Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

17 setembro 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (59)
Setembro 04 a 06
04              Gus Arnheim, líder, California, 1897
Steve Gadd, bateria, New York, 1945
Mitzi Gaynor, canto / dança / atriz, Illinois, 1930
Bireli Lagrene, guitarra, França, 1966
Meade “Lux” Lewis, piano, Illinois (?Kentucky?), 1905
Lonnie Plaxico, contrabaixo, Illinois, 1960
Jan Savitt, violino, Russia, 1914
Gerald Wilson, trumpete / composição / arranjo / lider, Massachusetts, 1918
05              Albert Mangelsdorff, trombone, Alemanha,  
Richie Powell, piano / composição, New York, 1931
06              Peter Bocage, lider, Louisiana, 1877
Buddy Bolden, cornet, Louisiana, 1868
Eddie Durhan, guitarra, California, 1925
Bertha “Chippie” Hill, vocal, Carolina do Sul, 1905
Billy Rose, composição / produção, New York, 1899
Sol Schlinger, saxofone.barítono, New York, 1926

                              Retornaremos

PÉS DESCALÇOS

16 setembro 2017

O guitarrista e compositor carioca Rogério Guimarães lança seu primeiro CD, Pés Descalços, com 11 composições de temas essencialmente brasileiros.
Nesse trabalho de estreia, traz um delicado e um cuidadoso trabalho melódico usando como direção para esse variado leque de ritmos uma formação de quarteto de jazz acompanhado pelo piano de Marco Tommaso, o contrabaixo de Ronaldo Diamante e a bateria de Gabriel Barbosa.

O repertório passeia pelo afoxé, xote, frevo, samba, bossa, salsa, bolero, ijexá e bebop, em arranjos que privilegiam e exploram a força contagiante desses estilos, fazendo da audição do disco uma experiência agradável, renovadora e empolgante da primeira até a última faixa.


Rogério Guimarães é guitarrista e violonista de formação jazzística e popular brasileira e se apresenta na cena musical carioca e nacional mostrando seu trabalho autoral, em formações de trios, quartetos e quintetos de jazz.
"Pés Descalços" foi gravado, mixado e masterizado por Ricardo Calafate, no Estúdio Umuarama, RJ.

Com a palavra, Rogério Guimarães -

O que inspirou o nome do disco?
Dar nome a uma música não é nada fácil pra mim. Às vezes, mais difícil que compor a música. Apesar disso, o nome dessa, que é a primeira faixa do disco, veio naturalmente. Achei que o significado do título, "Pés Descalços", reflete a alma desse trabalho, que é uma ideia de simplicidade, de beleza e alegria, como a prazerosa experiência de caminhar de pés descalços.

Como originou a formação do grupo que o acompanha?
No processo de composição das músicas, por se tratar de temas brasileiros na maior parte, visualizei desde o princípio que o fio condutor dessa variedade de ritmos seria a formação que se repetiria em todas as faixas. Optei por utilizar somente instrumentos acústicos, o que dá um sabor jazzístico ao trabalho. Tive a grande sorte de encontrar músicos muito eficientes, sensíveis ao que eu queria fazer e que acreditaram e me apoiaram nesse trabalho, como o Ronaldo Diamante no baixo acústico, Marco Tommaso no piano e o Gabriel Barbosa na bateria.

É desafiador fazer essa fusão do jazz com ritmos brasileiros?
Não posso dizer que encaro como um desafio, ou mesmo que chamaria de fusão desses estilos. Na verdade, trabalho sempre sob o princípio do prazer e da diversão. Uma das formas de compor que dá muito certo pra mim é gravar uma levada num instrumento de percussão, que pode ser qualquer coisa que esteja à mão, e improvisar melodias que aquela levada inspira até o momento em que está divertido. Quando começa a ficar trabalhoso eu deixo pra lá e volto depois. Como sempre uso ritmos que acho estimulantes e como amo o jazz, talvez por isso, essa "fusão" tenha acontecido naturalmente. Acho muito importante manter esse frescor em todos os aspectos da música. Sei que quando estamos estudando é preciso mais disciplina e insistir no aperfeiçoamento da execução, mas se deixarmos extrapolar o limite do prazer e transformarmos a prática numa luta, certamente essa tensão vai se refletir no som que você faz.


