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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

15 julho 2011

P O D C A S T # 5 9

10 comentários:

Anônimo disse...

OI pessoal, sou Carlos Lima e ouvinte assíduo do Assunto Jazz e há pouco descobri este site maravilhoso. Ainda não escreví porque sou muito preguiçoso, mas cheguei a mandar uma carta para o programa do Antunes. Achei esta maravilha de site com um programa fantástico que é o podcast e este em particular me recorda o American jazz festival do qual também presenciei, maravilha, fiquei até emocionado!! Bem desejo que este programa não acabe como o Assunto e meus parabéns ao produtor Major que lembro fazia o museu de cera. felicidades a todos

APÓSTOLO disse...

Prezado MÁRIO JORGE:

Excelente a lembrança do "AJF" = e nós presentes em situação privilegiada, já que à época meu avô materno, Comendador Pedro Lauria, era o Administrador do Teatro Municipal.
A entrada músico-a-músico no palco (Malik como se estivesse afinando o baixo), a explosão dos sopros com o tema "Wee Dot", seguida dos 05 "choruses" de ZOOT com seu inebriante e incomparável "swing", segue tão atual quanto eterno.
A presença de Willis Conover como "MC" foi uma emoção a mais, já que estávamos acostumados sómente com sua voz, sintonizando o "Voice Of America" (ondas curtas no "Zenith" da família).
Wynton Kelly com Wes uma beleza, a ex-vocalista de Les Elgart em forma, o "barítono" Hartman dando o recado, Brecker sempre bom tecnicamente (ainda que não faça estágio em minha mesa de cabeceira) e o mágico Earl Hines soberano encerrando o "post".
Mais uma vez PARABÉNS e grato pela música ! ! !

Anônimo disse...

MaJor,
ganhei do Goltinho um CD com essa apresentação e efetivamente, foi uma reunião para santo nenhum botar defeito.
Imagino ao vivo, para os curtidores da época, a emoção!
Show de podcast, trazendo ao ar coisas a que muita gente boa não tem acesso.
Abração.
MauNah

MaJor disse...

Prezado Carlos Lima agradeço suas palavras e escreva sempre, se quiser pode mandar sugestões, etc, ok?
Abraço
Mario Jorge

MaJor disse...

Meu caro Apóstolo , realmente Brecker tb não faz muito minha cabeça, aliás como outros apresentados nos PODCASTS, mas vc sabe tento agradar a todos porém sem desagradar muito a nós mesmos.
Abraços
M Jorge

MaJor disse...

Caro MauNah, realmente foi algo excepcional, emocionante. Se não me engano o Sylvio Tulio e o Estevão Herman foram os produtores do espetáculo. Logo depois do Municipal foi marcada uma apresentação do AJF no cine Eskye na Tijuca e aí a coisa pegou, misturaram com sambistas e foi um desapontamento. Acho que o LLulla postou uma história sobre isso.
Abraços
M Jorge

llulla disse...

Alô Mário,
Boas recordações. Inesquecivel o encontro dos músicos com a "crew" Rio/Niterói. Eu e Nelson pegamos carona no onibus dos músicos para o Hotel Guanabara, onde estavam hospedados. As piadas de Jo Jones contadas para Sylvio Tullio, ok encontro com Willys Connover com quem tiramos fotos e a emoção de pedir autógrafos a Coleman Hawkins (autografou um 78 rpm de 12 polegadas do selo Shelton que tenho até hoje) e aos outros músicos. Enfim, uma ocasião que não dá para ser esquecida.
abcs.
llulla

llulla disse...

Alô Mário,
Boas recordações. Inesquecivel o encontro dos músicos com a "crew" Rio/Niterói. Eu e Nelson pegamos carona no onibus dos músicos para o Hotel Guanabara, onde estavam hospedados. As piadas de Jo Jones contadas para Sylvio Tullio, ok encontro com Willys Connover com quem tiramos fotos e a emoção de pedir autógrafos a Coleman Hawkins (autografou um 78 rpm de 12 polegadas do selo Shelton que tenho até hoje) e aos outros músicos. Enfim, uma ocasião que não dá para ser esquecida.
abcs.
llulla

Nelson disse...

