Na noite gelada de domingo 24, apresentava-se a americana Joy Garrisson, que aparece bastante nos clubes italianos, está em constantes temporadas nesta casa, e é nada mais nada menos do que filha do grande baixista Jimmy Garrison(!), e devo dizer que foi uma bela surpresa. Muito comunicativa com a platéia, que aliás era mínima e não passava de umas vinte e poucas pessoas, a casa não tinha ocupada nem 20% da capacidade. Uma pena! A certa altura perguntou-me (sentava-me na primeira fila de mesas) de onde eu vinha, e a seguir se gostaria que ela cantasse uma musica brasileira, desconfio que sem saber que havia acabado de cantar, em inglês, "Nada será como antes", e por sinal num ritmo adequado e muito bem! Cantou então "Garota de Ipanema" onde já não foi tão bem. Brincou demasiado com a musica. Desfilou standards mostrando grande versatilidade nos tempos e na facilidade com que improvisava na divisão das frases. "Teach me Tonight", "Oh Lady be Good", e uma linda interpretação em "God Bless the Child", foram alguns dos temas. Abriu o set e fechou com rapidíssimos e eletrizantes "Love for Sale" e "Foggy Day", apoiada num ritmo vertiginoso de baixo e bateria.
No acompanhamento, na bateria e no baixo dois jovens italianos, Amedeo Ariano e Francesco Pilisi apresentaram-se com muita competência. Ao piano, para mim dos três da “cozinha” o mais interessante, e já mais maduro, Claudio Colasazza, fez um belo solo em "My Funny Valentine" que tocou em duo com Joy. Colazsazza fez jus à tradição dos excelentes pianistas italianos, como o já referido Pieranunzi, Bolani, D’Andrea, Bonafede, Manusardi, entre outros. Valeu a pena, quem passar por Roma não deixe de ir conhecer o ALEXANDERPLATZ.
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