Colaboradores : MauNah, Sazz, Bene-X, PegLu, Raffaelli, I-Vans, Mario Jorge Jacques, Gustavo Cunha, JoFlavio, Nelson Reis, Beto Kessel, Tenencio, BraGil, Reinaldo, LaClaudia, Marcelon, Marcelo Siqueira, Nelson Reis, Pedro Cardoso o Apóstolo.

25 julho 2014

P O D C A S T # 2 1 7

JAY JAY JOHNSON
LARRY CARLTON


MARY LOU WILLIAMS



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23 julho 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 216

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO / LOCAL / DATA
RUBY BRAFF 
RUBY BRAFF (cnt), Scott Hamilton (st), John Bunch (pi), Chris Flory (gt), Phil Flanigan (bx) e Chuck Riggs (bat)
SHINE
(Cecil Mack / Lew Brown)
Concord Records, New York, fevereiro/1985
WOMAN MOVES A MAN (Gordon Jenkins / Johnny Mercer)
VITTOR SANTOS
Vittor Santos (tb), Philipe Baden Powel (pi), Fernando Clark (gt), Rodrigo Villa (bx) e Marcio Bahia (bat)
AM AMERICAN IN SAMBA (Mario Adnet)
Horto’s Studio, Rio de Janeiro, setembro/2005
TROMBONE ON TEREZA STREET
(Ian Guest)
KENNY CLARK
Roger Guérin (tp), Billy Byers (tb), Hubert Rostaing (sa), Armand Migiani (sbar), Martial Solal (pi), Pierre Michelot (bx) e Kenny Clark (bat)
ERONEL
(Thelonious Monk)
outubro e novembro/1956
WHEN LIGHTS ARE LOW (Benny Carter / Spencer Williams)
MICHEL PETRUCCIANI
Michel Petrucciani (piano solo)
AFRICAN FLOWER
(Duke Ellington)
Blue Note, New York 1993
SATIN DOLL
(Duke Ellington)
GARY BURTON
Gary Burton (vib,xyl), Mulgrew Miller (pi), Russell Malone (gt), Christian McBride (bx), Lewis Nash (bat) e Luis Quintero (perc)
AFRO BLUE
(Mongo Santamaria)
Boston, MA, 11/maio/ 2000
BAG’S GROOVE
(Milt Jackson)
LOUIS SMITH
Louis Smith (tp), Jon Gordon (sa), Michael Cochrane (pi), Calvin Hill (bx) e Jeff Hirshfield (bat)
ISFAHAN (Billy Strayhorn)
New York, abril/ 2003
ANDE (Louis Smith)
B G
SCOTT HAMILTON (st), Ken Peplowski (cl,st), Eddie Higgins (pi, ldr), Jay Leonhart (bx) e Ben Riley (bat)
I'LL NEVER BE THE SAME (Frank Signorelli / Gus Kahn / Matty Malneck)
New York, 26/março/ 2006 

