Colaboradores : MauNah, Sazz, Bene-X, PegLu, I-Vans, Mario Jorge Jacques, Gustavo Cunha, JoFlavio, Nelson Reis, Beto Kessel, Tenencio, BraGil, Reinaldo, LaClaudia, Marcelon, Marcelo Siqueira, Nelson Reis, Pedro Cardoso o Apóstolo.

16 setembro 2014

ADEUS A JOE SAMPLE


O pianista, tecladista e compositor Joe Sample morreu em sua casa em Houston, aos 75 anos devido a  insuficiência cardíaca e câncer de pulmão.
Sample foi co-fundador do The Jazz Crusaders, onde floresceu como solista e compositor. Crusaders foi um grupo de música popular no início de 1970 ficou conhecido por amalgamar jazz, pop, R&B e soul. Desde 1961, mais de quarenta álbuns foram creditados ao grupo (alguns ao vivo e outras compilações), dos quais 19 foram registrados sob o nome  "The Jazz Crusaders" (1961-1970).

Sample evoluiu do hard-bop para formas de rhythm & blues e soul.
Em 1960, após o término de alguns grupos da base de Houston de curta duração chamados The Swingsters e os Hawks Nite, Joe Sample (piano), Stix Hooper (bateria), Wilton Felder (saxofone) e Wayne Henderson (trombone), mudou-para Los Angeles. Depois de mudar o nome para "The Jazz Crusaders", o grupo assinou com a Pacific Jazz Records, onde permaneceriam durante toda a década de 1960.
O grupo encurtou seu nome para "The Crusaders" em 1971, e adotou um estilo jazz-funk, incorporando o baixo elétrico e a guitarra elétrica em suas músicas.
Em 1975, após o lançamento do seu álbum  28 (o seu nono como The Crusaders), Henderson deixou o grupo para seguir uma carreira em tempo integral como produtor. Sua partida criou um vazio, mudando permanentemente o caráter do grupo. Outro membro fundador, Hooper, deixou o grupo em 1983, sinalizando o fim de período mais popular do grupo.
Mais três álbuns foram gravados em meados dos anos 1980; no entanto na década de 1990, The Crusaders, em sua maior parte, tinha se dissolvido, com uma discografia completa.

Joe Sample se apresentou com inúmeros músicos de jazz inclusive de  outras várias tendências em sessões de gravação, turnês e concertos,  incluindo: Quincy Jones, Beach Boys, Kenny Burrell, Eric Clapton , Miles Davis, Marvin Gaye, Milt Jackson, Steely Dan, Joni Mitchell, as Supremes, Rod Stewart, Albert King, Willie Nelson, James Brown, Queen Latifah, Freddie Hubbard, Joe Cocker, Al Jarreau, Aaron Neville, Donald Byrd, o Mamas and the Papas, George Benson, BB King, Buddy Rich, Ella Fitzgerald, dentre outros.
(Adaptado do Noticiero de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 224

LIDER
EXECUTANTES
GRAVAÇÃO
LOCAL / DATA
TEMAS e AUTORES
LIONEL HAMPTON
Lionel Hampton (vib), Hank Jones (pi) Vinnie Bell (gt), Milt Hinton (bx), Grady Tate (bat) e Candido Camero (perc)
Cannes, França, 1977
ON GREEN DOLPHIN STREET
(Bronislaw Kaper / Ned Washington )
GERALD WIGGINS
Gerald Wiggins (pi, ldr), Andy Simpkins (bx) e Paul Humphrey (bat)
Hollywood, CA, 24/agosto/1995
JIMMY HEATH
Nat Adderley (cnt), Clark Terry (flh), Tom McIntosh (tb), Dick Berg (fhr) Cannonball Adderley (sa), Jimmy Heath (st), Pat Patrick (sbar), Tommy Flanagan (pi), Percy Heath (bx) e Albert "Tootie" Heath (bat)
New York, 24/junho/1960
JIMMY SMITH
Jimmy Smith (org), Kenny Burrell (gt), Herman Riley (st)  e Grady Tate (bat)
Vienne, França, 1993
ORGAN GRINDER'S SWING
(Irving Mills / Mitchell Parish / Will Hudson)
BILLY TAYLOR e RAMSEY LEWIS
Billy Taylor, Ramsey Lewis (pi)
New York, 1980
HAVE GOT SOME SERIOUS RHYTHM
(Billy Taylor)
T-BONE WALKER
T-Bone Walker (gt,vcl), Dizzy Gillespie e Clark Terry (tp), Teddy Wilson (pi), Coleman Hawkins e Zoot Sims (st), James Moody e Benny Carter (sa), e Bob Cranshaw (bx) e Louis Bellson (bat)
JATP - Londres,  30/novembro/ 1966
WOMAN YOU MUST BE CRAZY
(T-Bone Walker)
GOIN' TO CHICAGO
(Count Basie / Jimmy Rushing)
BEM WEBSTER
Ben Webster (st), Art Tatum (pi), Red Callender (bx) e Bill Douglass (bat)
Los Angeles, CA, 11/setembro/1956
MY IDEAL
(Leo Robin / Newell Chase / Richard A. Whiting)
ABBEY LINCOLN
Abbey Lincoln (vcl), Gil Goldstein (acordeão), Larry Campbell (gt), Dave Eggar (cello), Scott Colley (bx) e Shawn Pelton (bat)
New York, 17/novembro/ 2007
THROW IT AWAY
(Abbey Lincoln / Joe Jackson)
ELMO HOPE
Elmo Hope (pi), Percy Heath (bx) e Philly Joe" Jones (bat)
Hackensack, New Jersey, 18/junho/1953
MO IS ON (Elmo Hope)
LUD GUSKIN
Arthur Briggs, George Hirst, Alex Renard (tp), Gene Prendergast (sa, sbar) + 2 (saxes), Raphael Brogiotti (vln), Paulie Freed (pi,arr), Don Baird (gt), Georges Sellers (accor), Guy Paquinet, Rene Weiss (tb), Emile Christian (tu), Jim Kelly (bat) e Florentino Frontella (vcl)
Paris, 4/maio/1932
OH ! MO'NAH (Ted Weems)
YELLOWJACKETS
Bob Mintzer (st), Russell Ferrante (pi,keyboards,lider), Jimmy Haslip (bx), Marcus Baylor (bat) e Mike Shapiro (perc)
North Hollywood, CA, 2005
MOTHER EARTH
(Memphis Slim)
PETE E CONTE CANDOLI
Pete Candoli e Conte Candoli (tp), Ross Tompkins (pi), Joe Diorio (gt), Monty Budwig (bx) e Chiz Harris (bat)
Tv Show
Jazz Series - 1982
ECHO (Dave Burrell) 
B  G
ILLINOIS JACQUET (st,ldr), Tommy Flanagan (pi), Kenny Burrell (gt), Wendell Marshall (bx), Ray Lucas (bat) e Willie Rodriguez (perc)
Englewood Cliffs, N.J., 13/fevereiro/ 1964
CANADIAN SUNSET
(Eddie Heywood / Norman Gimbel)

