Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho)*in memoriam*; David Benechis (Mestre Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) *in memoriam*, Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) *in memoriam*, Ivan Monteiro (Mestre I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels)*in memoriam*,, Pedro Cardoso (o Apóstolo)*in memoriam*, Carlos Augusto Tibau (Tibau), Flavio Raffaelli (Flavim), Luiz Fernando Senna (Senna) *in memoriam*, Cris Senna (Cris), Jorge Noronha (JN), Sérgio Tavares de Castro (Blue Serge), Geraldo Guimarães (Gerry).e Clerio SantAnna

ERIC REED @@@@@

31 agosto 2011

Eric Reed ( 41 ) que considero hoje fácil um dos grandes pianistas ( nível Jarrett, Mehldau e Cyrus ) saído da Big Band do Wynton Marsalis e de formação gospel, seu pai é pastor e razão dessa influência e tendo acompanhado ( side man ) Freddie Hubbard e Joe Henderson entre outros. Lançou em 90 seu primeiro trabalho como líder e não parou mais, ano passado seu cd com Cyrus Chestnut "Plenty Swing, Plenty Soul" esteve presente em varias listas dos "best of ", inclusive no meu top five 2010 ( bloguei aqui a respeito ).
Agora seu novo trabalho "The Dancing Monk" ( Savant Records ) em trio com Ben Wolfe ( b ) e McClenty Hunter ( ds ) seus parceiros atuais e também pastores o acompanham em uma maravilhosa viagem nos temas Monkianos com arranjos e interpretações geniais, na onda mais baladeira do T. Monk sem faltar o be bop do mestre homenageado. São 10 faixas ( Ask Me Now, Eronel, Reflections, Light Blue, Ruby My Dear, Pannonica, Ugly Beauty, The Dancing Monk, Round Midnight com quase7 minutos e fechando Blue Monk ).
Enfim, recomendo mais esse grande cd, que com certeza vai passear pelas listas dos melhores de 2011, mesmo para quem não curte esse negócio de lista dos melhores e afins.


30 agosto 2011

CHARLIE PARKER - Obra Imortal

Vivo fosse "BIRD" teria completado 91 anos nesta 3ª feira, 20/agosto.
Sua música completará vários séculos à frente, pelo que significa de eternamente novo, revolucionário, permanente.
"BIRD" live ! ! ! . . .
ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A
GUITARRA E OS GUITARRISTAS - 13


Lester William Polfus, artisticamente LES PAUL e alcunhado no meio musical como o “Wizard of Waukesha”, nasceu no dia 09/junho/1916 em Waukesha, uma das 151 grandes cidades do estado de Wisconsin.
Desde muito pequeno mostrou dotes para a música, aprendendo de forma auto-ditada a tocar a harmônica, o banjo e em seguida a guitarra.
Profissional desde os 13 anos e sob o pseudônimo de “Rhubarb Red” tocava música “country” em clubes, restaurantes, bares, cafés e na rádio de Waukesha. Por essa época chegou a gravar 02 discos, um deles como “Rhubarb Red” e outro no seção rítmica da banda de Georgia White.
Com a idade de 14 anos instalou-se no Missouri (Springfield), onde formou duo com “Singing Joe” (Joe Wolverton).
Dois anos mais tarde, em 1932, mudou-se para Chicago desenvolvendo carreira-solo na música “country” e, também, tocando JAZZ com artistas já consagrados, tais como e entre outros Roy Eldridge, Louis Armstrong, Art Tatum e Eddie South.
Em 1936 formou um trio com o irmão de Chet Atkins, Jimmy Atkins / piano, trio completado com Ernie Newton / baixo.
Esteve em New York de 1938 a 1940, contratado pelos “Pennsylvanians” do líder Fred Waring, obtendo reconhecimento no meio musical.
Retornou a Chicago como diretor musical das emissoras de rádio WIND e WJJD e em 1943 formou novo trio para acompanhar o cantor Bing Crosby, que também o animou mais tarde a montar seu estúdio próprio de gravação (1946).
Foi contratado pelo empresário Norman Granz (16/agosto/1918 a 22/novembro/1998, fundador dos selos VERVE, CLEF, NORGRAN e PABLO), e esteve presente no “1º Jazz At The Philharmonic” (“JATP”) promovido por Norman, realizado em 02/julho/1944 no Philharmonic Auditorium, em Hollywood.

