Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

23 junho 2017

P O D C A S T # 3 6 7

SHIRLEY HORN 
CARL FONTANA




STEVE GADD 




PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO:

http://www10.zippyshare.com/v/2DjNrrsY/file.html


22 junho 2017

O "BOLA DA VEZ"

Se tinha um tempo bom para mim, era encontrar no domingo, na feira de colecionadores, na rua do Passeio, na praça em frente a Mesbla no Rio de Janeiro, com o querido amigo Tião Neto chegado de alguma viagem de apresentação que havia feito, ou com Sergio Mendes ou Tom Jobim. Sempre muitas histórias para contar. E sempre momentos engraçados e marcantes. Num recorte de jornal que encontrei nas minhas papeladas falava da apresentação do Tião com o Bola Sete trio no Festival de Monterey em 1966. Aquele trio contava com o Bola no violão, Tião no baixo e Paulinho da Costa na bateria.

Resolvi criar um programa com a gravação feita desta apresentação do trio do Bola, prestando mais uma homenagem ao querido e saudoso amigo Tião Neto. Espero que vocês gostem. Forte abraço.


ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (36)
Junho 22 a 24
22      Eumir Deodato, piano / arranjo, Brasil, 1942
         Judy Holliday, canto / atriz, New York, 1922
         Ray Mantilla, percussão, New York, 1934
         Hermeto Pascoal, piano, Brasil, 1936
         Ben Pollack, piano / lider, Illinois, 1903
23      Donald Harrison, saxofone.alto, Louisiana, 1960
         Lance Harrison, saxofone.tenor, Canadá, 1920
         Milt Hinton, contrabaixo, Massachusetts, 1910
         Helen Humes, canto, Kentucky, 1913
         Eddie Miller, saxofone.tenor, Louisiana, 1911
         George Russell, composição / lider, Ohio, 1923
         Sahib Shihab, saxofones alto / baritone, Georgia, 1925
24      Gene Austin, vocal, Texas, 1900
         Frank Lowe, saxofone.tenor, Tennessee, 1943
         Charlie Margulis, trumpete, Minnesota, 1903(1902 ?)
         Marvin Smith, bateria, Illinois, 1961  


                              Retornaremos

21 junho 2017

PREMIADOS PELA "NEA" 2018

A instituição de grande prestígio "National Endowment for the Arts" (NEA) -  anunciou a lista de artistas que irão receber este prêmio em 2018, que é realizado anualmente com um ano de antecedência em diferentes campos da expressão e da criação artística. Esta é considerada a maior honra do mundo das artes nos EUA e são várias categorias, incluindo a literatura, artes visuais,  música popular e clássica e outras.
No campo do jazz ("Jazz Masters") foram seleccionados para esse título em  2018 os artistas: Pat Metheny, Dianne Reeves, Joanne Brackeen e Todd Barkan.
O guitarrista e compositor Pat Metheny e a cantora Dianne Reeves são dois altos representantes do amplo leque de músicos de jazz famosos desde muitos anos.
Joanne Brackeen é uma pianista de jazz e compositora que principalmente se dedica ao ensino de música no gênero, mas também tem impactado por suas composições inovadoras e intrincadas.
Todd Barkan é o proprietário do Keystone Korner clube de jazz em San Francisco e é reconhecido por seu apoio entusiástico e disseminação de gênero jazz e blues. Ele também trabalhou no Lincoln Center Jazz em Nova York.
Os quatro vencedores no campo do jazz foram anunciados no Festival de Jazz em Washington há poucos dias  e o concerto de gala para os premiados será realizado em uma sala de concertos do Kennedy Center em Washington, em 16 de abril do próximo ano.

(traduzido e adptado do blog Noticias de Jazz)

20 junho 2017

Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
36ª Parte  -  II (final)
(36)(b)    TETE MONTOLIU    Da  Catalunha   Para  O  Mundo    (Resenha longa)