22 julho 2014

ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A
GUITARRA E OS GUITARRISTAS  -  27
O guitarrista norte-americano JAMES EMERY nasceu na pequena cidade de Youngstown, estado de Ohio, em 21 de dezembro de 1951, sendo criado na capital, Cleveland, onde teve suas primeiras lições de música aos 06 anos de idade no mini-órgão da família;    aos 12 elegeu a guitarra como “o seu instrumento”.
Passou a estudar teoria e harmonia com afinco (“Cleveland State University” e “City College” de New York), paralelamente à prática continuada da execução.  
Estudou guitarra clássica com Ann Stanley (exímio professor de guitarra clássica e violinista da “George Szell’s Cleveland Orchestra”), assim como com David Trader, Ralph Russo e com o legendário Bill De Arango (também de Ohio, Cleveland), um dos freqüentadores assíduos da Rua 52, “a rua que nunca dorme”, verdadeira usina do “bebop” nos anos 40 e 50.
Estudou ainda composição e orquestração com o compositor Robert Aldridge de Montclair / New Jersey.
Ganhou ainda mais prática, consistência e experiência junto ao público nos bares dedicados ao “blues”, não sendo raro que  neles “virasse” as noites.
Nessas madrugadas (“after hours”) chegou a tocar em duo guitarra / harmônica com Mister Stress, conhecido em Cleveland e cidades vizinhas como um dos parentes do grande cantor/harmonista/guitarrista Howlin’ Wolf e com o cantor/guitarrista Robert Lockwood Jr.
Já radicado em New York a partir de 1973, foi exatamente com o grande guitarrista Bill De Arango que EMERY ouviu as gravações da banda de Count Basie, com destaque para os solos de sax.tenor de Lester Young;    foi a melhor universidade possível para EMERY aprender os acordes dos “standards”, passando a tocar em duo com De Arango.
Partiu para um mergulho intenso na música de Charlie Parker, de Thelonius Monk, de Eric Dolphy, de John Coltrane e de Ornette Coleman, em um verdadeiro “pós-graduação” de história e da música de JAZZ, até suas concepções então mais recentes.
Viveu no Brooklin e por meio de anúncio tornou-se discípulo do violinista Leroy Jenkins, com quem passou a tocar e que lhe abriu as portas para sua primeira gravação.
Nessa época participou de suas primeiras apresentações com o “String Trio Of New York” (ele e Billy Bang nas guitarras e dois contrabaixistas, John Lindberg e Ed Schüller, que logo após deixa o grupo), de cuja fundação participou.  Esse grupo foi a base da formação das(os) violinistas Regina Carter, Diane Monroe e Charles Burnham.
Gravou para o selo italiano “Black Saint” e  foi contratado logo em seguida como professor na “Creative Music Studio”, então dirigida por Karl Berger em Woodstock, onde teve a oportunidade de colaborar com Anthony Braxton e Ray Anderson na “Creative Music Orchestra” e com a “Human Arts Ensemble” de Charles Bobo Shaw, já em 1977.   A essa altura era um guitarrista e compositor aclamado pelas críticas americana e internacional.
Realizou suas primeiras temporadas na Europa e formou duo de música contemporânea com o flautista Robert Dick, com quem se apresentou seguidamente, além de atuar como solista.
EMERY formou seu primeiro grupo em 1980, contando com Ray Anderson, Robert Dick, J. D. Parran e Thurman Parker, mas seguiu com diversas outras atuações e atividades, a saber:
-        como guitarrista com o grupo “String” de Leroy Jenkins (mistura de JAZZ e funk);
-        como guitarrista e em duo com Richard Teitelbaum;
-        como guitarrista com o grupo “James Emery Quartet”, ao lado de Thurman Barker, Mark Elias e Marty Ehrlich;
-        como professor de guitarra (em escolas públicas e privadas);
-        como compositor para quinteto de sopros e para orquestras de até 25 músicos.
JAMES EMERY toca usualmente guitarra elétrica, guitarra clássica e guitarra soprano, com acessórios eletrônicos que ele mesmo projeta e fabrica.
Mesmo tendo percorrido todo o guitarrismo desde a “mainstrean”, o “bebop” e até as tendências mais modernas, mas na contramão de guitarristas ditos “free”, EMERY possui todas as concepções básicas e acadêmicas da guitarra  =  precisão, clareza de notas, domínio harmônico, ajuste perfeito da sonoridade e técnica superior, condições que são claramente aportadas principalmente em trios (“String Trio”), em que domina a necessidade de que os sons e os papéis dos 03 instrumentos se ajustem aos arranjos e às improvisações.
EMERY abriga em seu toque o virtuosismo em que utiliza o “slapping” e os toques na madeira, com traços da guitarra clássica e da guitarra espanhola, assim como “glissandos” com certeza herdados dos “bottlenecks” de blueseiros mais tradicionais, chegando a imitar outros instrumentos de corda.
Seu som é absolutamente identificável e, segundo o crítico musical Francis Davis, “ninguém possui o som de EMERY”.
EMERY gravou um total de 23 CD’s como líder ou “sideman”, atuou em 25 países  por conta de suas temporadas e em diversos concertos e festivais:  “Lincoln Center”  em  New York, “Royal Festival Hall” em Londres, “Bunkamura Music Hall” em Tóquio, “Philharmonic Hall” em Berlim, Paris, Varsóvia, Zurique, Vancouver, Montreal, Toronto, Leverkusen, Groningen, Cracóvia, “Newport Jazz Festival” e muitos outros.   
Foi premiado inúmeras vezes, destacando-se o “Guggenheim Fellowship” de 1995, o “National Endowment For The Arts (1985 e 1994), o “New York Foundation For the Arts” (1986, 1990 e 2000) e o “Cary Trust” (1991, 1996 e 1999).  
São inúmeros os artigos e críticas exaltando a música de JAMES EMERY, ai incluídos os do “The New York Time”, do magazine alemão “Stereo” e das revistas “Down Beat” e “Jazz Times” (que cita enfaticamente “JAMES EMERY is special”).
O “The Penguin Guide To Jazz On CD” classifica o trabalho de EMERY como “...innovative and imaginative...utterly distinctive".
Enquanto compositor EMERY contabiliza mais de 100 peças para grupos de JAZZ e  de câmera, para guitarra.solo, para orquestras de câmera e sinfônicas.
EMERY e sua esposa Colleen viveram mais de 20 anos em Greenwich Village, New York, até o nascimento da filha Hannah, quando a família mudou-se para a cidade de Warwick, estado de New York, onde vive atualmente, para desfrutar do verde e da maior convivência familiar, ao mesmo tempo em que pode compor tranqüilamente e deslocar-se somente para suas apresentações.
Em sua discografia destacam-se:
-        Transformations;
-        Fourth World, com Joe Lovano;
-        Luminous Cycles, em sexteto;
-        Spectral Domains, em septeto;
-        Standing On A Whale Fishing For Minnows, em quarteto;
-        Turbulence;
-        Exo Eso, em guitarra solo;
-        Artlife, em duo de guitarras com Leroy Jenkins.
 Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo
             apostolojazz@uol.com.br

