PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO:
https://www.4shared.com/mp3/B108w7Wgiq/PODCAST_583.html
Aqui você vai encontrar as novidades sobre o panorama nacional e internacional do Jazz e da Bossa Nova, além de recomendações e críticas sobre o que anda acontecendo, escritas por um time de aficionados por esses estilos musicais. E você também ouve um notável programa de música de jazz e blues através dos PODCASTS.
Apreciando ou discordando, deixem-nos seus comentários.
NOSSO PATRONO: DICK FARNEY (Farnésio Dutra da Silva)
..: ESTE BLOG FOI CRIADO EM 10 DE MAIO DE 2002 :..
Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho)*in memoriam*; David Benechis (Mestre Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) *in memoriam*, Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) *in memoriam*, Ivan Monteiro (Mestre I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels)*in memoriam*,, Pedro Cardoso (o Apóstolo)*in memoriam*, Carlos Augusto Tibau (Tibau), Flavio Raffaelli (Flavim), Luiz Fernando Senna (Senna) *in memoriam*, Cris Senna (Cris), Jorge Noronha (JN), Sérgio Tavares de Castro (Blue Serge), Geraldo Guimarães (Gerry).e Clerio SantAnna
PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO:
https://www.4shared.com/mp3/B108w7Wgiq/PODCAST_583.html
Série:
Histórias do Jazz
DO
OUTRO LADO DO JAZZ # 14 - O JAZZ VAI À
GUERRA (FINAL)
ATUAÇÃO E PERDA DE GLENN MILLER
A mais reconhecida das big bands militares foi
sem dúvida a de Alton Glenn Miller, comissionado como capitão no US Army
Specialist Corps (não tinha prestado o serviço militar regular por ter uma leve
deficiência visual) com base em Omaha, Nebraska, em junho de 1942, então
contando 38 anos. Seu treinamento básico terminou em dezembro de 1942. Seu
maior desejo era levar sua música para o meio militar, inclusive modernizando o
que já existia, como os arranjos “swing” para as marchas de John Philip
Souza.
Inicialmente foi designado como diretor das
bandas do Exército, quando então elaborou um plano para 30 pequenos conjuntos
de dança.
O ambiente ultra conservador do Exército não
lhe foi muito favorável e os arranjos “swing” de marchas militares não foram
bem aceitos.
Transferiu-se então para a Força Aérea passando
a dirigir a “Army Air Forces Technical Training Command” e lá contou com
o total apoio do Lieutenant Colonel Richard E. Daley.
Miller, convidado a participar do programa de
rádio “I Sustain The Wings” pela CBS, apoiou-se em velhos amigos e
companheiros e montou uma banda com 45 integrantes dentre eles, os irmãos
Dorsey, Ray Noble, o baterista Ray McKinley, o pianista e arranjador Mel
Powell, o baixista Herman Trigger Alpert, o trompetista Zeke Zarchy, o
arranjador Jerry Gray e ainda vários músicos oriundos das sinfônicas de Boston
e New York. Uma senhora banda-orquestra
que possivelmente jamais poderia ser montada e mesmo sobreviver não fossem as
condições oferecidas pelos militares.
Assim foi criada a “718th AAFTC BAND” estacionada em New
Haven em Connecticut e o primeiro programa foi ao ar a 29/maio/1943.
A 06/maio/1944 o Coronel Edward Kirby do
Estado-Maior do General Dwight Eisenhower (Supreme Headquarters Allied
Expeditionary Force - SHAEF) sediado em Londres foi a New York e após o show de
Glen Miller foram jantar, quando o Coronel expôs a ideia de manter uma banda na
Inglaterra onde era preparada a grande invasão da França pelas tropas aliadas
(o famoso “Dia-D”). Miller concordou e foram iniciados os preparativos para a
transferência da orquestra para além mar.