Em 1996 TETE foi homenageado a nivel nacional pela “Sociedad General de Autores” por seus “50 Anos de Jazz”, no “Teatro Monumental de Madrid”, em um concerto do qual participaram  Alvin Queen, Gary Bartz, Pierre Boussaguet e Tom Harrell.   Ainda em 1996 TETE comemorou seus 63 anos gravando em piano.solo o CD “T’estimo Tant...”.    
No ano seguinte os 64 anos de TETE foram comemorados no “Palau de La Musica Catalana” em Barcelona, com concerto em piano.solo que foi gravado em CD.  Nesse ano de 1996 e em novembro a grande tragédia pessoal:  foi diagnosticado câncer em TETE MONTOLIU.
Em 1997 foram  gravados mais 03 CD’s com a apresentação de TETE MONTOLIU em fevereiro no “Festival de Jazz de Terrasa”.   Em março e no “Palau de La Música Catalana”, Barcelona, também em piano.solo, TETE teve gravado seu último CD.
Faleceu como indicado no início desta sua “Biografia”, em 24 de março de 1997.
Ao londo de sua carreira TETE MONTOLIU recebeu muitas homenagens e honrarias, destacando-se entre as muitas a “Creu de Sant Jordi de La Generalitat de Catalunya”, a “Medalla de Oro del Ayuntamiento de Barcelona” (bom catalão e fiel à cultura e aos valores de sua terra natal) e, como fá de futebol, “culê”, barcelonista que sempre foi e cultor do F.C.Barcelona (“mes que um club”), a insíginia de “Oro Y Brillantes del Football Club de Barcelona”.
TETE MONTOLIU sempre foi um ouvinte, admirador e executante de Charlie Parker, Thelonius Monk e John Coltrane, suas bases para altos vôos musicais e pianísticos.  
Entenda-se que a idade pesou progressivamente mais para TETE MONTOLIU (cego de nascença) que para outros músicos, peso agravado a partir do câncer diagnosticado em novembro de 1996 e dado o esforço necessário para seu pianismo e,  particularmente, quando atuando com outros músicos, o que sempre lhe trazia mais dificuldades para interação e equilíbrio musical;   o que para muitos exigia um simples olhar, para TETE requeria toda uma sensibilidade e desenvolvimento de sentidos muito além da visão e, com certeza, bem mais cerebrais.
TETE foi, sem dúvida, bem influenciado pela arte de Bud Powell e de Al Haig e, de alguma forma por Lennie Tristano, ainda que tivesse desenvolvido ao longo de sua trajetória um estilo e uma “linguagem” muito pessoais, com base em uma pulsação percussiva, com nítida articulação e forte inclinação por toques golpeados com  rapidez;    em alguns solos nota-se certa descontinuidade, acentuadas “escapadas” da estrutura em desenvolvimento, assim como farto ludismo na  exploração de figuras “bluesy”.   Foi, sempre e isso é perfeitamente ouvido e sentido em suas gravações, um pianista superior, capaz de imprimir perfeito swing ao seu fraseado e citações muito bem encaixadas de “blues”.

FILMOGRAFIA
Como não temos informações sobre produtos (DVD’s, VHS’s) com TETE ao vivo, indicamos a seguir 05(cinco) trechos dele ao vivo via “YouTube”, em diversos contextos/formações que nos permitem assistir um músico exponencial.
(1)             Tete Montoliu / Jackie McLean  Quartet, 6’16”
(2)             Joan Manel Serrat &  Tete Montoliu,  “Paroules D’Amor”, 3’55”
(3)             Tete Montoliu & Friends, Playing Jazz, 1’15’
(4)             Tete Montoliu, “Speak Low”, 4’22”
(5)         Tete Montoliu Trio, “If I Should Lose You”, 9’11” (Kerbie Lews / baixo e Billy Higgins/bateria)

BIBLIOGRAFIA
As melhores publicações tipo “Enciclopédia/Dicionário de Jazz” trazem alentados verbetes sobre TETE MONTOLIU.
Destacamos apenas 02(duas) dessas publicações por suas concisões e fidelidades históricas, ainda que insuficientes para o todo da carreira do pianista catalão.
(1ª)    Dictionnaire du Jazz  da autoria de Philippe Carles, André Clergeat e Jean-Louis Comolli, que reuniram cerca de 50 colaboradores para os diversos verbetes (Xavier Prévost redigiu o verbete dedicado a Tete Montoliu), Editions Robert Laffont S.A., Paris, 1988.
(2ª)    Gran Enciclopédia Del Jazz da Editora SARPE, com Chefia de Redação a cargo de Gabriela Costarelli, Madrid, 1980.

