Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

30 novembro 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (85)
Dezembro 01 a 03
01       Woody Allen, ator / direção / produção / clarinete, New York, 1935
         John Bunch, piano, Indiana, 1921
         Ted Brown, saxofone.tenor, New York, 1927
         Ike Isaacs, guitarra, Burma, 1919
         Jimmy Lions, saxofone.alto, New Jersey, 1933
         Bette Midler, atriz / vocal, New Jersey, 1945
Matt Monro, canto, Inglaterra, 1930
         Jaco Pastorius, contrabaixo, Pensilvania, 1951
02      Adolph Green, composição, New York, 1915
         Wynton Kelly, piano, Jamaica, 1931
         Fate Marable, piano / líder, Kentucky, 1890
         Ronnie Mathews, piano, New York, 1935
         Eddie Sauter, arranjo / composição / líder, New York, 1914
         Charlie Ventura, saxofone.tenor, Pensilvania, 1916
03      Freddie Assunto, trombone, Louisiana, 1929
Connee Boswell, canto, Louisiana, 1907
Sylvia Syms, canto, 1917
Andy Williams, canto, Indiana, 1930
         Retornaremos


A HISTÓRICA KO KO

29 novembro 2017

A importância histórica da gravação Ko-Ko feita por Charlie Parker em Nova York para Savoy Records em 26 de novembro de 1945 é que existe uma opinião ampla de que esta foi a primeira vez que realmente o estilo bebop foi gravado em um disco, se perpetuando como uma escola moderna.
Nessa sessão, outras músicas também foram gravadas, entre elas Billie's Bounce e Now's the time.
O bebop havia "nascido" antes, mas entre os anos 1942 a 1944, a Federação Americana de Músicos proibiu seus membros de gravar, devido a uma disputa sindical em protesto pela radiodifusão de música gravada.
Mais de meio século depois, em 2002, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos homenageou esta gravação de Ko-Ko, ao incluí-la no National Record of Recordings (ver nota).
Naquela data, eles gravaram no estúdio com Charlie Parker's Rebop Boys: Dizzy Gillespie (tp), Charlie Parker (sa), Argonne Thornton [tb conhecido como Sadik Hakim] (pi), Curly Russell (bx) e Max Roach (bat).
Parker há muito tempo desvendava a progressão harmônica da composição de Ray Noble Cherokee, em todas as claves ou tons, improvisando até o ponto de exaustão. Ele descobriu que, usando os intervalos mais altos de um acorde como a linha de melodia, e apoiando com mudanças harmônicas apropriadas, ele poderia finalmente obter "o que ele estava ouvindo em sua cabeça por um longo tempo". Foi assim que Ko-Ko surgiu, com base na progressão dos acordes de Cherokee.
Abaixo em um clipe ─a gravação original, nela, os solos de trompete de Gillespie são curtos e é Parker quem leva um longo solo de improvisação, demonstrando tudo aquilo que imaginou.




(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

NOTA: Todos os anos, desde 2002, a National Recording Preservation Board (NRPB) e os membros do público nomeam gravações para o National Recording Registry. na Biblioteca do Congresso que escolhe 25 gravações que mostram o alcance e a diversidade do patrimônio sonoro norte-americano gravado, a fim de aumentar a consciência de preservação.
A diversidade de indicações recebidas destaca a riqueza do legado de áudio do país e ressalta a importância de assegurar a preservação a longo prazo desse legado para as futuras gerações.


