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Como foi o Jazz Festival Brasil 2.009

31 agosto 2009

COMO FOI O JAZZ FESTIVAL BRASIL 2009
Na verdade a programação desse ano, embora não deixasse a desejar, foi inferior a dos anos anteriores.
A prometida homenagem a Benny Goodman, que completaria o seu centenário esse ano, foi desenvolvida pelo veterano e excelente saxofonista Bob Wilber, que veio acompanhado pelo quinteto do vibrafonista francês Dany Doriz que lidera esse grupo no “Caveau de La Huchette” em Paris. Foram executados 17 temas , a maioria do repertório de Benny, destacando-se muito o pianista Phillipe Douchement, apresentando uma técnica primorosa nos improvisos que realizou. Bob Wilber, usando o clarinete e seu famoso soprano curvo, reproduziu com muita eficiência os famosos temas “I found a new baby”, “Air mail special”, “Don’t be that away” e sobretudo “That’s a plenty”, um tema de dixieland transformado em swing com muita propriedade. Ellington foi relembrado com o famoso “Moody Indigo”, que Wilber dedicou a Johnny Hodges . A eficiente seção rítmica foi constituída por Dano Einer (g)- Jean Paul Arrami (b) e Guillaume Noveau (dm).
A segunda noite apresentou o JAZZ 6, onde atua Luiz Fernando Veríssimo que possuidor de técnica limitada não se arrisca em altos vôos. Age como se fosse um motorista trafegando na faixa de segurança, no caso o registro médio do instrumento. Luiz Fernando Rocha é o seu parceiro nos sopros, executando bem o trompete e o flugel horn. Mas o grande destaque do grupo foi o pianista Adão Pinheiro. Criou solos belíssimos nos improvisos que realizou, notadamente nos temas “Four” e “Blue Monk”. O repertório brasileiro contou com “Samba de verão” e “A rã”.
Completando o grupo o baixo elétrico (altíssimo) de Jorge Gerhart a a fraca bateria de Gilberto Lima.
O segundo grupo a se apresentar marcou o retorno de Gunhild Carling, a multi-instrumentista sueca que deu extenso exemplo de sua versatilidade. Tocou trombone, trompete, flauta doce, flauta de bambu, piano, gaita,cantou e sapateou com muito entusiasmo. Seu irmão Max, que se reveza no clarinete, no violino e no piano ainda faz malabarismo com aros, bolas e bastões. Um show movimentadíssimo que contou ainda com o guitarrista Mark Lambert, americano radicado no Brasil, Enéias Xavier (b) e Jimmy Duchawny , americano também radicado no Brasil à bateria.
A terceira noite teve o show da cantora Kristine Mills e o animado grupo africano “Gangbé Brass Band”.
Kristine é muito simpática, escolheu um bom repertório mas tem graves erros de afinação em suas interpretações.Quem “carregou o piano” foi o guitarrista Mark Lambert com a ajuda de Enéias Xavier ao baixo e Jimmy Duchawny a bateria, a mesma rítmica do show de Gunhil Carling.
Encerrando o festival assume o palco a Gangbé, integrada por três trompetes, um trombone, um sax-tenor , uma tuba e dois percussionistas. Interpretando temas regionais e fazendo interessantes coreografias conquistou o público de imediato. A liderança é exercida por um dos trompetes e o trombone, ambos com fôlego suficiente para não tirar a boca dos instrumentos um só instante. A coisa ficou tão animada que no encerramento a banda desceu do palco e foi direto para a rua, onde cercada pelo público interpretou mais meia dúzia de temas.
Fechando a conta devemos dizer que o Festival não decepcionou . Esse ano deram cartões postais com a programação impressa no verso. Faltou um programa com o histórico dos músicos e seus acompanhantes. Alguns comentários surgiram sobre uma perda de patrocínio, o que talvez tenha propiciado a adoção de uma seção rítmica “abrasileirada” para acompanhar as apresentações de Gunhild e Kristine. Mas, valeu !


2 comentários:

edú disse...

Na anotação nos pequenos papelotes, como testemunhou John Lester, mestre Llulla constrói costumeiramente uma grande resenha.

Anônimo disse...

hi, new to the site, thanks.