Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

MICHEL LEME TRIO

16 outubro 2017

Michel Leme Trio é o décimo primeiro disco do guitarrista Michel Leme.
Após os dois últimos trabalhos em quarteto, e ainda mais dois CDs e dois DVDs em trio com a base formada por Bruno Migotto e Bruno Tessele, Michel Leme apresenta mais um extraordinário trabalho e com um novo trio formado ao lado do baixista Richard Metairon e o baterista Jônatas Sansão.

Este trabalho traz 6 composições autorais em mais de 1 hora de música, e o trio literalmente "quebra tudo"; e isso não é novidade - todos os discos de Michel Leme prezam pela originalidade, fluidez e liberdade criativa, com muito espaço para todos os músicos que o acompanham.
No repertório, levadas latinas em "Los Perros" e "Porque eu gosto", com pontuações muito interessantes de Jônatas; a atmosfera clássica do jazz retransformada em "Vinho e vida"; uma intensa "Rompa os grilhões", que abre com a bateria de Jônatas e improvisos contagiantes de Richard e Michel; repousa na balada "Ainda é possível", introduzida em guitarra solo por Michel, que ainda desenhou um belíssimo improviso; e o boogaloo "Gosma", que abre com o baixo de Richard e cujo tema se desenvolve com um groove invocado.


"Michel Leme Trio" foi gravado ao vivo no MM Estúdio, em São Paulo.
A arte da capa é uma acrílica sobre tela da artista Cinthia Crelier, feita especialmente para a capa do disco.

Com a palavra, Michel Leme -

"Michel Leme Trio" traz uma nova formação com Richard Metairon e Jônatas Sansão. Como se formou esse time e a proposta de irem para o estúdio?
Este novo trio é muito especial para mim e as apresentações vem mostrando que as pessoas ainda embarcam na viagem da música. Vem sendo muito gratificante.
O Richard passou quatro anos estudando e tocando na França e, logo que ele voltou no final do ano passado, eu já pensei em armar um som autoral com ele. O Jônatas e eu tocamos direto desde 2008 e até já tínhamos gravado um outro album juntos, que se chama "Lady Mistério", de 2015, com o Lucas Macedo (sax) e o Bruno Migotto (baixo)  - em breve concluiremos a burocracia toda e lançaremos. Depois de dois discos com o Quarteto - "9" e "Alma" -, as primeiras pessoas que vieram à minha mente, já que eu senti que deveria formar um novo grupo, foram o Richard e o Jônatas. E rolou tudo muito naturalmente: em novembro de 2016 eu tive a ideia, fiz o convite, os caras aceitaram, eu enviei as parts e áudios dos temas pelo whatsapp e fizemos o primeiro e único ensaio no estúdio do Jônatas. A partir daí, apenas tocamos ao vivo e, depois de umas quatro ou cinco apresentações, gravamos o disco. Eu gosto muito destes dois, porque são muito corretos, honestos, muito claros no que querem dizer e, claro, tocam muito bem, respeitam a música, estão sempre praticando, tocando por aí, e têm uma forte personalidade musical. Neste disco eu voltei a gravar num estúdio por conta de minha parceria com a Music Maker. O Ivan Freitas montou o MM Estudio ao lado da oficina e a parceria, além das guitarras, englobou também o estúdio. Gravamos como gravo sempre, ao vivo, sem correções, e o clima foi extremamente harmônico.

Mais um trabalho totalmente autoral. Fale um pouco sobre as composições.
A única música que eu já tinha pronta quando reuni o trio era "Los perros". As outras cinco eu fiz pensando em tocar especificamente com o Richard e o Jônatas. "Los perros" é um latin com groove mais solto que compus pensando na Pitty, a cachorra que vive com a minha família desde 2009, e os cachorros dos amigos. Tentei passar o que sinto sobre o amor incondicional deles, mas sem ser meloso ou piegas. "Vinho e vida" é um tema sobre os acordes de "The days of wine and roses", de Henry Mancini, só que em 3/4  - na maioria das vezes, o pessoal toca este tema em 4/4. Acho muito interessante esta perspectiva da composição: compor melodias sobre estruturas de temas clássicos. Charlie Parker é um grande exemplo do que se pode realizar desta maneira, e acho que esta "modalidade" de composição traz belas aberturas.
"Porque eu gosto" é um cha-cha-cha, ritmo que adoro tocar, porque abre para muitas possibilidades de climas e ritmos. Tem trechos deste tema que praticamente fui obrigado a escrever pela intuição, como a seção Am | Em | Abm | Ebm. Eu ia tocando a ideia inicial e indo em frente, até aparecerem coisas como essa, e eu só dizia "ok, eu escrevo!". Nenhuma composição exige o mesmo método que a outra; isto é muito importante de se reparar. "Rompa os grilhões" eu compus antes da minha mulher, a cabeleireira visagista Mirian Leme, raspar o cabelo em solidariedade a uma amiga. Isso foi em Registro, e a música saiu bem rápido. Tentei passar esta ideia de realmente agir depois de tomar uma resolução. As pessoas estão muito presas a dogmas, rótulos, encanações, traumas etc. Penso que para viver uma vida plena é preciso romper grilhões (internos ou externos) quase que constantemente.
"Ainda é possível" é uma balada sobre a estrutura de um blues em C menor. O título refere-se à situação em que vivemos: o mundo está cada vez mais boçal, violento, cada vez mais contra a criatividade e a arte, mas, mesmo com esta resistência toda, venho vivendo sons que ficam na alma. Então, isso me faz concluir que, sim, ainda é possível. "Gosma" é um boogaloo, talvez num andamento mais lento do que as pessoas imaginam para este ritmo, e que me faz tocar coisas mais sujas  - não tenho melhor definição para o que este groove provoca em mim. Os caras entenderam muito bem este espírito e gosto muito do take do disco. Alías, cada take foi escolhido em comum acordo, e considero que isso confere uma força diferente ao trabalho.

