Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho)*in memoriam*; David Benechis (Mestre Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) *in memoriam*, Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) *in memoriam*, Ivan Monteiro (Mestre I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels)*in memoriam*,, Pedro Cardoso (o Apóstolo)*in memoriam*, Carlos Augusto Tibau (Tibau), Flavio Raffaelli (Flavim), Luiz Fernando Senna (Senna) *in memoriam*, Cris Senna (Cris), Jorge Noronha (JN), Sérgio Tavares de Castro (Blue Serge), Geraldo Guimarães (Gerry).e Clerio SantAnna

P O D C A S T # 5 8 3

13 agosto 2021

AS DOBRADINHAS SOMENTE COM CANTORAS



 


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MEXENDO NA DISCOTECA

11 agosto 2021

Oi turma.
Tudo bem?
Este Lp, que eu selecionei da minha discoteca, é bem interessante. Apesar da capa estar escrita “SPECS POWELL PRESENTS BIG BAND JAZZ”, a Big Band é do maestro e pianista alemão Kurt Edelhagen. Aliás uma excelente banda. Escolhi um tema onde se destaca o saxofonista alto Derek Humble. Sensacional. É o tema “HUMBLE PIE”, do lado B faixa 01.
Espero que gostem tanto quanto eu.
Forte abraço com saúde.
 
A banda:
Alto Saxophone – Derek Humble, Franz von Klenck
Baritone Saxophone – Eddie Busnello
Contrabass – Johnny Fisher
Drums – Stuff Combe
Leader – Kurt Edelhagen
Piano – Francis Coppieters
Tenor Saxophone – Jean-Louis Chautemps, Bubi Anderhold
Trombone – Christian Kellens, Helmut Hauck, Ken Wray, Manfred Gätjens
Trumpet – Dusko Gojkovic, Fritz Weichbrodt, Jimmy Deuchar, Milo Pavlovic
Recorded in July 1957
Strand Records (2) ‎– SL 1027






Série: Histórias do Jazz

 

DO OUTRO LADO DO JAZZ # 14  - O JAZZ VAI À GUERRA (FINAL)    

ATUAÇÃO E PERDA DE GLENN MILLER

A mais reconhecida das big bands militares foi sem dúvida a de Alton Glenn Miller, comissionado como capitão no US Army Specialist Corps (não tinha prestado o serviço militar regular por ter uma leve deficiência visual) com base em Omaha, Nebraska, em junho de 1942, então contando 38 anos. Seu treinamento básico terminou em dezembro de 1942. Seu maior desejo era levar sua música para o meio militar, inclusive modernizando o que já existia, como os arranjos “swing” para as marchas de John Philip Souza.

Inicialmente foi designado como diretor das bandas do Exército, quando então elaborou um plano para 30 pequenos conjuntos de dança.

O ambiente ultra conservador do Exército não lhe foi muito favorável e os arranjos “swing” de marchas militares não foram bem aceitos.

Transferiu-se então para a Força Aérea passando a dirigir a “Army Air Forces Technical Training Command” e lá contou com o total apoio do Lieutenant Colonel Richard E. Daley.

Miller, convidado a participar do programa de rádio “I Sustain The Wings” pela CBS, apoiou-se em velhos amigos e companheiros e montou uma banda com 45 integrantes dentre eles, os irmãos Dorsey, Ray Noble, o baterista Ray McKinley, o pianista e arranjador Mel Powell, o baixista Herman Trigger Alpert, o trompetista Zeke Zarchy, o arranjador Jerry Gray e ainda vários músicos oriundos das sinfônicas de Boston e New York.  Uma senhora banda-orquestra que possivelmente jamais poderia ser montada e mesmo sobreviver não fossem as condições oferecidas pelos militares.  Assim foi criada a “718th AAFTC BAND” estacionada em New Haven em Connecticut e o primeiro programa foi ao ar a 29/maio/1943.

