Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

MENINOS, EU OUVI (1)

09 outubro 2017

Passear pela internet garimpando os temas que me dão muito prazer, tais como, Jazz, cinema, gastronomia e futebol, há muito já se tornou um hábito diário. E sabem de uma coisa? Já encontrei coisas que nem te conto em todos estes itens. Realmente a internet é um mundo para ser explorado e eu estou dentro. Tenho encontrado álbuns de Jazz que nunca pensei ainda fosse encontrar. Álbuns que sempre quis ter na minha coleção e nunca consegui adquirir. Encontro também muita gente nova e grupos também novos que, para minha surpresa, fazem um Jazz lindíssimo e que meus ouvidos agradecem. Ouço também as rádios internacionais especializada em programas de Jazz e os podcasts muito bem feitos e apresentados e, cito com muito prazer, o do meu querido amigo Mário Jorge que sempre traz “gente” da antiga e também alguns músicos que não tinha até então ouvido. Keep swinging Mr. Major, please. Mas além dessas viagens que faço na net também tenho amigos que vez por outra me mandam via email coisas maravilhosas, como foi o caso recente do meu querido amigo Marcos Parente. Ele, lá de Niterói, me enviou um álbum do trombonista e bandleader John Fedchock, musico que não me lembro de ter ouvido. Depois de ouvir atentamente fiquei deveras impressionado com a banda do cara. Falei isso para o Marcos que me mostrou pelo menos mais uns 6 álbuns do John que ele já tinha baixado. Onde eu estava que esta banda não passou pelos meus tímpanos?  Para quem nunca ouviu coloco aí embaixo uma faixa (The Groove City Groover) e espero que vocês curtam como eu. Valeu Marcão.
Forte abraço turma.

Biografia resumida:
John Fedchock (nascido em 18 de setembro de 1957 em Cleveland, Ohio) é um trombonista de jazz americano, líder de banda e arranjador.
Fedchock estudou na Ohio State University e Eastman School of Music. Ele trabalhou por vários anos na Woody Herman Orchestra na década de 1980 e foi particularmente conhecido por seus arranjos durante esse período. Ele também trabalhou com Gerry Mulligan, Louie Bellson, Bob Belden, Rosemary Clooney e Susannah McCorkle. Ele gravou seu primeiro álbum como líder em 1992 com o New York Big Band.

Ficha técnica do álbum:
The New York Big Band
Reservoir – RSR CD 138
1995  
Limehouse Blues
The Grove City Groover
La Parguera
Ruby My Dear
Blues Du Jour
Caravan
Nefertiti
Louie's Cheese Party
Nightshades
My Foolish Heart
Flintstoned
·         Alto Saxophone – Jon Gordon, Mark Vinci  
·         Baritone Saxophone – Scott Robinson   
·         Bass – Lynn Seaton  
·         Bass Trombone – George Flynn  
·         Drums – Dave Ratajczak  
·         Percussion – Jerry Gonzalez (tracks: 3, 6, 8)
·         Piano – Joel Weiskopf  
·         Tenor Saxophone – Rich Perry, Rick Margitza 
·         Trombone – Clark Gayton, Keith O´Quinn
·         Trumpet, Flugelhorn – Barry Ries,Greg Gisbert, Tim Hagans, Tony Kadleck
·         Recorded September 18 & 19, 1992 at Skyline Studios, NYC.


