Colaboradores : MauNah, Sazz, Bene-X, PegLu, I-Vans, Mario Jorge Jacques, Gustavo Cunha, JoFlavio, Nelson Reis, Beto Kessel, Tenencio, BraGil, Reinaldo, LaClaudia, Marcelon, Marcelo Siqueira, Nelson Reis, Pedro Cardoso o Apóstolo.

21 novembro 2014

P O D C A S T # 2 3 4

JIMMY HAMILTON
SID PHILLIPS



JEFF “TAIN” WATTS 

CARMEN McRAE




PARA BAIXAR O ÁUDIO: http://www.divshare.com/download/26445335-d8a

19 novembro 2014

ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A
GUITARRA E OS GUITARRISTAS  -  32
DOUG RANEY, guitarrista norte-americano, nasceu na cidade de New York, estado de New York (cuja capital é Albany e que conta com outras 373 cidades, quantidade somente inferior à do estado da Califórnia com 482 cidades), nasceu no dia 29 de agosto de 1956, filho do também guitarrista Jimmy Raney (nascido em 20 de agosto de 1927, também filho de guitarrista, sua avó e portanto, verdadeira linhagem de guitarristas). 
De certa forma e com praticamente as mesmas idades, a “família” RANEY acompanha a linhagem dos Pizzarelli, já que o pai, John “Bucky” Pizzarelli (09 de janeiro de 1926), aprendeu a guitarra com 02 tios, assim como iniciou seu filho, John Pizzarelli (04 de abril de 1960) nos meandros do guitarrismo.
DOUG RANEY queria inicialmente ser baterista, mas com 13 anos optou pela guitarra e  interessando-se, em função do que era voga na época, por Eric Clapton, Jimmy Hendrix e Jeff Beck, assim como pelo “blues” de Muddy Waters e B.B.King.
Todavia e em função da coleção de discos de JAZZ da família, que seu pai deixou em New York ao mudar-se para Louisville (estado de Kentucky, estado com 97 cidades, capital Frankfort), DOUG desvencilhou-se dessa onda primária descobrindo Charlie Parker, Sonny Stitt, Bud Powell, Fats Navarro, Sonny Rollins e outros músicos de JAZZ.
DOUG passou a estudar a música desses ícones e, paralelamente, internou-se na audição dos discos dos guitarristas Charlie Christian, Wes Montgomery, Jim Hall, Tal Farlow e, nada como ter uma origem de qualidade, de Jimmy Raney, seu pai.
Aprofundou imensamente seus conhecimentos com o guitarrista Barry Galbraith (já resenhado anteriormente dentro desta série).
Estreou profissionalmente com o grande pianista norte-americano Alan “Al” Haig (Nutley / New Jersey, 22 de julho de 1924 a New York, 16 de setembro de 1982) em um “cabaret” de Manhattan, o “Gregory’s.
No ano de 1972 o pai de DOUG retornou a New York, o que possibilitou-lhe estudar com a maior seriedade a técnica da guitarra, seus recursos e toda as possibilidades de solo e de acompanhamento harmônico do instrumento.
Em 1975 DOUG adentrou por primeira vez um estúdio de gravação, tendo sido convidado para uma sessão de gravação do selo “Choice” com o pai, Jimmy, e com Al Haig, ocasião em que deixou registrado o tema “You Came To Her Front Out Of Nowhere” em quarteto.
No alvorecer do ano de 1977 (abril) DOUG forma um duo com o pai, em função de contrato com o “Bradley’s” de New York.
O duo permanece unido para um sucessão de apresentações, assim como para temporada européia.
DOUG gravou seu primeiro álbum como titular (“Introducing Doug Raney”) em Copenhague, muito bem acompanhado por Duke Jordan ao piano, Hugo Rasmussen no baixo e Billy Hart à bateria.  Mais adiante seguiram-se “Cuttin Loose” e “Stolen Moments” (1979).
Passa a residir na Dinamarca, gravando e apresentando-se em clubes com Horace Parlan em 1978, com Chet Baker em 1979 e com o saxofonista Bernt Rosengreen em 1983.
Nesse encontro com Chet Baker, DOUG teve a oportunidade de realizar extensa temporada de apresentações na França e na Itália.  
Durante a década de 1970 e na seguinte DOUG gravou intensamente para o selo “SteepleChase”, como titular ou contracenando com, entre outros, Kenny Barron, Joey DeFrancesco, Billy Hart, Duke Jordan, Jesper Lundgaard, Horace Parlan, Niels-Henning Ørsted Pedersen, Tomas Franck, Bernt Rosengren e Chet Baker, assim como com eles atuou em clubes e temporadas européias.
Com o pai DOUG gravou com bastante regularidade álbuns de qualidade superior, em que as harmonias e o “swing” são presenças de refinamento e de maravilha técnica.
DOUG RANEY como acompanhante é um guitarrista rítmico que sabe antecipar e sublinhar muito bem as intenções dos solistas que acompanha, com certeza inspirando-os.
DOUG RANEY, enquanto solista, é guitarrista de entranhada e fina melodia, agudo sentido harmônico com improvisação em linhas plenas de lirismo e de elegância.  Possui um fraseado impecável e muitíssimo bem articulado, com sonoridade clara, e perfeita definição das notas.
Como gravações de DOUG, entre as muitas que registrou até o momento, indicamos além das já mencionadas anteriormente:
-        “Introducing Doug Raney” (já pelo selo “SteepleChase”), 1977;
-        “Mr. P.C”, 1977;
-        “How Deep Is The Ocean”, 1978;
-        “West Coast Blues” (com Horace Parlan), 1978;
-        “Stolen Moments” (com o pai), 1979;
-        “Someday My Prince Will Come” (com Chet Baker), 1979;
-        “”Nardis” (com o pai), 1983;
-        “Solar” (com Bernt Rosengreen), 1983;
-        “Meeting The Tenors” (pelo selo “Criss Cross Jazz”), 1983;
-        “Lazy Bird”, 1984;
-        “Laura”, 1985;
-        Doug Raney Trio” (pelo selo Pony Canyon”), 2001.
Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo.