RECORDANDO SERGE CHALOFF

28 novembro 2017


Até a "chegada" de Serge Chaloff, o único saxofonista barítono de nota no jazz era Harry Carney. Chaloff foi o primeiro exponente do seu instrumento no jazz moderno. Depois dele viria Gerry Mulligan, Pepper Adams e um punhado de outros que podem ser considerados "grandes". Serge Chaloff, filho de dois pianistas clássicos, era um músico excepcional altamente avaliado por seus colegas. Ele fazia parte da seção de saxofone da orquestra Woody Herman, onde se tornou um dos lendários ─ "Four Brorthers" (vide nota). 
Serge Chaloff nasceu em 24 de novembro de 1923 em Boston, Massachusetts, aprendeu piano de ambos os pais entre seis e doze anos, e também tomou aulas de clarinete com Manuel Valerio da Boston Symphony. No início da década de 1940, ele estava tocando o saxofone tenor profissionalmente com uma grande banda de Boston, liderada por Tommy Reynolds, mas ele se comprometeu com o barítono logo depois. Ambos, Harry Carney e Jack Washington, que tocaram saxofone barítono com a banda Count Basie na década de 1930, foram influências iniciais sobre Chaloff enquanto trabalhava como sideman em várias bandas, incluindo as lideradas por Jimmy Dorsey, Shep Fields e Boyd Raeburn. Chaloff estava demonstrando o que havia aprendido de Charlie Parker e a revolução do bebop, que na época tinha apenas alguns anos. Estava atuando com o conjunto de George Auld na lendária 52nd Street de New York quando recebeu o convite para ingressar na nova orquestra de Woody Herman, que estava se formando em Los Angeles. Este grupo tornou-se conhecido como Herman’s Second Herd, cujas posições incluíam Red Rodney, Shorty Rogers, Oscar Pettiford, Gene Ammons, Stan Getz, Jimmy Giuffre, Al Cohn, Zoot Sims e Shelly Manne. A fama de Chaloff, se deveu, principalmente, às transmissões de rádio dos “Herds” de Woddy Herman e apresentações ao vivo. Ele estava ganhando nas pesquisas em revistas de música como saxofonista superior do barítono e, no início de 1950, liderava um quinteto que incluía o trombonista Earl Swope e o pianista Bud Powell. Chaloff gravou boa produção entre 1951 e 1954.
Ele continuou a visitar cidades em todo o país com combos e bandas diferentes, retornando à Costa Oeste em 1956, onde gravou o que muitos acreditam ser sua obra-prima, o “Blue Serge” uma variação prolongada do tema Cherokee. Com uma grande profundidade nas improvisações, que inclui entre suas muitas gemas, “Stairway to the Stars” e, especialmente, “Thanks for the Memory”, cuja invenção melódica coloca dentro das melhores performances da balada da década.
Foi em algum momento em L.A. que Chaloff foi diagnosticado com câncer na coluna vertebral. Apesar de debilitado por doença terminal se forçou a trabalhar em cadeira de rodas ou muletas, Chaloff continuou a tocar, gravando um encontro dos Four Brothers com Al Cohn, Zoot Sims e Howard Steward alguns meses antes de morrer em Boston em 16 de julho de 1957.
No seguinte vídeo o ouvimos em 1955 com várias ilustrações.
Serge Chaloff- sax baritono, Boots Musulli- sax alto, Herb Pomeroy trompete, Ray Santisi piano, Everett Evans baixo e Jimmy Zitano-bateria.
"BOB THE ROBIN" (Boots Mussulli)

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)





NOTA: FOUR BROTHERS  



literalmente quatro irmãos, porém a expressão marca uma estética de sonoridades individuais de saxofones arranjadas em ensembles. Sua origem vem do tema de mesmo nome de autoria e arranjo de Jimmy Giuffre gravado pela banda de Woody Herman em 27/dez/1947 (Columbia 38304) no qual sobressaíam-se coletivamente e como solistas os músicos: Stan Getz, Zoot Sims e Herbie Steward nos saxofones tenor e Serge Chaloff no sax-barítono. Uma formação inusitada até então e que fez enorme sucesso pela justaposição de timbres e sucessão de choruses.

WINE JAZZ BOSSA & BLUES

27 novembro 2017


A primeira edição do Wine Jazz, Bossa & Blues acontece de 6 a 8 de dezembro no Inverso Gávea, charmoso espaço localizado no complexo gastronômico do Jockey Club Brasileiro. A programação celebra a música instrumental brasileira em um cenário que exibe, em 180º, uma das mais belas vistas ao ar livre do Rio de Janeiro.

