Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

31 outubro 2018


Série   PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
57ª Parte    III   -   Final
(49)(c)    DAVE BRUBECK        Um Formador de Público          Resenha longa

Na década de 1960 (1960 a 1969) e com o quarteto fazendo sucesso de crítica e de público, foram lançados de 03 a 05 álbuns por anos aumentando a série dedicada aos “tempos”, assim como foram retratadas as viagens do grupo e os temas nacionais na série “impressions” (USA, Eurásia, Japão, New York).
Na década de 1960 BRUBECK dirigiu programa radiofônico com todas as “formas” de JAZZ, para a “WEZN/FM” (antiga “WJZZ/FM”), juntamente com seu vizinho e amigo John E. Metts, primeiro afro-americano a dirigir uma emissora de rádio.
Em 1961 BRUBECK participou da adaptação de “Othello” no longa metragem britânico “All Night Long” (lançado no Brasil com o título “A Noite Toda”, em DVD pela “Coperdisc”), 1,5 hora, P&B, com a presença do genial Tubby Hayes, de Charlie Mingus e Johnny Dankworth. BRUBECK é filmado em “closes” executando seu clássico “Raggy Waltz” e com Mingus em “Non Sectarian Blues".
Em 1968 BRUBECK gravou o LP “The Gates Of Justice” (lançado em 1969), com as palavras de Martin Luther King, Jr. em cantata bíblica.
O contrato de BRUBECK com o selo Columbia foi interrompido (a última gravação para esse etiqueta foi o LP “Summit Sessions” em 1971), e ele voltou-se para a “Atlantic Records”.
Ele foi o autor e executante do episódio “The NASA Space Station” para a “CBS TV”, dentro da série “This Is America, Charlie Brown”.
Em 2000 e com sua esposa IOLA, BRUBECK criou, dentro da “University Of The Pacific”, o arquivo de seus documentos musicais pessoais, para mais adiante fornecer bolsas de estudo e oportunidades de educação no JAZZ para estudantes. A instituição que está instalada em Stockton, Califórnia, em uma das ruas principais que leva o nome de “Dave Brubeck Way”.
Ele havia gravado diversas faixas (05) do álbum “Jazz Goes To College” na faculdade de Ann Arbor (“Concordia University Ann Arbor”) de Michigan, que visitou em diversas ocasiões. Finalmente alí apresentou-se em 2006 no “Hill Auditorium”, local onde recebeu o prêmio de distinção artística da “Musical Society” da “University Of Michigan”.
Em 2008 (08 de abril) e na Casa Branca dos U.S.A. BRUBECK ofereceu um curto recital para os integrantes do Departamento de Estado americano, ocasião em que a Secretária Condoleezza Rice o agraciou com o “Benjamin Franklin Award for Public Diplomacy”, em virtude dele proporcionar uma visão americana de esperança, de liberdade e de oportunidade para os U.S.A. e para o mundo; a Secretária declarou na ocasião que desde menina cresceu com o som de BRUBECK, já que seu pai era o maior fã do pianista. Para essa ocasião o comunicado oficial do Departamento de Estado americano pronunciou que “como pianista, compositor, emissário cultural e educador, o trabalho da vida de DAVE BRUBECK exemplificava o melhor da diplomacia cultural da América”.
Em 18 de outubro de 2008 BRUBECK recebeu o grau de “Music Honorary Degree” pela “Estman School of Music” de New York.
O Governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger ao lado de Maria Shriver, Primeira Dama estadual, anunciou em 28 de maio de 2008 que BRUBECK seria homenageado no “California Hall Of Fame” (parte integrante do “The California Museum For History, Women And The Arts”), o que efetivamente veio a ocorrer no dia 10 de dezembro do mesmo ano em cerimônia com BRUBECK ao lado de outros 11 famosos californianos.
Ainda nesse ano de 2008 BRUBECK tornou-se um defensor do “Jazz Foundation Of America”, entidade voltada para salvar vidas e casas dos músicos de JAZZ e Blues, idosos, ai incluidos os sobreviventes do Furacão Katrina. Em apoio à “Foundation” ele participou do show beneficente anual “A Great Night In Harlem”.
BRUBECK seguiu recebendo prêmios e honrarias até o final de sua vida, como em 2009, 2010 e 2011, muitos dos quais indicamos ao final da presente resenha.
Quando da ocasião de seu falecimento em 05/12/2012, havia sido planejada uma festa de aniversário para ele com convidados famosos - a festa tornou-se um tributo “in memorian” em maio de 2013.
John Fordham, autor do excelente livro “JAZZ - History, Instruments, Musicians, Recordings”(1ª Edição, 1993, Inglaterra) escreveu no “The Guardian” que “a realização real de BRUBECK foi saber mesclar as ideias europeias de composição, com estruturas rítmicas muito exigentes, mais os estilos da música de JAZZ e a improvisação, em formas expressivas e acessíveis”.
Em editorial o “The Economist” assinalou que “acima de tudo foi difícil acreditar que o JAZZ mais bem sucedido na América estava sendo tocado por um homem de família, um californiano descontraído, modesto, gentil e aberto, que seria feliz como rancheiro, só que ele não poderia viver sem tocar o piano, porque o ritmo do JAZZ era o ritmo do seu coração."
O “Concord Boulevard Park” na cidade natal de BRUBECK (Concord, Califórnia) foi rebatizado de "Dave Brubeck Memorial Park", sendo que o Prefeito local, Dan Helix, sempre lembrava das apresentações de BRUBECK no local e dizia que “ele nunca morrerá porque sua música é imortal”.
Os estudos de música clássica foram um impulso definitivo para BRUBECK tornar-se um compositor de respeito, com formas que se apoiavam com grande habilidade em variações rítmicas, polifonias, fugas, rondós, aí incluida música sacra e trilhas sonoras para a televisão americana, citando-se como exemplos seus trabalhos para o show “Mr. Broadway” (vide LP “Jazz Impression Of New York”) e para as mini-séries “This Is America” e “Charlie Brown”.
BRUBECK foi original ! ! !
Retornaremos com o pianista BARRY HARRIS

