Colaboradores : MauNah, Sazz, Bene-X, PegLu, I-Vans, Mario Jorge Jacques, Gustavo Cunha, JoFlavio, Nelson Reis, Beto Kessel, Tenencio, BraGil, Reinaldo, LaClaudia, Marcelon, Marcelo Siqueira, Nelson Reis, Pedro Cardoso o Apóstolo e Carlos Augusto Tibau.

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

24 abril 2015

P O D C A S T # 2 5 4

HENRY "RED" ALLEN
JIMMY WITHERSPOON



OLIVER NELSON


SHIRLEY HORN


PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO:

http://www.divshare.com/download/26920903-419

23 abril 2015

É HOJE SIM! MAJOR FAZ MAIS UM!

Nosso caríssimo Mestre Mario Jorge Jacques completa nesta data mais um ano de sua vida recheada por e dedicada à arte do Jazz. Desde algum tempo, é o motor - azeitadíssimo, diga-se - deste blog, sem o qual esta "experiência" não seria o que é. Ao arregimentar entre seus amigos uma nova leva de Mestres, reoxigenou este espaço de meras conversas transformando-o em definitivo em um sítio ao mesmo tempo informativo e fonte de consulta para quem quer conhecer mais sobre essa arte americana.

MaJor, receba nossa homenagem por este dia e pela aplicação e o tempo que dispende com nosso CJUB. Saúde e Muitos Anos dessa Vida Jazzificada que o mantém tão jovem e atuante!

Cheers!

22 abril 2015


Série   PIANISTAS  DE  JAZZ”
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
10ª Parte

(13)      PETE  JOLLY    -  Lírico ou incisivo, sempre ele      (Resenha longa)
 
Uma resenha para o “jovem cjubiano” CARLOS  AUGUSTO TIBAU.

