Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

EM DESTAQUE, PAT METHENY

30 março 2008

Caderno B, JB, 30 de março.

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JAZZ - NASCIMENTOS EM 03 DE ABRIL

28 março 2008

Você sabe quem nasceu no dia 03 de abril ? ? ?
Complete a relação a seguir.
1903 Bubber Miley Trumpete
1903 “Min” Leibrook Multi.instrumentista
1906 Billy Taylor, Sr. Tuba
1916 Ken Kersey Piano
1917 Bill Finegan Piano
1920 Stan Freeman Vocal
1920 Bob Mitchell Trumpete
1922 Doris Day Cantora / atriz
1928 Pierre Michelot Contrabaixo
1928 Bill Potts Piano
1929 Jane Powell Cantora / atriz
1932 ?????? ??????
1936 Scott La Faro Contrabaixo
1936 Jimmy McGriff Órgão
1936 Harold Vick Sax.tenor
1943 Richard Manuel Piano
1949 Eric Kloss Sax.tenor
1957 Martin Speake Sax.alto
1958 Scott Stroman Trombone
Se você, caro CJUBIANO, completou o ano de 1932 com o nome de LUIZ CARLOS LASSANCE ANTUNES, mestre LLULLA, acertou.
Agora, em 03/abril/2008, LLULLA está completando seus primeiros 76 anos e recebendo nossos maiores e melhores votos de vida longa com muita saúde, paz e muito JAZZ com suas histórias tiradas da vida, que para alegria de todos nós, segue ! ! ! . .

COLUNA DO LOC

23 março 2008

Caderno B, JB, 23 de março.

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MUSEU DE CERA # 38 - PINETOP SMITH

20 março 2008


Clarence ‘Pinetop’ Smith nasceu em 1904 no Alabama, passou sua juventude em Birmingham sendo um autodidata no piano e iniciando carreira nos espetáculos de vaudeville em pequenos teatros como dançarino, vocalista e pianista. Aos 20 anos foi para Pittsburgh onde se associou à cantora Ma Rainey e mais tarde já em Chicago junto com os pianistas Albert Ammons, Meade ‘Lux’ Lewis e Cow Cow Davenport passou a fazer parte do circuito all-night jam sessions de clubes noturnos.
Em 1928 seu nome ficou eternamente vinculado ao estilo de piano-blues o famoso — boogie woogie — com a gravação para a Vocalion do Pine Top's Boogie Woogie que se tornou um clássico do repertório dos pianistas que adotaram o boogie. Embora Jimmy Yancey tenha recebido os créditos de “inventor” do boogie foi Pinetop que o popularizou com sua consagrada gravação, inclusive pela primeira vez usando o termo boogie-woogie. Este, um estilo pianístico de execução do blues caracterizando-se por figuras de baixo (mão esquerda) de 8 notas por compasso repetidas (eight-to-the-bar) em forma de riffs, enquanto a mão direita improvisa uma linha melódica sincopada. O boogie-woogie foi muito popular na década de 30 ultrapassando os limites do piano para ser reproduzido até por orquestras inteiras.
A origem do vocábulo é obscura e segundo alguns historiadores referia-se aos passos de uma dança dos negros o shuffle, uma expressão onomatopáica talvez. Pinetop viveu muito pouco e nascido pobre assim morreu com somente 25 anos, acidentalmente por obra de uma bala perdida durante um tumulto em um dancing hall onde atuava na Orleans Street em Chicago. Em tempo, a alcunha maldosa dada a Clarence Smith de “pine top” foi por ter o alto da cabeça pontiaguda, lembrando um pinheiro.
Reproduzimos aqui no Museu o famoso Pine Top's Boogie Woogie (Clarence Smith) ao piano e ao mesmo tempo dando as dicas para se dançar o boogie.

Gravação original: 29/dez/1928 - Vocalion 1245 (mx C-2726 A) - Chicago
Fonte: CD - Boogie Woogie & Barrelhouse Piano, Vol. 1 (1928-1932) – selo Documents Records DOCD 5102 – 1994 – USA


DENNIS IRWIN, OBITUÁRIO DO AAJ

15 março 2008


Chocado com a notícia dada pelo confrade I-Vans, reproduzo o sintetico obituário estampado no famoso site AAJ (ALL ABOUT JAZZ) (http://www.aaj.com/), escrito por Ben Ratliff e publicado em 12 de maço p.p.:

"Dennis Irwin, 56, Bassist Popular in New York Jazz, Is Dead

For more than 30 years, Mr. Irwin was a much-in-demand New York jazz bassist. His recent illness became a rallying point for jazz musicians without medical insurance.

Dennis Irwin, who for more than 30 years was a much-in-demand New York jazz bassist and whose recent illness became a rallying point for jazz musicians without medical insurance, died on Monday in Manhattan. He was 56.

The cause was liver failure as a result of cancer, said his son, Michael Irwin.