30 outubro 2018



Série   PIANISTAS  DE  JAZZ

Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas

57ª Parte   -    II

(49)(b)    DAVE BRUBECK        Um Formador de Público         Resenha longa

Prosseguimos com o foco na figura de Dave BRUBECK, relacionando algumas de suas principais gravações, claro que a imensa maioria em quarteto (ano, título do álbum, etiqueta), umas poucas delas com breves comentários.
O inicio das gravações de BRUBECK data de 1946, prosseguindo pela etiqueta “Fantasy” em 1948 e 1953.

1951 - Brubeck / Desmond - Fantasy
1952 - Jazz At Storyville - Fantasy
1952 - The Dave Brubeck Quartet - Fantasy
1953 - Jazz At Oberlin - Fantasy
1953 - Jazz At The College Of The Pacific - OJC
1953 - Jazz At The College Of The Pacific, Vol. 2 - OJC
1954 - A Place In Time - Columbia - Excelente álbum com o quarteto BRUBECK, Desmond, Bob Bates e Joe Dodge, desfilando clássicos como “Audrey”, “Jeepers Creepers”, “A Fine Romance” e mais 05 temas
1957 - Jazz Impressions Of The U.S.A. - Columbia - Primeira gravação da série “Impressions”, mais tarde seguida por “Eurasia”, “Japan” e “New York”
1957 - Jazz Goes To Junior College - Columbia - Este álbum e mais o “Jazz Goes To College” foram reunidos em um álbum duplo sob o título “The Dave Brubeck Quartet On Campus”, contendo as 12 faixas dos outros dois, com todas as 12 faixas e as duas formações – sempre BRUBECK e Desmond, com Joe Dodge/Joe Morello à bateria e Bob/Norman Bates ao contrabaixo
1958 - Jazz Impressions Of Eurasia - Columbia - O segundo álbum da série “Impressions”
1959 - Gone With The Wind - Columbia - Album duplo com 16 faixas a cargo de Brubeck/ Desmond/Wright/Morello, desfile de clássicos como “The Lonesome Road”, “Georgia On My Mind”, “Basin Street Blues”, “Ol’ Man River” e outros, acompanhados das faixas do álbum “Time Out”, comentado a seguir
1959 - Time Out - Início das capas dos LP’s de BRUBECK com a participação de Miró (outras com artistas famosos foram “Time Further Out”, “Time In Other Space” e “Time Changes”). Esse o álbum que projetou definitivamente o quarteto (mais de 01 milhão de cópias vendidas), com 07 faixas excelentes, cada uma em andamento distinto: “Blue Rondo A La Turk” (“9/8”), “Strange Meadow Lark”(harmonias em terças e quartas com frases de 10 compassos), “Take Five” (“5/4”), “Three To Get Ready”(sequência repetida de 02 compassos de 3, seguido de 02 compassos de 4), “Kathy’s Waltz” (iniciado com 4/4 seguido de valsa), “Everybody’s Jumpin’” e “Pick Up Sticks” (ambos em “6/4”). Essa gravação foi a primeira de BRUBECK com farta experimentação em “tempos”
1960 - Adventures In Time - Columbia - A meu juízo um dos melhores álbuns do quarteto Brubeck / Desmond / Gene Wright / Morello, com um total de 21 faixas (trata-se de álbum duplo), variação de tempos, unidade musical dos 04 integrantes e temas da mais alta musicalidade, entre os quais e com absoluto destaque “Cassandra” (“4/4”). Além disso desfilam “Castilian Drums” (“5/4”), “Unisphere” (“10/4”), “Cable Car” (“3/4”) e muito mais. Realmente e para o ouvinte “uma aventura no tempo”. Album duplo recomendado sem restrições
1961 - The Real Ambassadors - Columbia - Esse álbum, muito bom, é a expressão do f New trabalho desenvolvido em 1960 por BRUBECK com a esposa Iola, em que o roteiro foi baseado nas apresentações do quarteto nos “colleges” (patrocinadas pelo Departamento de Estado americano) e resultando no musical de JAZZ “The Real Ambassadors”, sómente apresentado para o público em 1962, no “Monterey Jazz Festival” - comparecem nas faixas do LP o grande Luis Armstrong, o grupo vocal “Lambert, Hendricks & Ross” e a perfeita Carmen McRae
1964 - Jazz Impressions Of Japan - Columbia - Penúltimo da série “Impressions”
1964 - Jazz Impressions Of New York - Columbia - O último da série e seguramente a melhor gravação das “Impressions”, contendo o tema da série de televisão “Mr. Broadway”, além de “Spring In Central Park”, “Summer On The Sound” e 08 temas mais
1966 - Anything Goes! The Quartet Plays Cole Porter - Columbia - Um primor de gravação, a última do quarteto em estúdio, verdadeiro “songbook” de Cole Porter, com o quarteto em plena forma desfilando “Anything Goes”, “Night And Day”, “I Get A Kick Out Of You” e muito mais
1967 - Bravo! Brubeck! - Columbia - Gravação ao vivo em festival no México e com a participação de percussionistas locais
1967 - The Last Time We Saw Paris - Columbia - Última gravação do quarteto BRUBECK/Desmond/Wright/Morello, desfeito logo após – retornariam em apresentações/gravações comemorativas, como em 1976 para reencontro marcando 25 anos da formação do primeiro quarteto de BRUBECK