O grande pianista e acordeonista PETE JOLLY, nasceu Peter A. Ceragioli em 05 de junho de 1932 em New Haven / Connecticut, vindo a falecer aos 68 anos no dia 06 de novembro de 2004 em Pasadena / Califórnia, por complicações decorrentes de mieloma múltiplo.
O pai de PETE JOLLY foi acordeonista e professor de acordeão e desde cedo apresentou o filho (com 03 anos) ao instrumento, cuja técnica foi rapidamente absorvida pela criança.
A partir dos 07 anos o menino é companhia semanal do pai nas idas a New York para aprimorar-se com o professor Joe Biviano.
Com 08 anos ele se apresenta no programa radiofônico da CBS, “Hobby Lobby”,  como "The Boy Wonder Accordionist”.  Na ocasião o apresentador erra seu nome e ao invés de Ceragioli o apresenta como “Pete Jolly”;   PETE gostou da sonoridade do nome e adotou-o a partir de então.
Com 09 anos PETE JOLLY iniciou o aprendizado no piano.
Quando PETE contava 13 anos sua família mudou-se para Phoenix / Arizona, então um verdadeiro celeiro de músicos de JAZZ.
Ainda cursando o colegial PETE integrou a  banda da  escola, liderou trio em clube de  Phoenix, o “Jazz Mill”, além de tocar com grupos locais e participar de turnê com Chet Baker e Benny Carter:  ai pode-se  afirmar que o jovem já estava mais que graduado.
Desde cedo PETE foi membro do sindicado dos músicos.
Nessa cidade ele conheceu o guitarrista Howard Roberts (vide aqui no “CJUB” o número 15 da série “Guitarristas”), que o convenceu a mudar-se para Los Angeles, o que ocorreu em 1954.
Los Angeles foi um paraiso para PETE JOLLY, já que havia falta de bons pianistas e o recém-chegado era dotado de habilidades técnicas excepcionais, sólido ritmo e ótima formação técnica:   tudo o que era necessário para completar um combo e/ou acompanhar músicos em diversas formações, o que ficou comprovado nos 10 anos seguintes em que ele atuou e gravou com a maioria  dos talentos que estavam baseados ou transitaram por Los Angeles: tudo o que era necessário para completar um combo e/ou acompanhar músicos em diversas formações, o que ficou comprovado nos 10 anos seguintes em que ele atuou e gravou com a maioria  dos talentos que estavam baseados ou transitaram por Los Angeles: Gerry Mulligan, Red Norvo, Mel Torme, Terry Gibs, Art Pepper, Red Norvo, Buddy DeFranco, Marty Paich, Anita O’Day........ufa ! ! !
Em Los Angeles PETE tocou com Georgie Auld e de 1954 (com 22 anos ! ! !) até 1956 ele faz parte dos “Giants” de Shorty Rogers.     Tocou e gravou com ele, com Cy Touff, com Lennie Tristano e como líder.
Em 1955 PETE gravou seu primeiro álbum-solo, “Jolly Jumps In” (selo RCA). Nas próximas 04 décadas ele gravou mais cerca de 20 álbuns, nunca mais de 02 para a mesma etiqueta. 
Em 1956 chegou a integrar o quarteto de Buddy DeFranco, gravou com Art Pepper e lançou seu trio, do qual participou o grande contrabaixista Ralph Peña (Raymond Peña).
Nesse mesmo ano é músico na trilha sonora do longa  metragem “The Wild Party” (direção de Harry Horner, tendo a trilha sonora sido gravada nos “Goldwyn Studios” em 11 de abril de 1956 com PETE JOLLY executando o piano em “playback” do ator Nehemiah Persoff).
Em 1957 PETE JOLLY entrou para a formação de Terry Gibbs além de participar de diversas apresentações dirigidas por Buddy Collette, por Gus Mancuso, por Howard  Roberts, por Jack Sheldon e pelo arranjador Howard Lucraft.
Em 1958 novamente PETE integrou a trilha sonora de um longa metragem,  nessa ocasião para o espetacular clássico “I Want To Live”, dirigido por Robert Wise e Oscar de Melhor Atriz para a grande Susan Hayward.
Em 1959 PETE esteve presente na trilha sonora de mais um longa metragem: “Tarzan The Ape Man” dirigido por Joseph Newman.
Com apenas 26 anos PETE JOLLY já então era uma “certeza” na Costa Oeste e passou a viver pelas décadas seguintes uma, podemos dizer, “vida dupla”:  durante os dias era músico para os estúdios de gravação, para o cinema e a televisão, mas a noite prosseguiu como músico de JAZZ nos clubes de “LA” em trio e com a mesma formação até dias antes  de ser hospitalizado em 2004: ele ao piano, Chuck Berghofer no contrabaixo e Nick Martinis  na bateria.
