Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), André Tandeta (Tenêncio), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

06 dezembro 2016

CINCO ÁLBUNS "TOP" de DAVE BRUBECK

Dave Brubeck hoje teria comemorado seu aniversário 96 e ontem, data da sua morte, ocorria há quatro anos
Em sua carreira, Brubeck registrou 118 álbuns.
Revendo a vasta literatura sobre ele, bem como as homenagens e comentários no "News of Jazz" selecionamos os cinco melhores álbuns do pianista e compositor. 

JAZZ GOES TO COLLEGE (1954), uma documentação musical dos passeios de Brubeck e seu quarteto feitas por universidades norte-americanas. A importância deste álbum é que este músico foi o primeiro a trazer jazz a essas instituições para interessar os jovens estudantes no gênero. Foi um fator determinante o que o levou a ser escolhido para aparecer na capa da revista Time antes de Duke Ellington. Isto, mais a qualidade musical gravada neste álbum.
TIME OUT (1959), influente na história dos ritmos do jazz moderno no que se refere  um marco. entre outros, Pick Up Sticks (6/4) e Blue Rondo A La Turk (9/4), além da famosa Take Five: Nos três das composições clássicas Brubeck em ritmos que não estão incluídos 4/4 (5/4), composta por Paul Desmond. Este álbum foi o primeiro LP de jazz vendeu mais de um milhão de cópias.

BERNSTEIN PLAYS BRUBECK PLAYS BERNSTEIN (1961), um favorito do próprio Brubeck. A colaboração entre o quarteto e a a famosa New York Philharmonic Orchestra conduzida por Leonard Bernstein, incluindo os temas da suite West Side Story, de Bernstein.

TIME FURTHER OUT (1961), uma “sequela” de Time Out, com mais explorações de ritmos não convencionais ao jazz e composições de Brubeck como Unsquare Dance (7/4), que se tornaram "clássicos" da época. (Capa do álbum uma pintura de Juan Miró – os números fazendo referência aos diversos compassos usados)

JAZZ IMPRESSIONS OF JAPAN (1964) uma espécie de diário musical da turnê do quarteto de Brubeck naquele país. Uma de suas composições mais notáveis é Koto Song.


Considerando que Brubeck registrou cerca de 118 álbuns, é claro que isso não é uma seleção final dos 5 mais importantes, mas os mais frequentemente mencionados em artigos e obituários escritos sobre este grande músico de jazz.
O pianista aclamado começou a carreira musical no final dos anos 40.
Em 1951, ele formou seu famoso Dave Brubeck Quartet que deixaria uma marca indelével na história do jazz. Três anos mais tarde Brubeck foi o primeiro músico de jazz moderno cujo retrato apareceu na capa da revista Time.
Seu famoso álbum Time Out, lançado com o seu quarteto em 1959, foi o primeiro álbum de jazz "LP" e vendeu mais de um milhão de cópias. Neste álbum Brubeck experimenta diferentes ritmos com o jazz, até então, não totalmente familiares, como os compassos 5/4, 9/8 e 7/4.
Até então Dave Brubeck já havia gravado 29 discos em 10 anos. Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios acadêmicos de universidades, de instituições artísticas, culturais e governamentais.
No entanto, será sempre lembrado por seu famoso grupo com Paul Desmond no sax alto, Eugene Wright no baixo e Joe Morello na bateria, quarteto, com quem gravou extensivamente e que fez sucesso em turnês internacionais por muitos anos.
Este quarteto seria o trampolim para uma carreira musical como pianista e compositor que duraria mais de seis décadas.
Brubeck, assim, tornou-se um dos "gigantes" mais proeminentes cuja fama transbordou as fronteiras do gênero jazz.


