Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

SE DEUS ANIVERSARIASSE ....

15 outubro 2009

... a data seria hoje, confrades e visitantes.

Cumpre anos nesta data, para a mais absoluta ventura dos amantes do jazz - e, mais ainda, para pleno regozijo dos poucos que de sua amizade têm a honra de privar - o decano maior e soberano da crônica jazzística nacional José Domingos Raffaelli.

Já aqui outrora confessei que, pessoalmente, tenho múltipla paternidade musical, iniciada com aquele, pai biológico e querido, engenheiro e pianista clássico, com seus 83 anos de convicções em solo firme inabalavelmente fincadas.

Mas José Domingos Raffaelli é meu pai jazzístico indisputável, que o DNA de meus modestos comentários, aqui e alhures, tão explicitamente revela.

Tudo o que sei, ou aprendi, sobre jazz, dele deriva.

O estilo inconfundível e delicioso de resenhar; a generosidade e o estímulo permanente sempre com carinho dispensados ao músico brasileiro; a enciclopédica memória, que, não tenho a menor dúvida, pouquíssimos rivais, NO MUNDO, ousariam desafiar; e, acima e apesar disto tudo, a modéstia, simplicidade, afeto e lealdade de que nós, amigos, por tantos anos vimos testemunhando, destas resulta, dentre outras infinitas virtudes, motivação suficiente para que todas as homenagens ora se-lhe rendam, Mestre Raf.

Mestre, Homem e Amigo com M, H e A maiúsculos, Sumo Pontífice dos jazzófilos, seu sacerdócio, Raffaelli, tem sido fundamental - quando não, poucos sabem, por vezes hercúlea e até quixotesca - engrenagem para alavancar e divulgar, entre gerações e gerações de instrumentistas, estudiosos e ouvintes, a chamada "música dos músicos".

E essa energia persiste hoje com a mesmíssima intensidade das já várias décadas de entrega a tão sofrido ofício - o do jornalismo musical sério - como se ontem mesmo estivesse você lá na América, um jovem ítalo-brasileiro embevecido diante da Nova Yorque da Rua 52, trêmulo ao colher os autógrafos de Parker e Billie, para nunca mais parar de conviver com dezenas de legendas do gênero, de cuja pessoal amizade privou, de outros tantos com quem se correspondeu amiúde, ou daqueles a quem entrevistou e in loco testemunhou brilhar, crescer, amuderecer, ou, infelizmente, decair, porém geralmente sem perder a majestade.

Isto porque, Mestre Raffaelli, orgulho maior do CJUB, você é a testemunha - nossa testemunha - ocular mais perfeita da história do jazz.

O nome RAFFAELLI, em nosso dicionário, significa JAZZ.

Por isso, muitos e muitos anos de História para o Mestre Raf, presente de outro Mestre, aquele que tudo, todos e toda arte criou, o Artista supremo que, se navidad celebra, ela certamente com esta data coincide. Hoje é Natal para o Jazz.

23 comentários:

Beto Kessel disse...

Lendo a coluna no JB, ouvindo os comentarios em transmissoes de festivais ou programas de jazz, ouvindo o Programa de radio Arte Final Jazz das noites de domingo na JB AM (inicio dos anos 80) e apos uma troca de e-mails em passado nao tao distante, a oprtunidade de conhece-lo pessoalmente e atraves dele ser apresentado a um pessoal que tambem gosta de Jazz...o CJUB

Estar com Raffaelli conversando e sempre uma forma de aprender.

Parabens e muita Saude Mestre Raf

Abracos,

Beto Kessel

Beto Kessel disse...

Errata:

Faltou dizer da alegria de poder encontra-lo as vezes no metro e em poucos minutos na viagem ate o centro, poder aprender tanto sobre tudo, e em especial o JAZZ, fio condutor pelo qual tive o prazer de conhece-lo e tambem ao CJUB, e lembrar dos almocos na Associacao comercial naquela sala especial agradabilissima...

Beto Kessel

José Domingos Raffaelli disse...