A 18/junho Miller voou para a Inglaterra e os componentes
da orquestra saíram de navio a 23/junho chegando a 28 na Escócia onde Miller já
os esperava. Transferidos para Chelsea, Miller foi se apresentar ao Coronel
David Niven (o ator), membro do SHAEF, encontro este interrompido 3 vezes por
ataques de bombas V-1 dos nazistas.
O grupo de Miller passou a se chamar “American
Band Of The Supreme Allied Command” e estrearam no domingo 09/julho/1944,
nos estúdios da rádio BBC no “Allied Expeditionary Forces Programme”.
Podemos imaginar o impacto fantástico que deve
ter ocorrido nas tropas aliadas: norte-americanas, inglesas, escocesas,
canadenses, australianas e nas francesas, muitas já atuando na França após o
“Dia-D” ocorrido a 06/junho/1944.
A partir de 14/julho a “Glenn Miller
Orchestra” iniciou uma excursão pelas principais bases da Inglaterra e
hospitais da Cruz Vermelha, também realizando muitos shows através das rádios
broadcast direcionadas para a França.
Há notícias de que muitos soldados alemães,
evidentemente escondidos dos mais ferrenhos nazistas, sintonizavam estas rádios,
afinal o “swing” era estimulante até para o inimigo, provavelmente já esgotado
da guerra.
Em menos de um ano a “Glenn Miller Army Air
Force Band” realizou cerca de 800 apresentações das quais 500 foram em
rádio broadcast alcançando milhões de ouvintes. Nos 300 shows ao vivo cerca de
600.000 militares tiveram o privilégio de assisti-la.
O General Doolittle, Comandante do “8th Air
Force” dizia para Miller após uma apresentação: ―"Sua música tornou-se o
maior incentivo ao moral das tropas no teatro de operações na França".
Este concerto, aliás, é retratado no filme “The
Glenn Miller Story” (no Brasil “Música e Lágrimas”) feito em 1954 onde
bombas voadoras alemães caíam próximo enquanto a banda executava o clássico “In
The Mood” e, a um sinal de Miller, tocavam cada vez mais alto e sem
titubear.
A 08/agosto/1944 o SHAEF recomendou uma
promoção ao Capitão Miller efetivando-o como Major.
A 13/novembro Miller desembarca em Paris recém
libertada indo se encontrar com o General Barker e o Major May ambos do SHAEF
no Palácio de Versalhes. O encontro se destinava a tratar da transferência da
orquestra para a França de modo a se apresentar nas comemorações do Natal
próximo e do Ano Novo. Miller retorna a 18/novembro enquanto, ausente da
Inglaterra, a orquestra estava sendo dirigida pelo Sargento Jerry Gray.
A 15/dezembro/1944 o Major Miller vai até o
aeroporto onde um denso nevoeiro cobria todo o local. Miller preocupado com seu
vôo esperava o aparelho que pousou às 13:45h, logo embarcando com destino à
França e nunca mais foi visto!.
Miller deveria voar de Bedford a Paris, a fim
de tomar providências para transferir sua banda inteira para lá em um futuro
próximo. Seu avião, um monomotor UC-64 Norseman, partiu da RAF Twinwood Farm em
Clapham, nos arredores de Bedford, e desapareceu enquanto sobrevoava o Canal da
Mancha.
Ficou para a história sua música, sua atuação
durante a guerra e sua terrível perda.
A orquestra continuou sua campanha agora sob a
direção do Sargento Ray McKinley, atuando pela primeira vez a 21/dezembro/1944
sob intensa emoção.
Sua última apresentação se deu a 13/novembro/1945
no “National Press Club” em um jantar para o presidente Harry Truman em
Washington, onde os Generais Dwight Eisenhower e Hap Arnold homenagearam o
grupo pelo excelente trabalho realizado no período de guerra e agraciaram o Major
Glenn Miller (“Army Serial nº 0505273”), com a comenda póstuma da “World War
II Victory Medal”.