A 06/maio/1944 o Coronel Edward Kirby do Estado-Maior do General Dwight Eisenhower (Supreme Headquarters Allied Expeditionary Force - SHAEF) sediado em Londres foi a New York e após o show de Glen Miller foram jantar, quando o Coronel expôs a ideia de manter uma banda na Inglaterra onde era preparada a grande invasão da França pelas tropas aliadas (o famoso “Dia-D”). Miller concordou e foram iniciados os preparativos para a transferência da orquestra para além mar.

A 18/junho Miller voou para a Inglaterra e os componentes da orquestra saíram de navio a 23/junho chegando a 28 na Escócia onde Miller já os esperava. Transferidos para Chelsea, Miller foi se apresentar ao Coronel David Niven (o ator), membro do SHAEF, encontro este interrompido 3 vezes por ataques de bombas V-1 dos nazistas.

O grupo de Miller passou a se chamar “American Band Of The Supreme Allied Command” e estrearam no domingo 09/julho/1944, nos estúdios da rádio BBC no “Allied Expeditionary Forces Programme”. 

Podemos imaginar o impacto fantástico que deve ter ocorrido nas tropas aliadas: norte-americanas, inglesas, escocesas, canadenses, australianas e nas francesas, muitas já atuando na França após o “Dia-D” ocorrido a 06/junho/1944.

A partir de 14/julho a “Glenn Miller Orchestra” iniciou uma excursão pelas principais bases da Inglaterra e hospitais da Cruz Vermelha, também realizando muitos shows através das rádios broadcast direcionadas para a França.

Há notícias de que muitos soldados alemães, evidentemente escondidos dos mais ferrenhos nazistas, sintonizavam estas rádios, afinal o “swing” era estimulante até para o inimigo, provavelmente já esgotado da guerra.

Em menos de um ano a “Glenn Miller Army Air Force Band” realizou cerca de 800 apresentações das quais 500 foram em rádio broadcast alcançando milhões de ouvintes. Nos 300 shows ao vivo cerca de 600.000 militares tiveram o privilégio de assisti-la.

O General Doolittle, Comandante do “8th Air Force” dizia para Miller após uma apresentação: ―"Sua música tornou-se o maior incentivo ao moral das tropas no teatro de operações na França".

Este concerto, aliás, é retratado no filme “The Glenn Miller Story” (no Brasil “Música e Lágrimas”) feito em 1954 onde bombas voadoras alemães caíam próximo enquanto a banda executava o clássico “In The Mood” e, a um sinal de Miller, tocavam cada vez mais alto e sem titubear.

A 08/agosto/1944 o SHAEF recomendou uma promoção ao Capitão Miller efetivando-o como Major.

A 13/novembro Miller desembarca em Paris recém libertada indo se encontrar com o General Barker e o Major May ambos do SHAEF no Palácio de Versalhes. O encontro se destinava a tratar da transferência da orquestra para a França de modo a se apresentar nas comemorações do Natal próximo e do Ano Novo. Miller retorna a 18/novembro enquanto, ausente da Inglaterra, a orquestra estava sendo dirigida pelo Sargento Jerry Gray.

A 15/dezembro/1944 o Major Miller vai até o aeroporto onde um denso nevoeiro cobria todo o local. Miller preocupado com seu vôo esperava o aparelho que pousou às 13:45h, logo embarcando com destino à França e nunca mais foi visto!.

Miller deveria voar de Bedford a Paris, a fim de tomar providências para transferir sua banda inteira para lá em um futuro próximo. Seu avião, um monomotor UC-64 Norseman, partiu da RAF Twinwood Farm em Clapham, nos arredores de Bedford, e desapareceu enquanto sobrevoava o Canal da Mancha.

Ficou para a história sua música, sua atuação durante a guerra e sua terrível perda.

A orquestra continuou sua campanha agora sob a direção do Sargento Ray McKinley, atuando pela primeira vez a 21/dezembro/1944 sob intensa emoção.