DISCOGRAFIA
Considerando a imensa discografia de alta qualidade de TETE MONTOLIU, optamos por indicar as primeira e última gravações, seguidas de 07(sete) indicações que, pelo menos para nós, exibem um pianista em plena forma ao longo das várias etapas de seus anos de trabalho.
Primeira Gravação
Entre junho e setembro de 1954, na Holanda e para o selo Philips Tete Montoliu gravou os temas “Píntame de Colores Pa Que Me Llamen Superman” e “No, No, No”.
Última Gravação
Em 21 de março de 1997, no “Palau de La Música Catalana”, Barcelona, Espanha, TETE apresentou-se em piano.solo, com temas próprios, de Ellington/Strayhorn, Dexter Gordon, Coltrane e Monk.  Essa apresentação foi devidamente registrada para o selo DiscMedi, com as seguintes faixas:
01    Feelings 
02    My Way
03    Au Privave
04    Muntaner 83A
05    Jo Vull Que M'Acariciis
06    Pont Aeri-Acuarela
07    T'Estimo Tant...
08    Come Sunday
09    It Don't Mean A Thing
10    In A Sentimental Mood
11    Take The "A" Train
12    Sophisticated Lady
13    Cotton Tail
14    Come Sunday
15    Cheese Cake
16    Society Red
17    Soul Sister
18    Naima
19    I Want To Talk About You  (autor Billy Eckstine, “Mr. B”)
20    Lush Life 
21    Giant Steps
22    Monk's Dream 
23    Ask Me Now 
24    Misterioso 
25    Apartment 512

1ª Indicação
Em 2005 a “Radiotelevisión Española” (RTVE) editou um primoroso CD duplo sob o título “Jazz Em España  -  Tete Montoliu”.   É o primeiro de uma série de resgates de JAZZ promovidos pela corporação espanhola, dedicado exatamente a TETE MONTOLIU.     Extensas notas de encarte por José Ramón Rippol, que inicialmente nos remetem ao “Jazz subterrâneo” na “Espanha franquista”, para logo rememorar a largos traços um pouco da carreira de TETE MONTOLIU.
Em um dos CDs temos 17 faixas de TETE em piano.solo, reunindo composições próprias, além de clássicos de Victor Young (“When I Fall In Love”), Roger “Ram” Ramirez (“Lover Man”), Bill Evans (“Waltz For Monika”), Cole Porter + Tadd Dameron (“Wht Is This Thing Called Love?” / “Hot House”), Duke Ellington (“Sophisticated Lady”) e outros.   As gravações constantes do gigantesco acervo da RTVE foram realizadas em 17/fevereiro/1973 e em 24/março/1982.
No outro CD temos 08 faixas com TETE MONTOLIU em trio (David Thomaz ao baixo e Peer Wyboris à bateria), gravadas em 22/março/1982.    A primeira faixa de autoria de TETE intitula-se “Blues”, levando-nos a todo um perfeito discurso da linguagem de raiz.   Segue-se um “Days Of Wine And Roses” com claras e sublimes referências ao pianismo de Bil Evans.  Charlie Parker é revisitado em “Confirmation”, Coltrane em “Giant Steps” e Monk/Cootie Williams em versão primorosa de “Round About Midnight”.

2ª Indicação
Com Pedro Diaz /tumbadoras, Miguel Angel Lizandra/bateria e Alberto Moraleda / baixo, Tete montoliu gravou em Barcelona (16/agosto/1963) o LP, reeditado em CD pela “Discos Ensayo”, “Temas Hispano-americanos”.  São “medleys” de clássicos do bolero, todos em linguagem jazzística e repletos da técnica de frases em legato, perfeitas divisões de fraseados, digitação superior, enfim, um disco para ouvir sempre.
Juntam-se a “Frenesi / Contigo En La Distancia / Maria Elena”, outros como “Tres Palabras / Amor Mio / Siempre En Mi Corazón” e “Perfidia / No Me Platiques / Bésame Mucho”.   

3ª Indicação
Ainda na linha dos “boleros”, mas então com temas individuais tomados dos clássicos do gênero, Tete gravou em 1975 e também em quarteto (ele mais Rogelio Juarez / tumbas, Manuel Elias / contrabaixo e Peer Wyboris / bateria), o LP, reeditado em CD pelo mesmo selo “Discos Ensayo” de Barcelona, sob o título de “Boleros” e com a linguagem jazzística do anterior, os temas “Somos”, “Sabra Dios”, “Siboney”, “Somos Novios”, “Sabor a Mi”, “Poinciana” e mais 04 temas que completam os 10 do álbum.

