveland Heights” e veio falecer em sua cidade natal (asilo para idosos em “East Cleveland”) no dia 26 de dezembro de 2005, portanto pouco depois de completar 84 anos, sempre sob os cuidados de enfermeira especializada, já que desde o ano de 1999 ficou constatada sua demência.
Estudou música na “Ohio State University” e desenvolveu-se de forma auto-didata;  entre os anos de 1939 até 1942 atuou em pequenos grupos de JAZZ, dentro do estilo “Dixieland” e nos arredores de Columbus (“The Hot Spot” localizado na West 3rd Street);    portanto, com apenas 21 anos BILL já possuía larga “estrada” rodada.
É importante descrever que anteriormente e com 17 anos, eIn November of 1938, the 17-year-old de Arango was at the Trianon Ballroom at 9802 Euclid Avenue where the Duke Ellington Orchestra was playing for a dance.m novembro de 1938, BILL DE ARANGO assistiu no “Trianon Ballroom” (9802 Euclid Avenue) a uma apresentação da banda de Duke Ellington, ficando totalmente entusiasmado com cerca de 2.500 jovens dançando e quase uma centena deles perto do palco, próximos aos  seus “heróis” musicais pois, como ele, queriam ser músicos.     
BILL também assistiu à “big.band” de Benny Goodman;   após a apresentação e em conjunto com outros jovens admiradores, cercaram o “Rei do Swing” que conversou com eles e teve oportunidade de ouvir BILL à guitarra:   uma glória ! ! !   Nessa oportunidade alguns músicos da banda de Goodman aconselharam BILL a ir para New York.
BILL foi convocado e serviu nas Forças Armadas americanas de 1942 até 1944, chegando a tocar em uma banda do Exército em Fort Sill, Oklahoma.
Logo após o término desse serviço ele se estabeleceu em Nova York, onde apresentou-se inicialmente na “Rua 52” (“a rua que nunca dorme”, como era jargão da época), em grupo liderado pelo grande sax.tenorista Don Byas no clube “Three Deuces” (72W 52nd Street, que funcionou de 1939 até 1950);    então o grande rival de Don Byas era o não menos reverenciado Ben Webster (que portava em seu curriculum 04 anos com a “Duke Ellington Orchestra”) e, numa noite, ele perguntou a BILL DE ARANGO onde ele estava trabalhando;  como BILL informou que estava sem trabalho, Ben Webster contratou-o.  
A partir de então BILL trabalhou durante um ano e meio com Ben, exatamente nos clubes da “Rua 52” (“Onyx”, “Spotlight” e no  “Three Deuces” entre outros).
Em 25/maio/1945 BILL adentrou estúdio em  New York, para participar da gravação de 03 temas (“What More Can A Woman Do?”, “I'd Rather Have A Memory Than A Dream” e “Mean  To Me”), integrando uma formação histórica do “Bebop”, o octeto sob o comando da cantora Sarah Vaughan:   Dizzy Gillespie (trumpete), Charlie Parker (sax-alto), Joe “Flip” Phillips (sax-tenor), Nat Jaffe e Tadd Dameron (piano), Bill DeArango (guitarra), Curley Russell (contrabaixo), Max Roach (bateria) e, claro, Sarah Vaughan (líder e vocal).  A produção dessa sessão de gravação foi do crítico Leonard Feather e pode ser ouvida no CD nº 19 da série “Bird’s Eyes”, do selo italiano “Philology”.  
Montou seu próprio grupo, que contava com o vibrafonista Terry Gibbs e que atuou tanto em New York quanto em Chicago, “The Wind City”.
Trabalhou em seguida com os saxofonistas Charlie Ventura e Ike Quebec, assim como atuou com os músicos exponenciais da corrente do “Bebop” e daqueles que eram então  os mais importantes na cena da “grande maçã”:  Coleman Hawkins (“Mr. Bean”), Red Norvo (então marido da cantora Mildred Bailey), Dizzy Gillespie e outros.
Em 1945 BILL participou de gravação para o selo “Haven”, em sessão que contou com  Slam Stewart, Ike Quebec e Eddie "Lockjaw" Davis.
Em 1946 BILL DE ARANGO estava presente em gravações com Dizzy Gillespie, onde ficaram cunhados os clássicos "A Night in Tunísia”, "Ol' Man Bebop” e "Anthropology”.
Em 1946 e como guitarrista de JAZZ foi o vencedor na categoria “new star” da revista especializada “Esquire”.
No ano de 1948 BILL  DE ARANGO retirou-se da cena musical, retornando à sua cidade natal para trabalhar em emissoras de rádio,  “ressurgindo” em 1954 para gravar o LP “DeArango” pelo selo “Mercury / EmArcy” com John Williams.
Durante praticamente 20 anos BILL somente tocou com músicos locais de Cleveland, inclusive titulando o grupo de rock “Henry Tree”, assim como atuando em “gig’s” no “Smiling Dog Saloon” com Ernie Krivda e Skip Hadden.