Sua última apresentação se deu a 13/novembro/1945 no “National Press Club” em um jantar para o presidente Harry Truman em Washington, onde os Generais Dwight Eisenhower e Hap Arnold homenagearam o grupo pelo excelente trabalho realizado no período de guerra e agraciaram o Major Glenn Miller (“Army Serial nº 0505273”), com a comenda póstuma da “World War II Victory Medal”.

A GLENN MILLER ORCHESTRA foi reconstituída sob a direção de Tex Beneke, saxofonista, cantor e um dos amigos mais próximos de Miller. Anos depois os músicos de Miller, tendo seguido caminhos distintos de Beneke, foi contratado Ray McKinley (baterista da banda da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos liderada por Miller) para organizar uma nova banda em 1956.

A Glenn Miller Orchestra continuou a gravar e a se apresentar com vários líderes, e permanece excursionando até os dias de hoje. O atual trombonista, Larry O'Brien, lidera a banda.

Como um ouvinte já se manifestou no comentário anterior ― “O Jazz ajudou a ganhar a guerra não com canhões mas com suingue” 

CRÉDITOS DO PODCAST # 582

07 agosto 2021

 

LIDER

EXECUTANTES

TEMAS e AUTORES

GRAVAÇÃO

LOCAL e DATA

KEN PEPLOWSKI / ALAN BARNES

Ken Peplowski (cl,st), Alan Barnes (cl, b-cl, sa, st, sbar), John Pearce (pi), Dave Green (bx) e  Steve Brown (bat)

TIPPIN' (Horace Silver)

Live at, "Watermill Jazz Club", Dorking, Inglaterra, 11/outubro/2010

STROLLIN' (Horace Silver)

JUBILATION (Junior Mance)

LUIZA (Antonio Carlos Jobim)

TOGETHER

(Lew Brown / Buddy DeSylva / Ray Henderson)

SOME OTHER SPRING (Arthur Herzog)

PERDIDO (Juan Tizol)

MENINA FLOR (Luiz Bonfá) 

JAZZ LINE BLUES (Al Cohn)

PEE WEE BLUES (Pee Wee Russell)

P O D C A S T # 5 8 2

06 agosto 2021


    JAZZ IN CONCERT

ALAN BARNES

KEN PEPLOWSKI

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HOMENAGEM

04 agosto 2021

Oi turma.
Venho hoje aqui para deixar registrado as minhas sinceras e prazerosas homenagens ao querido amigo MÁRIO JORGE JACQUES pelas maravilhosas matérias e deliciosos podcasts aqui neste Blog. Além destas participações no Blog é autor de um guia sensacional chamado  GLOSSÁRIO DO JAZZ, onde posta inúmeros verbetes que abrangem o Jazz.
Querido amigo Major, é com muita felicidade que me declaro um fiel amigo para o que der e vier e, só lamento a grande distancia que nos separa fisicamente.
Um forte abraço para você e para os seus com muita, muita saúde.


   


 


   




 

Série: Histórias do Jazz

 

DO OUTRO LADO DO JAZZ # 13

O JAZZ VAI À GUERRA (parte II)  

Durante o período de 1939 a 1945 o mundo esteve em guerra e, justamente no início do conflito, a Era das Big Bands, também conhecida como a Era Swing, já estava no auge. Pontificavam excelentes bandas com líderes como Count Basie, Benny Goodman, Artie Shaw, Glenn Miller, Tommy Dorsey, Duke Ellington e muitos outros nos EUA.

Na Inglaterra e no Canadá algumas bandas também já se destacavam. Alguns desses grupos começaram a se desintegrar com a convocação dos músicos para o alistamento nas forças aliadas, contudo houve um consenso de que formações de músicos, agora militares, poderiam ser criadas de forma a entreter os acampamentos e bases militares.

A primeira banda militar formada com esse objetivo foi a Royal Air Force Dance Orchestra, naturalmente inglesa, em março de 1940, mais conhecida como “The Squadronaires” e que durante quase 6 anos se apresentou em shows e emissoras de rádio em programas exclusivos para as tropas. Ainda em 1940 outro grupo foi formado - Number One Balloon Centre Band – mais  conhecida como Skyrockets.