A abertura será ao som de Wagner Tiso e Victor Biglione. No show, canções do álbum Wagner Tiso & Victor Biglione the finland concert, gravado ao vivo no Teatro Musikin Tapantuma, na Finlândia. Clássicos como “Samba de uma Nota Só” (Tom Jobim), “Na Cadencia do Samba” (Ataulfo Alves), “Pavanne” (Gabriel Fouree) e “Coração de Estudante” (Wagner Tiso) compõem o repertório que já foi apresentado em Portugal, Espanha, França, Itália, México e Cuba.
Dia 7 de dezembro, show do grupo Azymuth, criador de sucessos inesquecíveis, como “Linha do horizonte”, “Melô da cuíca” e “Voo sobre o horizonte”. Cultuado por DJs europeus e asiáticos, o trio formado por Alex Malheiros (baixo), Ivan “Mamão" Conti (bateria) e Kiko Continentino (teclados) apresenta o repertório de seu último álbum, Fênix, lançado pela inglesa Far Out Recordings. Segundo a crítica especializada, o grupo mantém o estilo jazz fusion, mas lança novos caminhos, num som empolgante e pulsando modernidade. “Uma primorosa mistura de batidas e grooves com elementos do samba, funk, baião e jazz”.
O encerramento é uma homenagem os 80 anos de carreira de Maurício Einhorn, o maior nome da harmônica no jazz brasileiro. Einhorn é também considerado um dos maiores gaitistas do mundo, tendo tocado com Sarah Vaughan, Nina Simone, Herbie Mann e outros grandes nomes. O show Viva Maurício Einhorn! reúne, além do mestre, os gaitistas Jefferson Gonçalves e Gabriel Grossi, referências no cenário da gaita.

Para o produtor Stenio Mattos é a oportunidade de o público desfrutar o melhor da música instrumental, a preços populares, em um cenário deslumbrante. “Vamos aguardar a chegada do verão em grande estilo.”

O Wine Jazz, Bossa & Blues é realizado pela Azul Produções e tem patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e IHS Markit, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS.

Programação -

6/12, quarta-feira 20h - Wagner Tiso & Victor Biglione
7/12, quinta-feira 20h - Azymuth
8/12, sexta-feira 21h - Viva Maurício Einhorn! com Jefferson Gonçalves, Gabriel Grossi e Maurício Einhorn

Couvert: R$ 25,00
Endereço: Praça Santos Dumont, 31 – Gávea, RJ, Tribuna B
Lotação: 100 pessoas
Estacionamento no local.

www.inversogavea.com.br
Informações para imprensa: Andréa Loureiro, (27) 98153-5070 andrea@tempo3comunicacao.com.br
ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (84)
Novembro 28 a 30
28      Gato Barbieri, saxofone.tenor, Argentina, 1934
         Jerry Cooker, saxofone.tenor, Indiana, 1932
         Gigi Gryce, saxofone.alto / flauta / composição, 1927
         Dennis Irwin, contrabaixo, Alabama, 1951
         Roy McCurdy, bateria, New York, 1936
29      Busby Berkeley, coreografia, California, 1895
         Ed Bickert, guitarra, Canadá, 1932
         Bobby Donaldson, bateria, Massachusetts, 1922
         Billy Hart, bateria, Washington(DC), 1940
         Chuck Mangione, trumpete, New York, 1940
         Hal McIntyre, saxofone.alto, Connecticut, 1914
30      Benny Moten, contrabaixo, New York, 1916
Jack Sheldon, trumpete, Florida, 1931
         Retornaremos