O grupo nessa ocasião formou com Shorty Sherock / trumpete, J.J.Johnson / trombone, Jack McVea / sax.tenor, Nat “King” Cole / piano, Red Callender e Johnny Miller/ baixo, Lee Young / bateria e, claro, LES PAUL na guitarra.

Esse time apresentou e deixou gravados os temas “Lester Leaps In”, “Tea For Two”, “Blues”, “Body And Soul”, “I’ve Found A New Baby”, “Rosetta” e “Bugle Call Rag”. Esses espetáculos de JAZZ promovidos por Norman Granz sob o título de “Jazz At the Philharmonic” (“JATP”) foram durante décadas um símbolo de excelência em concertos de JAZZ.
LES PAUL tornou-se famoso pela implantação do primeiro gravador multi-pista, que permitia gravar até 08(oito) partes da guitarra. Utilizou de forma inovadora muitos métodos eletrônicos, entre os quais a câmara de eco, as variações de velocidades de movimento das fitas sonoras durante as gravações, a gravação sobre gravação (inicialmente a gravação multi-canal com trilhas superpostas), que não foram feitas com fita magnética, mas sim com discos de acetato.

LES PAUL “gravou-se” à guitarra em uma trilha em acetato, para em seguida “gravar-se” tocando uma segunda parte na guitarra junto com esse disco original, continuando a “gravar-se” em uma terceira parte com esse segundo disco e assim por diante até completar a gravação das 08 partes; mais tarde desenvolveu esse mesmo processo, sómente com as gravações em trilhas paralelas ao invés de superpostas; até dar-se por satisfeito com o resultado técnico LES PAUL consumiu mais de meio milhar de discos de acetato.
Entre suas gravações mais representativas e dedicadas ao JAZZ dessa época, LES PAUL deixou registrados para a Capitol Records, em um 78rpm, os temas “Lover” (“When You’re Near Me”) no lado “A” e “Brazil” no lado “B”, que alcançaram estrondoso sucesso comercial.
Essas gravações de “Lover” e de “Brazil” foram iniciadas experimentalmente no estúdio de LES PAUL (à época instalado em sua garagem), em que ele gravou as partes de guitarra em velocidades diferentes: algumas na velocidade normal e outras em meia velocidade, de tal forma que quando editadas para a gravação final, soaram com o dobro da velocidade.
LES PAUL sofreu grave acidente automobilístico, com grande risco de perder o braço direito, mas um cirurgião admirador e amigo seu conseguiu preservá-lo, ainda que isso lhe trouxesse limitações que o obrigaram a atuar com um tipo especial de guitarra.
Em 1949 deixou de priorizar o JAZZ e passou a dedicar-se à música popular em companhia de sua mulher, com quem se casou nesse ano, a cantora Mary Ford (aka "Colleen Summers"), duo “voz/guitarra” que gravou diversos discos de grande sucesso.
Ainda assim ganhou diversos “discos de ouro” e foi o vencedor das enquetes de 1951 e 1953 da revista “Down Beat”, como melhor guitarrista de JAZZ desses anos.
Durante anos LES PAUL fabricou suas próprias guitarras, inovou os modelos e os processos de fabricação, até criar, se não a primeira, pelo menos uma das primeiras guitarras com corpo sólido de madeira, sendo que a “Gibson Guitar Corporation” chegou a fabricar algumas dessas guitarras em 1950, com a denominação de guitarra “LES PAUL”, isto é, sem a “assinatura Gibson”, para anos mais tarde (1952) adotá-la com a marca “GIBSON LES PAUL” (em decorrência do sucesso de vendas da guitarra “LES PAUL”, assim como do sucesso da concorrente “Fender” que havia lançado a guitarra “Broadcaster”, mais tarde denominada “Telecaster”), desde então um “sonho de consumo” para guitarristas profissionais e amadores.
Guitarras “LES PAUL” da Gibson vêm sendo usadas por, entre outros, Jimmy Page, Joe Perry, Adrian Smith, Peter Frampton, Gary Moore, Paul McCartney, Kurt Cobain, Jeff Beck, Eric Clapton, George Harrison, Phil Campbell, Gary Rossington, John Fogerty, Pete Townshend, Tommy Thayer, Randy Rhoads, Zakk Wylde, Dave Grohl, Kirk Hammett e Billie Joe Armstrong.
Como se nota por essa lista e em tudo ligado à música, os eternos caroneiros executantes de rock, a não-música de 02 acordes e gênero bisneto bastardo do “Blues”, apropriaram-se do rótulo da guitarra como se seu idealizador “nadasse nessa praia”, mas sendo importante ressaltar que LES PAUL fez toda a sua carreira no JAZZ e na música popular (ao lado de sua esposa), jamais decaindo para o rock.
Após afastado por cerca de 10 anos da cena musical, LES PAUL retornou às atividades de apresentações e gravações, destacando-se sua série “Les Paul Trio” para o selo “Tops”, além de gravações para a Capitol, a Decca e a RCA.
Gravação particularmente recomendada é a editada em 1991 pela “LaserLight”, série “digital stereo” (15.741), em que temos LES PAUL à guitarra acompanhado por Jimmy Atkins / piano, Ernie Newton / baixo e, em algumas faixas, por sua esposa Mary Ford: “Lazy River”, “Swanee River”, “Embraceable You”, “I Can’t Believe You’re In Love With Me”, “Indiana”, “Stardust”, “My Melancholy Baby”, “At Sundown”, “I Found A New Baby” e “Honeysuckle Rose”, são alguns dos 21 temas dessa gravação em CD.
Entre outras gravações importantes de LES PAUL podem ser citadas:

