Colaboradores : MauNah, Sazz, Bene-X, PegLu, Raffaelli, I-Vans, Mario Jorge Jacques, Gustavo Cunha, JoFlavio, Nelson Reis, Beto Kessel, Tenencio, BraGil, Reinaldo, LaClaudia, Marcelon, Marcelo Siqueira, Pedro Cardoso o Apóstolo.

17 abril 2014

ADEUS, Armando Peraza (30/maio/1924 – 14/abril/ 2014)











 O famoso percussionista cubano Armando Peraza morreu aos 89 anos. Peraza tornou-se famoso em todo o mundo durante duas décadas atuando em grupos de Carlos Santana. Antes tocou com gigantes como Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Cal Tjader, Judy Garland, Stan Kenton, Dave Brubeck, Charles Mingus, Dexter Gordon e outros. Este músico começou sua juventude como um atleta em Cuba, já interessado em percussão. Ele viajou para Nova York em 1949, onde logo emergiu como percussionista de congas e bongos. Aos 48 anos, ele se juntou ao grupo de Carlos Santana em turnês e concertos por duas décadas, aparecendo em 24 álbuns. Depois de deixar o grupo, ele voltou a se juntar a Santana para alguns festivais esporádicos, incluindo o de Montreux. Armando Peraza de técnica extraordinária e poder expressivo como um “baterista de mão” se tornou uma característica de performances de jazz afro-latino. Ele percorreu o mundo com George Shearing, mas foi na América do Norte, onde ele experimentou o racismo persistente e institucionalizado. Um exemplo disso foi um incidente em Miami durante turnê com George Shearing e Peggy Lee em 1959, Peraza e os outros membros negros da banda não foram autorizados a ficar no mesmo hotel que os músicos brancos. Shearing e Lee resolveram a situação, ameaçando retirarem-se do show a menos que Peraza e os outros fossem "permitidos" ficar em seu hotel. Shearing foi um dos primeiros grupos de jazz racialmente integrado como o de Benny Goodman. Com George Shearing, Peraza teve a distinta possibilidade de tocar com as orquestras sinfônicas clássicas de Boston, Filadélfia, Nova York e Oklahoma City. Ele também participou enquanto com Shearing (pianista inglês) em apresentações para a rainha Elizabeth II do Reino Unido. 
Pode-se ouvir Peraza em: GRANNY'S SAMBA (Gary McFarland) New York, 25/junho/1968 com a banda: Garnett Brown (tb), Johnny Pacheco (fl), Sadao Watanabe (fl, sa), Sol Schlinger (sbar), Michael Abene (el-pi), Chick Corea (pi), Chuck Rainey (el-bx), Bobby Rodriguez (bx), Donald McDonald (bat) e Armando Peraza (cga,bgo) e Gary McFarland (arr).
Uma notável demonstração de suas habilidades na conga em:  PERCUSSION  SOLO - com a banda de Carlos Santamaria.
Live, Montreux Jazz Festival, Montreux, Suiça, 14/julho/1988 




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16 abril 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 202

