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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

ADEUS, NATHAN DAVIS

15 abril 2018









NATHAN DAVIS, que ficou conhecido nos anos 60 com os Jazz Messengers de Art Blakey, morreu em Palm Beach, Flórida, aos 81 anos de idade.
Davis tocou sax alto, tenor, soprano, flauta e clarinete e solidificou sua reputação nos anos 60, não apenas com os Messengers, mas através de uma colaboração frutífera com Eric Dolphy e Woody Shaw. Ele era um protegido de Kenny Clarke para permanecer na Europa após o serviço militar (principalmente na França), onde desenvolveu uma carreira musical admirada.
Ele também gravou e excursionou com seus próprios grupos, mas o principal legado de Nathan Davis foi como educador.
A educação musical tornou-se sua principal atividade. Ao retornar para os EUA, fundou o "Programa De Estudos De Jazz" da Universidade de Pittsburgh, um dos primeiros desse tipo naquele país. Davis também fundou o International Jazz Archive Sonny Rollins e a International Gallery of Fame da Jazz Academy.
Depois de ter gravado álbuns com uma forte influência de John Coltrane, na década dos 80 Davis passou a ser um membro da Paris Reunion Band com Woody Shaw, Kenny Drew, Johnny Griffin e Joe Hendrson, entre outros. Nos anos 90 formou o grupo "Roots" (raízes) com Arthur Blythe, Chico Hamilton e Sam Rivers.
A versatilidade técnica e sonora de Davis foi impressionante.
Sua gravação mais recente, "I Am A Fool To Want You" foi feito em 1994, mas publicado em 1999. Davis também compôs uma ópera de jazz baseado no livro de James Baldwin "Just Above My Head", que estreou no Pittsbirgh em 2004.
Davis tocou e gravou com uma longa lista de renomados músicos de jazz e gravou 17 álbuns como líder.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

Abaixo uma mostra da versatilidade de Davis com a flauta:

Nathan Davis (fl), Larry Young (pi), Jimmy Woode (bx) e Billy Brooks (bat) - Villingen, Alemanha, 31/janeiro/1965


Um comentário:

pedrocardoso@grupolet.com disse...

Estimado MÁRIO JORGE:

Perde-se mais um excelente saxofonista, que nos legou uma obra de porte.
Vai para a orquestra celestial, com certeza.