Colaboradores : MauNah, Sazz, Bene-X, PegLu, Raffaelli, I-Vans, Mario Jorge Jacques, Gustavo Cunha, JoFlavio, Nelson Reis, Beto Kessel, Tenencio, BraGil, Reinaldo, LaClaudia, Marcelon, Marcelo Siqueira, Nelson Reis, Pedro Cardoso o Apóstolo.

30 julho 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 217

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO  LOCAL e DATA
JAY JAY JOHNSON
Freddie Hubbard (tp), J.J. Johnson (tb), Eddie "Lockjaw" Davis (st), Count Basie (pi), Joe Pass (gt), John Heard (bx) e Jake Hanna (bat)
EXACTLY LIKE YOU
(Dorothy Fields / Jimmy McHugh / Joe Burke)
Hollywood, 10/abril/1980
Clark Terry (tp), J.J. Johnson (tb), Ernie Watts (sa), Pete Jolly (keyboards), Ray Brown (bx) e Kevin Johnson (bat)
VILLAGE BLUES (John Coltrane)
Hollywood, 26/setembro/1980
J.J. Johnson (tb), Tommy Flanagan (pi), Paul Chambers (bx) e Max Roach (bat)
COMMUTATION (J.J. Johnson)
New York, 11/abril/1957
HARVEY'S HOUSE
(J.J. Johnson)
J.J. Johnson (tb), Sonny Stitt (st), John Lewis (pi), Nelson Boyd (bx) e Max Roach (bat)
AFTERNOON IN PARIS
(John Lewis)
New York, 17/outubro/ 1949 
J.J. Johnson, Kai Winding (tb) Walli Cirillo (pi), Charles Mingus (bX) E Kenny Clarke (bat)
BERNIE’S TUNE
(Bernard Miller / Jerry Leiber / Mike Stoller)
New York, 26/agosto/1954
Clifford Brown (tp), J.J. Johnson (tb), Jimmy Heath (st), John Lewis (pi), Percy Heath (bx) e Kenny Clarke (bat)
GET HAPPY
(Harold Arlen / Ted Koehler)
New York, 22/ junho/1953
J.J. Johnson (tb), Wynton Kelly (pi), Charles Mingus (bx), Kenny Clarke (bat) e Sabu Martinez (cga)
OLD DEVIL MOON
(Burton Lane / E.Y. "Yip" Harburg)
Hackensack, N.J., 24/setembro/1954
J.J. Johnson (tb), Hank Mobley (st), Horace Silver (pi), Paul Chambers (bx) e Kenny Clarke (bat)
PENNIES FROM HEAVEN (Arthur Johnston / Johnny Burke)
Hackensack, N.J., 6/junho/ 1955
MARY LOU WILLIAMS
Piano Solo Recital
LITTLE JOE FROM CHICAGO (Henry Wells / Mary Lou Williams)
Montreux Jazz Festival 1978
CLAYTON HAMILTON ORCHESTRA
Bijon Watson, Sal Cracchiolo, Snooky Young, Clay Jenkins, Gilbert Castellanos (tp), Ira Nepus, George Bohanon, Ryan Porter (tb), Maurice Spears (b-tb), Jeff Clayton (sa), Keith Fiddmont (cl), Rickey Woodard, Charles Owens (st), Lee Callet (sbar), Tamir Hendelman (pi), Randy Napoleon (gt), Christoph Luty (bx), Jeff Hamilton (bat) e John Clayton (bx, arranjo e condução)
ETERNAL TRIANGLE
(Sonny Stitt)
“Live” - Manchester Craftsmans Guild, Pittsburgh, PA, maio/2004
LARRY CARLTON
Larry Carlton (gt, ldr), David Carre (b-gt), Michael F. Mills (bat)
PEOPLE GET READY (Curtis Mayfield)
New York, 1968
CHARLES MINGUS
Eric Dolphy (sa), Johnny Coles (tp), Clifford Jordan (st), Jaki Byard (pi), Dannie Richmond (bat) e Charles Mingus (bx)
SO LONG ERIC (C. Mingus)
TV broadcast, Bélgica, 19/abril/1964
MANHATTAN TRANSFER
Alan Paul, Janis Siegel, Cheryl Bentyne, Tim Hauser (vcl), Yaron Gershovsky (keyboards), Wayne Johnson (gt), Michael Bowie (bx) e Tom Brechtlein (bat)
SING MOTEN SWING
(Bennie Moten) arranjo do grupo
Tokyo, dezembro/2000
B G
KIRK LIGHTSEY (pi) Jesper Lundgaard (bx) e Eddie Gladden (bat)
LITTLE DAPHNE
(Rudolph Johnson)
Monster, Holland, 14/fevereiro/1983 