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
LOCAL e DATA
HOWARD RUMSEY
Lighthouse All Stars: Conte Candoli (tp), Frank Rosolino (tb), Bob Cooper (st), Sonny Clark (pi), Howard Rumsey (bx, ldr) e Stan Levey (bat)
LOVE ME OR LEVEY
(Bill Holman)
Los Angeles, 16/outubro/1956
FRANK WESS
Patrick Artero (flh), Gilles Berthenet (tp), Thierry Lhiver (tb), Frank Wess (st), Philippe Chagne (sbar), Dominique Vernhes (st,cl) Oriol Bordas (sa), Philippe Duchemin (pi), Ramon Fossati (gt), Jean-Pierre Rebillard (bx) e Stephane Roger (bat)
CLOSE YOUR EYES
(Bernice Petkere)
Paris, 20/maio/1992
CARMEN MCRAE e SAMMY DAVIS JR
Carmen McRae, Sammy Davis, Jr. (vcl), acc por uma orquestra de estúdio, sob a direção e arranjo de Jack Pleis.
CHEEK TO CHEEK
(Irving Berlin) 
New York, 2/maio/1955
OLIVER NELSON e LOU DONALDSON
Dave Burns, Ernie Royal (tp), Lou Donaldson, Phil Woods (sa), Bob Ashton (st), Danny Bank (sbar), Lloyd Mayers (org), Richard Davis (bx), Grady Tate (bat) e Oliver Nelson (arranjo e condução)
BACK TALK (Jimmy Smith)
New York, dezembro/1964
ORIGINAL DIXIELAND JASS BAND
Dominic La Rocca (cnt), Edwin Edwards (tb),Larry Shields (cl), Henry Ragas (pi),  Tony Sbarbaro (bat).
TIGER RAG
(Nick La Rocca)
New York, 17/agosto/1917
CHARLIE VENTURA
Charlie Ventura (sbar), Conte Candoli (tp), Bennie Green (tb), Boots Mussulli (sa), Roy Kral (pi), Kenny O'Brien (bx) Ed Shaughnessy (bat)
I'M FOREVER BLOWING BUBBLES
(Jean Kenbrovin / John Kellette)
Live, Just Jazz Concert, "Civic Auditorium", Pasadena, CA, 9/maio/1949
TOSHIKO AKIYOSHI
Toshiko Akiyoshi (pi), Gene Cherico (bx) e Jake Hanna (bat)
BETWEEN ME AND MYSELF (Toshiko Akiyoshi
Live, Newport Jazz Festival, 5/julho/1957
BESSIE SMITH
Bessie Smith (vcl) e Irving Johns (pi)
JAIL HOUSE BLUES
(Bessie Smith / Clarence Williams / Huddie Ledbetter / Lightnin' Hopkins / Traditional)
New York, 21/ setembro/1923
LUCKY THOMPSON
Lucky Thompson (st), Dodo Marmarosa (pi), Red Callender (bx) e Jackie Mills (bat)
SMOOTH SAILING
(Lucky Thompson)
Los Angeles, 13/ setembro/1946
WARDELL GRAY
Wardell Gray (st), Dodo Marmarosa (pi), Red Callender (bx) e Harold "Doc" West (bat)
THE MAN I LOVE
(George Gershwin / Ira Gershwin)
Hollywood, CA, 23/ novembro/1946
CONTE CANDOLI
Conte Candoli (tp), Buddy Collette (st), Vince Guaraldi (pi), Leroy Vinnegar (bx) e Stan Levey (bat)
MUGGIN’ THE MINOR
(Conte Candoli)
Los Angeles, 3/ fevereiro/1960
DIANE SHUUR
Diane Schuur (vcl), Jack Sheldon, Wayne Bergeron (tp), Andy Martin (tb), Richard Todd (fhr), Gary Foster (sa), Pete Christlieb (st) Phil Upchurch (gt), John "Tommy" Johnson (tu) e John Guerin (bat)
NEVER LET ME GO
(Jay Livingston / Ray Evans)
Hollywood, CA, 1995
BUDDY RICH
Paul Phillips, Eric Miyashiro, Michael Lewis, Joe Kaminsky (tp,flh), Scott Bliege, James Martin, Michael Davis (tb), Mark Pinto, Bob Bowlby (sa,fl) Brian Sjoerdinga (st), Steve Marcus (st,ss), Jay Craig (sbar), Bill Cunliffe (pi), Dave Carpenter (el-b), Buddy Rich (bat, ldr) e Bobby Shew (arr)
ONE O’CLOCK JUMP
(Count Basie / Eddie Durham)
San Francisco, CA, 3/abril/1985
B G
BRAD MEHLDAU (pi), Larry Grenadier (bx) e Jeff Ballard (bat)
RUBY’S RUB (Brad Mehldau)
Live "The Village Vanguard", New York, 15/outubro/2006

13 abril 2014

BATERIAS E BATERISTAS – Parte X



TRABALHO DE PESQUISA DE NOSSO EDITOR NELSON REIS

1 – BATERISTA –  UMA QUESTÃO DE ESTILO.

