Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

P O D C A S T # 3 9 4

29 dezembro 2017


 MÚSICO  EM FOCO COM BILL HOLMAN




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28 dezembro 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (94)
Dezembro 28 a 31
28     Earl Hines, piano / composição / líder, Florida, 1903
         Al Klink, saxofone.tenor, Connecticut, 1915
         Moe Koffman, flauta, Canadá, 1928
         Manoel Perez, cornet / lider, Louisiana, 1871
         Ed Thigpen, bateria, Illinois, 1930
29     Cutty Cutshall, trombone, Pensilvania, 1911
Irving Ashby, guitarra, Massachusetts, 1920
Willie Humphrey Jr., clarinete, Louisiana, 1900
Joe Lovano, saxofone.tenor, Ohio, 1952
Clyde McCoy, líder / trumpete, Kentucky, 1903
30     Vincent Lopez, líder, New York, 1895
Jack Montrose, saxofone.tenor / arranjo, Michigan, 1928
31     Jonah Jones, trumpete / líder, Kentucky, 1909
John Kirby, contrabaixo, Maryland, 1908
Odetta, canto / guitarra, Alabama, 1930
Jule Styne, composição, Inglaterra, 1905

Retornaremos

RECORDANDO BUDDY DeFRANCO

27 dezembro 2017


Depois de oito décadas influentes, o brilhante clarinetista Buddy DeFranco, que abriu o caminho para a transição de seu instrumento do swing para o bebop, morreu em 24 de dezembro de 2014, aos 91 anos de idade e hoje queremos lembrá-lo.
DeFranco começou sua carreira como adolescente ao final da década de 1930. Ele começou a admirar Artie Shaw e na década de 1940 participou das bandas de Gene Krupa, Charlie Barnet e Tommy Dorsey.
Na década seguinte, se juntou ao septeto do Count Basie. Ele gravou e participou de concertos com algumas das celebridades da época, como Frank Sinatra, Billie Holiday, Tony Bennett, Ella Fitzgerald, Nat King Cole, Oscar Peterson e Art Tatum.
Quando Charlie Parker e Dizzy Gillespie (entre outros) começaram a "revolução bop", Buddy DeFranco tornou-se imediatamente interessado e formou um quarteto para desenvolver esse estilo com Art Blakey, Kenny Drew e Eugene Wright.
Ele visitou a Europa e, em 1954, Norman Granz, produtor da "Jazz At The Philharmonic",  juntou ele com Oscar Peterson e Art Tatum, gravando sessões históricas.
Nas décadas seguintes, trabalhou principalmente na televisão, incluindo seu próprio show, mas continuou a dirigir conjuntos de jazz, especialmente com Terry Gibbs, nos anos 80 e 90. Trabalhou também com músicos de jazz do estilo "west coast".
Em sua carreira, ele recebeu inúmeros prêmios e honras. Em 2007, ele ganhou o prêmio mais prestigiado dos EUA para músicos de jazz, NEA (National Endowment for the Arts).
Buddy DeFranco deixou mais de 160 álbuns gravados. 