He died the same day as a benefit concert was presented in his honor, staged by
Jazz at Lincoln Center and including performances by Wynton Marsalis, Tony Bennett, Jon Hendricks, Mose Allison, Joe Lovano, Bill Frisell, John Scofield, and many others. Part of the concert’s proceeds will go toward Mr. Irwin’s medical expenses. The rest, in line with his stated wishes, will go to other musicians in need, through the Jazz Foundation of America, which has helped many uninsured musicians — including Mr. Irwin — pay for healthcare.

Two New York City jazz-club benefits in February, one at Smalls and one at the Village Vanguard, also raised money for Mr. Irwin’s living expenses and for alternative cancer treatment.

Mr. Irwin’s swing was deep and dependable, and he played on more than 500 albums. Since the early 1980s, he had performed almost every Monday night with the Vanguard Jazz Orchestra at the Village Vanguard.
Born in Birmingham, Ala., Mr. Irwin attended North Texas State University (now University of North Texas) as a classical musician studying the clarinet, switching to jazz and the bass during college. In 1973, while still in school, he got a job as a bassist playing with the pianist Red Garland; he moved to New York in 1974 without graduating and quickly found work with Ted Curson, Betty Carter and Mr. Allison, among others. In 1977 he began a three-year stint in Art Blakey’s Jazz Messengers.

In more recent years, he played in bands led by Johnny Griffin, Mr. Lovano, Mr. Scofield and Matt Wilson.

His case has already brought help to uninsured musicians. Michael Pietrowicz, vice president for planning and program development at Englewood Hospital and Medical Center in Englewood, N.J., said in an interview on Tuesday that the hospital, in conjunction with the Jazz Foundation of America, would create the Dennis Irwin Memorial Fund, making free cancer screenings available to veteran jazz and blues musicians who are uninsured. (Mr. Irwin was initially evaluated and treated for cancer at the hospital late last year.) And Adrian Ellis, executive director of Jazz at Lincoln Center, said Tuesday that the organization would produce an annual concert to benefit jazz musicians in need.

Besides his son, Michael, of Manhattan, Mr. Irwin is survived by his companion, Aria Hendricks; his brother, David Irwin, and his mother, Daisy Godbold, both of St. Petersburg, Fla.; and his father, David E. Irwin of Monticello, Ga."


Morte prematura de um gigante. Bio completa no site pessoal, em http://www.dennisirwin.org/ .

O JAZZ EXPLICA A CRIATIVIDADE

14 março 2008


Inspirados pelas lendárias improvisações de músicos de jazz como Miles Davis e John Coltrane, cientistas estão estudando os cérebros de jazzistas modernos para descobrir de onde vem a criatividade - pense na origem dos sonhos. As experiências não representam apenas uma curiosidade que interessa primordialmente aos fãs do jazz, mas um experimento ousado quanto ao aspecto neurocientífico da música, um campo que está florescendo à medida que os pesquisadores percebem que a música serve como forma de iluminar a maneira pela qual o cérebro trabalha.
A maneira pela qual tocamos e ouvimos música oferece uma janela para a maior parte das funções cognitivas cotidianas, da atenção à emoção e à memória, o que por sua vez poderia ajudar no desenvolvimento de tratamentos para distúrbios cerebrais.
No entanto, a criatividade vem sendo há muito vista como um fenômeno fugaz demais para que se possa medi-la. O Dr. Charles Limb, um saxofonista que se tornou especialista em audição, acredita que a improvisação de jazz ofereça uma ferramenta perfeita para fazê-lo, ao permitir comparações quanto ao que acontece no cérebro de músicos treinados nos momentos em que tocam de memória e o que acontece nos momentos em que improvisam.
"Uma coisa é compor uma musiquinha curta. Outra é compor uma obra-prima, uma obra longa, uma hora inteira de música apresentando idéia após idéia original", explica Limb, professor de otorrinolaringologia na Universidade Johns Hopkins, cujo objetivo mais amplo é ajudar os surdos não só a ouvir como a ouvir música.
Como observar um cérebro sob o efeito do jazz? Por meio de um aparelho de ressonância magnética que mede as alterações no uso de oxigênio pelas diferentes regiões do cérebro à medida que elas executam diferentes tarefas.
Não se pode tocar saxofone ou trompete no interior de um gigantesco imã como uma máquina de tomografia. Por isso, Limb e o Dr. Allen Braun, do Instituto Nacional de Saúde, encarregaram uma empresa de produzir um teclado especial de gesso que se encaixasse no espaço apertado da máquina e não apresentasse componentes metálicos prejudiciais.
Depois, eles mediram as reações de seis pianistas profissionais de jazz, que tiveram sua atividade cerebral medida pela máquina enquanto tocavam de memória e enquanto improvisavam. Os músicos executaram, com a mão direita, tanto uma escala simples em Dó quanto uma canção em ritmo de blues composta por Limb e batizada, apropriadamente, como Magnetism. Por meio de fones de ouvido, os músicos ouviam um acompanhamento pré-gravado por um quarteto de jazz, como forma de simular uma apresentação real.
Desenvolver criatividade emprega os mesmos circuitos cerebrais cujas atividades Braun havia mensurado durante os sonhos. Primeiro, os mecanismos de inibição são desativados. Os cientistas observaram a região do cérebro que centraliza os mecanismos de autocontrole, o córtex pré-frontal dorsolateral, e as atividades dele foram suprimidas.
Depois, as atividades de auto-expressão começaram a se desenvolver. Uma área menor, conhecida como córtex pré-frontal medial, foi ativada, o que representa uma das descobertas cruciais de pesquisas anteriores de Braun sobre como as formas de linguagem vinculam essa região à narração de histórias autobiográficas. A improvisação de jazz, nesse sentido, produz um estilo de expressão tão individual que os observadores muitas vezes o descrevem como uma história musical pessoal.
O mais intrigante é que os músicos também demonstravam maior sensibilidade sensória. As regiões envolvidas com o tato, a audição e a visão também se ativaram durante a improvisação, ainda que nenhum dos músicos tivesse apalpado ou visto algo de diferente, e que os únicos sons novos fossem os que eles estavam criando. (Lauren Neergaard)