18 novembro 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 233

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO  LOCAL / DATA
GEORGE WEIN
Warren Vache (cnt), Clark Terry (tp,flh,vcl), Al Grey (tb), Illinois Jacquet (sa,st), Flip Phillips (st), George Wein (pi, ldr), Howard Alden (gt), Eddie Jones (bx) e Kenny Washington (bat)
'TAIN'T WHAT YOU DO
(Sy Oliver / Trummy Young)
New York, 25/agosto/1992
SLEEP (Mary E. Leibig)
KENNY DORHAM
Kenny Dorham (tp), Sonny Stitt (sa), Bud Powell (pi), Al Hall (bx) e Kenny Clark (bat)
GOOD KICK (Sonny Stitt)
New York, 23/agosto/1946
BLUES IN BEBOP
(Kenny Dorhan, Elliott Miles McKinley)
HERBIE NICHOLS
 Herbie Nichols (pi), Al McKibbon (bx) e Teddy Kotick (bat)
THE GIG (Herbie Nichols)
Englewood Cliff, New Jersey, 29/junho/1955
LADY SONGS THE BLUES (Billie Holiday / Herbie Nichols)
OSIE JOHNSON
Thad Jones (tp), Bill Hughes (tb), Frank Wess (st), Dick Katz (pi) Milt Hinton (bx) e Osie Johnson (bat)
CATWALK (Osie Johnson)
New York, fevereiro/1955
Benny Powell (tb), Frank Wess (fl), Dick Katz (pi), Eddie Jones (bx) e Osie Johnson (bat)
FLUTE TO BOOT
(Jane Feather)
RICHIE KAMUCA e
 BILL HOLMAN
Richie Kamuca (st), Bill Holman (sbar, arranjos), Frank Rosolino (tb), Conte Candoli e Ed Leddy (tp), Vince Guaraldi (pi), Monty Budwig (bx) e Stan Levey (bat)
WAY DOWN UNDER
(Bill Holman)
Los Angeles, 1959
STELLA BY STARLIGHT
(Ned Washington / Victor Young)
THE THINGS WE DID LAST SUMMER
 (June Styne / Gus Cahn)
SHORTY ROGERS
Shorty Rogers (flh), Harry "Sweets" Edison (tp), Bud Shank (sa), Pete Jolly (pi) Barney Kessel (gt), Leroy Vinnegar (bx) e Shelly Manne (bat)
DICKIE’S DREAM
(Count Basie / Lester Young)
Los Angeles, 16/dezembro/1955
Shorty Rogers (tp), Jimmy Giuffre (cl), Lou Levy (pi), Ralph Pena (bx) e Shelly Manne (bat)
MARTIANS COME BACK (Shorty Rogers)
Los Angeles, 21/outubro/1955
BARNEY WILEN
Kenny Dorhan (tp), Duke George (pi), Paul Rovére (bx), Daniel Humair (bat) e Barney Wilen (ss/st/ldr)
TIME ON MY HANDS
(Harold Adamson / Mack Gordon / Vincent Youmans)
Club Saint-Germain, Paris, 24/abril/1959
THE BEST THINGS ARE FREE (Buddy DeSylva / Lew Brown / Ray Henderson)
B G
DANIEL LENCINA, Christian Cuturrufo (tp), Timothy Newman (tb), Chris Byars (st), Mark Elf (gt, ldr), Ramon Romero (bx), Alejandro Espinosa (bat) e Chris Byars (arranjo)
SWEET & LOVELY
(Gus Arnheim / Harry Tobias / Jules LeMare)
Santiago, Chile, fevereiro/1993