Os EUA entraram na guerra a 7 de dezembro de 1941 após o ataque japonês à base de Pearl Harbor. Um dos primeiros líderes de músicos militares foi Artie Shaw e em abril de 1942 criava a “Naval Reserve Band 501”, indo atuar no Pacífico e, logo a seguir e em setembro, foi a vez de Glenn Miller formar sua magnífica banda - 718th Army Air Forces Orchestra.

Em 11 de novembro de 1943 Artie Shaw e seu grupo retornou aos EUA e Shaw devido a distúrbios nervosos acabou sendo substituído pelo saxofonista Sam Donahue passando o grupo a se chamar “US Navy Rangers Band”.

Muitas bandas então foram criadas e muitos shows foram efetivados no teatro de operações tanto do Atlântico, norte da África, quanto no Pacífico; na verdade mais de 300 grupos de grandes bandas ou de apenas combos foram formados, podendo listar-se algumas das mais representativas, como a seguir:

Fleet Marine Force Orchestra – banda dixieland liderada pelo tenente Bob Crosby, irmão do cantor Bing Crosby que também atuou em muitos shows, gravações de V-Discs e programas de rádio de 1943 a 1946.

Canadian Band of the AEF – liderada pelo capitão Robert Farnon atuando na série de programas da AEF (Allied Expeditionary Forces) intitulada “The Canadian Show”, de julho de 1944 a dezembro de 45.

Manhattan Beach Coast Guard Band – formada em 1942 pelo “Chief Musician” Norbert O'Conner com 35 elementos, entre os quais Edward Doc Goldberg baixista de Glenn Miller e o baterista Shelly Manne.  Produziram dentre outros programas a série de V-Discs ― Music for Marching Men, foi dissolvida em 1945.

Royal Army Ordnance Corps Dance Orchestra – formada em 1941 por Eric Robinson e que atuou principalmente nos “broadcasts” da BBC em Londres com o programa “Music While You Work” e ficou conhecida como “The Blue Rockets”.

The Royal Navy Swing Octet (ou “The Blue Mariners”) – formado em 1942 pelo pianista George Crow atuando em toda a Inglaterra e na BBC até 1945.

US Navy Band – liderada por Claude Thornhill de outubro/1942 a setembro/1945, inicialmente pertencendo à “Naval Reserve Band 501” de Shaw e depois como grupo próprio estacionado em Pearl Harbor.

US Coast Guard Band – com 20 músicos e liderada pelo tenente Rudy Vallee, estacionada no “11th Naval Distritic Coast Guard Training Center” em Alameda, Califórnia; fizeram muitas gravações na RCA Victor para promoções de bônus de guerra e atuaram para filmes dos estúdios cinematográficos da 20th Century Fox e da Warner Brothers.

The Royal Marines Commando Training Unit Dance Band (ou “The Marineers”) - atuou de 1944 a 1945 com 14 integrantes liderados pelo trompetista Edmund Ross.

Eighth Air Force Dance Bands – atuou por toda a Inglaterra de 1942 a 1945 em bailes e shows, por vezes se subdividindo em pequenos grupos.

The 64th Army Band – liderada pelo capitão Marion Walters de 1942 a 1945, onde atuava um dos irmãos de Glenn Miller, o trompetista John Herbert Miller.

The US Army Band – banda inicialmente com 100 músicos formada em 1942 e que em outubro de 1944 foi oferecida ao Major Glenn Miller pelo General Walter Bedell Smith, contudo Miller gentilmente declinou dizendo – "General, comigo eles não tocariam seu tipo de música", como referência à maior dedicação da banda às marchas e dobrados militares. A banda seguiu para o teatro de operações do norte da África sob a direção do Capitão Thomas Darcy. Em 1944 desfilou na libertação de Paris e encerrou suas atividades em 1945.

