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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

RECORDANDO LEONARD FEATHER

15 setembro 2016



O escritor e historiador de jazz, o britânico Leonard Feather, passou grande parte de sua vida (1914-1994) nos EUA, onde não só encontrou a maioria dos músicos de jazz de seu tempo, mas tornou-se amigo e confidente de muitos deles até quando faleceu. Feather também foi um pianista e compositor. Ele deixou muitas gravações, incluindo algumas como líder com “all stars” que incluíam músicos como Coleman Hawkins, Cootie Williams e Art Tatum, entre outros.
Leonard Feather é bem lembrado como o autor da famosa "The Encyclopedia Yearbook of Jazz (1956)", "The Jazz Years (1987)", "From Satchmo to Miles (1987)", "Book of Jazz(1988), "The Biographical Encyclopedia of Jazz co-written with Ira Gitler (1999), e outros livros sobre o gênero, bem como seus numerosos comentários e crônicas na revista Metronome e na Los Angeles Times. Ele escreveu para a revista Down Beat e criou a famosa seção "Blindfold Test", ou seja um jazz teste colocando peças para outros músicos de jazz ouvirem, advinharem e comentarem e publicando os interessantes resultados. Ele também compôs muitos temas de jazz, alguns dos quais foram gravados por Dinah Washington e uma série de outros músicos. Ele escreveu a letra para, entre outras, composição de Benny Golson “Whisper Not’, que foi gravada por Ella Fitzgerald.
Discografia:
1937–1945: Leonard Feather 1937–1945 (Classics)
1951: Leonard Feather's Swingin' Swedes (Prestige)
1954: Dixieland vs. Birdland (MGM)
1954: Cats Vs. Chicks (MGM)
1954: Winter Sequence (MGM)
1956: West Coast vs. East Coast (MGM)
1956: Swingin' on the Vibories (MGM)
1957: Hi-Fi Suite (MGM)
1957: 52nd Street (VSOP)
1958: Swingin' Seasons (MGM)
1959: Jazz from Two Sides (Concept)
1971: Night Blooming Jazzmen featuring Kittie Doswell (Mainstream)
1971: Freedom Jazz Dance (Mainstream)
1971–1972: Night Blooming (Mainstream)
1972: All-Stars (Mainstream)

No registro abaixo ouvimos, o muito jovem Leonard Feather, dirigindo seus All Stars, logo após ter chegado aos Estados Unidos:
ESQUIRE BLUES (Leonard Feather)
Este grupo inclui: Coleman Hawkins (st), Cootie Williams (tp), Edmond Hall (cl), Art Tatum (pi), Al Casey (gt), Oscar Pettiford (bx), e Big Sid Catlett (bat), gravado em 1943 e lançado em um registro 78rpm pela COMMODORE.

Leonard Feather's All Stars - nome aplicado a grupos de gravação e concerto tirados dos vencedores do ANNUAL CRITICS’ POLL IN EQUIRE MAGAZINE; a pesquisa foi organizada por Robert Goffin, Leonard Feather, e o editor da revista Arnold Gingrich.

(traduzido e adaptado de Noticias de Jazz)

4 comentários:

pedrocardoso@grupolet.com disse...

Estimado MÁRIO JORGE:

Feather foi parte indesligável da história do JAZZ, pelo muito que realizou, "viveu" e patrocinou na ARTE POPULAR MAIOR. Sua vivência, sua experiência acumulada, sua convivência com os maiores ícones do JAZZ e tudo o que gravou e divulgou deles, tornaram-no um arquivo vivo e permanente para todos aqueles que acompanham e conhecem o assunto.
Bela postagem ! ! !

PEDRO CARDOSO

Nelson disse...

O jazz deve a ele e a Norman Granz o néctar da divulgação da arte popular maior.
E por falar na Enciclopédia dele, onde andará o exemplar do velho e finado Lula que muitas vezes acompanhei-o na coleta de autógrafos lá existentes desde 1956, quando conheci o afamado Mestre ?
Bem..... e do seu acervo "post mortem" ?
Não tenho estado há tempos com Dna. Lucia, ou qualquer dos filhos do Lulla.

Keeping news

"Nels"

MARIO JORGE JACQUES disse...

Prezado Nelson a Enciclopédia do Feather com mais de 100 autógrafos me foi dada pela Da.Lucia esposa do Lula, dizendo-me que era uma vontade dele. A emoção foi enorme. Quanto ao acervo está intato, nada foi feito, seu escritório está exatamente como deixou. Cerca de 15000 Lps, mais de 2000 CDs, livros, coleções, etc. Apesar de Da. Lucia me pedir orientação até hoje não sabemos como fazer e os filhos, que tb são herdeiros, devem se manifestar e até agora tudo na mesma Se no Brasil tivesse uma organização séria sobre o jazz, seria fácil uma doação, mas...... É isso.

Nelson disse...

Mario,
Estimei saber que "a Bíblia" está em suas boas mãos. Se este país tivesse memória, poder-se-ia fazer um centro de cultura com seu acervo e, "in memoriam".

Todavia, neste pais "tudo se perde e nada se transforma", contrariando Lavoisier, o destino me parece , então, incerto.

Abçs. e obrigado por sua atenção.

"Nels"