15 setembro 2014

RETOMANDO: DUAS COLUNAS DO MESTRE LOC NO JB

Tentando recuperar o tempo perdido, solto para aqueles que não as leram no site do Jornal do Brasil, duas colunas consecutivas do nosso querido colaborador "remoto". Assim: 


Azar Lawrence merece, enfim, lançamento à sua altura

por Luiz Orlando Carneiro - 06/09/14

O saxofone tenor – instrumento em forma de “j” inventado por Adolphe Saxe em 1845, e reinventado quase um século depois por Coleman Hawkins e Lester Young – tornou-se, com o tempo, uma espécie de “logo” do jazz. E talvez seja por isso que é tão grande o número de excelentes saxofonistas que nunca foram elevados ao estrelato. Aqueles que os críticos e jazzófilos mais atentos qualificam de underrated,under the radar, unsung heroes ou “músicos para músicos”, dentre os quais estilistas influentes como Don Byas (1912-72), Charlie Rouse (1924-88), Booker Ervin (1930-70) e Hank Mobley (1930-86).

Há uma legião de veteranos saxofonistas tenores atuando nos Estados Unidos, em clubes e festivais, como líderes ou sidemen, praticamente desconhecidos, mesmo pelos leitores dos principais sites ou revistas de jazz.

É o caso de Azar Lawrence, 61 anos, que só agora mereceu o lançamento de um CD à altura de sua arte, como líder, instrumentista e compositor, numa etiqueta especializada de primeira linha: The seeker (Sunnyside). O último álbum de sua autoria, à frente de um quarteto,Prayer for my ancestors, tinha sido editado, em 2008, pelo selo indie Furthermore.

O item mais conhecido da modesta discografia de Lawrence é Enlightenment (Milestone), gravado no Festival de Montreux (Suíça), em 1973. Com apenas 20 anos de idade, ele integrava então o quarteto do grande McCoy Tyner, que ficou célebre, na década de 1960, como “o” pianista de John Coltrane.

Azar Lawrence também aparece como sideman de Miles Davis, na fase final fusionista (jazz-rock) do lendário trompetista, no obscuro Dark Magus, registro de um show no Carnegie Hall, em 1974, e que só foi reeditado em CD pela CBS, nos Estados Unidos, em 1997.

No novo álbum The seeker, já à venda nas lojas virtuais, o saxofonista tenor - herdeiro estilístico do John Coltrane de A love supreme (1964) eImpressions (1963) – é ouvido, ao vivo, no clube Jazz Standard (Nova York), numa noite de dezembro de 2011. Seus parceiros são músicos de grande prestígio na cena jazzística: o mestre da bateria Jeff “Tain” Watts; o pianista venezuelano Benito Gonzalez, que conquistou Nova York depois de vencer, em 2005, a Great American Jazz Piano Competition; o baixista Essiet Okon Essiet; o eminente trompetista Nicholas Payton.

Seis das sete peças de The seeker foram escritas por Lawrence, destacando-se as duas primeiras, de modalidade oriental, intensamente coltraneanas, com muita emoção, sopro vigoroso e as indispensáveis sheets of sound: Gandhi (10m25) e Lost tribes of Lemuria (7m40).

A faixa-título do CD, de 12 minutos, é desenvolvida pelo líder, no sax soprano, a partir de oito notas, com aquele mesmo toque hipnótico (healing music) do Coltrane de My favorite things. De volta ao tenor, Azar Lawrence sublinha o seu lado zen nas baladas Rain ballad (5m55) eSpirit night (10m). A última faixa do set ao vivo no Jazz Standard é a vibrante Venus rising (7m10), com realce para um brilhante solo do trompetista Payton.


O pianista Benito Gonzalez está para McCoy Tyner como Lawrence está para Coltrane. Dono de uma técnica prodigiosa, o venezuelano de 38 anos “ataca o piano com a força e a determinação de um pit bull”, para usar uma frase de Len Lyons tirada do capítulo referente a Tyner do seu livro The great jazz pianists (Quill, N.Y, 1983). No CD The seeker, Gonzalez é um show à parte, e ainda assina a irresistível composiçãoOne more time (9m20), a única do álbum que não é de Azar Lawrence.