CRÉDITOS DO PODCAST # 382

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
CHET

BAKER
Chet Baker (flh, vcl), Jacques Pelzer (sa, fl), era um músico belga (1924-1994), Rene Urtreguer (pi) francês de Paris nasceu em 1934, Luigi Trussardi (bx) (1938 –2010) francês. e Franco Manzecci (bat) baterista belga.
BYE BYE BLACKBIRD
(Mort Dixon / Ray Henderson)
Apresentação na TV Belga, em Bruxelas /1964
ISN'T IT ROMANTIC
(Lorenz Hart / Richard Rodgers)
AIREGIN (Sonny Rollins)
TIME AFTER TIME
(Sammy Cahn / Jule Styne) 
SO WHAT (Miles Davis)
Chet Baker (flh, tp), Wolfgang Lackerschmid (vib) músico de jazz alemão, líder de banda e compositor, Michell Grailler (pi) francês, e Jean Louis Rassinfosse (bx), nascido em Bruxelles em 1952.
BLUE TRAIN (John Coltrane)
JAZZ KONGSBERGER FESTIVAL, Noruega /1979
SOFLTY AS IN A MORNING SUNRISE
(Sigmund Romberg)
FIVE YEARS AGO
(Wolfgang Lackerschmid)
LOVE FOR SALE (Cole Porter)

RECORDANDO LENNIE TRISTANO

08 outubro 2017

Cego desde sua infância, Leonard Joseph "Lennie" Tristano (19 de março de 1919 - 18 de novembro de 1978) foi um pianista, compositor, arranjador e professor de improvisação de jazz americano. Ele tocou nos estilos, Cool, Bebop, Post Bop e Avant Garde. Ele teve uma grande influência sobre Lee Konitz e Bill Evans.
Tristano estudou em bacharelado e mestrado em música em Chicago antes de se mudar para a cidade de Nova York em 1946. Tocou com os principais músicos do bebop e formou suas próprias pequenas bandas, onde mostrou alguns dos seus primeiros interesses  interação contrapontual  de instrumentos, flexibilidade harmônica, e complexidade rítmica.
As inovações da Tristano continuaram em 1951, com as primeiras gravações de jazz, e dois anos depois, quando gravou uma peça de piano solo improvisada atonal que se baseou no desenvolvimento de motivos e não em harmonias. Ele se desenvolveu mais através de polirritmos e cromatismos na década de 1960.
Tristano começou a ensinar música, especialmente a improvisação, no início da década de 1940, e em meados da década de 1950 estava concentrando-se no ensino de preferência quanto ao desempenho improvisacional. Ele ensinou de forma estruturada e disciplinada, o que foi incomum na educação do jazz quando começou. Músicos e críticos variam na avaliação de Tristano como músico. Alguns descrevem seu toque como frio e sugerem que suas inovações tiveram pouco impacto; outros afirmam que ele foi uma ponte entre o bebop e mais tarde, formas mais livres de jazz como o avant-garde, e afirmam que ele é menos apreciado do que deveria ser porque público e críticos achavam difícil classificá-lo e porque não escolheu e se preocupou em comercializar.
Até certo ponto não muito famoso, mas foi admirado por músicos e seguidores de jazz de seus dias até hoje. Seu estilo era muito pessoal e isso é demonstrado no seguinte vídeo, no qual ele toca piano apenas fazendo algo que era muito característico: frases de baixo com a mão esquerda para acompanhar sua improvisação.
Lennie Tristano (pi solo) TANGERINE (Johnny Mercer / Victor Schertzinger)-

Tivoli Gardens Concert Hall, Copenhagen, Dinamarca, 31/outubro/1965

(traduzido e adaptado do blog NOTICIAS DE JAZZ)

COM ALMA, A BANDA MANTIQUEIRA

07 outubro 2017

Após 12 anos sem lançar novo disco, a Banda Mantiqueira, uma das nossas mais respeitadas big bands, está de volta com o disco Com Alma, comemorando 25 anos de estrada.
O saxofonista Nailor Proveta, um dos fundadores da banda, afirma que o grupo sentiu necessidade de ratificar no CD a história da banda, e afirma - "Trouxemos elementos que fizeram a Mantiqueira ser singular em sua pluralidade desde o início da sua criação, em 1990."
Sem dúvida, e a maior prova disso tudo é poder contar com a participações muito especiais como o violonista Romero Lubambo e o trompetista Wynton Marsalis.