Voltou a gravar em 1978 o importante LP “Another Time, Another Place”, integrando formação com Sam Rivers, Ray Anderson, Arthur Blythe, Anthony Davis e Dave Holland.   Ainda em 1978 gravou com Barry Altschul e em 1981 com Kenny Werner.
Em 1988 apresentou-se em temporada no clube “Venice” da Califórnia, em companhia de trio formado por David Withan / piano, Bob Bowman / contrabaixo e Paul Kreibich / bateria.
Em 1993 BILL gravou um CD com o tenorista Joe Lovano, “Anything Went”, integrado por “standards” trabalhados musicalmente de forma mais livre, mostrando a impressionante capacidade estilística desse guitarrista-símbolo.
Com certeza BILL é “o” guitarrista do “Bebop”, tendo sido um dos primeiros guitarristas, senão o primeiro, a integrar-se ao núcleo dos “boppers”. 
Moderno, versátil, com acentuada velocidade de execução sem nenhuma dificuldade, emérito improvisador, executando suas frases mais no contratempo que no tempo, e capaz de adaptar seu estilo aos dos músicos com quem contracena, o que se pode avaliar pela quantidade de músicos de vanguarda que sempre o solicitaram para suas atuações e gravações.
Seu ataque era “duro” mas com amplificação que pouco se notava, pelo som “leve”, ligeiro. 
BILL DE ARANGO evitava que as cordas se movessem, o que resultava nesse som “leve”, puro, de forma que esse nível de controle dava como resultado uma sonoridade mais “cool” (em oposição, por exemplo, ao som “quente” e “bluesy” do grande Charles Christian).
De acordo com o biógrafo Jason Ankeny em seu “Allmusic”, BILL foi o guitarrista mais inovador e  técnico surgido na cena da era bebop”.
Mesmo sendo em quantidade reduzida suas gravações sob as titularidades de Ben Webster, de Charlie Ventura e de Red Norvo, assim como enquanto líder, elas mostram uma expressiva e continuada evolução e atualização estilística, mas sempre mantendo as raízes no “Bebop”.  Ao final desta resenha uma síntese de algumas das gravações de BILL DE ARANGO.
Retirou-se para sua cidade natal, Cleveland, passando a atuar nos clubes locais (particularmente no “Barking Spider Tavern”), como ele mesmo dizia, “por amor á arte”, além de manter uma loja de artigos musicais.
BILL DE ARANGO, como escrito no início desta resenha, veio a falecer no dia 26 de dezembro de 2005 (havia completado 84 anos meses antes), internado em instituição especializada (asilo para idosos), já que desde 1999 tivera constatada sua demência.
Algumas das gravações iniciais com BILL DE ARANGO à guitarra são as seguintes:
(01)   25 de maio de 1945 em New York
As 03 faixas indicadas no início (“What More Can A Woman Do?”, “I'd Rather Have A Memory Than A Dream” e “Mean To Me”), com octeto sob o comando de Sarah Vaughan
(02)   28 de maio de 1945 em New York
Com Johnny Guarnieri / piano, Red Norvo / vibrafone, Billy Taylor e Slam Stewart / baixo, Morey Feld / bateria, 08 faixas para os álbuns “Johnny Guarnieri, Singing at the Piano” e “Slam Stewart Quintet”, selo “Continental”
(03)   12 de junho de 1945 em New York
Com o “Charlie Kennedy Quintette” (Charlie Kennedy / sax.tenor, Johnny Guarnieri / piano, Al McKibbon / baixo e Buddy DeRocco / bateria), 06 faixas para o selo SAVOY
(04)   07 de agosto de 1945 em New York
Com o “Ike Quebec All Stars” (Ike Quebec / sax.tenor, Johnny Guarnieri / piano, Milton Hinton / baixo e J.C. Heard / bateria), 04 faixas para o selo SAVOY
(05)   07 de setembro de 1945 em New York
04 faixas com o trio de Erroll Garner (Garner no piano, BILL na guitarra e John Levy Jr. à bateria), selo Associated  
(06)   22 de fevereiro de 1946 em New York
Com “Dizzy Gillespie And His Orchestra” 06 faixas para o selo RCA (Dizzy Gillespie / trumpete, Don Byas, sax.tenor, Milt Jackson / vibrafone, Al Haig / piano,  Ray Brown / baixo e  J. C. Heard / bateria)
(07)  BILL integrou a “Trummy Young And Orchestra With Four Jazz Award Winners”      (Trummy Young / trombone, Abe Baker – Ray Eckstrand – Herbie Fields – Nick Calazza – Stan Webb / saxophones, Bill Rowland / piano e o grupo vocal “The Holidays”) para a gravação de 04 faixas, selo Classics Records
Seguiram-se gravações de BILL DE ARANGO em New York nas datas de 03/maio, 15/maio e 08/junho, sempre em 1946, 26/março e 05/abril de 1947, 13/abril/1953, 07/março/1954, em 1968 a primeira gravação fora de New York (Cleveland), 13/março/1978, setembro/1981, janeiro/1983 (em Beachwood / Ohio), 1992 (Cleveland), 02/abril/1993 (gravação com Joe Lovano) e em 1994 (Cleveland).

Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo.
            apostolojazz@uol.com.br

COLEÇÃO DE HERBIE HANCOCK 34 CDs // 1972-1988

10 agosto 2014


Como antecipado por algum tempo, o  selo Legacy lançou uma caixa de luxo de "Herbie Hancock, The Complete Columbia Album Coleção 1972 - 1988". A coleção de 31 álbuns originais vem em 34 CDs com folhetos, e abrange todas as gravações feitas por Hancock para Columbia e feitas para a empresa japonesa Columbia / Sony nesse período (8 dos quais nunca foram publicados nos EUA).
Todos os álbuns trazem anotações e ilustrações gráficas dos "LPs" originais, mas a coleção também vem com um livro de 200 páginas, publicado exclusivamente para esta coleção, que são notas e comentários de críticos, historiadores e músicos de popularidade. Tudo em uma caixa com uma tampa removível. O preço é de cerca de 220 dólares.
Devido à proliferação de concertos ao vivo nesse período, podemos comparar as diferentes versões e interpretações, bem como as diversas improvisações, como em Watermelon Man, Maiden Voyage, Speak Like A Child, Chameleon , Eye Of The Hurricane, Canteloupe Island, Tell Me A Bedside Story, grandes sucessos de Herbie.
Herbie Hancock é uma das maiores personalidades do jazz hoje. Copiosamente compositor fecundo, ele é também um dos mais admirados e respeitados além dos limites de pianistas de jazz como pessoa e amigo dos músicos. Vencedor de inúmeros prêmios e homenagens de todos os tipos internacionais, também é um Embaixador da Boa Vontade da UNESCO, onde estabeleceu o Dia Mundial Do Jazz (30 de abril).
Ser um músico de talento  solidificou sua reputação no chamado "segundo" grande quinteto de Miles Davis, seu mentor, que incluiu Wayne Shorter, Ron Carter e Tony Williams.
Posteriormente Hancock experimentou com diferentes tipos de teclado e formas de jazz, nomeadamente "o fusion jazz”, bem como a música clássica e voltando sempre às formas mais tradicionais (mainstream) de jazz.