foto: Taty Catelan
O fato do registro ser em estúdio não significa que há limites para criação, talvez o tempo para encaixar no disco, afinal também é uma sessão ao vivo. Assim deve ser o espirito da música, a arte do improviso nascer da dinâmica de cada momento?
A cada dia eu confirmo que a música e a vida estão totalmente misturadas; uma está na outra. Nós tocamos da maneira que nos sentimos plenos, e gravar é uma continuação disso. Ninguém leu nenhum dos temas depois do primeiro encontro, por exemplo; já estava tudo na mente. Esta é uma medida simples, mas que faz a relação com o material ser cada vez mais profunda, porque, ao não ter um pedaço de papel com códigos na frente, isto nos dá muito mais condições de captar o que cada momento pede, justamente por não dividirmos a energia disponível com algo que não interessa no momento de tocar/criar música. Quanto a gravar no estúdio, o fato de não estarmos numa locação, como gravei desde 2010, não mudou em nada o processo. Pudemos trazer o mesmo espírito de tocar ao ar livre ou no quintal de alguém para o estúdio. E isso não é uma coisa inexplicável, tem uma série de procedimentos, e talvez o principal deles seja: não trabalhar com quem dá chiliques. Só isso já libera o trabalho de coisas absolutamente desnecessárias. Quando o músico está em paz consigo e com o outro, aí é que o trabalho passa a ser possível. A sessão de gravação ocupou seis horas do estúdio, incluindo períodos para descansar, ouvir takes e jantar. Gravamos duas músicas no primeiro take (Ainda é possível e Gosma), "Rompa os grilhões" precisou do terceiro take, e as outras três foram no take 2. Quanto à duração das faixas, por exemplo, preocupo-me com isto só depois, porque no momento de tocar gravando é a música que manda. Se couber, vai tudo; se não couber, a gente escolhe o que vai caber nos 74 minutos do CD. Ainda sobre gravar, eu reparo que uma das razões dos músicos tocarem muito bem ao vivo e, por outro lado, gravarem discos totalmente inexpressivos é justamente ter procedimentos diferentes para cada oportunidade: ao vivo, é solto; no estúdio, os solos são com chorus contados, por exemplo. Este tempo já passou, não vale mais à pena vender-se ou adaptar-se ao mercado; já está mais do que na hora de fazer as coisas de acordo com a nossa voz interior, que é um "equipamento" valiosíssimo que cada um de nós possui, descrito por Carl Jung como "verdade superior". A coisa não vem apenas do racional; ela surge de todas as nossas faculdades harmonizadas.

Nesta sessão você usou uma nova guitarra, uma Music Maker modelo Concept. Fale um pouco sobre o instrumento, a pegada e o que ele trouxe para somar no seu som.
A guitarra Music Maker modelo Concept é uma semi-acústica, com tampo plano, sem aberturas como "f holes", muito confortável ('veste" bem no corpo) e que me trouxe muitas vantagens em comparação às acústicas, que usei direto desde 1998. Uma das vantagens é não ter o feedback indesejável, já que não tem respiros no tampo. Outra: notei que as notas saem mais "cantadas" do que "percussivas", como nas acústicas. Mais uma vantagem: ao perguntar para alguns amigos depois de alguns sons por aí, eles disseram que esta guitarra não tem sobras de frequências graves ou agudas, ela vai direto ao ponto. Outra coisa que me dava bode nas acústicas é que elas são muito delicadas; esta não: é muito resistente, o que é importante para mim, já que uso a guitarra por várias horas todo dia e não sou muito cuidadoso com instrumentos. Os captadores são Music Maker Classic 60, só tem um botão de volume geral - para quem quiser a configuração clássica de quatro botões, é perfeitamente possível -, os trastes são de inox, as cordas que uso são D'Addario Chromes .012 com a primeira E .013 e a G desencapada .022 – para quem usa cordas de outras medidas, tranquilo também, é só uma questão de regulagem. A Concept já está sendo comercializada; é só entrar em contato e combinar tudo com a Music Maker. Enfim, o Ivan Freitas executou este projeto muito em sintonia com o que eu preciso e gosto. Além disso, ele está lutando para aquecer o mercado da guitarra no Brasil, promovendo masterclasses, workshops e aulas no que eu chamo de Centro Cultural Music Maker, no bairro Campo Belo, em São Paulo. Que seja seguido este exemplo e que o empresariado deste ramo abra a mente para a causa cultural, lembrando que tudo o que eles geram em termos de grana é devido ao fato da música existir, em primeiro lugar.

