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ODE AO CELLO NO JAZZ

04 setembro 2007

Alguns dos maiores baixistas -- incluindo Oscar Pettiford, Ray Brown, Sam Jones e Percy Heath -- também tocaram violoncelo. Ron Carter adorava o instrumento, para a maioria ele o usava como se fosse uma réplica anã de seu instrumento. Ele dedilhava as cordas como seus predecessores e chamava o cello de seu "baby bass".

A improvisação com o arco no violoncelo é outra coisa. Fred Katz, conhecido em 1950 por seu trabalho com o Chico Hamilton Quintet, mostrou que existe um lugar para a improvisação com arco no violoncelo, apesar das dificuldades que o instrumento apresenta, que inclui uma relativa lentidão no ataque.

O violino, primo menor e mais rápido, foi muito utilizado nos primórdios do jazz. Na bela gravação de Roger Kellaway Cello Quartet, Ed Lustgarten foi brilhante, lendo e interpretando os solos que Kellaway escreveu, mas ele não era um improvisador. Este belo disco, relançado recentemente, deve ter inspirado Egberto Gismonti pelo estilo musical.

Recentemente Erik Friedlander, Alisa Horn e Matthew Brubeck, entre outros, ajudaram a trazer o violoncelo para um círculo de instrumentos aceitos no jazz, usando toda a sua capacidade.

Lendo o site de Matt Brubeck, o filho mais novo de Iola e Dave, está escrito "O site do improvisador no violoncelo Matt Brubeck". Matt veio a improvisar em 1991, gravando com Dave o disco "Quiet As The Moon". Uma de suas performances que impressiona é num duo com seu pai "To Hope: A Celebration".

Matt toca com muita firmeza seu instrumento e suas improvisações são expressivas e expontâneas, tanto com o arco como dedilhando as cordas, transformando o violoncelo num 'baby bass', como o baixista Milt Hinton fazia.

A mais recente parceria de Matt é com o pianista canadense David Braid (www.davidbraid.com). Em seu CD "Twotet/Duextet" os músicos tocam 5 músicas de Brubeck e 3 de Braid. A facilidade de Matt Brubeck com o violoncelo, usando o arco ou dedilhando nos leva a crer que ele é capaz de tocar qualquer coisa naquele instrumento. Neste CD as músicas estão anos luz a frente de algo parecido, nota-se uma grande força, estrutura harmônica e substância fora do comum.

Braid era um pianista desconhecido -- até hoje 'never heard of him', mas agora é partir para buscar seus trabalhos prévios, particularmente de seu sexteto com all stars canadenses como Terry Clarke, Mike Murley, Steve Wallace, Gene Smith e John MacLeod. O tom, toque, acordes e a imaginação, fazem dele um dos mais interessantes novos pianistas. Durante minha pesquisa notei que outros também se interessavam por ele, alguém escreveu que "Se Bill Evans estivesse vivo, eu mandaria um CD do Braid para ele".

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