Meridith Willson and the Armed Forces Radio Service Orchestra – Willson liderava bandas na Costa Oeste dos EUA e em 1942 alistou-se como voluntário com a patente de Major, formando a banda militar.   Willson com sua formação atuou junto ao serviço militar de rádio broadcast, produzindo inúmeros programas de shows acompanhando e dirigindo grandes nomes como o guitarrista Les Paul e os cantores Frank Sinatra, Bing Crosby, Dinah Shore e outros...

Winged Victory Show – espetáculo montado por Moss Hart contando com orquestra de 47 soldados dirigidos pelo Sargento Joe Bushkin, pianista de Tommy Dorsey; mais tarde contou com Frank Sinatra, com o baixista Harry Goodman, o trompete de Steve Lipkins, o clarinete de Steve Aaronson e muitos outros... Além dos shows gravaram vários V-Discs.

BANDA DE GLENN MILLER


CRÉDITOS DO PODCAST # 581

31 julho 2021

 

LIDER

EXECUTANTES

TEMAS e AUTORES

GRAVAÇÃO

 LOCAL e DATA

BLUE MITCHEL

Blue Mitchell (tp), Wynton Kelly (pi), Sam Jones (bx) e Philly Joe Jones (bat)

BLUE SOUL (Blue Mitchell) 

New York, 30/setembro/1959

MAKOTO OZONE

Makoto Ozone (pi), James Genus (bx) e Clarence Penn (bat)

Samba D'Rivera

(Makoto Ozone)

New York, 17/abril/2002

MAXINE SULLIVAN

Maxine Sullivan (vcl), Charlie Shavers (tp), Buster Bailey (cl), Jerome Richardson (sa), Dick Hyman (pi), Wendell Marshall (bx) e Osie Johnson (bat)

AIN'T MISBEHAVIN'

(Harry Brooks / Andy Razaf / Fats Waller)

New York, 30/agosto/1956

CALIFORNIA RAMBLES

Ted Black (pi),     Frank Cush, Roy Johnston (tp), Ron Davis (sa, cl), Jimmy Dorsey (sa), Bobby Davis, Freddy Cusick (st), Spencer Clark (sbar), Tommy Dorsey (tb), Jack Hansen (tu), Adrian Rollini (b-sax), Tommy Fellini (bj), Chick Condon (bat)

CALIFORNIA, HERE I COME

 (Buddy DeSylva / Al Jolson / Joseph Meyer)

New York, 17/janeiro/ 1924

FLIP PHILLIPS

Flip Phillips (st), Benny Green (pi), Howard Alden (gt), Christian McBride (bx) e Kenny Washington (bat)

SWING IS THE THING

 (Howard Alden / Flip Phillips)

New York, 13/outubro/2000

FREDDIE REDD

Jackie McLean (sa), Tina Brooks (st), Freddie Redd (pi), Paul Chambers (bx) e Louis Hayes (bat)

MELANIE (Freddie Redd)

Englewood Cliffs, N.J., 13/agosto1960

DAVID FELDMAN

David Feldman (pi), Sérgio Barrozo (bx) e Paulo Braga (bat)

O SOM DO BECO DAS GARRAFAS

(David Feldman)

Selo Independente, São Paulo, 2014

NICK FINZER

Nick Finzer (tb), Lucas Pino (st), Alex Wintz (gt), Glenn Zaleski (pi), Dave Baron (bx) e Jimmy MacBride (bat)

LIFE HAPPENS (Nick Finzer)

New York, 19/dezembro/2014

LEAD BELLY

Lead Belly (gt, vcl)

DE KALB BLUES (Lead Belly)

Nova York, 1º de abril/ 1939

HAMPTON HAWES

Hampton Hawes (pi), Eberhard Weber (bx) e Klaus Weiss (bat)

I'M ALL SMILES

 (Michael Leonard / Herbert Martin)

Villingen, Black Forest, Alemanha, 8/novembro/1967

DUKE PEARSON

Freddie Hubbard (tp), Willie Wilson (tb), Pepper Adams (sbar), Duke Pearson (pi), Thomas Howard (bx) e Lex Humphries (bat)

BLUES FOR ALVINA

(Willie Wilson)

New York, 2/agosto/1961

DON FAGERQUIST

Don Fagerquist, Ed Leddy (tp), Bob Enevoldsen (v-tb), Vince DeRosa (fhr), Herb Geller (sa), Ronny Lang (sbar), Marty Paich (pi), Buddy Clark (bx) e Mel Lewis (bat)

AREN'T YOU GLAD YOU'RE YOU?