Particularmente, prefiro a mídia física, é muito mais prazeroso ouvir no som grande e sem perdas. O quão desafiador é lançar um CD físico, considerando prensagem, arte, logística de distribuição, entre outros fatores?
Este é o meu décimo primeiro lançamento oficial, e o processo todo vem sendo muito prazeroso, em todas as suas fases. Claro que tem burocracias irritantes no meio, mas depois isso some diante do significado que é publicar uma obra. Ainda vendo CDs, mas na minha super modesta quantidade, dentro da minha "casta" inserida naquilo que chamam "mercado". Faço os discos pelo prazer, por amar o que faço, por curtir o processo, por gostar de aprender, e vejo que algumas pessoas ainda querem ter o CD, ao invés de querer apenas ouvir em streaming  - forma que não ajuda em nada no que se refere à produção artística, pois, se você compra um CD, é uma espécie de "pós-crowd-funding", ou seja, você está ajudando o artista não só a pagar pelo projeto atual, mas a capitalizar alguma coisa para o próximo. Mas, claro, falar nestes termos numa sociedade onde impera a hiper-competição, o “business” acima do Ser Humano e do Planeta, a estupidez acima da gentileza etc., é pedir demais, mas sei que o bom senso ainda habita em alguns poucos. Tenho a boa sorte de ter pessoas que acompanham e apoiam o que faço, e isto é realmente surpreendente e eu fico sem palavras. Por outro lado, é claro que hoje vende-se muito mais lentamente, mas, em compensação, está mais acessível prensar 1.000 cópias do que 500. Então, eu sempre levo CDs onde toco, tem a distribuição física e digital da Tratore e vamos indo, não tenho do que reclamar.
Muito obrigado, muito som e um grande abraço a todos!

Somos nós que agradecemos a oportunidade dessa entrevista.
Sucesso, Michel Leme.



Para adquirir o CD "Michel Leme Trio" e os títulos anteriores com dedicatória, é só escrever para michel@michelleme.com. O CD também está disponível nas lojas Aqualung (Galeria do Rock), Free Note, Pop's Discos, Espaço Sagrada Beleza, Virtuose Escola de Música, Oficina das Cordas e outras lojas dentro da distribuição da Tratore.
Nas plataformas digitais - iTunes, Spotify, Deezer e Google Play.

"Michel Leme Trio" tem apoio cultural da DÁddario, Espaço Cultural Ventos Uivantes, Espaço Sagrada Beleza, Luthieria Oficina das Cordas, MM Estúdio, Music Maker, Play Jazz, Poptical Banana Gourmet, Rotstage, ShoÝou audio e video e Virtuose Escola de Música.

www.michelleme.com/

O "CONCERTO DO SÉCULO" TRIBUTO DE GILLESPIE A PARKER




A Justin Time Essentials Collection lançou uma versão expandida e tecnicamente aprimorada do lendário show de 1980 em Montreal pelo sexteto de Dizzy Gillespie. 
O álbum é intitulado "Concerto do século - Um tributo a Charlie Parker".
Além de Gillespie, o sexteto naquela ocasião memorável, era o saxofonista e flautista James Moody, vibrafonista Milt Jackson, pianista Hank Jones, o baixista Ray Brown e o baterista Philly Joe Jones. Gigantes do puro jazz.
Pouco depois do concerto em 1980, um Lp foi publicado em uma edição muito limitada que muitos colecionadores achavam impossível de adquirir. Agora, as gravações originais foram melhoradas digitalmente e foram adicionados vários temas que não vieram no álbum original. Já está disponível em formatos de CD e "Long Play" de vinil, bem como em versão digital de alta definição.
Na visão dos críticos este show em Montreal, Canadá, capturou o calor de amigos músicos, a espontaneidade, a criatividade e a estreita relação entre eles em momentos de entusiasmo constante e vigor criativo, provavelmente porque eles estavam cientes de que era uma homenagem ao grande Charlie Parker.
Curiosamente, mais de três décadas antes, outro extraordinário concerto celebrado no Massey Hall, gravado por Parker e o Gillespie Quintet (com Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach), em 1953, também foi realizado em solo canadense - em Toronto. 