18 julho 2014

P O D C A S T # 2 1 6

GARY BURTON
VITTOR SANTOS


MICHEL PETRUCCIANI 





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16 julho 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 215

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO LOCAL e DATA
HOT JAZZ CLUB
Ernani Teixeira (violino/ direção artística), Marcelo Modesto (violão cigano e dobra na guitarra), Fernando Seifarth (violão cigano) e Gilberto De Sillus (bx)
SWING À LA PLAGE
(Ernani Teixeira)
Estúdio Síncopa, Campinas, SP, “circa” 2013 ou 2014.
MINOR SWING
(Django Reinhardt / Stephane Grapelli)
GEORGE RUSSELL
Alan Kiger (tp), David Baker (tb), Dave Young (st), George Russell, (pi), Chuck Israels (bx) e Joe Hunt (bat)
STRATUSPHUNK
(George Russell)
New York,1961
DON MENZA 
Don Menza (st), John Heard (bx), Larry Novak (pi), Louie Bellson (bat)
I HEAR RHAPSODY
(Jack Baker / Richard Bard /
George Fragos)
“Live” at John Segal’s Show Case, Chicago, outubro/1987
LITTLE WALTER
Willie Dixon (bx), George Hunter (bat), Freddy Robinson  (gt) e Little Walter (hca)
LITTLE WALTER'S JUMP
(Little Walter)
Chicago, 1967
BUCK CLAYTON
Buck Clayton, Roy Eldridge (tp), Vic Dickenson (tb), (tp), Budd Johnson, Bud Freeman (st), Earl Warren (sa), Earl Hines (pi), Bill Pemberton (bx) e Oliver Jackson (bat)
SWINGVILLE (Buck Clayton)
New York, 15/setembro/1961
Niels-Henning Ørsted Pedersen
Niels-Henning Ørsted Pedersen (bx, solo) acc por Kenny Drew (pi), Max Leth (bat) e Hugo Rasmussen (bx)
DET VAR EN LØRDAG AFTEN (tradicional)
Denmark,1973
DAVE GRUSIN
The GRP All Stars: Tom Browne, Kunitoshi Shinohara, Kenji Nakazawa (tp), Tadataka Nakazawa, Yoshio Oikawa (tb), Sadao Watanabe (sa), Shigeo Fuchino, Yasumasa Kikuchi, Masao Suzuki (saxes), Dave Valentin (fl), Don Grusin (keyboards), Bobby Broom (gt), Marcus Miller (gt-bx), Buddy Williams (bat), Roger Squitero (cga) e Kenji Shiraishi (perc)
CAPTAIN CARIBE (Dave Grusin)
“Live” Osaka Festival Hall, 16/março/1980
JIMMY COBB ZINCY COHN
Jimmie Noone (cl), Jimmy Cobb (tp), John Lindsay (bx), Eddie Pollack (sbar), Zincy Cohn (pi), John Henley (gt), Quinn Wilson (bx) e Benny Washington (bat)
SHINE
(Brian Robertson / Lemmy Kilmister / Phil Taylor)
Chicago, 23/novembro/1934
JOHN COLTRANE
John Coltrane (st), Tommy Flanagan (pi), Kenny Burrell (gt), Paul Chambers (bx) e Jimmy Cobb (bat)
BIG PAUL (Tommy Flanagan)
Hackensack, N.J., 7/março/1958
PHILLY JOE JONES
Kenny Wheeler (tp,flh), Chris Pyne (tb), Peter King (sa), Harold McNair (st,fl), Mick Pyne (pi, Ron Mathewson (b) e Philly Joe Jones (bat, ldr)
MO JOE (Joe Henderson)
London, 31/ outubro/1968
B  G
JOHN COLTRANE (st), Red Garland (pi), Paul Chambers (bx) e Art Taylor (bat)
I WANT TO TALK ABOUT YOU (Billy Eckstine)
Hackensack, N.J., 7/ fevereiro/1958 

