Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) *in memoriam*, Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) *in memoriam*, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo), Carlos Augusto Tibau (Tibau), Flavio Raffaelli (Flavim), Luiz Fernando Senna (Senna) *in memoriam*, Cris Senna (Cris), Jorge Noronha (JN), Sérgio Tavares de Castro (Blue Serge) e Geraldo Guimarães (Gerry).

19 outubro 2018



          Série    PIANISTAS   DE   JAZZ
Algumas  Poucas  Linhas  Sobre  o  Piano  e  os  Pianistas
57ª  Parte   -   I  

(49)(a)    DAVE  BRUBECK        Um  Formador de Público       Resenha Longa 

Estamos em outubro de 2018 e há pouco mais de 33 anos, em 03 de abril de 1985, gravei no estúdio 1 da TUPÍ-FM, Rio de Janeiro, programa “JAZZ ESPETACULAR” transmitido no dia 07 de abril seguinte, produzido e apresentado por sua titular Ana Lúcia, um especial sobre DAVE BRUBECK.
Escreví o roteiro, escolhí os temas a serem tocados (10 no total = “Jeepers Creepers”, “Summer On The Sound”, “Tokio Traffic”, “Anything Goes”, “Love For Sale”, “Unisphere”, “Cable Car”, “Cassandra”, “Estrellita” e “Movin’Out”), fornecí os LP’s e participei da locução. É da gravação desse programa que extrai boa parte do texto que se segue, claro que com algumas atualizações de 1985 até o presente.
Quando da realização desse programa BRUBECK já havia estado no Brasil em 1978, apresentando-se no Rio de Janeiro em 03 oportunidades, sempre em quarteto e com seus filhos Darius, Chris e Dan: em 25/março no Hotel Quitandinha e na Escola de Música nos dias 29/março e 02/abril.

David “Dave” Warren Brubeck, artisticamente DAVE BRUBECK, pianista, compositor e líder de “combos”, nasceu no dia 06 de dezembro de 1920 em Concord, Califórnia, vindo a falecer na véspera de completar 92 anos em 05 de dezembro de 2012 em Norwalk, Connecticut, vitimado por uma parada cardíaca, ocasião em que, acompanhado por seu filho Darius, dirigia-se para consulta com seu cardiologista.
BRUBECK tem sua obra destacada por três características: (a) o trabalho de divulgação nos “colleges”, formando público para o JAZZ, (b) a permanente utilização do piano ancorada no treinamento do clássico e (c) a busca e utilização das tonalidades e dos contrastes rítmicos, além das métricas, pouco usuais.
Sua esposa e companheira permanente, além de incentivadora e parceira musical (letrista), foi Iola Whitlok, com quem casou-se em setembro de 1942 e com ela alcançando os 70 anos de matrimônio pouco antes dele falecer; BRUBECK foi sepultado no cemitério de Umpawaug, em Redding, Connecticut. Iola morreu pouco mais de 01 ano após, de câncer e em 12 de março de 2014 em Wilton, Connecticut.
Quatro dos seis filhos do casal tornaram-se músicos profissionais: o mais velho, Darius, pianista, produtor e professor; Dan percussionista; Chris compositor e multi-instrumentista; Mathew, o mais novo, violoncelista. Michael, um quinto filho, faleceu em 2009. Os filhos músicos em muitas ocasiões apresentaram-se e gravaram com o pai. A família de BRUBECK (originalmente “Brodbeck” de origem suiça) “respirava” música por parte de Elizabeth (tratada em família com o “Ivey”), a mãe, que havia estudado piano na Inglaterra e tinha a intenção de ser uma “pianista de concertos” para auxiliar na renda familiar; com ela BRUBECK teve suas primeiras aulas de piano aos 04 anos e violoncelo aos 09, mas sem pensar em carreira na música, ainda que seus irmãos mais velhos, Henry e Howard, trilhassem esse caminho. O pai foi um rancheiro e com ele BRUBECK adquiriu sua paixão pela montaria, inclusive e mais tarde como motivo para ritmos e andamentos pouco usuais.
BRUBECK cursou a “University Of Pacific” (à época era o “College Of The Pacific”) em Stockton, cidade de seu estado natal, para estudar veterinária e antes de voltar-se para o estudo musical.
BRUBECK jamais se interessou em estudar métodos e queria apenas aprender a compor melodias e, porisso, não aprendeu a ler partituras; sempre alegava dificuldades de visão durante suas aulas de piano, quase chegando a ser expulso da faculdade, quando um de seus professores descobriu que ele não sabia ler partituras; outros professores o defenderam face ao seu talento no domínio da harmonia e do contraponto. Receando que a permanência de BRUBECK pudesse acarretar prejuízo para a instituição, a “University Of The Pacific” acabou concedendo-lhe a diplomação em 1942, sob a condição de que ele jamais se tornasse professor de piano.
Após formar-se e nesse mesmo 1942 ele ingressou no exército, U.S.Army, servindo sob o comando de George Patton durante a Batalha do Bulge em Ardennes, onde conheceu seu futuro parceiro, o saxofonista Paul Desmond.
                                                                Observação
Durante o período de serviço militar BRUBECK viu cenas que o constrangeram, pelo  que  conhecia  dos  “10 Mandamentos”.  Muito anos  mais tarde,  por  volta  de  1980,  ele  converteu-se ao catolicismo, entrando para a  Igreja Católica  em 1996 e  em 2006   recebeu  medalha   da  “Universidade  de  Notre Dame”,  a  mais  antiga  e prestigiada honra dada aos católicos américa nos, ocasião em que se apresentou para a turma de 2006.

