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COLUNA DO LOC

18 julho 2010

Caderno B, JB, 18 de julho
por Luiz Orlando Carneiro

Ouro instrumental

O 9º FESTIVAL TUDO É JAZZ (de 15 a 19 de setembro, em Ouro Preto) vai reunir, mais uma vez, uma constelação de estrelas. A expressão, no caso, não é um lugar comum, tendo em vista os resultados do referendo anual dos críticos da Downbeat, publicados na edição de agosto, já disponível para os assinantes.
O grande vencedor foi Joe Lovano, tríplice coroado como artista do ano, melhor sax tenor e líder do pequeno conjunto preferido pela maioria dos 84 votantes – o US Five. Mas três outros laureados no poll da DB estarão no palco do mais importante festival de jazz do país: Regina Carter, que confirmou o seu reinado entre os violinistas; o portorriquenho Miguel Zenón, primeiro da fila dos cultores do sax alto, categoria rising star, e terceiro na disputa do álbum do ano, com o CD Esta plena (Marsalis Music), só perdendo para Historicity (Act), do trio do pianista Vijay Iyer, e Folk art (Blue Note), do quinteto de Lovano; a israelense Anat Cohen (clarinete, saxes), eleita a “artista em ascensão do ano”, e terceiro lugar entre os clarinetistas, colada nos eminentes Don Byron e Paquito D’Rivera.
Regina Carter – que mereceu a suprema honra de gravar um disco no violino de Paganini, entesourado em Gênova (Paganini: After a dream, Verve, 2002) – vem a Ouro Preto com músicas de seu mais recente CD, Reverse thread (Koch), no qual incorpora a temática e a magia rítmica africanas às suas sofisticadas tramas harmônicas.
Seus acólitos são Yacouba Sissoko (kora, um tosco misto de harpa e alaúde), Adam Rogers (guitarra), Gary Versace ou Will Holshouser (acordeão), Chris Lightcap (baixo) e Alvester Garnett (bateria, percussão).
Miguel Zenón e o também magnífico compatriota David Sánchez (sax tenor) são as “vozes” do quarteto Migration do baterista mexicano Antonio Sanchez, com Hans Glawishnig no baixo – todos eles do primeiro time do jazz novaiorquino.
Anat Cohen já pode ser considerada a musa do Festival de Ouro Preto. Ela conquistou as plateias das duas últimas edições, e retorna agora com o sexteto 3 Cohens. Os dois outros Cohens são seus irmãos Avishai (trompete) e Yuval (sax soprano). Completam o excepcional combo o pianista Aaron Goldberg, Greg Hutchinson (bateria) e Matt Penman (baixo).
Os Cohens trazem uma peça inédita para um tributo a Louis Armstrong, que vai juntar artistas e conjuntos tão diversos como o trio da baixista Linda Oh e Nnenna Freelon; John Faddis e a Treme Brass Band; Jon Henricks e o trio do pianista Eldar Djangirov (com o sax de Joshua Redman).

2 comentários:

Beto Kessel disse...

Quem sabe Anat Cohen, Regina carter e Eldar nao irao dar uma passadinha pelo Rio antes de voltar para casa....e quem sabe, nao tocam em algum lugar desta cidade ?

Sonhar nao custa nada.

Beto

olney disse...

Uau! Esse não podemos perder...