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

CRÉDITOS DO PODCAST # 338

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
SONNY STITT e J J JOHNSON
Sonny Stitt (sa), J.J.Johnson (tb), Howard McGhee (tp), Walter Bishop Jr. (pi), Tommy Potter (bx) e Kenny Clarke (bat)
BUZZY (Charlie Parker)
TV Broadcast em Londres na data de 18/outubro/1964
LOVER MAN
(Jimmy Davis / Roger "Ram" Ramirez / Jimmy Sherman)
MY LITTLE SUEDE SHOES
(Charlie Parker)
NOW’S THE TIME (Charlie Parker)

04 dezembro 2016

ELLA FITZGERALD COLLECTION - 220 canções em 10 CDs
















Com o Natal se aproximando, lembramos a informação da Verve Records/Universal Music Enterprise que lançou uma caixa de luxo com uma coleção de 10 CDs que cobrem cerca de 220 canções clássicas gravadas por Ella Fitzgerald. Esta é a coleção maior e mais abrangente publicada até agora e é chamada de "Ella Fitzgerald: The Voice Of Jazz".
Todas as gravações foram re-digitalizadas para melhorar a qualidade técnica e incluiu algumas ao vivo que nunca foram publicadas antes.
A caixa é elegantemente apresentada e inclui uma grande quantidade de informação escrita e fotográfica, mas também traz um livro de 96 páginas com um relato da história musical de Ella e publica críticas e dados dos registros.
A coleção varia desde as primeiras canções gravadas por Ella Fitzgerald com a orquestra de Chick Webb até suas últimas gravações feitas para o selo "Pablo", que foi criado por Norman Granz para lançar a cantora de jazz lendária, através de seus períodos com a Decca e Verve.
Em sua longa e frutífera carreira, Ella viajou por todo o mundo dando concertos e participando de festivais, e foi aclamada pelo público além das fronteiras do jazz. Cantou com orquestras famosas e muitos músicos de jazz, estrelas, de uma era que durou mais de seis décadas.
Para muitos Ella Fitzgerald continua a ser a vocalista mais importante na história do jazz, mesmo 20 anos após sua morte, e tendo em conta que existem muitas outras lendas, tais como Billie Holiday, Sarah Vaughan, Carmen McRae, Dinah Washington, Betty Carter e um grande número de excelentes cantoras contemporâneas. No passado, Ella era conhecida como "a primeira-dama do jazz" e "Queen of jazz". Esta nova coleção já a apelidou de "a voz do jazz".

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)


DICA: na loja do iTunes (on line) o álbum custa 69,99 dólares, mas você pode baixar músicas separadamente a 1,29 doláres cada uma, e pode ter uma breve amostra da faixa. Único incoveniente é porque não vêem as informações escrita e fotográfica, nem o livro de 96 páginas.

02 dezembro 2016

P O D C A S T # 3 3 8

SONNY STITT
JAY JAY JOHNSON








PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO CLICAR NO LINK ABAIXO:


http://www63.zippyshare.com/v/LgcOnUX2/file.html



30 novembro 2016

AUTOBIOGRAFÍA DE FRANK FOSTER




Lembrando aos nossos leitores que recentemente foram publicadas as memórias de um dos maiores saxofonista tenor, arranjador e compositor do jazz mainstream.
O livro é intitulado em Jazz Master: Frank Foster, An Autobiography.
A julgar pelo período em que foi artisticamente ativo - Frank Foster, e os músicos com quem ele tocou, reflete um dos períodos mais ricos do jazz moderno, para além da carreira musical do próprio Foster, um dos mais talentosos tenoristas associado principalmente com a orquestra de Count Basie esporadicamente entre 1953 e 1995. Em seus últimos anos ele dirigiu este grupo (a banda) após a morte de Count Basie e Thad Jones (que assumiu a liderança antes de Foster).
Frank Foster também foi um destacado arranjador e compositor para a orquestra. Alguns de seus arranjos mais memoráveis foram feitos para três de suas próprias composições: Down For The Count, Blues Backstage e Shiny Stockings. Ao mesmo tempo o saxofonista passou períodos liderando seus próprios conjuntos menores, bem como um escritor de artigos e ensaios de jazz.