Todo músico tem, normalmente, uma área de atuação em que o pendor o coloca no estilo de sua preferência e, é onde atua com maior dedicação. Assim, um “baterista de rock’n roll” está quase sempre em atividades do gênero e com músicos desse estilo.
O típico “baterista de jazz e bossa”, não se dedica – por afinidade – a outros estilos, não querendo dizer com isso que não possam, em ambas situações aqui descritas, dispor de conhecimento técnico para atuação em qualquer dos casos.
Situações dessas podem ser levadas à consideração, como nos casos de bateristas tipicamente de rock, como  Phill Collins e  Charlie Watts que tocaram e gravaram jazz de qualidade.
Vamos encontrar, todavia, excelentes bateristas tais como Vinnie Collaiuta e Neil Pert  cuja identidade com o jazz é, praticamente, insípida ou nenhuma. No entanto, um excelente baterista de jazz, como Steve Gaad, conhecido por sua atuação como tal, passou uma época – acreditamos que por circunstâncias pessoais – participando de apresentações em grupos de rock.
Uma coisa certa, entretanto, é que nunca tivemos notícia do nome, por exemplo, de um Jack DeJonette num festival de rock metaleiro. Isso, define o estilo do baterista e a diferença de seu tipo e qualidade de instrumento de uso quanto a pratos, baquetas e tambores.

2 – BATERISTA – MEDIDAS DE ESCOLHAS

Como já vimos, a bateria é uma criação americana e como tal segue os padrões de medidas em polegadas. Isso é uma convenção mundial na identificação das medidas de pratos, tambores e baquetas. Assim, tudo que se pense em relação às medidas de qualquer coisa numa bateria, estas serão – normalmente - referenciadas em polegadas e não em centímetros. As baquetas seguem um padrão de utilização quanto ao peso, espessura e formato sob maneira de identificação por números e letras. Por exemplo: 7A; 5A; 3A; 2B; 5B; 8D, etc..
 São fabricadas por conceituadas e tradicionais empresas do ramo como Pro-Mark, VicFirth, Callato, Remo, Regal, Zildjian ,Ibañez etc.. Geralmente, as feitas no exterior, são produzidas em um tipo de madeira dura denominada hichory. Todavia, existem ainda baquetas de grafite, de material sintético e as com “pontas de nylon” (“nylon tips”) e, os “campeões” do instrumento endossam diversas fábricas, colocando seus nomes em diversos modelos como usuários.
Os pratos, vão – de acordo com o modelo e funcionalidade – dos tamanhos de 5 polegadas de diâmetro (splash) a até os de 24 polegadas (ride), considerado-se os fatores de uso no “set” da bateria. Os catálogos de fabricantes como Zildjian, Sabian, Paiste, Meinl, Ônix, Orion, etc .especificam os tipos, modelos, medidas e, material aplicado na fabricação.

As baterias são fabricadas, por conceituadas empresas do ramo, como já mencionado anteriormente e, são vendidas – normalmente - sem pratos e sem banco/trono, os quais são considerados acessórios complementares. Assim, o instrumento é distribuído pelos revendedores de fábricas, segundo os modelos de tamanhos padronizados de bumbos, tons e caixas, hastes de prato, pedal de bumbo e máquina de contratempo (hi-hat), estantes de caixa e “clamp” de fixação dos tons. Damos aqui à seguir algumas configurações, a título de exemplo, das distribuições de medidas de tambores de “sets” de bateria. Não se considere, com isso, uma constância por existirem predileções. Todavia, são padrões, normalmente, usuais de produção de linhagem pelos fabricantes. Nada impedindo, portanto, que hajam instrumentos mandados ser fabricados sob especificações particulares - “fora de linha”. 



11 abril 2014

ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A GUITARRA E OS GUITARRISTAS - 17


 
MUNDELL LOWE, guitarrista norte-americano, nasceu no dia 21 de abril de 1922 na cidade de Laurel, estado do Mississipi, no seio de família de classe média, protestante e, para felicidade de todos nós, permanece vivo com seus 92 “aninhos”.

Seu pai era pastor na igreja local, violinista amador e professor de música, com o qual MUNDELL aprendeu os fundamentos da guitarra a partir dos 06 anos de idade.

