Aqui você vai encontrar as novidades sobre o panorama nacional e internacional do Jazz e da Bossa Nova, além de recomendações e críticas sobre o que anda acontecendo, escritas por um time de aficionados por esses estilos musicais. E você também ouve um notável programa de música de jazz e blues através dos PODCASTS. Apreciando ou discordando, deixem-nos seus comentários. NOSSO PATRONO: DICK FARNEY (Farnésio Dutra da Silva)
Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).
BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002
WHISPER NOT: AUTOBIOGRAFIA DE BENNY GOLSON
21 setembro 2017
20 setembro 2017
MUY POQUITO COM ITAMAR CARNEIRO TRIO
19 setembro 2017
É por essas linhas que o guitarrista paulista Itamar Carneiro rege seu modo de ser, simples, que gosta das coisas simples; e faz do uso desta simplicidade um universo de histórias musicais.

Ao lado de Itamar Carneiro estão Shamuel Dias no baixo elétrico e Danilo Carvalho na bateria, um trio super integrado e com espaço para muito improviso, em uma sessão gravada sem cortes, sem overdubs, sem correção nem adição de mais nada, para que se perceba o som mais real possível, ao vivo.
O álbum abre com a forte melodia do tema título, cadenciado pela atmosfera latina e trazendo intensos improvisos de Itamar, Shamuel e Danilo. Em "Meu Porto, meu Cais", Itamar introduz o tema com um chord melody em uma belíssima balada; assim como na bossa "Um Mar de Saudade". O ritmo brasileiro marca o "Baião de Assis Carneiro", mostrando sua influência por Gonzagão em um mood muito particular; e o Blues tem presença em "Martino Blues", uma reverência ao guitarrista Pat Martino. Fechando o álbum, uma belíssima interpretação solo em "O Trem de Cabedelo".
Itamar usou uma Ibanez AF100 em todas as faixas, com exceção de "O Trem de Cabedelo", em que usou uma guitarra fabricada pelo luthier Aquiles, de Brasília, ambos plugados em um amp Fender Delux 112.
Com a palavra, Itamar Caneiro -
Conte sobre sua formação musical e como a guitarra se tornou protagonista em sua vida.
Me formei primeiramente no extinto Conservatório Padre Jose Mauricio, localizado na minha cidade São Bernardo do Campo. Antes disso tive aulas particulares com um excelente guitarrista da região, Ronaldo Mirandah. Eu tinha uns 16 anos e estava aprendendo tudo que eu podia sobre teoria musical e começava a empunhar a guitarra de uma maneira interessante. Foi quando esse meu primeiro professor me deu uns discos pra eu levar pra casa e ouvir, entre eles Larry Coryell e Toninho Horta. Lembro-me de ter ficado alucinado com aqueles dois discos, me fizeram chorar e foi a partir dali que tudo começou de verdade. Em seguida, com aquele som na orelha 24hs por dia, procurei o Conservatório Padre Jose Mauricio e tive outra grande sorte, um presente de Deus - encontrei outro super professor chamado Sergio Leão. O "Leão", como todos aqui em S.B.Campo o chamamos, me ensinou tudo, ele é um cara minucioso com os alunos e percebeu que eu tinha vontade de aprender. Estar como aluno sob o comando de suas batutas foi fundamental, sempre muito honesto e como professor não poderia ser diferente, atencioso com minhas duvidas, me acalmando com minhas ansiedades e procurando sempre me levar ao amadurecimento; foi assim durante quatro anos.
Depois fui para a FAAM onde estudei dois anos como o professor Marcelo Gomes, e tive as outras matérias do curso. Dai migrei definitivamente para a FASCS, Fundação Das Artes de São Caetano do Sul, onde estudei 5 anos cumprindo todo o conteúdo de um curso extremamente acadêmico, e lá meu professor de guitarra foi o Jorge Hervolini. Além disso, toquei na Big Band da FASCS por 2 anos sob a regência do Maestro Sergio Gomes.