 (Johnny Burke / James Van Heusen)

Hollywood, CA, 14/setembro/1957

P O D C A S T # 5 8 1

30 julho 2021

 

MAKOTO OZONE 
LEADBELLY

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28 julho 2021

 

Série: Histórias do Jazz

 

DO OUTRO LADO DO JAZZ # 12

O JAZZ VAI À GUERRA (parte I)   -   V-DISC

 

LOCAL é a palavra que se refere a uma seção do sindicato dos músicos norte-americanos em uma cidade como, por exemplo, LOCAL 802 é a dos músicos nova yorquinos.

Os sindicatos possuíam (e ainda possuem) muita força e foram os responsáveis pelas grandes reivindicações sobre direitos autorais de reprodução de gravações, principalmente sobre as transmissões das estações de rádio, exigindo a criação de um fundo pelas companhias fonográficas para compensar a perda de trabalho dos músicos em face das reproduções gravadas, acabando por gerar a grande greve dos anos 1942/44, época em que nenhum músico entrou num estúdio para gravar.

A 1° de agosto de 1942, a American Federation of Musicians, encabeçada por James C. Petrillo, deu a ordem expressa a todos seus afiliados para que deixassem de gravar discos, mantendo essa restrição até novembro de 1944. Esta ausência de gravações deu lugar a que se desconheça uma parte importante da formação do gênero “bebop” e como foi a presença de Charlie Parker e Dizzy Gillespie na banda de Earl Hines em um período vital da gênese deste movimento nada ficou registrado.

Essa grande greve de 1942 dos músicos em relação às companhias fonográficas, cortou o suprimento de novas gravações para as tropas norte-americanas convocadas para a 2ª Guerra Mundial.

George Robert Vincent, engenheiro de som e oficial tenente da seção de rádio da Army Special Services Division, levou ao Departamento de Guerra a ideia da produção de discos especiais para as tropas aquarteladas, obtendo a aprovação do governo de Washington em julho de 1943.

A primeira tarefa de Vincent foi conseguir das empresas gravadoras e correspondentes Associações a total isenção de taxas e “royalties”, incluindo a grevista American Federation of Musicians e, para tal, o Exército assegurou que o uso seria estritamente militar e não estariam disponíveis comercialmente.

A seguir, o projeto deveria receber um nome atrativo e Vincent o denominou de "Special Services Recordings", mas sua secretária sugeriu V-Discs, significando o "V" de "Victory" (vitória) tanto quanto a própria letra de Vincent.

Os discos foram gravados em 12 polegadas permitindo, então quase 6 minutos de música por lado. Os primeiros V-DISCS foram despachados a 01/outubro/1943, gravados e prensados pela RCA Victor em suas instalações em Camden, New Jersey, incluindo 1.780 caixas com 30 discos cada, sendo distribuídos aos serviços de rádio broadcast e alto-falantes das tropas norte-americanas sediadas no Pacífico e na Europa e África.

Outra pessoa chave no projeto foi o Sargento Tony Janak, que se juntou ao projeto dos V-DISCS; quando civil era também engenheiro de som da Columbia Records e participou com as gravações externas das "remotes", registrando mais de 400 sessões com seu gravador portátil indo a concert-halls, jazz clubs e até em apartamentos de músicos.

Muitos músicos de Jazz deram sua contribuição e gravaram obras fantásticas, sendo a maioria da Victor, Decca e Columbia. A produção continuou mesmo após o fim da guerra chegando até maio de 1949.