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Mauro Senise realiza "sonhos antigos" em 'Danças'

por Luiz Orlando Carneiro - em 13/09/14

O saxofonista e flautista Mauro Senise, carioca de 64 anos, é uma das maiores expressões da música instrumental brasileira, desde a década de 1980, quando fundou, com o baterista Pascoal Meirelles, o conjunto Cama de Gato. Além disso, nos saxes alto e soprano, é umjazzman “bilingue” do primeiro escalão. Ou seja, é tão fluente no chamado samba jazz como na linguagem do bebop. Se tivesse resolvido emigrar para os Estados Unidos, teria hoje, em Nova York, o mesmo prestígio conquistado pelos emigrés Duduka da Fonseca, Claudio Roditi, Hélio Alves, Romero Lubambo e Nilson Matta. Aliás, o guitarrista Lubambo e o baixista Matta foram seus comparsas em formações diversas do Cama de Gato.

Dois anos depois de Afetivo – álbum comemorativo dos 40 anos de carreira de Senise - o selo Biscoito Fino está lançando, oficialmente, o CD/DVD Danças, na próxima quarta-feira, dia 17, às 21h, no Espaço Tom Jobim, lá no Jardim Botânico.

A ideia da nova produção é assim explicada nas notas do livreto escritas pelo próprio músico:

“O projeto Danças é a cristalização de alguns sonhos antigos. O primeiro deles era o de reunir num só CD alguns dos meus compositores/arranjadores preferidos. Consegui! Gilson Peranzetta, Cristóvão Bastos, Jota Moraes e Antonio Adolfo estão aqui comigo. O segundo era o de transmitir de alguma forma o meu interesse pela dança, ensejada pela boa música. O terceiro era o de juntar minha amiga Deborah Colker com outro amigo, Walter Carvalho, de preferência tendo a minha música como pretexto”.

Na apresentação do CD/DVD, o jornalista, saxofonista bissexto e renomado crítico musical Roberto Muggiati – que acompanhou de perto toda a carreira de Senise – registra que o título e o conceito de Danças o “despertou bruscamente para um aspecto da música de Mauro Senise que sempre esteve ali: o seu espírito dançante”. E acrescenta: “O próprio projeto desse seu vigésimo trabalho autoral assume o aspecto de um grande baile de almas e/ou auras irmãs, em que ele convida para dançar, sucessivamente, parceiros de toda uma vida”.

Das 12 faixas do CD, os ouvintes antenados na temática brasileira com o tempero harmônico e o “som da surpresa” típicos do jazz vão preferir, certamente, as seguintes: Vou deitar e rolar (Baden Powell), em quarteto, com Senise (sax alto), Peranzetta (piano e arranjo), Zeca Assunção (baixo) e Ricardo Costa (bateria); Chorosa blues (Antonio Adolfo), em quinteto, com o líder novamente no sax alto, Adolfo (piano e arranjo), Leonardo Amuedo (guitarra), Rodrigo Villa (baixo) e Costa; Casa de Marimbondo (Peranzetta), com o autor, arranjador e pianista em duo com Senise (sax alto); Sem palavras (Cristóvão Bastos), com o líder no sax soprano mais Bastos (arranjo e piano), Gabriel Geszti (acordeão), Villa e Costa; Garoto de POA (Jota Moraes), envolvente valsinha interpretada em duo por Moraes (vibrafone) e Senise (sax soprano).

Mas há música, da boa, para todos os gostos nas demais faixas, inclusive momentos assumidamente sentimentais, com a Orquestra dos Sonhos (oito violinos, três violas e dois violoncelos) atuando como “colchão” para o sax alto (ou a flauta) de Senise em arranjos de Miles (Sueli Costa/Peranzetta), Ilusão à toa (Johnny Alf/Jota Moraes) e Noite de verão (Edu Lobo-Chico Buarque/ Cristóvão Bastos).


JAKOB BRO

O guitarrista dinamarquês Jakob Bro, 38 anos, cultor de um jazz camerístico que não dispensa refinados efeitos eletrônicos, apresenta-se no Rio, à frente do seu trio, nos próximos dias 18 (Festival Multiplicidade, no Oi Futuro, Flamengo, 19h) e 19 (Santo Scenarium, Jardim Botânico, 21h). Os jazzmen também dinamarqueses Anders “AC” Christensen (baixo) e Jakob Hoyer (bateria) completam o trio.

Jakob Bro ganhou justa fama nos Estados Unidos e na Europa como integrante de dois primorosos conjuntos: a Paul Motian Band, um septeto com três guitarras, dois saxes, baixo e a bateria do saudoso Motian (Garden of Eden, ECM, 2004); o quinteto do trompetista polonês Tomasz Stanko (Dark eyes, ECM, 2009). No ano passado, o guitarrista lançou o CD December song (Loveland), como líder, na companhia luxuosa de Bill Frisell (guitarra), Lee Konitz (sax alto), Craig Taborn (piano) e Thomas Morgan (baixo).