Co-liderou um quinteto com seu amigo Frank Wess e excursionou pela Europa com Jimmy Smith. Ele ocasionalmente tocou com a banda de Thad Jones-Mel Lewis e com grupos do baterista Elvin Jones.
Frank Foster também dirigiu sessões de gravação para os selos Vogue, Blue Note (1954 e 1968), Savoy, Argo, Prestige, Mainstream, Denon, Catalisty Bee Hive, Steeplechase, Pablo e Concord.
Foster morreu em 2010 aos 82 anos de idade, dez anos depois de ter sofrido um ataque cardíaco que o manteve longe da cena musical.


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

29 novembro 2016

CRÉDITOS DO PODCAST # 337

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
WAYNE SHORTER
Art Blakey And His Jazz Messengers: Lee Morgan (tp), Wayne Shorter (st), Walter Davis, Jr. (pi), Jymie Merritt (bx) e Art Blakey (bat)
LESTER LEFT TOWN
(Wayne Shorter)
Englewood Cliffs, N.J., 10/novembro/1959
Miles Davis (tp), Wayne Shorter (st), Herbie Hancock (pi), Ron Carter (bx) e Tony Williams (bat)
E.S.P.
(Miles Davis / Wayne Shorter)  
Los Angeles, 20/janeiro/1965
Freddie Hubbard (tp), Wayne Shorter (st), Herbie Hancock (pi), Ron Carter (bx) e Elvin Jones (bat)
SPEAK NO EVIL
(Wayne Shorter)
Englewood Cliffs, N.J., 24/dezembro/1964
immy Owens (tp), Wayne Shorter (st), Joe Zawinul (pi), Walter Booker (bx) e Billy Hart  (bat)
BLACK DIAMOND
(Wayne Shorter) 
New York, 1983
Wayne Shorter (ssop), John McLaughlin, Sonny Sharrock (gt), Miroslav Vitous (bx)  e Jack DeJohnette (bat)
WATER BABIES
(Wayne Shorter) 
New York, 29/agosto/1969
Lee Morgan (tp), Wayne Shorter (st), Bobby Hutcherson (vib), Herbie Hancock (pi), Ron Carter (bx) e Billy Higgins (bat)
RIO (Wayne Shorter)
Englewood Cliffs, N.J., 14/julho/1967
Curtis Fuller (tb), James Spaulding (sa), Wayne Shorter (st), Herbie Hancock (pi), Ron Carter (bx) e Joe Chambers (bat)
PLAYGROUND (Wayne Shorter)
Englewood Cliffs, N.J., 10/março/1967
Freddie Hubbard (tp), Wayne Shorter (st), Eddie Higgins (pi), Jymie Merritt (bx) e Marshall Thompson (bat)
CALLAWAY WENT THAT-A-WAY
 Wayne Shorter)
Chicago, IL, 2/ novembro/1961
Wayne Shorter (st), Lee Morgan (tp),  Wynton Kelly (pi), Paul Chambers (bx) e Jimmy Cobb (bat)
MACK THE KNIFE
(Marc Blitzstein / Bertolt Brecht / Kurt Weill)
New York, 10/novembro/1959
Wayne Shorter (st), Herbie Hancock (pi), Reggie Workman (bx) e Joe Chambers (bat)
EL GAUCHO (Wayne Shorter) 
Englewood Cliffs, N.J., 24/fevererio/1966
Allen Blustine (cl, b-cl), Steve Davis, Bruce Eidem, Jim Pugh, Papo Vasquez (tb), Paul Dunkel(fl), Chris Gekker, Jeremy Pelt (tp), Danilo Pérez (pi), Marcus Rojas (tu), Stewart Rose (sa), Wayne Shorter (ssop, arranjo), Alex Acuña (perc) e Brian Blade (bat)   
12TH CENTURY CAROL  (Wayne Shorter)   
New York, 23/março/2013
Lee Morgan (tp), Wayne Shorter (st), Wynton Kelly (pi), Paul Chambers (bx) e Jimmy Cobb (bat)
DOWN IN THE DEPTHS ON THE NINETIETH FLOOR
(Cole Porter)
New York, 10/novembro/1959