A audição musical sempre é importante. O que gosta de ouvir e que músicos influenciaram na sua formação?
Pra qualquer pessoa, ouvir música é uma experiência para além dos sentidos. Música não é nada além de ar em movimento e mesmo assim pode transformar tudo. A cultura, as crenças, a maneira de ver o mundo e a vida daquele que ouve. Pra quem trabalha com música, ouvi-la é também sedimentar uma linguagem dentro de si. Não há como ser um verdadeiro sambista se o samba não entrou no seu sangue pelos ouvidos e por todo seu corpo num processo que leva muitos anos. Se você quer dominar um estilo, tem que ouvi-lo por muito, muito tempo.
Eu gosto de ouvir tudo e em todo tipo de música encontro coisas que gosto. E que não gosto também. O desejo de ser músico foi inspirado inicialmente pelo rock. A guitarra sempre teve um encantamento sobre mim, e lembro até hoje da sensação que tive no dia em que vi uma pela primeira vez. Desde então, tudo que tinha guitarra me interessava. Os guitarristas que mais gostava eram Jimmy Page, Jeff Beck e Steve Howe e quando comecei a ouvir jazz os que mais me influenciaram foram o George Benson, Pat Metheny, Ricardo Silveira, Joe Pass, Joe Diorio, Kenny Burrel, e por aí vai.

Que equipamentos usou nessa sessão?
Levei um tempo até achar o som de guitarra que queria na gravação. Acho que foi o que mais deu trabalho em todo o processo... Experimentei várias coisas até chegar num equipamento simples, mas muito funcional. Uso uma guitarra Gibson ES 175 de 1956 ligada num amplificador Fender Deville valvulado, microfonado com um Newmann U89 e um Roland Cube 60 transistorizado, captado por um Newmann U87. Uso um pouco de reverb e delay de um Lexicon MPX1 ligado no looping de efeitos do Fender e o Roland sem nenhum efeito. Gosto de misturar o som de dois amplificadores de características diferentes e realçar as qualidades de cada um, como os graves encorpados do Fender e a definição dos agudos do Roland. Ao vivo, uso o mesmo equipamento, adicionando ocasionalmente um pedal de volume para ter mais controle sobre as dinâmicas.

Como adquirir o disco?
Tomei por conta própria a distribuição do disco e ele pode ser adquirido entrando em contato comigo pelo telefone (21) 99925-5305, pelo e-mail terrarogerio@hotmail.com ou pela minha página no facebook.

Obrigado Rogério Guimarães, e sucesso.



soundcloud

P O D C A S T # 3 7 9

15 setembro 2017

MÚSICO EM FOCO COM BARNEY KESSEL









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IN SET COM BRUNO MIGOTTO

13 setembro 2017

O baixista Bruno Migotto é um dos mais atuantes músicos da cena Instrumental brasileira. Seu som está presente no trio do guitarrista Michel Leme, com quem toca desde 2008, nos quintetos dos guitarristas Lupa Santiago e Djalma Lima, e na Soundscape Big Band - trabalhos de pura excelência.
Agora ele é o protagonista, e apresenta seu primeiro disco solo intitulado In Set, um registro autoral que contou com a participação de Michel Leme na guitarra, Alex Buck na bateria e os sopros de Daniel D'Alcantara no trompete, Josué dos Santos e Cassio Ferreira nos saxofones e Jorginho Neto no trombone.
O primeiro time da cena instrumental paulistana.
Para Bruno, In Set é o retrato mais fiel da sua realidade e crença na arte, como afirma no belo encarte do disco, com arte gráfica de Luda Lima.