16 novembro 2014

FESTIVAL INTERNACIONAL COMEÇA HOJE EM LONDRES



Mais de 1.500 músicos em 30 locais por 10 dias!

Durante a primeira noite do  Festival Internacional de Londrers 2014 - 45 bandas tocando em 36 locais diferentes na capital britânica, os mais proeminentes hoje são: Branford Marsalis Quartet, Dee Dee Bridgewater, Kurt Elling, Jan Garbarek, Stanley Clarke, Carla Cook, John Surman, Glenn Miller e Benny Goodman (show especial com big band), e dezenas de outros grupos de todo o mundo.

Esse padrão se repete para os próximos nove dias até o domingo 23 de novembro, dia em que os destaques, além dos acima, os nomes são: Joe Lovano, Charles Lloyd, Bergen Big Band, Summit Saxofone, Keith Tippet, London City Big band, Andy Sheppard, Omar Puente, Orquestra de Jazz de Londres, Bill Frisell, Steve Swallow, Randy Weston, Guy Barker, Carla Bley, BBC Big band, Jane Monheit, NYJO (Orquestra Nacional de Jazz da Juventude), Amina Figarova, John McLaughlin, Chucho Valdes, Tomasz Stanko, Sue Richardson, Evan Parker, Kenny Barron, Dave Holland, Roy Hargrove, Royal Academy Big Band, Jean Toussaint, Regina Carter, Dave Douglas, entre centenas de outros.

Todos os dias haverá jam sessions para crianças e discussões públicas com áudio, música ao vivo, seminários, palestras, exposições e oficinas de música. Cada noite vai terminar com "jam sessions", organizadas de modo que vão rodar em vários locais de jazz na cidade.

Os 30 lugares onde você pode ouvir jazz que vão desde as famosas salas de concertos Royal Festival Hall, Barbican, Queen Elizabeth Hall, como bares e pequenos clubes de jazz, e teatros. Esses lugares são distribuídos em cinco áreas geográficas de Londres: Norte, Sul, Leste, Oeste e Central.


O Festival Internacional de Londres começou na década de 70 e, nas duas últimas décadas, tornou-se um dos maiores do mundo. Os ingressos para muitos dos principais concertos já estavam esgotados há vários meses.

15 novembro 2014

A MAGIA DA VOZ DICK FARNEY




Homenagem para um grande músico e cantor.
Uma das vozes mais românticas da MPB.

Notável trabalho de nosso confrade jazzófilo e musicólogo – Carlos Augusto Tibau. 



14 novembro 2014

P O D C A S T # 2 3 3


RICHIE KAMUCA
HERBIE NICHOLS 

BILL HOLMAN 
BARNEY WILEN 





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11 novembro 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 232

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
GINGER BAKER
TRIO
Ginger Baker (bat), Bill Frisell (gt) e Charlie Haden (bx).
RAMBLER (Bill Frisell)
Deutsches Jazzfestival Frankfurt/Alemanha, 29/ setembro/1995
AIN TEMOUHANT
(Ginger Baker)
WHEN WE GO (Bill Frisell)
GINGER BLUES
(Ginger Baker)
HAVE A LITTLE FAITH IN ME
(John Hiatt )
RAMBLIN’ (Carla Bley)
I LU KRON (Ginger Baker)

10 novembro 2014

Vencedores da Competição International Thelonious Monk - 2014

Marquês Hill
Billy Buss















Adam O'Farrill
A cada ano, o Instituto Thelonious Monk realiza esta competição internacional para um determinado instrumento e este ano foi o trompete. O júri da competição internacional do prestigiado Instituto escolheu na noite passada os três vencedores deste ano em sessão de gala realizada neste fim de semana no Teatro Dolby, em Hollywood, Los Angeles.