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 393

25 dezembro 2017

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
JAMES ANDREWS
Allen Toussaint (pi), Scott Goudeau (gt), Charles Moore (bx), Bernard "Bunchy" Johnson (bat) e James Andrews (vcl,tp)
CHRISTMAS IN NEW ORLEANS
(Dick Sherman / Joe Van Winkle
New Orleans, dezembro/1996
NICKI PARROTT
Nicki Parrott (vcl,bx), Houston Person (st),Lisa Parrott (sbar), Paul Meyers (gt), John Di Martino (pi) e Tim Horner (bat)
New York, 25/agosto/2012
LOUIS ARMSTRONG
Louis Armstrong (tp,vcl) Mannie Klein, Pete Candoli, Mickey Mangano (tp), Trummy Young, Si Zentner (tb), Barney Bigard (cl), Skeets Herfurt, Harry Klee (sa), Babe Russin, Don Raffell (st), Billy Kyle (pi), Arvell Shaw (bx), Barrett Deems (bat) e Benny Carter (arranjo, condução)
Los Angeles, 8/setembro/1955
CHRIS FOREMAN
Chris Foreman (org, ldr), Bobby Broom (gt) e Greg Rockingham (bat)
JESUS CHILDREN OF AMERICA
 (Stevie Wonder)    
Barrington, IL, 20/dezembro/2010
KERMIT RUFFINS
Kermit Ruffins (tp,vcl), Bobby Campo, Jimmy Weber (tp), Corey Henry, Mark Mullins (tb), Dr. Michael White (cl), Eric Traub, Mike Jenner (st), Matt Lemmler (pi), David Pulphus pálfez (bx) e Herlin Riley (bat)
SHINE
(Lew Brown / Ford Dabney / Cecil Mack)
New Orleans, LA, 2010
GERRY MULLIGAN
Chet Baker (tp), Gerry Mulligan (sbar), Bob Whitlock (bx) e Chico Hamilton (bat)
FRENESI
(Alberto Dominguez / Leonard Whitcup)
Los Angeles, 16/outubro/1952 
ART BLAKEY
Kenny Dorham (tp), Lou Donaldson (sa), Horace Silver (pi), Curly Russell (bx) e Art Blakey (bat)
SPLIT KICK
(Horace Silver)
Live at "Birdland", New York, 31/outubro/1953
NAT KING COLE
Nat King Cole (pi,vcl), Oscar Moore (gt), Johnny Miller (bx)
OLD MUSIC MASTER
(Hoagy Carmichael / Johnny Mercer)
MacGregor Transcriptions, Los Angeles, 23/maio/1944
DERRICK SHEZBIE
Derrick Shezbie (tp), Robert Hurst (tb), Mark Turner (st), Kenny Kirkland (pi),  Greg Williams (bx) e  Jeff "Tain" Watts (bat))
SPODIE'S BACK
(Delfeayo Marsalis / Derrick Shezbie)
New Orleans, agosto/1993
GEORGE SHEARING
George Shearing (pi, solo)
TENDERLY
(Walter Gross / Jack Lawrence)
Villingen, Black Forest, Alemanha, 25/junho/ 1974
ELDAR DJANGIROV
Eldar Djangirov (pi), Gerald Spaits (bx) e Todd Strait (bat)
BEMSHA SWING
 (Thelonious Monk)
New York, 2003
HOWARD ROBERTS 
Bob Cooper (st), Pete Jolly (pi), Howard Roberts (gt, ldr), Jules Bertaux (bx) e Bobby White (bat)
JILLSIE
(Howard Roberts)
Los Angeles, 17/janeiro/1957
JACKIE MCLEAN
Donald Byrd (tp) Jackie Mclean (sa, ldr), Sonny Clark (pi), Paul Chambers (bx) e Philly Joe Jones (bat)
BLUES INN
(Kenny Drew)
Hackensack, N.J., 18/janeiro/1959

24 dezembro 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (93)
Dezembro 25 a 27
25      Cab Calloway, canto / lider, New York, 1907
         Ronnie Cuber, saxofone.barítono, New York, 1941
         Eddie Gibbs, guitarra, Connecticut, 1908
         Bob James, piano, Michigan, 1939
         Pat Jenkins, trumpete, Virginia, 1914
         Big Jim Lawson, trumpete, Texas, 1904
         Tony Martin, canto, California, 1913
         Oscar Moore, guitarra, Texas, 1912
         Leighton Noble, piano / lider, California, 1912
         Edward “Kid” Ory, trombone, Louisiana, 1886
         Don Pullen, piano, Virginia, 1941
         Tampa Red, canto / guitarra, Georgia, 1900
         Jerome Richardson, saxofones / canto, California, 1920
         Pete Rugolo, composição / arranjo, Italia, 1915
         Eddie Safranski, contrabaixo, Pensilvania, 1918
         Chris Woods, saxofone.alto, Tennessee, 1925
26      Steve Allen, piano / composição / lider, New York, 1921
         Butch Ballard, bateria,  New Jersey, 1917
         Monty Budwig, contrabaixo, Nebraska, 1929
         Una Mae Carlisle, piano / canto / composição / líder, Ohio, 1915
         Frank De La Rosa, contrabaixo, Texas, 1933       
         John Scofield, guitarra, Ohio, 1951
27      Mike Barone, trombone, Michigan, 1936
         Marlene Dietrich, canto / atriz, Alemanha, 1901
         Bunk Johnson, trumpete, Louisiana, 1889
         Walter Norris, piano, Arizona, 1931

         Retornaremos

P O D C A S T # 3 9 3

22 dezembro 2017

JAMES ANDREWS 
ELDAR DJANGIROV


KERMIT RUFFINS 
NICKI PARROTT 





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21 dezembro 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (92)
Dezembro 22 a 24
22     Ronnie Ball, piano, Inglaterra, 1927
         Nick Ceroli, bateria, Ohio, 1939
         Lil Green, canto, Massachusetts, 1919
         Mal Jennings, trumpete / vocal, Australia, 1944
         Danny  Polo, clarinete, Illinois, 1901
23     Chet Baker, trumpete / vocal, Oklahoma, 1929
         Joe Harris, bateria, Pensilvania, 1926
         Frank Morgan, saxofones alto e soprano, Minnesota, 1933
         Joe Thomas Jr., saxofone.tenor, Oklahoma, 1908
24     Ray Bryant, piano, Pensilvania, 1931
         Jimmy Campbell, bateria, Pensilvania, 1928
         Henry Coker, trombone, Texas, 1910
         Baby Dodds, bateria, Louisiana, 1898
         Ralph Marterie, trumpete / líder, Italia, 1914
         Cris McGregor, piano / líder, África do Sul, 1936
         Punch Miller, cornet, Louisiana, 1897
         Ralph Moore, saxofone.tenor, Inglaterra, 1956
         Woody Shaw, trumpete, Carolina do Norte, 1944
         Bert Rosengren, saxofone.tenor, Suécia, 1937
         Ava Gardner, ariz, Carolina do Norte, 1922
         Jabbo Smith, canto / trumpete, Georgia, 1908
         Harry Warren, composição, New York, 1893