Bruno Migotto

Alternando entre o contrabaixo acústico e elétrico, o repertório se traduz quase como uma biografia -
das mudanças e incertezas em "Do Fim ao Começo"; a mistura de ritmos em "El Samba como me Gusta" e "Caixote de Surpresas"; a crença em "Paz de Cristo"; da ansiedade transformada em Blues em "Quase Roxo"; e dos insights criativos em "Acidental" e "Canto do Abacate".
Títulos cujas histórias são reveladas brevemente por Bruno em linhas impressas na contracapa do disco.

Com a palavra, Bruno Migotto -

In Set é um disco totalmente autoral. Como você trabalha o processo de composição?
O processo de composição nunca é fácil pra mim, normalmente tudo parte de uma ideia e depois vem o desenvolvimento dessa ideia, que é a parte mais dificil e que leva muito mais tempo. As músicas desse disco foram todas compostas entre 2005 e 2007, e depois de escritas comecei a escrever os arranjos para a formação de septeto, a principio somente para estudo, mas depois de tanto trabalho os escrevendo decidi montar essa formação e toca-los. Em 2009 gravei o disco, que conta com 7 desses arranjos e com os músicos Michel Leme, Alex Buck, Daniel D'Alcântara, Cássio Ferreira, Josué dos Santos e Jorginho Neto.

Nesta sessão você tem a base em trio com guitarra e bateria e uma seção de sopros. Você já tinha pensado nos arranjos sem piano?
Desde que comecei a escrever os arranjos para essa formação sempre pensei neles com um só instrumento de harmonia, no caso a guitarra; assim o músico fica mais à vontade para harmonizar com o solista e interagir. Mas acima de tudo, minha preocupação foi em pensar nos músicos que eu queria que fizessem parte do som, então não escolhi a guitarra, escolhi o Michel Leme, que tem um som único, assim como todos os outros músicos que fizeram parte do disco. Esse é um dos aspectos que mais gosto desse tipo de música, que permite a criação e a improvisação em tempo real. Cada músico que muda, muda também todo o som do grupo e a maneira como os demais músicos tocam e reagem, isso requer uma sensibilidade e entrega total à Música.

Contrabaixo acústico e elétrico - instrumentos de sonoridade e textura tão particulares. Como você os pensa em sua música?
O que realmente acho mais distinto entre os dois instrumentos é a parte técnica, nesse sentido eles são completamente diferentes, a não ser por terem a mesma afinação. Portanto, não é natural que um baixista elétrico toque acústico nem vice versa, tem que estudar os dois separadamente com suas respectivas técnicas e sonoridades. Porém na hora de tocar, musicalmente falando, penso nos dois muito próximos. Minhas maiores referencias como baixista são baixistas acústicos. Depois que comecei a tocar baixo acústico meu jeito de tocar o elétrico mudou completamente, e meu modo de tocar em grupo mudou bastante, e pra melhor, eu acredito. Essa limitação técnica que o baixo acústico traz no começo, acho isso extremamente musical, faz você ser mais criativo com menos informação e também faz você valorizar o mais simples. Hoje em dia acho que um instrumento acaba ajudando e influenciando o outro. Meus estudos hoje também inclui a bateria, e foi desde que me mudei para São Paulo que pude começar a estudar de verdade esse instrumento, que foi minha primeira paixão na música, um instrumento que sempre me ajudou muito como baixista, e musicalmente; também tenho me dedicado bastante ao piano, que tem me ajuda muito em todos os sentidos. Acho extremamente importante para qualquer instrumentista conhecer um pouco de bateria e piano.