Em 1963 sua composição “Little Bird” (sucesso de Fred Astaire para o selo “AVA”) foi indicada para o “Grammy Awart”.
Em 1964 ele lançou o “Pete Jolly Trio”, com o qual seguiu atuando nos clubes de “LA” e gravando como titular, assim como também gravou ao lado de Gerry Mulligan e de Shorty Rogers, sendo que nas gravações deste último permaneceu como pianista titular.
Em 1965 PETE e seu trio inauguraram em Los Angeles o “Donte’s”, onde viriam  a gravar em 1969 pelo selo VSOP o álbum “TIMELESS” (com Nick Cerolli na bateria substituindo ocasionalmente Nick Martinis).   A partir da década de 1990 o “Donte’s” foi o palco semanal das apresentações do trio.
Na década de 1970 o JAZZ da Costa Oeste foi pouco gravado, mas na década seguinte o interesse dos japoneses impulsionam um “boom” que arrastam consigo os “Giants” e, por via de consequência, PETE JOLLY.    Em julho de 1985 ele participa com os “Giants” da “Grande Parada de Jazz” em Nice.
PETE viveu em Los Angeles nesse trabalho para estúdios sempre muito bem remunerado mas, de certa forma, quase anônimo.     Nos estúdios (cinema, televisão, gravações) era o pianista preferido por músicos do nível de Neal Hefti, Don Costa, Herb Alpert (na gravadora deste como líder e como “sideman”), Tijuana Brass e, em todas as gravações a partir do início da década de 1960, de Ray Conniff.
Além dos filmes já indicados anteriormente PETE JOLLY assinou presença em “Willie Dynamite”, 1973, direção de Gilbert Moses, trilha sonora  por J.J.Johnson, em “A Conversação”, 1974, direção de Francis Ford Copolla e estrelado por Gene Hackman, em “Heart Beat”, 1979, direção  de John Byrum e trilha sonora por Alan Broadbent (vide nesta série a “Resenha 01”) e no já clássico “Bird”, 1998, Clint Eastwwod, trilha sonora de Lennie Niehaus.
Também atuou nas trilhas sonoras das séries de televisão “Get Smart” (1965 a 1970, 138 episódios), “O Barco do Amor”, “I Spy” (1965 a 1968, 82 episódios), “Mannix”, “M*A*S*H*” e “Dallas”.
A temporada final de PETE JOLLY com seu trio permanente ocorreu em Reno / Nevada e, segundo o pianista, a melhor de sua vida.    Lembra-se que o trio atuou junto por mais de 40 anos, ainda que cada um dos três tenha realizado diversos trabalhos paralelamente.    A derradeira gravação de PETE JOLLY ocorreu em  Phoenix em 2004:   It's a Dry Heat”, com o saxofonista Jerry Donato.
PETE JOLLY não recebeu, a nosso critério, todo o reconhecimento por sua arte.  Ele tinha a capacidade e a habilidade (e a demonstrou em algumas ocasiões) de ser tão rápido e rebuscado no fraseado quanto, digamos, Oscar Peterson;   mas manteve seu estilo leve e fluente e, no âmbito de seu trio em que tanto Chuck Berghofer no contrabaixo quanto Nick Martinis na bateria jamais foram “exibidores”, mantendo a coesão do trio.
 Entre as muitas dezenas de álbuns gravados por PETE JOLLY e além dos já assinalados anteriormente, indicamos como representativos de seu pianismo, tanto em solo, quanto em formações de trio e grupos maiores os listados a seguir:
-   Duo, Trio, Quartet   -   RCA
-   When Lights Are Low   -   RCA
-   Impossible   -   MetroJazz Records
-   Continental Jazz   -   Stereo Fidelity
-   Pete Jolly Gasses Everybody   -   Charlie Parker
Essa gravação, de 1963, nos traz PETE JOLLY ao acordeão, Buddy Collette nos sopros (flauta, clarinete, clarinete-baixo) e responsável pelos arranjos, Jim Hall na guitarra, Red Callender no contrabaixo, Gerald Wiggins no piano e órgão e Louis Bellson à bateria.     Foi editada em CD e incluída no estojo com 30 CD’s “Charlie Parker Records, The Complete Collection”.
-   Little Bird   -   AVA
-   Sweet September   -   AVA
-   5 O’Clock Shadows   -   MGM
-   Too Much, Baby   -   Columbia
-   Herb Alpert Presents Pete  Jolly   -   A&M
-   Give  a Dann   -   A&M
-   Seasons   -   A&M
-   Strike Up The Band   -   Atlas  Records
-   Pete  Jolly Trio & Friends   -   VSOP
-   Live In L.A.:  Red Chimmey  And  Sherry’s Bar   -   VSOP
-   Yours Truly   -   Bainbridge Records
-   Gems   -   Holt Recordings
-   Yeah !   -   VSOP
-   Timeless   -   VSOP
-   Collaboration With Jan Lundgren   -   Fresh Sounds
-   It’s A Dry Heat With Jerry Donato    -   jerrydonato.com