Desligando-se do serviço militar retornou aos estudos no “Mills Colege” em Oakland, onde Darius Milhaud o introduziu no mundo das fugas e contrapontos, das orquestrações e arranjos, cunhando-lhe toda uma obra futura. Chegou a receber umas poucas aulas e lições de Arnold Schoenberg na prestigiosa “UCLA”, o que o levou a penetrar no mundo da teoria e prárica da denominada “música moderna” mas, esse interregno BRUBECK / Schoenberg, logo se findou por discordâncias musicais. Completou seus estudos com Milhaud, após o que criou seu primeiro e efêmero octeto em 1949 com a participação de Cal Tjader e Paul Desmond. Sem obter grande sucesso com essa formação, também sua primeira decepção, iniciou um trio com dois antigos membros do octeto (sem Desmond), tampouco sem um mínimo sucesso.
Em 1951 e surfando no Hawaí BRUBECK sofreu acidente com sério problema (pescoço e coluna), recuperando-se sómente após alguns meses, mas tendo como sequela problema que anos mais tarde afetou suas mãos, sua maneira de tocar acordes em bloco, maneira já complexa pelas viagens nos “tempos”.
Ainda assim e finalmente nesse mesmo ano de 1951 ele organizou o “Dave Brubeck Quarteto” (BRUBECK/piano, Paul Desmond/sax.alto, Bob Bates/contrabaixo e Joe Dodge/bateria), tornando-se o "quarteto residente" do night club "Black Hawk" de San Francisco.
Iniciou suas apresentações nos “campus dos colleges”, o que lhe granjeou enorme popularidade, além de formar público jovem para o JAZZ e, mais ainda, de permitir as gravações pelo selo “Fantasy” dos álbuns "Jazz At Oberlin" (1953) e “Jazz At The College Of The Pacific” (1953), assim como “Jazz To College” (1954), seu primeiro na Columbia Records.
Em 1954 ele foi capa da prestigiosa revista “TIME” (lembrando-se que foi o segundo músico de JAZZ a receber esse foco depois, claro, do grande LOUIS ARMSTRONG em 1949).
BRUBECK que sempre nutriu admiração por Duke Ellington (paralelamente à sua paixão pela música erudita), declarou na ocasião em entrevista que tal homenagem deveria caber a Duke Ellington;   consta que este foi ao hotel onde BRUBECK estava hospedado e cumprimentou-o (coisa de “gigantes” humanos).
BRUBECK prosseguiu atuando com Paul Desmond e mais adiante fez gravações com Gerry Muligan .   Mais adiante indicamos as formações de BRUBECK ao longo dos anos, até o derradeiro quarteto com o saxofonista e flautista Bobby Militello, o contrabaixista Michael Moore e o baterista Randy Jones.
A lista de músicos componente do(s) quarteto(s) de BRUBECK incluiu ao longo dos anos: Paul Desmond claro, Bob Bates, Joe Dodge, Ron Crotty, Lloyd Davis, Joe Morello, Norman Bates, Eugene “Gene” Wright, Gerry Mulligan, Jack Six, Alan Dawson, seus filhos Darius, Chris e Dan Brubeck, Bobby Militello, Alan Dankworth, Michael Moore e Randy Jones.
A seguir as formações do quarteto ao longo dos anos.