Bruno Migotto

O que o fez descobrir o contrabaixo? 
O contrabaixo não foi minha primeira e nem segunda opção. O primeiro instrumento que eu tive foi um teclado, com uns 8 anos de idade mais ou menos, mas não despertou muito meu interesse para estudar na época e logo desencanei; mas foi quando vi uma bateria pela primeira vez na minha frente que meu amor pela música começou de verdade. Eu ficava louco quando via alguém tocando bateria, e queria muito fazer aquilo também (esse amor continua até hoje), porém morava em apartamento e ter uma bateria não era uma opção, a unica coisa que eu sabia era que não queria tocar guitarra, então baseado nas bandas de Rock que eu ouvia na época só me sobrou o baixo.
Aos 11 anos ganhei meu primeiro baixo elétrico, e a partir daí comecei a estudar música cada vez mais, ja sabendo que queria ser músico. Aos 17 fui para São Paulo estudar música e comecei a ouvir cada vez mais Jazz e Música Instrumental, e naturalmente comecei a ter como referencia aquela linguagem e sonoridade do baixo acústico, assim comprei meu primeiro acústico aos 18 anos. Comecei a estudar sozinho mesmo, e logo comecei a trabalhar com o instrumento, e tocar na noite ainda continua sendo minha maior escola, repertórios sempre diferentes e com músicos diferentes.
É muito interessante como as coisas acontecem. Quando comecei a tocar aos 11 anos, nunca imaginei que fosse tocar e carregar um baixo acústico pra lá e pra cá, porém agradeço muito, pois esse instrumento mudou completamente minha maneira de tocar e de ver a música, e também me abriu muitas portas para que eu começasse a tocar Música Instrumental e improvisada com grandes músicos que eram e ainda são minhas referências musicais, e que tenho a honra de ver de perto, aprender e tocar, como os grandes bateristas Bob Wyatt, Edu Ribeiro, Cuca Teixeira, Alex Buck, Nenê, Celso de Almeida, entre tantos outros.

Você é professor no Conservatório Souza Lima, que tem muito foco no Jazz e na Música Instrumental. Você vê potencial na nova geração de músicos para levar esse legado adiante?
Com certeza. Os tempos mudaram bastante por conta da tecnologia e do fácil acesso a informação, o importante é saber como lidar com isso. O perigo é ficar viciado no acúmulo de informações e não se aprofundar em nada direito. Gosto do antigo método de ter um disco e ouvi-lo até cansar, conhecer o máximo possível aquele disco, cantar os solos, saber o que acontece com os outros instrumentos, ouvir a música como um todo e não focar somente no próprio instrumento. E o que parece ser um método infalível para aprender uma linguagem é conhecer a história, estudar os que vieram antes de você, e os que vieram antes daqueles que você admira. Acredito que esse processo tanto de aprender quanto de ensinar deve ser feito em sua maior parte com Música, com som, e não somente com regras e dogmas, afinal ninguém quer virar músico ou se apaixonar pela Música por causa de regras e teorias.

Obrigado Bruno Migotto, e sucesso.
brunomigotto.com/


Bruno Migotto on Myspace.

JOIA DE BILL EVANS COM JACK DeJOHNETTE



 O álbum "Concerto de Hilversun", gravado em 1976, pelo trio do pianista Bill Evans, com Eddie Gomez no contrabaixo e o baterista Jack DeJohnette, que se juntou a esse grupo naqueles dias por um período relativamente curto, mas cativante.
O mais valioso e interessante sobre esta gravação é que foi descoberta recentemente, nunca antes publicada.
Além das gravações de Bill Evans no Montreux Jazz Festival, que ganhou um Grammy Award em 1969, e os inéditos, Other Time and Another Time, o "Concerto Hilversun" é o único registro do período relativamente curto em que Jack DeJohnette fazia parte do trio de Evans.
Essas gravações foram realizadas em uma sala de concertos na cidade do norte da Holanda, Hilversun, em 1976, deixando facetas registradas do pianista desconhecidas de alguns de seus admiradores. O trabalho de Jack DeJohnette é igualmente magnífico, bem como Eddie Gomez parceiro por décadas de Evans. Isso se reflete especialmente nas composições ─ Waltz For Debbie de Evans dedicada a sua filha que se tornou um padrão de jazz ao longo dos anos assim como Nardis e a balada de Gerswhin ─ Embraceable You. Anos depois, Nardis foi atribuída a Miles Davis, mas Evans sempre reivindicou sua autoria.
Depois de Bill Evans, o jovem baterista DeJohnette, que acabava de se separar do conjunto de Charles Lloyd, estava se juntando a Miles Davis para começar uma era frutífera e pioneira com Davis.
Este álbum tem uma duração de 47 minutos (curto pelos padrões de hoje), mas é uma jóia musical deslumbrante, histórica e artística.