Entre uma série de semifinalistas, sábado, os três finalistas foram selecionados, dos quais o júri decidiu escolher na noite passada o primeiro lugar para Marquês Hill.

O segundo lugar foi para Billy Buss e terceiro Adam O'Farrill, jovem proveniente de uma família de músicos de prestígio, como seu avô foi o lendário Chico O'Farrill e seu pai é Arturo O'Farrill Jr., um dos grandes diretores maestro, pianista, educador e Nova York hoje.
Marquis Hill, o vencedor recebe um prêmio de US $ 25.000 em bolsas de estudo para melhorar seu trabalho e um contrato de gravação.
Entre os finalistas um latino-americano, venezuelano, Alejandro Berti, que não conseguiu chegar à final.
O painel de juízes (estrelas do trompete) incluíu: Ambrose Akinmusire, Randy Brecker, Roy Hargrove, Quincy Jones, Jimmy Owens e Arturo Sandoval.


08 novembro 2014

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL - 2014 - INSTITUTO THELONIOUS MONK


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL THELONIOUS MONK este ano será dos trompetistas de jazz (no ano passado foi dos saxofonistas e Melissa Aldana do Chile uma das vencedoras).
O concerto de gala "All Stars" para marcar a ocasião será realizada neste sábado e domingo (8 e 9) no Teatro Dolby, em Hollywood.
Mas, desta vez, haverá um número extra: a entrega ao ex-presidente Bill Clinton do prêmio " Maria Fisher Founder’s Award" " em reconhecimento pela sua contribuição para a expansão do ensino do jazz e música em escolas americanas.
Clinton é um amante do jazz e tem trabalhado por décadas para apoiar o desenvolvimento do gênero a partir de quando organizou concertos de jazz na Casa Branca.
Clinton tocando seu saxofone neste evento, que contará com, entre outros luminares, Quincy Jones, Herbie Hancock, Wayne Shorter, Arturo Sandoval, Melissa Aldana, Kevin Spacey, Chaka Khan, Dee Dee Bridgewater, Goldie Hawn Marcus Miller, Jimmy Heath, Don Cheadle, Taj Mahal, Kenny Burrell, Stefon Harris, TS Monk, Joshua Redman, Billy Childs, Randy Brecker, Vinnie Colaiuta, James Genus, Jeff "Tain" Watts, Ben Williams, Kris Bowers, etc.

A cada ano, o INSTITUTO THELONIOUS MONK realiza esta competição internacional para um determinado instrumento e este ano é o trompete. Centenas de candidatos de todo o mundo foram apresentados e já há um número de semifinalistas que serão anunciados entre sábado e domingo de manhã, quando devem tocar uma última vez diante do júri.
No domingo, será anunciado os três vencedores.

O painel de juízes (estrelas do trompete) inclui Ambrose Akinmusire, Randy Brecker, Roy Hargrove, Quincy Jones, Jimmy Owens e Arturo Sandoval.

Entre os semifinalistas (foto abaixo): Benny Benack III, de Pittsburgh, Pensilvânia; Alejandro Berti, de Caracas, Venezuela; Chris Burbank, de Bedford, New Hampshire; Billy Buss, de Berkeley, Califórnia; Mike Cottone, de Rochester, Nova Iorque; Philip Dizack, de Milwaukee, Wisconsin; Marquis Colina, de Chicago, Illinois; Alphonso Horne, de Jacksonville, Flórida; Aidan Kenilworth, de Lombard, Illinois; Gabriel Rei Medd, de Coralville, Iowa; Hermon Mehari, de Kansas City, Missouri; Adam O'Farrill, do Brooklyn, New York; Mao Sone, de Chiba, Japão.


Este ano, haverá um documentário filmado sobre este grande evento que tem crescido em prestígio em todo o mundo desde o final do século passado (1987).