1951–1956 BRUBECK/piano, Bob Bates/baixo, Desmond/sax.alto e Joe Dodge/ bateria.

1953
BRUBECK/piano, Desmond/sax.alto, Ron Crotty/baixo e Lloyd Davis/bateria.

1956–1958
BRUBECK/piano, Desmond/sax.alto, Norman Bates/baixo e Joe Morello/ bateria (este foi conhecido por BRUBECK enquanto atuava com a grande Marian McPartland).

1958-1968
BRUBECK/piano, Desmond/sax.alto, Gene Wright/baixo e Joe Morello/ bateria: Eugene (Gene) Wright uniu-se ao quarteto em 1958 para temporada na Ásia e na Europa promovida pelo Departamento de Estado americano. No final dos anos da década de 1960 BRUBECK cancelou inúmeras apresentações e contratos em clubes e festivais, por seus donos/gerentes não aceitarem grupos “integrados” (com negros); chegou a cancelar apresentações na televisão sempre que a câmera filmava o quarteto sem foco em Wright. No início dos anos 1960 o clarinetista Bill Smith, amigo pessoal de BRUBECK desde os anos 1940 e até o final da sua carreira, substituiu o saxofonista Paul Desmond em numerosas apresentações e na gravação de um álbum com composições de Smith.

1968-1972
BRUBECK/piano, Alan Dawson/bateria, Gerry Mulligan/sax.barítono e Jack Six/ baixo. Em outubro de 1972 Desmond participou da gravação do álbum “We’re All Together Again For The First Time”.

1972–1978
BRUBECK/piano, Chris Brubeck/baixo, Dan Brubeck/bateria e Darius Brubeck/ teclados.

1976–1977
BRUBECK/piano, Desmond/sax.alto, Joe Morello/bateria e Gene Wright/baixo. Gra-vação do álbum comemorativo dos 25 Anos do quarteto.

1977–Início dos anos 2000
BRUBECK/piano, Chris Brubeck/baixo, Dan Brubeck/ bateria e Darius Brubeck/teclados.
1978–1982
BRUBECK/piano, Jerry Bergonzi/sax.tenor, Chris Brubeck/baixo, Butch Miles/ bateria.

Início dos anos 2000 a 2012
BRUBECK/piano, Randy Jones/bateria, Bobby Militello/palhetas e Michael Moore/ baixo.

Com a formação BRUBECK / Paul Desmond / Gene Wright / Joe Morelo, a que mais se manteve unida e famosa, gravou, excursionou e colheu sucessos. Gravou em 1959 com o álbum “Time Out” para o selo “Columbia/Legacy” a composição de Paul Desmond, "Take Five", que de imediato tornou-se campeã de vendagem(mais de 01 milhão de cópias vendidas), constituindo-se ainda hoje e decorrido mais de meio século, um ícone do JAZZ.
É importante saber-se que nos Estados Unidos o dia 04 de maio é popularmente conhecido como o “Dave Brubeck Day", já que “5/4” é o compasso da composição “Take Five” de Paul Desmond e a notação comum desse dia = mês 5 dia 4.
O álbum com essa composição continha, além da mesma em “5/4”, outros temas então inéditos, todos com andamentos e métricas não usuais como, por exemplo, “Blue Rondo À La Turk” em “9/8”, “Everybody’s Jumpin” em “6/4” e outros.
Nesse e em outros álbuns as incursões de BRUBECK pelos “tempos” incluem "Pick Up Sticks" em “6/4”, "Unsquare Dance" em “7/4” e "World's Fair" em “13/4”, como exemplos do “songbook brubeckiano”
No quarteto e entre BRUBECK e Desmond desenvolveu-se, com o passar dos anos, um entrosamento musical e humano perfeito (se observarmos as sucessivas fotos de ambos, poderemos notar que até fisicamente foram assemelhando-se).
Prosseguiremos com BRUBECK

P O D C A S T # 4 3 6



MÚSICO EM FOCO

MARCUS ROBERTS

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PASSEANDO PELA NET

16 outubro 2018

Oi turma.
Mais um passeio meu pela net e sempre me traz ótimos frutos. Desta vez encontrei uma gravação de um concerto da Billie Holiday datado de 1946. Transcrevo abaixo o texto que acompanha a gravação.