JB AM, MANCINI, LARRY BUNKER

12 março 2008


A Rádio Universidade FM de Londrina está remodelando todo o seu site na internet (www.uel.br/radio). Vai aperfeiçoar a qualidade de áudio e fornecer em detalhes sua programação, inclusive com o perfil dos chamados colaboradores, entre os quais me incluo via Londrina Jazz Club, que vai ao ar sempre aos domingos, 17 horas, com reprise às sextas, 21 horas. Pois bem. Ao escrever meu “currículo”, não pude omitir algumas informações sobre a minha escola musical. E nela, sem dúvida, houve a Rádio JB AM, de quem era assíduo ouvinte desde que comecei a me interessar por música. Há também no currículo ridículas aulas de canto orfeônico no Colégio Santo Agostinho – é mole?. Um dos meus primeiros contatos com o jazz veio pela mesma JB AM, que tinha em Henry Mancini uma figurinha carimbada. E foi assim que ouvi pela primeira vez Larry Bunker (1928/2005), como vibrafonista - mais tarde fui reencontrá-lo como baterista de Bill Evans. A gravação mais tocada na época pela JB era “Night Side”, extraída da trilha sonora de Hatari (1962), onde Bunker aparece em grande estilo. Aliás, o baterista aqui era Jack Sperling, cativo de Mancini. Som na caixa, para matar a saudade, edição remasterizada em dolby digital.
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PS. Why not??


boomp3.com

DENNIS IRWIN, DESCANSE EM PAZ

11 março 2008


Esteve no Brasil no Tim Festival de 2007. Esbanjou talento e solidez ao conduzir o noneto de Joe Lovano. Batemos um papo curto depois do show, parecia bem de saúde, tomou capirinha e me fez rir bastante com seu "pourrtogueixx". Adorava música brasileira. Gente boa.
O baixista não conseguiu vencer a batalha contra o câncer e nos deixou segunda-feira, 10 de Março. Nascido no Alabama em 28.11.1951, tocou com Red Garland e Al Haig. Também contaram com os préstimos de Irwin: Blakey, Getz, Baker, Silver, Scofield e o supra citado Lovano.
Tocava muito bem a clarineta(seu primeiro instrumento), vide os discos com o Matt Wilson "Arts and Crafts".
RIP, Mr. Irwin.

Ivan Monteiro.

HISTÓRIAS DO JAZZ N° 57



Mais Max ...



Relembrei quando escrevia a história anterior que após o falecimento do amigo Max tive a idéia de imaginar o seu encontro com José Maria Pacheco, também da AND e a curtição dos dois ouvindo as orquestras dos “band leaders” que já tinham subido. Claro,um encontro com Glenn Miller era fundamental e então escreví um conto intitulado “Max e Glenn Miller” que vem se constituir em nossa próxima história. Espero que gostem .




MAXWELL JOHNSTONE & GLENN MILLER (outubro, 1996)