(Adaptado do Noticiero de Jazz)

07 novembro 2014

P O D C A S T # 2 3 2

Bill Frisell 
Charlie Haden 

Ginger Baker 

PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO: 

http://www.divshare.com/download/26376349-8d5

04 novembro 2014

JAZZ NO NOVO MILÊNIO: VIVO E DE BOA SAÚDE


 “Jazz In The New Millennium: Live and Well” ─ é o título do novo livro publicado por Dharma Moon Press do jornalista e escritor Rick Mitchell, com fotografias por Pin Lim. 


O livro contém entrevistas e biografias de 60 músicos contemporâneos, incluindo jovens artistas das gerações recentes, mas também "gigantes" que atualmente continuam a contribuir para o desenvolvimento do jazz, como Roy Haynes, Wayne Shorter, Randy Weston e outros, bem como relativamente novos músicos, já há anos destacando-se internacionalmente, como Esperanza Spalding, Jason Moran,  Robert Glasper, dentre outros.

Mitchell acredita que, apesar do gênio criativo e inovador de Charlie Parker, John Coltrane, Miles Davis, Charles Mingus e outros na segunda metade do século passado, este milênio pode encontrar muitos músicos que também estão inovando e abrindo novos caminhos para o jazz com ideias novas. Ele também acredita que é necessário promover mais o gênero que tem que competir no rádio e em outros meios de comunicação com a música comercial avassaladora que tende a destruir tudo.
O livro de 160 páginas inclui uma seleção de biografias e discografias, pode ser obtido na AMAZON.
O livro impresso custa cerca de US$ 25 e há também uma versão Kindle.

(adaptado do Noticiero de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 231

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
COLEMANN HAWKINS
Coleman Hawkins (st), Teddy Wilson (pi), John Kirby (bx) e Sidney Catlett (bat)
MAKE BELIEVE
(Jerome Kern / Oscar Hammerstein II)
New York, 29/maio/1944
JUST ONE OF THOSE THINGS
(Cole Porter)
Roy Eldridge (tp), Coleman Hawkins (st), Teddy Wilson (pi), Billy Taylor, Sr. (bx) e Cozy Cole (bat)
S’ WONDERFUL
(George Gershwin / Ira Gershwin)
New York, 31/janeiro/1944
Coleman Hawkins (st), Hank Jones (pi), Milt Jackson (vib), Curly Russell (bx) e Max Roach (bat)
COCKTAILS FOR TWO
(Arthur Johnston / Sam Coslow)
New York, dezembro/1946
YOU GO TO MY HEAD
(Haven Gillespie / J. Fred Coots)
Bennie Green (tb), Coleman Hawkins (st), Al Haig (pi), John Collins (gt), Nelson Boyd (bx) e Shadow Wilson (bat)
THERE’S A SMALL HOTEL
(Lorenz Hart / Richard Rodgers)
New York, 29/agosto/ 1949
Coleman Hawkins (st), Tommy Flanagan (pi), Kenny Burrell (gt), Major Holley (bx) e Eddie Locke (bat)
O PATO (Jayme Silva / Neuza Teixeira)
Englewood Cliffs, N.J., 17/setembro/1962
Coleman Hawkins (st), Freddy Johnson (pi), Ray Webb (gt), Len Harrison (bx) e Robert Montmarche (bat)
STAR DUST
(Hoagy Carmichael / Mitchell Parish) 
Casino Hamdorff", Laren, Holland, 18/agosto/1937
Coleman Hawkins(ts), Harry "Sweets" Edsion(tp), Jimmy Woode(bx), Sir Charles Thompson(pi) e Papa Jo Jones(bat)
STONED (Wardell Gray)
Wembley Town Hall, London, 1964
Fats Navarro (tp), J.J. Johnson (tb), Porter Kilbert (sa), Coleman Hawkins (st), Hank Jones (pi), Curly Russell (bx) e Max Roach (bat)
I MEAN YOU
(Coleman Hawkins / Thelonious Monk) 
New York, dezembro/1946
CHARLIE BYRD
Charlie Byrd (gt, ldr) Joe Byrd (bx) e Chuck Redd, (bat)
SHINY STOCKINGS (Frank Foster)
“Live” New Orleans, Lousiana, em 1993
JACK WALRATH
Jack Walrath (tp), Bill Mays (pi), Boris Kozlov (bx) e Jonathan Blake (bat)
HE WAS SUCH A NICE QUIET BOY (Jack Walrath) 
New York, dezembro/2007
GENE HARRIS
Gene Harris (pi), Ron Eschete (gt) Luther Hughes (bx) e Paul Humphrey (bat)
BLUES FOR BASIE (Gene Harris) 
Hayward, CA, 27/maio/1994
B G
JACKIE MCLEAN (sa), Raymond Williams (tp), Steve Davis (tb), Rene McLean (st), Alan Jay Palmer (pi), Phil Bowler (bx) e Eric McPherson (bat)
EXCURSIONS (Jonathan Davis)
New York, 16/julho/1997  