15 julho 2014

COLUNA DO MESTRE LOC NO JB DE SÁBADO, 12/7

Nosso preclaro Mestre LOC, em vez de perder tempo com Copas do Mundo, manda muito bem no meio de campo da informação, que é o que interessa à torcida pelo Jazz.

Downbeat, a "bíblia do jazz", celebra 80 anos
Luiz Orlando Carneiro

"Para celebrar o 80º aniversário, na edição deste mês, a Downbeat - ainda considerada a “bíblia do jazz” - decidiu “olhar para o presente e para o futuro, e não para o passado”. Assim é que o editor, Bobby Reed, e os principais colaboradores da revista publicaram uma enorme lista comentada das “80 coolest things in jazz today”, ou seja, as “80 coisas mais legais (ou bacanas, como se dizia antigamente) do jazz de hoje”. Tais coisas incluem pessoas, lugares e clubes “que ilustram porque o jazz é uma arte tão vibrante em 2014”.

Vale recordar que há 80 anos, em 1934, quando nasceu a Downbeat, Louis Armstrong já era uma celebridade de apelo popular, e gravava em Paris algumas faces (em 78 r.p.m., é claro) para a Brunswick; Duke Ellington e a sua orquestra, também já famosos, brilhavam numa longa tournée europeia; Count Basie ainda tocava piano em Kansas City, na banda de Bennie Moten, cujo comando assumiria no ano seguinte, com a morte do chefe; Benny Goodman fundava a sua orquestra; Coleman Hawkins, o “reinventor do saxofone”, deixava a orquestra de Fletcher Henderson e trocava os Estados Unidos pela Europa, onde viveu e tocou até 1939.

Edição de junho da revista publicou lista de 80 destaques do jazz de hoje

Nesta edição comemorativa dos 80 anos, a Downbeat publica duas listas de maior destaque: a dos mestres vivos (“The living masters”) e a intitulada “The next generation” - uma seleção de algumas das estrelas em ascensão do jazz que poderão ser os living masters do futuro.

Os 10 mestres vivos do jazz assim nomeados pelos críticos da DB são: Os saxofonistas Sonny Rollins (83 anos), Ornette Coleman (84), Wayne Shorter (80) e Phil Woods (82); os pianistas Herbie Hancock (74) e Keith Jarrett (69); o baterista Roy Haynes (89); o guitarrista John McLaughlin (72); o baixista Dave Holland (67); o cantor Tonny Bennett (87), que não é propriamente um vocalista especializado, apenas, no modo de expressão musical chamado jazz.