O repertório traz 7 composições que passeiam por Pixinguinha em "Segura Ele"; Jobim em "Desafinado"; Moacir Santos em "Stanats", que o autor dedicou a Stan Getz; João Bosco em "De frente pro crime"; e Dizzy Gillespie com o clássico "Con Alma", que inspirou o nome ao disco. Ainda traz 2 composições da fase inicial do grupo - "Forrólins", uma homenagem a Sonny Rollins; e "Chorinho para Calazans", dedicada ao artista plástico pernambucano J.Calazans.

Apesar do longo período de recesso do grupo, os músicos jamais estiveram parados. Para quem sentiu falta de um novo registro do grupo, Proveta explica que vários de seus integrantes, assim como ele, dedicaram seu tempo ao ensino musical, buscando transmitir a linguagem da banda às novas gerações. Paralelamente, a big band participou de projetos com as cantoras Monica Salmazo, Rosa Passos, Fabiana Cozza e Anaí Rosa.

Para o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos, ao registrar esse trabalho, resultado do talento coletivo de um grupo excepcional de músicos, o Sesc enriquece seu catálogo e oferece ao público a oportunidade de ouvir a Banda Mantiqueira com o que faz de melhor - música sem amarras ou rótulos, ou melhor, a boa música.

A Banda Mantiqueira aqui está formada por -
Nailor Proveta: direção musical, arranjos, sax alto e clarineta
Ubaldo Versolato, Josué dos Santos, Cassio Ferreira: sax
Odésio Jericó, Nahor Gomes, Walmir Gil: trompete
Valdir Ferreira, François de Lima: trombone
Jarbas Barbosa: guitarra
Edson Alves: contrabaixo
Cleber Almeida, Fred Prince: percussão
Celso de Almeida: bateria

"Com Alma" é dedicado ao saudoso saxofonista Vinicius Dorin, que por 13 anos atuou como titular no naipe de saxofones do grupo com imenso talento e generosidade do seu espírito harmonioso e alegre.



Ouça Com Alma no YouTube

Você pode adquirir o disco nas unidades do SESC e em sua livraria na internet.

06 outubro 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (69)
Outubro 07 a 09
07            Amiri Baraka, escrita, New Jersey, 1934
Jo Jones, bateria, Illinois, 1911
Vaughn Monroe, vocal / líder, Ohio, 1911
Mike Riley , trombone / trumpete / líder, New York, 1907
Alvin Stoller, bateria, NewYork, 1925
Freddie Webster, trumpete, Ohio, 1916
08            Pepper Adams, saxofone.barítono, Illinois, 1930
Flavio Ambrosetti, saxofone.alto, Suiça, 1919
         W.C.Handy, Jr., composição / escrita, Missouri, 1904
         J.C. Heard, bateria, Ohio, 1917
         Clarence Williams, piano / composição / escrita, Louisiana, 1893
09            Kenny Garrett, saxofone.alto, Michigan, 1960
Abdullah Ibrahim, piano, África do Sul, 1934
Hisao Ishikawa, saxofone.tenor, Japão, 1931
Yusef Lateef, saxofone.tenor / flauta, Teneessee, 1920
Mezz Mezzrow, clarinete, Illinois, 1899
Charlie Palmieri, piano / lider, New York, 1927
Elmer Snowden, banjo / saxofones / lider, Maryland, 1900
Chucho Valdes, piano / composição, Cuba, 1941
Lee Wiley, canto, Oklahoma, 1915

           Retornaremos

PODCAST # 382




CHET BAKER   -   JAZZ IN CONCERT







PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO USAR O LINK ABAIXO:

http://www50.zippyshare.com/v/zRhExKPV/file.html

UMA FEATURE DESTE BLOG QUE EU NUNCA HAVIA NOTADO

04 outubro 2017

Queria aqui parabenizar ao nosso Mestre MaJor por sua grandíssima contribuição - que só hoje eu percebi, por conta da Down Beat que traz na capa a Cécile McLorin Salvant -, de franquear, aqui na coluna da direita, suas assinaturas de várias publicações dedicadas à música dos músicos, às quais se pode folhear e ler totalmente, sem qualquer restrição.