David,

Gratíssimo pela bondosa deferência ao registrar meu aniversário com tintas especialíssimas que, no auge do seu entusiasmo, sua elaboração foi eivada de imerecidos elogios.
Todavia, caso eu fosse 1/10 de tudo que você, com sua proverbial amizade e incontrolável alegria registrou, certamente eu seria milionário.

Thanks a million and keep swinging,
Raf

P.S. O pessoal de "Something Else" é Ornette, Don Cherry, Walter Norris, Don Payne e Billy Higgins.

Red MItchell e Shelly Manne tocam no segundo LP de Ornette.

José Domingos Raffaelli disse...

Caríssimo Kessel,

Obrigado pelos seus votos e pelas lembranças dos áureos tempos de Arte Final: Jazz, da JB, bem como nossos papos nas conduções (metrõ e ônibus).

Meu fraternal abraço jazzístico,
Raf

llulla disse...

Alô Raffaelli,
Que Deus lhe de muita saúde e disposição para continuar na trincheira do Jazz.
Como disse o David em seu post, você é uma referência quando se fal em JAZZ.
Parabéns,
llulla

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
Que os deuses do jazz o abençoem sempre. Muita paz, alegrias, saúde e, sobretudo, muito jazz para celebrar essa data especialíssima.
O Bene-X foi muito feliz em registrar o apreço e a admiração que todos nós, amantes do jazz, temos pela sua pesssoa e pela sua conduta profissional.
Você é um exemplo de integridade e decência, de humildade e sabedoria.
É muito bom poder privar da sua amizade, poder aprender com você não apenas sobre o jazz, mas sobre a vida. Os seus valores (honradez, lealdade, amizade, etc.) são nossos também.
Muito obrigado.
O JAZZ + BOSSA e todos os seus viajantes mandam um fraterno abraço.
Parabéns!!!!!

SAZZ disse...

Mestre, vai daqui também meu mais fraterno abraço e desejo de muitas felicidades e primaveras.

Sazz

edú disse...

Falar do Mestre Raf é recorrer às paginas arrancadas da Som Três e da revista Ele e Ela, com artigos de sua autoria, q guardo enclausuradas dentro de alguns cds.Mesmo amareladas, pois tem mais de vinte anos,mantém o sentido da palavra e informação para um incauto. E como o mapa da localização exata do oásis num árido deserto.Em razão do Cjub e das malhas benéficas da internet, consegui travar contato com essa referencia pessoal e ,com a devida liberdade, afetiva.Hoje no espaço de meu “chapinha”, colega e irmão Érico, o decano dos mestres mantém presença regular corrigindo ou acrescentando valiosas informações q recolheu nessas ricas décadas de experiência jornalística dedicadas ao jazz.Que nossa felicidade em apreciar suas valiosas contribuições se prolonguem por mais algumas décadas como minhas intransigentes páginas amareladas.Cordialmente.Edú
Lamento sinceramente q os almoços regulares sejam hoje lembranças do passado.

LeoPontes disse...

Mestre Rafa. Ouvindo todos esses sentimentos de confrades chegados a sua pessoa, não posso deixar de atribuir-lhe também os meus sinceros votos de muita felicidade, paz e muita saúde.Com certeza, atraves de seus pupílos, temho muito aprendido sobre a liturgia do jazz. Espero continuar como aprendiz, hoje e sempre.

Grande abraço
Leo Pontes

pituco disse...

sr.rafaelli,

que o tempo conserve tuas estórias de música convividas e as propale às novas gerações ad infinitum...obrigado.

saúde,paz e muita música pro signori

José Domingos Raffaelli disse...

Caros confrades,
meus sinceros e amocionados agradecimentos pelos votos de vocês, que me tocaram profundamente. Não poderia imaginar tantas e seguidas manifestações como tenho recebido. Seus posts quase me convencem que realizei alguma coisa pelo jazz e esse pensamento me anima e revigora.

Pela ordem, imensamente grato aos que até agora manifestaram seus votos de felicidades:

David Benechis, responsável direto por tudo isso e por tanta emoção.
Depois disso, temi ter um infarto..

Beto Kessel, cujo louvável e entusiástico interesse pelo jazz sempre renovado mantém sua chama eternamente acesa.