                  Retornaremos

20 dezembro 2017

DEREK BAILEY

DEREK BAILEY nasceu em 29 de janeiro de 1930 em Sheffield, Inglaterra, vindo a falecer aos 75 anos, no dia de Natal de 2005, em Londres.
Sempre informou que seu aprendizado deveu-se às audições da rádio inglesa, a partir das quais e como auto-didata “graduou-se”.
Pela constituição musical da família pode-se afirmar que essa informação contém um “pouco” de exagero, já que sua mãe tocava piano, o irmão dela e tio de DEREK era guitarrista e, ainda além, seu avô paterno era pianista e banjoista profissional.
Com a idade de 22 anos e de 1952 até 1962, portanto durante cerca de 10 anos, foi guitarrista de música comercial, para em seguida formar o trio “Joseph Holbrooke”, com ele à guitarra, Gavin Bryars no baixo e Tony Oxley na bateria. A denominação do trio referia-se ao músico inglês alcunhado de “Wagner cockney”. Os 03 integrantes do trio eram, obviamente, ingleses como DEREK
O trio atuou de 1963 até 1966, inicialmente voltado com intensa paixão para a música de John Coltrane, assim como para as experiências de John Cage e, particularmente, para as novas concepções do fenomenal trio Bill Evans / Scott LaFaro / Paul Motian.
Em 1965 o trio de DEREK passa a dedicar-se à “improvisação total e/ou livre”, na linha do denominado “free jazz”.
DEREK incorpora-se em 1966 ao grupo do baterista John Stevens, o “Spontaneous Music Ensemble”. Nesse grupo estreita amizade pessoal e musical com o saxofonista (tenor e soprano) Evan Parker.
Ato seguido DEREK faz parte da “London Jazz Composer’s Orchestra” do contrabaixista Barry Guy. Com esse contrabaixista e o trombonista Paul Rutherford une-se ao grupo “Iskra 1903” e à formação “Musician’s Cooperative Association” (“MCA”), onde atuam Evan Parker, o pianista Howard Riley e os bateristas Paul Lytton e Tony Oxley.
O “MCA” dedica-se a divulgar a música baseada na “improvisação livre”, para o que seus músicos promovem festivais e dezenas de concertos. Esse núcleo dá origem à “Music Improvisation Company”, que atua de 1968 a 1971 e que conta com as participações de Hugh Davies nos sintetizadores e de Jamie Muir à bateria.
Em sociedade com Evan Parker e Tony Oxley, no ano de 1970 DEREK cria o selo discográfico “Incus”, totalmente dedicado à “improvisação livre”. Esse selo passa a publicar o trabalho do grupo internacional “Company”, que na realidade não foi um grupo permanente, mas um “espaço” por onde circularam e gravaram Terry Day, Anthony Braxton, Johnny Dyani, Misha Mengelberg, Leo Smith, Lol Coxhill, Steve Lacy, Steve Beresford, Maurice Horsthuis, Han Bennink, Maarten Altena, Tristan Honsinger e muitos mais, todos ligados à denominada “improvisação livre”.
A partir de 1969 DEREK BAILEY gravou mais intensamente, participando ainda do grupo “Globe Unity Orchestra” do líder Alexander Von Schlippenbach.
Em 1980 DEREK publicou o livro “Improvisation, Its Nature And Practice In Music”, na verdade uma coletânea de entrevistas de músicos dedicados à “improvisação livre” em vários contextos, tais como e entre outros JAZZ, música barroca, rock, música indiana etc, entrevistas essas devidamente comentadas; trata-se de verdadeiro tratado a favor dessa denominada “improvisação livre”.
Sem sombra de dúvidas DEREK BAILEY é o maior representante do máximo radicalismo na “improvisação livre”, o que é sobradamente demonstrado por suas gravações e pelas habituais apresentações ao vivo, enquanto solista ou no contexto do grupo “Company”.
Todo o trabalho musical de DEREK é um permanente afastamento de quaisquer codificações ou sistematizações de “estilos” instrumentais, assim como do tradicional “ordenamento” musical característico do JAZZ e da música do ocidente.
Os solos de DEREK são “módulos”, “células”, nunca “temas” ou melodias conhecidas, das quais se afasta categoricamente. Seus “módulos” estão relacionados e um sistema tonal em que a “lógica” harmônica é intermitentemente sacudida por acordes aleatórios. Pode-se entender um certo, digamos assim, “lirismo negativo”, uma música de superfície árida mas conteúdo vibrante, já que DEREK desconstrói e sistematiza partes, em oposição às convenções jazzísiticas.
Além dos solos contidos nas gravações indicadas ao final, um exemplo clássico de seu guitarrismo dentro da “improvisação livre”, pode ser ouvido na composição “Untitled” com 5’24”, gravada em Paris (01/fevereiro/1985, ano de seu falecimento) em duo com o saxofonista soprano Steve Lacy; os dois são os autores da composição (parte do CD “Steve Lacy Duets: Associates”, anexado è edição de outubro de 1996 da revista italiana “Musica Jazz”).
Algumas gravações recomendadas de DEREK BAILEY, dentro do contexto de “improvisação livre” em que ele atua, são: 
- 1971 = Solo Guitar;
- 1971 = Improvisations For Cello And Guitars (com Dave Holland);
- 1974 = Together;
- 1974 = Duo (com Anthony Braxton);
- 1977 = Improvisations.