27 julho 2014

MESTRE LOC NO JB - SÁBADO 19 E SÁBADO 26 JUNTAS: MEA CULPA

Desculpem a nossa falha mas a presença dos netos para uma semana em casa encurtou todos os horários de funcionamento de trabalho e o das demais atividades prazerosas não-familiares. Não que aqui assim não o sejamos, mas neto é neto. E assim "varei" a coluna do sábado retrasado, logo esta sobre o grande Charlie Haden. Tento recuperar agora, a aí vão duas, empilhadas. Abraços.

A herança de Charlie Haden

Luiz Orlando Carneiro, 19/07/14

"O grande contrabaixista e também compositor Charlie Haden morreu, na última semana, aos 76 anos, em Los Angeles, depois de prolongada luta contra os efeitos degenerativos de síndrome pós-pólio relativa à poliomielite que contraiu na juventude. Ele deixou a mulher, Ruth Cameron, com quem casara há 30 anos, e quatro filhos, todos instrumentistas e vocalistas ligados, de um modo ou de outro, ao jazz e ao country rock típico do Meio-Oeste (Iowa), onde nasceu o pai: Josh (baixo) e as trigêmeas Petra (violinista), Rachel (baixista) e Tanya (violoncelista). A família chegou a produzir, em 2008, o álbum Rambling boy (Decca).

A grande herança de Charlie Haden - “canonizado” como jazz master pela National Endowment for the Arts, em 2012 – é uma extraordinária discografia erigida ao longo de 52 anos. A começar pela sua participação ativa como sideman do saxofonista Ornette Coleman, nos quatro LPs da Atlantic, gravados entre 1958 e 1960, que detonaram o chamado free jazz: The shape of jazz to come,Change of the century, This is our music e Free jazz - este último com aquele incrível double quartet que incluía Don Cherry (pocket trumpet), Freddie Hubbard (trompete), Eric Dolphy (clarone), Scott LaFaro (baixo), Ed Blackwell e Billy Higgins (baterias).

Ao receber o prêmio da NEA, Haden disse, com o seu jeito muito bem articulado e sintético de falar, tocar e compor: “Este prêmio significa que tenho sido reconhecido por meus pares por ter contribuído, de um modo significativo, para essa forma de arte que chamamos 'jazz' e, espero, para este planeta que chamamos 'terra'. É uma grande honra”.

Depois da histórica e frutífera colaboração com Ornette Coleman, o baixista-compositor fundou, em 1969, em associação com a compositora-arranjadora-pianista Carla Bley, a engajada Liberation Music Orchestra, integrada por vanguardistas do calibre de Don Cherry (trompete), Dewey Redman e Gato Barbieri (saxes) e Roswell Rudd (trombone). A orquestra gravou para a Impulse e para a ECM (Ballad of the fallen, 1982).

O dedilhado à la guitarra de Haden no upright bass e a sua profunda musicalidade levaram-no também a dois conjuntos notáveis das décadas de 70 e 80: o American Quartet do pianista Keith Jarrett (com Dewey Redman, sax tenor; Paul Motian, bateria) e o Old and New Dreams – quarteto ainda mais free, com Redman, Don Cherry e o baterista Ed Blackwell, e que fez dois excelentes registros para o selo ECM: Old and new dreams (1979) e Playing (1980, ao vivo, concerto na Áustria).

Em 1986, Charlie Haden formou o seu Quartet West – jazz mais mainstream, na linha do bop, mas sempre com a marca sofisticada do líder – tendo como sidemen Ernie Watts (sax tenor), Alan Broadbent (piano) e Billy Higgins (bateria). Os dois álbuns marcantes do combo, ambos da Verve, foram o primeiro, com o nome do grupo, de dezembro de 1986, e Angel City, de 1988.