E Mr. Maxwell chegou lá. Após ser liberado da burocracia celestial, foi encaminhado ao salão de despachos onde um anjo lia em voz alta o destino dos recém-chegados e o respectivo guia que os levaria até lá. Soube então que seria encaminhado a galáxia musical,tendo como cicerone, nada mais nada menos do que São Jorge.
Durante o trajeto pouco conversaram mas, o santo quis saber porque o mister deixara a Inglaterra para viver no Brasil. Max explicou que foi uma opção pessoal, nada tendo contra o seu país natal. Ouviu então a queixa do santo, contra a terra que o incluiu num negócio chamado “candomblé”, onde era tratado por Ogum. Max teve que explicar que não freqüentava aquele culto, sobre o qual nada sabia.São Jorge aceitou as explicações e voltou a reclamar contra o apelido de Ogum e assim chegaram a galáxia musical. Despediram-se britanicamente e Max dirigiu-se à recepção onde, para sua surpresa ,o aguardava José Maria Pacheco.
Abraços efusivos e Pacheco tomou a palavra, explicando com detalhes como funcionava a galáxia. Max perguntou como Pacheco soubera de sua chegada. Pacheco sorrindo explicou que vira e ouvira a notícia no “Jornal Celestial” apresentado diariamente por Heron Domingues. E prosseguia com as explicações : “Aqui temos de tudo. O bairro do Jazz é um barato. Música permanente,executada pelos nosso ídolos, havendo um revezamento de big-bands no “Anjo Azul” toda a semana. E Pacheco prosseguia com a narrativa “Já conheço todos os “band leaders”, Tommy Dorsey, Benny Goodman, Harry James e até o Glenn Miller que aliás,quer te conhecer..
Mr. Maxwell ficou surpreso. Porque Glenn Miller queria conhecê-lo? Bem, ele deve saber que fui um razoável colecionador de seus discos. Ou então, soube do “Beco das Big-Bands” que eu fazia no programa do Lula.
Pacheco pegou Max pelo braço e anunciou: Glenn Miller deve estar ensaiando , vamos até lá que eu vou apresentá-lo. Chegaram ao “Anjo Azul” e Glenn Miller levantou-se e saudou amavelmente os visitantes.
Pacheco muito excitado fez as apresentações : “Mr. Miller,esse é o meu amigo Max,sobre o qual lhe falei. Glenn Miller solícito apertou a mão de Max e agradeceu todo o carinho que o “mister” tinha dedicado ao seu trabalho, afirmando que nem os chamados críticos de Jazz conheciam tantos detalhes de sua carreira.Max agradeceu mais uma vez e começou a relembrar as chamadas “gravações não comerciais”, realizadas pela “Orquestra Militar” dirigida por Miller. Os trabalhos do pianista Mel Powell, as visitas de cantores famosos etc .Arrematando o encontro, travou-se o seguinte diálogo :
Max – Mr. Miller, foi muito bom encontrá-lo, pois agora vou esclarecer uma dúvida que tenho ha. muito tempo : Afinal de contas, como é que o senhor morreu ?
Glenn Miller - Ora bolas ! Esperei tanto para conhecê-lo justamente para perguntar : “Como foi que eu morri ? “

ELES - TERCEIRA PARTE

09 março 2008

Aviso : para um melhor entendimento desse post recomendo a leitura de "ELES-segunda parte" sobre Max Roach.

5) Philly Joe Jones

Se eu tivesse que falar de um unico baterista que tenha me influenciado e marcado seria de Philly Joe Jones que eu falaria. Um dos grandes inovadores da bateria no jazz ele é um marco no desenvolvimento do instrumento tendo acrescentado ao vocabulario do bebop uma nova visão ritmica e melodica . Seu swing é contagiante, irresistivel ,um acontecimento. O homem é um verdadeiro monumento ao swing .
A primeira vez que ouvi Philly Joe Jones foi quando eu era bem jovem ,uns 18 anos , e o disco era "Working" com o quinteto de Miles Davis (Miles,Coltrane,Red Garland,Paul Chambers e nosso heroi). Foi uma descoberta fundamental,nenhum outro baterista eu ouvi tanto como ele . Durante muito tempo, anos, eu ouvia diariamente algum disco com ele. Era um ritual: hora de ouvir Philly Joe Jones . Agora que se passaram tantos anos é que posso avaliar o quanto devo a esse super-super-baterista , um musico dos musicos .
Começou a despontar no inicio da decada de 50 e logo se tornou um dos principais bateristas de jazz . Eu considero que uma de suas mais importantes contribuições foi a fusão entre dois estilos(bebop e swing) que seriam,pelo menos até então,antagonicos. E era um mestre no acompanhamento de solistas e conjuntos , possuindo aquela sempre tão almejada e dificil combinação de fluencia com estabilidade.
Numa antiga edição da revista "Down Beat" (aproximadamente 1975) ha uma entrevista com Philly Joe onde ele declara textualmente que seus bateristas preferidos sempre foram Art Blakey,Max Roach e Buddy Rich. Isso ja é uma valiosa chave para entendermos o estilo dele . Em um livro de bateria onde o grande mestre Alan Dawson e o critico Dan Morgestern analisam varios bateristas Sid Cattlet é citado como grande influencia de Philly Joe . Apesar de ter pouco conhecimento de Sid Cattlet sei que foi um dos grandes da epoca pre bebop mas os outros tres citados na "Down Beat" eu ja estudei e escutei muito e isso me deu uma boa ideia da formação do estilo de Philly Joe. Art Blakey com seu maravilhoso groove e suas aplicações na bateria de ritmos afro cubanos,Max Roach com a sua sofisticada concepção musical na construção de solos e Buddy Rich com um vocabulario ,tecnica e drive unicos e que ainda não tinham sido aproveitados pelos bateristas de bebop. Um musico da importancia de Philly Joe Jones não pode ser entendido só por uma analise de suas principais influencias , ha muitos outros fatores que são determinantes e um dos mais importantes foi a epoca em que viveu , para mim a idade de ouro do jazz. Tambem importante é sua variadissima experiencia como sideman , no inicio de sua carreira tocou em bandas de rhythm&blues e ao longo da vida em praticamente todo tipo de formação que existe no jazz(desde trios e todos os tipos de pequenos conjuntos até big bands ). Sem esquecer o principal, é claro: seu enorme e fantastico talento. Um musico marcante e que foi um dos que escreveram o livro do jazz.