A partir dos 13 anos MUNDELL viveu entre constantes escapadas do lar e resgates pelo pai, com retorno à casa paterna.   

Assim, fugiu de casa com 13 anos para tocar em New Orleans nos bares, clubes, espeluncas e casas de espetáculo, onde consolidou sua aprendizagem prática com os expoentes da época, chegando a integrar grupo “country” com ABBIE BRUNIES (cornet) e SID DAVILLA (clarinete e saxofone).

Reconduzido ao lar por seu pai, tornou a evadir-se em 1939 com 17 anos, desta feita indo até Nashville  apresentando-se durante 06 meses em programa radiofônico (“Grand Old Opry”), então abrilhantado pela banda de PEE WEE KING.

Novamente resgatado pelo pai pouco tardou em casa;   no ano seguinte, 1940,  MUNDELL concluiu seus estudos básicos na escola e iniciou vôos mais longos, com  uma série de apresentações em clubes dos estados do Mississipi, da Flórida e da  Louisiana.    Conheceu e tocou na “big band” de JAN SAVITT (nascido na Filadélfia e que havia iniciado sua banda em 1935, onde  tocaram ao longo dos anos e entre outros CUTTY CUTSHALL, GEORGIE AULD, GENE DE PAUL, GUS BIVONA, URBIE GREEN e NICK FATOOL, utilizando arranjos próprios e de EDDIE DURHAM e capitaneando as vocalistas JANE WARD, HELEN WARREN e GLORIA DE HAVEN, além do “crooner” BON BON). 

MUNDELL LOWE permaneceu com a banda de JAN SAVITT até ser convocado para o serviço militar em 1943, servindo em base próxima a New Orleans onde, por sua sorte, o oficial encarregado de proporcionar diversão à soldadesca era JOHN HENRY HAMMOND Jr., nascido em uma das famílias mais ricas dos U.S.A.,  grande produtor na área do JAZZ, descobridor e incentivador de talentos (BILLIE HOLIDAY e BENNY GOODMAN apenas para citar os exemplos mais importantes) e que em 1945, ao desligar-se do exército, conseguiu para MUNDELL um contrato com a banda de RAY McKINLEY, na qual o guitarrista permaneceu até 1947, já então reconhecido nos meios musicais e com as portas abertas para sua carreira.

Atuou com BENNY GOODMAN, FATS NAVARRO e WARDELL GRAY e apresentou-se durante os seguintes 02 anos no “Café Society” de New York, ao lado de DAVE MARTIN, atuando também com SARAH VAUGHAN, MILDRED BAILEY e MARY LOU WILLIAMS, assim como em 1948 com ELLIS LARKINS no “Village Vanguard” e em 1949, também com ELLIS LARKINS e RED NORVO, no “Bop City”.

Entrando nos anos 50 do século passado MUNDELL LOWE trabalhou em diversos clubes da “big apple” e em gravações com os “grandes” de então, citando-se LESTER YOUNG, BILLIE HOLIDAY, BUCK CLAYTON e CHARLIE PARKER (gravação tomada ao vivo diretamente do “Rockland Palace” de New York em 26 de setembro de 1952, em que CHARLIE PARKER no sax.alto e MUNDELL LOWE na guitarra,  alinharam ao lado de WALTER BISHOP Jr. no piano, TEDDY KOTICK no baixo e MAX ROACH na bateria, para um total de 31 faixas, entre as quais o clássico “Everything Happens To Me”, com estupendo solo de PARKER).

Ainda assim MUNDELL LOWE chegou à Broadway, onde além de músico foi ator no longa metragem “The Bird Cage”.       Trabalhou para a orquestra da rede de televisão “NBC” (permaneceu durante 15 anos, de 1950 até 1965), dirigiu o programa “Today”, tocou em clubes e gravou com ninguém menos que BEN WEBSTER, RUBY BRAFF, GEORGIE AULD (reencontro após 12 anos), integrou a “Sauter-Finegan Band” e formou um quarteto com o grande pianista e professor de música BILLY TAYLOR para atuar no rádio.