10 setembro 2014

MORRE, ARRANJADOR E DIRETOR GERALD WILSON


CLARK TERRY E GERALD WILSON
Relatado hoje que o aclamado maestro, compositor e arranjador morreu em sua casa em Los Angeles o grande  Gerald Wilson, aos 96 anos de idade.
Wilson era altamente respeitado no mundo da música por sua genialidade, entusiasmo e inventividade.
As colaborações de destaque em sua carreira musical incluem a Billie Holiday, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Duke Ellington, Carmen McRae, Lionel Hampton, Dizzy Gillespie, Betty Carter, Stan Kenton, Count Basie, Clark Terry, Dinah Washington, Nancy Wilson e Wynton Marsalis (Jazz no Lincoln Center), para citar apenas alguns.
Fora das fronteiras do jazz teve igualmente artísticas colaborações com estrelas do calibre de Ray Charles, B.B. King, Zubin Mehta, Harry Belafonte, Bobby Darin e Les McCann.
Um educador de música proeminente, por outro lado, deixa um legado de quase uma centena de álbuns e milhares de partituras com seus arranjos originais, bem como arranjos e composições para filmes e séries de televisão. Entre muitos outros prêmios e honrarias, em 1996 foi nomeado mestre de Jazz da NATIONAL ENDOWMENT FOR THE ARTS -NEA. 
Gerald Wilson tinha três filhas e um filho (Anthony Wilson excelente guitarrista que acompanha Diana Krall), bem como vários netos e todos são compositores.
Apesar do jazz ser um gênero que se impõe pela improvisação  o arranjo das ensembles (quando todos tocam juntos)  é muito importante nas bandas ou mesmo em  conjuntos  e devem ser bem elaborados jazzísticamente e aí Gerald Wilson era mestre, os improvisos ficam para os solos.

(Adaptado do Noticiero de Jazz de Pablo Aguirre)

09 setembro 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 223

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES
DATA
DAVE BRUBECK
Paul Desmond (sa), Dave Brubeck (pi, ldr), Eugene Wright (bx) e Joe Morello (bat)
TWO PART CONTENTION
(Dave Brubeck)
1958
SOMEDAY MY PRINCE WILL COME  (Frank Churchill / Larry Morey) 
1962
Gerry Mulligan (sbar), Dave Brubeck (pi), Jack Six (bx) e Alan Dawson (bat)
JUMPING BEAN (Gerry Mulligan)
1971
SERMON ON THE MOUNT
(Dave Brubeck / Iola Brubeck)
Bobby Militello (fl), Bill Smith (cl), Dave Brubeck (pi), Chris Brubeck (bx) e Randy Jones (bat)
TRITONIS (Dave Brubeck)
1985
Dave Brubeck (pi) e Stan Poplin (bx)
GOODBYE OLD FRIEND
(Dave Brubeck)
1998
Bobby Militello (sa), Dave Brubeck (pi), Christian McBride (bx) e Randy Jones (bat)
I GOT RHYTHM
(George Gershwin / Ira Gershwin)
2002
Bobby Militello (sa), Dave Brubeck (pi), Michael Moore (bx) e Randy Jones (bat)
SLEEP (Earl Burtnett / Adam Geibel)  
2006
MARGIE
(Con Conrad / Benny Davis / J. Russel Robinson)
2007
Todas as gravações foram feitas no Monterey Jazz Festival, Monterey, CA nos meses de setembro.

08 setembro 2014

NOVE LPs DE MILES DAVIS REEDITADOS

A Columbia-Legacy lança uma caixa de coletânea de nove álbuns de Miles Davis, em sua edição mono de gravações feitas entre 1956 e 1961, seis delas com o primeiro grande quinteto de Miles (Coltrane, Kelly, Chambers e Cobb), três com a Orquestra Gil Evans.
A coleção vem em formato de CD, com capas dos LPs originais reduzidas em tamanho, e três álbuns também podem ser adquiridos no formato "LP", em vinil, para a felicidade dos amantes do formato "disco 33rpm". 

Dois dos álbuns são registros desconhecidos, nunca publicados nos EUA, com sessões gravadas em Paris em 1957, com músicos europeus, entre eles, algumas faixas com o sexteto de Miles Davis, que incluiu Coltrane, Adderley, Evans , Chambers e Cobb, sessões anteriores ao álbum Kind Of Blue.

A coleção contém ainda um livreto de 40 páginas com dados discográficos das gravações, dados pessoais da história de Miles e notas com comentários, incluindo um ensaio do jornalista e escritor Marc Myers.
(Adaptado do Noticiero de Jazz)

07 setembro 2014

SONNY ROLLINS COMPLETA 84 ANOS

Por mais de um ano atrás que Sonny Rollins está longe do cenário musical internacional devido às orientações médicas rigorosas, o que tem preocupado muito Rollins nos últimos anos já que incansavelmente percorreu o mundo tocando em festivais de jazz internacionais e em outros lugares.

No mês passado, mostrou-se bem o suficiente para responder fortemente a um artigo da revista NEW YORKER No entanto, sabe-se que o músico está confortável e ativo em sua casa, em um merecido descanso após cerca de cinco décadas em que ele cursou uma carreira como um "gigante" no jazz, cheia de sucessos, prêmios e honrarias. 