- “Blue Skies” e “Begin The Beguine” de 1944;
- “Blues” e “Lester Leaps In”, também de 1944, citadas quando mencionamos seu trabalho no “JATP”;
- “September In The Rain” de 1945;
- “Vaya Con Dios”, com Mary Ford, de 1953;
- “Caravan” com Chet Atkins, de 1976.
Técnicamente LES PAUL é excepcional na guitarra e, no JAZZ, é improvisador dotado de profundo sentido harmônico que desenvolve com “swing” bem marcado, encadeando frases em “legato” com lirismo impressionante, muita sensibilidade e sem nunca abrir mão do humor.
Em documentário de 1994 intitulado “LES PAUL”, devidamente produzido pela “National Arts” (apresentação de Mike Baker), temos um pouco da história do grande LES PAUL que nos deixou recentemente com 93 anos, com tomadas de seus shows das segundas-feiras no “Fat Tuesdays” de New York, assim como entrevista com o mesmo em que ele nos conta como chegou à multi-gravação.
LES PAUL veio a falecer em 13/agosto/2009 no hospital de White Plains, devido a complicações decorrentes de pneumonia, cercado da família e de amigos.



Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo
apóstolojazz@uol.com.br

DUO WAGNER E VICTINHO

26 agosto 2011

I LOVE JAZZ


Nos dias 13 e 14 deste mês, tivemos a oportunidade de comparecer às duas últimas apresentações realizadas no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, do festival de uma semana “I LOVE JAZZ”, onde apresentaram-se, respectivamente, o quarteto do trompetista Jon Faddis e, o sexteto do trombonista John Allred.

As formações contaram com :

JON FADDIS – (tp)
KIYOSHI KITAGAWA – (b)
DAVID HAZENTINE – (p)
DION PARSON – (dr)

JOHN ALLRED (tb)
DANIE BLOCK (b)
LAWRENCE CONRAD (p)
PATRICK O’LEARY (cornet)
RANDY REINHART (dr)
CHARLES MILES ( sax tenor e clarinete)

Jon Faddis não trazia qualquer novidade para quem já o conhecia, fazendo uma homena-gem a Miles Davis e, perpassando por sonoridades do próprio Miles e, de consagrados outros do seu instrumento, como: Fats Navarro, Roy Eldridge e Dizzy Gillespie.
Os temas desfilados foram: “All Blues”; “Someday my Prince Will Come”; “Round About the Midnight”; “Seven Steps to Haeven” (onde fez uma citação completa do tema de Bobby Timmons, “Moaning”) e, “Tin, Tin Deo”, de Gillespie. Como não podia deixar de ser, “deu uma brasileirada”, finalizando com temas seguidos de samba onde Parson, à bateria, expressou tudo que aprendeu de“samba de batucada”, com certeza com Airto Moreira e, ele – Faddis – solos - com Cláudio Roditi, provavelmente. Destaque, na apresentação, para seu excelente pianista David Hazentine, que sabe tudo de jazz.




