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FESTIVAL NO RIO TERMINA COM CHAVE DE OURO

11 setembro 2008


Claro, estamos usando um chavão mas, é o que mais se adapta ao encerramento desse sensacional Jazz Festival Brasil – 2008. Count Basie e Louis Armstrong foram homenageados através das apresentações do sexteto do pianista canadense David Braid e do Irakli & Louis Ambassadors.
Uma noite cheia de swing e alegria musical, com os repertórios dos homenageados visitados com muita competência. Braid abriu com uma espetacular versão do “9.20 Special”, mostrando a potencialidade de seus solistas de frente. Naipe formado por tenor, trompete e trombone com bastante liberdade nos solos e muita inventividade. A seção rítmica liderada por Braid contava com um trabalho excelente do contrabaixista Steve Wallace, um dos músicos mais aplaudidos da noite e o apoio de um excelente baterista. “Blue Lester” foi o número seguinte, destacando o sax-tenor (não deu para captar os nomes dos músicos nem pelos autógrafos) com sonoridade que lembrou a de Al Cohn. Depois, “Jive at Five”, “Harvard Blues” um medley de baladas (These Foolish Things, Polka Dots and Moonbeans e When You’re Young). Seguiu-se um número de piano solo com o líder homenageando seu compatriota Oscar Peterson numa magistral interpretação de “Yesterdays”, na qual percorreu os vários estilos do jazz-piano, como fazia Peterson. “Stride”, “Boogie Woogie”, "Bebop” na linha Bud Powell etc. “Jumping at the Woodside” foi o número de encerramento com mais uma magnífica participação do baixista Steve Wallace. Intervalo, compra de CDs e autógrafos antes do “grand finale" com Irakli & the Louis Ambassadors. Embora não houvesse novidades, já que Irakli já se apresentara no festival anterior, o set foi realmente espetacular, com o repertório de Satchmo revisitado com muita competência. Importante dizer que Irakli conhece a fundo a história do Jazz e principalmente de Armstrong. Antes de cada tema ele dava a origem, o ano e a gravação que fez sucesso. Assim, foram citados Paul Whiteman, Bing Crosby e outros mais. Fez um medley com os sucessos gravados por Armstrong (La Vie em Rose, Ces’t Si Bon , Mack The Knife e Hello Dolly) e destacou seus solistas em todos os momentos, principalmente o pianista em seu número solo “Somebody Loves Me”. Tudo feito com muita competência e doses de humor. Terminado o set, mais CDs e autógrafos. Irakli ao descer do palco foi solicitado por Mariozinho de Oliveira para uma conversa e o assunto foi a temporada de Louis Armstrong no Rio em 1957. Também gastei o meu francês ao informar o nome do trombonista brasileiro (Leonel Guimarães) que tocou com Armstrong e contar sobre a saída inopinada de Satchmo do Maracananzinho quando foi vaiado. Estevão Herman explicou que a vaia se deveu ao curto tempo do show, já que Satchmo chegou atrasado e teve que sair mais cedo por causa do horário de seu vôo. Enfim, abraços, confraternização e a promessa de volta no próximo festival. Assim esperamos.
No balanço geral perguntava-se qual foi a melhor noite. Ninguém arriscou e a conclusão é que as três récitas foram excelentes dando ainda mais importância a esse festival, pouco divulgado mas já muito admirado pelo carioca. Nota 10.

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