Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

26 maio 2017

E OS 15 ANOS IAM PASSANDO EM BRANCO

Motivo de extrema empolgação no início, quando todos garimpávamos amadoristicamente notícias e opiniões de alguns dos grandes comentaristas brasileiros de jazz para ter posts, e este que vos escreve chegou até a inventar, para manter a atenção no mural, uma leitora* e também por ter repercutido uma experiência fabulosa para nosso time amador (com exceção do Mestre Arlindo Coutinho, que esteve no almoço onde germinou a idéia de produzir concertos mensais com a produção alternada e empolgadíssima dos confrades, talvez o ápice de nossas experiências jazzísticas aplicadas), chegamos aos 15 anos de existência como jamais poderíamos imaginar.

A despeito das enormes perdas dos Mestres Raf e Lulla, hoje ouvindo o fino do jazz nas planícies do Valhalla, a vida seguiu e hoje detemos não 3, Coutinho, Raf e Lulla, pela ordem de adesão (para nós, conquistas) mas 5 grandes Mestres e educadores na matéria Jazz, que com seus artigos e material sempre preciso e enriquecedor, dão ao CJUB uma estatura cultural específica, difícil de encontrar igual em língua portuguesa. 

Assim, mesmo passados 16 dias do "aniversário" do adolescente e quinzanista blog, não é tarde para agradecer a todos os que por aqui passaram colaborando, e mais ainda a estes abnegados Mestres que o mantém como repositório de informação e atualização sobre o panorama passado, presente e futuro da "música dos músicos" ou "a música que faz amigos", como já os ouvi classificar o Jazz.

Nominalmente, meu agradecimento ao Mestre MaJor, grande comandante ao timão desta nau internética; e igualmente, aos Mestres Apóstolo, Nels e Tibau, que estão na linha de frente junto com ele, produzindo, compilando e publicando o que se vê aqui pelo mural nos dias de hoje.

Um parêntesis oportuno: o Coutinho, que completa o time dos 5 Mestres acima mencionado, apenas numa oportunidade "psicografou", via outro membro, um artigo então publicado, sendo antes o homem dos bastidores das produções citadas, peça fundamental na arregimentação dos músicos; e incentivador dos membros a comparecerem aos eventos jazzísticos que a cidade do Rio ainda oferecia e, last but not least, era a mola propulsora da diversidade dos assuntos então tratados nos almoços das sextas-feiras. 

(*) "Conchita", como a batizei, era uma gringa morena e de olhos azuis, que seria amante do jazz e que ainda por cima fumava charutos, etérea e indelevelmente gostosa criatura que agora posso revelar, fez muito confrade marmanjo sonhar com ela, pelas fotos da moça, obviamente tão falsas quanto a dita cuja.

Então, o momento é, por tudo e todas estas tão adoráveis lembranças, de regozijo. 

LONGA VIDA AO CJUB!

8 comentários:

pedrocardoso@grupolet.com disse...

Prezado MauNah:

Os primeiros 15 anos são sempre os mais difíceis - após os mesmos o CJUB vai crescer ainda mais, pois todos terão ânimo redobrado para "comparecer" com notícias, fatos, publicações etc etc etc.
Com certeza teremos novos editores, jovens que irão (re)descobrindo a grandeza da ARTE POPULAR MAIOR, que irão sentindo o pulsar, o swing, o feeling de melodias, harmonias e rítmos que sempre se renovarão, com também novos músicos que homenagearão os menos jovens.
O JAZZ é isso e ja lá se vão mais de 01 século de inovação/renovação.
Quando iniciamos o lamento pela ida de Coleman Hawkins, Lester Young e Ben Webster, simultaneamente nos alegramos pela chegada de um Scott Hamilton, logo seguido por um Francesco Cafiso e assim por diante.
Viva o CJUB, quase maior de idade.

PEDRO CARDOSO

pedrocardoso@grupolet.com disse...

Em tempo - já lá se "vai mais de 01 século".

PEDRO CARDOSO

MARIO JORGE JACQUES disse...

Prezado MauNah é com imensa satisfação que vi sua postagem, afinal estava achando que como um dos fundadores e mantenedores não se pronunciaria sobre nossos 15 anos! Mas em tempo agradeço também suas palavras sempre carinhosas e incentivadoras, enquanto tiver saúde estarei colaborando com este blog cujo acesso está sempre aumentando e acredito que sejamos um marco na divulgção daquilo que tanto amamos o JAZZ. Um grande abraço.

Beto Kessel disse...

Ao conversar com o Helio Alves apos o fantastico show da Joyce na ultima sexta, lembrei do concerto com o Brazilian Trio (Helio, Nilson e Duduka) numa daquelas espetaculares produções do CJUB no Mistuta Fina. Vida longa ao CJUB

Nelson disse...

PREZ,

Conheci a existência do CJUB pelo Arlindo Coutinho durante a "jam" feita pelo saudoso Bud Shank, na Marina da Gloria, RJ, ficando um atento leitor e comentarista desde então.
Tempos depois o "Apóstolo" e o "Major" me "apadrinharam", juntamente com o não menos saudoso Mestre Lula, como "editor" e vimos (na medida do possível) contribuindo, de forma modesta, na página deste "blog" com algumas matérias jazzísticas.
O CJUB é um baluarte da "Arte Popular Maior" e, atinge agora a "puberdade" de seus 15 anos, pleno de realizações.
Essa faze ´tem sido esplendorosa e, reveste-se de u'a "maioridade" em seus conceitos, graças à qualidade do que aqui se expressa e o quilate dos frequentadores.
Vamos manter essa chama viva "as long as we live"
PARABÉNS a todos os "cjubianos" e, em especial, a você cuja dignificante ideia permitiu que o melhor do jazz possa aqui ser focado diáriamente.
Um abraço
"Nels"

Anônimo disse...

Caros amigos,
é bom ter a companhia de vocês neste espaço, já que, dos fundadores originais sou o único que ainda vem até aqui para ler (e convenhamos, muito menos do que gostaria, creiam) e apreciar seus artigos. Não sei que destino levaram nossos editores/confrades/comentaristas que tanto já abrilhantaram este blog e que agora devem estar vendo coisas no WhatsApp ou no Facebook ou no Instagram (e convenhamos, o que EU faço muito mais do que gostaria, creiam).
De todo modo, chegar aqui e ver vocês laboriosamente mantendo esta página viva me faz muito bem, o que inclusive diminui meu remorso.
A todos, o meu grande braço.
Mau Nah

EMERSON disse...

Senhores, sou leitor antigo do blogue e sei o quanto é difícil manter uma página sobre jazz neste país. O trabalho de vcs merecem sempre uma salva de palmas e de incentivo. Continuem caminhando, mesmo com pouca audiência. Sabemos que o jazz nunca dará audiência, mas menos é mais. Parabéns e vida longa ao CJUB.

Anônimo disse...

Prezado Emerson,
muito obrigado pelas suas palavras e assiduidade. Este CJUB é feito principalmente para pessoas como você. Valeu pela força!
Grande abraço,
MauNah