John Allred faz um “jazz mainstream” com seu grupo, onde o seu baterista Randy Rei-nhart é “puro swing”. Excelente em sua “performance”, aliada às do tenorista Charles Miles e do pianista Lawrence Conrad. Puro jazz, de Chicago e N.York, de fins dos anos 30, inicio de 40, quando o “bop” ainda não tinha “dado as caras” no cenário. Desfilaram temas como “Walking Shoes”, “Moonglow”, “If I Were a Bell”( que é um clássico na interpretação de Miles Davis), improvisaram sobre um “blues” que, infelizmente, não anotamos e, terminaram com o clássico de interpretação de Armstrong, “What a Wonderful Wold”.

Valeu o comparecimento para quem lá esteve, como o nosso velho confrade Renato Perei-ra, a quem aqui agradecemos pelas fotos.

P O D C A S T # 6 5

MORREU O ÚLTIMO DOS “FOUR FRESHMEN”

25 agosto 2011


Ross Barbour era o último integrante da formação original dos “Four Freshmen”, grupo vocal descoberto por Stan Kenton em 1950 e que encantou o público admirador da arte canora por várias décadas. Ross foi vitimado por um câncer de pulmão aos 82 anos de idade. Em 1977 lançou o livro “Now you know : The Story Of The Four Freshmen”.
RIP

PATTY ASCHER EM NEW YORK

24 agosto 2011


Confesso que não conhecia PATTY ASCHER, nem sabia que era brasileira e muito mais, que já é um sucesso internacional. Ela foi para New York à convite da “The Brazilian Endowment For The Arts Film Society”. Mas, antes disso é preciso dizer que os elogios a cçantora são muitos e o principal vem justamente do maestro e grande compositor Michel Legrand : “Fiz duas “tournées” com ela e fiquei orgulhoso. Patty me faz lembrar de Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Billie Holiday, porque sua voz hipnotiza todo o ambiente. É uma grande diva.” Depois disso o jeito foi pescar na Internet os seus álbuns “Bossa, Jazz’n’Samba” e “Bacharat Bossa Club” (dedicado a música de Burt Bacharat), ambos excelentes.

DUO DE PIANO - CESAR CAMARGO MARIANO & NELSON AYRES - APRIL CHILD

22 agosto 2011

Em mais uma daquelas pescarias do youtube, voltei com a rede cheia e um dos peixes fisgados foi de uma categoria especial, ou seja, um peixe duplo, o qual divido com Maunah e Sazzinho, devido a interesse do primeiro em fazer um dia um Duo de Piano, e ao segundo, pelos comentarios sobre Nelson Ayres na resenha do show do grupo Pau Brasil.

Ai segue o DUO de Cesar Camargo Mariano e Nelson Ayres no tema April Child, de Moacir Santos...




Beto Kessel

DUO DE PIANO - CESAR CAMARGO MARIANO & NELSON AYRES - APRIL CHILD

Em mais uma daquelas pescarias do youtube, voltei com a rede cheia e um dos peixes fisgados foi de uma categoria especial, ou seja, um peixe duplo, o qual divido com Maunah e Sazzinho, devido a interesse do primeiro em fazer um dia um Duo de Piano, e ao segundo, pelos comentarios sobre Nelson Ayres na resenha do show do grupo Pau Brasil.