A partir do final da década de 50 (1958) MUNDELL LOWE dedicou-se ao ensino, ao arranjo e à composição, tendo se estabelecido a partir de 1965 em Los Angeles, onde compunha músicas para a televisão e o cinema, tendo como destaque o longa metragem “Billy Jack” de 1971.      Enquanto trabalho completo (composição, arranjo e condução), sem dúvida o grande destaque foi para o longa “Satan In High Heels” de 1961, com espetacular trilha sonora executada por um grupo de músicos “top”: Clark Terry, Joe Newman, Doc Severinsen, Bernie Glow e Ernie Royal nos trompetes, Urbie Green, Buster Cooper e Jimmy Cleveland nos trombones, Phil Woods, Al Klink, Walter Levinsky, Ray Beckenstein, Al Cohn, Oliver Nelson, Sol Schlinger e Gene Allen nas palhetas, James Buffington no “french-horn”, Mundell Lowe e Barry Galbraith nas guitarras, Eddie Costa ao piano e vibrafone, George Duvivier no contrabaixo e Ed Shaughnessy à bateria.  Os arranjos são espetaculares, com belos  contrastes de metais e palhetas, solos de primeira grandeza e, no tema-título, um primor de arranjo (respeitando os cânones de COUNT BASIE) e solos de Phil Woods (sax-alto) e de Clark Terry (flugelhorn).

Apresentou-se em clubes e festivais (no “Monterey Jazz Festival” de 1971 ao lado de ROY ELDRIDGE e DIZZY GILLESPIE, voltando anos mais tarde ao mesmo festival, em 1983, com o grupo “TransiWest” que formara nessa década, com músicos do nível de um SAM MOST - de Atlantic City mas á época radicado na Califórnia,  MONTY BUDWIG e NICK CEROLI), passando a realizar temporadas por todo o mundo, uma delas pela Europa com a cantora BETTY BENNETT.

No retorno da Europa tocou com o grande sax.tenorista RICHIE KAMUKA.

MUNDELL LOWE é considerado um “chefe-de-escola”.  Guitarrista de técnica perfeita, estilo moderno, com improvisações que revelam excepcionais “sensibilidade e inteligência” melódicas, com acentuações do “bebop” (ainda que seja um músico marcadamente “cool”), cuja estética emprega com agilidade e segurança exemplares em audaciosos contrastes rítmicos e harmônicos, plenos de “swing”.   Nas baladas é um guitarrista lírico, sensível, capaz de transmitir todas as nuances da melodia.  Em função de décadas e décadas de “estrada” com músicos do mais alto nível, MUNDELL LOWE adquiriu apurado senso de humor e vasto repertório, que emprega nas contínuas citações de “standards”, via “harmonia”. 

Entre as muitas gravações com a participação de MUNDELL LOWE (como titular ou “sideman”), destacamos entre outros:

-   Tumblebug,  1946

-   Cheek To Cheek, 1955

-   A Grand Night For Swing, 1957

-   Porgy And Bess, 1958

-   After Hours (Sarah Vaughan), 1961

- Satan In High Hells, 1961 (além da faixa-título, mais 09 composições de     MUNDELL LOWE).

 

Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo

apostolojazz@uol.com.br

P O D C A S T # 2 0 2

DIANE SCHUUR
LUCKY THOMPSON



O D J B


PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO: http://www.divshare.com/download/25307795-fb3

09 abril 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 201

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
LOCAL /DATA
BENNY CARTER
Benny Carter (sa), Joe Kennedy Jr.(violino), Kenny Barron (pi), George Duvivier (bx), Ronnie Bedford (bat) - Willis Connover (mc)
HONEYSUCKLE ROSE
(Andy Razaf / Fats Waller)
Washington D.C. Smithsonian Institution
11/novembro/1981
MISTY (Errol Garner)
TAKE THE A TRAIN (Billy Strayhorn)
COTTONTAIL (Duke Ellington)
AUTUMN LEAVES
(Jacques Prévert / Johnny Mercer / Joseph Kosma)

08 abril 2014

PRIMAVERA QUARTET EM LONDRES


Ontem à noite (8/abril), o aclamado "Primavera Quartet " na sala de concertos do Centro de Artes " Barbican " , foi apresentado em Londres. Este  supergrupo - como eles são chamados pela mídia britânica - é composta por músicos de diferentes gerações e estilos de jazz , que , no entanto, têm uma linguagem comum em termos de seu entusiasmo para os valores criativos.