1968 - Blues Roots - Columbia - A primeira gravação com Gerry Mulligan, acompanhados por Jack Six/Alan Dawson (baixo/bateria) em 07 faixas primorosas, que incluem o clássico “Limehouse Blues”. Como corolário, a melhor capa de LP entre todas as de BRUBECK
1975 - The Duets - A&M - BRUBECK e Desmond em 08 temas que incluem “Alice In Wonderland”, “These Foolish Things”, “Stardust” e mais 05 temas em que os dois “trocam” idéias e belos solos. Longo texto de Paul Desmond na capa, sempre com muito bom humor
1976 - 25th Anniversary Reunion - Horizon / A&M Records - Gravação importante editada no Brasil em 1977 pela “Horizon / A&M Records”, com extensas notas de Doug Raney e textos de cada um dos músicos – BRUBECK, Desmond, Gene Wright (apelidado de “The Senator”) e Joe Morello (transcritos em parte mais adiante). Apenas 06 faixas mas todas de longa duração: “St. Louis Blues”, “Three To Get Ready”, “African Times Suite”(em 03 movimentos), “Salute To Stephen Foster”, “Take Five” e “Don’t Worry ‘Bout Me”.
No ano de 1951, como já visto na “Parte I” da presente resenha, BRUBECK organizou seu “quarteto”: BRUBECK/piano, Paul Desmond/sax.alto, Bob Bates/contrabaixo e Joe Dodge/bateria, tornando-se o "quarteto residente" do night club "Black Hawk" de San Francisco . É a partir desse ano que foram contados os “25 anos” do quarteto, comemorados em 1976 com temporada por 25 cidades americanas em 25 dias, iniciando pelo “Alfred College”, em Alfred / New York, com o grupo viajando em ônibus (08 camas, dois aparelhos de televisão, cozinha, 02 banheiros, chuveiro, 02 sistemas de áudio, um sistema de transmissão/recepção e muito mais). Durante a temporada e em “Fort Wayne” / Indiana, Joe Morello que tinha progressiva deficiência visual desde criança, foi ficando cego - antes da tournée seu oftalmologista em Boston achou que psicologicamente a viagem seria boa para Morello, mas durante o trajeto ele ficou cego.
Com relação aos textos dos músicos abrimos aquí um parênteses para focá-los a seguir, parcialmente, já que constituem-se em documento histórico.
      (a) BRUBECK - Janeiro/1976
Como musicistas, tentamos explorar toda a nossa herança musical – dos tambores africanos a Bach, Jelly Roll, Stravinsky ou Parker. Como seres humanos, tentamos explorar todas as emoções humanas. Nosso trabalho, como improvisadores, é traduzir as emoções numa linguagem musical que aprofunde a nossa compreensão e desperte os nossos sentidos. Sinto o público como um colaborador, como o quinto instrumento do nosso quarteto.........o primeiro desafio que se apresenta a um intérprete de JAZZ é a unificação do público, de modo que ele se torne uma entidade; só depois de conseguir essa união, é que podemos começar a dividir a experiência criativa.........esse momento de inspiração é o propósito do JAZZ.
Paul Desmond, Joe Morello e Eugene Wright têm muita personalidade e dessas diferentes personalidades, perspectivas musicais e experiências vem a força do quarteto.............nós nos comunicamos num plano além dessas diferenças............
          (b) Paul Desmond - Janeiro/1976
..........podemos começar pela tarde em que conhecí Dave BRUBECK....foi no começo de 1944........eu estava na banda do exército, em San Francisco e ele partia para o exterior como soldado.........na Alemanha ele acabou dormindo na cama de Herman Goering (é bom acrescentar, logo, que Goering não estava lá, na ocasião). Naquela tarde, ele veio chegando, ansioso para tocar, desconfiado, andando depressa, enrolado numa jaqueta de lã roxa. Encontramos outros músicos e tocamos cerca de ½ hora. Acho que foi “Rosetta” em “Fá Maior” - o mais perto que Brubeck conseguiu chegar foi um relutante acorde em “Sí”...........e Desmond prossegue cm seu humor cáustico.
             (c) Gene Wright - Março/1976
.......A prova de quanto esse grupo é bom, foi demonstrado pelo fato de que mal tivemos tempo para dizer “olá”, antes de subir ao palco........foi como se tivéssemos nos separado apenas por um mês de férias. Acho que a gravação ao vivo é melhor, porque vocês têm chance de ver o artista expressar-se em seu ambiente natural..................Para mim, é um disco divertido e todos os que assistiram ao concerto, a família e os amigos do Leste, contarão toda a beleza da noite.......
              (d) Joe Morello - Março/1076
,,,,,Sinto que nós quatro amadurecemos muito. Tocamos bem, e eu acho que posso trabalhar em função do grupo e, ao mesmo tempo, conservar uma grande liberdade de criação.............. Pessoalmente estamos felizes apenas por estarmos tocando juntos novamente.........somos quatro pessoas que curtem um reencontro maravilhoso, numa atmosfera sadia de compreensão e respeito........A incrível receptividade do público, aumenta a satisfação dessa tournée.
2006 - Indian Summer - Telarc
2007 - 50 Years: The Monterey Jazz Festival, 1958-2007 - MJF