4ª Indicação
O CD “Tete Montoliu Em El Teatro Real” foi gravado diretamente do “Teatro Real” de Madrid em 02 de fevereiro de 1988, em piano.solo e constitui-se, em sua parte inicial, em ode á obra de Thelonius Monk.   A 1ª faixa do CD ocupa não menos que 42’30” sob o título de “Monkiana”, em que a esfinge é totalmente decifrada pela execução inspirada, decodificada e até com a sonoridade e o fraseado de Monk:  “Straight, No Chaser”, “Reflections”, “Misterioso”, “Well, You Needn’t” e semi-trechos de outros clássicos monkianos desfilam para o prazer sensorial da audição.  É coisa de “gente grande” para todo o sempre.
Mais 03 faixas completam os 64’22” do CD:    “Don’t Smoke Anymore, Please” (seria uma premonição das leis estaduais futuras ? ? ? . . .), “Jo Vull Que M’acaricis” e “Apartment 512”.  
Excelente texto do encarte por Paco Montes, com bom retrospecto da carreira de TETE e qualidade superior de gravação, tornam essa gravação um precioso documento.

5ª Indicação
Tete Montoliu & Orquestra Taller de Músicos de Barcelona” é CD gravado em 25 e 26 de junho de 1988 em Barcelona, reeditado em 2003.
05 trumpetes, 04 trombones, 02 saxes.alto, 02 saxes.tenor, 01 sax.barítono, piano (TETE MONTOLIU,  claro), guitarra, baixo e bateria, sob a condução de Zé Eduardo (também autor de 02 dos 07 temas do CD), mostram-nos uma “big.band” alentada, com belos arranjos e temas muito bem escolhidos, inciando-se pela faixa 1, o clássico “C.T.A.” de Jimmy Heath, incluindo “All Of Me” (soberbo solo de TETE MONTOLIU), “Second Race” de Thad Jones com arranjo do próprio, “Recordarme” de Joe Henderson (arranjo de Ernie Wilkins), enfim, um trabalho de alta qualidade.

6ª Indicação
O CD “Free Boleros”, em realidade uma coletânea de boleros clássicos interpretados por um trio em estado de graça (TETE MONTOLIU elabora discursos pianísticos de pura beleza, com toques de “blues”), acompanhando Mayte Martins, uma verdadeira “CANTORA” (dicção, divisão, timbre, extensão, emoção.........), já indicado anteriormente ao longo da “Biografia” de Tete Montoliu.    É trabalho sério, de muito “feeling” e puro prazer para os ouvidos e a mente.     “Contigo en la Distancia”, “El Dia que me Quieras”, “El Reloj”, “Somos”, “Sabor a Mi” e mais 08 faixas integram essa seleção tocada em trio e cantada com uma soberba voz, que merece todo o interesse, os aplausos e a divulgação do “melhor”.

7ª Indicação
Tete Montoliu Interpreta a Serrat Hoyreúne 12 temas e 01 “medley” da autoria do compositor espanhol Joan Manel Serrat, que TETE MONTOLIU conheceu em 1965 na EDGISA, companhia discográfica catalã.  À época Serrat integrava o denominado “Els Setze Jutges”, grupo musical e cultural.
Em 1969 TETE havia gravado “Tete Montoliu Interpreta a Serrat”, sendo que nessa nova visita ao compositor, TETE jazzifica toda uma obra.
Temos nesse CD a reunião de composições belíssimas e uma interpretação de altíssima qualidade pianística e jazzística:  mais pedir impossível ! ! !

Final....................................   Retornaremos nos próximos dias

CLUB DE JAZZ "BLUE NOTE" ABRIRÁ NO RIO

















Será o oitavo clube no planeta.
O famoso clube de jazz BLUE NOTE originalmente criado em Nova York, vai abrir em agosto deste ano, no Rio de Janeiro conquistando a América do Sul.
Isto irá aumentar para 8 locais de jazz com a sigla da empresa no mundo. Atualmente, existem dois clubes nos EUA, em Nova York e Napa (Califórnia).
No exterior existem em Waikiki, Hawaii; Milão, Itália; Tóquio e Nagoya, no Japão, e em Pequim, China.
No Rio será localizado no bairro da Lagoa, na fronteira com Copacabana e Ipanema, ideal para o jazz na cidade. Terá uma capacidade para 350 pessoas e dois espectáculos noturnos oferecendo um menu gastronômico variado para os comensais.
A operação será realizada em parceria com a empresa brasileira L21 Participações.