Llulla, companheiro de batalhas cuja fibra e empenho na divulgação do jazz tornou-o o grande ícone dos jazz broacasts no Brasil.

Érico - abnegado jazzófilo de múltiplos conhecimentos cujo convite para participar do seu blog Jazz+Bossa+outros honrou-me sobremaneira, revigorando meu entusiasmo.

Sazz - grande entusiasta vulcânico do jazz cuja presença alegre e dinâmica anima qualquer ambiente jazzístico, seja um concerto ao vivo ou uma simples audição.

Edú - Estudioso, astuto observador da cena jazzística internacional e profundo conhecedor da música instrumental brasileira.

Léo Pontes - Outro companheiro do blog de Érico Cordeiro cuja presença abrilhanta os comentários que habitualmentre faz.

Pituco - outro valor importante e atuante do Jazz+Bossa+Outros, cuja dedicação e entusiasmo reiteram seu alto espírito informativo pela música que tanto amamos.

PESSOAL,

EVERYBODY KEEP SWINGING e minha eterna gratidão,

Raffaelli

Mau Nah disse...

Gran-Maestro Raffaelli,
só desejo que se recupere plenamente para continuar, por muitos e muitos mais anos, servindo como a nossa bússola musical e reintegrado aos seus afazeres diários junto ao Flávio.
Saúde, Paz e Trabalho, que sei que, depois do Jazz, é do que vc. mais gosta de fazer.
Abração!

Guzz disse...

que belissima homenagem do nosso mini-mestre Bene-X
mais que merecida as palavras e deixo os meus votos de muita saúde, alegria e muito jazz !

abs,

MaJor disse...

Grande Raffaelli chegando um pouco tarde mas sinceramente lhe dando um carinhoso abraço pelo aniversário e muita saúde para continuar nesta árdua tarefa de divulgar o jazz com esta sua verve indiscutível.
Mario Jorge

BraGil disse...

Depois do que já foi escrito, não tenho mais nada a dizer ao Raffaelli, além de muito obrigado por tudo que aprendí com êle ao longo desses anos que tive a sorte de privar de sua amizade.
Grande abraço
Gilberto

Andre Tandeta disse...

Parabens,Raffaelli!!!
Saude,paz ,amor e muito jazz,é o que lhe desejo.
Como musico brasileiro sou muito grato a voce que sempre ,e bota sempre nisso,deu a mais absoluta força para nos.
É realmente lamentavel que não temos mais seus textos em um grande jornal. Suas aparições no blog do Erico e por aqui sempre trazem a memoria seus inequeciveis textos.
Felizmente voce esta ai com seu altissimo astral,memoria prodigiosa,gosto apuradissimo e conhecimento de proporções galaticas. Como se isso não bastasse sei que voce tambem é um grande admirador de Philly Joe Jones(o querido Tio Joe).
Quem sabe,sabe.
Um grande abraço

APÓSTOLO disse...

Prezado RAFFAELLI:

Muitas pessoas são apreciáveis.
Certas pessoas são importantes.
Raras pessoas são indispensáveis.
Você, como pessoa e como conhecedor, divulgador e entusiasta da ARTE POPULAR MAIOR, o JAZZ, é apreciável, importante e indispensável; como dizemos em exatas, "necessário e suficiente".
Meu mais entusiástico "Feliz Aniversário", com as desculpas pelo atraso, já que estava e estou fora de minha "base" em SAMPA.

figbatera disse...

Como um dos mais antigos leitores deste blog tb não posso deixar de parabenizar o Mestre Raffaelli pelo seu recente aniversário.
E cumprimento também o Bene-X pelo contundente (e comovente) registro da data.
Um grande abraço deste fiel e humilde aprendiz.

José Domingos Raffaelli disse...

Queridos e amáveis companheiros jazzófilos,

Hoje, segunda-feira, dia 19/10, voltando ao escritório do meu filho Flavio, onde tenho computador, após ausência desde sexta-feira, dia 16/10, com muita alegria encontrei sete (7) mensagens adicionais de felicitações que me comoveram pelas bondosas palavras e a seguir
tentarei agradecer pela ordem postada.