A GLENN MILLER ORCHESTRA foi reconstituída sob a direção de Tex Beneke, saxofonista,
cantor e um dos amigos mais próximos de Miller. Anos depois os músicos de
Miller, tendo seguido caminhos distintos de Beneke, foi contratado Ray McKinley
(baterista da banda da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos liderada por
Miller) para organizar uma nova banda em 1956.
A Glenn Miller Orchestra continuou a gravar e a
se apresentar com vários líderes, e permanece excursionando até os dias de
hoje. O atual trombonista, Larry O'Brien, lidera a banda.
Como um ouvinte já se manifestou no comentário anterior ― “O Jazz ajudou a ganhar a guerra não com canhões mas com suingue”
|
LIDER |
EXECUTANTES |
TEMAS e AUTORES |
GRAVAÇÃO LOCAL e DATA |
|
KEN
PEPLOWSKI / ALAN BARNES |
Ken Peplowski (cl,st), Alan Barnes (cl, b-cl, sa,
st, sbar), John Pearce (pi), Dave Green (bx) e Steve Brown (bat) |
TIPPIN'
(Horace Silver) |
Live at,
"Watermill Jazz Club", Dorking, Inglaterra, 11/outubro/2010 |
|
STROLLIN'
(Horace Silver) |
|||
|
JUBILATION
(Junior Mance) |
|||
|
LUIZA
(Antonio Carlos Jobim) |
|||
|
TOGETHER
(Lew
Brown / Buddy DeSylva / Ray Henderson) |
|||
|
SOME OTHER SPRING (Arthur Herzog) |
|||
|
PERDIDO
(Juan Tizol) |
|||
|
MENINA
FLOR (Luiz Bonfá) |
|||
|
JAZZ
LINE BLUES (Al Cohn) |
|||
|
PEE
WEE BLUES (Pee Wee Russell) |
PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO
USAR O LINK ABAIXO:
https://www.4shared.com/mp3/W_UaybENiq/PODCAST__582.html
Série: Histórias do Jazz
DO OUTRO LADO DO JAZZ # 13
O
JAZZ VAI À GUERRA (parte II)
Durante o período de 1939 a 1945 o mundo esteve em
guerra e, justamente no início do conflito, a Era das Big Bands, também
conhecida como a Era Swing, já estava no auge. Pontificavam excelentes bandas com
líderes como Count Basie, Benny Goodman, Artie Shaw, Glenn Miller, Tommy
Dorsey, Duke Ellington e muitos outros nos EUA.
Na
Inglaterra e no Canadá algumas bandas também já se destacavam. Alguns desses
grupos começaram a se desintegrar com a convocação dos músicos para o
alistamento nas forças aliadas, contudo houve um consenso de que formações de
músicos, agora militares, poderiam ser criadas de forma a entreter os acampamentos
e bases militares.
A
primeira banda militar formada com esse objetivo foi a Royal Air Force Dance
Orchestra, naturalmente inglesa, em março de 1940, mais conhecida como “The
Squadronaires” e que durante quase 6 anos se apresentou em shows e
emissoras de rádio em programas exclusivos para as tropas. Ainda em 1940 outro
grupo foi formado - Number One Balloon Centre Band – mais conhecida como Skyrockets.
Os
EUA entraram na guerra a 7 de dezembro de 1941 após o ataque japonês à base de
Pearl Harbor. Um dos primeiros líderes de músicos militares foi Artie Shaw e em
abril de 1942 criava a “Naval Reserve Band 501”, indo atuar no Pacífico
e, logo a seguir e em setembro, foi a vez de Glenn Miller formar sua magnífica
banda - 718th Army Air Forces Orchestra.
Em
11 de novembro de 1943 Artie Shaw e seu grupo retornou aos EUA e Shaw devido a
distúrbios nervosos acabou sendo substituído pelo saxofonista Sam Donahue
passando o grupo a se chamar “US Navy Rangers Band”.