Não fora a carinha gorducha e os óculos que a distingüem das demais afroamericanas do showbizz, talvez não notasse as publicações ali disponíveis para nossa leitura e atualização.

Falha totalmente minha não ter visto isso antes, para meu total prejuízo de aprendiz. Espero que tenha acontecido só comigo e que os demais confrades tenham percebido esse detalhe antes.

Grande MaJor, parabéns pela iniciativa. Agora, além da coluna central vou esmiuçar mais os cantos, pois ali podem estar outras pérolas da sua coleção como essas.

Abração!

NICKI PARROTT QUARTET INTERPRETANDO BLOSSOM DEARIE

Estava eu há dez minutos atrás vendo meus emails quando recebi um do Jazz at Lincoln Center oferecendo o link para ouvir "live" o que estava rolando por lá naquele momento. Atraído, cliquei e deparei-me com uma loura tocando um contrabaixo de primeira grandeza, acompanhada por um trio de piano, vibrafone e bateria. E para meu espanto, ela também cantava.  E como está cantando agora aqui!

Nunca tinha ouvido menção a Nicki Parrott e confesso que foi amor à primeira vista! Enquanto escrevo ela toca e canta com uma voz de registro quente e envolvente, e temas com uma sutileza tão feminina e sensual que decidi fazer este registro. Quem sabe os mais ligados ainda poderão pegar um pedaço do seu concerto.

Em pesquisa rápida, descobri que seu pianista é Chris Grasso, o vibrafonista é Chuck Redd e o batera é Lenny Robinson, músicos de ótima qualidade de quem nunca ouvira (igualmente) falar sobre. Com a palavra os nossos catedráticos.



Taí uma pesquisa que adorarei fazer em breve. A voz da moça mereceu minha atenção, pois desde a Diana Krall não ouvia um registro tão elegantemente "cozy", sem possível comparação com a tão premiada Speranza Spalding, que também manda bem no baixo mas que como cantora, não alinha com a Senhora Parrott.

Abraços.

GRUPO UM, UMA LENDA AO VIVO

Após três décadas longe dos palcos, o Grupo Um, um dos ícones da música instrumental brasileira, está de volta. Liderado pelos irmãos Nazário, Lelo nos teclados e Zé Eduardo na bateria, o grupo foi formado em 1976 e retorna aos palcos e em disco com Mauro Senise no sax e flauta, Frank Herzberg no contrabaixo e Felix Wagner no clarinete baixo e percussão.
O CD Ao Vivo na Fábrica, uma Lenda ao Vivo é um lançamento do Selo SESC e foi gravado ao vivo no Festival Jazz na Fábrica em 2015. O repertório dá enfase ao disco "Marcha sobre a cidade" (1980) e traz alguns temas dos discos "Reflexões sobre a crise do desejo" (1981) e "A Flor de Plástico Incinerada" (1982); ainda uma composição do Duo Nazário gravada no disco "Amalgama" (2014) Duo Nazário e mais uma inédita.


Com a palavra, Lelo Nazário -

O que motivou reunir o grupo tanto tempo depois do último lançamento?
Recebemos um convite do SESC para nos reunirmos novamente em um concerto comemorativo dos 35 anos do LP “Marcha sobre a Cidade”, no Festival Jazz na Fábrica de 2015. Neste concerto tocamos integralmente o material do LP e incluímos também algumas faixas dos outros dois LPs do grupo. O concerto foi gravado e transformado em CD com o nome de "Grupo Um - Uma Lenda ao Vivo” e tem, além de mim, a participação de Mauro Senise, Felix Wagner, Zé Eduardo Nazario e Frank Herzberg.