(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

RECORDANDO LEONARD FEATHER


O escritor e historiador de jazz britânico Leonard Geoffrey Feather nascido em 13/setembro/1914, passou grande parte de sua vida nos Estados Unidos, onde ele não só conheceu a maioria dos músicos de jazz de seu tempo, mas tornou-se amigo e confidente de muitos deles até 1994, ano em que morreu. Feather também era pianista e compositor. Ele deixou muitas gravações, incluindo algumas como líder com os Leonard Feather All Stars, que incluíam músicos como Coleman Hawkins, Cootie Williams e Art Tatum, entre outros.
Mas Leonard Feather é melhor lembrado como autor de famosas publicações como:
1955: The Encyclopedia of Jazz, with foreword by Duke Ellington (Horizon Press)
1956: The Encyclopedia Yearbook of Jazz (Horizon)
1993 reprint (Da Capo)
1963: Laughter from the Hip co-written with Jack Tracy (Da Capo)
1966: The Encyclopedia of Jazz in the Sixties
1977: Inside Jazz (Da Capo)
1977: Pleasures of Jazz (Delacorte)
1987: From Satchmo to Miles (Da Capo)
1987: Encyclopedic Yearbook of Jazz reprint (Da Capo)
1987: The Jazz Years — Earwitness to an Era (Da Capo)
1988: Book of Jazz (Horizon)
Além dos livros sobre o gênero, publicou seus numerosos comentários e crônicas na revista Metronome e na Los Angeles Times. Ele escreveu para a revista Down Beat e criou a famosa seção 'Blindfold Test', em que mostrava gravações de músicos de jazz a outros músicos para que advinhassem e criticassem, e publicava os resultados. Liderou 17 álbuns de 1937 a 1972.
Ele também compôs muitas músicas de jazz, algumas das quais foram gravadas por Dinah Washington e vários outros músicos. Escreveu a letra da composição de Benny Golson “Whisper Not”, que foi gravada por Ella Fitzgerald. Na gravação do link abaixo, ouvimos dirigido por Leonard Feather All Stars, pouco depois de ter se instalado nos Estados Unidos.
A Esquire Magazine promovia um concurso dos melhores jazzistas do ano e organizava uma apresentação:
Esquire Blues por Leonard Feather’s Esquire All Stars: Coleman Hawkins (st), Cootie Eilliams (tp), Edmond Hall (cl), Art Tatum (pi), Al Casey (gt), Oscar Pettiford (bx) e Big Sid Catlett (bat). Gravação, New York, 4/dez/1943 para o selo Commodore em 78 rpm.
 (traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

REEDITADOS NOVE LP’s DE MILES DAVIS

12 setembro 2017



O selo Columbia-Legacy tem no mercado uma coleção em caixa de novos álbuns de Miles Davis, em edição monofônica, e registros realizados entre os anos 1956 e 1961. Seis com o "primeiro gran quinteto" de Miles (Coltrane, Kelly, Chambers e Cobb), e três com a orquesta de Gil Evans.
A coleção vem no formato CD, com capas de LPs originais reduzidos em tamanho, e três cópias podem ser adquiridos no formato LP em vinil, para felicidade dos amantes do formato "disco 33rpm".
Duas criações pouco conhecidas, jamais publicadas nos EUA, em forma de coleção, gravações registradas em Paris, em 1957, com músicos europeus, que inclui também músicas com o sexteto de Davis que inclui Coltrane, Adderley, Evans , Chambers e Cobb, anteriores às sessões de Kind Of Blue.
A coleção contém um libreto de 40 páginas com informação discográfica, sobre o pessoal, história das sessões de gravação e notas com comentários, incluindo ensaio do periodista e escritor Marc Myers.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 378