Como, em princípio, não teriam valor comercial os músicos e as gravadoras nada ganharam, o que ocasionou após o fim da guerra uma forte reação do sindicato dos músicos, chegando ao cúmulo de conseguir uma ordem judicial em fins de 1949, obrigando à destruição dos acetatos originais para evitar reedições.

O governo norte-americano poderia ter pago os "royalties" reivindicados para a preservação daquelas obras, mas não houve acordo.

Entretanto, de várias formas, muitas matrizes V-DISC conseguiram sobreviver e hoje são peças valiosas de coleção.

Reedições comerciais foram feitas também usando-se os próprios discos. No aniversário de 50 anos do fim da 2ª Guerra Mundial as Associações de músicos e de empresas fonográficas acordaram em dispensar a proibição formal sobre um lançamento comercial dos V-DISC e permitiram que E. P. "Digi" DiGiannantonio, que havia servido na Navy V-Disc, transferisse sua coleção particular para CD’s com venda pública e, em 1998, ocorreram os primeiros lançamentos.




 

 

CRÉDITOS DO PODCAST # 580

24 julho 2021

 

LIDER

EXECUTANTES

TEMAS e AUTORES

GRAVAÇÃO  LOCAL / DATA

ALAN MATHESON

Alan Matheson (flh), Rob McKenzie (tb), Julia Nolan (ssop,sa), David Branter (st, cl), Chris Sigerson  (pi), Russ Botten (bx) e Craig Scott (bat)

ALLEGRO

 (Oscar Hammerstein II / Richard Rodgers)

Vancouver, British Columbia, Canada, 31/maio/1994

THE QUESTION (Alan Matheson) 

BARBARA MORRISON

Barbara Morrison (vcl), Steve Campos (tp), Charles McNeal (st), John R. Burr (keyboards), Danny Caron (gt), Ruth Davies (bx) e John Haynes (bat)

I LOVE BEING HERE WITH YOU

 (Peggy Lee / Bill Schluger)

Live at "9:20 Special", San Francisco, CA, 30/maio/2002

GOING TO CHICAGO

 (Count Basie / Jimmy Rushing)

DAVE MCKENNA

Bob Wilber (sa, ssop), Dave McKenna (pi), Ron Rubin (bx) e Derek Hogg (bat)

JONATHAN'S WAY (Bob Wilber)   

Live at Londres, abril/1978

BLACK AND BLUE

(Harry Brooks / Andy Razaf / Fats Waller)

GEORGE WEIN

George Wein And The Storyville Sextet: Harold "Shorty" Baker (tp), Tyree Glenn (tb), Pee Wee Russell (cl), George Wein (pi), Bill Crow (bx) e Mickey Sheen (bat)

I AIN'T GOT NOBODY

(Roger Graham / Dave Peyton / Spencer Williams)

Live at "Museum of Modern Art", New York, 16/junho/1960

UNDECIDED

 (Sydney Robin / Charlie Shavers)

J.R. MONTEROSE

Ira Sullivan (tp), J.R. Monterose (st), Horace Silver (pi), Wilbur Ware (bx) e Philly Joe Jones (bat)

THE THIRD (Donald Byrd)

Hackensack, N.J., 21/outubro/1956

BEAUTEOUS  (Paul Chambers)

MARTIAL SOLAL

Fats Sadi (vib), Martial Solal (pi), Benoit Quersin (bx) e Christian Garros (bat)

TIME ON MY HANDS

(Harold Adamson / Mack Gordon / Vincent Youmans)

Paris, 1/junho/1956

CROSS YOUR HEART  (Buddy DeSylva / Lewis Gensler)

JOEY ALEXANDER

Joey Alexander (pi), Larry Grenadier (bx) e Ulysses Owens, Jr. (bat)

GIANT STEPS (John Coltrane)

New York, 26/outubro/2014

P O D C A S T # 5 8 0

23 julho 2021

 

ALAN MATHESON 

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