“Este show de Billie Holiday é de uma transmissão de rádio ao vivo no The Embassy Theatre Los Angeles, CA em 24 de abril de 1946.
Acredita-se que este concerto, do Embassy Theatre em Los Angeles de 1946, faça parte da série de concertos do Disc-Jockey e do primeiro promotor Gene Norman, em que a maioria foi transmitida localmente. Os próprios shows foram inovadores porque o público era racialmente misturado, assim como os músicos no palco. Muitas das transmissões da série Just Jazz foram lançadas comercialmente e foram significativas, pois fizeram muito para promover o pequeno grupo Jazz e ajudaram a inaugurar Bop durante os dois anos pós-guerra. Norman foi um dos proeminentes promotores iniciais da “nova música”, assim como fez sua parte para promover a causa do R & B para um mercado branco, numa época em que a Rhythm & Blues estava restrita a gravadoras e estações de rádio de “Race Music”. os EUA
Mas este concerto de Billie Holiday ainda não foi lançado, e apesar de ser um mistério por que não foi lançado comercialmente na época, o fato de existir existe é algo sobre o que se pode esperar. Como a entrevista que fez no KNX em Los Angeles, em meados da década de 1950, que nunca foi transmitida, muitos desses documentos foram perdidos com o tempo - ou estão escondidos, esperando para serem descobertos e trazidos à luz do dia. Este é um daqueles documentos que serve para lançar mais luz sobre um dos grandes artistas do nosso tempo.”
John Dawson Littleton
Amateur Jazz Historian, Music Preservationist and Collector

As faixas da gravação são:
1. Body And Soul

2. Strange Fruit
3. Traveling Light
4. He's Funny That Way
5. The Man I Love
6. All Of Me
7. Gee Baby Ain't I Good To You
8. Billie's Blues

Espero que vocês gostem.
Forte abraço.





O "CONCERTO DO SÉCULO" (HOMENAGEM DE GILLESPIE A PARKER)

15 outubro 2018



A  JUSTIN TIME ESSENTIALS COLLECTION lançou, ampliado e melhorado tecnicamente, o lendário concerto de 24/novembro/1980 em Montreal pelo SEXTETO DIZZY GILLESPIE.
O álbum é intitulado "Concert of the Century – A Tribute to Charlie Parker"
Além de Gillespie, o sexteto formava naquela ocasião memorável, com o saxofonista e flautista James Moody, vibrafonista Milt Jackson, pianista Hank Jones, o baixista Ray Brown e o baterista Philly Joe Jones. Gigantes do jazz.
Logo após o concerto ter sido realizado em 1980, um "LP" foi publicado em uma edição limitada que muitos colecionadores acharam quase impossível de adquirir. Agora as gravações originais foram melhoradas digitalmente e com várias faixas adicionadas que não vieram no original "LP".
Está disponível em CD e em formatos de vinil "Long Plays", bem como em versão digital de alta definição.
Na visão dos críticos o show em Montreal, Canadá, capturou o calor de amigos músicos, a espontaneidade,  criatividade e a estreita relação entre eles em momentos de entusiasmo constante e vigor criativo, certamente porque eles estavam cientes de que era uma homenagem ao magnífico  Charlie Parker.
Curiosamente, mais de três décadas antes houve o concerto celebrado no Massey Hall em Toronto e gravado com Parker e o Gillespie Quintet (com Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach) em 1953, também realizado em solo canadense.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

FAIXAS:
01     Blue 'n' Boogie      10:57
02     If I Should Lose You       05:54 
03     Darben The Redd Foxx   05:46 
04     Time On My Hands         08:14
05     Get Happy   06:58
06     The Shadow Of Your Smile       10:20
07     Bass Solo/Manha de Carnaval/Work Song   07:58
08     Stardust      04:06



JUSTIN TIME RECORDS é uma gravadora canadense independente fundada em 1983 em Montreal por Jim West e é especializada em jazz e blues.
Embora a JUSTIN TIME tenha se proposto a gravar músicos canadenses, passou a incluir também norte-americanos e seu catálogo inclui cerca de 50 títulos.