Muitas
bandas então foram criadas e muitos shows foram efetivados no teatro de
operações tanto do Atlântico, norte da África, quanto no Pacífico; na verdade
mais de 300 grupos de grandes bandas ou de apenas combos foram formados, podendo
listar-se algumas das mais representativas, como a seguir:
Fleet Marine Force Orchestra – banda dixieland liderada pelo tenente Bob Crosby,
irmão do cantor Bing Crosby que também atuou em muitos shows, gravações de
V-Discs e programas de rádio de 1943 a 1946.
Canadian Band of the AEF – liderada pelo capitão Robert Farnon atuando na
série de programas da AEF (Allied Expeditionary Forces) intitulada “The
Canadian Show”, de julho de 1944 a dezembro de 45.
Manhattan Beach Coast Guard Band – formada em 1942 pelo “Chief Musician” Norbert
O'Conner com 35 elementos, entre os quais Edward Doc Goldberg baixista de Glenn
Miller e o baterista Shelly Manne. Produziram
dentre outros programas a série de V-Discs ― Music for Marching Men, foi
dissolvida em 1945.
Royal Army Ordnance Corps Dance
Orchestra – formada em 1941
por Eric Robinson e que atuou principalmente nos “broadcasts” da BBC em Londres
com o programa “Music While You Work” e ficou conhecida como “The Blue Rockets”.
The Royal Navy Swing Octet (ou “The Blue Mariners”) – formado em 1942 pelo
pianista George Crow atuando em toda a Inglaterra e na BBC até 1945.
US Navy Band – liderada por Claude Thornhill de outubro/1942 a setembro/1945,
inicialmente pertencendo à “Naval Reserve Band 501” de Shaw e depois como
grupo próprio estacionado em Pearl Harbor.
US Coast Guard Band – com 20 músicos e liderada pelo tenente Rudy Vallee,
estacionada no “11th Naval Distritic Coast Guard Training Center” em Alameda, Califórnia;
fizeram muitas gravações na RCA Victor para promoções de bônus de guerra e
atuaram para filmes dos estúdios cinematográficos da 20th Century Fox e da Warner
Brothers.
The Royal Marines Commando
Training Unit Dance Band (ou “The
Marineers”) - atuou de 1944 a 1945 com 14 integrantes liderados pelo
trompetista Edmund Ross.
Eighth Air Force Dance Bands – atuou por toda a Inglaterra de 1942 a 1945 em
bailes e shows, por vezes se subdividindo em pequenos grupos.
The 64th Army Band – liderada pelo capitão Marion Walters de 1942 a 1945,
onde atuava um dos irmãos de Glenn Miller, o trompetista John Herbert Miller.
The US Army Band – banda inicialmente com 100 músicos formada em 1942
e que em outubro de 1944 foi oferecida ao Major Glenn Miller pelo General
Walter Bedell Smith, contudo Miller gentilmente declinou dizendo – "General,
comigo eles não tocariam seu tipo de música", como referência à maior
dedicação da banda às marchas e dobrados militares. A banda seguiu para o
teatro de operações do norte da África sob a direção do Capitão Thomas Darcy.
Em 1944 desfilou na libertação de Paris e encerrou suas atividades em 1945.
Meridith Willson and the Armed
Forces Radio Service Orchestra –
Willson liderava bandas na Costa Oeste dos EUA e em 1942 alistou-se como
voluntário com a patente de Major, formando a banda militar. Willson com sua formação atuou junto ao
serviço militar de rádio broadcast, produzindo inúmeros programas de shows
acompanhando e dirigindo grandes nomes como o guitarrista Les Paul e os
cantores Frank Sinatra, Bing Crosby, Dinah Shore e outros...
Winged Victory Show – espetáculo montado por Moss Hart contando com
orquestra de 47 soldados dirigidos pelo Sargento Joe Bushkin, pianista de Tommy
Dorsey; mais tarde contou com Frank Sinatra, com o baixista Harry Goodman, o trompete
de Steve Lipkins, o clarinete de Steve Aaronson e muitos outros... Além dos
shows gravaram vários V-Discs.