Mais tarde procurei um cara que continua sendo um exemplo pra mim, o professor Heraldo do Monte, um ídolo e um super ser humano, cujo período de aulas durou apenas 5 meses.
"Muy Poquito" tem a formação de trio, sem instrumento harmônico. É um desafio tocar nesta formação?
Sim, é um desafio. Principalmente pra mim que só tocava em quarteto com um piano sempre me dando suporte. Na verdade, eu não sabia tocar em trio até este disco. Ainda tenho muito que amadurecer, e estou na busca por isso. Ainda sou uma criança aprendendo a dar os primeiros passinhos em relação a tocar em trio, onde a guitarra assume um papel de harmonizador.

Fale sobre os músicos que estão com você e como surgiu a ideia de registrar esta sessão.
Vou descrever isso da maneira mais honesta que eu puder. Começou com minha vergonha de ser eu mesmo. Eu tinha muita vergonha do meu sotaque, das coisas que escrevia, e me preocupava com “O que os outros iriam pensar de mim”; e é bem verdade que eu tinha um problema psicológico a ser resolvido. Eu escrevia melodias e as deixava na gaveta mofando.
O pouco tempo de aula com o Heraldo me ajudou muito; com as aulas comecei a pensar sobre o fato da existência humana, sobre o “Eu”, singular, único, especial.
Nesta gravação, como músico sei perfeitamente que preciso amadurecer muito, mas como ser humano, no que diz respeito a “certeza”, eu estava pronto. Na gravação fui eu mesmo com toda a verdade que pude ser. Fui feliz em gravar, muito feliz. Foi dessa maneira que comecei a pensar em registrar uma sessão de gravação dos meus temas.
Os músicos são meus amigos e companheiros de FASCS - o Shamuel Dias fez o baixo elétrico e cuidou de parte da Produção do disco, e o Danilo Carvalho fez a bateria. Ressalto que ambos são extremamente talentosos e pessoas do bem, dois cavalheiros. Fizemos 2 takes de cada faixa, mas eu escolhi os primeiros, com exceção do "Martino Blues".
A música cubana exerceu forte influência na linguagem do Jazz. Há uma presença muito forte desta textura em sua música, além da riqueza da música brasileira, em ritmo e melodia. Quais suas influências e/ou referências?
Ouço musica Cubana e latina desde criança, mas tenho um amigo que me fez mergulhar nisso e ouvir ainda mais - um filho de chilenos chamado Pablo Lopez. Eu tenho uma preferencia pela musica camponesa cubana, aquelas que só têm voz e três instrumentos, e tem uma melodia curta e simples. Isso me fascina. Gosto de coisas simples.
Tenho uma ligação muito forte com a natureza, principalmente com o mar, talvez pelo fato de ser neto de pescador. Minha família materna é de João Pessoa, e minha família paterna é do sertão do Rio Grande do Norte e Paraíba. Ouvi Gonzagão e companhia a vida toda. Acho que tudo se juntou na minha cabeça e saiu o que saiu. Adoro melodias e acho que consigo escrever coisas bonitas, gosto do que eu escrevo.
Então, minhas influencias musicais são musica de gente humilde mesmo, eu não me considero um músico sofisticado e não pretendo ser, gosto de coisas simples.
As composições longas abrem um bom espaço para explorar o lado criativo. Você acredita que a improvisação livre é um caminho natural para expressar emoção no tempo em que a música ocorre?
Pra mim, se uma melodia começa ela tem seu próprio curso pra ir aonde ela quer ir, e ninguém pode interromper isso. Penso como Carlos Drummond de Andrade, a poesia vem de uma estância maior, seja ela qual arte for, e nos improvisos a coisa pra mim é dessa maneira. A liberdade de criação nos improvisos requer muito estudo. Estudar os estilos musicais, as texturas, a historia da cultura de onde a música veio, e por ai vai.
Então, penso sim que o improviso é uma forma natural de se expressar com emoção, mas isso requer muito estudo, não da pra fazer isso do nada.
Belíssima composição solo em "Trem de Cabedelo". O que o inspira nesses momentos intimistas?
