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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

MORREU BUD SHANK

07 abril 2009



A notícia do falecimento de Bud Shank veio entristecer a todos aqueles que admiram o Jazz West Coast, já que o saxofonista era figura proeminente daquele movimento. Nascido em 1926, teve seus primeiros trabalhos nas orquestras de Charlie Barnett e Stan Kenton nos anos 40. Nos anos 50 foi um dos principais solistas do grupo “Lighthouse All-Stars” do contrabaixista Howard Rumsey e lançou com Laurindo Almeida um álbum que ainda hoje é sucesso ; “Braziliense”, sendo com Laurindo o principal divulgador da música brasileira nos “states”. Gravou Radamés, Ary Barroso, Humberto Teixeira, Romualdo Peixoto e outros mais. Fez um bom acervo fonográfico gravando nos principais selos da Costa Oeste, Contemporary e Pacific Jazz. Com Bob Cooper gravou pela primeira vez o que se chamou de experiência “Flauta e Oboé”, obtendo os melhores elogios da crítica. Nos anos 70 e 80 integrou o famoso “Los Angeles Four”, reencontrado Laurindo, Ray Brown e Jeff Hamilton. Teve várias vezes no Brasil gravando com João Donato e atuando no Chivas Jazz Festival quando tive a oportunidade de vê-lo e ouví-lo, podendo constatar que se tratava de um solista excepcional . Não foi a toa que ganhou por quatro vezes o prêmio “MOST VALUABLE PLAYER” da National Academy of Records . Ficaram gravadas em minha mente dois excepcionais números tocados por Shank naquele festival. Dois clássicos do bebop : “Bouncing with Bud” e “Scrapple from the Apple”. Bud Shank morreu de falência respiratória em 2 do corrente. RIP

4 comentários:

Mario disse...

Dave Brubeck também esteve com sérios problemas, recentemente ficou internado por 2 semanas num hospital por causa de uma infecção viral, que finalmente foi superada. Brubeck acabou não podendo comparecer na Califórnia a premiere de um trabalho orquestral seu, inspirado por Ansel Adams (um famoso fotógrafo ambientalista americano). Ele e seu filho Chris estiveram trabalhando nisso durante um ano.
Brubeck voltou pra casa e está recomeçando os trabalhos. Dave Brubeck tem 88 anos.

APÓSTOLO disse...

LLULLA:

Triste perder um astro maior de seu instrumento, legítimo representante do "west coast", mas consolam-nos as extensas discografia (onde podemos ouví-lo) e filmografia (onde podemos ouví-lo e vê-lo atuando) que nos legou.
A orquestra lá do alto fica mais enriquecida !

Anônimo disse...

É Lula,

Mais um dos "meus heróis" que sái do nosso convívio terreno. Ainda bem que juntos o assistimos no "Chivas". Nosso amigo,velho baterista de boa safra,o "Oswaldinho" deve estar pensando que peguei o autógrafo do finado Shank, na fotografia que ele Oswaldo entrgou-me - na ocasião - quando tocaram juntos no Uruguai. Ledo engano, nem a dele - Oswaldo - e nem a do Shank. Tudo, pela foto que tirei do Shank, assinando a tua "Enciclopédia" e por conta do "hurry" nos bastidores daquele dia. Um momento inefável. Mais "um gigante" que nos deu adeus.
Descanse em paz e obrigado pelo legado que nos deixou.

Nelson Reis

Mario disse...

CINCO DE MAYO

When Bud Shank died on April 2 at 82, there were hundreds of
thousands, probably millions, who were reminded of his recordings,
concerts and performances. But there were also about a dozen guys who remembered a single, private and magical half-hour of his life...and their own.

I met Bud on a boat. He was a sailing pal of my brother, John - a
professional skipper who had raced on Bud's boat, Xanalyn. I owned a
sailboat, too: Olinka. And in May of 1977, I decided to enter the
famous Newport to Ensenada race. My brother suggested Bud as one of the crew. I wasn't a big jazz fan, so Bud Shank's name meant nothing
musical to me. I didn't realize he was one of the world's great
flautists, who would, only a few years later, give it up for other
instruments. But I knew he was a sailing man; one of the best.

There were 12 of us on the boat. Most of us already knew each other;
hard-core ocean racers, signed up for a good time on a beautiful, but
dated, wooden yawl. Built in Sweden in 1952, Olinka was also a handful when racing; it took a dozen or more very good sailors to wring the best out of her. And Bud was clearly qualified. We had a great time and a great race, crossing the finish line at sunrise, ahead of the fleet.

First in class.

Bud went ashore with a few of us in Ensenada to stock up for our
celebratory breakfast: huevos; tortillas; tomates; cebollas; limones; tequila; sangrita with a woman's picture on the bottle. It was Cinco de Mayo: the Mexican day of Independence. And on the way back to the dock we passed through the sleepy, hungover, once-a-year swarm; past kids setting off fireworks. There was an old blind man selling little handrolled clay pipes with a few random holes punched in here and there; little flowers and donkeys painted on next to the Ensenada BC; the kind of souvenier trinket you'd buy for your kid to prove you'd been to Mexico...and hope they didn't try to play it.

So the guy holds up a pipe, and Bud gives it a quick try, buys it for a buck (overpriced even 32 years ago) and sticks it in the grocery bag.
And we go back to the boat, fix breakfast, and settle down to catch
some of the sleep we lost during the 20 hour race. Then, rocking in the early morning sun, watching the scores of boats still trailing across the finish line, we start to hear Bud Shank, alone on the foredeck, playing Antonio Carlos Jobim - purely and flawlessly - on what only moments before was a crude, cheap toy; a piece of clay before that; and dust before that. It was the most memorable outdoor concert of my life.

First in class.

>> Eu não poderia deixar de postar esse texto de Tony Bill, produtor de filmes como The Sting, Crazy People, Flyboys, dentre outros.
Bud além de ótimo músico era um ótimo velejador, tinhamos gostos semelhantes, música e mar. <<