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)


CRÉDITOS DO PODCAST # 383

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS e AUTORES
GRAVAÇÕES
LOCAL / DATA
DAVID MATTHEWS
The Manhattan Jazz Orchestra : Walter White, Scott Wendholt, Lew Soloff, Randy Brecker (tp), Ryan Kisor, Jim Pugh, John Fedchock, Larry Farrell (tb), David Taylor (b-tb), John Clark, Fred Griffin (fhr), Tony Price (tu), Scott Robinson (sbar) Aaron Heick (st), Chris Hunter (sa), David Matthews (pi, ldr) Chip Jackson (bx) e Terry Silverlight (bat)
JUMPIN 'AT THE WOODSIDE

(Count Basie)
New York, 23/fevereiro/2006
LAMBERT, JON HENDRICKS E ANNIE ROSS
Dave Lambert, Jon Hendricks, Annie Ross (vcl) acc por : Nat Pierce (pi). Kenny Burrell (gt), Addison Farmer (bx) e Osie Johnson (bat)
New York, 3/setembro/1958
JAY MCSHANN
The Last Of The Blue Devils com: Joe Newman (tp), Paul Quinichette, Buddy Tate (st), Jay McShann (pi), John Scofield (gt), Milt Hinton (bx) e Jackie Williams (bat)
New York, 1/julho/1977
J.J. JOHNSON
Clifford Brown (tp), J.J. Johnson (tb), Jimmy Heath (st), John Lewis (pi), Percy Heath (bx) e Kenny Clarke (bat)
TURNPIKE
(J.J. Johnson) 
New York, 22/junho/1953
HORACE SILVER
Horace Silver (pi, ldr), Blue Mitchell (tp), Junior Cook (st), Gene Taylor (bx) e Louis Hayes (bat)
PEACE
(Horace Silver)
Englewood Cliffs, N.J., 29/agosto/1959
RICHIE COLE 
Nathan Eklund, Chris Jaudes, Jack Walrath (tp), Rick Stepton (tb), Richie Cole (sa, ldr), Bobby Howell (st), Don Friedman (pi), Vic Juris (gt), Rick Crane (bx), Wayne Dunton (bat) e Ray Mantilla (perc)
THREE EAST (Richie Cole)
Brooklyn, NY, 26/abril/2006
TONY MONACO
Donny McCaslin (st), Tony Monaco (org, ldr), Bruce Foreman (gt) e Reggie Jackson (bat)
BULL YEARS
(Tony Monaco)
Columbus, Ohio, 2012
DIANE SCHUUR
Diane Schuur (vcl), The Count Basie Orchestra: Frank Foster,(st, ldr), Sonny Cohn, Melton Mustafa, Bob Ojeda, Byron Stripling (tp), Clarence Banks, Bill Hughes, Mel Wanzo, Dennis Wilson (tb), Danny House, Danny Turner (sa), Eric Dixon, Kenny Hing (st), John Williams (sbar), Tee Carson (pi), Freddie Green (gt), Lynn Seaton (bx) e Dennis Mackrel (bat)
DEEDLES' BLUES
 (Morgan Ames)
Hollywood, CA, 26/fevereiro/1987
HANK JONES
Hank Jones (pi), Kenny Burrell (gt), Milt Hinton (bx) e Elvin Jones (bat)
I AIN'T GOT NO SHAME
(George Gershwin / Ira Gershwin)
New York, 4/fevereiro/1959
ART BLAKEY
Freddie Hubard (tp), Curtiss Fuller (tb), Wayne Shorter (st), Cedar Walton (pi), Reggie Workman (bx) e  Art Blakey (bat)
SWEET AND SOUR
 (Wayne Shorter) 
New York, 24/outubro/1962
LENNY ANDRADE
Leny Andrade (vcl), Fred Hersch (pi), David Dunaway (bx) e  Helio Schiavo (d)
THIS CAN’T BE LOVE
 (Lorenz Hart / Richard Rogers)
New York, 22/dezembro/1993
LEW TABACKIN
Lew Tabackin (st), Don Friedman (pi), Peter Washington (bx) e Mark Taylor (bat)
ME AND MY SHADOW
(Dave Dreyer / Al Jolson)
New York, 12/junho/1996
GERI ALLEN
Geri Allen (pi), Buster Williams (bx) e Billy Hart (bat)
INTERMISSION
(Mary Lou Williams / Milton Suggs)
Upper Montclair, N.J., 8/janeiiro/2003

14 outubro 2017



Série “PIANISTAS DE JAZZ”
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas  41ª Parte


