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COLUNA DO LOC

23 maio 2011

JB, Caderno B, 22 de maio
por Luiz Orlando Carneiro

Como sabem os iniciados, a Thelonious Monk International Jazz Competition, realizada anualmente, é a mais elevada plataforma de lançamento de jovens músicos do idioma. Seus ganhadores, além de receberem prêmios de milhares de dólares, têm garantido contratos de gravação opcional com a Concord Records.
Em 2006 – o mais recente ano dedicado a pianistas – o vencedor foi o garoto-prodígio armênio Tigran Hamasyan, então com menos de 20 anos. O segundo colocado foi Gerald Clayton, filho e sobrinho de dois consagrados jazzmen, de sobrenome idêntico: o baixista-compositor John e o saxofonista Jeff.
Tigran e Gerald foram escolhidos por um júri integrado por seis sumidades: Herbie Hancock, Andrew Hill, Danilo Perez, Renée Rosnes, Billy Taylor e Randy Weston. A carreira de Hamasyan vai de vento em popa. Depois do insinuante álbum New era (Nocturne) – gravado na França em 2007, em trio com os irmãos
Moutin (François, baixo; Louis, bateria) – ele reaparece, agora, num disco solo, A Fable (Verve).
A sua agenda está cheia de concertos neste semestre, no Canadá, França, Itália e Bélgica.
O mesmo se pode dizer de Gerald Clayton, hoje com 27 anos. Seu registro de maior repercussão era The new song and dance (Artistshare), um dos discos indicados para o Grammy-2011, na categoria melhor álbum de jazz instrumental. Nesse CD, assinado pelos Clayton Brothers (pai e tio), o garoto brilha como
sideman, ao lado também de Obed Calvaire (bateria) e Terell Sttaford (trompete). Há dias, saiu o segundo CD do pianista como líder, Bond: The Paris sessions (EmArcy), com o mesmo trio que formou há três
anos (Justin Brown, bateria; Joe Sanders, baixo). E Clayton – que estudou piano clássico desde a infância, e depois foi aluno de Kenny Barron e Billy Childs – justifica, plenamente, a sua eleição como rising star do teclado no último referendo anual dos críticos da Downbeat (agosto de 2010). Com articulação e toucher imaculados, ele garimpa notas e acordes, conciliando a mainstream e um estilo composicional ao mesmo tempo erudito e exploratório, sutil e refinado. Não só em temas de sua lavra (13 das 16 faixas), como
em Fresh squeeze (4m) – com o apoio do arco e efeitos de Sanders – mas também na reinvenção de standards, como If I were a bell (7m45), de Frank Losser, e Nobody else but me (4m35) e All the things you are(3m42), ambos de Jerome Kern.

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