Prosseguiremos  nos  próximos  dias

21 abril 2015

CRÉDITOS DO PODCAST # 253

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
CLARK TERRY
Clark Terry (flh), Thelonious Monk (pi), Sam Jones (bx) e Philly Joe Jones (bat)
IN ORBIT (Clark Terry) 
New York, 7/maio/1958
ONE FOOT IN THE GUTTER
(Clark Terry)  
Clark Terry (flh), Bob Brookmeyer (v-tb), Roger Kellaway (pi), Bill Crow (bx) e Dave Bailey (bat)
TÊTE Á TÊTE (Clark Terry)
New York, c. março/1965
ODE TO A FLUGELHORN
(Clark Terry) 
Clark Terry (tp), Horace Parlan (pi) e Red Mitchell (bx)
BLUE MOON
(Lorenz Hart / Richard Rodgers)
Brignoles, França, 20/julho/1978
Clark Terry And His Orchestra: Clark Terry (tp,flh), Jimmy Knepper (tb), Julius Watkins (fhr), Yusef Lateef (st) Seldon Powell (st,fl), Budd Johnson (pi), Joe Benjamin (bx) e Ed Shaughnessy (bat)
NASHTYE BLUES
(Clark Terry)  
New York, 19/novembro/1960
NO PROBLEM (Duke Jordan)
Clark Terry (tp), Mike Simpson (st), Willie Jones (pi), Remo Biondi (el-g), Jimmy Woode (bx) e Sam Woodyard (bat)
TRUMPET MOUTHPIECE BLUES (Clark Terry
Chicago, 26/julho/1957
Clark Terry (tp,flh), Don Friedman (pi), Victor Gaskin (bx) e Lewis Nash (bat)
PENNIES FROM HEAVEN
(Arthur Johnston / Johnny Burke) 
New York, 16/dezembro/1988
I CAN'T GET STARTED
(Vernon Duke / Ira Gershwin)
Clark Terry (tp,flh), Jason Aspinwall, Eric Nelson, Amir El Saffar, Vance Thompson, Gil Wukitsch (tp) Troy Anderson, Steve Bradley, Tom Hanton (tb), Thomas Michaud (b-tb), Doug Angelaccio, Dave Hutten (sa,fl) Rob Denty (st,cl), Robert Gardiner (st), Jeff Erikson (sbar,cl), Michael Stryker (pi). Steve Jacobson (gt), Sharay Reed (bx), Tom Hipskind (bat) e Bob Lark (dir)
SQUEEZE ME
(Clarence Williams / Fats Waller)
“Live” at The Concert Hall, DePaul University, Chicago, IL, 5/dezembro/1995
HARLEM AIR-SHAFT
(Duke Ellington)
Clark Terry (flh), Paul Gonsalves (st), Raymond Fol (pi), Jimmy Woode (bx) e Sam Woodyard (bat)
CLARK BARS (Clark Terry)   
Paris, França, outubro/1959
Clark Terry (tp), Oscar Peterson (pi), Ray Brown (bx) e Ed Thigpen (bat)
I WANT A LITTLE GIRL
(Billy Moll / Murray Mencher) 
Toronto, Canadá, 26/fevereiro/1964
Clark Terry (tp), Willard Parker (st), Bob Parker (pi), Singleton Palmer (bx) e Earl Martin (bat)
PHALANGES  (Clark Terry) 
V-Disc 783, New York, fevereiro/1947/
Clark Terry (tp), Don Friedman (pi), Marcus McLaurine (bx) e Max Roach (bat )
MAKIN’ WHOOPIE
(Walter Donaldson)  
New York, 10/março/2002 

19 abril 2015

KEITH JARRETT COMEMORA 70 ANOS COM DOIS ÁLBUNS

A 8 de maio Keith Jarrett completa 70 anos de idade e, nesta ocasião, estará lançando dois álbuns comemorativos no ECM selo, para o qual trabalhou por décadas.


Um deles é um álbum de piano solo, intitulado "Creation", que será lançado no dia 11 de maio. Jarrett incluíu gravações ao vivo de concertos de piano solo realizados no Japão, Europa e Canadá em 2014.
No passado alguns de seus álbuns foram de concertos de piano solo em Paris, Londres, Milão e em outros lugares. Desta vez é uma escolha feita pelo mesmo Jarrett dos destaques de vários desses shows.