Bem....amigos e confrades,

Peguei aqui "o bonde dos comentários atrasado". Mas, fazem (ou fizeram, no meu caso, hoje) no dia 16 p.p., a "idade de 50 anos da apresentação do AJF no Municipal do Rio de Janeiro" e, não poderia deixar "passar em branco" aquele dia memorável de jazz, muito bem lembrado aqui pelo Mário.
Graças ao saudoso Jonas Silva (Gerente das Lojas Murray, na época do evento)aquele momento pode ser eternizado em seu selo fonográfico (IMAGEM), posteriormente, o qual possuimos em album duplo de LP's e, depois em CD's.
Foi um evento ímpar, na apresentação de músicos totalmente jazzísticos na cidade do Rio de Janeiro. Eu tinha cerca de 21 anos, cabelos( Hhi!!!poxa !!!o tempo fez eles sumirem )cortados "a scholler", terno marron escuro, alfinete de colarinho com gravata fina, abotoaduras semi-amostradas na camisa de punho duplo com um dedo à mostra das mangas do paletó e sapatos de camurça marrons, da cor do terno. Como tudo isso parece ontem !!!!!mas, já lá se vão 50 anos- meio século. Pegamos "os caras" no Aeroporto Santos Dumont, às 9 da manhã. Metade do pessoal da esquina da Murray estava lá para receber: Jo Jones,Zoot Sims,Al Cohn, Coleman Hawkins,Curtis Fuller,Abdul Malik,Tommy Flanagan,Roy Eldridge,Herbie Mann, Kenny Dorham,Ben Tucker, Dave Bailey, Ray Mantilla, Ronnie Ball e Chris Connor. Que timaço !!!!
Embarcamos no ônibus que os conduzia até o Hotel Guanabara, na Av. Pres.Vargas, no Centro do Rio.
Coutinho e "Society" espoucavam o flash das máquinas a todo instante, até mesmo sem filme. Willys Connover, que viera capitaneando a equipe como Mestre de Cerimônia, era a afabilidade em pessoa.
Para dar descanso aos "caras" saímos com o Lula e fomos, à tarde,para a o apartamento do Robert Celerier(?), onde fomos ouvir jazz e tomar contato com "as novidades". Saimos de lá impressionados e, pela primeira vez tomei conhecimento do sax-alto de Jack MacLean, tocando no magistral disco "The Connection" do pianista Freddie Redd,plenamente gratificados. Mas, isso eram só "as preliminares", para a noite do espetáculo que nos aguardava.
A nata do público de jazz estava presente naquela noite no Municipal do Rio. Fiz absoluta questão de ficar assistindo a tudo detrás do palco, junto à cortina de entrada de acesso dos músicos, tal o estado eletrizante que reinava na platéia.
Quando Coleman Hawkins atacou de "Boddy and Soul" pensei que Danilo Lemos, que se achava junto ao Lula e ao Quirino - ambos dos "Saúvas de Niterói"- nas filas junto ao palco, iria ter um ataque cardíaco, de tão emocionado. A impavidez de "Mr.Jones"(Raimundo F. da Cunha)junto a eles, demonstrava - para quem bem o conhecia - um "frenezi" íntimo, quase incontrolável.
Quando Kenny Dorhan entrou no palco, o Léo - assíduo da esquina da Murray e tocava trompete - que estava na primeira fila junto ao palco,se transfigurou mais lívido do que ja era sua natureza semíta. Nos intervalos, o ambiente era sensação de extase pura, com Mariozinho de Oliveira adentrando junto ao palco e "espinafrando" o Estevão Hermann pelo fato de que o som estava uma m... onde ele se achava na assistência.
Volta ao palco onde Jo Jones que faz um solo na bateria com as mãos, depois Chris Connor - meio "chapada" - finaliza as apresentações,magistralmente.
No retorno do pessoal de Niterói, na barca, estavam todos com semblante "da alma lavada". Eu, ainda ouvia no meus ouvidos os acordes de "The Red Door" do Zoot Simms com Al Cohn. Lula, consternado com o "choro do Curtis Fuller nos seus braços". Enfim, uma efeméride aqui lembrada pelo Mário Jorge, que nem em 50 anos não se apaga.

Obrigado Mário pela lembrança e aos demais confrades pela leitura quase catártica sobre o evento.

Abçs.
"Nels"

José Domingos Raffaelli disse...

Caros amigos correligionários,

Para alguns jazzófilos, as apresentações do American Jazz Festival enquadram-se entre os melhores concertos de jazz de todos os tempos realizados em nossa cidade.

Curiosamente, houve mudanças de última hora entre os músicos do elenco. Estavam programados J. J. Johnson, Sonny Stitt e Jimmy Rushing, substituidos por Curtis Fuller, Al Cohn e Chris Connor.

Algumas observações sobre a música do LP duplo: na ocasião, nosso querido e saudoso amigo Jonas Silva, dono da Imagem, enviou-me os tapes do concerto para ouví-los e fazer as respectivas as anotações sobre a música para redigir os liner notes do mesmo - Das gravações do repertório do quinteto Al Cohn/Zoot Sims, Jonas selecionara previamente as faixas lançadas no LP, porém deixou de lado "Just You, Just Me" e "Expense Account", A MEU VER SUPERIORES ÀS QUE FORAM EDITADAS NO ÁLBUM.

Na ocasião, alertei Jonas que estas duas faixas eram superiores às que ele escolhera (também muito boas, mas sem alcançarem o nível das que preferi) e ele disse que incluiria "Just You, Just Me" e "Expense Account" num LP adicional que lançaria com outras faixas sobressalentes do concerto, porém isso jamais materializou-se...

Tenho certeza de que se vocês ouvissem "Just You, Just Me" e "Expense Account" concordariam comigo.

Keep swinging,

Raf