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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

23 março 2014

BATERIAS & BATERISTAS - Parte VII


TRABALHO DE PESQUISA DE NOSSO EDITOR NELSON REIS

1 - O BATERISTA, AQUELE LÁ “NA RETAGUARDA”

Se olharmos a história da humanidade, o sentimento que possa ter presidido na criação do “tambor”, iremos notar que ele funcionou como “ânimo” nas lutas de guerra e nas festividades.
O impulso nervoso do ser humano, em momentos de grande tensão, é sempre de forma preliminar o de “bater” em alguma coisa. É a “pulsação” do coração que bate no seu peito e que com o sangue circulante, levado a efeito por ele, “traz vida” a todo o seu corpo.
O “beat”(bater ou percutir) criado pelo baterista, através do seu instrumento, funciona de certa maneira, no mesmo sentido cardíaco humano, dando ânimo e vida ao grupo de jazz.
Reparem, todavia, que numa “banda” num desfile qualquer, no antigo “campo de batalha” ou num “conjunto ou orquestra de jazz”, os tambores estão colocados na retaguarda do grupo. Isto porque, é o tambor “quem empurra”, e “dá ânimo” a quem vai ou está à frente.

Voltando à história, na antiguidade, durante a batalha, os arqueiros buscavam eliminar no exercito oponente os que estavam por detrás das fileiras, atirando primeiramente nos tambores e nos porta-insígnia (bandeiras e/ou alegorias militares) que vinham dando “ânimo” aos soldados combatentes à frente, com o fito de os esmorecer-lhes na luta. É muito comum a expressão de que “o baterista empurra a orquestra”.
Colocado, quase sempre ao fundo, “na cozinha” que compõe a sessão rítmica, onde nos grupos de jazz se completa com o contrabaixo e o piano, o baterista produz o dínamo que gera a corrente que alimenta e dá vida ao grupo.
De certa feita, o baterista Art Blakey disse à sua formação de “Messengers”:
“Não se preocupem comigo aqui atrás, basta vocês gemerem aí na frente”

2 – A BATERIA, O BATERISTA

Diz a tradição que o homem surgiu primeiramente à mulher e, na instrumentação musical ocidental o homem sempre esteve a cargo dessa tarefa. No oriente, desde o início, tem-se conhecimento de instrumentistas mulheres, sendo a música cantada e/ou tocada por cordas, era por elas executada, como parte de proporcionar ao entretenimento masculino.
A parte de instrumentação, de percussão, a ser utilizada inicialmente por mulheres foram os guizos e o “tambourine”, que conhecemos em português como “pandeiro”, utilizados à princípio também como instrumentos de entretenimento pelas dançarinas nas cortes e salões.
Como no idioma inglês o sentido da grafia do artigo definido não muda (“The”), em português, sempre “soava estranho” – “a bateria”e, “o baterista”.
Graças à evolução que veio ocorrendo, a “moçoila casadoira” que “na hora de arte da família”, só declamava ou cantava acompanhada foi, paulatinamente, passando para o piano, violino, viola, violão, flauta, até que chegou à bateria.
Lilian Carmona 
Terry Lyne Carrington







Hoje, podemos ver e ouvir nos palcos figuras exponenciais do instrumento como: Vera Figueiredo, Lilian Carmona e Terry Lyne Carrington, para exemplo do que dizemos.
Por determinação e força, coragem e destemor, nessa caminhada, NÃO SÓ O HOMEM, MAS “A BATERISTA” TAMBÉM  JÁ SE SENTA À BATERIA.
Vera Figueiredo

2 comentários:

Nelson disse...

Desculpem nossa falha.
O nome é LILIAN CARMONA e não Lilia Carmona, como aparece grafado no texto.
Desculpem e obrigado.

"Nels"

Anônimo disse...

Prezado NELSON:
Segue a série, inclusive citando bateristas nacionais, de alta qualidade, técnica e lutadoras em um cenário quase nunca favorável.

APOSTOLOJAZZ