MEXENDO NA DISCOTECA


Oi turma.
Mexer na minha discoteca me traz por vezes muitas emoções e também me lembram de alguns músicos que ouvi muitas e muitas vezes e que me deixavam impressionado e cheio de prazer em curti-los. Desta vez puxei um Lp que ouvi muito e curti muito. A excelente pianista alemã Jutta Hipp. Um toque sutil com ótimas improvisações e uma digna representante do cool jazz e hard bop. Eu trago para vocês um álbum gravado ao vivo no Hickory House em 1956 com a apresentação luxuosa de Leonard Feather e a participação de Peter Ind (cb) e Ed Thigpen (bt). Este é o volume um e traz como temas: Take Me In Your Arms, Dear Old Stockholm, Billie's Bounce, I'll Remember April, Lady Bird, Mad About The Boy, Ain't Misbehavin', These Foolish Things, Jeepers Creepers, The Moon Was Yellow.
Espero que vocês gostem.
Forte abraço.




CRÉDITOS DO PODCAST # 435

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
JIMMY RUSHING
Jimmy Rushing And His All Stars: Jimmy Rushing (vcl), Emmett Berry (tp), Lawrence Brown (tb), Rudy Powell (sa), Buddy Tate (st), Pete Johnson (pi), Freddie Green (gt), Walter Page (bx) e Jo Jones (bat)
SEE, SEE, RIDER
(Ma Rainey / Traditional)
New York, 16/agosto/1955
JAY JAY JOHNSON
J.J. Johnson(tb), Oscar Brashear(tp), Tommy Flanagan (pi), Ron Carter(bx), Billy Higgins (bat) e Kenneth Nash (perc)
Berkeley, CA, 19/setembro/1979
ERNESTINE ANDERSON
Ernestine Anderson (vcl) acc by Clark Terry, Ernie Royal (tp), Frank Rehak (tb), Yusef Lateef (st), Tate Houston (sbar), Hank Jones (pi), Kenny Burrell (gt), Art Davis (bx), Charlie Persip (bat), Willie Rodriguez (perc) e Ernie Wilkins (arranjo,condução)
New York, 1960
MICHEL PETRUCCIANI
Michel Petrucciani (piano solo)
CARAVAN
(Duke Ellington / Juan Tizol)
New York, 1993
LUIZ EÇA
Luiz Eça (pi), Astor Silva (tb) e a seção ritimica  desconhecida
É LUXO SÓ
(Ary Barroso, Luiz Peixoto)
Selo Odeon, Rio de Janeiro / 1961
BARBARY COAST BAND
Dick Ramberg (pi), Russ Peterson (tp), Fred Richardson (cl), Jim Ten Bensel (tb), Tom Andrews (bat), Steve Pikal (tuba) e Dick Petersen (bjo, ldr)
STRIKE UP THE BAND
(George Gershwin)
Burbank, CA, 1999
CHARLES MCPHERSON
Charles Mcpherson (sa), Alan Broadbent (pi), Jeff Littleton (bx) e Charles McPherson, Jr. (bat)
BLUES FOR MAC
(Charles McPherson) 
Hollywood, CA, 27/julho/1989
NIELS TAUSK 
Niels Tausk (flh), Peter Beets (pi), Ferdinand Povel (st), Jos Machtel (bx) e Joost van Schaik (bat)
Laura (David Raksin)
Smederij Studio, Zeist,– Amsterdan, Holanda, janeiro/2008
DAVE GRUSIN
Thad Jones (tp), Frank Foster (st), Dave Grusin (pi), Bob Cranshaw (bx) e Larry Rosen (bat)
STRAIGHT NO CHASER
(Thelonious Monk)
New York, 23/novembro/1964
BUD SHANK / SHORTY ROGERS
Shorty Rogers (flh), Bud Shank (sa), Jimmy Rowles (pi), Harry Babasin babeison (bx) e Roy Harte (bat)
CASA DE LUZ 
(Shorty Rogers)
Hollywood, CA, 25/março/1954
WALTER BLANDING
Vincent Gardner (tb), Walter Blanding (st), Aaron Goldberg (pi), Greg Williams (bx) e Quincy Davis (bat)
LIBERIA (John Coltrane)
New York, março/2005