Como os expoentes da nova geração, a DB nomeou os seguintes músicos, por ordem alfabética (sobrenomes): Ambrose Akinmusire, 32 anos, trompetista, que “estourou” depois de ter vencido a Thelonious Monk International Competition de 2007; Gerald Clayton, 34, pianista, filho e sobrinho dos afamados jazzmen John (baixista) e Jeff Clayton (saxofonista), respectivamente; Jason Adasiewicz, 36, vibrafonista de concepção bem free; Amir ElSaffar, 36, filho de pai iraquiano e mãe americana, e que emprega microtons e “arabescos” orientais nas suas peças e improvisações; Mary Halvorson, 34, a guitarrista mais vanguardista e “sônica” da cena atual; Julian Lage, 25, também guitarrista, ex-garoto prodígio, e que gravou, no ano passado, um belo CD, Free flying (Palmetto), em duo com o pianista maior Fred Hersch; o pianista-compositor Vijay Iyer, 42, filho de imigrantes indianos, que consolidou o seu prestígio, em 2012, com o CD Accelerando (ACT), eleito o “álbum do ano” pelos críticos da DB; Cécile McLorin, 24, de ascendência haitiana, a vocalista-sensação do jazz contemporâneo, desde que venceu a Thelonious Monk Competition de 2010; o já bem conhecido Gregory Porter, 42, vocalista (barítono) esongwriter, premiado com o Grammy 2014 na categoria best vocal jazz álbum (CD Liquid spirit, Decca); o baterista Kendrick Scott, 34, líder do quinteto Oracle (John Ellis, saxes; Mike Moreno, guitarra; Taylor Eigsti, piano; Joe Sanders, baixo).

DOWNBEAT CONSAGRA CÉCILE McLORIN SALVANT


Os resultados do 62º “Annual Critics Poll” da Downbeat (edição de agosto, já acessível na versão digital) consagraram, definitivamente, a vocalista Cécile McLorin Salvant (acima destacada). Ela foi a vencedora, no cômputo final dos votos de 154 críticos de jazz do mundo todo, nas seguintes categorias: melhor álbum do ano (CDs lançados no período junho de 2013-maio de 2014), com Woman Child (Mack Avenue), à frente do trio Aaron Diehl (piano)- Rodney Whitaker (baixo)-Herlin Riley (bateria); melhor vocalista (221 pontos), ganhando de Cassandra Wilson (130), Gretchen Parlato (90) e Dianne Reeves (90);Rising Star-Jazz Artist, ou seja, “estrela em ascensão” do ano, englobando todas as categorias; Rising Star também entre as vocalistas."

11 julho 2014

P O D C A S T # 2 1 5

CD DO HOT JAZZ CLUB
Interessados em adquirir o CD "Caravane" podem solicitá-lo pelo e-mail ernaniteix@hotmail.com 
DON MENZA


DAVE GRUSIN




PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO: http://www.divshare.com/download/25771143-5ea

09 julho 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 214

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
LOCAL /DATA
SWR BIG BAND

 BILL HOLMAN
Don Rader, Karl Farrent, Lubomir Rezanina, Rudolf Reindl, Thomas Vogel (tp), Edgar Schmid, Ernst Hutter, Ludwig Nub, Paul Schutt (tb), Bernd Rabe, Klaus Graf (sa), Andreas Maile, Jurgen Seefelder (st), Rainer Heute (sbar), Klaus Wagenleiter (pi), Klaus-Peter Schopfer (gt), Thomas Stabenow (bx), Jorg Gebhardt (bat) e Bill Holman (arranjo, condução)
SOMETIMES (Eddie Vedder)
Live, "Liederhalle Beethovensaal em Stuttgart" - Alemanha, 3/julho, 1993
ANY DUDE'LL DO (Bill Holman)
GONZO (Ted Nugent)
BLUE DANIEL (Frank Rosolino)
BYE-YA (Thelonious Monk)
A VIEW FROM THE SIDE (Bill Holman)
ST. THOMAS (Sonny Rollins)
IF YOU COULD SEE ME NOW
(Carl Sigman / Tadd Dameron)
MARMADUKE (Charlie Parker)