CRÉDITOS DO PODCAST # 389

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
RUBY BRAFF
Ruby Braff (tp), Billy Byers (tb), Sam Margolis (st, cl), Marty Napoleon (pi), Milt Hinton (bx) e Jo Jones (bat)
I'M SHOOTING HIGH
(Ted Koehler / Jimmy McHugh)
New York, 25/abril/1955
Ruby Braff (tp), Jimmy Welch (v-tb), Pee Wee Russell (cl), Sam Margolis (st), Nat Pierce (pi), Steve Jordan (gt), Walter Page (bx) e Buzzy Drootin (bat)
OH, LADY BE GOOD
(George Gershwin)
Live at, Newport Jazz Festival, Newport, Rhode Island, 5/julho/1957
Ruby Braff (cnt), Woody Herman (cl), John Bunch (pi), Wayne Wright (gt), Michael Moore (bx) e Jake Hanna (bat)
DEED I DO
(Walter Hirsch / Fred Rose) 
New York, 13/março/1980
Ruby Braff  (tp) e Ellis Larkins (pi)
LOVE FOR SALE (Cole Porter) 
New York, 17/fevereiro/1955
Ruby Braff (tp), Ephie Resnick (tb), Pee Wee Russell (cl), Red Richards (pi), John Field (bx) e Kenny John (bat)
COQUETTE (Irving Berlin)
Live at "Storyville Club", Boston, MA, 27/janeiro/1952
Ruby Braff (cnt), Alex Welsh (tp), Roy Williams (tb), John Barnes (sa, sbar), Fred Hunt (pi), Jim Douglas (gt), Ronnie Rae (bx) e Lennie Hastings (bat)
NO ONE ELSE BUT YOU
(Don Redman)
Live at "The Dancing Slipper", Nottingham, Inglaterra, 23/setembro/1967
Ruby Braff (tp), Vic Dickenson (tb), Sam Margolis (st), Nat Pierce (pi), Walter Page (bx) e Jo Jones (bat)
ROMANCE IN THE DARK
(Sam Coslow / Gertrude Niesen) 
New York, 17/outubro/1955
Ruby Braff (tp), Don Elliott (vib), Nat Pierce (pi), Freddie Green (gt), Eddie Jones (bx) e Buzzy Drootin (bat)
INDIAN SUMMER
(Al Dubin / Victor Herbert)
New York, 30/abril/1991
Ruby Braff (cnt), Buck Clayton (tp), Ben Webster (st), Sir Charles Thompson (pi), Slam Stewart (bx) e Ben Riley (bat)
TAKE THE A TRAIN
(Billy Strayhorn)
Live at "Newport Jazz Festival", Newport, Rhode Island, 5/julho/1964
Ruby Braff (cnt), Howard Alden (gt), Frank Tate (bx) e Ronald Zito (bat)
LOVE ME OR LEAVE ME
 (Walter Donaldson / Gus Kahn)                
New York, 28/março/1991
Ruby Braff (tp), Al Cohn (st), Hank Jones (pi), Jim Hall (gt) Bob Haggart (bx) e Buzzy Drootin (bat)
BARBARY COAST
(George Gershwin / Ira Gershwin)
New York, 4/dezembro/1958
Ruby Braff, Alex Welsh (tp), Fred Hunt (pi), Jim Douglas (gt), Don Rae (bx) e Lennie Hastings (bat)
WHERE'S FREDDIE ?
(Ruby Braff) 
Londres, 8/novembro/1967
Ruby Braff (cnt), Scott Hamilton (st), Jon Wheatley uitlêi (gt), John Bunch (pi), Dave Green (bx) e Steve Brown (bat)
INDIANA
(James F. Hanley / Ballard MacDonald)        
Live at "Newton Hotel", Nairn, Scotland, 7/Agosto/2002

NAS ONDAS DO JAZZ

25 novembro 2017

Ouvir rádio sempre foi uma paixão minha. Ainda como garoto, quando não existia a televisão, eu ouvia com meu querido avô os programas daquela época, tais como, os seriados, as novelas, o futebol e os programas de auditório, em diversas emissoras. Ouvia também com meu pai, pelas ondas-curtas, a rádio The Voice Of America com o Jazz Hour do Willis Conover e, já adolescente, as rádio nacionais com os programas de Jazz do Lula, do Lenine, do Rocha Melo, do Estevão Herman, do Paulo Santos e um programa de música popular americana do Valdir Finoti chamado Pelas Esquinas Da Broadway, na rádio Continental. Entre diversas fitas cassetes que encontrei na minha última mudança aqui para Brasília, encontrei uma com o programa do Paulo Santos, o Encontro Com O Jazz, da rádio MEC e gravado em 02/02/1981. Um registro que considero relevante e que quero compartilhar com vocês.