P O D C A S T # 435

12 outubro 2018


NIELS TAUSK  
CHARLES MCPHERSON 


WALTER BLANDING 

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BEBO VALDÉS E CHUCHO VALDÉS

09 outubro 2018



Hoje (9/10) coincidem os aniversários de BEBO E CHUCHO VALDÉS, dois famosos pianistas, pai e filho. Bebo faleceu em 22 de março de 2013.
Em várias ocasiões, Chucho Valdés contou em entrevistas pela BBC que sua principal influência no começo de sua carreira foi a de seu pai. Mas Bebo deixou Cuba depois da Revolução e ambos não voltaram a se falar por muitos anos. Há um vídeo que foi filmado há algum tempo por Fernando Trueba para a Calle 54, no qual eles se encontram pela primeira vez após esse período de separação e a música os une novamente, através de improvisações e memórias musicais.
A partir desse momento, os dois tocaram juntos novamente e se reconciliaram. Esse vídeo foi removido do YouTube, infelizmente, mas o substituímos por um gravado no dia 25 de outubro no Auditório de Palma no âmbito do Jazz Voyeur Festival 2008.




CHUCHO VALDÉS, pianista, arranjador, compositor e educador é considerado um dos grandes pianistas do jazz cubano. Ele ganhou 4 Grammy Awards e em 2006 foi nomeado Embaixador da Boa Vontade e Embaixador da FAO. Seu álbum, Border-Free, também foi indicado para um Grammy.
Chucho participa todos os anos em festivais e concertos em diferentes partes do mundo (atualmente com seus mensageiros afro-cubanos) e é o organizador do Festival de Jazz de Havana. Seu filho, Chuchito, também é pianista de jazz, estendendo esse talentoso domínio a três gerações.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 434

08 outubro 2018

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
JOHN CLAYTON / JEFF HAMILTON
Clayton - Hamilton Jazz Orchestra: Bijon Watson, Sal Cracchiolo, Snooky Young, Clay Jenkins, Gilbert Castellanos (tp), Ira Nepus, George Bohanon, Ryan Porter (tb), Maurice Spears (b-tb), Jeff Clayton (sa,ssop,fl), Keith Fiddmont (sa,cl), Rickey Woodard (st,cl), Charles Owens (st), Lee Callet (sbar, b-cl), Tamir Hendelman (pi), Randy Napoleon (gt), Christoph Luty (bx), Jeff Hamilton (bat) e John Clayton (condução, arranjos, bx)
GEORGIA (Hoagy Carmichael)
Live at "Manchester Craftsmans Guild", Pittsburgh, PA, maio/2004
JODY GRIND (Horace Silver)
NATURE BOY (Eden Ahbez)
LULLABY OF THE LEAVES
(Bernice Petkere / Joe Young)
SILVER CELEBRATION
 (John Clayton)
CAPTAIN BILL
(Monty Alexander / Herb Ellis)
MOOD INDIGO
(Barney Bigard / Duke Ellington)
EVIDENCE (Thelonious Monk)
LIKE A LOVER
(Alan e Marilyn Bergman)
Adaptação de CANTADOR
(Dori Caymmi / Nelson Motta)
ETERNAL TRIANGLE 
(Sonny Stitt)
SQUATTY ROO
 (Johnny Hodges)

P O D C A S T # 4 3 4

05 outubro 2018

JAZZ IN CONCERT - CLAYTON-HAMILTON JAZZ ORCHESTRA


JOHN CLAYTON
JEFF HAMILTON





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GRAVAÇÕES HISTÓRICAS DE HOWARD McGHEE