07 julho 2014


ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A
GUITARRA E OS GUITARRISTAS  -  26
Se no número 25 desta série focalizamos Johnny St. Cyr, um guitarrista e banjoista ligado ao JAZZ dos mais tradicionais, este número 26 é dedicado a um músico de escola das mais avançadas no JAZZ. 
DEREK BAILEY nasceu em 29 de janeiro de 1930 em Sheffield, Inglaterra, vindo a falecer aos 75 anos, no dia de Natal de 2005, em Londres.
Sempre informou que seu aprendizado deveu-se às audições da rádio inglesa, a partir das quais e, como auto-didata, “graduou-se”.
Pela constituição musical da família pode-se afirmar que essa informação contém um “pouco” de exagero, já que sua mãe tocava piano, o irmão dela e tio de DEREK era guitarrista e, ainda mais, seu avô paterno era pianista e banjoista profissional.
Com a idade de 22 anos e de 1952 até 1962, portanto durante cerca de 10 anos, foi guitarrista de música comercial, para em seguida formar o trio “Joseph Holbrooke”, com ele à guitarra, Gavin Bryars no baixo e Tony Oxley na bateria.     A denominação do trio referia-se ao músico inglês Joseph Holbrooke, alcunhado de “Wagner cockney”.      Os 03 integrantes do trio eram, obviamente, ingleses como DEREK. 
O trio atuou de 1963 até 1966, inicialmente voltado com intensa paixão para a música de John Coltrane, assim como para as experiências de John Cage e, particularmente, para as novas concepções do fenomenal trio Bill Evans / Scott LaFaro / Paul Motian.
Em 1965 o trio de DEREK passa a dedicar-se à “improvisação total e/ou livre”, na linha do denominado “free jazz”.
DEREK incorpora-se em 1966 ao grupo do baterista John Stevens, o “Spontaneous Music Ensemble”.   Nesse grupo estreita amizade pessoal e musical com o saxofonista (tenor e soprano) Evan Parker.
Ato seguido DEREK faz parte da “London Jazz Composer’s Orchestra” do contrabaixista Barry Guy.     Com esse contrabaixista e o trombonista Paul Rutherford une-se ao grupo “Iskra 1903” e à formação “Musician’s Cooperative Association” (“MCA”), onde atuam Evan Parker, o pianista Howard Riley e os bateristas Paul Lytton e Tony Oxley.
O “MCA” dedica-se a divulgar a música baseada na “improvisação livre”, para o que seus músicos promovem festivais e dezenas de concertos.     Esse núcleo dá origem à “Music Improvisation Company”, que atua de 1968 a 1971 e que conta com as participações de Hugh Davies nos sintetizadores e de Jamie Muir à bateria.
Em sociedade com Evan Parker e Tony Oxley, no ano de 1970 DEREK cria o selo discográfico “Incus”, totalmente dedicado à “improvisação livre”.    Esse selo passa a publicar o trabalho do grupo internacional “Company”, que na realidade não foi um grupo permanente, mas um “espaço” por onde circularam e gravaram Terry Day, Anthony Braxton, Johnny Dyani, Misha Mengelberg, Leo Smith, Lol Coxhill, Steve Lacy, Steve Beresford, Maurice Horsthuis, Han Bennink, Maarten Altena, Tristan Honsinger e muitos mais, todos ligados à denominada “improvisação livre”.
A partir de 1969 DEREK BAILEY gravou mais intensamente, participando ainda do grupo “Globe Unity Orchestra” do líder Alexander Von Schlippenbach.
Em 1980 DEREK publicou o livro “Improvisation, Its Nature And Practice In Music”, na verdade uma coletânea de entrevistas de músicos dedicados à “improvisação livre” em vários contextos, tais como e entre outros JAZZ, música barroca, rock, música indiana etc, entrevistas essas devidamente comentadas;  trata-se de  verdadeiro tratado a favor dessa denominada “improvisação livre”.
Sem sombra de dúvidas DEREK BAILEY é o maior representante do máximo radicalismo na “improvisação livre”, o que é sobradamente demonstrado por suas gravações e pelas habituais apresentações ao vivo, enquanto solista ou no contexto do grupo “Company”.
Todo o trabalho musical de DEREK é um permanente afastamento de quaisquer codificações ou sistematizações de “estilos” instrumentais, assim como do tradicional  “ordenamento” musical característico do JAZZ e da música do ocidente.
Os solos de DEREK são “módulos”, “células”, nunca “temas” ou melodias conhecidas, das quais se afasta categoricamente.    Seus “módulos” estão relacionados e um sistema tonal em que a “lógica” harmônica é intermitentemente sacudida por acordes aleatórios.   Pode-se entender um certo, digamos assim, “lirismo negativo”,  uma música de superfície árida mas conteúdo vibrante, já que DEREK desconstrói e sistematiza partes, em oposição às convenções jazzísticas.
Além dos solos contidos nas gravações indicadas ao final, um exemplo clássico de seu guitarrismo dentro da “improvisação livre”, pode ser ouvido na composição “Untitled” com 5’24”, gravada em Paris (01/fevereiro/1985, ano de seu falecimento) em duo com o saxofonista soprano Steve Lacy;  os dois são os autores da composição (parte do CD “Steve Lacy Duets: Associates”, anexado è edição de outubro de 1996 da revista italiana “Musica Jazz”).
Algumas gravações recomendadas de DEREK BAILEY, dentro do contexto de “improvisação livre” em que ele atua, são:
-        1971  =  Solo Guitar;
-        1971  =  Improvisations For Cello And Guitars (com Dave Holland);
-        1974  =  Together;
-        1974  =  Duo (com Anthony Braxton);
-        1977  =  Improvisations.
Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo
apostolojazz@uol.com.br

A COLUNA SEMANAL DO MESTRE LOC NO JBONLINE

Para o deleite de seus fiéis leitores, outra reprodução do artigo do Mestre deste sábado passado. Enjoy!