27 novembro 2016

KOKO - CHARLIE PARKER


A importância histórica de gravar Ko-Ko feita por Charlie Parker em Nova York para Savoy Records em 1945, é que há uma opinião generalizada de que esta foi a primeira vez que o estilo bebop foi gravado em um disco.
O bebop "nasceu" antes, entre 1942 e 1944, porém a American Federation of Musicians havia proibido seus membros de gravar devido a uma disputa trabalhista com as companhias fonográficas.
Mais de meio século depois, em 2002, a Biblioteca do Congresso homenageu esta gravação Ko-Ko, incluindo-a no Registro Nacional de Gravações.
Parker há muito procurava desvendar  a progressão harmônica da composição de Ray Noble - Cherokee, estudando-a em todas as claves ou tons, improvisando sobre eles “ad nauseum”. Assim ele descobriu que usando os intervalos superiores de um acorde como uma linha de melodia, e apoiando-a com mudanças harmônicas apropriadas, poderia finalmente obter "o que estava ouvindo em sua cabeça há algum tempo."
Surge, assim, Ko-ko, que é baseado na progressão de acordes de  Cherokee. Esta é a gravação original. O solo de trompete é de Gillespie, mas é Parker que domina o tema. (“rouba a faixa”)
Charlie Parker's Reboppers: Dizzy Gillespie (tp), Charlie Parker (sa), Sadik Hakim (pi), Curly Russell (bx) e Max Roach (bat)  
New York, 26/novembro/ 1945

video

(traduzido e adaptado do blog - Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

Nota: (Glossário do Jazz -  Mario Jorge Jacques)

KO-KO  - estranho nome a que se referem 2 composições: uma de Duke Ellington, um blues clássico de 12 compassos da forma AAB em tom menor, gravado em março de 1940 (Victor 26577). A magia desta peça está nas harmonias dissonantes e o ritmo complexo. O tema de KO KO foi proposto para a inacabada ópera Boola que objetivava detalhar a história do negro norte-americano.
A outra composição titulada KO KO é uma versão do tema favorito de Charlie Parker Cherokee de autoria de Ray Noble escrita ao final dos anos 30 e basicamente de 32 compassos na forma AABA (Savoy – 916B).
A maioria dos temas bebop iniciam com uma seção que se ajusta nitidamente sobre a progressão de acordes dos solos. KOKO em vez deste esquema se inicia com uma elaborada introdução. O que se houve primeiro é uma linha desenvolvida em oitavas pelo sax-alto de Parker e o trompete de Gillespie apenas com acompanhamento pulsante no “snare drum” de Max Roach usando as escovinhas. Os músicos estão improvisando harmonicamente sem nenhum senso de progressão de acordes. Uma pontuação do bombo conclui a introdução. Max, então troca as escovinhas pelas baquetas mantendo seu ataque no "ride cymbal" e, inicia-se o solo de Parker por 2 choruses, na verdade 128 compassos de uma clareza e virtuosidade simplesmente fenomenais, esmiuçando harmonicamente o tema Cherokee. Os ritmos parecem desorientados não pelo tempo extraordinariamente rápido, mas por causa dos acentos com constantes deslocamentos, por vezes nos "downbeats" e por vezes não. Segue-se o solo de Max Roach à bateria e o retorno a Parker e Gillespie para a coda. O trompete de Gillespie se contenta com 8 compassos na introdução e 8 na coda, enfim a peça é inteiramente de Parker com excelente apoio de Max Roach. O tempo total é de 2:58min e aos exatos 1:16min há uma passagem histórica quando Parker faz uma citação de uma frase retirada do solo de clarinete de George Lewis em Hight Society um clássico do Jazz de New Orleans. Este histórico se dá pela lembrança de um dos gênios do Jazz moderno, com sua conexão ao passado tradicional do jazz.
As KO KO são duas obras primas. Mas e a origem da inusitada palavra?
Tudo leva a crer que se identifica com o coadjuvante de Betty Boop o palhaço Ko Ko, integrantes de uma sequência de desenhos cinematográficos (cartoons) muito populares na década de 1930. Os cartoons eram produzidos por Max Fleischer para a Paramount Studios e a protagonista Betty Boop era uma figurinha sex-appeal. Em um desses cartoons, intitulado I'll Be Glad When You're Dead You, Rascal You  aparece Louis Armstrong e a banda executando a canção título.