Philly Joe Jones esta entre as principais referencias quando se fala em condução . Tendo uma concepção de tempo super sofisticada que junta duas coisas : aquela sensação de movimento que é tipica do bebop ("on top of the beat") com um "sabor" caracteristico do periodo do swing, influencia de Sid Cattlet e Buddy Rich. Fluencia e estabilidade elevados a enesima potencia. Talvez fique um pouco complicado explicar mas vou tentar. No que chamamos "era do swing" predominavam as formações de big band e os bateristas tocavam no que seria o "centro" do tempo ( pensem em Jo Jones com Count Basie) e era perfeito para o acompanhamento dos solistas, que ainda não tocavam bebop. Com o surgimento do bebop vemos que essa concepção mudou para "um pouco na frente do tempo"(agora pensem em Art Blakey "empurrando" os solistas e o conjunto) e se tornou o padrão pois tambem era perfeita para a nova linguagem . Philly Joe conseguiu unir as duas, amalgama-las em uma unica. Coisa de genio .
Tambem foi um dos que mais desenvolveram os conceitos polifonicos de condução , uma evolução iniciada por Max Roach. Philly Joe com uma sonoridade mais grave na caixa e no bumbo pontuava sua condução de maneira diferente de Roach , talvez menos ativo mas com um sentido de propulsão inigualavel e que dialogava com os solistas enquanto os sustentava. É ilustrativo ver a quantidade e variedade de artistas de jazz com quem ele gravou.
Havia tambem uma certa atitude (termo infelizmente tão banalizado hoje em dia) assertiva, super confiante, podendo ser confundida ,pelos menos atentos,com agressividade . Para mim é mais uma qualidade musical que veio da influencia de Buddy Rich. Pessoalmente acho que os grandes solistas de jazz, especialmente do bebop pra ca , precisam dessa atitude do baterista. Existem tantas possibilidades de fraseado que é necessario um baterista extremamente seguro e atento. Como um timoneiro com mão firme pois navega-se em aguas profundas e mares turbulentos, com ondas grandes,muito vento e algumas tempestades no caminho, navegação oceanica de longo curso(a subliteratura sempre foi um desejo oculto meu , os amigos saberão relevar). Como ilustração sugiro a audição dos discos "Blue Train" de John Coltrane e qualquer um dos quatro albuns , ou melhor ainda todos eles, historicos com o quinteto de Miles Davis pelo selo Prestige ("Steaming", Working", Cooking" e "Relaxin" ) .Esses discos são pra mim como cartas de navegação, mostrando como sair e voltar com segurança ao porto( prometo ser a ultima vez que dou vazão ao meu lado "criativo"). Eu sempre ouço e deveria faze-lo de joelhos , tamanha importancia eles tem pra mim, são como revelações.
Philly Joe Jones foi um dos grandes artistas das vassourinhas (brushes , em ingles) tendo sido um pioneiro e um expoente tanto em termos criativos como tecnicos e musicais nessa arte tão dificil e tão pouco cultivada hoje em dia. Ele aplicou sua concepção de condução ritmica,unica e da qual ja falamos acima, nas vassourinhas e só isso ja o torna especial nesse campo. Philly Joe acrescentou um drive como ninguem havia ouvido até então. Sua maneira de tocar vassourinhas em andamentos rapidos(medium-up e up-tempos) é sem paralelo , ele criou a referencia . Ha inclusive um livro escrito por ele sobre o assunto :"Brush Artistry" um classico . Dois discos, para mim fundamentais, onde podemos comprovar essa absoluta maestria no uso das vassourinhas: "Social Call " de Betty Carter( pra quem se interessa realmente em vassourinhas esse disco é um curso completo) e "Time Waits" de Bud Powell. Tambem no disco "Milestones" com o sexteto de Miles Davis(o quinteto mais Cannonball Adderley) ha uma performance historica:"Billy Boy". Não conheço nada sequer parecido em termos de groove de jazz com vassourinhas , imperdivel.

SOLOS - O mesmo que ele ja tinha feito com a linguagem de condução e acompanhamento tambem fez com a linguagem de solo : uniu o bebop e toda a sua fluencia e velocidade com o drive do swing. Buddy Rich e Max Roach no mesmo baterista , podemos dizer( simplificando bastante).
Seus solos alem de serem peças muito bem construidas musicalmente com começo , meio e fim contem um fraseado super pessoal que trouxe de volta aquela caracteristica "militar",os rudimentos, predominante antes do bebop (ver "ELES-segunda parte -Max Roach") . Os tais rudimentos eram usados por ele de uma nova maneira, incorporando-os a linguagem ritmica do bebop. E usando silencios, espaços ,como respirações. A antiga linguagem se somando com a nova e apontando para a fente, o futuro .
Nas trocas de 4 ou 8 compassos com os outros musicos (os "trades") ele tambem desponta como um dos mais importantes. Nesses trechos de 4 ou 8 compassos encontramos muito mais significado musical do que na maioria dos solos de bateria de maior tamanho. Uma de suas caracteristicas principais era que ele pegava alguma ideia que tinha sido tocada por outro musico durante o trade e a desenvolvia criando uma sensação de fluxo musical ininterrupto. Seus trades são pra mim um dos maiores tesouros do jazz em termos de criatividade.
Sou suspeito pra falar mas na minha opinião, e de gente que considero muito respeitavel,Philly Joe Jones abriu a porta da bateria moderna . O baterista que quiser entender e tocar o jazz que se faz hoje tem que necessariamente ouvir e estudar Philly Joe Jones.