11 setembro 2017

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS e AUTORES
GRAVAÇÕES
LOCAL / DATA
SONNY ROLLINS
Sonny Rollins (st), Sonny Clark (pi), Percy Heath (bx) e  Roy Haynes (bat) 
JUST IN TIME

(Jule Styne /  Betty Comden / Adolph Green)
New York, 12/junho/ 1957
MEL TORME
The Marty Paich Dektette: Mel Torme (vcl), Jack Sheldon, Warren Luening (tp), Dan Barrett (tb), Bob Enevoldsen (v-tb), Jim Self (tu), Gary Foster (sa), Ken Peplowski (st,cl), Bob Efford (sbar), Allen Farnham (pi), Chuck Berghofer (bx) John Von Ohlen (bat) e Marty Paich (arranjo, condução)
Concert at "Kan-i Hoken Hall", Tokyo, 11/dezembro/1988
JOSHUA REDMAN
Joshua Redman (st), Peter Martin (pi), Christopher Thomas (bx) e Brian Blade (bat)
Live "Village Vanguard", New York, 26/março/1995
GARY BURTON
Gary Burton (vib), Chick Corea (pi), Pat Metheny (gt), Dave Holland (bx) e Roy Haynes (bat)
ELUCIDATION
(Pat Metheny) 
New York, 17/dezembro/1997
KENNY BARRON 
Kenny Barron (pi), Kiyoshi Kitagawa (bx) e Johnathan Blake (bat)
COOK’S BAY
(Kenny Barron) 
New York, 4/julho/2015 
TAL FARLOW
Eddie Costa (pi), Tal Farlow (gt, ldr) e Vinnie Burke (bx)
I LOVE YOU
 (Cole Porter)
New York, 31/maio/1956
JOHN FEDCHOCK
John Fedchock New York Band: Tony Kadleck, John Bailey (tp), Barry Ries (flh), John Fedchock (tb, arranjo), Keith O'Quinn, Clark Gayton (tb), George Flynn (b-tb), Rich Perry, Walt Weiskopf (st), Mark Vinci (sa,fl), Charles Pillow (sa, ssop), Allen Farnham (pi), Dick Sarpola (bx) e Dave Ratajczak (bat)
JUST SAYIN'
(John Fedchock)
New York, 2/junho/2014
STAN GETZ / OSCAR PETERSON
Stan Getz (st), Oscar Peterson (pi), Herb Ellis (gt) e Ray Brown (bx)
I WANT TO BE HAPPY
 (Irving Caesar / Vincent Youmans)
Los Angeles, CA, 10/outubro/1957
SHELLY MANNE
Bob Enevoldsen (v-tb), Art Pepper (sa), Bob Cooper (st), Jimmy Giuffre (sbar), Marty Paich (pi), Curtis Counce (bx), Shelly Manne (bat, ldr) e Shorty Rogers (arranjo) 
GAZELLE (Bill Russo)
Hollywood, CA, 6/abril/1953
JOE CLARK
Brent Turney, Chuck Parrish, Victor Garcia, B.J. Cord (tp,flh). Joe Clark (tp,flh,arranjo, ldr), Andy Baker, Tom Garling, Bryant Scott (tb), Tom Matta (b-tb), Corbin Andrick,  Dan Nicholson (sa), Chris Madson, Anthony Bruno (st), Mark Hiebert (sbar) Ryan Cohan (pi), Mike Pinto (gt), Joe Policastro (bx) e Jeff Hamilton (bat)
FREE-WHEELING
(Joe Clark)
Chicago, IL, 21/março/2012
LEWIS NASH
Jeremy Pelt (tp,flh), Jimmy Greene (st), Renee Rosnes (pi), Peter Washington (bx) e Lewis Nash (bat)
BLUES CONNOTATION
(Ornette Coleman)
Live at "Cory Woods' Cellar Jazz Club", Vancouver, Canada, 18/setembro/2011