Mas o sumário mais relevante e consagrador da arte do lendário baixista (sempre acústico) é a série de oito concertos (tributos) organizados pelo Festival Internacional de Jazz de Montreal, em julho de 1989, documentados em outros tantos CD gravados pela Rádio Canadá e editados pela Verve. O mais impactante é o do trio com Don Cherry e Ed Blackwell, em que os três herois do free jazz reinventam obras-primas de Ornette Coleman (The sphinx, Lonely woman, The blessing) e de Cherry (Art deco).

Charlie Haden ganhou três vezes o Grammy. O seu disco em duo com o incrível guitarrista Pat Metheny, intitulado Beyond theMissouri sky (Verve), foi eleito “The best jazz instrumental performance” de 1997. Seus CDs, também da Verve, com o grande pianista cubano Gonzalo Rubalcaba e o percussionista Ignacio Berroa, mais convidados ilustres (Nocturne, 2001; Land of the sun, 2004), arrebataram os gramofones de ouro do Grammy na categoria “best Latin jazz album”.

Mais recentemente, o mestre do jazz contemporâneo que nos deixou no último dia 11 registrou quatro memoráveis performances na companhia de outros cultuadíssimos jazzmen: Os dois volumes do reencontro com o pianista Keith Jarrett, em duo, em 2007, só lançados pela ECM em 2010 (Jasmine) e neste ano (Last dance); Live at Birdland (ECM), gravado no clube novaiorquino em dezembro de 2009, em quarteto com Lee Konitz (sax alto), Brad Mehldau (piano) e Paul Motian (bateria); Come Sunday (EmArcy), duo de 2010 com o inesquecível pianista bop Hank Jones, que morreria, aos 91 anos, três meses depois da sessão de gravação.

P.S.- Estes quatro últimos álbuns foram comentados e indicados neste espaço nas seguintes datas: Jasmine em 13/6/2010; Live at Birdland em 4/6/2011; Come Sunday em 4/2/2012; Last dance em 28/6/2014."

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Bonebridge Quartet concilia violoncelo e slide guitar em 'Nighthawks'

Luiz Orlando Carneiro, 26/07/14

"Lá na década de 1950, Harry Babasin (1921-88) introduziu o violoncelo na discografia jazzística, tocando-o em pizzicato, no comando do quinteto The Jazz Pickers, ao lado de gente muito boa da West Coast, como os vibrafonistas Red Norvo e Larry Bunker, o pianista Hampton Hawes e o flautista Budy Colette. O mestre do contrabaixo Oscar Pettiford (1922-60) passou também a usar o cello quando quebrou um braço e, no processo de recuperação, teve de se servir do instrumento de quatro cordas menos “pesado”. Um dos últimos LPs que Pettiford gravou como líder teve como título My little cello.

O violoncelista Erik Friedlander, hoje com 54 anos, notabilizou-se tanto no campo da música erudita como na cena jazzística de vanguarda da Nova York downtown, na companhia do heterodoxo e genial John Zorn (vide Volac: Book of angels, vol. 8, selo Tzadic, 2007). Em homenagem a Oscar Pettiford, Friedlander lançou, em 2008, o CD Broken Arm Trio (Skipstone), com o baixista Trevor Dunn e o baterista Mike Sarin.



Novo CD de Erik Friedlander (primeiro à esquerda) tem clima de film noir

Agora, neste último mês, o violoncelista-compositor enriqueceu a sua obra com a edição do álbum Nighthawks (Skipstone), gravado em maio do ano passado, no leme do seu trio habitual que, com a adição fundamental do guitarrista Doug Wamble, especialista no efeito slide, torna-se o Bonebridge Quartet.

Friedlander explica que a maioria das 10 peças do disco foi por ele escrita em setembro de 2012, durante as cinco escuras noites nas quais o Furacão Sandy mergulhou Nova York: “Minha vizinhança estava sombria e sinistra, sem as luzes dos postes, sem os sinais de trânsito, as lojas e os restaurantes fechados. A cada 10 ou 15 minutos um carro de polícia aparecia, avançando corajosamente pela escuridão, com as luzes de emergência piscando, mas sem sirenes”.