Forte abraço




24 novembro 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (83)
Novembro 25 a 27
25     Nat Adderley, trumpete, Florida, 1931
Gus Bivona, clarinete / flauta, Connecticut, 1915       
Paul Desmond, saxofone.alto / composição, California, 1924
Etta Jones, vocal, Carolina do Sul, 1928
Arthur Schwartz, composição, New York, 1900
Willie Smith, saxofone.alto, Carolina do Sul, 1910
Willie “The Lion” Smith, piano, New York, 1897
26     Robert Goulet, ator / canto, Massachusetts, 1933
         Frank Melrose, piano / composição, 1907
         Tina Turner, vocal, Tennessee, 1938
27       Joe Bishop, flugehorn, Arizona, 1907
Randy Brecker, trumpete, Pensilvania, 1945
Neshui Ertegun, produção, Turquia, 1917
Jimmy Hendrix, guitarra, Washington, 1942
Maria Schneider, piano / arranjo / líder, Minnesota, 1960
Eddie South, violino, Louisiana, 1904
Jack Terrasson, piano, Alemanha, 1966
Dick Wellstood, piano, Connecticut, 1927

         Retornaremos

P O D C A S T # 3 8 9


MÚSICO EM FOCO - RUBY BRAFF
PARA DOWNLOAD DO ARQUIVO USAR O LINK ABAIXO E CLICAR NA JANELA BAIXAR:

https://www.4shared.com/mp3/AHH1sRSuca/podcast_389_A.html

MORRIS LANE

23 novembro 2017

Lendo os comentários do meu último post, recebi uma mensagem do amigo Mario Jorge dando uma sugestão que considero relevante e que seria colocar uma faixa do saxofonista Morris Lane, pois assim como o Mario, as pessoas podem ainda não ter ouvido e nem conhecido. Aliás, eu só ouvi neste meu Lp. Lembrando que o meu post é com o grupo do saxofonista Eddie Davis, que foi a faixa que coloquei para audição e com o grupo do saxofonista Morris Lane, sem o áudio. Talvez por ser ligado mais ao Rock & Rhythm And Blues, ele não tenha participado de muitas gravações de Jazz. No Lp que coloquei ele se apresenta tocando o fino do Bop com um grupo que não encontrei nas discografias que tenho e nem na net. A faixa que escolhi foi a Ready For Action gravada em New York em 1947/1948.

Forte abraço.


RECORDANDO MOSE ALLISON

22 novembro 2017



Há um ano atrás, o pianista e compositor Mose John Allison Jr. morria de causas naturais em sua casa na Carolina do Sul. Ele acabava de comemorar seu 86º aniversário no dia 15 de novembro.
Allison foi conhecido por misturar jazz e blues, principalmente em seus trios, e por ter sido uma influência importante nos músicos de rock com base no blues dos anos 60 e 70.
Allison nasceu em Tippo, no Delta do Mississippi, na fazenda do seu avô. Ele catava algodão ajudando o avô, tomou aulas de piano aos 5 anos, tocou piano na escola primária e trompete na high school, e escreveu sua primeira música aos 13 anos.
Allison frequentou a Universidade do Mississippi por um tempo e depois se alistou nos EUA Exército por dois anos.  Pouco depois frequentou a Universidade Estadual da Louisiana, na qual se formou em 1952 - Bacharel em Artes em inglês com um menor em filosofia.
Quando criança, ouviu Louis Armstrong, Fats Waller, Duke Ellington, Louis Jordan e Nat King Cole, que foram suas primeiras influências.
Em 1956, mudou-se para Nova York, onde começou a ser conhecido nos sets de Al Cohn, Bob Brookmeyer, Zoot Sims, Gerry Mulligan e Stan Getz. Mas sua carreira musical foi desenvolvida com seus próprios trios, como um vocalista e pianista muito original inclusive com seu próprio selo.
Suas primeiras gravações foram para o rótulo Prestige, para o qual gravou seus clássicos ─ Mose Allison Sings, Back Country Suite, Young Man Mose e Seventh Son. Depois gravou para os selos Columbia, Atlantic e Blue Note.
Outros de seus álbuns clássicos inclui: Your Mind Is on Vacation, Middle Class White Boy, My Backyard e The Earth Wantas You. Gravando desde 1957 assinou 31 álbuns.
Durante 40 décadas, Allison fez inúmeras excursões internacionais com seu trio.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