MAU NAH,

Sempre cavalheiresco e amável, suas palavras tocaram meu coração. Agradeço sua generosidade e seus votos de recuperação. Nunca esqueci quando você telefonou-me em 2002 convidando-me para integrar o grupo do CJUB, honraria que muito juvenesceu meu entusiasmo.

Quanto ao trabalho ser o que mais gosto de fazer, depois do jazz, é uma decorrência de anos e anos trabalhando em jornais, escrevendo para revistas nacionais e internacionais, dando o melhor que pude em pról do jazz. Atualmente apenas mantenho colunas semanais em dois jornais.

GUZZ,

Grato pelos amáveis votos e retribúo felicitando-o pela sua profícua atividade em divulgar o jazz neste blog.


MAJOR,

Grande Mário Jorge, paradigma de pesquisador insaciável e arqueólogo do jazz que sempre dedicou-se com a habitual proficiência dos seus escritos precisos a estudar as raízes da música dos músicos, elucidando muita gente que o jazz não começou com John Coltrane e Miles Davis, mas antes deles existiram centenas de artistas que plantaram as sementes que posteriormente frutificaram como jazz. Muito obrigado por suas palavras.

BraGil,

Obrigado pelos seus votos. Fico feliz caso você tenha aprendido alguma coisa comigo, mas não creio que isso haja ocorrido, pois seu conhecimento jazzístico é admirável.

TANDETA,

Nada tem a agradecer por eu haver feito algo em pról dos músicos. Desde quando comecei em jornal, uma das minhas prioridades foi "dar uma força" aos instrumentistas brasileiros, que não recebiam qualquer destaque ou comentários em nossos diários.
Quanto a Philly Joe Jones, jamais esquecerei a noite em que ele deu um solo de 10 minutos usando somente os pés, mantendo os braços cruzados, como resposta ao crítico Nat Hendoff, que estava presente e escrevera que ele não sabia usar os pés. Um adendo: nunca ouvi um baterista fazer com as vassourinhas o que ele fez no memorável 4/4 com Bud Powell em "John's Abbey" (Blue Note).
Agradeço e retribuo votos de saúde,paz,amor e muito jazz.

APÓSTOLO aka PEDRO CARDOSO,

Obrigado por todas palavras amistosas e encorajadoras. Tal como Major, você é outro baluarte, pesquisador incansável que seguidamentre oferece subsídios do seu dinâmico trabalho aos visitantes deste blog. Quanto a eu ser indispensável, meu ex-editor do Globo pensava precisamente o contrário.

FIGBATERA,

Fico desvanecido por sua amabilidade, desejando que sua presença entre nós seja duradoura e construtiva.

PESSOAL, mais uma vez agradeço a todos desejando-lhes felicidades, alegrias, saúde, prosperidade e
KEEP SWINGING EVERYBODY

Andre Tandeta disse...

Raffaelli ,e amigos,
como falei acima:QUEM SABE,SABE.
É realmente uma performance incomparavel do nosso Tio Joe nessa faixa,"John's Abbey" com bud Powell.
Em termos de vassourinha é o chamado caso classico,o que deve ser estudado ainda por varias gerações de bateristas.
Abraço

pituco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zé Miguel disse...

Mestre Raf, Permitam-me invadir o espaço do CJUB para, desde Florianópolis, saudar aquele que é o luminar do jazz e da música brasileira como um todo. Ler e ouvi-lo é aprender, sobretudo com sua humildade. Parabéns e obrigado por aquilo que tem nos proporcionado, querido mestre.

José Alberto Miguel

José Domingos Raffaelli disse...

Grande Zé Miguel,

Obrigado, muito obrigado mesmo por seus votos e suas palavras bondosas.

A música aproxima as pessoas, faz amigos sinceros, torna-se uma fonte de constante aproximação dos seres humanos. Apesar da distância, mesmo sem nos conhecermos, comunicamo-nos em torno do ideal comum que nos une: a música.

Grande abraço e keep swinging,
Raffaelli