Esse clima de film noir levou o músico – artista de grande sensibilidade - a lembrar-se daquela desolação que habita os quadros do grande pintor Edward Hopper (1882-1967), que retratou, como nenhum outro artista plástico, a solidão do americano comum na cidade vazia, no quarto, no escritório, no posto de gasolina da estrada, ou mesmo no campo.

E é por isso que o novo álbum do quarteto Bonebridge tem o título de Nighthawks (aves noturnas, em tradução livre), que é o mesmo do mais famoso quadro de Hopper – aquele, de 1942, em que um casal, um homem só e o garçom de uma cafeteria barata, numa esquina deserta dadowntown, são “vistos” pelo pintor, do outro lado da rua, através das vidraças do prédio.

Quatro composições de Friedlander – com o seu cello em pizicatto (raramente com arco) interagindo com a slide guitar de Wamble, a bateria (escovinhas no snare e no címbalo) de Sarin e o upright bass de Dunn – são primorosas invenções musicais claramente inspiradas em Hopper: a faixa-título (7m50), Hopper's blue house (5m15), Nostalgia blindside (4m55) e One red candle (5m15).

Mas o CD do quarteto Bonebridge não se limita a uma meditação musical – com base num jazz camerístico – sobre a “Americana” de Hopper. Não é apenas um film noir. É também um road movie, uma viagem às raízes bluesy e sulistas da “Americana”.

Em entrevista à Downbeat (edição de junho último), Erik Friedlander fala de tais raízes:

“Quando criança, eu adorava o rock sulista – os Allman Brothers, os Outlaws, a Charlie Daniels Band, Johnny Winter (…) Quando comecei a conceber a nova banda (o quarteto Bonebridge), eu queria algo que tivesse, na linha de frente, a química do que minha memória guardou daquelas bandas – e pensei na slide guitar”.

Essa “química” inclui, portanto, a acentuação roqueira do backbeat e o sotaque sulista da música caipira (country, bluegrass), como se pode ouvir e curtir em faixas bem movimentadas como Sneaky Pete (5m), Clockwork (5m10), Twenty-six gasoline stations (4m35), Poolhallplayback(4m10) e The river (6m15).

Para o crítico Larry Blumenfeld (Artinfo), a música do CD Nighthawks é “um blend do tanger (twang) e da energia do rock sulista com o desafio e a ambição da Manhattan downtown”."

That's it!

25 julho 2014

P O D C A S T # 2 1 7

JAY JAY JOHNSON
LARRY CARLTON


MARY LOU WILLIAMS



PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO: http://www.divshare.com/download/25791778-493

23 julho 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 216

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO / LOCAL / DATA
RUBY BRAFF 
RUBY BRAFF (cnt), Scott Hamilton (st), John Bunch (pi), Chris Flory (gt), Phil Flanigan (bx) e Chuck Riggs (bat)
SHINE
(Cecil Mack / Lew Brown)
Concord Records, New York, fevereiro/1985
WOMAN MOVES A MAN (Gordon Jenkins / Johnny Mercer)
VITTOR SANTOS
Vittor Santos (tb), Philipe Baden Powel (pi), Fernando Clark (gt), Rodrigo Villa (bx) e Marcio Bahia (bat)
AM AMERICAN IN SAMBA (Mario Adnet)
Horto’s Studio, Rio de Janeiro, setembro/2005
TROMBONE ON TEREZA STREET
(Ian Guest)
KENNY CLARK
Roger Guérin (tp), Billy Byers (tb), Hubert Rostaing (sa), Armand Migiani (sbar), Martial Solal (pi), Pierre Michelot (bx) e Kenny Clark (bat)
ERONEL
(Thelonious Monk)
outubro e novembro/1956
WHEN LIGHTS ARE LOW (Benny Carter / Spencer Williams)
MICHEL PETRUCCIANI
Michel Petrucciani (piano solo)
AFRICAN FLOWER
(Duke Ellington)
Blue Note, New York 1993
SATIN DOLL
(Duke Ellington)
GARY BURTON
Gary Burton (vib,xyl), Mulgrew Miller (pi), Russell Malone (gt), Christian McBride (bx), Lewis Nash (bat) e Luis Quintero (perc)
AFRO BLUE
(Mongo Santamaria)
Boston, MA, 11/maio/ 2000
BAG’S GROOVE
(Milt Jackson)
LOUIS SMITH
Louis Smith (tp), Jon Gordon (sa), Michael Cochrane (pi), Calvin Hill (bx) e Jeff Hirshfield (bat)
ISFAHAN (Billy Strayhorn)
New York, abril/ 2003
ANDE (Louis Smith)
B G
SCOTT HAMILTON (st), Ken Peplowski (cl,st), Eddie Higgins (pi, ldr), Jay Leonhart (bx) e Ben Riley (bat)
I'LL NEVER BE THE SAME (Frank Signorelli / Gus Kahn / Matty Malneck)
New York, 26/março/ 2006 