ALLAN GUMBS             Do Canto ao Piano

ALLAN BENTLEY GUMBS, artisticamente Onaje Allan Gumbs ou simplesmente “Onaje”, pianista, compositor, arranjador, letrista e líder de grupo americano, nasceu no Harlem em 03 de setembro de 1949, cresceu no Queens (St. Albans) e foi um “caso típico do acaso”, já que desde muito jovem dedicava-se ao canto chegando a tomar parte de um coro, mas cujo Diretor tornou-se seu professor de piano, instrumento que GUMBS adotou a partir dos 07 anos de idade. 
Com 08 anos foi muito influenciado pela música de Henry Mancini nos seriados de televisão “Peter Gunn” e “Mr. Lucky”.
Dai cursou a “High School Of Music And Art” de New York, para posteriormente obter o diploma de “Bacharel de Música” pela “New York State University” em Fredonia (Kansas), onde estudou piano clássico, composição e arranjo.
Retornou a New York e participou de um quarteto, onde também atuavam Major Holley (contrabaixo) e Lennie McBrowne (bateria).
Leroy Kirkland apresentou GUMBS ao grande guitarrista Kenny Burrell em 1971 por meio de um “tape”, dai resultando temporada de GUMBS com este.
Como consequência GUMBS teve oportunidade de atuar ao lado do contrabaixista Larry Ridley e na “The Thad Jones/Mel Lewis Orchestra”. 
Ainda no estado de New York radicou-se em Buffalo onde tocou, foi professor no seu instrumento e conheceu inúmeros músicos importantes: Herbie Hancock, McCoy Tyner, Freddie Hubard, Ahmad Hamal, Roland Kirk, Eddie Harris e particularmente o baterista Norman Connors que havia aportado a Buffalo ao lado de Pharoah Sanders.
Connors convidou GUMBS a participar de um disco com temas brasileiros, para o qual ambos fizeram os arranjos. Até então a experiência de GUMBS como arranjador restringira-se à universidade (Fredonia), em concerto para o qual havia realizado todos os arranjos: orquestra de câmara, “big band” e trio.
Connors também incorporou GUMBS ao seu grupo, ao lado dele à bateria como lider, Carlos Garnett (ou Gary Bartz) no saxofone.tenor e flauta, Charles Sullivan no trumpete e Reggie Workman (ou Alex Blake) no contrabaixo.
Como pianista do grupo de Connors, GUMBS gravou os álbuns “Dark Of Light”, “Love From The Sun”, “Saturday Night Special”, “Invitation”, “You Are My Starship” (com arranjo de GUMBS na faixa “Betcha By Golly Wow”), “Eternity” e “Mr. C”.
GUMBS sentia pouco progresso em sua carreira e, em 1974, deixou o grupo de Connors para liderar a “Natural Essence”, formação que os irmãos Adderley (Nat e Cannomball) pretendiam levar a gravações para o selo “Fantasy” e, também e para produção de Billy Cobham, a gravar para o selo “Atlantic”(durante 02 anos o grupo contou com a participação de Buster Williams, Alex Blake, Earl McIntyre e T.S.Monk – o baterista, filho de Thelonius). 
Esses projetos não aconteceram e GUMBS passou a trabalhar como “freelance”, mais adiante retornou ao grupo de Connors e depois dedicou-se à meditação budista. 
Como “sideman” GUMBS trabalhou nos grupos de Cecil McBee, Buster Williams e Betty Carter, sendo requisitado com frequência para uma dezena de músicos: Charles Sullivan, Lenny White, Carlos Garnett, Woody Shaw, Larry Ridley, Cecil McBee, John Strubblefield e outros.
Iniciou a utilização de teclados eletrônicos, tornando-se um mestre nos mesmos o que multiplicou seu trabalho junto a mais músicos: de imediato com Ronald Shannon Jackson, Jay Hoggard e a cantora Roslyn Burrughs e mais tarde com Stanley Jordan (1984) e John Blake (1985), entre outros.
Em 1975 foi arranjador para a “New York Jazz Repertory Company” em projeto para homenagear Miles Davis, assim como orquestrou para a “Collective Black Artist” em obras dedicadas a Philly Joe Jones.
Em 1976 e trabalhando com Nat Adderley GUMBS foi ouvido por Nils Winter, produtor do selo “SteepleChase”, que o convidou a gravar em “piano.solo” o que resultou no álbum “Onaje”. Nesse álbum GUMBS nos presenteou com o clássico “Giant Steps” e composições suas. 
Com Nat Adderley e ainda em 1976 GUMBS foi o pianista nos álbuns “Don’t Look Back”(selo“SteepleChase”) e “Hummin” (selo “Little David”), assim como acompanhou Betty Carter no álbum “The Betty Carter Album” para o selo da cantora, “Betty Carter Productions”,
No final da década de 1970 trabalhou 02 anos com o grupo de Woody Shaw como pianista, arranjador e compositor, deixando sua marca nos álbuns “Rosewood” (melhor grupo de JAZZ e melhor álbum de JAZZ de 1978 no “Reader’s Poll” da revista “Down Beat”), “Stepping Stones” e “Wood III”.
Em 1986 GUMBS foi homenageado pela organização budista “Soka Gakkai Internacional” com o prêmio “Min-on Art Award”, em reconhecimento por sua grande contribuição para a promoção e o desenvolvimento de novo movimento musical para o povo e a criação da Paz. 
Para o selo “Zebra” seguiram-se os álbuns “That Special Part Of Me” em 1987 (incursão pelo “R&B”) e “Dare To Dream” em 1991.
O grupo “Panasonic” tornou a canção “Dare To Dream” de GUMBS (letra de Charles Allen) como tema da celebração de aniversário do “Kid Witness News”. 
Para o selo “Half Note” e em Manhattan no “Blue Note Jazz Club” GUMBS registrou em 2003 o álbum “Return To Form”.
Em 2004 e para seu selo próprio “Onaje” realizou o album “Remember Their Innocence”, muito bem recebido pelo público e pela crítica, tanto que em 2006 GUMBS foi indicado para o prêmio “Image” da “NAACP”, na categoria de “Artista de Jazz Independente”, por este seu projeto (“Remember Their Innocence”).
Em 2006 e para o selo “Vine Records” GUMBS chegou ao mercado com o album “Sack Full Of Dreams” (vocal na faixa.título pelo ator Obba Babatundé). 
GUMBS compôs, arranjou e interpretou a trilha sonora do filme “Override”, direção e produção do ator Danny Glover.
Em 24 de janeiro de 2010 GUMBS sofreu um “AVC” mas, incrível, permaneceu hospitalizado apenas 02 dias e retornou às atividades.
Em dezembro de 2010 ele realizou outro álbum, desta vez no Japão e sob o título “Just Like Yesterday” (Omar Hakim, Victor Bailey, William S. Paterson, Marcus McLaurine e Chuggy Carter foram os integrantes do grupo sob a titularidade de GUMBS).
Em fevereiro de 2016 GUMBS sofreu nova crise e esteve hospitalizado 02 semanas, recuperou-se e retornou às atividades no piano, tocando, compondo e arranjando.
Além das gravações já indicadas anteriormente GUMBS foi “sideman” ao piano para Norman Connors (07 albuns), Cecil McBee, Toninho Horta e muitos mais.
Eclético quanto às vertentes do JAZZ (desde o “bebop” até a utilização de toda a parafernália eletrônica em que é mestre), exímio em seu pianismo e em qualquer andamento, acompanhante com muito swing e contrastes variados no volume, nos registros, no toque enérgico ou suave até o lirismo, sempre estimulantes para os solistas, efeitos e “imaginações” sonoras até o modal, GUMBS é um pianista que, respeitando a tradição, é sempre atual, o que nos lembra em outro plano o trabalho e a filosofia de trabalho do grande Wynton Marsalis.
Além das gravações citadas ao longo do texto, lembramos:
- What Is It........., Betty Carter, 1976
- Giant Steps, 1976
- I Let A Song Go Out Of My Heart, B.Benjamin, 1979
- My Melancholy Baby, 1982
- The Special Part Of Me, 1987, citado no texto.