A dinâmica e a exposição livre dos temas sempre foi muito presente na música do grupo, e naquela época o jazz já havia se transformado com a eletrônica e com a fusão com o rock e funk. De que forma isso influenciou a música do grupo?
É claro que somos todos produtos de nossa época. Embora o rock nunca tenha me interessado, quando éramos bem jovens estudávamos música erudita e o jazz contemporâneo. O Zé Eduardo estudava muito todos os ritmos brasileiros, hindus e africanos, então acho que essa é a base da música do Grupo Um. Dentro da música erudita, eu me interessava muito pelo música concreta e eletroacústica, então incorporei estes elementos na mistura.

Podemos esperar novos projetos do grupo com essa formação?
Esperamos que sim. O futuro do Brasil depois do golpe é incerto, já enfrentamos inúmeros retrocessos e na área cultural não será diferente. Tudo depende de como os produtores culturais vão lidar com recursos mais escassos, novos modos de produção,etc. Isto certamente vai acontecer, pois o Brasil é um país extremamente dinâmico. Estaremos sempre propondo novos projetos e esperamos que alguns se tornem realidade.

O disco "Marcha Sobre a Cidade" foi um dos primeiros registros independentes da música instrumental brasileira. Ainda é desafiador produzir de forma independente?
Bem, hoje existem inúmeros canais para escoar e distribuir a produção independente. Naquela época, dependíamos de distribuir um produto físico, o LP, para conseguir penetrar no sistema. Tínhamos que recorrer a estúdios profissionais, não havia a facilidade para montar um  home studio como hoje. Atualmente, com a internet e a música em formato digital, a distribuição se tornou muito mais rápida, então acredito que tivemos nestes anos uma enorme evolução no sistema distributivo de arte em todo o planeta.

Obrigado Lelo Nazário, e sucesso.

O lançamento do CD “Grupo Um: Uma Lenda ao Vivo” comemora 40 anos de fundação do grupo, e você pode adquiri-lo no iTunes, nas unidades do SESC e em sua livraria do internet.
Spotify Deezer


REGISTROS HISTÓRICOS DE HOWARD McGHEE


Howard McGhee foi um dos primeiros trompetistas admirados pelo ainda incipiente Miles Davis no final da década de 1940. Mas pode-se dizer que ao longo do tempo foi esquecido por muitos.
Hoje queremos lembrar que o rótulo da Uptown possui no mercado um CD e uma versão digital de gravações feitas por McGhee entre 1945 e 47, quando o trompetista tocava o bebop na costa leste dos EUA.
Em 1947, ele ganhou o primeiro lugar na seleção de críticos da revista Down Beat. Ele tocou com muitos dos grandes da época, incluindo Charlie Parker, Lionel Hampton, Count Basie e Charlie Barnet. Ele gravou 12 álbuns como líder.
Howard McGhee foi um dos pioneiros do movimento bebop. Em 1945, mudou-se para Los Angeles, atuou na Central Avenue e Hollywood Boulevard, dois dos lugares onde as gravações neste álbum foram feitas. Entre os músicos envolvidos estão Hampton Hawes, Teddy Edwards e Sonny Chris, figuras importantes daqueles dias.
McGhee foi um dos grandes do bebop. Não tão virtuoso como Dizzy Gillespie (ninguém era nesses anos), tinha uma técnica e estilo próximo do magnífico - Fats Navarro - e mais polido e técnico do que o jovem Miles Davis. Ele poderia facilmente improvisar nos registros mais altos do trompete e contornar os arranjos complexos das harmonias próprias do novo estilo.
Alguns tópicos incluídos são: Intro/Night Mist; A Night in Tunisia; Rockin' Chair; Dark Eyes; Don't Blame Me; Howard's Blues; Killin' Jive(Nagasaki); The Man I Love; Mop Mop; Intersection; Stardust; Lifestream; Night Mist; Hoggin; Sweet Potato; Blues a la King; Ornithology; Body and Soul; The Man I love, dentre outros.
E a equipe é: Howard McGhee (tp); Teddy Edwards (st, cl); J.D.King (st, vcl); Sonny Criss (sa); Vernon Biddle, Hampton Hawes (pi);  Bob Kesterson, Addison Farmer (bx) e Roy Porter (bat)
O CD vem com um livreto cheio de informações e fotografias em preto e branco. O som foi restaurado e melhorado consideravelmente pelo engenheiro Andreas Meyer.
(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)
ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (68)
Outubro 04 a 06
04          Walter Bishop, Jr,  piano, New York, 1927
Stan Hasselgard, clarinet, Suécia, 1922
Robert Hurst, contrabaixo, Michigan, 1964
Charlie Norman, piano, Suécia, 1910
Chano Pozo, percussão, Cuba, 1915
Steve Swallow, contrabaixo, New Jersey, 1940
Greely Walton, saxofone.tenor, Alabama, 1904
05           Donald Ayler, trumpete, Ohio, 1942
Jimmy Blanton, contrabaixo, Teneessee, 1918
         Thomas Clausen, piano, Dinamarca, 1949
         Bill Dixon, trumpete, Massachusetts, 1925
Frank Guarente, trumpete, Itália, 1893
Fred Norman, composição / arranjo, Florida, 1910
Arthur Whetsol, trumpete, Florida, 1905
06           Sammy Price, piano / vocal, Texas, 1908
  Retornaremos