![]() |
| BANDA DE GLENN MILLER |
|
LIDER |
EXECUTANTES |
TEMAS
e AUTORES |
GRAVAÇÃO LOCAL e DATA |
|
BLUE MITCHEL |
Blue Mitchell (tp), Wynton Kelly (pi), Sam Jones (bx) e Philly Joe
Jones (bat) |
BLUE SOUL (Blue Mitchell) |
New York, 30/setembro/1959 |
|
MAKOTO OZONE |
Makoto Ozone (pi),
James Genus (bx) e Clarence Penn (bat) |
Samba D'Rivera (Makoto Ozone) |
New York, 17/abril/2002 |
|
MAXINE SULLIVAN |
Maxine Sullivan (vcl), Charlie Shavers (tp), Buster Bailey (cl),
Jerome Richardson (sa), Dick Hyman (pi), Wendell Marshall (bx) e Osie Johnson
(bat) |
AIN'T MISBEHAVIN' (Harry Brooks / Andy Razaf / Fats
Waller) |
New York, 30/agosto/1956 |
|
CALIFORNIA RAMBLES |
Ted Black (pi), Frank Cush,
Roy Johnston (tp), Ron Davis (sa, cl), Jimmy Dorsey (sa), Bobby Davis, Freddy
Cusick (st), Spencer Clark (sbar), Tommy Dorsey (tb), Jack Hansen (tu),
Adrian Rollini (b-sax), Tommy Fellini (bj), Chick Condon (bat) |
CALIFORNIA, HERE I COME (Buddy DeSylva / Al Jolson / Joseph Meyer) |
New York,
17/janeiro/ 1924 |
|
FLIP
PHILLIPS |
Flip Phillips (st), Benny Green (pi), Howard Alden (gt), Christian
McBride (bx) e Kenny Washington (bat) |
SWING IS THE THING (Howard Alden / Flip Phillips) |
New York, 13/outubro/2000 |
|
FREDDIE
REDD |
Jackie McLean (sa), Tina Brooks (st), Freddie Redd (pi), Paul Chambers
(bx) e Louis Hayes (bat) |
MELANIE (Freddie
Redd) |
Englewood Cliffs, N.J., 13/agosto1960 |
|
DAVID
FELDMAN |
David Feldman (pi), Sérgio Barrozo (bx) e Paulo Braga (bat) |
O SOM DO BECO DAS GARRAFAS (David Feldman) |
Selo
Independente, São Paulo, 2014 |
|
NICK
FINZER |
Nick Finzer (tb), Lucas Pino (st), Alex Wintz (gt), Glenn Zaleski
(pi), Dave Baron (bx) e Jimmy MacBride (bat) |
LIFE HAPPENS (Nick Finzer) |
New York, 19/dezembro/2014 |
|
LEAD BELLY |
Lead Belly (gt, vcl) |
DE KALB BLUES (Lead Belly) |
Nova York, 1º de abril/ 1939 |
|
HAMPTON HAWES |
Hampton Hawes (pi), Eberhard Weber (bx) e Klaus Weiss (bat) |
I'M ALL SMILES (Michael Leonard / Herbert
Martin) |
Villingen, Black Forest, Alemanha, 8/novembro/1967 |
|
DUKE PEARSON |
Freddie Hubbard (tp), Willie Wilson (tb), Pepper Adams (sbar), Duke
Pearson (pi), Thomas Howard (bx) e Lex Humphries (bat) |
BLUES FOR ALVINA (Willie Wilson) |
New York, 2/agosto/1961 |
|
DON FAGERQUIST |
Don Fagerquist, Ed Leddy (tp), Bob Enevoldsen (v-tb), Vince DeRosa
(fhr), Herb Geller (sa), Ronny Lang (sbar), Marty Paich (pi), Buddy Clark
(bx) e Mel Lewis (bat) |
AREN'T YOU GLAD YOU'RE YOU? (Johnny Burke / James Van
Heusen) |
Hollywood, CA, 14/setembro/1957 |
PARA
BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO:
https://www.4shared.com/mp3/FL2mq1YLea/PODCAST_581.html
Série:
Histórias do Jazz
DO OUTRO LADO DO JAZZ # 12
O JAZZ VAI À GUERRA (parte
I) -
V-DISC
LOCAL é a palavra que se refere a uma seção do sindicato dos músicos
norte-americanos em uma cidade como, por exemplo, LOCAL 802 é a dos músicos
nova yorquinos.
