Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

MORRE FREDDIE HUBBARD

29 dezembro 2008

Aos 70 anos, quem nos deixa é o trompetista Freddie Hubbard (1938-2008).
Faleceu em Los Angeles nesta segunda, 29, onde estava hospitalizado há 1 mês vítima de um ataque cardíaco.

Deixa uma grande discografia.
Um trompete que soou muito jazz onde nos '60 onde foi sideman de quase todos os grandes nomes como Oliver Nelson, Hancock, Shorter, Sonny Rollins, Ornette Coleman, Art Blakey, entre outros, e foi lider em muitos títulos do selo Blue Note. Nos 70 foi nome forte do selo CTI e promoveu também a fusão com outros elementos da música como soul, funk e o jazz rock.

Descanse em paz !

12 comentários:

Tenencio disse...

Esse ajudou a escrever o Livro do Jazz! Uma discografia de respeito, mesmo com discos mais comerciais na decada de 80 que não tiram o brilho do chamado"conjunto da obra".
Um super-super musico ,tambem muito bom compositor,com um vocabulario como solista que é estudado sempre em todo o mundo pelos trompetistas de jazz ou aspirantes. Dominio total da tecnica ,da sonoridade,do tempo e de varios estilos de jazz. Sugiro 5 gravações:
-como lider: em "Ready for Freddie" e "Red Clay".
-como sideman em 3 discos que eu considero geniais:"Blues And The Abstract Truth" de Oliver Nelson, "Free For All" de Art Blakey e "Speak No Evil" de Wayne Shorter.
Um Gigante.
Abraço

JoFlavio disse...

A primeira vez que ouvi Hubbard (e também Wayne Shorter) foi com o Art Blakey & The Jazz Messenger, 1962. O nome do Lp: 3 Blind Mice. Na cozinha ainda Curtis Fuller, Jymmie Merritt e Cedar Walton. Pascoal Meirelles fez um disco em homenagem. 3 Blind Mice marcou época prá mim - eu, garotão, morava em Brasilia. E de lá para cá passei a acompanhar bem de perto as carreiras de Hubbard e Shorter, este hoje com 75 anos e em plena atividade. O que se pode dizer de Hubbard é que foi um dos maiores trumpetistas de todos os tempos. Pode parecer homenagem póstuma, mas não é. Sempre achei, acho e continuarei achando.

Palmeira disse...

Poxa !!! Tanta coisa pra ouvir ... As sugestões do Tandeta são ótimas. Essa formação dos Messengers com Hubbard, Shorter e Curtis Fuller nos sopros ... qualquer disco, escolhido ao léu, é de excelente pra espetacular !! Gosto muito de Buhaina's Delight. Esse Ready for Freddie é fantástico, estive escutando com atenção há poucos meses atrás. Grandes músicos de jazz não raro "apresentam as armas" ainda novos tocando com maestria pelo menos um bluesão e uma balada. Em Ready For Freddie tem um blues, Crisis, que é de primeríssima classe. Excelente compositor, bem enfatizado, Tandeta. "Lament for Booker", a elegia que ele fez para Booker Little, é de chorar. Tenho muitas predileções especiais, uma delas é por "jazz waltzes", e "Up Jumped Spring" é uma das minhas all-time favoritas. Tem as gravações de meados dos 80 com Woody Shaw, em que eles acabam homenageando Fats Navarro, Howard McGhee, Clifford Brown, Lee Morgan, Kenny Dorham !! Renderam um CD duplo da Blue Note, "The Freddie Hubbard and Woody Shaw Sessions". Uma vez, fui escutando e entremeando com gravações originais dos temas por Navarro etc ... Uma banquete de trompetes !!
Além disso tudo, sempre me fascinou o fato de que Hubbard, como se não bastasse ser um gigante do hard-bop e do maisntream, comparece em várias algumas gravações clássicas e antológicas da "new thing" dos 60, como "Free Jazz" (Ornette), "Out To Lunch" (Dolphy) e "Ascension" (Coltrane). Todas gravações-marco. Além, é claro, de ser o trompetista no talvez cult-marco número 1 de todo jazzófilo que é "Blues And The Abstract Truth". Sem nunca ser "eclético" no mau sentido, isto é, diluidor e sem estilo, mas "Eclético" no bom sentido, isto é, acima de clichês e compartimentos estanques. Hubbard só não estava no Miles Davis Quintet por razões óbvias, mas parecia até o "segundo" trompete do MDQ, tantas foram as vezes que se juntou a Shorter, Hancock e cia. em shows e gravações(vide o VSOP).
Long live, Freddie Hubbard !!