22 julho 2014

ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A
GUITARRA E OS GUITARRISTAS  -  27
O guitarrista norte-americano JAMES EMERY nasceu na pequena cidade de Youngstown, estado de Ohio, em 21 de dezembro de 1951, sendo criado na capital, Cleveland, onde teve suas primeiras lições de música aos 06 anos de idade no mini-órgão da família;    aos 12 elegeu a guitarra como “o seu instrumento”.
Passou a estudar teoria e harmonia com afinco (“Cleveland State University” e “City College” de New York), paralelamente à prática continuada da execução.  
Estudou guitarra clássica com Ann Stanley (exímio professor de guitarra clássica e violinista da “George Szell’s Cleveland Orchestra”), assim como com David Trader, Ralph Russo e com o legendário Bill De Arango (também de Ohio, Cleveland), um dos freqüentadores assíduos da Rua 52, “a rua que nunca dorme”, verdadeira usina do “bebop” nos anos 40 e 50.
Estudou ainda composição e orquestração com o compositor Robert Aldridge de Montclair / New Jersey.
Ganhou ainda mais prática, consistência e experiência junto ao público nos bares dedicados ao “blues”, não sendo raro que  neles “virasse” as noites.
Nessas madrugadas (“after hours”) chegou a tocar em duo guitarra / harmônica com Mister Stress, conhecido em Cleveland e cidades vizinhas como um dos parentes do grande cantor/harmonista/guitarrista Howlin’ Wolf e com o cantor/guitarrista Robert Lockwood Jr.
Já radicado em New York a partir de 1973, foi exatamente com o grande guitarrista Bill De Arango que EMERY ouviu as gravações da banda de Count Basie, com destaque para os solos de sax.tenor de Lester Young;    foi a melhor universidade possível para EMERY aprender os acordes dos “standards”, passando a tocar em duo com De Arango.
Partiu para um mergulho intenso na música de Charlie Parker, de Thelonius Monk, de Eric Dolphy, de John Coltrane e de Ornette Coleman, em um verdadeiro “pós-graduação” de história e da música de JAZZ, até suas concepções então mais recentes.
Viveu no Brooklin e por meio de anúncio tornou-se discípulo do violinista Leroy Jenkins, com quem passou a tocar e que lhe abriu as portas para sua primeira gravação.
Nessa época participou de suas primeiras apresentações com o “String Trio Of New York” (ele e Billy Bang nas guitarras e dois contrabaixistas, John Lindberg e Ed Schüller, que logo após deixa o grupo), de cuja fundação participou.  Esse grupo foi a base da formação das(os) violinistas Regina Carter, Diane Monroe e Charles Burnham.
Gravou para o selo italiano “Black Saint” e  foi contratado logo em seguida como professor na “Creative Music Studio”, então dirigida por Karl Berger em Woodstock, onde teve a oportunidade de colaborar com Anthony Braxton e Ray Anderson na “Creative Music Orchestra” e com a “Human Arts Ensemble” de Charles Bobo Shaw, já em 1977.   A essa altura era um guitarrista e compositor aclamado pelas críticas americana e internacional.
Realizou suas primeiras temporadas na Europa e formou duo de música contemporânea com o flautista Robert Dick, com quem se apresentou seguidamente, além de atuar como solista.
EMERY formou seu primeiro grupo em 1980, contando com Ray Anderson, Robert Dick, J. D. Parran e Thurman Parker, mas seguiu com diversas outras atuações e atividades, a saber:
-        como guitarrista com o grupo “String” de Leroy Jenkins (mistura de JAZZ e funk);
-        como guitarrista e em duo com Richard Teitelbaum;