(Adaptado do Noticiero de Jazz de Pablo Aguirre)

VOTO ABERTO PARA LEITORES na "Down Beat"


Lembramos que aqueles que desejam votar no seu músico favorito na revista anual de jazz no 79th ANNUAL DOWNBEAT READERS POLL  - podem fazê-lo on-line, no site da revista.
Esta publicação faz essa consulta separadamente com críticos internacionais de jazz (já publicada e postada no CJUB) e com o público em geral. Os resultados dos leitores serão publicados na edição de dezembro da revista.
Os interessados podem votar em todas as categorias de instrumentos, cantores, big bands, pequenos grupos, arranjadores, compositores, álbum do ano e no "hall da fama", principalmente.
O voto eletrônico pode ser feito apenas uma vez e estará aberta até a noite de 21 de agosto.
A seguir está o link para votar:  www.downbeat.com e no site clique na figura idêntica abaixo.



P O D C A S T # 2 1 9

08 agosto 2014

BOB ENEVOLDSEN 
CHERYL BENTYNE


CHICK WEBB



PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO:  http://www.divshare.com/download/25737178-894

CRÉDITOS DO PODCAST # 218

06 agosto 2014

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL / DATA
OSCAR PETERSON
Oscar Peterson (pi), Sam Jones (bx) e Bobby Durham (bat)
THE LAMP IS LOW
(Bert Shefter / Mitchell Parish / Peter DeRose)
Konzerthaus, Vienna, Austria, 9/novembro/1968
NEVER SAY YES
(Doc Pomus / Mort Shuman)
SUMMER SAMBA (Marcos Valle)
Lil’ Darlin’ (Neal Hefti)
I CONCENTRATE ON YOU (Cole Porter)
I GOT IT BAD
 (Duke Ellington / Paul Francis Webster)
YOU LOOK GOOD TO ME
(Clement Wells / Seymour Lefco)
LET'S FALL IN LOVE
(Harold Arlen / Ted Koehler)
SOMEDAY MY PRINCE WILL COME
(Frank Churchill / Larry Morey) 
ON A CLEAR DAY
(Alan Jay Lerner / Burton Lane)
WALTZ FOR DEBBY
Bill Evans / Gene Lees)
NOREEN'S NOCTURNE (Oscar Peterson)

P O D C A S T # 2 1 8

01 agosto 2014

Konzerthaus, Vienna



BOBBY DURHAN
SAM JONES




PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO: 