Uma Paisagem. La em João Pessoa, na cidade dos meus pais, tem um trem muito antigo que transita das cidades mais simples levando trabalhadores para João Pessoa, uma delas é a cidade de Cabedelo. O trem é periférico, pobre, feio, velho e mal tratado.
Se forem a João Pessoa, mais precisamente no centro velho, ao lado do Hotel Globo, vão entender minha inspiração. O trem passa entre construções antigas buzinando. Se quiser, pode ir a Cabedelo nele, é bem legal, é lindo. Isso me marcou. As coisas simples geralmente mexem muito comigo, e eu gosto de transpor isso para a música, a arte onde me coloco.
Obrigado Itamar Carneiro, e sucesso.
Você pode adquirir o disco Muy Poquito na Pops Discos e na Freenote.
HIROMI UEHARA NO RIO
18 setembro 2017
Criado o grupo, a conversa passou pelas atrações do Blue Note carioca, nova esperança de permanência e sucesso da casa nesta cidade sem jazz. Ela foi mencionada ali pois iria apresentar-se ao lado de um harpista colombiano(!) Edmar Castañeda. Para a dissipação parcial de minha completa ignorância a seu respeito, menções ao trabalho do duo foram as melhores possíveis, sendo que nosso confrade PWham, que assistira a ambos no Festival de Marciac/17, e cujo gosto jazzístico afina-se com o meu, endossou a escolha do clube.
Pois bem, comprados os ingressos (ser idoso nessa hora é uma beleza!), rumei com a chefa para ver sua apresentação. Já na entrada, uma surpresa: a harpa de Castañeda ficara retida em Bogotá e malgrado os esforços da casa em conseguir outra - sendo que a famosa harpista carioca Cristina Braga fora contactada e posto à disposição uma de suas quatro -, o colombiano não aceitava tocar em nenhuma outra, dadas as peculiaridades de sua própria, modificada para obter determinada sonoridade. Assim, desculpava-se a casa, muito profissionalmente, oferecendo não apenas acesso aos concertos-solo que Hiromi faria naquela noite, em 2 sets, como ingressos para o dia seguinte para o programado duo.
Foi, portanto, acidentalmente, que pude assistir a quatro sets com esse fenômeno do piano moderno, uma reencarnação de pianistas do passado aliada à admiração e influência de seus mestres do presente, tudo encaixotado num corpo pequenino e aparentemente frágil mas cuja vitalidade, força, ritmo, delicadeza versus pancadaria nas teclas, me encantaram a partir de seu segundo tema. Necessário dizer que, além de exímia executante, Hiromi é uma compositora de mão cheia, com idéias e andamentos ricos e complexos permeando suas obras. E as de outros também. Um negócio!, como diria o meu pai.
Variando sua atuação entre líricas passagens alatinadas (onde ouvi Chick Corea) e outras mais cerebrais (onde percebi a presença de um Keith Jarrett um pouco mais lírico, mais arredondado), passeando por solos só de sua mão direita à Oscar Peterson (ídolo declarado), a japonesinha, dona também de uma diabólica mão esquerda, trovejou alto nas teclas graves e fez chover chuva fininha nas agudas, alternando os climas entre explosivos e pianissimos de forma inebriante, recheados pela escolha de inusitadas mudanças de ritmo e acordes "ricos", escolhidos sabiamente por sua inteligência musical superior. Sua capacidade de emular pianistas dos calibres de Count Basie, Errol Garner, Bud Powell etc, e enfiar citações em momentos inesperados, com um sorriso cúmplice e divertido no rosto, ganhou a admiração de toda a platéia, composta tanto de aficionados como de gente comum.
Se fosse descrevê-la totalmente, teria de usar alguns posts. Este pretende ser um resumo do que vi, em 2 sets solo e no dia seguinte, aliada à bela harpa tocada por Castañeda, este um capítulo à parte.
Abraços!