-        como guitarrista com o grupo “James Emery Quartet”, ao lado de Thurman Barker, Mark Elias e Marty Ehrlich;
-        como professor de guitarra (em escolas públicas e privadas);
-        como compositor para quinteto de sopros e para orquestras de até 25 músicos.
JAMES EMERY toca usualmente guitarra elétrica, guitarra clássica e guitarra soprano, com acessórios eletrônicos que ele mesmo projeta e fabrica.
Mesmo tendo percorrido todo o guitarrismo desde a “mainstrean”, o “bebop” e até as tendências mais modernas, mas na contramão de guitarristas ditos “free”, EMERY possui todas as concepções básicas e acadêmicas da guitarra  =  precisão, clareza de notas, domínio harmônico, ajuste perfeito da sonoridade e técnica superior, condições que são claramente aportadas principalmente em trios (“String Trio”), em que domina a necessidade de que os sons e os papéis dos 03 instrumentos se ajustem aos arranjos e às improvisações.
EMERY abriga em seu toque o virtuosismo em que utiliza o “slapping” e os toques na madeira, com traços da guitarra clássica e da guitarra espanhola, assim como “glissandos” com certeza herdados dos “bottlenecks” de blueseiros mais tradicionais, chegando a imitar outros instrumentos de corda.
Seu som é absolutamente identificável e, segundo o crítico musical Francis Davis, “ninguém possui o som de EMERY”.
EMERY gravou um total de 23 CD’s como líder ou “sideman”, atuou em 25 países  por conta de suas temporadas e em diversos concertos e festivais:  “Lincoln Center”  em  New York, “Royal Festival Hall” em Londres, “Bunkamura Music Hall” em Tóquio, “Philharmonic Hall” em Berlim, Paris, Varsóvia, Zurique, Vancouver, Montreal, Toronto, Leverkusen, Groningen, Cracóvia, “Newport Jazz Festival” e muitos outros.   
Foi premiado inúmeras vezes, destacando-se o “Guggenheim Fellowship” de 1995, o “National Endowment For The Arts (1985 e 1994), o “New York Foundation For the Arts” (1986, 1990 e 2000) e o “Cary Trust” (1991, 1996 e 1999).  
São inúmeros os artigos e críticas exaltando a música de JAMES EMERY, ai incluídos os do “The New York Time”, do magazine alemão “Stereo” e das revistas “Down Beat” e “Jazz Times” (que cita enfaticamente “JAMES EMERY is special”).
O “The Penguin Guide To Jazz On CD” classifica o trabalho de EMERY como “...innovative and imaginative...utterly distinctive".
Enquanto compositor EMERY contabiliza mais de 100 peças para grupos de JAZZ e  de câmera, para guitarra.solo, para orquestras de câmera e sinfônicas.
EMERY e sua esposa Colleen viveram mais de 20 anos em Greenwich Village, New York, até o nascimento da filha Hannah, quando a família mudou-se para a cidade de Warwick, estado de New York, onde vive atualmente, para desfrutar do verde e da maior convivência familiar, ao mesmo tempo em que pode compor tranqüilamente e deslocar-se somente para suas apresentações.
Em sua discografia destacam-se:
-        Transformations;
-        Fourth World, com Joe Lovano;
-        Luminous Cycles, em sexteto;
-        Spectral Domains, em septeto;
-        Standing On A Whale Fishing For Minnows, em quarteto;
-        Turbulence;
-        Exo Eso, em guitarra solo;
-        Artlife, em duo de guitarras com Leroy Jenkins.
 Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo
             apostolojazz@uol.com.br

18 julho 2014

P O D C A S T # 2 1 6

GARY BURTON
VITTOR SANTOS


MICHEL PETRUCCIANI 





PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO: http://www.divshare.com/download/25686792-1da