(traduzido e adaptado de Noticias de jazz)

Desde a sua criação em 1981, a BLUE NOTE tornou-se um dos clubes de jazz de primeiro nível do mundo. O dono e fundador Danny Bensusan teve uma visão para criar um clube de jazz em Greenwich Village que trataria os artistas meritórios com respeito, permitindo que os clientes vissem os melhores músicos de jazz do mundo em um ambiente requintado e confortável.
O jazz é, sem dúvida, a música dos Estados Unidos, e enquanto a BLUE NOTE se esforça para preservar a história do jazz, o clube é um lugar onde a progressão e a inovação são encorajadas e praticadas de forma noturna.
Ao longo dos anos, a BLUE NOTE foi um motor econômico para Greenwich Village, trazendo fãs de jazz de todo o mundo. O clube recebe críticas favoráveis semanalmente nos diários, como The New York Times e em guias e revistas de viagens internacionais. O que torna a BLUE NOTE tão especial é que em uma determinada noite, qualquer coisa pode acontecer. Não é incomum ver personagens como Stevie Wonder, Tony Bennett, Liza Minelli e Quincy Jones serem chamados ao palco, do público, para se sentar e atuar junto aos músicos. BLUE NOTE dá aos artistas a liberdade musical que eles merecem, e os fãs de jazz têm a chance de ver a combinação mais improvável de estrelas noite após noite no palco do BLUE NOTE.

Torcemos muito para que dê certo já que sabidamente locais deste tipo no Rio e também no Brasil, acabam não aguentando os custos e principalmente a programação que acaba por trazer grupos que nada tem a haver com jazz ou mesmo blues. A casa vai se deteriorando e acaba por fechar, há inúmeros exemplos aqui no Rio. Contudo com a experiência do grupo BLUE NOTE é possível que tenhamos uma verdadeira casa de jazz na cidade. 

19 junho 2017

LEMBRANDO HORACE SILVER



Há três anos atrás (19/junho/2014) informavamos sobre a morte de um dos grandes nomes do jazz. Pianista e compositor Horace Silver, um dos pilares do hard bop com "alma" e ritmos exóticos, tinha morrido aos 85 anos de causas naturais em sua casa em New Rochelle.
O autor de "Song For My Father" (entre muitas outras composições famosas) participou do movimento de renovação intensa dos anos 50, tocando com os Jazz Messengers, com seus próprios conjuntos e luminares como Coleman Hawkins, Miles Davis, Oscar Pettiford, Milt Jackson, Hank Mobley, Clark Terry, Gigi Gryce, Al Cohn, Nat Adderley, Lester Young, entre uma longa lista de outros.
Ele foi professor e mentor de Bennie Maupin, Junior Cook, Hank Mobley, Blue Mitchell e Louis Hayes, entre outros. E por seus conjuntos passaram grandes nomes, tais como Joe Henderson, Charles Tolliver, Donald Byrd, Benny Golson, Art Farmer, Blue Mitchell, Stanley Turrentine, Woody Shaw, Dave Douglas, Dee Dee Bridgewater e os irmãos Brecker.
Silver foi um dos grandes artistas da gravadora Blue Note, mais tarde também gravou para a Columbia.


(traduzido e adaptado de Noticias de Jazz blog de Pablo Aguirre)