RECORDANDO PHIL WOODS

03 outubro 2017

O saxofonista premiado - NEA Jazz Master - PHIL WOODS morreu há dois anos aos 83 anos e queremos aqui lembrar deste famoso mestre do jazz.
Em sua longa carreira musical de seis décadas, Woods desenvolveu um estilo bastante pessoal, apesar de sempre seguir com admiração o legado de Charlie Parker. Ele nunca abandonou a tradição do bebop.
Woods se retirou dos palcos e gravou em estúdio no início de setembro de 2015 devido a sua condição de saúde, logo depois de tocar a música "Charlie Parker with Strings" com seu trio e a orquestra sinfônica de Pittsburgh, no dia 4 daquele mês, tendo falecido em 29 de setembro de 2015, em East Stroudsburg, Pensilvânia.
Phil Woods começou a tocar saxofone alto aos 12 anos e estudou música com Lennie Tristano e nas escolas de Manhattan e Juilliard, onde também estudou clarinete. Como estudante do ensino médio, ele tocou com a Orquestra Charlie Barnet e depois trabalhou com Kenny Dorham, George Washington e Dizzy Gillespie, que teve um interesse especial em seu estilo bebop, lembrando muito o grande Parker.
Nos anos 60 tocou com Buddy Rich e fez turnês pela Europa com Quincy Jones e na União Soviética com Benny Goodman. Mais tarde, além de ensinar, ele organizou seu próprio quarteto e foi membro da grande banda de Clark Terry.
Desiludido com a vida política dos EUA, Woods mudou-se para a França no ano das revoluções dos estudantes em ambos os lados do Atlântico, em 1968, onde formou sua "European Rhythm Machine" que não teve muito sucesso. Quatro anos depois ele voltou para os EUA, instalou-se em Delaware, onde continuou sua carreira musical até seu falecimento. 
Woods gravou pouco como líder, mas muitas de suas gravações notáveis ​​ fez em conjuntos de outros músicos como Thelonious Monk, Herbie Mann, Bill Evans, Art Blakey, Lou Donaldson, Dizzy Gillespie, Art Farmer, Oliver Carter, Modern Jazz Quartet, Jimmy Smith, Ben Webster, Stephane Grappelli, Bill Evans, Gil Evans, Bryan Lynch, Oliver Nelson, Quincy Jones, Ron Carter, entre muitos outros.
Dentro de sua atividade como educador e mentor de jovens, nos últimos anos Woods promoveu a saxofonista Grace Kelly, com quem também gravou um álbum (2011: Man with the Hate tocou em vários concertos. Ele também foi um admirador e amigo da saxofonista chilena com sede em Nova York, Melissa Aldana. Sua dedicação ao ensino abrangeu várias décadas.
Além do prestigiado NEA Jazz Master, Woods ganhou quatro Grammy Awards e foi nomeado para outros sete. Sem dúvida um dos maiores saxofonistas alto da história do jazz e que deixou enorme saudade.