http://www.divshare.com/download/25888980-0df


CRÉDITOS DO PODCAST # 217

30 julho 2014

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO  LOCAL e DATA
JAY JAY JOHNSON
Freddie Hubbard (tp), J.J. Johnson (tb), Eddie "Lockjaw" Davis (st), Count Basie (pi), Joe Pass (gt), John Heard (bx) e Jake Hanna (bat)
EXACTLY LIKE YOU
(Dorothy Fields / Jimmy McHugh / Joe Burke)
Hollywood, 10/abril/1980
Clark Terry (tp), J.J. Johnson (tb), Ernie Watts (sa), Pete Jolly (keyboards), Ray Brown (bx) e Kevin Johnson (bat)
VILLAGE BLUES (John Coltrane)
Hollywood, 26/setembro/1980
J.J. Johnson (tb), Tommy Flanagan (pi), Paul Chambers (bx) e Max Roach (bat)
COMMUTATION (J.J. Johnson)
New York, 11/abril/1957
HARVEY'S HOUSE
(J.J. Johnson)
J.J. Johnson (tb), Sonny Stitt (st), John Lewis (pi), Nelson Boyd (bx) e Max Roach (bat)
AFTERNOON IN PARIS
(John Lewis)
New York, 17/outubro/ 1949 
J.J. Johnson, Kai Winding (tb) Walli Cirillo (pi), Charles Mingus (bX) E Kenny Clarke (bat)
BERNIE’S TUNE
(Bernard Miller / Jerry Leiber / Mike Stoller)
New York, 26/agosto/1954
Clifford Brown (tp), J.J. Johnson (tb), Jimmy Heath (st), John Lewis (pi), Percy Heath (bx) e Kenny Clarke (bat)
GET HAPPY
(Harold Arlen / Ted Koehler)
New York, 22/ junho/1953
J.J. Johnson (tb), Wynton Kelly (pi), Charles Mingus (bx), Kenny Clarke (bat) e Sabu Martinez (cga)
OLD DEVIL MOON
(Burton Lane / E.Y. "Yip" Harburg)
Hackensack, N.J., 24/setembro/1954
J.J. Johnson (tb), Hank Mobley (st), Horace Silver (pi), Paul Chambers (bx) e Kenny Clarke (bat)
PENNIES FROM HEAVEN (Arthur Johnston / Johnny Burke)
Hackensack, N.J., 6/junho/ 1955
MARY LOU WILLIAMS
Piano Solo Recital
LITTLE JOE FROM CHICAGO (Henry Wells / Mary Lou Williams)
Montreux Jazz Festival 1978
CLAYTON HAMILTON ORCHESTRA
Bijon Watson, Sal Cracchiolo, Snooky Young, Clay Jenkins, Gilbert Castellanos (tp), Ira Nepus, George Bohanon, Ryan Porter (tb), Maurice Spears (b-tb), Jeff Clayton (sa), Keith Fiddmont (cl), Rickey Woodard, Charles Owens (st), Lee Callet (sbar), Tamir Hendelman (pi), Randy Napoleon (gt), Christoph Luty (bx), Jeff Hamilton (bat) e John Clayton (bx, arranjo e condução)
ETERNAL TRIANGLE
(Sonny Stitt)
“Live” - Manchester Craftsmans Guild, Pittsburgh, PA, maio/2004
LARRY CARLTON
Larry Carlton (gt, ldr), David Carre (b-gt), Michael F. Mills (bat)
PEOPLE GET READY (Curtis Mayfield)
New York, 1968
CHARLES MINGUS
Eric Dolphy (sa), Johnny Coles (tp), Clifford Jordan (st), Jaki Byard (pi), Dannie Richmond (bat) e Charles Mingus (bx)
SO LONG ERIC (C. Mingus)
TV broadcast, Bélgica, 19/abril/1964
MANHATTAN TRANSFER
Alan Paul, Janis Siegel, Cheryl Bentyne, Tim Hauser (vcl), Yaron Gershovsky (keyboards), Wayne Johnson (gt), Michael Bowie (bx) e Tom Brechtlein (bat)
SING MOTEN SWING
(Bennie Moten) arranjo do grupo
Tokyo, dezembro/2000
B G
KIRK LIGHTSEY (pi) Jesper Lundgaard (bx) e Eddie Gladden (bat)
LITTLE DAPHNE
(Rudolph Johnson)
Monster, Holland, 14/fevereiro/1983 

MESTRE LOC NO JB - SÁBADO 19 E SÁBADO 26 JUNTAS: MEA CULPA

27 julho 2014

Desculpem a nossa falha mas a presença dos netos para uma semana em casa encurtou todos os horários de funcionamento de trabalho e o das demais atividades prazerosas não-familiares. Não que aqui assim não o sejamos, mas neto é neto. E assim "varei" a coluna do sábado retrasado, logo esta sobre o grande Charlie Haden. Tento recuperar agora, a aí vão duas, empilhadas. Abraços.