O "gigante" do sax tenor Sonny Rollins, respondeu enfaticamente a um artigo publicado no primeiro dia deste mês no "New Yorker", assinado por um Django Gold (possivelmente um pseudônimo), intitulado "Sonny Rollins  em suas próprias palavras ".
No que se tornou quase um escândalo jornalístico, Rollins negou todas e cada uma das reivindicações que o suposto jornalista atribuía a ele em um artigo "satírico". Este repórter escreveu que Rollins disse:
"O saxofone soa horrível. É como um porco assustado"
"É possível que o jazz seja a coisa mais estúpida que já foi inventado"
"A banda toca um tema, mas depois tudo desmorona quando cada músico toca o que quer e pelo tempo que quiser"
"Eu odeio música. Onde eu perdi a minha vida"
"Eu não posso parar esta música. Talvez eu seja um covarde"
(Apenas uma seleção do que  escreveu Django Gold)
Sonny Rollins disse em uma mensagem ao vivo de sua casa, transmitida por webcast. Era evidente que depois disso estava muito chateado e com raiva. Ele contou como havia sido mostrado o artigo e pensou que tinha sido escrito para a revista de humor satírico "MAD", mas quando soube que era a "New Yorker", ele não podia acreditar.
Foi tão ridículo, disse ele, não sabia que alguém poderia escrever ou conceber uma coisa dessas.
 "E menos ainda no caso de uma publicação séria!!
Rollins foi rebater e refutar ponto por ponto o artigo, embora a publicação, dada a controvérsia, tinha afirmado que o artigo era uma sátira e que teria de levá-lo com um sentido de humor. Mas Rollins disse que possui amplo senso de humor, mas este fato foi mais longe e insultou a música que ele ama: jazz.
"Não posso dizer que eu não faço piadas, mas isto não era sobre jazz. Músicos de jazz levam uma vida dura, difícil tentar aceitar que nem todo mundo aprecia a arte e os benefícios da música. Jazz vem sofrendo por isso desde o início, porque quero dar pontapés no cão que caiu?”
A controvérsia continuou na mídia social com pessoas em apoio e condenando o artigo sobre Rollins e outros dizendo que eles lêem apenas  uma sátira e deve que levá-lo com humor. Triste brincadeira!!

(Adaptado do Noticiero de Jazz)

05 setembro 2014

P O D C A S T # 2 2 3

1o. Festival de Monterey - outubro/1958

Dave Brubeck em Monterey 1966
DAVE BRUBECK - AOS 90 ANOS

PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO: 

 http://www.divshare.com/download/25968133-de9

02 setembro 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 222

LIDERES
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
ART PEPPER
Jack Sheldon (tp) Art Pepper (sa), Milcho Leviev (pi), Tony Dumas (bx) Carl Burnett (bat)
JACK’S BLUES
(Robert Creeley / Steve Lacy)
Hollywood, 22/fevereiro/1980
CHRISTIAN MCBRIDE
Roy Hargrove (tp), Ron Blake (st), George Duke (pi), Russell Malone (gt), Christian McBride (bx)
Mcdukey Blues
(Christian McBride)
New York, 2010
BRENO SAUER
Breno Sauer (vibrafone); Portinho (bateria); Adão (piano); Erni (baixo)
ESSA É NOSSA (Breno Sauer)
1966
IRMÃOS DORSEYS
Charlie Spivak, George Thow (tp), Tommy Dorsey, Glenn Miller e Don Matteson (tb), Jimmy Dorsey e Jack Stacey (sa), Skeets Herfurt (st), Bobby Van Eps (pi), Roc Hillman (gt), Delmar Kaplan (bx) e Ray McKinley (bat)
ST LOUIS BLUES (W C Handy)
New York, 23/ agosto/1934
MELISSA ALDANA
Melissa Aldana (st), Michael Palma (pi), Lyles West (bx) e Ralph Peterson, Jr. (bat)
FREE FALL
(Melissa Aldana)
Brooklyn, NY, 17/abril/2010
PEE WEE HUNT
George Thow (tp) Pee Wee Hunt (tb,arr), Red Dorris (cl), Clare Fischer (pi), Fred Wescott (bx) e Glenn Walker (bat)
SUGAR FOOT STOMP
(King Oliver / Louis Armstrong)
Hollywood, 17/ maio/1949
BIG GEORGE BROCK
Big George Brock (hca, vcl); Riley Coatie Sr. (gt); Latasha Coatie (keyboards); Tekora Coatie (b-gt) e Riley Coatie Jr. (bat)
CALL ME A LOVER
(Big George Brock)
Clarksdale, Mississippi, 09/maio/2006
JIM HALL / PAT METHENY
Jim Hall e Pat Metheny (el-g)
LOOKIN' UP (Jim Hall)
Pittsburgh, PA, 2/agosto/1998
LEE WILEY
Lee Wiley (vcl) acc by Bobby Hackett (cnt), Jimmy Lytell (cl), Marcel Bonniface (accor), Joe Bushkin (pi), Billy Goodall (bx), Charlie Smith (bat), Herb Baumel, Gabriel Banat, Alex Pierce (vln) Richard Dickler (viola)e  George Koutzen (cello)
I DON'T STAND A GHOST OF A CHANCE WITH YOU
(Bing Crosby / Ned Washington / Victor Young)
New York, 12/dezembro/1950
BOB COOPER
Bob Cooper (st), Conte Candoli (tp), Ross Tompkins (pi), Jennifer Leitham (bx) e Paul Kreibich (bat)
THINKING OF YOU
(Mark Matthews)
Live, Hyatt Newporter,  Newport Beach, CA,
DELFEAYO MARSALIS
Wynton Marsalis (tp) Delfeayo Marsalis (tb) Branford Marsalis (st), Ellis Marsalis (pi), Ronald Guerin (bx), Jason Marsalis (bat)
SULTRY SERENADE (D. Ellington, Tyre Glenn)
Live "Kiefer UNO Lakefront Arena", New Orleans, LA, 4/agosto, 2001.
GIL EVANS
Johnny Coles, Louis Mucci, Danny Stiles (tp), Jimmy Cleveland, Curtis Fuller, Rod Levitt (tb), Earl Chapin (fhr), Bill Barber (tu), Budd Johnson (cl,st), Steve Lacy (ss), Eddie Caine (oboe), Gil Evans (pi,arr,cond), Ray Crawford (gt), Tommy Potter (bx) e Elvin Jones (bat)
JOY SPRING (Clifford Brown)
New York, 5/fevereiro/1959
GERALD WILSON
Snooky Young, Tony Lujan, Bobby Shew shel (tp) Charlie Loper, Ira Nepus, Alex Iles (tb), Maurice Spears (b-tb), John Stephens, Randall Willis (sa), Carl Randall, Louis Taylor (st), Jack Nimitz (sbar), Brian O'Rourke (pi,) Anthony Wilson (gt), Trey Henry (bx), Mel Lee (bat) e o Gerald Wilson (arranjo / condução)
JAMMIN' IN C (Gerald Wilson)
Los Angeles, CA, 1995
BOBBY TIMMONS
B G
Bobby Timmons (pi), Ron Carter (bx) e Albert "Tootie" Heath (bat)
AUTUMN LEAVES
(Jacques Prévert / Johnny Mercer / Joseph Kosma)
Live "Village Vanguard", New York, 1/outubro/1961