 “BILL”  DE   ARANGO

Em paralelo à lembrança do confrade MÁRIO JORGE quanto ao falecimento de JIM HALL, resenhamos a seguir alguns dados do grande guitarrista "BILL" DE ARANGO, falecido há 12 anos em 26 dezembro de 2005.

William De Arango, artisticamente “BILL” DE ARANGO, guitarrista norte.americano, nasceu na cidade de Cleveland, estado de Ohio, no dia 20 de setembro de 1921, cresceu em “Cleveland Heights” e veio falecer em sua cidade natal (no asilo para idosos em “East Cleveland”) no dia 26 de dezembro de 2005, portanto pouco depois de completar 84 anos, sempre sob os cuidados de enfermeira especializada, já que desde o ano de 1999 ficou constatada sua demência.
Estudou música na “Ohio State University” e desenvolveu-se de forma auto-didata; entre os anos de 1939 até 1942 atuou em pequenos grupos de JAZZ, dentro do estilo “Dixieland” e nos arredores de Columbus (“The Hot Sospot” localizado na West 3rd Street); portanto, com apenas 21 anos BILL já possuía larga “estrada” rodada.
É importante descrever que anteriormente e com 17 anos, em novembro de 1938, BILL DE ARANGO assistiu no “Trianon Ballroom” (9802 Euclid Avenue) a uma apresentação da banda de Duke Ellington, ficando totalmente entusiasmado com cerca de 2.500 jovens dançando e quase uma centena deles perto do palco, próximos aos seus “heróis” musicais pois, como ele, queriam ser músicos.
BILL também assistiu à “big.band” de Benny Goodman; após a apresentação e em conjunto com outros jovens admiradores, cercaram o “Rei do Swing” que conversou com eles e teve oportunidade de ouvir BILL à guitarra: uma glória ! ! ! Nessa oportunidade alguns músicos da banda de Goodman aconselharam BILL a ir para New York.
BILL foi convocado e serviu nas Forças Armadas americanas de 1942 até 1944, chegando a tocar em uma banda do Exército em Fort Sill, Oklahoma.
Logo após o término desse serviço ele se estabeleceu em Nova York, onde apresentou-se inicialmente na “Rua 52” (“a rua que nunca dorme”, como era o jargão da época), em grupo liderado pelo grande sax.tenorista Don Byas no clube “Three Deuces” (72W 52nd Street, que funcionou de 1939 até 1950); então o grande rival de Don Byas era o não menos reverenciado Ben Webster (que portava em seu curriculum 04 anos com a “Duke Ellington Orchestra”) e, numa noite, ele perguntou a BILL DE ARANGO onde ele estava trabalhando;    como BILL informou que estava sem trabalho, Ben Webster contratou-o.
A partir de então BILL trabalhou durante um ano e meio com Ben, exatamente nos clubes da “Rua 52” (“Onyx”, “Spotlight” e no “Three Deuces” entre outros).
Em 25/maio/1945 BILL adentrou estúdio em New York, para participar da gravação de 03 temas (“What More Can A Woman Do?”, “I'd Rather Have A Memory Than A Dream” e “Mean To Me”), integrando uma formação histórica do “Bebop”, o octeto sob o comando da cantora Sarah Vaughan:    Dizzy Gillespie (trumpete), Charlie Parker (sax-alto), Joe “Flip” Phillips (sax-tenor), Nat Jaffe e Tadd Dameron (piano), Bill DeArango (guitarra), Curley Russell (contrabaixo), Max Roach (bateria) e, claro, Sarah Vaughan (líder e vocal).   A produção dessa sessão de gravação foi do crítico Leonard Feather e pode ser ouvida no CD nº 19 da série “Bird’s Eyes”, do selo italiano “Philology”.
Montou seu próprio grupo, que contava com o vibrafonista Terry Gibbs e que atuou tanto em New York quanto em Chicago, “The Wind City”.
Trabalhou em seguida com os saxofonistas Charlie Ventura e Ike Quebec, assim como atuou com os músicos exponenciais da corrente do “Bebop” e daqueles que eram então os mais importantes na cena da “grande maçã”: Coleman Hawkins (“Mr. Bean”), Red Norvo (então marido da cantora Mildred Bailey), Dizzy Gillespie e outros.
Em 1945 BILL participou de gravação para o selo “Haven”, em sessão que contou com Slam Stewart, Ike Quebec e Eddie "Lockjaw" Davis.