A herança de Charlie Haden

Luiz Orlando Carneiro, 19/07/14

"O grande contrabaixista e também compositor Charlie Haden morreu, na última semana, aos 76 anos, em Los Angeles, depois de prolongada luta contra os efeitos degenerativos de síndrome pós-pólio relativa à poliomielite que contraiu na juventude. Ele deixou a mulher, Ruth Cameron, com quem casara há 30 anos, e quatro filhos, todos instrumentistas e vocalistas ligados, de um modo ou de outro, ao jazz e ao country rock típico do Meio-Oeste (Iowa), onde nasceu o pai: Josh (baixo) e as trigêmeas Petra (violinista), Rachel (baixista) e Tanya (violoncelista). A família chegou a produzir, em 2008, o álbum Rambling boy (Decca).

A grande herança de Charlie Haden - “canonizado” como jazz master pela National Endowment for the Arts, em 2012 – é uma extraordinária discografia erigida ao longo de 52 anos. A começar pela sua participação ativa como sideman do saxofonista Ornette Coleman, nos quatro LPs da Atlantic, gravados entre 1958 e 1960, que detonaram o chamado free jazz: The shape of jazz to come,Change of the century, This is our music e Free jazz - este último com aquele incrível double quartet que incluía Don Cherry (pocket trumpet), Freddie Hubbard (trompete), Eric Dolphy (clarone), Scott LaFaro (baixo), Ed Blackwell e Billy Higgins (baterias).

Ao receber o prêmio da NEA, Haden disse, com o seu jeito muito bem articulado e sintético de falar, tocar e compor: “Este prêmio significa que tenho sido reconhecido por meus pares por ter contribuído, de um modo significativo, para essa forma de arte que chamamos 'jazz' e, espero, para este planeta que chamamos 'terra'. É uma grande honra”.

Depois da histórica e frutífera colaboração com Ornette Coleman, o baixista-compositor fundou, em 1969, em associação com a compositora-arranjadora-pianista Carla Bley, a engajada Liberation Music Orchestra, integrada por vanguardistas do calibre de Don Cherry (trompete), Dewey Redman e Gato Barbieri (saxes) e Roswell Rudd (trombone). A orquestra gravou para a Impulse e para a ECM (Ballad of the fallen, 1982).

O dedilhado à la guitarra de Haden no upright bass e a sua profunda musicalidade levaram-no também a dois conjuntos notáveis das décadas de 70 e 80: o American Quartet do pianista Keith Jarrett (com Dewey Redman, sax tenor; Paul Motian, bateria) e o Old and New Dreams – quarteto ainda mais free, com Redman, Don Cherry e o baterista Ed Blackwell, e que fez dois excelentes registros para o selo ECM: Old and new dreams (1979) e Playing (1980, ao vivo, concerto na Áustria).

Em 1986, Charlie Haden formou o seu Quartet West – jazz mais mainstream, na linha do bop, mas sempre com a marca sofisticada do líder – tendo como sidemen Ernie Watts (sax tenor), Alan Broadbent (piano) e Billy Higgins (bateria). Os dois álbuns marcantes do combo, ambos da Verve, foram o primeiro, com o nome do grupo, de dezembro de 1986, e Angel City, de 1988.

Mas o sumário mais relevante e consagrador da arte do lendário baixista (sempre acústico) é a série de oito concertos (tributos) organizados pelo Festival Internacional de Jazz de Montreal, em julho de 1989, documentados em outros tantos CD gravados pela Rádio Canadá e editados pela Verve. O mais impactante é o do trio com Don Cherry e Ed Blackwell, em que os três herois do free jazz reinventam obras-primas de Ornette Coleman (The sphinx, Lonely woman, The blessing) e de Cherry (Art deco).

Charlie Haden ganhou três vezes o Grammy. O seu disco em duo com o incrível guitarrista Pat Metheny, intitulado Beyond theMissouri sky (Verve), foi eleito “The best jazz instrumental performance” de 1997. Seus CDs, também da Verve, com o grande pianista cubano Gonzalo Rubalcaba e o percussionista Ignacio Berroa, mais convidados ilustres (Nocturne, 2001; Land of the sun, 2004), arrebataram os gramofones de ouro do Grammy na categoria “best Latin jazz album”.

