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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

BRANDFORD MARSALIS NO RIO EM 07.09.2011

07 setembro 2011

Nesta quarta feira a noite no Teatro Casagrande (Leblon), estara se apresentando o saxofonista Brandford Marsalis, filho de Ellis Marsalis (pianista) e irmao de Wynton (trompetista), Delfeayo (trombonista) e Jason (baterista).

Pelo que li e irei conferir amanha, Brandford estara acompanhado por Joey Calderazzo ao piano, Eric Revis no baixo e Justin Faulkner na bateria.

Que tenhamos la os ares descontraidos de New Orleans.

Beto

12 comentários:

Beto Kessel disse...

Show vibrante, com uma enorme satisfação no Bis, com meu pedido de Giant Steps atendido.

O som do baixo estava reduzido, mas em compensação, Joey calderazo e o baterista me impressionaram muito.

Beto

Mario disse...

Etéreo, contemporâneo, invenções, pouco swing, jazz, composições próprias!!! Standards só no final.
Joey no piano arrasa.
O que se esperava era ouvir jazz conhecido. Me irrita os músicos estrangeiros que vem ao Brasil e tocam Garota de Ipanema (não é o caso do Marsalis).
Cris Potter fez a mesma coisa, contemporâneo demais.

RENAJAZZ disse...

REALMENTE O BATERISTA E O PIANISTA COMANDARAM O SHOW QUE FOI MELHOR NO BIS PARA MIM BRANFORD PASSOU PASSANDO SEM DEIXAR SAUDADES

Palmeira disse...

Não assisti o show. Infelizmente, quando soube e pensei em comprar não havia mais ingressos à venda. Naturalmente, não posso comentar o que não (ou)vi. Mas essa questão de que fala o Mario, "expectativa de jazz conhecido" frustrada por um jazz "contemporâneo demais", me conduz a uma reflexão, talvez debate, espero que salutar. Estive escutando "Braggtown" noutro dia, com esse mesmo grupo só que Jeff Tain Watts na bateria. Um bom album de 5 anos atrás. Branford é de fato mais "contemporâneo" (não gosto do termo, mas vá lá, pra simplificar) que Wynton. Calderazzo é deveras muito bom. Afinal, se os músicos de jazz só tocassem o "conhecido" não teria havido sequer Louis Armstrong (um dos maiores avant-gardistas de todo jazz), muito menos Charlie Parker e todo o bebop (que receberam de Panassié, para quem jazz era apenas o dos concertos que ele organizava, o epíteto "isso não é jazz"), muito menos Thelonious Monk e suas composições angulares, essas sim muito "diferentes" (do que havia antes, por óbvio). Naturalmente, não haveria também Giant Steps, com sua inusual progressão harmônica. Enfim, seria mais difícil haver surpresa no "som da surpresa". Não sou daqueles que acham que o segundo Marsalis seja "passadista" no mau sentido (tenho Wynton como um dos mais importantes e grandes músicos do jazz da Renascença - se tomarmos o fusion como "as trevas"). Não me apetece o "novo pelo novo". Enfim, não acho que o jazz que não é de hoje e ontem seja (ultra)passado, porque não há jazz ultrapassado. Minha coleção de discos começa em King Oliver e acaba em Anat Cohen (melhor dizendo em André Mehmari, que guardo entre os CDs de "jazz"). Ontem mesmo escutava Armstrong e Ellington dos anos 30. Mas também, mais tarde, John Surman e Henry Threadgill e seu Sextett, um album sensacional, "Just the Facts and Pass The Bucket", que não pode ser tido como "contemporâneo" porque é de 1983. Ocorre que Threadgill é da linhagem AACM. Fico pensando qual seria a impressão que causaria em muitos jazzófilos se ele aqui viesse e tocasse aquela mesma música de 1983, composições próprias, com referências do blues ancestral á música do mundo todo e mesmo à atonalidade do clássico contemporâneo. É claro que cada um tem as suas predileções e não há "predileções melhores" (as minhas, por certo, não o são). Pessoalmente, uma das coisas que mais me fascina no jazz (na música em geral) é sua diversidade, riqueza de estilos e expressões. Como disse aqui certa vez o BraGil: "existe vida fora do mainstream". Mesmo a Down Beat, em geral conservadora, o reconhece. Afinal, o grande Muhal Richard Abrams foi entronizado em seu Hall of Fame!
Abraços

Beto Kessel disse...

Encontrei na saída o Maunah e a Cláudia Fialho e expressei minha opinião quanto ao show que me agradou (apesar dos standards que o mario mencionou terem chegado somente no bis). Ganhei a noite com o Giant Steps, que pedi e todos ganhamos.

Talvez o momento mais descontraido (a la New Orleans, lembrando a origgem do clã Marsalis)) tenha surgido somente no bis, contudo acho legal que a musica nos toca de forma diferente e isto e uma magica que o Jazz é capaz de fazer.

Obs. Não sei se o Bene-X esteve lá, mas caso tenha estado, que tal nos brindar com as impressões ? O mesmo vale para os demais Cjubianos la presentes.

