Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

MELHORES DO ANO SEGUNDO A JJA

21 junho 2009


A Jazz Journalist Association premiou esta semana os melhores do ano 2009 ( abril 2008 à abril 2009 . Abaixo os principais premiados :

Lee Konitz - Lifetime Achievement in Jazz
Sonny Rollins - Músico do ano e Tenor
Esperanza Spalding - Revelação
Disco do ano - "Appearing Nightly" - Carla Bley Big Band
Gravação histórica do ano - Road Show, Vol.1 - Sonny Rollins
Selo do ano - Mosaic
Maria Schneider - Compositora, Arranjadora e Banda
SFJazz Collective - Grupo
Kurt Elling - Cantor
Cassandra Wilson - Cantora
Terence Blanchard - Trumpete
Roswell Rudd - Trombone
Rudresh Mahanthappa - Alto
Gary Smulyan - Barítono
Branford Marsalis - Soprano
Anat Cohen - Clarinete
Frank Wess - Flauta
Bill Frisell - Guitarra
Hank Jones - Piano
William Parker - Baixo
Steve Swallow - Baixo Elétrico
Brian Blade - Bateria
Hamid Drake - Percussão
Dr.Lonnie Smith - Organ
Joe Locke - Vibrafone
Billy Bang - Violino
Richard Galliano - Acordeão ( Rare Instrument )
Revista do ano - Jazztimes
Webside do ano - AllAboutJazz.com
Blog do ano - Jazz Beyond Jazz - Howard Mandel
Crítico do ano - Nate Chinen
Foto do ano - Kris King - Hank Jones, Montreal Jazz Festival ( anexa)

BraGil

14 comentários:

Bene-X disse...

Esse, sim, o Nate, merece o título de crítico com todos os méritos. Pra começar, conhece música profundamente. Sabe analisar horizontal e verticalmente uma partitura, um arranjo, uma composição, enfim. A isto agregou denodado conhecimento do jazz e de sua história. E, last but not least, é, na esteira de Hentoff, fixado na história e carreira dos músicos, que acompanha de perto, indo quase que diariamente a venues das mais diversas e espraiadas por NY e arreadores, sem contar as viagens para festivais abroad.

Detalhe: Nate é garoto, garoto mesmo. Mas é a exceção que confirma a regra, exatamente como foi Cuscuna, que, desde garoto e muito antes de se tornar produtor, também já era uma enciclopédia indispustável no gênero.

Abs,

LeoPontes disse...

Mais do que merecido ao Hank Jones.

Parabens pela escolha.

Abçs

edú disse...

David,
sem intenção ou retoques - tú fez descrição do nosso Zuza Homem de Melo em âmbito doméstico.E o homem ainda tem conhecimento equivalente em MPB.Um assombro.

APÓSTOLO disse...

Enorme a minha satisfação em ver o maravilhoso HANK JONES com um galardão desses.
Sempre me pareceu pouco lembrado (ou injustiçado???...) como um dos grandes.
Viveu e tocou com todos os grandes e a eles deu-lhes a primazia de seus acompanhamentos e/ou de seus solos.
Muito bom ! ! !

edú disse...

Prezado Apóstolo,
Nossa parte, modestamente, fizemos.
http://jazzseen.blogspot.com/2008/09/os-90-anos-de-hank.html

Mau Nah disse...

Muito me alegro em ver o cracaço Smulyan mais uma vez tendo seu trabalho reconhecido. Além de master no baritono, é um arranjador de mão cheia. E o Galliano também, que embora toque uma sanfona muito da legal, ainda não tinha sido reconhecido - salvo engano da memória - com um prêmio à altura da sua musicalidade extraordinária.
Quem puder, me informa com quem toca Hamid Drake? Nunca tinha ouvido falar dele.
Abraços.

APÓSTOLO disse...

Prezado EDÚ:
Sua parte foi feita e nada de modéstia, muito bem feita.
Postei comentário no "jazzseen", claro.

edú disse...

Prezado Apóstolo,
grato pela generosidade e imerecidas palavras.Lá, a casa é vossa tb.

Bene-X disse...

Edú, com todo o respeito ao Zuza, que realmente é um craque, ele não dá nem pra largada com os Mestres, todos, do CJUB. Raf, LOC, Lulla, Coutinho e Cia, em Jazz pelo menos, dão seis voltas de vantagem do Zuza e ainda chegam na frente, e com sobras.

Mas concordo, Zuza é bom, muito bom mesmo, além de ter sido, por igual, ao longo de toda carreira, extraordinário produtor da música instrumental e popular brasileira.

Mas como crítico ... sorry !

