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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

COLUNA DO LOC

29 agosto 2010

JB, Caderno B, 29 de agosto
por Luiz Orlando Carneiro

A conjugação certa

NO LIVRO Moving to higher ground – How Jazz can change your life, editado em 2008, Wynton Marsalis sintetizou o modo de expressão musical a que se dedica de corpo e alma como “o passado e o futuro conjugados no presente”. Em agosto daquele ano, ele estava, como de costume, no festival que dirige em Marciac (França), onde promoveu um concerto “in memoriam” das legendárias Billie Holiday e Edith Piaf, com o seu quinteto acrescido de outro grande instrumentista – o acordeonista francês Richard Galliano. Em junho do ano passado, o magistral trompetista-compositor reuniu no Kennedy Center, em Washington, os demais irmãos (Branford, saxes; Delfeayo, trombone; Jason, bateria) em torno do chefe do clã Marsalis, o legendário pianista e educador Ellis, que, aos 75 anos, era homenageado pelo conjunto de sua obra.

Esses dois momentos muito especiais estão registrados nos recém-lançados álbuns From Billie Holiday to Edith Piaf/ Live in Marciac e Music redeems/ The Marsalis family (Marsalis Music). No primeiro, as duas estrelas têm como coadjuvantes os sidemen habituais do pistonista (Walter Blanding, saxes tenor e soprano, clarinete; Dan Nimmer, piano; Carlos Henriquez, baixo; Ali Jackson, bateria).

No segundo, os Marsalis formam um sexteto com Eric Reeves (baixo), tendo como convidado, numa faixa, Harry Connick Jr (piano) – também nascido em Nova Orleans.

O concerto de Marciac começa e acaba com dois temas musette, à feição de Piaf, conjugados no presente: La foule (6m40), em 3/4 apressado, e o inevitável La vie em rose (8m30). Billie Holiday é lembrada em Billie (6m48), uma sentida balada de Galliano; numa versão em tempo rápido de What a little moonlight can do(8m50), com solo luminoso de Wynton; em Sailboat in the moonlight (5m50), com Dan Nimmer reverenciando Erroll Garner; e numa interpretação do líder, de impressionante intensidade dramática, de Strange fruit (7m15).

Outro highlight do disco é L’homme à la moto (11m), peça “descritiva” do tráfego ruidoso da cidade grande, com solos vertiginosos de Wynton e Galliano, que também trocam ricas “impressões” entre si.

A segunda celebração do jazz pela Família Marsalis, do ano passado, é ainda mais envolvente e animada do que a primeira (gravada em 2002).

São ao todo 57 minutos de timeless jazz – concebido e executado por mestres de uma linguagem musical sempre em renovação, embora orgulhosa de suas raízes negro-americanas – a partir de temas bop (Donna Lee), standards (Sweet Georgia Brown) e “hinos” a Nova Orleans (The 2nd line, At the house, in da pocket).

5 comentários:

Anônimo disse...

maravilha!! acabei de adquirir o meu na amazon!! obrigado e abraço
fabiano

APÓSTOLO disse...

Coisa de gente grande, feita com muito amor e MÚSICA ! ! !

Beto Kessel disse...

Para quem quiser rever o vídeo, está no post que coloquei em 23.07.2010 no CJUB

Beto

Beto Kessel disse...

Trata-se do video que postei com os marsalis tocando juntos.

Beto

Beto Kessel disse...

Trata-se do video que postei com os marsalis tocando juntos.

Beto