25 novembro 2016

P O D C A S T # 3 3 7












WAYNE SHORTER







PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO CLICAR NO LINK ABAIXO:

http://www8.zippyshare.com/v/AcyRJDJJ/file.html

23 novembro 2016

KENNEDY SALVOU A CARREIRA DE HAMPTON HAWES



Coincidindo com o aniversário da morte de John F. Kennedy, lembramos neste blog um fato que tem a ver com ele e com a história do jazz.

Três meses antes de seu assassinato, o presidente John F. Kennedy concedeu um indulto presidencial ( "perdão presidencial") ao pianista Hampton Hawes, permitindo assim que o músico desenvolvesse uma carreira que acabou por ser uma das mais bem sucedida.
Hampton Hawes estava na prisão cumprindo uma longa sentença por uso e porte de drogas. Quando Kennedy foi eleito presidente, ocorreu uma onda de esperança aos discriminados setores minoritários dos EUA e mais tarde Hawes disse que pensou que Kennedy era o tipo de líder que poderia ajudá-lo.
Embora os funcionários da prisão o provocaram dizendo-lhe que o seu pedido não era realista, Hawes solicitou e preencheu os formulários para solicitar um indulto presidencial que foi enviado para a Casa Branca junto com 18 cartas de recomendação de pessoas de alguma importância que conheciam o pianista.
Para a surpresa de muitos Kennedy respondeu e concedeu a clemência presidencial, permitindo que o pianista podesse seguir sua carreira musical. Naqueles dias havia um monte de músicos de gêneros diferentes prisioneiros pelo uso de drogas ou tráfico. Hampton foi o único que foi perdoado por John F. Kennedy, que algumas semanas depois era assassinado em Dallas em 22 de novembro, 53 anos atrás.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