Os
sindicatos possuíam (e ainda possuem) muita força e foram os responsáveis pelas
grandes reivindicações sobre direitos autorais de reprodução de gravações,
principalmente sobre as transmissões das estações de rádio, exigindo a criação
de um fundo pelas companhias fonográficas para compensar a perda de trabalho
dos músicos em face das reproduções gravadas, acabando por gerar a grande greve
dos anos 1942/44, época em que nenhum músico entrou num estúdio para gravar.
A
1° de agosto de 1942, a American Federation of Musicians, encabeçada por James
C. Petrillo, deu a ordem expressa a todos seus afiliados para que deixassem de
gravar discos, mantendo essa restrição até novembro de 1944. Esta ausência de
gravações deu lugar a que se desconheça uma parte importante da formação do
gênero “bebop” e como foi a presença de Charlie Parker e Dizzy Gillespie na banda
de Earl Hines em um período vital da gênese deste movimento nada ficou
registrado.
Essa
grande greve de 1942 dos músicos em relação às companhias fonográficas, cortou
o suprimento de novas gravações para as tropas norte-americanas convocadas para
a 2ª Guerra Mundial.
George
Robert Vincent, engenheiro de som e oficial tenente da seção de rádio da Army
Special Services Division, levou ao Departamento de Guerra a ideia da produção
de discos especiais para as tropas aquarteladas, obtendo a aprovação do governo
de Washington em julho de 1943.
A
primeira tarefa de Vincent foi conseguir das empresas gravadoras e
correspondentes Associações a total isenção de taxas e “royalties”, incluindo a
grevista American Federation of Musicians e, para tal, o Exército assegurou que
o uso seria estritamente militar e não estariam disponíveis comercialmente.
A
seguir, o projeto deveria receber um nome atrativo e Vincent o denominou de
"Special Services Recordings", mas sua secretária sugeriu V-Discs,
significando o "V" de "Victory" (vitória) tanto quanto a
própria letra de Vincent.
Os
discos foram gravados em 12 polegadas permitindo, então quase 6 minutos de
música por lado. Os primeiros V-DISCS
foram despachados a 01/outubro/1943, gravados e prensados pela RCA Victor em suas
instalações em Camden, New Jersey, incluindo 1.780 caixas com 30 discos cada,
sendo distribuídos aos serviços de rádio broadcast e alto-falantes das tropas
norte-americanas sediadas no Pacífico e na Europa e África.
Outra pessoa chave no projeto foi o Sargento Tony
Janak, que se juntou ao projeto dos V-DISCS;
quando civil era também engenheiro de som da Columbia Records e participou com
as gravações externas das "remotes", registrando mais de 400 sessões
com seu gravador portátil indo a concert-halls, jazz clubs e até em
apartamentos de músicos.
Muitos músicos de Jazz deram sua contribuição e
gravaram obras fantásticas, sendo a maioria da Victor, Decca e Columbia. A
produção continuou mesmo após o fim da guerra chegando até maio de 1949.
Como, em princípio, não teriam valor comercial os
músicos e as gravadoras nada ganharam, o que ocasionou após o fim da guerra uma
forte reação do sindicato dos músicos, chegando ao cúmulo de conseguir uma
ordem judicial em fins de 1949, obrigando à destruição dos acetatos originais
para evitar reedições.