RECORDANDO GERALD WILSON

10 setembro 2017


Três anos atrás, informamos sobre a morte, em sua casa em Los Angeles, do aclamado maestro, compositor e arranjador Gerald Stanley Wilson, aos 96 anos, também foi um trompetista de jazz.
Nascido no Mississippi, ele estava com sede em Los Angeles desde o início da década de 1940.
Wilson foi altamente respeitado no mundo musical por seu entusiasmo e gênio inventivo. Entre as colaborações que proporcionou às carreiras de grandes músicos destacam: Billie Holiday, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Duke Ellington, Carmen McRae, Lionel Hampton, Dizzy Gillespie, Betty Carter, Stan Kenton, Count Basie, Clark Terry, Dinah Washington, Nancy Wilson e Wynton Marsalis (Jazz At Lincoln Center), para citar apenas alguns.
Fora dos limites do jazz, ele também teve importantes colaborações artísticas com estrelas do calibre de Ray Charles, B.B. King, Harry Belafonte, Bobby Darin e Les McCann.
Um excelente educador musical, deixou um legado de quase 100 discos e milhares de arranjos originais, de composições e orquestrações para filmes e séries de televisão. Entre muitos outros prêmios e honras, em 1996 ele foi nomeado "NEA Jazz Master".
Gerald Wilson teve três filhas e um filho (Anthony Wilson, guitarrista de Diana Krall), bem como vários netos e para todos compôs temas musicais.


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

P O D C A S T # 3 7 8

08 setembro 2017

MEL TORMÉ
JOHN FEDCHOCK 
JOSHUA REDMAN 
LEWIS NASH



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FILME DOCUMENTAL SOBRE JOHN COLTRANE

06 setembro 2017

















O filme documentário "CHASING TRANE", aprovado pela família do grande saxofonista de jazz, foi lançado nos EUA e agora está disponível em formato DVD.
O filme, que abrange a vida e a carreira musical de John Coltrane, foi dirigido por John Scheinfeld que realizou vários festivais de cinema em vários países.


Há entrevistas gravadas com Coltrane, e daquelas que foram apenas impressas, a voz é feita pelo ator Denzel Washington. Há também comentários de Sonny Rollins, Benny Golson, Wynton Marsalis, Carlos Santana e Kamasi Washington, entre outros, bem como imagens nunca vistas antes de filmes "domésticos" que eram feitos pela família. Além disso, o documentário mostra gravações de vídeo que estavam em arquivos audiovisuais de vários canais de televisão, em que aparecem vários conjuntos de Coltrane.
O filme inclui grande parte da música que o saxofonista registrou para rótulos como Prestige, Blue Note, Atlantic, Pablo e Impulse, rico em ilustrações musicais reais.
Este documentário segue vários outros (alguns dramatizados) que surgiram recentemente sobre grandes músicos de jazz, como Miles Davis, Chet Baker, Clark Terry, Dave Brubeck, Charles Mingus e Ornette Coleman.