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 381

02 outubro 2017

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
CY TOUFF
Cy Touff (b-tp), Sandy Mosse (st), John Campbell (pi), Kelly Sill (bx) e Jerry Coleman (bat)
ALLEN’S ALLEY (Denzil Best)
Chicago, IL, 24/outubro/ 1981
HANK MOBLEY 
Hank Mobley (st), Lee Morgan (tp), Hank Mobley (st), Hank Jones (pi), Doug Watkins (bx) e Art Taylor (bat)
HANK’S SHOUT (Hank Mobley) 
Hackensack, N.J., 5/novembro/ 1956
MATT “STEM” WILSON
Kirk Knuffke (cnt), Jeff Lederer (st), John Medeski (pi), Chris Lightcap (bx) e Matt “Stem” Wilson (bat)
MAIN STEM (Duke Ellington)
Maggie's Farm, Pipersville, Bucks County, PA, 29/janeiro/2013
DICKY WELLS
Bill Dillard, Shad Collins (tp), Dicky Wells (tb), Howard Johnson (sa), Sam Allen (pi), Roger Chaput (gt) e Bill Beason (bat)
I'VE FOUND A NEW BABY
 (Jack Palmer / Spencer Williams)
Paris, 12/julho/1937
DANNY GREEN
Danny Green (pi), Justin Grinnell (bx) e Julien Cantelm (bat)
OCTOBER BALLAD
(Danny Green) 
New York, 25/junho/2015
JEFF HEDBERG
Jeff Hedberg (vcl,ldr) acc por Nick Drozdoff, Kirk Garrison (tp), Steve Duncan (tb), Lisa Taylor (fhr), Rich Armandi (tu), Rich Moore (sa), Brett Palmer (st), Jonathon Edwards (sbar), Joe Policastro (bx) e Darren Scorza (bat)
TOO CLOSE FOR COMFORT
 (Jerry Bock / Larry Holofcener / George David Weiss)
Evanston, IL, / 2008
LIGHTNIN’ HOPKINS
Lightnin' Hopkins (gt), Leonard Gaskin (bx) e Herb Lovelle (bat)
LITTLE SISTER’S BOOGIE
(Lightnin' Hopkins / Sam Hopkins)
Englewood Cliffs, NJ, 4/junho/1963
CHICO HAMILTON
Buddy Collette (fl), Fred Katz (cello), Jim Hall (gt), Carson Smith (bx) e Chico Hamilton (bat, ldr)
SLEEP
(Earl Burtnett / Adam Geibel) 
Los Angeles, 13/fevereiro/1956
ANTHONY WILSON
Anthony Wilson (gt), Joe Bagg (org) e Mark Ferber (bat)
SEA BLUES (Anthony Wilson)
New York, 2005
RYAN TRUESDELL
Augie Bass, Greg Gisbert, Laurie Frink (tp), Ryan Keberle, Marshall Gilkes (tb), George Flynn (b-tb), Adam Unsworth, David Peel, John Craig Hubbard (fhr), Marcus Rojas (tu), Steve Wilson (sa) Dave Pietro (sa-fl), Donny McCaslin, Scott Robinson (st), Brian Landrus (sbar) Joe Locke (vib) Frank Kimbrough (pi), James Chirillo (gt), Romero Lubambo (gt), Dave Eggar (tenor-vln) Jay Anderson (bx), Lewis Nash (bat) Ryan Truesdell (arranjo e condução)
DANCING ON A BIG RAINBOW

 (Gil Evans)
New York, 26/agosto/2011
JOHNNY GRIFFIN
Lee Morgan (tp), Johnny Griffin (st), ldr), John Coltrane, Hank Mobley (st), Wynton Kelly (pi) Paul Chambers (bx) e Art Blakey (bat)
SMOKE STACK 
(Johnny Griffin) 
Hackensack, N.J., 6/abril/1957