O governo norte-americano poderia ter pago os
"royalties" reivindicados para a preservação daquelas obras, mas não
houve acordo.
Entretanto, de várias formas, muitas matrizes V-DISC conseguiram sobreviver e hoje
são peças valiosas de coleção.
Reedições comerciais foram feitas também usando-se os
próprios discos. No aniversário de 50 anos do fim da 2ª Guerra Mundial as
Associações de músicos e de empresas fonográficas acordaram em dispensar a
proibição formal sobre um lançamento comercial dos V-DISC e permitiram que E. P. "Digi" DiGiannantonio, que
havia servido na Navy V-Disc, transferisse sua coleção particular para CD’s com
venda pública e, em 1998, ocorreram os primeiros lançamentos.
|
LIDER |
EXECUTANTES |
TEMAS e
AUTORES |
GRAVAÇÃO LOCAL / DATA |
|
ALAN MATHESON |
Alan Matheson (flh),
Rob McKenzie (tb), Julia Nolan (ssop,sa), David Branter (st, cl), Chris
Sigerson (pi), Russ Botten (bx) e
Craig Scott (bat) |
ALLEGRO (Oscar Hammerstein II / Richard Rodgers) |
Vancouver, British Columbia, Canada, 31/maio/1994 |
|
THE QUESTION (Alan Matheson) |
|||
|
BARBARA MORRISON |
Barbara Morrison (vcl), Steve Campos (tp), Charles
McNeal (st), John R. Burr (keyboards), Danny Caron (gt), Ruth Davies (bx) e
John Haynes (bat) |
I LOVE BEING HERE WITH YOU (Peggy Lee / Bill Schluger) |
Live at "9:20 Special", San Francisco, CA, 30/maio/2002 |
|
GOING TO CHICAGO (Count Basie / Jimmy Rushing) |
|||
|
DAVE MCKENNA |
Bob Wilber (sa, ssop), Dave McKenna (pi), Ron Rubin (bx) e Derek Hogg
(bat) |
JONATHAN'S WAY (Bob Wilber) |
Live
at Londres, abril/1978 |
|
BLACK AND BLUE (Harry Brooks / Andy Razaf / Fats
Waller) |
|||
|
GEORGE
WEIN |
George Wein And The Storyville Sextet: Harold "Shorty" Baker
(tp), Tyree Glenn (tb), Pee Wee Russell (cl), George Wein (pi), Bill Crow
(bx) e Mickey Sheen (bat) |
I AIN'T GOT NOBODY (Roger Graham / Dave Peyton /
Spencer Williams) |
Live at "Museum of Modern Art", New York, 16/junho/1960 |
|
UNDECIDED (Sydney Robin / Charlie Shavers) |
|||
|
J.R. MONTEROSE |
Ira
Sullivan (tp), J.R. Monterose (st), Horace Silver (pi), Wilbur Ware (bx) e
Philly Joe Jones (bat) |
THE THIRD (Donald Byrd) |
Hackensack,
N.J., 21/outubro/1956 |
|
BEAUTEOUS (Paul Chambers) |
|||
|
MARTIAL
SOLAL |
Fats
Sadi (vib), Martial Solal (pi), Benoit Quersin (bx) e Christian Garros (bat) |
TIME ON MY HANDS (Harold Adamson / Mack Gordon /
Vincent Youmans) |
Paris,
1/junho/1956 |
|
CROSS YOUR HEART (Buddy DeSylva / Lewis Gensler) |
|||
|
JOEY ALEXANDER |
Joey Alexander (pi), Larry Grenadier (bx) e Ulysses
Owens, Jr. (bat) |
GIANT STEPS (John Coltrane) |
New York, 26/outubro/2014 |
PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO
USAR O LINK ABAIXO:
https://www.4shared.com/mp3/5hgSYAW-ea/PODCAST_580.html