01 setembro 2014

ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A
GUITARRA E OS GUITARRISTAS  -  29
As notas seguintes foram originalmente  compiladas em 2011, para depois serem ampliadas com base nos  documentos indicados abaixo:
(a)  resenha sobre PAT MARTINO elaborada pelo amigo ÉRICO RENATO SERRA CORDEIRO (autor do livro “Confesso que Ouvi”, Azulejo Editora, 1ª Edição, 2010, Brasil), em seu blog www.ericocordeiro.blogspot.com”, a quem agradecemos a permissão para utilização;   ÉRICO, que nos honra com sua amizade é, como sempre, portador de fidalguia e elegância permanentes;
(b)  recortes de artigos das revistas “Down Beat”, “Jazz Magazine” e “Musica Jazz” mantidos em arquivos próprios;
(c)  livro “THE JAZZ GUITAR” de Maurice J. Summerfield, 3ª Edição, 1980 (a 1ª foi de 1978), Inglaterra;
(d) livro “GRAN  ENCICLOPEDIA  DEL  JAZZ” (04 volumes), Ed. SARPE, 1ª Edição, 1980, Espanha;
(e)  livro “THE  PENGUIN  ENCYCLOPEDIA  OF  POPULAR  MUSIC”,    Donald Clarke, 1ª Edição, 1989, Inglaterra;
(f)   livro “DICCIONARIO  DEL  JAZZ”, Philippe Carles,  André Clergeat   &   Jean-Louis Comolli, 1ª Edição, 1995(tradução de original francês de 1988), Espanha.
Pat Azzara, artisticamente PAT MARTINO, guitarrista norte-americano, nasceu na Filadélfia, estado da Pensilvânia, no dia 25 de agosto de 1944 e no seio de família de origem italiana, sendo que seu pai, Mickey Azzara, alfaiate e amante do JAZZ, cantava, tocava guitarra (foi aluno do grande Eddie Lang) e colecionava discos de JAZZ, principalmente de guitarristas.   Assim, o jovem PAT encontrou no pai a proximidade; o estímulo e o amor pela guitarra, ainda mais porque o acompanhava quando os grandes nomes do JAZZ apresentavam-se nos clubes da Filadélfia:  momentos memoráveis que o “garoto” PAT absorvia.
No lar era habitual ficar escutando as muitas gravações que o pai possuía, principalmente de guitarristas como o citado Eddie Lang, além do cigano Django Reinhardt e de Johnny Smith.
Com 11 anos PAT ganhou sua primeira guitarra e passou a estudar com o professor Dennis Sandhole (grafia do sobrenome conforme “The Jazz Guitar” de Maurice J. Summerfield, Ashley Mark Publishing C., 1978),  sua primeira grande influência no estilo;  Sandhole era figura de proa no cenário da guitarra na Filadélfia, já que  portador de respeitada experiência profissional por ter tocado com Tommy Dorsey, Billie Holiday, Frank Sinatra e Charlie Barnet, além de ter sido professor de Michael Brecker, John Coltrane, James Moody e outros músicos.
Foi o próprio Sandhole que apresentou PAT MARTINO, então com 15 anos, a seu ex-aluno John Coltrane, com quem o rapaz manteve longas conversações sobre a música.    Essas conversações levaram PAT a deixar a escola, a adotar o sobrenome de MARTINO e a tocar profissionalmente, o que fez inicialmente em grupos de “Rhythm & Blues”:   Charles Earland, Lloyd Price e Red Holloway para, já então com 20 anos e em 1964, unir-se ao grupo de Willis Jackson, com quem teve oportunidade de gravar em 1966 sob seu verdadeiro sobrenome, Azzara.    
Some-se a essa experiência o fato de ter atuado entre os 16 e os 19 anos de idade com futuros “ídolos” da juventude, citando-se Frankie Avalon e Bobby Darin, este último e à época cogitado como um “segundo Frank Sinatra”.
Situamos essa época de PAT com a da plena inserção da guitarra no JAZZ, já que aos primeiros passos dos pioneiros Charlie Christian, Eddie Lang, Oscar Moore, Freddy Green e outros “chefes-de-escola”, somaram-se as contribuições e inovações de “gigantes” da talha de Barney Kessell, Joe Pass, Jimmy Raney, Tal Farlow, Jim Hall, Herb Ellis, Wes Montgomery (com quem PAT manteve amizade e com que estudou) e Charlie Byrd, levando o instrumento ao mesmo patamar de metais e palhetas, instrumentos cujos solistas contavam com lugares e histórias até então já consolidadas para o JAZZ.
Por todo esse cenário de “cultura da guitarra” o jovem PAT conseguiu, a partir de seus primeiros ensinamentos, de suas primeiras influências e experiências profissionais locais, desenvolver estilo e linguagem próprias, simultaneamente com sua decolagem para horizontes mais amplos, nada menos que New York.
Trabalhou em estúdios de gravação, tocou com dezenas de músicos de JAZZ da cena novaiorquina (principalmente com organistas do nivel de Don Patterson, “Brother” Jack McDuff, Trudy Pitts, Jimmy Smith e Jimmy McGriff, mas também com saxofonistas do porte de Charles McPherson, Eric Kloss e Sonny Stitt) e gravou em 1967 seu primeiro álbum de qualidade com o nome de PAT MARTINO, sob o título de “El Hombre” e para o renomado selo Prestige, onde podemos notar todo um painel de conhecimentos musicais já devidamente “vividos” e devidamente impregnados em “standards” (entre os quais o clássico “Just Friends” de Sam Lewis e John Klenner e  “Once I Loved” de Tom Jobim e Vinícius de Moraes ).  