22 novembro 2016

CRÉDITOS DO PODCAST # 336

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
CAB CALLOWAY
Lammar Wright, Doc Cheatham, Edwin Swayzee (tp), De Priest Wheeler, Harry White (tb), Eddie Barefield (cl,sa), Andrew Brown (sa, sbar), Walter "Foots" Thomas, Arville Harris (st,cl), Benny Payne (pi), Morris White (gt), Al Morgan (bx), Leroy Maxey (bat) e Cab Calloway (vcl, ldr)
HARLEM HOSPITALITY
(Jimmy Van Heusen/ Harold Arlen)
New York, 21/setembro/1933
ROSEMARY CLOONEY
Rosemary Clooney (vcl), por Scott Hamilton (st), Nat Pierce (pi), Cal Collins (gt), Monty Budwig (bx) e Jake Hanna (bat)
SWINGING ON A STAR
(Jimmy Van Heusen / Johnny Burke )
Hollywood, CA, 6/janeiro/1978
JULIE LONDON
The Gerald Wilson Big Band: Julie London (vcl), Bobby Bryant, Melvin Moore, Jules Chaiken, Freddie Hill, Nat Meeks (tp), Bob Edmondson, John Ewing, Lester Robertson (tb), Ernie Tack (b-tb), Anthony Ortega, Bud Shank (sa), Teddy Edwards, Harold Land (st), Jack Nimitz (sbar), Jack Wilson (pi), John Gray (gt), Jimmy Bond (bx), Earl Palmer (bat) e Gerald Wilson (cond, arranjo)                
MY KIND OF TOWN
(James Van Heusen / Johnny Burke)
Los Angeles, março / 1965
COUNT BASIE
Count Basie And His Orchestra : Don Rader, Snooky Young, Sonny Cohn, Al Aarons, Fortunatus "Fip" Ricard (tp), Henry Coker, Benny Powell, Grover Mitchell, Urbie Green (tb), Marshal Royal, Frank Wess (sa), Eric Dixon, Frank Foster (st), Charlie Fowlkes (sbar), Count Basie (pi), Freddie Green (gt), Buddy Catlett (bx), Sonny Payne (bat) e Billy Byers (arranjo)
COME FLY WITH ME
(James Van Heusen / Sammy Cahn) 
New York, 11/abril/ 1963
DIANA KRALL
Diana Krall (vcl) ac. pela Clayton/ Hamilton Jazz Orchestra com seguintes membros: Terell Stafford, Gilbert Castellanos (tp), Ira Nepus (tb), Jeff Clayton (sa), Rickey Woodard (st), Gerald Clayton, (pi), Anthony Wilson (gt), Jeff Hamilton (bat) John Clayton (bx, cond, arranjo)
COME DANCE WITH ME
(James Van Heusen / Sammy Cahn)
Los Angeles, spring 2006
MILES DAVIS
Miles Davis (tp), John Coltrane (st), Red Garland (pi), Paul Chambers (bx) e Philly Joe Jones (bat)
IT COULD HAPPEN TO YOU
(James Van Heusen / Johnny Burke)
Hackensack, NJ., 11/maio/ 1956
RED MITCHELL
Red Mitchell (cello), Frank Strazzeri (pi), Jim Hall (gt), Jimmy Bond (bx) e Frank Butler (bat)
OH, YOU CRAZY MOON
(James Van Heusen / Johnny Burke)
Live "Renaissance Cafe", Hollywood, CA, outubro/1960
MONTY ALEXANDER
Monty Alexander (pi), John Patitucci (bx) e Troy Davis (bat)
ALL THE WAY
(James Van Heusen / Sammy Cahn)
New York, 21/dezembro/1996
PHINEAS NEWBORN JR. 
Phineas Newborn, Jr. (pi), John Simmons (bx) e Roy Haynes (bat)
LOVE AND MARRIAGE
(James Van Heusen / Sammy Cahn) 
New York, 29/outubro/1959
ELLA FITZGERALD
Toots Camarata And His Orchestra: Ella Fitzgerald (vcl), Jimmy Nottingham, Charlie Shavers, Dale "Mickey" McMickle (tp), Will Bradley, Frank Saracco, Cutty Cutshall, Ward Silloway (tb), Al Howard, Hymie Schertzer (sa), Al Klink, Harold Feldman (st), Don Abney (pi), Al Casamenti (gt), Eddie Safranski (bx), Jimmy Crawford (bat), Janet Putnam (harpa) e Toots Camarata (cond, arranjo)
THE TENDER TRAP
(Jimmy Van Heusen / Sammy Cahn )
New York, 5/agosto/1955
CARMEN MCRAE
Banda de Oliver Nelson: Carmen McRae (vcl), Bobby Bryant, Conte Candoli, Al Porcino, Freddie Hill (tp), Billy Byers, Frank Rosolino, Lou Blackburn, Ernie Tack (tb), Anthony Ortega, Frank Strozier (sa), William Green, Buddy Collette (st), Norman Simmons (pi), John Collins (gt), Ray Brown (bx), Shelly Manne (bat) e Oliver Nelson (arranjo, direção)
WALKING HAPPY
(Jimmy Van Heusen / Sammy Cahn)
Los Angeles, 29/novembro/1967
FATS WALLER
Fats Waller (pi, vcl), Al Casey (gt) Cedric Wallace (bx) e Slick Jones (bat)
GOOD FOR NOTHIN' BUT LOVE
(Jimmy Van Heusen, Edgar De Lange
New York, 19/janeiro/1939
DEXTER GORDON
Dexter Gordon (st), Kenny Drew (pi), Niels-Henning Orsted Pedersen (bx) e Albert "Tootie" Heath (bat)
LIKE SOMEONE IN LOVE
(James Van Heusen / Johnny Burke)
Live at "Jazzhus Montmartre", Copenhagen, Dinamarca, 20/ julho/1967