16 julho 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 215

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO LOCAL e DATA
HOT JAZZ CLUB
Ernani Teixeira (violino/ direção artística), Marcelo Modesto (violão cigano e dobra na guitarra), Fernando Seifarth (violão cigano) e Gilberto De Sillus (bx)
SWING À LA PLAGE
(Ernani Teixeira)
Estúdio Síncopa, Campinas, SP, “circa” 2013 ou 2014.
MINOR SWING
(Django Reinhardt / Stephane Grapelli)
GEORGE RUSSELL
Alan Kiger (tp), David Baker (tb), Dave Young (st), George Russell, (pi), Chuck Israels (bx) e Joe Hunt (bat)
STRATUSPHUNK
(George Russell)
New York,1961
DON MENZA 
Don Menza (st), John Heard (bx), Larry Novak (pi), Louie Bellson (bat)
I HEAR RHAPSODY
(Jack Baker / Richard Bard /
George Fragos)
“Live” at John Segal’s Show Case, Chicago, outubro/1987
LITTLE WALTER
Willie Dixon (bx), George Hunter (bat), Freddy Robinson  (gt) e Little Walter (hca)
LITTLE WALTER'S JUMP
(Little Walter)
Chicago, 1967
BUCK CLAYTON
Buck Clayton, Roy Eldridge (tp), Vic Dickenson (tb), (tp), Budd Johnson, Bud Freeman (st), Earl Warren (sa), Earl Hines (pi), Bill Pemberton (bx) e Oliver Jackson (bat)
SWINGVILLE (Buck Clayton)
New York, 15/setembro/1961
Niels-Henning Ørsted Pedersen
Niels-Henning Ørsted Pedersen (bx, solo) acc por Kenny Drew (pi), Max Leth (bat) e Hugo Rasmussen (bx)
DET VAR EN LØRDAG AFTEN (tradicional)
Denmark,1973
DAVE GRUSIN
The GRP All Stars: Tom Browne, Kunitoshi Shinohara, Kenji Nakazawa (tp), Tadataka Nakazawa, Yoshio Oikawa (tb), Sadao Watanabe (sa), Shigeo Fuchino, Yasumasa Kikuchi, Masao Suzuki (saxes), Dave Valentin (fl), Don Grusin (keyboards), Bobby Broom (gt), Marcus Miller (gt-bx), Buddy Williams (bat), Roger Squitero (cga) e Kenji Shiraishi (perc)
CAPTAIN CARIBE (Dave Grusin)
“Live” Osaka Festival Hall, 16/março/1980
JIMMY COBB ZINCY COHN
Jimmie Noone (cl), Jimmy Cobb (tp), John Lindsay (bx), Eddie Pollack (sbar), Zincy Cohn (pi), John Henley (gt), Quinn Wilson (bx) e Benny Washington (bat)
SHINE
(Brian Robertson / Lemmy Kilmister / Phil Taylor)
Chicago, 23/novembro/1934
JOHN COLTRANE
John Coltrane (st), Tommy Flanagan (pi), Kenny Burrell (gt), Paul Chambers (bx) e Jimmy Cobb (bat)
BIG PAUL (Tommy Flanagan)
Hackensack, N.J., 7/março/1958
PHILLY JOE JONES
Kenny Wheeler (tp,flh), Chris Pyne (tb), Peter King (sa), Harold McNair (st,fl), Mick Pyne (pi, Ron Mathewson (b) e Philly Joe Jones (bat, ldr)
MO JOE (Joe Henderson)
London, 31/ outubro/1968
B  G
JOHN COLTRANE (st), Red Garland (pi), Paul Chambers (bx) e Art Taylor (bat)
I WANT TO TALK ABOUT YOU (Billy Eckstine)
Hackensack, N.J., 7/ fevereiro/1958 

15 julho 2014

COLUNA DO MESTRE LOC NO JB DE SÁBADO, 12/7

Nosso preclaro Mestre LOC, em vez de perder tempo com Copas do Mundo, manda muito bem no meio de campo da informação, que é o que interessa à torcida pelo Jazz.

Downbeat, a "bíblia do jazz", celebra 80 anos
Luiz Orlando Carneiro

"Para celebrar o 80º aniversário, na edição deste mês, a Downbeat - ainda considerada a “bíblia do jazz” - decidiu “olhar para o presente e para o futuro, e não para o passado”. Assim é que o editor, Bobby Reed, e os principais colaboradores da revista publicaram uma enorme lista comentada das “80 coolest things in jazz today”, ou seja, as “80 coisas mais legais (ou bacanas, como se dizia antigamente) do jazz de hoje”. Tais coisas incluem pessoas, lugares e clubes “que ilustram porque o jazz é uma arte tão vibrante em 2014”.