CRÉDITOS DO PODCAST # 379
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LIDER
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EXECUTANTES
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TEMAS / AUTORES
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GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
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BARNEY KESSEL
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Barney Kessel
(gt), Harry "Sweets" Edison (tp), Georgie Auld (st), Jimmy Rowles
(pi), Al Hendrickson (gt rítmica), Red Mitchell (bx) e Irv Cottler (bat)
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LOUISIANA
(J.C.
Johnson / Andy Razaf / Bob Schafer)
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Los Angeles, 26/junho/1955
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Barney Kessel (gt),
Ray Brown (bx) e Shelly Manne (bat)
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SATIN
DOLL
(Duke Ellington / Johnny Mercer / Billy
Strayhorn)
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Los Angeles,
março/1957
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I'M
AFRAID THE MASQUERADE IS OVER
(Herbert
Magidson / Allie Wrubel
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Los
Angeles, novembro/1959
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Frank
Rosolino (tb), Ben Webster (st), Jimmy Rowles (pi), Barney Kessel (gt), Leroy
Vinnegar (bx) e Shelly Manne (bat)
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JERSEY
BOUNCE
(Tiny
Bradshaw / Edward Johnson / Bobby Plater / Robert Wright)
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Los
Angeles, 6/agosto/1957
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Mannie Klein (tp),
Arnold Ross (pi), Barney Kessel (gt), Red Callender (bx) e Irv Cottler (bat)
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TWELFTH
STREET RAG
(Euday
L. Bowman)
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Los Angeles, 12/dezembro/1947
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Conte Candoli (tp),
Victor Feldman (vib), Barney Kessel
(gt), Paul Horn (fl, sa), Red Mitchell (bx) e Stan Levey (bat)
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THE BIG BLOW OUT
(Henry Mancini / Johnny Mercer)
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Los Angeles, 1961
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Bob Cooper (st,
oboe) Claude Williamson (pi), Barney Kessel (gt), Monty Budwig (bx) e Shelly
Manne (bat)
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BARNEY’S BLUES
(Barney Kessel)
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Los Angeles, 1/julho 1954
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Barney Kessel (gt)
e Monty Budwig (bx)
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STAIRWAY TO THE STARS
(Matty Malneck / Mitchell
Parish / Frank Signorelli)
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Los Angeles, 3/abril/1959
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Barney Kessel (gt),
Jimmy Rowles (pi), Howard Rumsey (bx), Stan Levey bat) e Claude Williamson
(arranjo)
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BEGIN THE BLUES
(Barney Kessel)
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Live at "Irvine Bowl, Laguna Beach, CA, 20/junho/1955
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Barney Kessel (gt),
Ray Brown (bx) e Shelly Manne (bat)
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NAGASAKI
(Mort Dixon / Harry Warren)
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Los Angeles, 19/março/1957
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Bob Cooper (st),
Hampton Hawes (pi), Barney Kessel
(gt), Red Mitchell (bx) e Chuck Thompson (bat)
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64 BARS ON WILSHIRE
(Barney Kessel)
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Los Angeles, 12/setembro/1955
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Marvin Jenkins
(pi), Barney Kessel (gt), Jerry Goode (bx) e Stan Pepper (bat)
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WHEN JOHNNY COMES MARCHING HOME
(Traditional / Patrick S. Gilmore)
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Los Angeles, 10/janeiro/1961
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Oscar Peterson
(pi), Barney Kessel (gt) e Ray Brown (bx)
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SALUTE TO CHARLIE CHRISTIAN
(Barney Kessel)
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Los Angeles, 19/dezembro/1953
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Bob Cooper (st),
Hampton Hawes (pi), Barney Kessel (gt), Red Mitchell (bx) e Chuck Thompson
(bat)
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JEEPERS CREEPERS
(Johnny Mercer / Harry Warren)
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Los Angeles, 12/setembro/ 1955
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Marvin Jenkins
(pi), Barney Kessel (gt), Gary Peacock (bx) e Ron Lundberg (bat)
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BLUESOLOGY (Milt Jackson)
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Los Angeles, 19/julho/1960
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