Retornaremos nos próximos dias com o pianista HERMAN CHITTISON, um veterano
ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (71)
Outubro 13 a 18
13      Eddie Baker, piano, Illinois, 1927
Ray Brown, contrabaixo, Pensilvania, 1926
Terry Gibbs, vibrafone, New York, 1924
Lee Konitz, saxofone.alto, Illinois, 1927
Pharoah  Saunders, saxofone.tenor, Arizona,1940
Art Tatum, piano, Ohio, 1909
14       Dusko Goykovich, trumpete, Iugoslavia, 1931
         John Graas, french horn, Iowa, 1924
         Red McKenzie, canto / kazoo, Missouri, 1899
         Kazumi Watanabe, guitarra, Japão, 1953
         Spencer Williams, composição , piano, Louisiana, 1889
15       Mickey Baker, guitarra / contrabaixo, Kentucky, 1925
Al Killian, trumpete, Alabama, 1916
Victoria Spivey, piano / vocal, Texas, 1906
16      Ray Anderson, trombone, Illinois, 1952
Roy Hargrove, trumpete, Texas, 1969
Henry Ragas, piano, Louisiana, 1897
17       Howard Alden, guitarra, California, 1958
Lee Collins, trumpete, Louisiana, 1901
Luis Bonfa, guitarra / composição, Brasil, 1922
Cozy Cole, bateria, New Jersey, 1906
Jimmy Harrison, trombone, Kentucky, 1900
Rita Hayworth, atriz / canto / dança, New  York, 1918
Barney Kessel, guitarra, Oklahoma, 1923
Leslie Thompson, trumpete, Jamaica, 1901
18       Wynton Marsalis, trumpete, Louisiana, 1961
Anita O’Day, canto, Illinois, 1919
Marshall Stearns, escrita, Massachusetts, 1966
Bobby Troup, piano / vocal / composição, Pensilvania, 1918