Ai segue o DUO de Cesar Camargo Mariano e Nelson Ayres no tema April Child, de Moacir Santos...

http://youtu.be/XHnnspZn1P4


Beto Kessel

16 agosto 2011

ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A
GUITARRA E OS GUITARRISTAS - 12

Frederick William Green, artisticamente FREDDIE GREEN, nasceu no dia 31 de março de 1911 em Charleston, estado da Carolina do Norte, vindo a falecer em vias de completar 76 anos no dia 01 de março de 1987, em Las Vegas, Nevada, quando saia de uma apresentação.
É reconhecido pelo público amante de JAZZ e pelos críticos como “o” guitarrista acompanhante de orquestra de JAZZ (“big band”), tendo permanecido por 50 anos na “máquina de fazer swing” de Count Basie, integrando aquela que é reconhecida como a excelência da seção rítmica de uma “big.band”, merecidamente denominada “all american rhythm section” (Count Basie ao piano, FREDDIE GREEN na guitarra, Walter Page no contrabaixo e Jo Jones na bateria).
Seu interesse pela música foi despertado desde a infância (10 anos) e aos 12 anos iniciou o estudo da guitarra de forma auto-didata.
Já adulto mudou-se para New York onde complementou seus estudos, simultaneamente com o trabalho em clubes e locais onde o JAZZ era a atração.
Em um desses locais, em Greenwich Village, foi assistido pelo produtor e crítico John Hammond (John Henry Hammond II, 15/dezembro/1910 a 10/julho/1987, graduado na “Yale University”, filho de mãe da milionária família “Vanderbilt” e cuja irmã Alice casou-se com o “bandleader” Benny Goodman), que o recomendou ao líder Count Basie: em conseqüência e a partir de março de 1937, completando 26 anos, FREDDIE GREEN foi incorporado à banda.
Mesmo sem realizar uma “carreira solo” e permanecendo, como já citado, 50 anos na banda de Count Basie, FREDDIE teve oportunidade de tocar com incontáveis músicos, basicamente em sessões de gravação.
Entre esses muitos músicos podem ser citados: a cantora Mildred Bailey e o vibrafonista Lionel Hampton em 1937, o pianista Teddy Wilson entre 1937 e 1938, a cantora Billie Holiday de 1937 até 1940, as estupendas formações “Kansas City Five” e “Kansas City Six” em 1938, os saxofonistas Benny Carter (1940), Lester Young (1944) e Illinois Jacquet (1952), o trumpetista Harry Edison (1958) e, em diversas outras ocasiões o clarinetista e “band-leader” Benny Goodman, o cantor Joe Turner, o trumpetista Buck Clayton, os saxofonistas Stan Getz, Wardell Gray, Al Cohn, Sonny Stitt e Gerry Mulligan, o trumpetista Joe Newman e o clarinetista Buddy DeFranco, sem alongarmos a relação em demasia.
O “cartão de visita” de FREDDIE GREEN como guitarrista da seção rítmica da banda de Count Basie, sempre esteve amplamente respaldado pelo “beat” tão característico e imediatamente identificável que imprimia à banda, impulsionando-a como um instrumento de precisão.
Era um acompanhante impecável ! ! !
Sua pulsação regular e precisa, mesmo sem virtuosismos, era uma marca registrada da execução na guitarra acústica: o curioso é que FREDDIE GREEN apoiava a guitarra sobre os joelhos, o que lhe possibilitava o máximo de potência e amplificação do som das cordas baixas na execução dos acordes (raramente pode-se ouvir FREDDIE em “single notes”).
Essa técnica de acompanhamento, com total atenção ao clima dos solos, permitia que ele escoltasse de forma “mágica” os solistas - quando os arranjos da banda a estes dava destaque - com acordes menos que tocados, pode-se dizer que “pincelados”, em deslocamentos que mudam ininterruptamente, com mínimas inflexões de tonalidade e de potência.
Lembramos que FREDDIE GREEN sempre se destacou como um cavalheiro elegante e com muita classe, no vestir, no falar e no gestual.
A arte de FREDDIE GREEN pode ser desfrutada nas centenas de gravações da banda de Count Basie e que primam, em sua imensa maioria, pelos arranjos de qualidade superlativa, entre as quais e numa breve síntese podemos indicar os seguintes albuns:
- 1936/1942 - Count Basie Super Chief, CBS;
- 1936/1950 - The Count Basie Story (coleção de 04 CD’s), etiqueta PROPER;
- 1939 - The Essential Count Basie, Volume I, CBS;
- 1939/1952 - Beaver Junction (coleção de 04 CD’s), etiqueta MEMBRAN;
- 1943/1954 - Count Basie Orchestra (02 CD’s), pela Laserlight;
- 1952/1963 - Count Basie, álbum “Jazz Masters 2” da VERVE;