03 novembro 2014

COLUNA DO MESTRE LOC NO JB DE SÁBADO, 1/11/14

Nosso amigo, que ajustou o relógio das primaveras semana passada, traz-nos (particularmente aos fãs de Ciro Castanha) essa bela notícia em sua mais recente coluna.

Trio de Cyrus Chestnut grava primeiro CD ao vivo

Por Luiz Orlando Carneiro

Em Manhattan, há dois pequenos clubes particularmente apreciados por jazzófilos enturmados e por músicos que neles se apresentam mais por prazer do que por dinheiro ou prestígio: o Smalls, um basement na Rua 10 West, Greenwich Village; o Smoke, no Upper West Side, na Broadway, entre as ruas 105 e 106 (Duke Ellington Boulevard). Seus proprietários criaram selos exclusivos para gravar, ao vivo, jazzmende renome que lá se apresentam. O Live at Smalls, fundado em 2010, já tem 30 CDs no catálogo (o pianista Ethan Iverson, o guitarrista Peter Bernstein e o pianista-organista Larry Goldings são alguns de seus destaques); o Smoke Sessions editou 10 títulos em um ano de atividade (o pianista Harold Mabern, os saxofonistas Vincent Herring e Javon Jackson são algumas de suas estrelas).

Da mais recente fornada oferecida pelo selo Smoke Sessions merece especial atenção o álbum Midnight melodies, registro do trio de Cyrus Chestnut, 51 anos, um dos mais respeitados e cativantes pianistas daquela geração que começou a reinterpretar a mainstream do jazz, no fim da década de 1980, sob a liderança intelectual do trompetista-compositor Wynton Marsalis.

Os veteranos Victor Lewis (bateria) e Curtis Lundy (baixo) são os acompanhantes de Chestnut nas 11 faixas do disco, selecionadas de setsde duas noitadas de novembro do ano passado. É o primeiro registro ao vivo da discografia do primoroso pianista, que diz se sentir “em casa” no Smoke, onde tem à sua disposição um Steinway B que muito preza.

Ele aproveitou a oportunidade para reverenciar o subestimado John Hicks (1941-2006), que foi sideman de líderes do quilate de Art Blakey, David Murray, Arthur Blythe, e um dos mestres do teclado imortalizados na série de recitais (solo) Live at Maybeck Hall, documentada pela Concord Records entre 1989 e 1995. Três peças de Hicks estão em Midnight melodies: Two heartbeats (4m50) e Pocket full of blues (4m10), ambas em tempo rápido, no dialeto do bebop clássico; Naima's love song, uma extensa performance (14m25) a partir de uma também longa introdução a cappella, naquela atmosfera que remete ao hinário gospel, fonte de inspiração permanente de Chestnut (Cf. CD Blessedquietness, Atlantic, 1996).

O líder do trio assina apenas a meditativa To be determined (5m10), enquanto o baterista Victor Lewis é o autor de Hey, it's me you're talkin' to (7m15) – faixa em que exibe a sua arte nos tambores e pratos – e a romântica I wanted to say (8m30).


Os standards jazzísticos escolhidos por Cyrus Chestnut para o álbum gravado ao vivo no Smoke são bem íntimos dos iniciados: Bag's groove (6m55), o “carro-chefe” do vibrafonista Milt Jackson (1923-99); Chelsea Bridge (7m20) e U.M.M.G. (8m30), de Billy Strayhorn (1915-67);Giant steps (6m35), de John Coltrane (1926-67), tratado pelo trio em ritmo de alucinante corrida de obstáculos.