Ted Rosenthal recria, em trio, 'Rhapsody in blue'

Luiz Orlando Carneiro


"O pianista Ted Rosenthal, hoje com 54 anos, apareceu na cena jazzística em 1988, ao vencer a segunda Thelonious Monk Jazz Competition, que se tornou, com o correr do tempo, o mais importante concurso anual internacional aberto a jovens instrumentistas. Os jurados que premiaram o então new star foram os mestres Tommy Flanagan, Roland Hanna, Barry Harris, Hank Jones e Roger Kellaway.

Mas foi com o álbum Images of Monk (Jazz Alliance), gravado em dezembro de 1992, que Rosenthal exibiu os seus dotes excepcionais também como compositor e arranjador, na liderança de um sexteto de altíssimo nível (Brian Lynch, trompete; Dick Oatts, saxofones; Mark Feldman, violino; Scott Colley, baixo; Marvin “Smitty” Smith, bateria). Naquele disco, compôs – com espaços para a improvisação, é claro – uma ambiciosa suíte integrando temas de Thelonious Monk – de I mean you aPanonica, passando por Ruby my dear e Let's call this, e tendo como amálgama acordes de Brilliant corners (abertura, dois interlúdios e epílogo).

Novo CD do pianista contém também outros sete temas de Gershwin

Depois de 14 CDs por ele assinados, a maioria em trio, Ted Rosenthal vem de lançar, com a mesma formação (Martin Wind, baixo; Tim Horner, bateria), Rhapsody in Gershwin (Playscape Recordings). O novo álbum abre com uma versão arranjada para o trio, de 17 minutos, de Rhapsody in blue, a opus magna de George Gershwin (O LP de 1959 da obra original, com Leonard Bernstein regendo a Columbia Simphony Orchestra, tem pouco mais de 16 minutos).

As sete outras faixas são interpretações bem mais curtas, mas nem por isso menos envolventes - seja em matéria de técnica seja em matéria de criatividade – das seguintes melodias de Gershwin, há muito incorporadas ao Great American Songbook:Fascinatin' rhythm (5m55); Let's call the whole thing off (4m55); I loves you Porgy (5m40), da ópera Porgy and Bess; They can't take that away from me (5m30); Strike up the band (6m10); Someone to watch over me (6m30); Love walked in (6m50).

Nas notas do seu novo disco, Ted Rosenthal escreveu: “Este arranjo em trio da Rhapsody nasceu de considerações práticas quando me chegou uma oferta de performance da peça, mas sem o orçamento suficiente para contratar uma orquestra. Meu arranjo engloba praticamente a peça como um todo, embora orquestrada para trio, e também dá a cada membro a chance de solar em várias seções. Antes de tudo, procurei manter nos arranjos a integridade da obra (Rhapsody in blue), acrescentando improvisações extras, e procurando fazer as seções-solos inevitáveis através de suaves transições”.

Mas o sucesso do álbum não se deve apenas ao virtuose do piano – que explora como poucos os recursos orquestrais de um Steinway – ou ao arranjador da versão para trio da rapsódia de Gershwin. As atuações do baixista Martin Wind e do baterista Tim Horner são excelentes e absolutamente indispensáveis em todas as faixas dessa reinterpretação da parte “séria” e do lado “popular” da obra do grande compositor americano, que morreu, aos 38 anos, em 1937. Destaque especial para os acólitos de Ted Rosenthal nos flamejantes tratamentos de Fascinatin' rhythm e Love walked in.

P.S. - Quem quiser ouvir um sound clip de 4m35 de Rhapsody in blue e Let's call the whole thing off (a faixa inteira) é só entrar e clicar no site de Ted Rosental (www.tedrosenthal.com/cds.htm#rhapsody)."