Ademais dessas gravações de BRUBECK com seu(s) quarteto(s) (ou solo, duo etc) ao longo do tempo, há um documento que recomendamos como mais que importante para conhecimento do pensamento e da técnica de composição desse Maestro do teclado. Trata-se do mini-estojo “Time Out Take Five” (Columbia Records), composto por 02 CD’s e 01 DVD, no mercado em 2009 comemorando os 50 anos do lançamento do álbum “Time Out” de 1959. Nada de novo nos 02 CD’s, com gravações daquele LP de 1959, mas no DVD temos (a) extensa entrevista com BRUBECK em que ele relata como ouve os sons e os tempos (reminiscências inclusive de suas cavalgadas), (b) desfile de fotos do quarteto e (c) filmagem interativa de BRUBECK ao piano, com 03 posições de apreciação (laterais, superior), que podem ser comandadas pelo controle remoto.
Recomendamos mais 02 DVD’s com momentos musicais do quarteto:
(1) Jazz Shots From The West Coast, volume 2 - da “EFORFILMS”, em que Paul Desmond e mais quarteto nos brinda com magnífico solo do clássico e belo tema “Emily” de Johnny Mandel e Johnny Mercer
(2) Jazz Shots From The West Coast, volume 3 – também da “EFORFILMS”, em que o quarteto BRUBECK/Desmond/Wright/Morello se apresenta nos temas “Take Five” de Desmond, “Castillian Blues” e “Raggy Waltz” ambos de BRUBECK.
A “EFORFILMS” lançou 06 DVD’s com “shots”, sendo 03 com músicos da “West Coast” e 03 com músicos da “East Coast”, entre os quais Wes Montgomery, Gerry Mulligan, Shorty Rogers, Lester Young, Teddy Edwards, Bill Evans, Ahmad Jamal, Phil Woods, Thelonius Monk, Johnny Griffin, Oscar Peterson, Duke Ellington, Keith Jarrett, Jimmy Smith, Roland Kirk, Art Pepper, Chet Baker, Phineas Newborn, Toshiko Akiyoshi, Shelly Manne, Miles Davis, Art Blakey, Charlie Parker, Louis Armstrong, Modern Jazz Quartet, Ben Webster, Art Farmer, Count Basie, Art Tatum, Bobby Hackett, John Coltrane, Wynton Marsalis, Dizzy Gillespie, Thad Jones, Woody Herman, Sonny Rollins, Pony Poindexter etc. Ufa ! ! ! . . . São momentos especiais, com imagens bem recuperadas e dignas de qualquer arquivo.
Há também 02 documentários musicais importantes sobre BRUBECK:
(1) Dave Brubeck – Retrato Musical, pela “BBC Vídeo”, comemoração dos 25 anos de “estrada” de BRUBECK em jantar no “Friars Club” de New York, com a presença da esposa IOLA e dos filhos. BRUBECK toca acompanhado dos filhos Danny (bateria), Chris (baixo e trombone) e Darius (teclados), após o que assumem Joe Morello à bateria e Paul Desmond no sax.alto. As memórias são inevitáveis por meio de depoimentos, trocados entre BRUBECK e Desmond, em meio a cenas noturnas de New York
(2) DVD Dave Brubeck – Live In ’64 & ’66, da série “Jazz Icons”, que foi apresentado durante a segunda quinzena de setembro de 2018 na televisão nacional, canal “ARTE”. Apresentação do quarteto BRUBECK / Desmond / Gene Wright / Morello na Bélgica (10/10/1964) e na Alemanha (06/11/1966).

Prosseguiremos com BRUBECK

CRÉDITOS DO PODCAST # 437

28 outubro 2018

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
TEDDY CHARLES
Donald Byrd (tp), Bob Brookmeyer (v-tb), Hal McKusick (sa), Frank Socolow (st), Teddy Charles (vib), Mal Waldron (pi), George Duvivier (bx) e Ed Shaughnessy (bat)
SWINGING GOATHERD BLUES
 (Teddy Charles)
New York, 30/abril/1959
IKE QUEBEC
Ike Quebec (st), Freddie Roach (org), Milt Hinton (bx) e Al Harewood (bat)
EASY - DON'T HURT
(Ike Quebec) 
Englewood Cliffs, N.J., 9/dezembro/1961
LORRAINE DESMARAIS
Lorraine Desmarais Big Band: Jocelyn Couture, Ron Di Lauro, Jocelyn Lapointe (tp), Aron Doyle (flh), Muhammad Abdul Al-Khabyyr, Richard Gagnon, David Grott (tb), Bob Ellis (b-tb), David Bellemare (sa), Jean-Pierre Zanella (sa, ssop), Richard Beaudet, Andre Leroux (st), Jean Frechette (sbar), Lorraine Desmarais (pi, arranjo), Frederic Alarie (bx) e Camil Belisle (bat)
NEW MORNING
(Lorraine Desmarais)
Montreal, Canadá,15/fevereiro/2009
FATS WALLER
Fats Waller (pi,vcl), Herman Autrey (tp), Ben Whitted (cl,sa), Al Casey (gt), Billy Taylor, Sr. (bx) e Harry Dial (bat)
DO ME A FAVOR
(Jack Lawrence / Peter Tinturin) 
New York, 16/maio/1934
MONICA RAMEY
Monica Ramey And The Beegie Adair Trio Monica Ramey (vcl), Beegie Adair (pi), Roger Spencer (bx) e Chris Brown (bat)
WITCHCRAFT
(Cy Coleman / Carolyn Leigh) 
New York, 2012
MÁRCIO MONTARROYOS
Marcio Montarroyos (flh), Lulu Martin (teclados, arranjo), Leo Gandelman (sa), André Neiva (bx) e Claudio Infante (bat)
O BARQUINHO
(Roberto Menescal / Ronaldo Bôscol)
Rio de Janeiro, 2008
SAL NISTICO
Nat Adderley (cnt), Sal Nistico (st), Barry Harris (pi), Sam Jones (bx) e Walter Perkins (bat)
HEAVYWEIGHTS
(Frank Pullara) 
New York, 20/dezembro/1961
WARREN VACHE
Warren Vache & The New York All Star Big Band: Warren Vache (tp,vcl), Randy Reinhart (tp), John Allred, Matt Bilyk (tb), Chuck Wilson (sa,cl), Harry Allen, Rickey Woodard (st), Alan Barnes (sbar), Steve Ash (pi), Murray Wall (bx) e Jake Hanna (bat)
SWINGTIME! 