  Retornaremos

P O D C A S T # 3 8 3

13 outubro 2017

Lambert, Ross & Hendricks


TONY MONACO 





PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO:
http://www8.zippyshare.com/v/a4WVBbPh/file.html

BEBO VALDÉS E CHUCHO VALDÉS

12 outubro 2017





















Dois célebres pianistas, pai e filho. Bebo morreu em 22 de março de 2013.
Em várias ocasiões, Chucho Valdés contou em entrevistas pela BBC que sua principal influência no início de sua carreira era a do pai. Mas Bebo deixou Cuba após a Revolução e eles não se falaram novamente em muitos anos. Há um vídeo que foi filmado há algum tempo por Fernando Trueba para o filme Calle 54 em que se encontram pela primeira vez após esse período de separação e a música os reúne novamente através de improvisações e memórias musicais. A partir desse momento, ambos voltaram a tocar juntos e se reconciliaram. Esse vídeo foi removido do YouTube, infelizmente, mas o substituímos por um registrado no Jazz Voyeur Festival 2008.
Chucho Valdés, pianista, arranjador, compositor e educador, é considerado um dos grandes pianistas do jazz cubano. Ele ganhou 4 Grammy Awards e em 2006 foi nomeado ─ Embaixador da Boa Vontade da FAO. Seu álbum, Border-Free, também foi nomeado para um Grammy. Chucho participa todos os anos de festivais e concertos em diferentes partes do mundo (atualmente com seus Mensageiros Afro-Cubanos) e é o organizador do Havana Jazz Festival. Seu filho Chuchito é também um pianista de jazz, estendendo esse domínio talentoso a três gerações.
Mais abaixo Bebo y Chucho Valdes, no dia 25 de outubro, no Auditório de Palma, no âmbito do Jazz Voyeur Festival 2008.

video


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo aguirre)


Nota: O Festival Jazz Voyeur ocorre principalmente durante o outono de cada ano em locais de toda Palma Di Mayorca, por exemplo em: Castelo de Bellver, Auditório, Misericórdia, Teatre Principal, Conservatório.

DOCUMENTÁRIOS SOBRE MESTRES DO JAZZ EM 5 DVDs


  
A  Maxos USA e a EuroArt vendem uma coleção de cinco DVDs com documentários sobre alguns dos gigantes do jazz e parte da história deste gênero musical. A coleção é chamada de "Masters Of American Music" e inclui músicos tão grandes como Charlie Parker, Thelonious Monk, Billie Holiday, Sarah Vaughan e um documentário chamado "The History of Jazz".
A série foi preparada com mais de 800 entrevistas e filmagens com dezenas de grandes mestres do jazz de diferentes épocas, particularmente o DVD sobre a história do jazz.
O primeiro DVD, "Lady Day", é dedicado a Billie Holiday, contemplando sua seleção cinematográfica, além das entrevistas, aparecem atuando muitos dos grandes instrumentistas da época.
O segundo DVD é chamado de "Celebrating Bird: The Triumph of Charlie Parker", e também há muitos outros músicos contemporâneos, incluindo Dizzy Gillespie, é claro. O DVD 3, "Sarah Vaughan, The Divine One", mostra o desenvolvimento da carreira da famoso vocalista de jazz, desde os primórdios até a fama que a levou a cenas de todo o mundo.
O quarto DVD é "Thelonious Monk - American Composer", com uma biografia completa do pianista e compositor de tantas composições padrões no jazz. O último DVD é "The Story Of Jazz", com um olhar documentário sobre alguns de outros gigantes que contribuíram com seu imenso talento, como John Coltrane, Miles Davis, Count Basie e outros.
A caixa com esta coleção de filmes custa cerca de 39 dólares. Esses DVDs foram publicados anteriormente individualmente como parte de uma série maior do mesmo nome.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