DUAS GERAÇÕES DO TROMPETE UNIDAS

TOM  HARRELL


Ambrose Akinmusire
Charles Altura












O famoso trompetista de jazz Tom Harrell lançou mais recentemente seu álbum com um quinteto que mostra duas mudanças importantes a partir do anterior, com quem ele havia gravado seus últimos quatro álbuns.
O novo álbum é chamado de "Something Gold, Something Blue" e Harrel substituiu o saxofonista tenor Wayne Escoffery, pelo agora famoso trompetista Ambrose Akinmusire de novas gerações, também substituiu o pianista Danny Grissett pelo guitarrista Charles Altura,.mas mantém Ugonna Okegwo no baixo e Johnathan Blake na bateria.

Esta é a primeira vez Harrell usa outro trompetista em seus quintetos e o resultado é maravilhoso, porque é claro que se trata aqui de uma batalha ou a competição entre dois artistas do mesmo instrumento (tais como aqueles entre Freddie Hubbard e Lee Morgan), mas com interação criativa e contribuição artística individual na entrega final, resultando em uma unidade perfeita.
Ambrose Akinmusire sempre demonstrou uma grande afinidade com o estilo de Harrell, possivelmente, foi uma das razões pelas quais este último o escolheu para se juntar ao seu grupo.

A contribuição do outro novo membro do quinteto, o guitarrista Charles Altura, é igualmente impressionante.
Todos os arranjos são de Tom Harrell, dando frescor especialmente a "Body and Soul" tema clássico, que tem milhares de interpretações ao longo das décadas desde 1939.

O apoio mútuo e inspiração compartilhada entre todos os membros do quinteto são evidentes e fazem deste álbum um trabalho digno de atenção e prazer de ouvir. Talvez isso mostre que as gravações ao vivo desfrutam de mais força e espontaneidade que aquelas feitas em estudios. Este álbum foi gravado no famoso clube de jazz Village Vanguard em Nova York.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)


21 novembro 2016

MORRE MOSE ALLISON AOS 86 ANOS

 O pianista e compositor Mose Allison morreu de causas naturais em sua casa em South Carolina. Ele tinha acabado de celebrar o seu 86º aniversário, a 11 deste mês.

Allison empregava a mistura de jazz e blues, especialmente em seus trios, e tem sido uma influência importante sobre músicos de rock baseado no blues dos anos 60 e 70.

Nascido no delta do rio Mississippi aprendeu a tocar piano de ouvido quando muito pequeno. Posteriormente teve aulas formais. Quando criança, ele ouviu a Louis Armstrong, Fats Waller, Duke Ellington, Louis Jordan e Nat King Cole, que foram suas primeiras influências.
Em 1956 ele se mudou para Nova York, onde começou a se tornar conhecido nos conjuntos de Al Cohn, Bob Brookmeyer, Zoot Sims, Gerry Mulligan e Stan Getz. Mas sua carreira musical desenvolveu-se com seus próprio trios, como vocalista muito original e pianista com sua própria etiqueta.

Suas primeiras gravações foram para o selo Prestige no qual gravou seu clássico Mose Allison Sings, Back Country Suite, Young Man Mose and Seventh Son. Ele também gravou para etiquetas da Columbia, Atlântic e Blue Note.
Dentre seus mais de 30 álbuns incluem-se:  Your Mind Is on Vacation, Middle Class White Boy, My Backyard y The Earth Wants You.
Por 40 décadas Allison fez inúmeras turnês internacionais com o seu trio.
Poucos de seus seguidores sabem que Mose Allison tinha um diploma de pós-graduação (Bachelor of Arts) em Inglês e Filosofia, que obteve em 1952.


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)