Em paralelo estará publicando uma de suas interpretações clássicas, Samuel Barber / Béla Bartók, registrada em 1984, com Jarrett e a orquestra Deutsche Radio Philharmonie Saarbrücken Kaiserslautern conduzida por Dennis Russell Davies e na New Japan Philharmonic Orchestra conduzida por Kazuyoshi Akiyama.

(adaptado de Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

17 abril 2015

16 abril 2015


Série   PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
9ª Parte
 
(11)      ALBERT  DAILEY   -   Produto  de  Maryland        (Resenha curta)
O pianista e compositor ALBERT DAILEY nasceu em Baltimore, estado de Maryland,  em 16 de junho de 1938, falecendo em sua terra natal com apenas 46 anos em 26 de junho de 1984.    O estado de Maryland é vizinho de Delaware e de Washington D.C.,  tendo como capital Annapolis e contando com 123 cidades importantes, com destaque para Kensington, North Beach, Aberdeen, Cambridge e Forest Hill. 
DAILEY estudou piano inicialmente a partir dos 06 anos, seguindo-se composição  e arranjo no “Peabody Conservatory” em sua cidade natal onde, desde os 15 e até os 17 anos, foi pianista no “Royal Theater”.
Depois acompanhou a cantora Damita Jo em temporada, para em seguida tornar-se o pianista do “Bohemian’s Cavern” dos 25 aos 27 anos (1963 a 1964), em Washington.
Após o “Bohemian’s” DAILEY migrou para New York trabalhando com diversos “top” de linha:  Roy Haynes, Dexter Gordon, Art Farmer, Sarah Vaughan, Hank Mobley, Charles Mingus, na banda de Thad Jones / Mel Lewis, Betty Carter, Sonny Rollins e, se fosse pouco, durante 02 anos com os “Jazz Messengers” de Art Blakey.
De 1973 a 1975 foi acompanhante de Stan Getz, em 1977 atuou com Archie Shepp e voltou a trabalhar com Dexter Gordon em 1979.
Simultaneamente durante esses últimos 02 anos e até 1983 trabalhou em estúdios de gravação, em especial para o selo “MUSE”, até que em  1984 uniu-se a Stan Getz  para, em duo, realizar extensa temporada na Costa Oeste.
DAILEY sempre se destacou por ser um pianista brilhante, de extrema precisão, clareza e perfeita  articulação e sonoridade, lembrando influências e o som de Barry Harris e Tommy Flanagan 
Por sua  vasta experiência DAILEY sempre foi muito requisitado por músicos das mais diversas estéticas, sem quaisquer tipos de dificuldades ou integração.   Ainda assim foi no trabalho em quarteto com Stan Getz que ele mais se destacou, inclusive remetendo claramente a Bill Evans pela utilização de acordes e inversões nas frases.
Destaques em suas gravações são “Lover Man” de Stan Getz (1975),     “To My Queen Revisited” com Walt Dickerson (1978) e “Yesterdays” de 1978 como titular.
DAILEY é pianista que nos fez pensar em até onde alcançaria após decolar em sua carreira, infelizmente cortada por morte prematura.
 