A baixista e cantora Esperanza Spalding (30), o saxofonista Joe Lovano (62), o baterista Jack DeJohnette (72 ) e o pianista argentino Leo Genovese (35) - todos compositores também - estão tocando juntos neste grupo há bastante tempo, impressionando diversos públicos internacionais. Desta vez, eles deixaram uma marca inesquecível em Londres, em um teatro de alta capacidade onde os bilhetes foram todos vendidos há alguns meses.

O número de músicos que tocaram com Jack DeJohnette e Joe Lovano e suas biografias musicais são impressionantes e incluem muitas das décadas do pós - bop . E em suas carreiras relativamente curtas, tanto Esperanza Spalding como Leo Genovese têm tido um rápido desenvolvimento que os levou à fama e a obter grandes prêmios e admiração da crítica e público.

Todos os temas que realizaram ontem à noite no centro da "Barbican" foram composições originais variando em sutileza, elegância e lirismo, por vezes com força criativa expressionista e abstrata, sem se afastar das raízes do jazz, garantido pela grande interação espontânea entre os 4 músicos.

(adaptado do Noticiero De Jazz – Pablo Aguirre)

06 abril 2014

BATERIAS & BATERISTAS - Parte IX

TRABALHO DE PESQUISA DE NOSSO EDITOR NELSON REIS

I – BATERISTA – “UM MÚSICO”

Pareceu sempre ao leigo, que o baterista era um instrumentista de “segunda classe”. Que, tão somente, a bateria era um acompanhamento rítmico e, que seu executante não necessitava de grande conhecimento musical, bastando “um bom ouvido musical”, considerando que quem sola a melodia são as cordas, sopros e o piano, cujos executantes necessitam estudo teórico musical e prática instrumental.

Ledo engano. E, essa “conceituação errônea” fez com que o baterista – durante bom tempo de sua evolução – fosse “o mais mal pago” dos integrantes de um conjunto musical, pois  que necessitava sempre de um solista da melodia, “para tocar o baile”.

O leigo, por força dessa conceituação, não imagina que o baterista necessita de “estudo de percussão”. Que deve ter conhecimento de notação musical. Que, quase sempre para ter atuação junto aos demais músicos de boa formação, necessita ter conhecimento de como a percussão funciona no conjunto, por força da composição e arranjo. Que, assim como os tímpanos de orquestra sinfônica, a bateria de jazz sofre afinação musical própria de cada tambor e homogeneidade de tonalidade dos pratos. Que os tambores emitam notas percutidas com altura e tonalidade definidas para com os demais instrumentos do grupo. Que o baterista necessita, muitas vezes, fazer um estudo mais amplo através de outros percutidos, como o piano e/ou vibrafone .

Um exemplo, na música de jazz, é o de Larry Bunker
que aparece em gravações como baterista, vibrafonista ou pianista com excelentes desempenhos. Outros, também notáveis, foram Vick Feldman, Chubby Jackson e Lionel Hampton. No Brasil, o conhecido baterista Chico Batera, em algumas de suas apresentações, toca vibrafone ou marimba além da sua habitual bateria.
 
II – O BATERISTA – PAUTA MUSICAL

 Como dissemos, o baterista normalmente possui leitura musical, conhecimento de teoria e solfejo e notação de pauta para execução, como os executantes dos demais outros instrumentos, além de estudo da própria técnica instrumental.

Assim, na sua pauta, ficam configurados os chamados acidentes, como ataques, pausas e, ação de atuação de cada peça da bateria como instrumento, como é feito para os demais instrumentos musicais, pelo arranjador e/ou instrumentistas. Não é tão simples, como parece ao leigo que o julga, muitas vezes, como mero acompanhante.

A título de exemplo, damos uma pequena e parcial ilustração, feita pela baterista Vera Figueiredo em publicação de revista, de notação de aprendizado aplicada a ritmos latinos.