Vale recordar que há 80 anos, em 1934, quando nasceu a Downbeat, Louis Armstrong já era uma celebridade de apelo popular, e gravava em Paris algumas faces (em 78 r.p.m., é claro) para a Brunswick; Duke Ellington e a sua orquestra, também já famosos, brilhavam numa longa tournée europeia; Count Basie ainda tocava piano em Kansas City, na banda de Bennie Moten, cujo comando assumiria no ano seguinte, com a morte do chefe; Benny Goodman fundava a sua orquestra; Coleman Hawkins, o “reinventor do saxofone”, deixava a orquestra de Fletcher Henderson e trocava os Estados Unidos pela Europa, onde viveu e tocou até 1939.

Edição de junho da revista publicou lista de 80 destaques do jazz de hoje

Nesta edição comemorativa dos 80 anos, a Downbeat publica duas listas de maior destaque: a dos mestres vivos (“The living masters”) e a intitulada “The next generation” - uma seleção de algumas das estrelas em ascensão do jazz que poderão ser os living masters do futuro.

Os 10 mestres vivos do jazz assim nomeados pelos críticos da DB são: Os saxofonistas Sonny Rollins (83 anos), Ornette Coleman (84), Wayne Shorter (80) e Phil Woods (82); os pianistas Herbie Hancock (74) e Keith Jarrett (69); o baterista Roy Haynes (89); o guitarrista John McLaughlin (72); o baixista Dave Holland (67); o cantor Tonny Bennett (87), que não é propriamente um vocalista especializado, apenas, no modo de expressão musical chamado jazz.

Como os expoentes da nova geração, a DB nomeou os seguintes músicos, por ordem alfabética (sobrenomes): Ambrose Akinmusire, 32 anos, trompetista, que “estourou” depois de ter vencido a Thelonious Monk International Competition de 2007; Gerald Clayton, 34, pianista, filho e sobrinho dos afamados jazzmen John (baixista) e Jeff Clayton (saxofonista), respectivamente; Jason Adasiewicz, 36, vibrafonista de concepção bem free; Amir ElSaffar, 36, filho de pai iraquiano e mãe americana, e que emprega microtons e “arabescos” orientais nas suas peças e improvisações; Mary Halvorson, 34, a guitarrista mais vanguardista e “sônica” da cena atual; Julian Lage, 25, também guitarrista, ex-garoto prodígio, e que gravou, no ano passado, um belo CD, Free flying (Palmetto), em duo com o pianista maior Fred Hersch; o pianista-compositor Vijay Iyer, 42, filho de imigrantes indianos, que consolidou o seu prestígio, em 2012, com o CD Accelerando (ACT), eleito o “álbum do ano” pelos críticos da DB; Cécile McLorin, 24, de ascendência haitiana, a vocalista-sensação do jazz contemporâneo, desde que venceu a Thelonious Monk Competition de 2010; o já bem conhecido Gregory Porter, 42, vocalista (barítono) esongwriter, premiado com o Grammy 2014 na categoria best vocal jazz álbum (CD Liquid spirit, Decca); o baterista Kendrick Scott, 34, líder do quinteto Oracle (John Ellis, saxes; Mike Moreno, guitarra; Taylor Eigsti, piano; Joe Sanders, baixo).

DOWNBEAT CONSAGRA CÉCILE McLORIN SALVANT


Os resultados do 62º “Annual Critics Poll” da Downbeat (edição de agosto, já acessível na versão digital) consagraram, definitivamente, a vocalista Cécile McLorin Salvant (acima destacada). Ela foi a vencedora, no cômputo final dos votos de 154 críticos de jazz do mundo todo, nas seguintes categorias: melhor álbum do ano (CDs lançados no período junho de 2013-maio de 2014), com Woman Child (Mack Avenue), à frente do trio Aaron Diehl (piano)- Rodney Whitaker (baixo)-Herlin Riley (bateria); melhor vocalista (221 pontos), ganhando de Cassandra Wilson (130), Gretchen Parlato (90) e Dianne Reeves (90);Rising Star-Jazz Artist, ou seja, “estrela em ascensão” do ano, englobando todas as categorias; Rising Star também entre as vocalistas."