MORREU GRADY TATE

11 outubro 2017








 GRADY TATE morreu domingo, 8 de outubro de 2017 com a idade de 85 anos. Nascido em 14 de janeiro de 1932 em Hayti, Durham, Carolina do Norte, foi um baterista e cantor norte-americano da escola bop e soul-jazz com uma voz de barítono. Além de seu imenso trabalho como sideman, Tate lançou muitos álbuns como líder e vocalista, além de emprestar sua voz a uma série de músicas no animado Schoolhouse Rock! Series (*).
Grady Tate começou a cantar aos quatro anos e começou a tocar bateria aos cinco anos. Graduou-se na Universidade Central da Carolina do Norte com um diploma em Literatura / Dramaturgia Inglesa e um menor em Psicologia.
Cantar também era um talento natural de Tate. Depois que a lendária Peggy Lee o apresentou como parte de seu show, sua dimensão musical se expandiu radicalmente. Ele foi descrito como "o melhor cantor emergindo das fileiras de instrumentistas desde Nat King Cole. Tate recebeu duas indicações para o Grammy como "Best Male Pop Vocalist" (1973 e 1989). Tate realizou seis anos como baterista do Tonight Show de Johnny Carson. Ele atuou como condutor assistente e baterista da Broadway nos shows de Lena Horne, The Lady and Her Music e Black and Blue.
Em 1963, mudou-se para a cidade de Nova York, onde se tornou o baterista da banda de Quincy Jones. A bateria de Grady Tate ajudou a definir um som especial para o hard bop e soul jazz durante meados da década de 1960 e além.
Durante a década de 1970, foi membro do The New York Jazz Quartet criado pelo pianista Roland Hanna. Em 1981 tocou bateria e percussão para o Concerto de Simon and Garfunkel no Central Park.
Entre suas apresentações vocais mais amplamente ouvidas estão as músicas: "I Got Six", "Naughty Number Nine" e "Fireworks" da Multiplication Rock and America Rock, parte da série Schoolhouse Rock. Para a película de 1973 “Cops And Robbers” ele cantou a canção-título, escrita por Michel Legrand e Jacques Wilson. Em 1989 se juntou à faculdade da Howard University como professor de percussão.
Como sideman atuou em 120 álbuns sendo o último trabalho em 2007: Kenny Barron - The Traveler (Sunnyside).
Seus álbuns como líder:
·         1968: Windmills of My Mind (Skye)
·         1970: After the Long Drive Home (Skye)
·         1971: Feeling Life (Skye)
·         1972: She Is My Lady (Janus)
·         1975: By Special Request (Buddah)
·         1977: Master Grady Tate (Impulse!)
·         1991: TNT (Milestone)
·         1992: Body & Soul (Milestone)
·        2006: From the Heart: Songs Sung Live at the Blue Note (Half Note)

(*) SCHOOLHOUSE ROCK - foi uma série de programação de curtas-metragens musicais animadas (e mais tarde, vídeos) que foram transmitidas durante a programação infantil nas manhãs de sábado pela rede de televisão americana ABC. Os tópicos abordados incluíam gramática, ciência, economia, história, matemática e civismo. A série durou de 1973 a 1985,  mais tarde foi revivida com episódios antigos e novos de 1993 a 1999. 


COLEMAN HAWKINS QUINTET IN LONDON

10 outubro 2017

De um filme feito em Londres, em 1964, vemos e ouvimos a peça STONED (Wardell Gray) ser executada por Coleman Hawkins no saxofone tenor, Harry "Sweets" Edison ao trompete, o pianista é Sir Charles Thompson, Jimmy Woode ao contrabaixo e o baterista é Jo Jones.

Concert, telecast at "Wembley Town Hall", London, England, 2/outubro/1964

video

OBS: uma das raras aparições em video de Sir Charles Thompson
ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (70)
Outubro 10 a 12
10           Ed Blackwell, bateria, Louisiana, 1929
Cecil Bridgewater, trumpete, Illinois, 1942
Bobby Byrne, trombone / canto / líder, Ohio, 1918
Oscar Brown, Jr., vocal, Illinois, 1926
Blanche Calloway, piano / lider, Maryland, 1902
Harry “Sweets” Edison, trumpete, Ohio, 1915
Johnny Green, composição, New York, 1908
Vernon Duke, composição, Rússia, 1903
Harold Holmes, contrabaixo / tuba / guitarra / composição, Alabama, 1913
Chuck Israels, contrabaixo, New York, 1936
Roy Kral, vocal, Illinois, 1921
Willie Jones, bateria, New York, 1929
Junior Mance, piano, Illinois, 1928
Thelonius Sphere Monk, piano / composição, Carolina do Norte, 1917
Howard Montgomery, contrabaixo, Indiana, 1921
Julius Watkins, french horn, Michigan, 1921
Milton Larkins, trumpete / trombone de válvulas / lider, Texas, 1910
11     John Adriano Acea, piano, Pensilvania, 1917
Art Blakey, bateria / líder, Pensilvania, 1919
Lester Bowie, trumpete, Maryland, 1941
Billy Higgins, bateria, California, 1936
Tony Kinsey, bateria, Inglaterra, 1927
12      William Claxton, fotografia, California, 1927
         Tubby Hall, bateria, Los Angeles, 1895
          Bryce Benno Rohde, piano, Australia, 1923
Harry Allen, saxofone.tenor, Washington/DC, 1966

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