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

DOCUMENTÁRIO SOBRE CLARK TERRY e sua amizade com um jovem pianista

05 setembro 2017



Queremos lembrar que o documentário em filme sobre Clark Terry intitulado "Keep On Keepin 'On" - que já havia sido premiado nos Festivais de Cinema de TriBeCa e Seattle - que foi lançado meses depois de suas estréias em Los Angeles em 19 de setembro e em Nova York em 3 de outubro de 2014.
Clark Terry morreu em fevereiro de 2015 e o documentário já está disponível em formato DVD.
O filme, dirigido por Alan Hicks e produzido por Quincy Jones, explora a estreita amizade entre o lendário trompetista (convalescente em casa) e o jovem pianista Justin Kauflin.
Justin é um menino que, sendo já um virtuoso, tudo o que ele quer é se tornar um excelente pianista de jazz. Por algum tempo, ele esteve sob a orientação de Clark Terry, em sua casa. Justin Kauflin já é uma estrela emergente no jazz. Ele tem tocado com o seu trio no Brasil e uma extensa turnê pela Europa. Atuou em vários festivais internacionais de jazz e clubes de jazz de renome. Em 2011, foi semi-finalista no concurso Thelonious Monk e ganhou o prêmio VSA internacional para jovens pianistas.

Ao longo do tempo, uma amizade emocionante entre os dois músicos separados por uma imensa diferença de geração (23 e 93 anos, antes da morte de Terry) foi formada, mas unida pelo amor ao jazz e às deficiências pessoais (Terry, que tinha perdido a sensação de visão, teve que sofrer amputações nas pernas devido a um diabetes avançado que o prostrou em casa sua esposa cuidou dele até sua morte, e onde foi visitado por um desfile de admiradores de todas as idades.
O filme foi descrito como "uma celebração da vida de Clark Terry e sua dedicação ao ensino de jazz e seu apoio informal a jovens músicos".
Alan Hicks foi estudante de Clark Terry no passado e este é o seu primeiro documentário de cinema.
Clark Terry é mais do que uma lenda e verdadeiro "gigante" do jazz. Sua carreira musical foi longa, interessante, profunda e cheia de humanidade, bem como de imensa qualidade artística. A lista de grandes mestres com quem ele atuou é imensamente longa, bem como a sua discografia, honrarias e prêmios obtidos em sua vida artística.
Abaixo o "trailer" ou a sinopse do documentário em questão:

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)


CRÉDITOS DO PODCAST # 377

04 setembro 2017

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
MARCUS ROBERTS
&
WYNTON MARSALIS
Marcus Roberts (pi), Wynton Marsalis (tp), Roland Guerin (bx) e Jason Marsalis (bat)
BLUES SKIES (Irving Berlin)
Ruby Diamond Auditorium, Florida State University (Tallahassee, FL), 8/outubro/2013
GIANT STEPS (John Coltrane)
EMBRACEABLE YOU (George Gershwin)
NEW ORLEANS BLUES (Jelly Roll Morton)
EAST OF THE SUN WEST OF THE MOON
(Brooks Bowman)
BLACK AND TAN FANTASY
 (Duke Ellington / Bubber Miley)
When the Saints Go Marching In
(Tradicional)

FESTIVAL DE JAZZ DE DETROIT

03 setembro 2017





















Sexta, dia 1/setembro, o 35º FESTIVAL DE JAZZ DE DETROIT decolou, com a participação de centenas de músicos que atuam em diferentes partes do centro da cidade, somando até 100 espectáculos em quatro dias.
Entre os músicos mais destacados podemos citar: 
Wayne Shorter Quartet com DaniloPérez, John Patitucci e Brian Blade; Herbie Hancock; Miles Mosley; Esperanza Spalding; Chucho Valdés-Joe Lovano Quintet; Dee Dee Bridgewater; Quinteto Benny Golson; Michael Dease; Billy Childs; Terri Lynne Carrington; Orquestra de Jazz da Universidade de Michigan Stete; Kamasi Washington; Sean Jones; Leo Genovese; Regina Carter, Stanley Clarke; Vijay Iyer; Jason Marsalis; Russell Malone e dezenas de outros.
O festival também oferece palestras, jam sessions, atividades educacionais para adultos, crianças e jovens, exposições, workshops, etc.
Este evento termina em 4 de setembro.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

P O D C A S T # 3 7 7

01 setembro 2017

MARCUS ROBERTS
WYNTON MARSALIS





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