Seu prestígio e sucesso de público e de crítica aportou em boa parte graças à recomendação de Howard Johnson para que assinasse contrato com o quinteto do saxofonista texano John Handy (nascido em 03 de fevereiro de 1933 e então oriundo dos grupos de Charles Mingus e de Randy Weston, além de já ter liderado grupos próprios contando com Freddie Redd e Bobby Hutcherson), com quem atuou entre 1967 e 1968 pelo período de 08 meses, caminho para a primeira gravação já sob o nome de PAT MARTINO e anteriormente indicada, “El Hombre”,.
É dessa época que PAT MARTINO inicia seu “professorado”, dedicando-se também ao ensino da guitarra.   Com os anos PAT ampliou essa atividade dando cursos e palestras nas mais variadas instituições, latitudes e longitudes:   nos U.S.A. na  “Stanford University”, “Pennsylvania University”, “Washington University”, “Wisconsin Conservatory of Music”,  “North Texas State University”, “University of Washington School of Music”, “Berklee College”, “University of Maryland”  e outros., assim como em centros europeus do nível de Holanda, França e Itália.
PAT já se tornara uma estrela no cenário da “grande maçã”.   Seu estilo destaca-se por uma sonoridade clara e “sensual”, com ataque forte de total nitidez e, ainda que se aproxime de Johnny Smith (até por ser uma de suas primeiras fontes de inspiração), sua articulação é de uma precisão absolutamente pouco usual, com total consciência dos acordes;   nota-se, também, a tessitura de linhas melódicas em oitavas, que domina como Wes Montgomery, que foi como já escrito anteriormente seu amigo e mestre e para quem e mais adiante gravou pelo selo “Cobblestone” o LP “Pat Martino / The Visit !” com a capa indicando textualmente que essa gravação foi “Inspired By And Dedicated To Wes Montgomery”.
Seguiu tendo oportunidade de tocar e gravar com grandes nomes do JAZZ tais como e por exemplos:  Bobby Hutcherson, Sonny Stitt, Chick Corea, Genne Amons, Stanley Clark, Woody Herman, Chuck Israels, Jimmy Heath, Joe Farrell, Cedar Walton, Cyrus Chestnut, Paul Chambers, Christian Mc Bride, Charlie Persip, Joe Lovano, Ben Tucker, Lewis Nash, Gonzalo Rubalcaba e muitos outros.
Com prestígio crescente e consolidado, PAT MARTINO seguidamente cunhou suas gravações em outros estúdios além dos da Prestige, citando-se:  Warner, Columbia, Savoy, Evidence, Sony, 32 Jazz, High Note, Milestone, Polydor, Concord, Fantasy e Blue Note.
PAT passou a estudar a cultura e a música hindus, assim como toda a instrumentação eletrônica, principalmente os sintetizadores, dominando esse universo sob os aspectos de sonoridade e de ritmo, que passou a explorar com muita originalidade.  
Esse aprendizado permitiu-lhe gravar em 1968 para seu selo original, Prestige, uma experiência em que mistura a música oriental com rock (“Baiyina: The Clear Evidence”, com o sub-título de “A Psychedelic Excursion Through The Magycal Mysteries Of The Koran”, ou é pouco???!!!...), à qual seguiu-se ainda na Prestige um enxerto de “Rhythm & Blues” com “funk” (“Desperado”), prosseguindo em suas buscas com o “fusion” (criou o grupo “Jovous Lake”) e, já em 1972 e para o selo Savoy, gravou o álbum “Footprints” e em 1976 para a Warner o album “Starbright”, essas 02 produções com temas do tenorista Wayne Shorter.
Com a carreira desenvolvendo-se muito bem e diante de perspectivas excelentes, ocorreu a primeira tragédia no ano de 1980, quando recebeu o diagnóstico de um aneurisma cerebral e teve que submeter-se a cirurgia de alto risco, da qual resultou total “apagão” da memória:    PAT não identificava os pais, os médicos, os amigos e esqueceu totalmente sobre “como tocar”.  
Começa o “Vôo da Phenix”:   família ao lado, músicos amigos colaborando (Les Paul e George Benson são visitas constantes), radiola tocando seus próprios discos, recursos de informática, exibição e leitura de publicações que o citam em suas apresentações, fotografias, partituras, enfim todo um batalhão de recursos foi capaz de, paulatinamente, devolver à memória de PAT MARTINO sua integridade, o que lhe presenteia com a recuperação de sua técnica e habilidade originais.
Após quase 04 anos PAT retorna como músico aos poucos e apresenta-se ao grande público, voltando a gravar em 1984 o álbum de título simbólico, “The Return”, coadjuvado por não menos que Steve LaSpina / contrabaixo e Joey Baron / bateria.
Mais 04 anos e a vida volta a surpreender PAT com seguidos fatos desagradáveis: durante quase 02 anos ele tem que dedicar-se aos pais, enfermos, que falecem em 1989 (a mãe) e em 1990 (o pai).
Mais uma vez PAT “alça vôo”, supera a depressão e retorna à música no ano seguinte.