(Warren Vache)
New York, 12/janeiro/2000
JOHNNY MAYAL
John Mayall (pi, vcl),Peter Green (gt), John McVie (bx), Hughie Flint (bat)
SO MANY ROADS
(Marshall Paul)
Londres, 1969
BENNY BAILEY
Benny Bailey (tp), John Bunch (pi), Bucky Pizzarelli (gt), Jay Leonhart (bx) e Grady Tate (bat)
SOMEDAY YOU'LL BE SORRY
(Louis Armstrong)
Englewood Cliffs, N.J., 17/novembro/1999
JOHN HICKS
John Hicks (pi), Ray Drummond (bx) e Marvin "Smitty" Smith (bat)
UP JUMPED SPRING
(Freddie Hubbard)
Englewood Cliffs, N.J., 1/setembro/1993

P O D C A S T # 4 3 7

26 outubro 2018

TEDDY CHARLES

MONICA RAMEY

LORRAINE DESMARAIS





PARA DOWNLOAD DO ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO E CLICAR EM  BAIXAR

CRÉDITOS DO PODCAST # 436

21 outubro 2018

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
MARCUS ROBERTS
Marcus Roberts (pi), Roland Guerin (bx) e Jason Marsalis (bat)
ANYTIME, ANY PLACE, ANYWHERE
(Marcus Roberts)
Monticello Opera House, Monticello, FL, 20/outubro/1996
Marcus Roberts (piano solo)
NEW ORLEANS BLUES
 (Jelly Roll Morton) 
St. Joseph's Cathedral, New Orleans, LA, 5/junho/1990
Marcus Roberts And The Modern Jazz Generation: Marcus Roberts(pi), Marcus Printup, Alphonso Horne, Tim Blackmon (tp), Ron Westray (tb), Corey Wilcox (tu), Stephen Riley (st), Joe Goldberg (sa, cl), Ricardo Pascal (st, ssop), Tissa Khosla (sbar), Rodney Jordan (bx) e Jason Marsalis (bat)
IN TRANSITION
 (Marcus Roberts) 
New Orleans, 2013
Marcus Roberts (pi), Reginald Veal (bx) e Herlin Riley (bat)
LOVE IS HERE TO STAY
 (George Gershwin / Ira Gershwin)  
Tallahassee, FL, 1994
BUT NOT FOR ME
 (George Gershwin / Ira Gershwin) 
Marcus Roberts (piano solo)
JUNGLE BLUES
(Jelly Roll Morton)
Concordia College, Bronxville, NY, 22/setembro/ 1990
Marcus Roberts (pi), Robert Hurst (bx) e Jeff "Tain" Watts (bat)
WHAT IS THIS THING CALLED LOVE
(Cole Porter) 
Dooley's Down Under, Tallahasse, FL, c. 1992
Marcus Roberts (piano solo)
MISTERIOSO
(Thelonious Monk)
St. Joseph's Cathedral, New Orleans, LA, 5/junho/1990
Marcus Roberts (piano solo)
MAPLE LEAF RAG
(Scott Joplin)
Dooley's Down Under, Tallahasse, FL, c. 1992
Wynton Marsalis (tp), Charlie Rouse, Tod Williams (st), Marcus Roberts (pi), Reginald Veal(bx) e Elvin Jones (bat)
NOTHIN' BUT THE BLUES
(Marcus Roberts)
RCA Studios, New York, 27/julho/1988
Marcus Printup, Randall Haywood (tp), Ronald Westray, Vincent Gardner (tb), Ted Nash (sbar), Isa Abdul-Hamid, Stephen Riley (st), Richard "Ari" Brown (st, ssop), Sherman Irby (sa), Marcus Roberts (pi), Thaddeus Expose (bx) e Ali Jackson (bat)
IT'S MARIA'S DANCE
(Marcus Roberts)
Live at, "Village Vanguard", New York, dezembro/1994
Marcus Roberts (pi, David Grossman (bx) e Jason Marsalis (bat)
WHEN FIRE MEETS MOONLIGHT
(Marcus Roberts)  
Monticello Opera House, Monticello, FL, 6/março/1996

19 outubro 2018



          Série    PIANISTAS   DE   JAZZ
Algumas  Poucas  Linhas  Sobre  o  Piano  e  os  Pianistas
57ª  Parte   -   I  

