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RECORDANDO PHIL WOODS

30 setembro 2018

PHIL WOODS EM 1978
































O saxofonista alto e Mestre De Jazz do NEA, PHIL WOODS morreu há três anos atrás, aos 83 anos, vítima de um enfisema em East Stroudsburg, Pensilvânia, EUA. Philip Wells Woods nasceu em 2 de novembro de 1931, Springfield, Massachusetts. 
Em sua longa carreira musical de seis décadas, Woods desenvolveu um estilo bastante pessoal, apesar de sempre seguir com admiração o legado de Charlie Parker, mantendo a tradição do bebop. 
Wood retirou-se dos estúdios de gravação e de palcos por causa de sua condição médica, logo após ter tocado músicas em uma homenagem a Charlie Parker with Strings no Manchester Craftsmen's Guild, com o seu trio e a orquestra sinfônica Pittsburgh, no dia 4 de setembro de 2015, no dia 29 falecia. Phil Woods começou a tocar sax alto aos 12 anos de idade e começou a ter lições de saxofone com Harvey LaRose e estudou com Lennie Tristano e também em escolas de música em Manhattan e na Juilliard School, onde também estudou clarinete. Como estudante secundário, tocou com a orquestra de Charlie Barnet e mais tarde trabalhou com Kenny Dorham, George Wallington, Dizzy Gillespie, que se interessaram pelo seu estilo bebop. Sua primeira gravação ocorreu em Springfield, MA, final de 1947 com - Bird's Eyes, Last Unissued, Vol. 7 Phil Woods & His Pals: Phil Woods (sa,cl,vcl), Joe Raich (vib), Hal Serra (pi), Sal Salvador (gt), Chuck Andrus (bx) e Joe Morello (bat) Na década de 1960, ele tocou com Buddy Rich e excursionou pela Europa com Quincy Jones e na União Soviética com Benny Goodman. Mais tarde, além de ensinar, organizou seu próprio quarteto e foi membro da big band de Clark Terry. Desiludido com a vida política dos EUA, Woods mudou-se para a França no ano de revoluções estudantis em ambos os lados do Atlântico de 1968, onde formou sua "European Rhythm Machine" grupo de avant-garde jazz., que não foi muito bem sucedido. Quatro anos depois, ele retornou aos EUA, estabelecendo-se em Delaware, onde continuou sua carreira musical até a época de sua morte. 
Woods gravou bastante como líder (mais de 50 álbuns), mas muitas de suas gravações notáveis foram feitas em conjuntos de outros músicos, como Thelonious Monk, Herbie Mann, Bill Evans, Art Blakey, Lou Donaldson, Dizzy Gillespie, Art Farmer, Oliver Nelson, o Quarteto de Jazz Moderno, Jimmy Smith, Ben Webster, Stephane Grappelli, Bill Evans, Gil Evans, Quincy Jones, Ron Carter, entre muitos outros. Dentro de sua atividade como educador e mentor de jovens, nos últimos anos, Woods promoveu a saxofonista Grace Kelly, com quem também gravou um álbum e tocou em vários concertos com ela. Foi admirador e também amigo da saxofonista chilena radicada em Nova York, Melissa Aldana. Sua dedicação ao ensino durou várias décadas. Além do prestigioso prêmio "Jazz Master" da National Endowment of the Arts (NEA) em 2017, Woods ganhou quatro prêmios Grammy e foi indicado para outros sete. 
Prêmios Grammy: 1975 Images: "Melhor Performance de Jazz". 1977 Live from the Show Boat: "Melhor Performance de Jazz Instrumental, Individual ou Grupo". 1982 More Live: "Melhor Performance de Jazz Instrumental, Individual ou Grupo". 1983 At the Vanguard: "Melhor Performance de Jazz Instrumental, Individual ou Grupo". 

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

4 comentários:

pedrocardoso@grupolet.com disse...

Estimado MÁRIO JORGE:

Bela homenagem ao mais que grande PHIL WOODS, o músico superlativo em seu instrumento, o paradigma da excelência.
O canal "ARTE 1" da televisão transmitiu durante a segunda quinzena de setembro próximo passado, a apresentação da banda de Quincy Jones na Europa, conforme o DVD da série "JAZZ ICONS" - Na ocasião PHIL WOODS executa o solo do tema "The Gipsy", mostrando toda a sua majestade (o tema havia sido gravado por PARKER em 29/julho/1946, Hollywood, volume 1, disco 2, The Dial Studio Sessions).

ts disse...

Major:
Não seria George Wallington?
Grande abraço,
Takechi

pedrocardoso@grupolet.com disse...

Prezados MÁRIO JORGE e TAKECHI:

Vale a observação de TAKECHI, já que WOODS integrou, em 1956, o quinteto de George Wallington (substituindo Jackie McLean).
Abraços.

MARIO JORGE JACQUES disse...

Perfeito valeu a correção, já feita abraço