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11 março 2008

HISTÓRIAS DO JAZZ N° 57



Mais Max ...



Relembrei quando escrevia a história anterior que após o falecimento do amigo Max tive a idéia de imaginar o seu encontro com José Maria Pacheco, também da AND e a curtição dos dois ouvindo as orquestras dos “band leaders” que já tinham subido. Claro,um encontro com Glenn Miller era fundamental e então escreví um conto intitulado “Max e Glenn Miller” que vem se constituir em nossa próxima história. Espero que gostem .




MAXWELL JOHNSTONE & GLENN MILLER (outubro, 1996)


E Mr. Maxwell chegou lá. Após ser liberado da burocracia celestial, foi encaminhado ao salão de despachos onde um anjo lia em voz alta o destino dos recém-chegados e o respectivo guia que os levaria até lá. Soube então que seria encaminhado a galáxia musical,tendo como cicerone, nada mais nada menos do que São Jorge.
Durante o trajeto pouco conversaram mas, o santo quis saber porque o mister deixara a Inglaterra para viver no Brasil. Max explicou que foi uma opção pessoal, nada tendo contra o seu país natal. Ouviu então a queixa do santo, contra a terra que o incluiu num negócio chamado “candomblé”, onde era tratado por Ogum. Max teve que explicar que não freqüentava aquele culto, sobre o qual nada sabia.São Jorge aceitou as explicações e voltou a reclamar contra o apelido de Ogum e assim chegaram a galáxia musical. Despediram-se britanicamente e Max dirigiu-se à recepção onde, para sua surpresa ,o aguardava José Maria Pacheco.
Abraços efusivos e Pacheco tomou a palavra, explicando com detalhes como funcionava a galáxia. Max perguntou como Pacheco soubera de sua chegada. Pacheco sorrindo explicou que vira e ouvira a notícia no “Jornal Celestial” apresentado diariamente por Heron Domingues. E prosseguia com as explicações : “Aqui temos de tudo. O bairro do Jazz é um barato. Música permanente,executada pelos nosso ídolos, havendo um revezamento de big-bands no “Anjo Azul” toda a semana. E Pacheco prosseguia com a narrativa “Já conheço todos os “band leaders”, Tommy Dorsey, Benny Goodman, Harry James e até o Glenn Miller que aliás,quer te conhecer..
Mr. Maxwell ficou surpreso. Porque Glenn Miller queria conhecê-lo? Bem, ele deve saber que fui um razoável colecionador de seus discos. Ou então, soube do “Beco das Big-Bands” que eu fazia no programa do Lula.
Pacheco pegou Max pelo braço e anunciou: Glenn Miller deve estar ensaiando , vamos até lá que eu vou apresentá-lo. Chegaram ao “Anjo Azul” e Glenn Miller levantou-se e saudou amavelmente os visitantes.
Pacheco muito excitado fez as apresentações : “Mr. Miller,esse é o meu amigo Max,sobre o qual lhe falei. Glenn Miller solícito apertou a mão de Max e agradeceu todo o carinho que o “mister” tinha dedicado ao seu trabalho, afirmando que nem os chamados críticos de Jazz conheciam tantos detalhes de sua carreira.Max agradeceu mais uma vez e começou a relembrar as chamadas “gravações não comerciais”, realizadas pela “Orquestra Militar” dirigida por Miller. Os trabalhos do pianista Mel Powell, as visitas de cantores famosos etc .Arrematando o encontro, travou-se o seguinte diálogo :
Max – Mr. Miller, foi muito bom encontrá-lo, pois agora vou esclarecer uma dúvida que tenho ha. muito tempo : Afinal de contas, como é que o senhor morreu ?
Glenn Miller - Ora bolas ! Esperei tanto para conhecê-lo justamente para perguntar : “Como foi que eu morri ? “

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