Infelizmente nunca vi Philly Joe Jones ao vivo. Apesar disso tenho a sensação de conhece-lo como um amigo,um musico mais velho que me deu muitos e valiosos conselhos . Até hoje estudo varios licks e trechos de solos dele alem de tocar junto com discos para captar seu fantastico swing. Talvez leve o resto da vida tentando,mas é sempre muito prazeroso. Vassourinhas se eu aprendi alguma coisa foi com ele . E constantemente me surpreendo com ele mesmo hoje mais de 30 anos depois da primeira audição de "Working". "Tio Joe" é e sempre sera o meu heroi da bateria.

Lembro aos amigos que estas são observações pessoais, é só ver a quantidade de adjetivos empregados, não um tratado sobre o assunto. Não tenho a pretensão de esgotar esse assunto, muito pelo contrario. Escrevi para chamar a atenção de voces sobre os bateristas que fizeram e fazem minha cabeça, um convite a uma audição mais atenta desses mestres e com isso cada um pode tirar suas proprias conclusões. Fiquem a vontade para acrescentar a visão de voces nos comentarios. Duvidas tecnicas mais especificas eu peço , por favor, para me mandarem por email pois os esclarecimentos podem ocupar muito espaço nos comentarios. Mas fica a criterio de voces, eu podendo, sabendo, responderei com o maior prazer, seja nos comentarios seja nos emails.

NA AGENDA



AU BON GOURMET NO ESCURO

07 março 2008

A reportagem de Leonardo Lichote, no O Globo de quinta, 6 de março, traz uma matéria sobre a bossa nova nos anos 60 com fotos do Antonio Nery tiradas no club Au Bon Goumet, onde aconteciam shows com os músicos da época.

Interessado em ver a exposição, me dei conta que estava passando em frente ao prédio da Light, companhia de energia elétrica da cidade do Rio de Janeiro .

Foi só entrar no pátio interno e ir direto a sala de exposições. Não havia uma luz sequer acesa, a sala estava iluminada apenas pela luz do dia que entrava por uma porta. Havia duas pessoas tentando olhar as fotos. Na parede muitos interruptores, tentei acioná-los sem nenhum resultado.

Tive que ver as fotos na penumbra, mas mesmo assim gostei da qualidade e da reportagem.

Na saída fui interpelar um funcionário sobre a iluminação, imaginando que ele ia me responder que estaria sendo desativada, que a Light brigou com o Antonio Nery, que ainda não havia aberto o horário. Mas sabem o que respondeu?

- Uma sobrecarga de energia deixou a Light sem luz!

Casa de ferreiro, espeto de pau!

LARS JANSSON

05 março 2008

O pianista Lars Jansson é sueco, cresceu na cidade de Örebro onde teve sua iniciação musical. Seu interesse pelo jazz começou na adolescência quando recebeu emprestado uma coleção de discos de Miles Davis e Ben Webster.
Na década de 60' foi influenciado pelo modismo dos Hammond e se interessou pelo instrumento ouvindo Jimmy Smith e Jack McDuff. Formou junto com o baterista Sjunne Ferger, figura importante na sua vida, o duo Takt & Ton (Beat & Pitch).
Em 1970, concluiu a graduação da escola secundária e planejou estudar medicina, mas após um ano e meio ele decidiu voltar para a música.
Sorte a nossa!
Então foi aceito na Göteborg College of Music onde todos os músicos profissionais faziam jam sessions todas as noite e isso deu-lhe a oportunidade de tocar com outros músicos e esta convivência o fez descobrir Herbie Hancock, McCoy Tyner, Paul Bley, Bill Evans, Tristano, Jarrett e Chick Corea. Daí, Lars tornou-se membro do quarteto do contrabaixista Björn Alke, participou também do quarteto de Arild Andersen e de diversos outros grupos suecos e dinamarqueses.

Hoje, Lars Jansson lidera seu próprio trio e é um dos mais bem renomados trios de jazz na Suécia. Originalmente o trio foi formado pelo contrabaixista Anders Jormin e o baterista Anders Kjellberg. O contrabaixista Lars Danielsson fez parte do trio nos anos 80' até 2005, substituído por Christian Spering até hoje.

Deixo aqui 2 temas de sua autoria do concerto realizado em Göteborg, Suécia, em 4 de fevereiro de 2008.

Lars Jansson piano, Christian Spering contrabaixo e Anders Kjellberg bateria.

Som na caixa !