03 outubro 2018




















Howard McGhee (6 de março de 1918 - 17 de julho de 1987) foi um dos primeiros trompetistas do jazz do bebop, com Dizzy Gillespie, Fats Navarro e Idrees Sulieman. Ele era conhecido por seus dedos rápidos e notas muito altas. O que é geralmente conhecido é a influência que ele teve em trompetistas jovens como Fats Navarro. Foi um dos primeiros trompetistas admirado por Miles Davis no final dos anos 40, mas pode-se dizer que ao longo do tempo foi esquecido por muitos.
Hoje lembramos que o rótulo UPTOWN tem no mercado uma versão em CD de gravações (já digitais) feitas por McGhee entre 1945 e 47, quando o trompetista estava tocando bebop na costa leste dos EUA.
Em 1947 ele ganhou o primeiro lugar na escolha dos críticos da revista Down Beat. Ele tocou com muitos dos grandes nomes da época, incluindo Charlie Parker, Lionel Hampton, Count Basie e Charlie Barnet. Ele gravou 12 álbuns como líder.
Howard McGhee foi um dos pioneiros do movimento bebop em Nova Iorque. Em 1945, mudou-se para Los Angeles, onde atuou na Avenida Central e Hollywood Boulevard, dois dos locais onde as gravações contidas neste álbum foram realizadas. Entre os músicos que participam estão: Hampton Hawes, Teddy Edwards e Sonny Chris, figuras importantes da época.
McGhee foi um dos grandes nomes do bebop, não tão virtuoso como Dizzy Gillespie (ninguém era naqueles anos), ele poderia improvisar facilmente nos registros mais altos do trompete e evitar os acordes complexos das harmonias do novo estilo.
Os temas incluídos são: Intro/Night Mist; A Night in Tunisia; Rockin' Chair; Dark Eyes; Don't Blame Me; Howard's Blues; Killin' Jive(Nagasaki); The Man I Love; Mop Mop; Intersection; Stardust; Lifestream; Night Mist; Hoggin; Sweet Potato; Blues a la King; Ornithology; Body and Soul; The Man I love.
Alguns dos músicos além de Howard McGhee (tp); Teddy Edwards (st,cl); J.D.King (st, vcl); Sonny Criss (sa); Vernon Biddle, Hampton Hawes (pi); Bob Kesterson, Addison Farmer (bx), Roy Porter (bat).
O CD vem com um livreto cheio de informações e fotografias em preto e branco. Seu som foi restaurado e consideravelmente melhorado pelo engenheiro Andreas Meyer.
(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 433

01 outubro 2018

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO  LOCAL / DATA
JAMES SPAULDING
James Spaulding (sa), Dan Faulk (st), Isaac ben Ayala (pi), Eric Lemon (bx) e Reggie Nicholson (bat)
JUBILEE
(James Spaulding)
New York, 2005
JOURNEY EAST
 (Dan Faulk)
GIL MELLE
Eddie Bert (tb), Gil Melle (st), Tal Farlow (gt), Clyde Lombardi (bx) e Joe Morello (bat)
OCTOBER 
(Gil Melle)
Hackensack, N.J., 31/janeiro/1953
UNDER CAPRICORN 
(Gil Melle) 
RENEE ROSNES
THE DANISH RADIO BIG BAND: Anders Gustafsson, Benny Rosenfeld, Thomas Kjaergaard, Henrik Bolberg, Thomas Fryland (tp,flh), Vincent Nilsson, Steen Hansen, Peter Jensen (tb) Ingerid Annette Huseby (b-tb), Axel Windfeld (b-tb,tu) Nicolai Schultz (sa), Michael Hove (sa, cl), Uffe Markussen,  Bob Rockwell (st), Flemming Madsen (sbar), Renee Rosnes (pi), Anders "Chico" Lindvall (gt), Thomas Ovesen (bx), Soren Frost (bat) e Ethan Weisgaard (perc)
BULLDOG'S CHICKEN RUN
 (Renee Rosnes)
Copenhagen, Dinamarca, 6/dezembro/2001
EARLY ONE MORNING
 (Tradicional) é uma canção folclórica inglesa DE 1787
FREDDIE REDD
Jackie McLean (sa), Tina Brooks (st), Freddie Redd (pi), Paul Chambers (bx) e Louis Hayes (bat)
THESPIAN (Freddie Redd) 
Englewood Cliffs, N.J., 13/Agosto/1960
BLUES BLUES BLUES
(Freddie Redd)
DOUG JOHNSON
Doug Johnson (pi), Edward Perez (bx) e Harry Tanschek (bat)
WALTZ (Doug Johnson)
New York, 2008
BREAKFAST IN GAMLITZ
(Doug Johnson)
DELLA REESE
Della Reese  (vcl) acc por banda de estúdio da RCA Victor, liderada pelo pianista George Butcher
BABY WON'T YOU PLEASE COME HOME
  (Charles Warfield / Clarence Williams)
New York, RCA Victor 1959
I'LL GET BY 
(Fred Ahlert / Roy Turk)
JEREMY PELT
Jeremy Pelt (tp), Wayne Escoffery (st, ldr), Rick Germanson (pi,keyboards), Gerald Cannon (bx), Ralph Peterson (bat)
ENDURING FREEDOM
(Wayne Escoffery)
New York, 3/novembro/2003