(49)(a)    DAVE  BRUBECK        Um  Formador de Público       Resenha Longa 

Estamos em outubro de 2018 e há pouco mais de 33 anos, em 03 de abril de 1985, gravei no estúdio 1 da TUPÍ-FM, Rio de Janeiro, programa “JAZZ ESPETACULAR” transmitido no dia 07 de abril seguinte, produzido e apresentado por sua titular Ana Lúcia, um especial sobre DAVE BRUBECK.
Escreví o roteiro, escolhí os temas a serem tocados (10 no total = “Jeepers Creepers”, “Summer On The Sound”, “Tokio Traffic”, “Anything Goes”, “Love For Sale”, “Unisphere”, “Cable Car”, “Cassandra”, “Estrellita” e “Movin’Out”), fornecí os LP’s e participei da locução. É da gravação desse programa que extrai boa parte do texto que se segue, claro que com algumas atualizações de 1985 até o presente.
Quando da realização desse programa BRUBECK já havia estado no Brasil em 1978, apresentando-se no Rio de Janeiro em 03 oportunidades, sempre em quarteto e com seus filhos Darius, Chris e Dan: em 25/março no Hotel Quitandinha e na Escola de Música nos dias 29/março e 02/abril.

David “Dave” Warren Brubeck, artisticamente DAVE BRUBECK, pianista, compositor e líder de “combos”, nasceu no dia 06 de dezembro de 1920 em Concord, Califórnia, vindo a falecer na véspera de completar 92 anos em 05 de dezembro de 2012 em Norwalk, Connecticut, vitimado por uma parada cardíaca, ocasião em que, acompanhado por seu filho Darius, dirigia-se para consulta com seu cardiologista.
BRUBECK tem sua obra destacada por três características: (a) o trabalho de divulgação nos “colleges”, formando público para o JAZZ, (b) a permanente utilização do piano ancorada no treinamento do clássico e (c) a busca e utilização das tonalidades e dos contrastes rítmicos, além das métricas, pouco usuais.
Sua esposa e companheira permanente, além de incentivadora e parceira musical (letrista), foi Iola Whitlok, com quem casou-se em setembro de 1942 e com ela alcançando os 70 anos de matrimônio pouco antes dele falecer; BRUBECK foi sepultado no cemitério de Umpawaug, em Redding, Connecticut. Iola morreu pouco mais de 01 ano após, de câncer e em 12 de março de 2014 em Wilton, Connecticut.
Quatro dos seis filhos do casal tornaram-se músicos profissionais: o mais velho, Darius, pianista, produtor e professor; Dan percussionista; Chris compositor e multi-instrumentista; Mathew, o mais novo, violoncelista. Michael, um quinto filho, faleceu em 2009. Os filhos músicos em muitas ocasiões apresentaram-se e gravaram com o pai. A família de BRUBECK (originalmente “Brodbeck” de origem suiça) “respirava” música por parte de Elizabeth (tratada em família com o “Ivey”), a mãe, que havia estudado piano na Inglaterra e tinha a intenção de ser uma “pianista de concertos” para auxiliar na renda familiar; com ela BRUBECK teve suas primeiras aulas de piano aos 04 anos e violoncelo aos 09, mas sem pensar em carreira na música, ainda que seus irmãos mais velhos, Henry e Howard, trilhassem esse caminho. O pai foi um rancheiro e com ele BRUBECK adquiriu sua paixão pela montaria, inclusive e mais tarde como motivo para ritmos e andamentos pouco usuais.
BRUBECK cursou a “University Of Pacific” (à época era o “College Of The Pacific”) em Stockton, cidade de seu estado natal, para estudar veterinária e antes de voltar-se para o estudo musical.
BRUBECK jamais se interessou em estudar métodos e queria apenas aprender a compor melodias e, porisso, não aprendeu a ler partituras; sempre alegava dificuldades de visão durante suas aulas de piano, quase chegando a ser expulso da faculdade, quando um de seus professores descobriu que ele não sabia ler partituras; outros professores o defenderam face ao seu talento no domínio da harmonia e do contraponto. Receando que a permanência de BRUBECK pudesse acarretar prejuízo para a instituição, a “University Of The Pacific” acabou concedendo-lhe a diplomação em 1942, sob a condição de que ele jamais se tornasse professor de piano.
Após formar-se e nesse mesmo 1942 ele ingressou no exército, U.S.Army, servindo sob o comando de George Patton durante a Batalha do Bulge em Ardennes, onde conheceu seu futuro parceiro, o saxofonista Paul Desmond.
                                                                Observação
Durante o período de serviço militar BRUBECK viu cenas que o constrangeram, pelo  que  conhecia  dos  “10 Mandamentos”.  Muito anos  mais tarde,  por  volta  de  1980,  ele  converteu-se ao catolicismo, entrando para a  Igreja Católica  em 1996 e  em 2006   recebeu  medalha   da  “Universidade  de  Notre Dame”,  a  mais  antiga  e prestigiada honra dada aos católicos américa nos, ocasião em que se apresentou para a turma de 2006.