Beto Kessel disse...

Lendo o texto e os comentarios sobre o falecimento de Hubbard, lembrei de um album que tive que tinha o nome do grupo VSOP (Very Special Old Product).

Quantos gigantes tocando juntos.

Dali fui viajando pelo youtube e me deparei com cantaloupe island, em que Hubbard tem um solo inesquecivel.

Alias o tema e inesquecivel.

Beto Kessel

Bene-X disse...

Perda irreparável. Gênio absoluto, com dicção própria, adquirida a partir da linguagem de Navarro, Gilespie, Brown e Morgan. Deixa um grande vazio, e, a um só tempo, de um lado, a tristeza do passamento, porém, de outro, a ventura de tantos e tão maravilhosos registros para uma posteridade que, sem ele, não teria ganho o brilho do sopro inesquecível de Hubbard: the one and only Freddie Hubbard.

Abs.,

Tenencio disse...

Palmeira,
"Crisis" do disco "Ready for Freddie" não é um blues. O blues a que voce talvez esteja se referindo é "Birdlike",do mesmo disco. Esse é um blues em linguagem bop que é maravilhoso.
No "jazz.com" encontra´-se interessantissima materia em que Randy Brecker comenta 12 solos de Hubbard . Comentarios de quem é realmente mestre no assunto,vale a pena dar uma olhada.
E nessa mesma materia pude ler um comentario que diz muito sobre o homem. Ele tinha uma postura de trumpetista-gladiador. Seus solos pareciam passar essa mensagem para os outros trompetistas:"I'm Freddie Hubbard and you are not".
Quem pode, pode .
Abraço

Palmeira disse...

Tandeta,

Tem toda razão. Fiz confusão. Crisis não é um blues. Birdlike,sim, é um blues em tempo rápido. Botei rapidamente pra ouvir agora. Na verdade, o que eu estava ouvindo em minha cabeça enquanto escrevia era algo que não era nenhum desses temas, como se fosse uma mistura de ambos. De qualquer forma, ambos são temas ótimos, como todo o disco.

APÓSTOLO disse...

Perde-se mais um "ícone" da Arte Popular Maior.
Felizmente para todos nós e futuras gerações deixou vasta e importante discografia.

Tenencio disse...

Imperdivel:
Dave Douglas comentando sobre a arte e a carreira de Freddie Hubbard.
http://www.greenleafmusic.com/
Muito bem escrito com considerações inteligentes e pertinentes e ainda uma pequena aula de musica e trompete. Para nos que somos fãs de Freddie é um prato cheio.
Abraço

Anônimo disse...

Mais um dos "grandes" do jazz que nos deixa com a recordação de sua larga obra. No Rio de Janeiro, suas apresentações tiveram "alguns causos" que foram notáveis. Estava eu na Sala Cecília Meireles e o seu time de "cobras"(Pharoah Sanders, Kenny Barron, etc..) no palco e ele chegou já depois do show iniciado. Pediu desculpas etc... e, tudo bem. A certa altura com o som rolando, irrompe uma senhora vinda dos camarins, aos berros e, um dos saxfonistas interrompe o solo e sái do palco para atendê-la. Era uma empresária deles, que havia levado um murro de seu sócio paraguaio atrás do palco. Após o estremecimento, "o show deve continuar" e o "sonzaço" deu prosseguimento. Coisas do jazz. Descanse em paz.

Nelson Reis

Anônimo disse...

l

Anônimo disse...

O Freddie Hubbard foi um grande músico.Mas como homem tinha um carater moldado a crack.Qdo.ele veio neste show da Sala Cecilia Meirelles tive que obriga-lo a deixar o hotel para ir tocar na base da ameaça.Ele se trancou e ficou fumando a droga por horas e dando muito trabalho à produção.Por isso se atrasou.Desrespeitou a todos e aos músicos da banda que não queriam mais tocar com ele.O tapa que a infeliz produtora levou foi de um americano chamado Kenny Dondero que percebeu que quem trazia a droga para o Freddie era ela.Em SP seu estado era tão lastimavel que ele não conseguiu fazer o show.Chamamos um médico que queria interna-lo por overdose de crack.Fez tanta grosseria no hotel Maksoud,desrespeitando até mesmo uma senhora da limpeza empurrando e batendo nela!!!...que eu mesmo me incumbi de despacha-lo do Brasil.Botamos ele numa kombi e literalmente jogamos no aeroporto.Ele estava transtornado e nunca conseguiu largar o vício que acabou com sua carreira.Era um coitado,mentia sem parar,literalmente um homem viciado.Uma pena.