MEXENDO NA DISCOTECA (2)

21 novembro 2017


Mais uma vez resolvi dar uma olhadinha na minha discoteca e, ao acaso, puxar uma “matéria”. E fui na parte dos 10 polegadas. Retirei um Lp que me foi presenteado pelo saudoso amigo Raffaelli. Em um dos nossos encontros na Lojas Murray ele me falou que queria se desfazer de alguns Lp de 10 polegadas e que me daria de presente. E foi o que aconteceu. Para minha surpresa e felicidade, numa outra sexta-feira, fui presenteado com as “matérias”. Uma delas foi a que retirei ao acaso da discoteca e mostro para vocês. Um Lp chamado Tenors Wild And Mild com dois grupos de excelentes jazzistas. Espero que vocês curtam como eu curti e continuo curtindo.
Forte abraço.

Ficha técnica:
Tenors Wild and Mild 
Eddie Davis/Morris Lane
Pontiac PLP 523

*Eddie Davis, ts; Johnny Acea, p; Gne Ramey, b; Butch Ballard, d.
New York, NY; 1947-48
Music Goes Down Around
But Beautiful
Leapin’ on Lenox
Ravin’ at the Haven

**Morris Lane, ts; unk. tp, tbn, p, b, d, v.
New York, NY; 1947-48
Sepember Song
Big Trees
Ready for Action
After Hours Bounce  


20 novembro 2017

PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
45ª Parte
RICHARD  WYANDS

 O pianista norte-americano RICHARD WYANDS nasceu no estado da Califórnia, na cidade de Oakland, em 02 de julho de 1928 e iniciou-se profissionalmente em orquestras e conjuntos de sua cidade natal e de San Francisco, até 1944 e com a idade de 16 anos.
Foi desde cedo pianista titular e fixo em diversos clubes, enquanto se graduava no “San Francisco State College”.
Integrou o grupo “Vernon Alley’s” no inicio dos anos 1950, então “orquestra da casa” no “Black Hawk” de San Francisco.    Ali também acompanhava músicos solistas visitantes.
Teve a oportunidade de acompanhar, ao vivo e em estúdio, diversos solistas de grande prestígio e, durante 03 meses de 1956, foi pianista da “primeira dama”, Ella Fitzgerald, sendo mais tarde contratado pela também destacada cantora de JAZZ Carmen McRae.
Em 1958 e em vias de completar 29 anos, WYANDS mudou-se para New York, onde estabeleceu residência e fixou-se como músico, trabalhando seguidamente com Roy Haynes e Kenny Burrell, este último no “Minton’s (que no início da década de 1940 havia sido o reduto e o nascedouro do “bebop”, ao lado do Monroe’s Uptown House no Harlem).
Em 1959 tocou com Charles Mingus e uniu-se a Jerome Richardson, para em 1960 tocar com Gigi Gryce.
A partir de 1964 e até 1977 esteve associado com o guitarrista Kenny Burrell, cumprindo temporadas em variadas latitudes:  em 1969 em Londres (no “Ronnie Scott’s”) e nos festivais de JAZZ de Newport e de Montreux, em 1972 no Japão, além de apresentações nos U.S.A.    Os dois gravaram para as etiquetas “CTI”,  “Verve” e “Fantasy”.
Nos anos 70 do século passado WYANDS foi parte do quinteto de Al Cohn e de Bob Brookmeyer, o que lhe valeu extenso périplo de apresentações nos principais festivais do velho continente. 
No final dos anos 80 incorporou-se à “big.band” de Illinois Jacquet.
WYANDS gravou como “sideman” de grandes músicos em vários estilos,  distintos contextos e diversas etiquetas, a saber e entre outros:  Cal Tjader (Savoy), Charles Mingus (UA), Gigi Gryce (New Jazz), Freddie Hubbard (CTI) e Frank Foster (Blue Note), além de Eddie Davis, Etta Jones, Richard Williams, Lem Winchester, Oliver Nelson, Gene Amons, Roland Kirk, Willis Jackson, Taft Jordan, Benny Carter, Ernie Andrews, Milt Hinton, Charlie Mariano, Zoot Sims e Benny Bailey.
Como líder de trios WYANDS gravou para a etiquetas “Storyville” (1978), “DIW” (1992) e “Criss Cross” (1995).
RICHARD WYANDS é dono de sonoridade cristalina, resultante de toque excepcionalmente preciso em qualquer andamento, particularmente quando em “up tempo”, frescura rítmica e perfeita leitura harmônica (o que explica com absoluta clareza sua participação em apresentações, temporadas, festivais e gravações com músicos de tantas “escolas” e vertentes).  
Em resumo, WYANDS é um pianista “bop” e “hard bop” de primeira grandeza, acompanhante com virtuosismo impregnado de “blues”, mas  virtuosismo que desfila a quilômetros da eloqüência vazia e de clichês, o que sempre lhe permitiu “encontros” desde o JAZZ mais tradicional até as fases mais inovadoras da “ARTE POPULAR MAIOR”.
Em termos de comparação, sempre com as reservas que comparações impõe, podemos escutar no pianismo de WYANDS muito de Red Garland (Dallas / Texas, 15 de maio de 1923 a 23 de abril de 1984) e de John Hicks (St. Louis / Missouri, 21 de dezembro de 1941 a 10 de maio de 2006);    ou será o contrário ? ? ?
Entre as gravações mais representativas desse pianista podem ser citadas:
1960           Down Home                         Com Gigi Gryce
1978           Tranquility                            Com Lisle Atkinson
1978           Then, Here And Now
1987           Runnin’ With Ron                 Com Illinois Jacquet
1992           The Arrival
1999           Half And Half
2002           Lady Of The Lavender Mist
                         