CRÉDITOS DO PODCAST # 366

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
PRESERVATION HALL JAZZ
Percy Humphrey (tp), Willie Humphrey (cl), Frank Demond (tb), Sing Miller (pi), Narvin "Ray" Kimball (bj), Allan Jaffe (tuba) e Josiah "Cie" Frazier (bat)
JOE AVERY’S BLUES
 (Traditional)
New Orleans, outubro/1977
GARY BARTZ
Gary Bartz (sa, ldr), Larry Willis (pi), Buster Williams (bx) e Al Foster (bat)
FOUR IN ONE
(Thelonious Monk)
New York, 11/janeiro/2015
CARMEN LUNDY
Carmen Lundy (vcl) acc Anthony Wonsey (pi), Oscar Castro-Neves (gt), Kenny Davis (bx) e Jamison Ross (bat)
DANCE THE DANCE
(Carmen Lundy) 
New York, 2011
GENE KRUPA 
Ray Cameron, Dick Lotter, Jack Mootz (tp), Dalton Rizzotto, Bruce Squires, Al Sherman (tb), Bob Snyder, Mascagni Ruffo (sa), Sam Donahue, Sam Musiker (st), Milt Raskin (pi), Ray Biondi (gt), Horace Rollins (bx)  e Gene Krupa (bat, ldr) Jimmy Mundy (arranjo)
SYMPHONY IN RIFFS
(Benny Carter)
"Palomar Supper Club" da KNX, CBS Broadcast, Hollywood, CA, 28/novembro/1938
NICK FINZER
Nick Finzer (tb, ldr), Lucas Pino (st), Alex Wintz (gt), Glenn Zaleski (pi), Dave Baron (bx) e Jimmy MacBride (bat)
ACCEPTANCE
(Nick Finzer) 
New York, 19/dezembro/2014
CLAY JENKINS
Clay Jenkins (tp), Don Aliquo (st), Dana Landry (pi),  Rufus Reid (bx) e Jim White (bat)
TIME AND AGAIN
 (Don Aliquo)
Murfreesboro, Tennessee, 2006
FRANK STOKES
Frank Stokes (gt, vcl)
MISTREATIN' BLUES
(Frank Stokes)
Roots Records 1968
TOMMY FLANAGAN
Tommy Flanagan (pi), George Mraz (bx) e Elvin Jones (bat)
A BLUE TIME 
(Tadd Dameron) 
New York, 4/fevereiro/1977
OSCAR PETTIFORD
Don Byas (st), Hans Koller (sbar), Hans Hammerschmid (pi), Oscar Pettiford (bx, cello) e Kenny Clarke (bat)
BLUES IT (Benny Golson)
Berlin, Alemanha, 20/março/ 1960
HARRY ALLEN
Harry Allen (st, ldr), Joe Cohn (gt), Joel Forbes (bx) e Chuck Riggs (bat)
THE VERY THOUGHT OF YOU
(Ray Noble) 
River Edge, N.J., novembro, 2006
EDDIE HIGGINS
Eddie Higgins (pi), Scott Hamilton (st), Jay Leonhart (bx) e Joe Ascione (bat )
YOU'D BE SO NICE TO COME HOME TO
(Cole Porter)
New York, 12/setembro/2004
JEREMY PELT
Jeremy Pelt (tp, ldr), J.D. Allen (st), Danny Grissett (pi), Dwayne Burno (bx) e Gerald Cleaver (bat)
DAVID AND GOLIATH
(Jeremy Pelt)
Englewood Cliffs, N.J., 15/setembro/2010

18 junho 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (35)
Junho 19 a 21
19     Chuck Berghofer, contrabaixo, Colorado, 1937
         Jerry Jerome, saxofone.tenor / líder, New York, 1912
         Dave Lambert, canto, Massachusetts, 1917
         Guy Lombardo, lider, Canadá, 1902
         Joe Thomas, saxofone.tenor, Pensilvania, 1909
20     Eric Dolphy, saxofone.alto / flauta, California, 1928
         Lamar Wright, trumpete, Texas, 1907
21     Gower Champion, dança, Illinois, 1919
         Mack Gordon, composição, Polonia, 1904
         Dewey Jackson, trumpete, Missouri, 1900
         Helen Merrill, canto, New York, 1929
         James Price, canto (country). 1963
         Lalo Schifrin, piano / composição, Argentina, 1932
                                      Retornaremos

16 junho 2017

P O D C A S T # 3 6 6

JEREMY PELT 
CLAY JENKINS 
CARMEN LUNDY 
EDDIE HIGGINS 








PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USE O LINK ABAIXO:

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15 junho 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (34)
Junho 16 a 18
16      Albert Dailey, piano, Maryland, 1938
         Lou Gare, saxofone.tenor, Inglaterra, 1939
         Tom Harrell, trumpete, Illinois, 1946
         Ilona Massey, canto / atriz, Hungria, 1910
         Clarence Shaw, trumpete, Michigan, 1926
         Al Viola, guitarra, New York, 1919
17      Chris Columbus, bateria, Carolina do Norte, 1902
         Sammy Fain, composição, New York, 1902
         Don Kirkpatrick, piano, Carolina do Norte, 1905
         Benny Krueger, saxofone.alto, New Jersey, 18 99
         Barry Manilow, canto, New York, 1946
         Chuck Rainey, guitarra, Ohio, 1940
         Gene Sedric, saxofone.tenor, Montana, 1907
         Sam Wooding, piano / arranjo, Pensilvania, 1895
         Zy Zentner, trombone, New York, 1917
18      Ray Bauduc, bateria, Louisiana, 19 06
         Sammy Cahn, composição, New York, 1913
         Con Conrad, composição, New York, 1891
         Kay Kyser, lider, Carolina do Norte, 1897
         Jeanette MacDonald, canto / atriz, Pensilvania, 1901
         Paul McCartney, canto, Inglaterra, 1942
         Ray McKinley, bateria, Texas, 1910
         Babe Russin, saxofone.tenor, Pensilvania, 1911
        

                              Retornaremos