Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

UM POUCO DE MANHATTAN NA NOITE CARIOCA DO SAVASSI FESTIVAL

29 julho 2012

O local, Miranda, situado na margem da Lagoa Rodrigo de Freitas, lembra um pouquinho, só um pouquinho, o cenário do Dizzy´s Club em New York, cujo palco, lá, tem como pano de fundo o Central Park; aqui, a nossa Lagoa.
E o palco da casa recebeu na noite carioca da edição do Savassi Festival os pianistas Shai Maestro e Kenny Werner e seus respectivos trios. Realmente uma noite magistral.

O israelense Shai Maestro abriu a noite acompanhado pelo peruano Jorge Roeder no contrabaixo e o também israelense Ziv Ravitz na bateria. Um trio espetacular, entrosadíssimo, formado em 2010 e todos residentes em New York, onde, realmente, tudo acontece. Como o próprio Shai Maestro afirma em seu site, "a conexão entre nós foi tão intensa que naturalmente nos tornamos um grupo, foi muito óbvio".
E foi o que comprovamos. Um início de apresentação com uma atmosfera um tanto erudita, com um tema ainda inédito, com Roeder explorando muito o uso do arco e as teclas de Shai evocando belas melodias. Mas o trio mostrou intensidade ao longo da apresentação e não tem como não destacar o baterista Ziv Ravitz, que foi um show à parte nas conduções mais intensas, e o contrabaixo de Roeder que sobrou nos improvisos, e ainda o lider do grupo que deu o recado com extrema maestria e apresentou dois belíssimos e intensos temas em homenagem aos avós, Brave Ones e The Flying Shepperd, esta que encerrou o show antes do bis e cuja melodia do tema deu um ar de Rick Wakeman no clássico Journey to the Centre of the Earth.
Um trio verdadeiramente contemporâneo, com a cara da cidade onde vivem.



A noite seguiu com o esperado trio de Kenny Werner, acompanhado por Johannes Weidenmueller no contrabaixo e Ari Hoenig na bateria. E foi Jazz para ninguém botar defeito. Um início de show um tanto experimental, mas que tomou uma forma espetacular com um Werner totalmente à vontade e tocando um absurdo. No repertório, além de composições autorais, citou os standards In Your Own Sweet Way (Brubeck), All Blues (Miles) e Poinciana (Simon, Bernier). Impecável também o baterista Ari Hoenig, a quem Werner deu muito espaço e é um músico fantástico e muito atuante na cena jazzística nova iorquina.
No momento mais intimista do show, o pianista afirmou que não podia estar no RJ e não tocar com a cantora Joyce, que estava presente na plateia. A verdade é que Joyce sabe das coisas, cantora extraordinária, e ela subiu ao palco para interpretar em duo com Werner, em total improviso, Essa Mulher (Joyce) e Corcovado (Jobim). O trio voltou ao palco e encerraram a noite com Bill Evans, Nardis.



fotos : PC

4 comentários:

jorge villas disse...

é verdade estive lá na sexta feira nada a + a dizer!! jorge villas

Anônimo disse...

Prezado Sr. Gustavo,

Excelente seu relato sobre a noite no Savassi Jazz, porém permita-me uma observação:

A famoso canção "Poinciana" não é de autoria de Ahmad Jamal, porém de Nat Simon e Buddy Bernier numa adptação do original inglês.

Quanto à versão de Ahmad Jamal foi um sucesso comercial fantástico que abriu-lhe as portas da fama para sempre na música americana e no jazz.

Por favor, não interprete este email como uma crítica, mas somente para dar a Cesar o que é de Cesar....."

Gustavo Cunha disse...

caro Sr. Anônimo,
correção feita e conhecimento nunca é crítica

sempre associei Poinciana a Jamal por isso acabei colocando o crédito a ele

grande abraço,

Anônimo disse...

anonimo Pedro Wahmann

definitiva e pra mim a mais bela da noite, a versão de With a song in my heart. Lindissima enquanto tempo balada,as vezes quase sussurrada e de repente num crescendo intenso e percussivo que pareceu-me que o piano ia voar..
inesquecivel, definitiva e nunca mais vamos ouvir algo parecido.
as cronicas do Gustavo estão otimas!