  Retornaremos nos próximos dias

com o pianista Pete Johnson   
ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (82)
Novembro 22 a 24
22     Ernie Caceres, clarinete, Texas, 1911
         Hoagy Carmichael, composição / piano / canto / ator, Indiana, 1899
         Horace Henderson, piano, Georgia, 1904
         Jimmy Knepper, trombone, California, 1927
         Gunther Schuller, escrita / composição / french horn, New York, 1925
         Mel Wanzo, trombone, Ohio, 1930
23     Ray Drumond, contrabaixo, Massachusetts, 1946
Victor Gaskin, contrabaixo, New York, 1934
Tyree Glenn, trombone / vibrafone, Texas, 1912
Norman Keenan, contrabaixo, Carolina do Sul, 1916
         Johnny Mandel, composição / trombone / trumpete.baixo, New York, 1925
         Harpo Marx, ator / harpa, New York, 1888
24     Serge Chaloff, saxofone.barítono, Massachusetts, 1923
         Al Cohn, saxofone.tenor / arranjo / composição / líder, New York, 1925
         Wild Bill Davis, órgão, Missouri, 1918
         Scott Joplin, composição / piano, Texas, 1868
         Teddy Wilson, piano / líder, Texas, 1912

         Retornaremos

RECORDANDO LESTER KOENIG
















O produtor LESTER KOENIG falecido há 40 anos em - 20/novembro, 1977) fez muito pela difusão do jazz e foi um grande entusiasta  desta música e de seus expoentes.
Ele fundou e dirigiu o selo de gravação CONTEMPORARY em 1951, que junto com o PACIFIC JAZZ, foram as empresas mais importantes de Los Angeles na era do estilo Bebop, Cool Jazz e West Coast. Ele promoveu e deu a oportunidade aos músicos cujas gravações se tornaram clássicas: Shorty Rogers, Shelly Manne, Art Pepper, Chet Baker, Benny Carter, André Previn, Barney Kessell e muitos outros, que foram adicionados depois Cecil Taylor e Ornette Coleman. Felizmente, o rótulo Contemporary foi adquirido pela Fantasy após a morte de Lester Koenig, que continuou a reeditar muitas dessas gravações antológicas. A seguinte é uma delas: CHECKMATE (John Williams) ─ Conte Candoli (tp), Richie Kamuca (st), Chuck Berghofer (bx), Russ Freeman (pi) e Shelly Manne (bat) ─Los Angeles, 24/outubro/ 1961