Em 1946 BILL DE ARANGO estava presente em gravações com Dizzy Gillespie, onde ficaram cunhados os clássicos "A Night in Tunísia”, "Ol' Man Bebop” e "Anthropology”.
Em 1946 e como guitarrista de JAZZ foi o vencedor na categoria “new star” da revista especializada “Esquire”.
No ano de 1948 BILL DE ARANGO retirou-se da cena musical, retornando à sua cidade natal para trabalhar em emissoras de rádio, “ressurgindo” em 1954 para gravar o LP “DeArango” pelo selo “Mercury / EmArcy” com John Williams.
Durante praticamente 20 anos BILL somente tocou com músicos locais de Cleveland, inclusive titulando o grupo de rock “Henry Tree”, assim como atuando em “gig’s” no “Smiling Dog Saloon” com Ernie Krivda e Skip Hadden.
Voltou a gravar em 1978 o importante LP “Another Time, Another Place”, integrando formação com Sam Rivers, Ray Anderson, Arthur Blythe, Anthony Davis e Dave Holland. Ainda em 1978 gravou com Barry Altschul e em 1981 com Kenny Werner.
Em 1988 apresentou-se em temporada no clube “Venice” da Califórnia, em companhia de trio formado por David Withan / piano, Bob Bowman / contrabaixo e Paul Kreibich / bateria.
Em 1993 BILL gravou um CD com o tenorista Joe Lovano, “Anything Went”, integrado por “standards” trabalhados musicalmente de forma mais livre, mostrando a impressionante capacidade estilística desse guitarrista-símbolo.
Com certeza BILL é “o” guitarrista do “Bebop”, tendo sido um dos primeiros guitarristas, senão o primeiro, a integrar-se ao núcleo dos “boppers”.
Moderno, versátil, com acentuada velocidade de execução sem nenhuma dificuldade, emérito improvisador, executando suas frases mais no contratempo que no tempo, e capaz de adaptar seu estilo aos dos músicos com quem contracena, o que se pode avaliar pela quantidade de músicos de vanguarda que sempre o solicitaram para suas atuações e gravações.
Seu ataque era “duro” mas com amplificação que pouco se notava, pelo som “leve”, ligeiro.
BILL DE ARANGO evitava que as cordas se movessem, o que resultava nesse som “leve”, puro, de forma que esse nível de controle dava como resultado uma sonoridade mais “cool” (em oposição, por exemplo, ao som “quente” e “bluesy” do grande Charles Christian).
De acordo com o biógrafo Jason Ankeny em seu “Allmusic”, BILL foi o guitarrista mais inovador e técnico surgido na cena da era bebop”.
Mesmo sendo em quantidade reduzida suas gravações sob as titularidades de Ben Webster, de Charlie Ventura e de Red Norvo, assim como enquanto líder, elas mostram uma expressiva e continuada evolução e atualização estilística, mas sempre mantendo as raízes no “Bebop”. Ao final desta resenha uma síntese de algumas das gravações de BILL DE ARANGO.
Retirou-se para sua cidade natal, Cleveland, passando a atuar nos clubes locais (particularmente no “Barking Spider Tavern”), como ele mesmo dizia, “por amor á arte”, além de manter uma loja de artigos musicais.
BILL DE ARANGO, como escrito no início desta resenha, veio a falecer no dia 26 de dezembro de 2005 (havia completado 84 anos meses antes), internado em instituição especializada (asilo para idosos), já que desde 1999 tivera constatada sua demência.
Algumas das gravações iniciais com BILL DE ARANGO à guitarra são as seguintes:

(01) 25 de maio de 1945 em New York
As 03 faixas indicadas no início (“What More Can A Woman Do?”, “I'd Rather Have A Memory Than A Dream” e “Mean To Me”), com octeto sob o comando de Sarah Vaughan

(02) 28 de maio de 1945 em New York
Com Johnny Guarnieri / piano, Red Norvo / vibrafone, Billy Taylor e Slam Stewart / baixo, Morey Feld / bateria, 08 faixas para os álbuns “Johnny Guarnieri, Singing at the Piano” e “Slam Stewart Quintet”, selo “Continental”

(03) 12 de junho de 1945 em New York
Com o “Charlie Kennedy Quintette” (Charlie Kennedy / sax.tenor, Johnny Guarnieri / piano, Al McKibbon / baixo e Buddy DeRocco / bateria), 06 faixas para o selo SAVOY