- 1952 - Paradise Squat, selo VERVE;
- 1952/1963 - Count Basie Plays The Blues, selo VERVE;
- 1955/1956 - Count Basie Swings, Joe Williams Swings, selo VERVE;
- 1957/1958 - The Complete Atomic Basie, selo Roulette;
- 1960/1961 - Kansas City Suite – The Music Of Benny Carter, selo Vogue;
- 1963 - On The Sunny Side Of The Street – Ella & Basie, VERVE;
- 1969 - Basic Basie – Count Basie And His Orchestra, selo BASF;
- 1971 - Have A Nice Day, pelo selo EmArcy, com precioso desfile de excepcionais composições e arranjos feitos sob medida para banda de Basie por Sammy Nestico ;
- 1977 - Count Basie Big Band - Montreux ’77, selo Pablo;
- 1978 - Milt Jackson + Count Basie + Big Band, Volume I, selo Pablo;
- 1981 - Warm Breeze – Count Basie And His Orchestra, selo Pablo;
- 1982 - Farmers Market Barbecue – Count Basie Big Band, selo Pablo;
- Diversas datas - Count Basie, série “Jazz History”, VERVE.
Também incontáveis são os filmes em VHS e DVD que contam com a presença de FREDDIE GREEN atuando na banda de Count Basie, podendo ser indicados:
* 1935/1949 - Swing Era, Idem Home Vídeo / Studio Films
* 1941/1945 - Count Basie and Friends: 1941 to 1945
* 1943/1945 - Count Basie and Friends, 1943-1945, selo VERVE
* 1950 - Meet The Small Bands: Count Basie Sextet e mais 03 formações, etiqueta Swingtime Vídeo
* 1957 - Vintage Collection, Volume I, 1958-1959
* 1962 - Jazz Icons - Count Basie, Live In ’62, selo Reelin’
* 1964 - Série “Big Bands”: Count Basie e mais 07 “big bands”
* 1975 - Jazz In Montreux - Count Basie - Jam’75, etiqueta Eagle Vision
* 1977 - Jazz In Montreux - Count Basie Big Band ’77, etiqueta Eagle Vision
* 1979 - Jazz In Montreux - Ella & Basie - The Perfect Match ’79, etiqueta Eagle Vision
* 1981 - Count Basie At Carnegie Hall, selo Kultur
* 1983 - Count Basie Orchestra: Swing It Again !
* 1985 - Count Basie: condução de Thad Jones
* 1987 - 100 Anos de Jazz: Partes I, II, III e IV (excelente documentário francês da “Presses Universitaires de France”)
* 1988 - Diane Schuur and the Count Basie Orchestra (condução de Frank Foster), Festival de Jazz de Montreal 1988
* 1993 - Count Basie - Swingn’ The Blues, etiqueta BMG
* 1996 - Jazz Collection: Count Basie, La Sept Art – Ex Nihilo
* 2004 - Count Basie - Swinging At His Best, Passport International Productions
Assim e felizmente, esse nobre guitarrista maior dos acompanhamentos, deixou-nos extenso legado de qualidade, que podemos desfrutar em gravações acústicas e em imagens.

Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo
apóstolojazz@uol.com.br

ANA MAZZOTTI

13 agosto 2011

Aqui pelo CJUB gostaria de agradecer aos estudantes da Faculdade Cenetista de Bento Gonçalves (RS), pela entrevista que fizeram comigo, via Skype, sobre a saudosa amiga Ana Mazzotti.

Eles preparam um trabalho sério sobre Ana, e estão recolhendo impressões de seus amigos. Enviarei para eles cópia de tudo que tenho da Ana (bilhetes, cartões postais, programas dos shows e dois CDs com entrevistas feitas no programa "O Assunto é Jazz").

A Deise Chagas o meu muito obrigado.