HISTÓRIAS DO JAZZ n° 56

04 março 2008


Saudades de Max


Uma das grandes amizades que fiz através do meu programa foi a do inglês Maxwell Johnstone. Nosso primeiro contato veio através de uma carta que nos enviou dando esclarecimentos sobre músicas que rodamos de uma “amostra” da Verve, levada por Tião Neto, a qual só dava o nome da faixa e do líder do conjunto. Em outra audição rodei faixas de um álbum de Rob McConnell para mim uma novidade na época. Confessei que nada sabia sobre a banda canadense. Max enviou nova carta dando dados biográficos do maestro e uma relação de discos gravados pela banda. Foi nessa ocasião que surgiu a expressão Audiência Nota Dez, que pronunciei ao ler as cartas de Max e logo seria o titulo da nossa confraria, a AND.
Nosso primeiro encontro ocorreu quando atendendo a um convite, fui ao seu apartamento cumprimentá-lo pelo seu aniversário. Morava numa cobertura na Travessa Angrense e seu apartamento era um encanto. Tinha um bar onde ele se instalava e servia aos amigos o generoso chá escocês e também controlava o som das diversas caixas espalhadas pelo local. Em seu escritório estavam os CD’s, Fitas VHS, cassetes e sofisticada aparelhagem de som. No quarto dos fundos algumas centenas de Lp’s enfileirados no chão, obedecendo a rigorosa ordem alfabética. Morava sozinho e de vez em quando me ligava convidando para ir a sua casa. Saia do trabalho, pegava um frescão para Copacabana e passava o resto da tarde ouvindo e vendo as últimas novidades que o mister recebera. E muita coisa aprendi alí. Na AND sempre prestava esclarecimentos e tirava dúvidas dos amigos. Certa ocasião, comprei um CD de Count Basie no qual uma das faixas destacava o clarinete de Artie Shaw. Nunca tinha ouvido falar sobre isso e indaguei a Max se o músico atuara como convidado ou realmente integrara a banda. E ele com a calma que o caracterizava informou: “Naquela época Artie Shaw tinha deixado a Navy Band ao mesmo tempo em que Lester Young fora preso pelo exército. Basie tinha que cumprir uma “tournée” e precisava de um solista de ponta e convidou Artie ao mesmo tempo em que Tommy Dorsey cedia, por empréstimo, o baterista Buddy Rich , já que Jo Jones também estava no exército". O velho fazia jús ao apelido de PHD que era como eu o anunciava na rádio.
E era sempre assim.. Contava também passagens da sua vida, as mais interessantes. Quando trabalhou no transatlântico “Queen Mary”, ao chegar a New York, consultando a programação artística descobriu que a banda de Woody Herman tocaria em um cinema nos intervalos de um filme chamado “Gentleman’s Agreement”, estrelado por Gregory Peck. Entrou no cinema as 12 horas e só saiu as 22.
Disse que assistiu a três sets fantásticos da orquestra de Herman mas, o filme era horrível, um dos mais chatos que já assistira.
Dias depois encontrei na casa de uma amiga um livro que mostrava “posters” de filmes. Lá estava o do “Gentlemans agreement”. Consegui tirar um xerox reduzido e enviei a Max com uma carta ,( alguém me auxiliou no inglês) com os seguintes dizeres :
"Querido Max,
Soube por um amigo brasileiro que você assistiu quatro vezes em seguida o filme “Gentleman’s agreement”, apesar de nos intervalos ter que aturar uma orquestra chatíssima. Emocionado resolvi lhe enviar a presente para que guarde como recordação.
With love,
Greg"
Dia seguinte o telefone tilintou e a voz do inglês surgiu dizendo que eu era muito esperto. Mas, gostou da brincadeira. Conversávamos muito e entre generosos goles do chá escocês fui ouvindo suas histórias. Uma delas é que certa manhã, escutou em seu navio, então atracado no cais, o som de uma banda que lhe pareceu familiar. Desceu as escadas e caminhou em direção ao estaleiro de onde vinha o som. E não deu outra :
“Glenn Miller e sua orquestra militar tocando para os soldados”. E Max balançava a cabeça,” nesse tempo eu não tinha máquina fotográfica”.
Não gostava de falar sobre a guerra mas, de vez em quando achava que tinha que desabafar com alguém e esse alguém fui eu algumas vezes.
Uma narrativa impressionante era sobre as bombas V2 que a Alemanha lançava com freqüência. Eram quase silenciosas e quando menos se esperava explodia uma em pleno centro de Londres. Muitas famílias foram para o interior fugindo da tragédia. Mas a mais impressionante foi quando Max servia num contratorpedeiro inglês . Contou que foi contatado um submarino alemão e cargas de profundidade foram lançadas avariando seriamente o alvo. O submarino veio a tona mostrando as avarias e muitos tripulantes se atiravam ao mar e nadavam em direção ao barco inglês . A tripulação preparava-se para recolher os sobreviventes quando veio a ordem. “Afastem-se das bordas do convés” e em seguida o contratorpedeiro deu meia volta e soltou mais cargas de profundidade. Aí Max abaixando a cabeça narrou a pior cena que presenciou em sua vida. Com o impacto das bombas os sobreviventes foram lançados a grandes alturas enquanto o submarino afundava . E dizia o inglês : “Nunca me conformei com isso.”
Quando ia lá em casa, como bom inglês, chegava pontualmente na hora marcada e só se sentava quando alguém lhe pedia. Levava sempre um litro de whisky e um vidro de HP Sauce, um molho inglês de qualidade superior que podíamos usar nos queijos ou em qualquer salgadinho. Eu dizia que ele não precisava trazer o whisky mas ele, com o velho humor britânico respondia que não queria me dar prejuízo.
Certo dia soubemos que Max estava seriamente doente e tinha pouco tempo de vida. A quimioterapia não adiantara e sua saúde se debilitava rapidamente. Sua última participação na AND foi trágica. Não conseguiu beber o chope que pedira e em seguida retirou-se pedindo desculpas.
Ainda assim, me ligava nos fins de semana para comentar os resultados do futebol, principalmente do Botafogo e do Liverpool, times de sua preferência.
Quando veio a notícia de seu falecimento tomei um táxi rumo ao hospital onde jazia o amigo. Encontrei-o já vestido, com os olhos entreabertos e o sinal da amputação que sofrera no têrço inferior da perna direita.
Ajudei a colocá-lo no caixão ao mesmo tempo em que silenciosamente agradecia a sua amizade e os seus ensinamentos.
Durante o velório uma amiga informou que o apartamento de Max tinha que ser entregue até o fim do mês e que precisávamos ir lá pegar discos, livros e tudo o mais. E foi com tristeza que eu e alguns companheiros da AND fomos para a Travessa Angrense nos apossar daquele belo acervo que Max construira durante toda sua vida.
Além de discos , livros e bebidas pegamos algumas coisas pessoais do mister. Sua caneta, uma jarra de água que usava no bar, a flâmula do Liverpool, um quadro de um cavalo chamado “Filho da Puta”, Winner of the GREAT ST.LEGER AT LANCASTER, 1815 e uma caixa de sapatos contendo as fitas do “Beco das Big-Bands”. Ronald, o irmão de Max que viera da Inglaterra lhe fazer companhia disse para levarmos o que pudéssemos pois essa fora a vontade de Max.
Esse foi Maxwell Johnstone, quarenta anos de Brasil, aposentado da Varig e “amigo do peito” que deixou muitas saudades. Que Deus o tenha.