Mais alguns anos e esse sobrevivente é atacado por uma forte pneumonia que o abateu por muitos meses, deixou-o com pouco mais de 40 quilos e quase tendo que submeter-se a cirurgia para transplante de pulmão.   Mais uma vez “alçou vôo” e retornou à música.
Vida que segue e PAT MARTINO realizou longa temporada mundial no ano de 1995, base para a produção do documentário “Open Road” sobre sua vida e sua música.      Na mesma linha lançou seu método, “Creative Force”, em vídeo. 
Em 1997 PAT gravou pela primeira vez para o selo Blue Note, etiqueta para a qual passou a gravar seguidamente;   no LP “All Sides Now” ele contou com o veterano amigo Les Paul, ao lado de músicos da nova geração como Kevin Eubanks, Charlie Hunter, Tuck Andress, Mike Stern e Joe Satriani.     Na Blue Note seguiram-se os albuns “Stone Blue” em 1998, “Live At Yoshi's” em 2001 (indicação ao Grammy de “Melhor Album de Jazz Instrumental” e “Melhor Solo Instrumental” por “All Blues”), “Think Tank” em 2003 (também indicado ao Grammy de “Melhor Album de Jazz Instrumental” e “Melhor Solo Instrumental”) e “Remember: A Tribute to Wes Montgomery” em 2005, mostrando sua fidelidade e respeito às raízes.
A seguir algumas das principais gravações de PAT MARTINO, como líder, ao longo dos anos:
-        1966                    Pat Azzara                    Selo Vanguard
-        1967                    El Hombre                    Selo Prestige
                                     Strings !                        Selo Prestige
-        1968                    East !                            Selo Prestige
                                     Baivina                         Selo Prestige
-        1970                    Desperado                    Selo Prestige
-        1972                    Live !                            Selo Muse
-        1974                    Consciousmess             Selo Muse
-        1984                    The Return                   Selo Muse
-        1994                    Interchange                   Selo Muse
-        1995                    The Maler                     Selo Evidence     
-        1996                    Nightwings                   Selo Muse
-        1997                    All Sides Now              Selo Blue Note
-        1998                    Stone Blue                    Selo Blue Note
-        2001                    Live At Yoshi’s            Selo Blue Note
-        2003                    Think Tank                    Selo Blue Note
-        2006                    Remember                     Selo Blue Note
Como co-líder PAT MARTINO também gravou diversos álbuns, citando-se:
-        em 1999 e pelo selo “1201Music” o álbum “70’s Jazz Pioneers Live At Town Hall” ao lado de Randy Brecker, Buster Williams, Joanne Brackeen, Dave liebman e Al Foster;
-        ainda em 1999 o álbum “Fire Dance”, com Peter Block, Habib Khan, Ilya Rayanan e Zakir Hussah, pelo selo “Mythos”;
-        no ano de 2000 o álbum “Tribute To Charles Earland”, pelo selo “High Note” e ao lado de Joey DeFrancesco e Eric Alexander;
-        também em 2000 o clássico “Conversation” com Michael Sagmeister, pelo selo “Acoustic Music”.
Como “sideman” PAT MARTINO é encontrado em mais de 40 albuns, em “coletâneas” contabiliza duas dezenas de álbuns e como “músico convidado” em cerca de uma dezena de outros.
PAT MARTINO prossegue com sua atividade musical, casado com uma oriental (a japonesa Ayako Asahi), vive entre sua terra natal, Filadélfia, e a “grande maçã”, não dispensando a companhia da “Gibson” fabricada especialmente para ele, leciona (professor adjunto na “University Of The Arts In Philadelfia”), compõe e  apresenta-se em momentos especiais.  
Em sua agenda para o mês de junho de 2011 (época em que inicialmente redigimos o presente texto) constavam apresentações de 09 a 12 no “Jazz Showcase” em Chicago / Illinois, no dia 18 no “The Loft” em Atlanta / Geórgia, de 25 a 26 no “Yoshi’s Jazz House” em Oakland / Califórnia e  no dia 29 do mês no “National Guitar Workshop” em Sandy Spring / Maryland.
Entre as muitas e mais recentes homenagens já recebidas por PAT MARTINO, destacam-se:
-1995    Medalha de Honra no “Mellon Jazz Festival”;
-1996    Inscrição pela “Philadelphia Alliance” no “Walk Of Fame Award”;
-1997    Inscrição de seu trabalho pela “National Academy Of Recordings Arts &  Sciences” nas “Songs From The Heart Award”;
-2002    Eleição pela “National Academy Of Recordings Arts & Sciences” como “2nd Annual Heroes Award";
-2002/2003   Indicações para o Grammy (álbuns “Live At Yoshi's” “Think Tank”);
-2004     “Guitarrista do Ano” entre os leitores (“Reader’s Poll”).
Agradecendo uma vez mais ao amigo ÉRICO RENATO SERRA CORDEIRO, sempre fidalgo e prestativo, dispomo-nos a retornar à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo.
            apostolojazz@uol.com.br