Desligando-se do serviço militar retornou aos estudos no “Mills Colege” em Oakland, onde Darius Milhaud o introduziu no mundo das fugas e contrapontos, das orquestrações e arranjos, cunhando-lhe toda uma obra futura. Chegou a receber umas poucas aulas e lições de Arnold Schoenberg na prestigiosa “UCLA”, o que o levou a penetrar no mundo da teoria e prárica da denominada “música moderna” mas, esse interregno BRUBECK / Schoenberg, logo se findou por discordâncias musicais. Completou seus estudos com Milhaud, após o que criou seu primeiro e efêmero octeto em 1949 com a participação de Cal Tjader e Paul Desmond. Sem obter grande sucesso com essa formação, também sua primeira decepção, iniciou um trio com dois antigos membros do octeto (sem Desmond), tampouco sem um mínimo sucesso.
Em 1951 e surfando no Hawaí BRUBECK sofreu acidente com sério problema (pescoço e coluna), recuperando-se sómente após alguns meses, mas tendo como sequela problema que anos mais tarde afetou suas mãos, sua maneira de tocar acordes em bloco, maneira já complexa pelas viagens nos “tempos”.
Ainda assim e finalmente nesse mesmo ano de 1951 ele organizou o “Dave Brubeck Quarteto” (BRUBECK/piano, Paul Desmond/sax.alto, Bob Bates/contrabaixo e Joe Dodge/bateria), tornando-se o "quarteto residente" do night club "Black Hawk" de San Francisco.
Iniciou suas apresentações nos “campus dos colleges”, o que lhe granjeou enorme popularidade, além de formar público jovem para o JAZZ e, mais ainda, de permitir as gravações pelo selo “Fantasy” dos álbuns "Jazz At Oberlin" (1953) e “Jazz At The College Of The Pacific” (1953), assim como “Jazz To College” (1954), seu primeiro na Columbia Records.
Em 1954 ele foi capa da prestigiosa revista “TIME” (lembrando-se que foi o segundo músico de JAZZ a receber esse foco depois, claro, do grande LOUIS ARMSTRONG em 1949).
BRUBECK que sempre nutriu admiração por Duke Ellington (paralelamente à sua paixão pela música erudita), declarou na ocasião em entrevista que tal homenagem deveria caber a Duke Ellington;   consta que este foi ao hotel onde BRUBECK estava hospedado e cumprimentou-o (coisa de “gigantes” humanos).
BRUBECK prosseguiu atuando com Paul Desmond e mais adiante fez gravações com Gerry Muligan .   Mais adiante indicamos as formações de BRUBECK ao longo dos anos, até o derradeiro quarteto com o saxofonista e flautista Bobby Militello, o contrabaixista Michael Moore e o baterista Randy Jones.
A lista de músicos componente do(s) quarteto(s) de BRUBECK incluiu ao longo dos anos: Paul Desmond claro, Bob Bates, Joe Dodge, Ron Crotty, Lloyd Davis, Joe Morello, Norman Bates, Eugene “Gene” Wright, Gerry Mulligan, Jack Six, Alan Dawson, seus filhos Darius, Chris e Dan Brubeck, Bobby Militello, Alan Dankworth, Michael Moore e Randy Jones.
A seguir as formações do quarteto ao longo dos anos.

1951–1956 BRUBECK/piano, Bob Bates/baixo, Desmond/sax.alto e Joe Dodge/ bateria.

1953
BRUBECK/piano, Desmond/sax.alto, Ron Crotty/baixo e Lloyd Davis/bateria.

1956–1958
BRUBECK/piano, Desmond/sax.alto, Norman Bates/baixo e Joe Morello/ bateria (este foi conhecido por BRUBECK enquanto atuava com a grande Marian McPartland).

1958-1968
BRUBECK/piano, Desmond/sax.alto, Gene Wright/baixo e Joe Morello/ bateria: Eugene (Gene) Wright uniu-se ao quarteto em 1958 para temporada na Ásia e na Europa promovida pelo Departamento de Estado americano. No final dos anos da década de 1960 BRUBECK cancelou inúmeras apresentações e contratos em clubes e festivais, por seus donos/gerentes não aceitarem grupos “integrados” (com negros); chegou a cancelar apresentações na televisão sempre que a câmera filmava o quarteto sem foco em Wright. No início dos anos 1960 o clarinetista Bill Smith, amigo pessoal de BRUBECK desde os anos 1940 e até o final da sua carreira, substituiu o saxofonista Paul Desmond em numerosas apresentações e na gravação de um álbum com composições de Smith.

1968-1972
BRUBECK/piano, Alan Dawson/bateria, Gerry Mulligan/sax.barítono e Jack Six/ baixo. Em outubro de 1972 Desmond participou da gravação do álbum “We’re All Together Again For The First Time”.

1972–1978
BRUBECK/piano, Chris Brubeck/baixo, Dan Brubeck/bateria e Darius Brubeck/ teclados.

1976–1977
BRUBECK/piano, Desmond/sax.alto, Joe Morello/bateria e Gene Wright/baixo. Gra-vação do álbum comemorativo dos 25 Anos do quarteto.

1977–Início dos anos 2000
BRUBECK/piano, Chris Brubeck/baixo, Dan Brubeck/ bateria e Darius Brubeck/teclados.
1978–1982
BRUBECK/piano, Jerry Bergonzi/sax.tenor, Chris Brubeck/baixo, Butch Miles/ bateria.

Início dos anos 2000 a 2012
BRUBECK/piano, Randy Jones/bateria, Bobby Militello/palhetas e Michael Moore/ baixo.