SÃO PAULO IN THE MOOD



Este é o título de um DVD não comercial que apresenta o trabalho de conclusão do curso de jornalismo de 2007 da Faculdade Cásper Líbero. O assunto focado são as "Big Bands" analisado pelos autores do trabalho André Seiti, Paula Desgualdo, Tetê Cruz e Thiago Rosenberg e com as opiniões valiosas de músicos e apreciadores da arte. O destaque nas opiniões recai sobre o nosso Apóstolo, Pedro Cardoso, que com muita propriedade coloca o assunto em termos claros e objetivos. Gol do CJUB.

MANCADA


Como se observa, a orientação dada por conhecido jornalista (quando não souber invente) aos focas da época dos festivais de Jazz continua funcionando. A barbaridade acima foi escrita pela jornalista Karla Monteiro, na Revista ”O Globo” de dois de março, em matéria feita sobre a cantora Ana Caña.
Mostrou então que não conhece George Gershwin nem Charlie Parker, o que realmente é um espanto. Pobre Rio de Janeiro cada vez mais pobre na chamada imprensa cultural.

SONNY ROLLINS DE VOLTA AO BRASIL !


Quem me informou foi Carlos Tibau e confirmei a notícia no site de Rollins. Em sua agenda estão marcadas as datas de 21, 23 e 25 de outubro assim distribuidas :
21/X/08 – Tim Festival – Auditório Ibirapuera -S.P
23/X/08 - Tim Festival – Marina da Glória – R.J.
25/X/08 - Tim Festival – Auditório Ibirapuera –S.P.


Boa notícia sem dúvida alguma ! ‘’

I MOSTRA DE CONTRABAIXO ACÚSTICO

03 março 2008

Para os amantes do contrabaixo !

Acontecerá neste mês de março em SP a Primeira Mostra de Contrabaixo Acústico e seus Novos Caminhos, um festival de contrabaixo acústico mostrando os caminhos que este instrumento fantástico vem percorrendo através da história e da música.

Serão 2 dias de música e encantamento onde os participantes descobrirão muitos mistérios de um instrumento “fora de medida”.

Haverá palestras, shows, atividades pedagógicas e o lançamento do Primeiro Método em braile de Contrabaixo Acústico por Edouard Nanny, traduzido para o Português por Tibô Delor, com o Apoio Cultural da Fundação Dorina Nowill.

Data: dias 15 e 16 de março
Local: SESC Pompéia, Rua Clélia, 93 - SP (Metrô próximo – Estação Barra Funda)
Mais detalhes no SESC

Palestras e Workshop – Entrada Franca
2 Shows por noite – preços de R$ 12,00, R$ 6,00 e R$ 3,00

Apoio Cultural:
Fundação Dorina Nowil
Atelier de Luteria Paulo Gomes

COLUNA DO LOC

02 março 2008

JB, Caderno B, 2 de março.

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