(04) 07 de agosto de 1945 em New York
Com o “Ike Quebec All Stars” (Ike Quebec / sax.tenor, Johnny Guarnieri / piano, Milton Hinton / baixo e J.C. Heard / bateria), 04 faixas para o selo SAVOY

(05) 07 de setembro de 1945 em New York
04 faixas com o trio de Erroll Garner (Garner no piano, BILL na guitarra e John Levy Jr. à bateria), selo Associated

(06) 22 de fevereiro de 1946 em New York
Com “Dizzy Gillespie And His Orchestra” 06 faixas para o selo RCA (Dizzy Gillespie / trumpete, Don Byas, sax.tenor, Milt Jackson / vibrafone, Al Haig / piano, Ray Brown / baixo e J. C. Heard / bateria)

(07) BILL integrou a “Trummy Young And Orchestra With Four Jazz Award Winners” (Trummy Young / trombone, Abe Baker – Ray Eckstrand – Herbie Fields – Nick Calazza – Stan Webb / saxophones, Bill Rowland / piano e o grupo vocal “The Holidays”) para a gravação de 04 faixas, selo Classics Records

Seguiram-se gravações de BILL DE ARANGO em New York nas datas de 03/maio, 15/maio e 08/junho, sempre em 1946, 26/março e 05/abril de 1947, 13/abril/1953, 07/março/1954, em 1968 a primeira gravação fora de New York (Cleveland), 13/março/1978, setembro/1981, janeiro/1983 (em Beachwood / Ohio), 1992 (Cleveland), 02/abril/1993 (gravação com Joe Lovano) e em 1994 (Cleveland).

Postaremos em seguida homenagem a outro guitarrista falecido no Natal.



ORQUESTRAS DE AMBOS LADOS DO ATLÂNTICO RECORDAM GLENN MILLER

19 dezembro 2017




A nova orquesta britânica de Glenn Miller tem seis apresentações este mês em diferentes cidades do Reino Unido para reverenciar os 72 anos da lamentável e misteriosa morte do trombonista e diretor de orquesta, Glenn Miller, que deixou sua poderosa  marca na história das Big Bands da era do swing.
Também se apresenta nos EUA a Orquesta de Glenn Miller norte-americana com 4 concertos este mês. Estas recordações vêem se realizando desde muitos anos.
A orquesta britânica tem mais apresentações em 2018 que inclui uma turnê pela Espanha, nas cidades de Valladolid, Zaragoza, Granada, Múrcia, Valência e Terrassa.
Em 15 de dezembro de 1944 - depois de várias apresentações com a banda para o lazer das tropas na Segunda Guerra Mundial - Glenn Miller se encontrava na base da British Columbia of Bedfordshire. De lá, embarcou em um avião rumo a Paris para organizar as transmissões de rádio com sua orquesta. Tragicamente o avião não atingiu o seu destino e nunca foi encontado.
Com o tempo, a sigla da  banda continuou atuando sob a direção de diversos músicos e obviamente, também foi trocando até os dias de hoje. Se criaram duas orquestas em ambos lados do Atlântico, mantendo os arranjos originais de Miller e o espírito musical de suas origens.
Além das apresentações deste mês a orquestra americana tem um apertado calendário de concertos em janeiro, fevereiro e março de 2018.
Um dos diretores mais célebres nos EUA, posterior à morte de Miller, foi  Ray Mackinley. Contudo, hoje e há 25 anos - a direção está com Nick Hilscher, mantendo viva a "chama" de Miller.
Como também se encontra, há muitos anos, a Orquesta de Glenn Miller de origem inglesa dirigida por Ray McVay, que também realiza concertos este mês tanto na Inglaterra como na Escócia. McVay, é um diretor de orquestras da BBC, é britânico, assim como os músicos da banda.  
Tal organização chegou há décadas a um acordo legal com os herdeiros da Glenn Miller Orchestra em Nova York para poder seguir adiante com o projeto britânico.
O repertório inclui os clásicos como - Tuxedo Junction, Moonlight Serenade, Chattanooga Choo Choo, e a famosa In The Mood, além de outras composições incluíndo algumas natalinas, dada à 
proximidade desta festividade.


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

MEU PRESENTE DE NATAL

Acho que este Natal chegou muito rápido este ano.
Fiquei aqui pensando o que dar de presente para meus amigos do CJUB.
Bem, não sei se vocês vão gostar, mas está entregue.
Um Feliz Natal para vocês e família com muita paz, muito amor, muita luz e muita saúde.

Forte abraço.




ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (91)
Dezembro 19 a 21
19     Bob Brookmeyer, trombone de válvula / piano / arranjo, Montana, 1929
Professor Longhair, canto / piano, Louisiana, 1918
Edith Piaf, canto, França, 1915
Jack Teagarden, trombone, Texas, 1895
Erskine Tate, violin / lider, Tennessee, 1895
Bobby Timmons, piano / composição, Pensilvania, 1935
Lu Waters, trumpete / líder, California, 1911
20     Irene Dunne, atriz / canto, Kentucky, 1898
Ted Fio Rito, piano / líder, NewJersey, 1900
Reinhold Svensson, composição / piano, Suécia, 1920
21     David Baker, trombone, Indiana, 1931
Marshall Brown, trombone, Michigan, 1920
Hank Crawford, saxofone.alto, Tennessee, 1934
Panama Francis, bacteria / lider, Florida, 1918
John Hicks, piano, Georgia, 1941
George Treadwell, trumpete, New York, 1919
Frank Zappa, guitarra / composição, Maryland, 1940

         Retornaremos

MAIS JIM HALL

No passado dia 12/dezembro nosso estimado MÁRIO JORGE prestou mais que merecida homenagem ao grande guitarrista JIM HALL, por ocasião dos 04 anos do seu falecimento em 10/dezembro. Estamos tomando a liberdade de colocar mais algumas informações sobre esse ícone da guitarra, que tanto nos deliciou com sua arte, perfeita, simples, melodiosa, criativa em sua essência.