Com a formação BRUBECK / Paul Desmond / Gene Wright / Joe Morelo, a que mais se manteve unida e famosa, gravou, excursionou e colheu sucessos. Gravou em 1959 com o álbum “Time Out” para o selo “Columbia/Legacy” a composição de Paul Desmond, "Take Five", que de imediato tornou-se campeã de vendagem(mais de 01 milhão de cópias vendidas), constituindo-se ainda hoje e decorrido mais de meio século, um ícone do JAZZ.
É importante saber-se que nos Estados Unidos o dia 04 de maio é popularmente conhecido como o “Dave Brubeck Day", já que “5/4” é o compasso da composição “Take Five” de Paul Desmond e a notação comum desse dia = mês 5 dia 4.
O álbum com essa composição continha, além da mesma em “5/4”, outros temas então inéditos, todos com andamentos e métricas não usuais como, por exemplo, “Blue Rondo À La Turk” em “9/8”, “Everybody’s Jumpin” em “6/4” e outros.
Nesse e em outros álbuns as incursões de BRUBECK pelos “tempos” incluem "Pick Up Sticks" em “6/4”, "Unsquare Dance" em “7/4” e "World's Fair" em “13/4”, como exemplos do “songbook brubeckiano”
No quarteto e entre BRUBECK e Desmond desenvolveu-se, com o passar dos anos, um entrosamento musical e humano perfeito (se observarmos as sucessivas fotos de ambos, poderemos notar que até fisicamente foram assemelhando-se).
Prosseguiremos com BRUBECK

P O D C A S T # 4 3 6



MÚSICO EM FOCO

MARCUS ROBERTS

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PASSEANDO PELA NET

16 outubro 2018

Oi turma.
Mais um passeio meu pela net e sempre me traz ótimos frutos. Desta vez encontrei uma gravação de um concerto da Billie Holiday datado de 1946. Transcrevo abaixo o texto que acompanha a gravação.

“Este show de Billie Holiday é de uma transmissão de rádio ao vivo no The Embassy Theatre Los Angeles, CA em 24 de abril de 1946.
Acredita-se que este concerto, do Embassy Theatre em Los Angeles de 1946, faça parte da série de concertos do Disc-Jockey e do primeiro promotor Gene Norman, em que a maioria foi transmitida localmente. Os próprios shows foram inovadores porque o público era racialmente misturado, assim como os músicos no palco. Muitas das transmissões da série Just Jazz foram lançadas comercialmente e foram significativas, pois fizeram muito para promover o pequeno grupo Jazz e ajudaram a inaugurar Bop durante os dois anos pós-guerra. Norman foi um dos proeminentes promotores iniciais da “nova música”, assim como fez sua parte para promover a causa do R & B para um mercado branco, numa época em que a Rhythm & Blues estava restrita a gravadoras e estações de rádio de “Race Music”. os EUA
Mas este concerto de Billie Holiday ainda não foi lançado, e apesar de ser um mistério por que não foi lançado comercialmente na época, o fato de existir existe é algo sobre o que se pode esperar. Como a entrevista que fez no KNX em Los Angeles, em meados da década de 1950, que nunca foi transmitida, muitos desses documentos foram perdidos com o tempo - ou estão escondidos, esperando para serem descobertos e trazidos à luz do dia. Este é um daqueles documentos que serve para lançar mais luz sobre um dos grandes artistas do nosso tempo.”
John Dawson Littleton
Amateur Jazz Historian, Music Preservationist and Collector

As faixas da gravação são:
1. Body And Soul

2. Strange Fruit
3. Traveling Light
4. He's Funny That Way
5. The Man I Love
6. All Of Me
7. Gee Baby Ain't I Good To You
8. Billie's Blues

Espero que vocês gostem.
Forte abraço.





O "CONCERTO DO SÉCULO" (HOMENAGEM DE GILLESPIE A PARKER)

15 outubro 2018



A  JUSTIN TIME ESSENTIALS COLLECTION lançou, ampliado e melhorado tecnicamente, o lendário concerto de 24/novembro/1980 em Montreal pelo SEXTETO DIZZY GILLESPIE.
O álbum é intitulado "Concert of the Century – A Tribute to Charlie Parker"
Além de Gillespie, o sexteto formava naquela ocasião memorável, com o saxofonista e flautista James Moody, vibrafonista Milt Jackson, pianista Hank Jones, o baixista Ray Brown e o baterista Philly Joe Jones. Gigantes do jazz.
Logo após o concerto ter sido realizado em 1980, um "LP" foi publicado em uma edição limitada que muitos colecionadores acharam quase impossível de adquirir. Agora as gravações originais foram melhoradas digitalmente e com várias faixas adicionadas que não vieram no original "LP".
Está disponível em CD e em formatos de vinil "Long Plays", bem como em versão digital de alta definição.
Na visão dos críticos o show em Montreal, Canadá, capturou o calor de amigos músicos, a espontaneidade,  criatividade e a estreita relação entre eles em momentos de entusiasmo constante e vigor criativo, certamente porque eles estavam cientes de que era uma homenagem ao magnífico  Charlie Parker.
Curiosamente, mais de três décadas antes houve o concerto celebrado no Massey Hall em Toronto e gravado com Parker e o Gillespie Quintet (com Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach) em 1953, também realizado em solo canadense.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

FAIXAS:
01     Blue 'n' Boogie      10:57
02     If I Should Lose You       05:54 
03     Darben The Redd Foxx   05:46 
04     Time On My Hands         08:14
05     Get Happy   06:58
06     The Shadow Of Your Smile       10:20
07     Bass Solo/Manha de Carnaval/Work Song   07:58
08     Stardust      04:06



JUSTIN TIME RECORDS é uma gravadora canadense independente fundada em 1983 em Montreal por Jim West e é especializada em jazz e blues.
Embora a JUSTIN TIME tenha se proposto a gravar músicos canadenses, passou a incluir também norte-americanos e seu catálogo inclui cerca de 50 títulos.