Mais recentemente, o mestre do jazz contemporâneo que nos deixou no último dia 11 registrou quatro memoráveis performances na companhia de outros cultuadíssimos jazzmen: Os dois volumes do reencontro com o pianista Keith Jarrett, em duo, em 2007, só lançados pela ECM em 2010 (Jasmine) e neste ano (Last dance); Live at Birdland (ECM), gravado no clube novaiorquino em dezembro de 2009, em quarteto com Lee Konitz (sax alto), Brad Mehldau (piano) e Paul Motian (bateria); Come Sunday (EmArcy), duo de 2010 com o inesquecível pianista bop Hank Jones, que morreria, aos 91 anos, três meses depois da sessão de gravação.

P.S.- Estes quatro últimos álbuns foram comentados e indicados neste espaço nas seguintes datas: Jasmine em 13/6/2010; Live at Birdland em 4/6/2011; Come Sunday em 4/2/2012; Last dance em 28/6/2014."

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Bonebridge Quartet concilia violoncelo e slide guitar em 'Nighthawks'

Luiz Orlando Carneiro, 26/07/14

"Lá na década de 1950, Harry Babasin (1921-88) introduziu o violoncelo na discografia jazzística, tocando-o em pizzicato, no comando do quinteto The Jazz Pickers, ao lado de gente muito boa da West Coast, como os vibrafonistas Red Norvo e Larry Bunker, o pianista Hampton Hawes e o flautista Budy Colette. O mestre do contrabaixo Oscar Pettiford (1922-60) passou também a usar o cello quando quebrou um braço e, no processo de recuperação, teve de se servir do instrumento de quatro cordas menos “pesado”. Um dos últimos LPs que Pettiford gravou como líder teve como título My little cello.

O violoncelista Erik Friedlander, hoje com 54 anos, notabilizou-se tanto no campo da música erudita como na cena jazzística de vanguarda da Nova York downtown, na companhia do heterodoxo e genial John Zorn (vide Volac: Book of angels, vol. 8, selo Tzadic, 2007). Em homenagem a Oscar Pettiford, Friedlander lançou, em 2008, o CD Broken Arm Trio (Skipstone), com o baixista Trevor Dunn e o baterista Mike Sarin.



Novo CD de Erik Friedlander (primeiro à esquerda) tem clima de film noir

Agora, neste último mês, o violoncelista-compositor enriqueceu a sua obra com a edição do álbum Nighthawks (Skipstone), gravado em maio do ano passado, no leme do seu trio habitual que, com a adição fundamental do guitarrista Doug Wamble, especialista no efeito slide, torna-se o Bonebridge Quartet.

Friedlander explica que a maioria das 10 peças do disco foi por ele escrita em setembro de 2012, durante as cinco escuras noites nas quais o Furacão Sandy mergulhou Nova York: “Minha vizinhança estava sombria e sinistra, sem as luzes dos postes, sem os sinais de trânsito, as lojas e os restaurantes fechados. A cada 10 ou 15 minutos um carro de polícia aparecia, avançando corajosamente pela escuridão, com as luzes de emergência piscando, mas sem sirenes”.

Esse clima de film noir levou o músico – artista de grande sensibilidade - a lembrar-se daquela desolação que habita os quadros do grande pintor Edward Hopper (1882-1967), que retratou, como nenhum outro artista plástico, a solidão do americano comum na cidade vazia, no quarto, no escritório, no posto de gasolina da estrada, ou mesmo no campo.

E é por isso que o novo álbum do quarteto Bonebridge tem o título de Nighthawks (aves noturnas, em tradução livre), que é o mesmo do mais famoso quadro de Hopper – aquele, de 1942, em que um casal, um homem só e o garçom de uma cafeteria barata, numa esquina deserta dadowntown, são “vistos” pelo pintor, do outro lado da rua, através das vidraças do prédio.

Quatro composições de Friedlander – com o seu cello em pizicatto (raramente com arco) interagindo com a slide guitar de Wamble, a bateria (escovinhas no snare e no címbalo) de Sarin e o upright bass de Dunn – são primorosas invenções musicais claramente inspiradas em Hopper: a faixa-título (7m50), Hopper's blue house (5m15), Nostalgia blindside (4m55) e One red candle (5m15).