 

 

04 abril 2014

P O D C A S T # 2 0 1

BENNY CARTER
JOE KENNEDY Jr







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02 abril 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 200


LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
LOCAL / DATA
THELONIOUS MONK
Thelonious Monk (pi), Charlie Rouse (st), Larry Gales (bx) e Bem Riley (bat)
JUST YOU, JUST ME
(Jesse Greer / Raymond Klages) 
New York, 8/outubro/1964
LIZA (George Gershwin)
ARTIE SHAW
Chuck Peterson, Bernie Privin, John Best (tp), George Arus, Harry Rodgers, Les Jenkins (tb), Artie Shaw (cl,ldr) Les Robinson, Hank Freeman (sa), Tony Pastor (st,vcl), Georgie Auld (st), Bob Kitsis (pi), Al Avola (gt), Sid Weiss (bx), Buddy Rich (bat) e Jerry Gray (arr)
ROSALIE (Cole Porter)
17/janeiro/1939
EVERYTHING IS JUMPIN’
 (Artie Shaw)
20/outubro/1939
RON CARTER
Art Farmer (flh), J J Jonhson (tb), Hubert Laws (fl), Kenny Barron (pi), Ron Carter (bx, ldr) e Billy Cobham (bat)
NY SLICK (Ron Carter) 
Engleewood Cliffs, NJ, dezembro/1979
AROMATIC (Ron Carter)
CLIFFORD BROWN
Clifford Brown (tp), Jimmy Cleveland (tb), Gigi Gryce (sa), Clifford Solomon (st), Henri Renaud (pi),  Jimmy Gourley (gt), Pierre Michelot (bx) e Jean Louis Viale (bat)
NO STAR, NO END
(autor desconhecido)
Paris, 10/outubro/1953
CHEZ MOI
(Bruce Sievier / Jean Féline / Paul Misraki)
COLEMAN HAWKINS
Billy Byers Orchestra:  (Jimmy Nottingham (tp), Urbie Green, Jack Satterfield, Fred Ohms, Tom Mitchell (tb), Don Butterfield (tu), Julius Baker, Sidney Jekowsky (fl), Phil Bodner (oboe), Coleman Hawkins (st), Marty Wilson (vib), Hank Jones (pi), Gene Orloff, Tosha Samaroff, Leo Kruczek, Harry Lookofsky, Paul Gershman (vln), Izzy Zir (viola), Alan Schulman (cello), Barry Galbraith (gt), Milt Hinton (bx), Osie Johnson (bat) e Billy Byers (arranjo,cond)
LITTLE GIRL BLUE
 (Richard Rodges/Lorentz Hart)
Webster Hall, New York, 17/janeiro/1956
THERE WILL NEVER BE ANOTHER YOU
(Harry Warren /  Mac Gordon)
SONNY STITT
Sonny Stitt (sa), Dolo Coker (pi), Edgar Willis (bx) e Kenny Dennis (bat)
WHAT IS THE THING CALLED LOVE
(Cole Porter)
Capitol Studios, NY, 23/janeiro/1957
HARLEM NOCTURNE
(Earl Hagen/ Dick Rogers)
RED NORVO
Jerry Dodgion (fl,sa), Red Norvo (vib), Bill Miller (pi), Jimmy Wyble (gt), Red Wootten (bx) John Markham (bat)
PERDIDO
(Juan Tizol / Duke Ellington / Ervin Drake / H.J. Lengsfelder )
West Melbourne Stadium, Australia, 31/março/1959
BETWEEN THE DEVIL AND THE DEEP BLUE SEA
(Harold Arlen / Ted Koehler)
B G
ANTHONY WILSON Nonet:  Gilbert Castellanos (tp), Alan Ferber (tb), Matt Zebley (sa), Matt Otto (st), Adam Schroeder (sbar), Donald Vega (pi), Anthony Wilson (gt/ldr), Darek "Oles" Oleszkiewicz (bx) e Mark Ferber (bat)
MAKE IT GOOD
(Daryl Dragon / Dennis Wilson)
New York,
16/ janeiro/ 2006