Abraços,

Beto

Guzz disse...

fala sério, Mario !
contemporâneo demais ????
tá certo que tocar bossa nova é um saco mesmo

eu não fui ao show do Branford, não que eu não goste dele (gosto muito) mas essa palhaçada de vender só os ingressos lá no alto desse teatro me irrita !
mas eu vi o Cris Potter e inclusive alguns "puristas" levantaram no meio do show. é isso aí ... Charlie Parker, Dizzy e Duke já partiram !
o jazz está mudando a cara já há algum tempo e em NY e nas nuvens da Europa o que reina é esse "som contemporâneo", que eu gosto muito ... ainda bem !

abs,

BraGil disse...

Palmeira, faço minhas as suas palavras.
Guzz, será que vão dizer pela enésima vez que o "jazz" morreu!
Bragil

Andre Tandeta disse...

Bem.... acho que estamos aqui com um caso de expressões da lingua portuguesa que talvez não definam suficientemente bem o que se passa hoje no jazz. Bossa nova é ruim ? Se for bem tocada é muito bom. Idem para qualquer genero ou estilo musical, depende sempre de como e,claro,de quem. E quanto aos standards ,creio que Branford Marsalis sempre fez apresentações com repertorio todo ,ou quase todo, autoral. Quem dos amigos aqui desconhece a obra dele ? Clamar por standards numa apresentação de Branford Marsalis é um pouco estranho.
Vi o show do Cris Potter em BH, na rua , e arrumei um lugar praticamente dentro do palco. Foi sensacional. Surpresas musicais maravilhosas .

Beto Kessel disse...

Tandeta, Fiquei assombrado com o jovem baterista justin faulkner...o garoto toca muito.

Beto

MauNah disse...

Prezados Confrades,
estive lá, com ingressos caídos do céu aos 46 do segundo temnpo, e graças à desistência do Mestre Raf, a quem se destinavam originalmente, e a quem de público agradeço minha indicação como passível de ser o seu "bye".
A noite foi espetacular, simnplesmente. Mesmo para uma sessão dita "sold-out" mas que havia uma exuberância de lugares vazios. Confesso que não entendi a "política" subsidiária. Mas, falemos de música.
Branford está tocando cada vez mais e cada vez menos. O paradoxo, razoável para um Wayne Shorter, próximo da oitava década, seria razoável mas não se justifica para um "not-so-young-lion". Enquanto soprou, o fez de forma perfeita, densa, límpida e com maestria. Mas talvez por sentir-se já um "complete lion", decidiu dar largo espaço oas acólitos, e mais ainda ao jovem (e fabuloso) Justin Faulkner, que, por exemplo, solou durante 100% do tempo de duração do primeiro tema.
A mera disposição da bateria na frente do palco já denotaria que ali havia um bom baterista, mas nem em concertos de líderes bateristas (Art Blakey, Al Foster, Philly Joe Jones, entre outros tantos), houve tanto prestígio e espaço a um talento emergente como o dado por Branford a Faulkner que, aos 20 anos, já aprendeu tudo o que precisaria para transformar-se de fato numa estrela de primeira grandeza das peles e pratos.

Calderazzo foi o necessário e suficiente escudeiro de Branford, marcando as harmonias com destreza e graça particulares, e além disso, acrescentando tonalidades próprias que só valorizaram os temas - vários de sua autoria (os mais etéreos da noite, alguns ainda sem nome) - tudo dentro da estreita colaboração que desenvolve com Brandford na atualidade.
Infelizmente, o baixo de Eric Revis era quase inaudível. E a ele não foi dado nenhum momento de solo, em nenhum dos temas apresentados, o que impediu uma análise sequer razoável de suas qualidades, tudo, como já disse, girando em torno da bateria de Faulkner.
O concerto foi de alto nível, certamente que mais "contemporâneo" vez que foram em sua maior parte compostos por temas de Marsalis e Calderazzo.
Um destaque especial para a muito lírica Eternal do disco de mesmo nome, a que Branford entregou-se profundamente e na qual o baterista apenas apareceu como luxuoso coadjuvante.
Cotação: @@@@

P.S.: Minha mulher, presente, adorou o concerto de ponta a ponta, signifique isso o que significar.

MauNah

MauNah disse...

Onde se lê: "vez que foram", leia-se vez que foi; e "em sua maior parte compostos", leia-se composto.
A pressa, ah a pressa.
Desculpem.
Abs.

SAZZ disse...

Cejubianos ou não, lamentei muito ter perdido tal evento, principalmente por achar o Branford o grande Marsalis da familia, e certamente iria gostar e muito, até porque conheço e possuo as últimas apresentações do grupo em dvd's na Europa e nos E.U.A.
Quanto a questão de "standards" ou jazz "contemporâneo" vou me abster de comentar por achar uma grande bobagem, e o Palmeira já muito bem falou a respeito, aliás quem ouve Mehmari, Anat e Surman esta em um ótimo caminho e vou junto.
Com relação a achar a Bossa Nova "um saco" deve ser talvez ( talvez não, com certeza ) inerente a geração Y ou que prefere Junk Food com Coca Cola ( aargh ... )e não um bistrô frances com um bom e degustante vinho.
Ainda bem q não concordaram com tal idiotice o Bill Evans, Cannonball, Gerry Mulligan, Stan Getz, Ella e Sarah entre tantos e tantos outros que ainda ão de vir.

Mas eu fui...