Mas o CD do quarteto Bonebridge não se limita a uma meditação musical – com base num jazz camerístico – sobre a “Americana” de Hopper. Não é apenas um film noir. É também um road movie, uma viagem às raízes bluesy e sulistas da “Americana”.

Em entrevista à Downbeat (edição de junho último), Erik Friedlander fala de tais raízes:

“Quando criança, eu adorava o rock sulista – os Allman Brothers, os Outlaws, a Charlie Daniels Band, Johnny Winter (…) Quando comecei a conceber a nova banda (o quarteto Bonebridge), eu queria algo que tivesse, na linha de frente, a química do que minha memória guardou daquelas bandas – e pensei na slide guitar”.

Essa “química” inclui, portanto, a acentuação roqueira do backbeat e o sotaque sulista da música caipira (country, bluegrass), como se pode ouvir e curtir em faixas bem movimentadas como Sneaky Pete (5m), Clockwork (5m10), Twenty-six gasoline stations (4m35), Poolhallplayback(4m10) e The river (6m15).

Para o crítico Larry Blumenfeld (Artinfo), a música do CD Nighthawks é “um blend do tanger (twang) e da energia do rock sulista com o desafio e a ambição da Manhattan downtown”."

That's it!

P O D C A S T # 2 1 7

25 julho 2014

JAY JAY JOHNSON
LARRY CARLTON


MARY LOU WILLIAMS



PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO: http://www.divshare.com/download/25791778-493

CRÉDITOS DO PODCAST # 216

23 julho 2014

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO / LOCAL / DATA
RUBY BRAFF 
RUBY BRAFF (cnt), Scott Hamilton (st), John Bunch (pi), Chris Flory (gt), Phil Flanigan (bx) e Chuck Riggs (bat)
SHINE
(Cecil Mack / Lew Brown)
Concord Records, New York, fevereiro/1985
WOMAN MOVES A MAN (Gordon Jenkins / Johnny Mercer)
VITTOR SANTOS
Vittor Santos (tb), Philipe Baden Powel (pi), Fernando Clark (gt), Rodrigo Villa (bx) e Marcio Bahia (bat)
AM AMERICAN IN SAMBA (Mario Adnet)
Horto’s Studio, Rio de Janeiro, setembro/2005
TROMBONE ON TEREZA STREET
(Ian Guest)
KENNY CLARK
Roger Guérin (tp), Billy Byers (tb), Hubert Rostaing (sa), Armand Migiani (sbar), Martial Solal (pi), Pierre Michelot (bx) e Kenny Clark (bat)
ERONEL
(Thelonious Monk)
outubro e novembro/1956
WHEN LIGHTS ARE LOW (Benny Carter / Spencer Williams)
MICHEL PETRUCCIANI
Michel Petrucciani (piano solo)
AFRICAN FLOWER
(Duke Ellington)
Blue Note, New York 1993
SATIN DOLL
(Duke Ellington)
GARY BURTON
Gary Burton (vib,xyl), Mulgrew Miller (pi), Russell Malone (gt), Christian McBride (bx), Lewis Nash (bat) e Luis Quintero (perc)
AFRO BLUE
(Mongo Santamaria)
Boston, MA, 11/maio/ 2000
BAG’S GROOVE
(Milt Jackson)
LOUIS SMITH
Louis Smith (tp), Jon Gordon (sa), Michael Cochrane (pi), Calvin Hill (bx) e Jeff Hirshfield (bat)
ISFAHAN (Billy Strayhorn)
New York, abril/ 2003
ANDE (Louis Smith)
B G
SCOTT HAMILTON (st), Ken Peplowski (cl,st), Eddie Higgins (pi, ldr), Jay Leonhart (bx) e Ben Riley (bat)
I'LL NEVER BE THE SAME (Frank Signorelli / Gus Kahn / Matty Malneck)
New York, 26/março/ 2006