James Stanley Hall, JIM HALL, nasceu em Búfalo, Nova York, no dia 04 de dezembro de 1930 no seio de uma família de músicos: o pai era violinista, a mãe pianista e um dos tios guitarrista.
Esse tio guitarrista foi o primeiro professor de JIM HALL, quando este contava nada mais que 10 anos e já desde o início demonstrando aptidão para o instrumento. Importante assinalar que já nessa tenra idade começou a ouvir as gravações do guitarrista Charles Christian e dos saxofonistas Zoot Sims e Bill Perkins, o que influenciou seu aprendizado.
Também bastante jovem fez suas primeiras incursões profissionais, tocando com orquestras de baile dos 13 aos 15 anos.
Sua família mudou-se para Cleveland em 1946 e JIM HALL ingressou no “Cleveland Institute Of Music”. A esse estudo formal o jovem JIM associou, por conta própria, permanente e intenso aperfeiçoamento de sua técnica à guitarra. Nessa mesma época tomou conhecimento de Django Reinhardt, interessando-se profundamente pelo “sabor cigano” da música do belga.
No 1º semestre de 1955 e ante as poucas oportunidades profissionais oferecidas em Cleveland, JIM HALL mudou-se para Los Angeles, onde passou a trabalhar, simultaneamente com o prosseguimento de seus estudos musicais, estes com o guitarrista clássico Vincente Gómez.
Integrou o quarteto de Bob Hardway (sax.tenorista que alcançou alguma projeção), a “Big Band” de Ken Hanna (nascido em 08/julho/1921 e que foi arranjador para as bandas de Stan Kenton e de Charlie Barnet) e o octeto de Dave Pell (nascido em 26/fevereiro/1925, sax.tenorista do Brooklyn e que chegou a integrar a banda de Les Brown, onde atuou Doris Day como vocalista). Com a banda de Ken Hanna ocorreu a primeira participação em gravação de JIM HALL.
Por recomendação do compositor e executante de corno francês John Graas (14/outubro/1924 a 13/abril/1992, integrante do movimento de JAZZ da “west coast”) foi contratado pelo baterista e líder Chico Hamilton, no quinteto do qual permaneceu durante quase 02 anos, ganhando prestígio e reconhecimento do público e da crítica.
Retornou aos estudos musicais na “School Of Jazz” de Lenox até 1959, ocasião em que obteve expressivo contrato para ingressar no trio do multi-instrumentista Jimmy Giuffré. É importante destacar que com esse trio participou do magnífico documentário “Jazz On A Summer Day”, além de popularizar o tema “The Train And The River”. 
Nesse contexto foram gravados inúmeros álbuns para o selo Atlantic.
Ao lado do pianista John Lewis e por essa época JIM HALL foi personagem de algumas obras emblemáticas da denominada “Third Stream” (a “Terceira Corrente” do JAZZ).
Por influência de Jimmy Giuffré foi incluído já no verão de 1959 para extensa turnê européia, integrando mais uma das “caravanas” do empresário e produtor Norman Granz (lembrar das atiquetas Clef, Pablo, Verve e Norgran), o “JATP - Jazz At The Philharmonic”.
No período de 1960 a 1961 atuou em duo com o saxofonista Lee Konitz, seguindo-se extensa e intensa colaboração com o também saxofonista Sonny Rollins, com o qual permaneceu até o início de 1962, ocasião em que participou da gravação dos clássicos álbuns de JAZZ “The Bridge” e “What’s New?”.
Gravou pela etiqueta Blue Note, em dueto com o “poeta” do teclado Bill Evans, o magnífico álbum “Undercurrent”.
Seguiram-se apresentações, temporadas e concertos com Zoot Sims, Bill Evans, Paul Desmond e Gerry Mulligan.
A partir desse momento e até 1964 atuou simultaneamente com (A) o quarteto do trumpetista Art Farmer, (B) em trio com Tommy Flanagan (o trio era completado no contrabaixo com Percy Heath ou com Ron Carter) e (C) no trio completado por Red Mitchell e Colin Bailey.
Em função de enfermidade por esgotamento recolheu-se em New York para dedicar-se a trabalhos para a televisão, atuando à guitarra apenas esporadicamente e em duo com os contrabaixistas Jack Six e Ron Carter.
Em 1967 e por ocasião do “Guitar Workshop” no Festival de Berlim, o crítico de JAZZ Joachim Berendt proporcionou a JIM HALL sua segundo gravação como “titular”, o que livrou-o da perda de exposição motivada pelo recolhimento anterior;    JIM HALL retornou às gravações, aos concertos, às temporadas em clubes, a apresentar-se em festivais de JAZZ e ao magistério particular.
Foi importante a participação de JIM HALL em temporada pela América do Sul, acompanhando a grande Ella Fitzgerald, ocasião em que esteve no Brasil e apresentou-se no Rio de Janeiro em 02 ocasiões, a primeira na TV TUPI em 28/abril e a segunda no hotel Copacabana Pálace em 01/maio/1960, com a seguinte formação: Ella Fitzgerald (vocal), Roy Eldridge (trumpete), Paul Smith (piano), JIM HALL (guitarra), Wilfred Midlebrooks (baixo) e Gus Jonson (bateria). Essa excursão proporcionou a JIM HALL seu primeiro contato com a Bossa Nova, podendo afirmar-se que ele foi dos primeiros e introduzir o gênero nos U.S.A.
JIM HALL realizou dezenas de temporadas no exterior, em particular na Europa em 1964 com o grupo de Art Farmer, no Japão, nos festivais de JAZZ de Berlim (1969), Concord (1973), Monterrey (1974) e Newport (1968, 1970, 1972, 1973, 1975).
No Festival de JAZZ de Úmbria/Itália de 1985 ocorreu uma “Berklee Night”, comemorando o cinqüentenário do “Berklee College Of Music” de Boston e o 10º aniversário das “clínicas” dessa instituição no “Umbria Jazz”.    Nessa ocasião JIM HALL foi laureado com a insígnia “Honoris Causa”, ao lado de outros “mestres” do JAZZ: Ray Brown, Gary Burton, Milt Jackson, Johnny Griffin e Joe Zawinul.
Em 1997 JIM HALL recebeu o “New York Jazz Critics Circle Award” como melhor compositor/arranjador.
Seu projeto “Jim Hall & Basses” contou com a participação de Charlie Haden, Dave Holland, George Mraz, Scott Colley e Christian McBride. .
JIM HALL, com sua personalidade de exemplar discrição, é um mestre maior das 06 cordas, apurada maestria instrumental que jamais exibe “virtuosismos” técnicos, caracterizando suas execuções por linhas melódicas inspiradas e uma torrente de harmonias sutis, sempre aproximando seu som ao da guitarra acústica. Suas apurada e sensível audição e musicalidade o colocam muito acima e além de tantos outros guitarristas, pela elaboração de frases com um sempre renovado e espontâneo frescor: é um desenhista da beleza !
Como um lembrete resumido das muitas gravações desse guitarrista ímpar e somadas às já indicadas, listamos:
· “Spectacular”, 1955, com Chico Hamilton;
· “Crazy She Calls Me”, 1956, com Jimmy Giuffreé;
· “My Funny Valentine”, 1959, com Bill Evans
· “Time After Time”, 1959, com Paul Desmond;
· “The Bridge”, 1962, com Sonny Rollins;
· “What’s New”, 1962, também com Sonny Rollins;
· “Waltz New”, 1978;
· “Poor Butterfly”, 1986
Uma boa apreciação da arte musical de JIM HALL pode ser feita pelo DVD “Sonny Rollins & Jim Hall – The Bridge”, total de 50 minutos a cores pelo selo “Salt Peanuts” (a imagem não é mais que regular, mas o som em mono foi inteiramente bem preservado). Rollins e JIM HALL ao lado de Bob Cranshaw / baixo e Bem Riley / bateria apresentam-se nos temas “The Bridge”, “God Bless The Child” e “If Ever I Would Leave You”, em San Francisco no dia 23 de março de 1962. 
No mesmo DVD temos JIM HALL ao lado de Art Farmer / trumpete, Steve Swallow / baixo e Walter Perkins / bateria no clássico de Alter e Trent “My Kinda Love”.
Esse DVD traz Sonny Rollins em outra formação em mais 02 temas, sendo o segundo deles o seu carro-chefe “St. Thomas”.
Lamentavelmente JIM HALL faleceu apenas 06 dias após completar 83 anos.

PEDRO CARDOSO