(12)      BILLY  ARNOLD      Levando o JAZZ à Europa          (Resenha curta)
William Arnold (1886 a 1954), BILLY ARNOLD, pianista e dirigente de orquestra, junto com seu irmão saxofonista Henry, foi grande responsável por levar o JAZZ até  a Europa.
Durante 20 anos de 1912 e até 1932 se apresentaram com suas orquestras na Inglaterra e intensamente na França.
Na fase inglesa de 1919 a 1921 eles eram “imitadores” da “Original Dixieland Jass Band”, com uma sonoridade bastante “dura”.
Na França adotaram estética mais suave, mas com arranjos complexos, veículos para os solos de Charles F. Kleiner no trumpete, Billy Trittle no trombone e, claro, do líder  BILLY ARNOLD no piano.
Em solo francês foram muito apreciados e difundidos por músicos jovens – Darius Milhaud e Jean Wiener – e jovens escritores, entre os quais Jean Cocteau.
Tornaram-se estrelas obrigatórias nos então mais famosos balneários franceses  (Cannes e Le Touquet).
Entre 1928 e 1932 BILLY ARNOLD tentou montar uma grande orquestra, mas a idéia não avançou e ao final desse período retornou aos U.S.A. abandonando o meio musical.
O irmão Henry permaneceu na França dirigindo pequenos grupos e eventualmente formações maiores.
Gravaram em 1920 (“Stop It”) e em 1923 (“Runnin’ Wild”,  “Louisville Lou” e “Virginia Blues”).   
Prosseguiremos  nos  próximos  dias

 

14 abril 2015

CRÉDITOS DO PODCAST # 252

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO  LOCAL / DATA
LUCKY THOMPSON
Fred Gerard, Roger Guerin (tp), Benny Vasseur (tb), Andre Hameline (sa), Jean-Louis Chautemps, Lucky Thompson (st), William Boucaya (sbar), Henri Renaud (pi), Benoit Quersin (bx) e Roger Paraboschi (bat)
MEET QUINCY JONES
(Henri Renaud) 
Paris, 5/março/1956
G AND B (Henri Renaud)
SHORTY ROGERS
Shorty Rogers (tp), Milt Bernhart (tb), Bud Shank (fl,sa), Bob Cooper (st,oboe), Jimmy Giuffre (sbar), Andre Previn (pi), Al Hendrickson (gt), Joe Mondragon (bx) e Shelly Manne (bat)
HEAT WAVE (Irving Berlin)
Los Angeles, 30/março/ 1954
YOU STEPPED OUT OF A DREAM
(Gus Kahn / Nacio Herb Brown)
ROBERTA GAMBARINI
Roberta Gambarini (vcl) e Hank Jones (pi)
PEOPLE TIME
(Benny Carter) 
New York, 27/setembro/2005
JUST SQUEEZE ME
(Clarence Williams / Fats Waller)
CLAUDE BOLLING
Maurice Thomas, Henri Van Haeke, Robert Fassin, Fred Gerard, Fernand Verstraete (tp) Gaby Vilain, Benny Vasseur, Andre Paquinet, Claude Gousset (tb) Gerard Badini (cl), Jo Hrasko, Rene "Micky" Nicholas (sa), Pierre Gossez, Marcel Hrasko (st), Armand Migiani (sbar,) Claude Bolling (pi), Alf "Totole" Masselier (bx) e Arthur Motta (bat)
DJANGOLOGY
(Django Reinhardt)
Paris, maio/1956
TEARS (Django Reinhardt/S.Grapelli)
DUKE ELLINGTON / JOHNNY HODGES
Johnny Hodges (sa), Duke Ellington (pi) : Harry "Sweets" Edison (tp), Les Spann (gt), Sam Jones (bx) e Jo Jones (bat)
BEALE STREET BLUES
(W.C. Handy)
New York, 20/fevereiro/1959
ROYAL GARDEN BLUES
(Clarence Williams / Spencer Williams)
JUNIOR MANCE
Junior Mance (pi), Larry Gales (bx) e Ben Riley (bat)
9:20 SPECIAL
(Duke Ellington / Earl Warren / William Engvick)
Live "Village Vanguard", New York, 22/fevereiro/1961
YOU ARE TOO BEAUTIFUL
(Lorenz Hart / Richard Rodgers)
MILT JACKSON
Lou Donaldson (sa), John Lewis (pi), Percy Heath (bx) e Kenny Clarke (bat) e Milt Jackson (vib)
DON'T GET AROUND MUCH ANYMORE
(Bob Russell / Duke Ellington)
New York, 7/abril/1952
TAHITI (Milt Jackson)
TEDDY EDWARDS
Teddy Edwards (st), Joe Castro (pi), Leroy Vinnegar (bx) e Billy Higgins (bat)
YOU NAME IT (Teddy Edwards)
Los Angeles, 17/agosto /1960
BLUES IN G (Teddy Edwards)
B G
NAT ADDERLEY (cnt), Johnny Griffin (st), Victor Feldman (pi), Ron Carter (bx) e  Roy McCurdy (bat)
A LITTLE NEW YORK MIDTOWN MUSIC
(Nat Adderley)
Berkeley, CA, 18/setembro/1978