Pra ficar em Sampa, parece-me que Calado é, sim, A autoridade definitiva na "terra da garoa", ao menos do que sei.

E o finado Conde, com sua coleção só rivalizada pela de Estevão Hermann, que monstro não devia ser, hein ?

Abs.,

edú disse...

David ,
por respeito a nossa amizade deixo de levar a sério essa informação equivocada proferida por ti.Com o devido respeito aos eminentes e grandes conhecedores mencionados - acho q inexiste e nem é necessário para tanto - um ranking pra quem conhece mais.Respeito consideravelmente as opiniões dos Mestres Llulla,Raf e Loc.O sr.Coutinho , infelizmente,conheço pouco de seu legado – o q é uma grande lacuna no meu microscópico conhecimento sobre o assunto.Sem deixar de prestar atenção, contudo, ao respeito e absoluta admiração dos membros seniores do Cjub por sua figura.O Zuza é o critico de jazz brasileiro com maior conhecimento teórico de música e o mais reconhecido no ambiente internacional.Graduou-se na Julliard Scholl of Music tendo como professores Ray Brown e John Lewis no final da década de 50.Foi o único jornalista a acompanhar a totalidade da temporada de Thelonius Monk e John Coltrane no Five Spot Café.Ocasião q se tornou um marco no próprio jazz e na trajetória desses dois artistas.É o jornalista brasileiro de maior convivência pessoal com as grandes personalidades do jazz numa relação q se inicia com Louis Armstrong e supera Ornete Coleman.Foi o responsável pela contratação de todos os artistas internacionais da TV Record na década de sessenta – quando essa era a maior emissora de televisão do pais.Tem respeito e admiração declarada de Gary Giddins e James Gavin em manifestações orais e escritas.Além de consolidada obra escrita de diversos livros sobre música.Foi curador do Free Jazz e Tim Festival em todas suas edições.Além da formação técnica de engenharia de som, concluída após seus 30 anos de idade.Quanto ao Conde, privei de certa convivência, sem estabelecer amizade por sete anos.Sua maior virtude, mencionada, era sua extraordinária capacidade de estruturar uma grande coleção de discos.Provavelmente a melhor selecionada de jazz e bossa nova por um colecionador particular brasileiro.Seu maior conhecimento pessoal residia na arquitetura e na legislação habitacional onde retirava seu ganha pão.Teve importância como divulgador de jazz em seu programa de radio e interessado pesquisador pessoal. Era pessoa cordata e educada.

edú disse...

Carlos Calado escreve muito bem e tem conhecimento profundo de jazz.Dividimos a mesma mesa num desses festivais q se organizaram.Somente mantive restrição pela insistente frequencia com q se levantava e abandonava o ambiente para ir fumar durante os sets musicais.

Érico Cordeiro disse...

Mestre Edú,
Disseste-o muito bem. O nosso querido Zuza Homem de Mello é, felizmante para nós, um grande admirador, conhecedor, amante e divulgador do jazz (além de outras relevantes manifestações musicais).
Complementando as palavras do Edú, Zuza, além da Julliard Scholl of Music, também foi aluno da School of Jazz, em Lenox, Massachussets, mantida pelo casal Stephanie e Philip Barber. Ali, juntamente com Brown e Lewis, davam aula Max Roach, Bill Russo, Milt Jackson, Herb Ellis, Jimmy Giufre, entre outros. Além de professores visitantes da estirpe de George Avakian, Nat Hentoff, Teo Macero, George Russell, Lennie Tristano e Barry Ulanov. Tais fatos estão relatados no excelente livro Música Nas Veias.
Durante algum tempo também foi executivo da Concord no Brasil, quando foram lançados aqui cds de alguns artistas do cast da gravadora como Scott Hamilton, Gene Harris e Karrin Allyson.
Ou seja, Zuza é outro abnegado que, assim como os nossos mestres do CJUB, tem uma vida inteira dedicada ao jazz (e nessa competição prá ver quem tem o maior cabedal jazzístico eu não meto a minha minúscula colherzinha - é briga prá cachorro gigante!!!!! - fico de cá só aprendendo e me deliciando com esses mestres todos).
Um abração a todos!

Bene-X disse...

Amigos, longe de mim desmerecer o Zuza. Se assim fui compreendido, desculpem-me, estive longe de me expressar corretamente. Zuza, aliás, é amigo pessoal, creio, de todos os Mestres aqui do CJUB.

Referi-me, volto ao assunto, ao talento como crítico, resenhista. Não estabeleci, jamais, comparação quanto à "cabedal" jazzístico.

Abs.,

Bene-X disse...

corrigindo:

"comparação quanto a (sem crase) "cabedal" jazzístico".

Abs,