10 abril 2015

P O D C A S T # 2 5 2

ROBERTA GAMBARINI
CLAUDE BOLLING
LUCKY THOMPSON


















PARA BAIXAR O ARQUIVO DE  ÁUDIO:
 http://www.divshare.com/download/26914263-8db

08 abril 2015

NOVA COLEÇÃO PARA O CENTENÁRIO DE BILLIE HOLIDAY


Ontem (7/abril/2015) foi o aniversário do nascimento da lendária cantora de jazz Billie Holiday e por essa razão o rótulo Legacy Recordings lançou uma compilação de 20 canções clássicas gravadas pela cantora no melhor período de sua carreira.

O álbum se chama Billie Holiday: The CentennialCollection Centennial ─ produzido em comemoração ao aniversário da antologia musical.

Nos primeiros anos, Billie Holiday gravou com alguns dos melhores músicos da história do jazz, Ben Webster, Benny Goodman, Roy Eldridge, Johnny Hodges e Jonah Jones, entre outros. Teddy Wilson foi responsável por trazer esses músicos e formar pequenos e ótimos conjuntos instrumentais. Deste curto período são os temas: If You Were Mine (1935); These Foolish Things e I Cried for You (1936) no formato usual para gravações de alta qualidade da época, vinil a 78 rpm.
SELO COMEMORATIVO
Foi nessa época que ela teve seu primeiro sucesso como cantora. Em 23 de novembro de 1934, ela cantou no teatro Apollo recebendo boas críticas. Sua apresentação com o pianista e amante mais tarde Bobby Henderson fez muito para melhorar a reputação como cantora de jazz e blues. Pouco tempo depois Holiday começou a se apresentar regularmente em diversos clubes na 52nd Street e Manhattan.
A partir de 1937-1940, alternando entre os selos de gravação Brunswick e Vocalion registros importantes, como: "My Last Affair " (1937), "I Can not Get Started" (1938) e "Night and Day" (1940); também estreou futuros sucessos de sua carreira como "Strange Fruit" (1939), e até mesmo composições próprias como "Fine and Mellow" e outras menos conhecidas como "Everything Happens for the Best" (1939). Algumas de suas gravações seriam mais tarde de grande sucesso como "He's Funny That Way" (1937), "My Man" (1937) e "You Go To My Head" (1938).
Novas adições às bandas de Holiday foram o saxofonista Lester Young em 1937 e o trompetista Charlie Shavers no início de 1939. Billie começa ao final de 1938 cantar em Nova York na boate Café Society com o pianista Sonny White, onde estreia obras menos conhecidas, e arranjos instrumentais atípicos: Brunswick Vocalion 8259 e 4783.
Holiday tinha uma limitada escala musical, apenas uma oitava, contudo com esta dificuldade mantinha um sentido rítmico implacável, uma expressão sutil e imediatismo emocional. Mais tarde, ela trabalhou com estrelas como Lester Young, Count Basie e Artie Shaw e se tornou uma das cantoras de jazz negras mais respeitáveis. No entanto, foi proibida de usar a entrada principal e camarim e teve que esperar em um quarto escuro longe do público antes de aparecer no palco. Talvez explicasse o significado do efeito dramático que tinha em suas canções, dizendo: ─ "Eu vivi as canções como isso."
Em seus últimos anos, ele cantou com muitos outros dos grandes solistas de jazz da época.

A nova coleção que marca o seu centenário inclui canções de 1935-1945.
(adaptado do Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)